Programa de treinamentos na Biblioteca

20/10/2014

A partir desta semana, aproveitando o contexto da XVII Semana do Livro e da Biblioteca na USP, a Biblioteca da ECA lança um programa permanente de treinamentos voltado para promoção do uso mais proveitoso das fontes de informações e serviços oferecidos, principalmente as bases de dados especializadas, catálogos da Biblioteca e gerenciador de referências EndNote Basic.

Snap 2014-10-17 at 16.51.00A USP assina dezenas de bases de dados, algumas com cobertura ampla de um campo de estudo, outras interdisciplinares ou multidisciplinares. Embora essas bases de dados ofereçam informações atualizadas e confiáveis, são às vezes desconhecidas de boa parte da comunidade de pesquisadores.

Outro propósito dos treinamentos será oferecer orientações básicas para pesquisas nos catálogos da USP (Dedalus, Busca Integrada, bases da Biblioteca), bem como fazer reservas e renovações, usar pastas virtuais, inserir tags e comentários, empréstimo entre bibliotecas.

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E para aqueles que se queixam de ter de lidar com referências e citações durante a elaboração de seus trabalhos, vamos apresentar o gerenciador de referências EndNote Basic, que permite organizar referências de documentos, compartilhar pastas, gerar listas de referências e inserir citações de forma automática no formato ABNT etc.

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Já está em nosso site uma nova página, onde se pode ver as opções de treinamentos disponíveis e fazer inscrição num deles. Depois de feita a inscrição deve-se aguardar confirmação por parte da Biblioteca. Nessa fase inicial os treinamentos devem, preferencialmente, ser agendados com três dias de antecedência.

Se alguém tiver necessidade de informações sobre algum assunto que não esteja em nosso “menu” de treinamentos, entre em contato conosco por e-mail,  telefone ou pessoalmente. Podemos preparar um treinamento especial, sob demanda.

Aproveitem!

 


Minhas citações: acompanhe as citações de suas publicações

13/10/2014

Para possibilitar que os autores acompanhem o alcance de suas produções, o Google Acadêmico dispõe de interessante recurso o Minhas Citações, em que é possível acompanhar as citações de seus artigos, verificando quem cita suas publicações. O Minhas Citações também permite que você visualize gráficos e métricas de citações.

Para usá-lo é preciso criar um perfil no Google acadêmico e, se você desejar, pode torná-lo público. Assim quando alguém pesquisar pelo seu nome no Google acadêmico irá recuperar o seu perfil, que poderá trazer informações como sua titulação, filiação institucional, área de interesse, uma listagem com suas publicações e também uma homepage de sua escolha, que pode ser o link para seu currículo Lattes, por exemplo.

Agora iremos mostrar como criar um perfil no Google acadêmico e utilizar o recurso de monitoramento de citações. Tanto a criação como a manutenção do perfil é bastante simples e rápida. Veja:

 

 


Filmes proibidos

06/10/2014

Quem viveu na época da censura durante a ditadura jamais vai esquecer como era ser proibido de ler um livro, ver um filme ou uma peça teatral e até de ouvir uma canção. Qual é a sensação de ver o som do microfone de um artista sendo cortado durante um show? Só quem passou por isso sabe como é.

Para quem felizmente nunca passou, fizemos um pequeno apanhado de filmes que foram proibidos, perseguidos, cortados ou mutilados,  aqui e em outros países, hoje tranquilamente disponíveis em nosso acervo.

A inspiração para este post veio da nossa aluna Adriana Neitzel, que sugeriu fazermos algo semelhante à Semana dos Livros Proibidos promovida por bibliotecas, editores, livreiros e jornalistas nos Estados Unidos,  em defesa da liberdade de expressão.

Freaks – 1932 – dir . Tod Browning

Proibido em diversos países, o filme interpretado por artistas de circo com deformidades reais só obteve reconhecimento na década de 1960. Veja o artigo The ethics of Tod Browning´s Freaks.

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Esta noite encarnarei no teu cadáver- 1966  – dir. José Mojica Marins

O clássico de José Mojica Marins foi inicialmente proibido pela censura. De acordo com os censores:

O filme ora examinado focaliza as facetas de um autêntico débil mental que não acreditava na reencarnação [...]. O filme é de um mau gosto terrível. Os produtores tentam levar ao público um trabalho do gênero terror, usando e abusando de pancadaria, torturas, sexo e violência extremada. As sequências são desordenadas, indicando a instabilidade de toda a equipe técnica [...] Não observamos qualquer mensagem na obra apresentada. O homem sádico não sobre a mínima SANÇÃO [sic] pelas torturas e assassinatos que praticou contra vítimas inocentes (Manoel Felipe de Souza Leão Neto).

O filme deseja, e consegue, impressionar pelas suas cenas de terror, de sadismo sexual, de asco etc, inclusive finalizando com a morte do agente funerário negando a existência de Deus e da religião que procurava, por intermédio de um padre católico, salvar sua alma [...] (Constâncio Montebello).

Se não fugisse à minha alçada, seria o caso de sugerir a prisão do produtor (Jacira Oliveira).

O filme só foi liberado, depois de longa negociação, quando o produtor concordou em trocar o final, inserindo uma fala escrita pelos próprios censores na qual Zé do Caixão se arrepende e reconhece a existência de Deus.

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A mulher de todos (1969) – dir. Rogério Sganzerla

O censor vetou totalmente, considerando que se tratava de “um drama existencialista focalizando a vida desregrada de determinada dama, que, de todas as maneiras, insurge-se contra os padrões morais vigentes, quer pelo seu proceder livre e desenfreado quer pela sua filosofia de viver”.  Curiosamente, o censor parece ter uma pontinha de admiração pela protagonista, não? Ou inveja, quem sabe …

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 O ritual dos sádicos (O despertar da besta) – 1969 – dir. José Mojica Marins

Para o censor que recomendou veto total, o filme era “uma sucessão de fatos e situações, as mais diversas, cuja tônica principal e constante é a amostragem de, além da prática do vício, bacanais, orgias, rituais sado-masoquistas, taras, anormalidades, morbidez, deformações personalísticas dos mais variados calibres, enfim, uma gama infindável de aspectos que caracterizam a total degenerescência humana”.

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Z – 1969 – dir. Costa-Gavras

Baseado num fato verídico ocorrido durante a ditadura militar grega, o filme conta a história de um atentado a um líder oposicionista e suas consequências para o regime. “Qualquer semelhança com pessoas e eventos reais não é mera coincidência, é proposital”, avisa um letreiro no início dos créditos.  Só pôde ser exibido no Brasil em 1980 e quem o assistiu na época deve se lembrar da vibração da plateia nas cenas em que o juiz interpretado por Jean Louis Trintignant interroga e enfurece os militares envolvidos no crime.

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Zabriskie Point – 1970 – dir. Michelangelo Antonioni

Contracultura, crítica ao consumismo, greve estudantil e uma longa cena de sexo grupal no deserto. O filme só foi exibido no Brasil em 1980.

 

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Laranja mecânica (1971) dir. Stanley Kubrick

A censura brasileira foi responsável por uma ação bizarra, que ajudou a ridicularizar a ideia de censura no Brasil: como era impossível cortar as cenas de nudez frontal que os censores não admitiam, o filme foi exibido com bolinhas pretas que tentavam, sem muito sucesso, cobrir as genitálias dos atores. O recurso provocava gargalhadas na plateia, justamente numa das cenas mais violentas e cruéis do filme.

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Como era gostoso o meu francês – 1971 – Nélson Pereira dos Santos

A censura determinou a proibição do filme alegando que “a audiência brasileira não está plenamente preparada para semelhante espetáculo e poderá considerá-lo imoral, exceção feita a poucas plateias dos grandes centros. Daí, este SCDP vetar a sua exibição em todo o território nacional por considerá-lo, do ponto de vista estético, contrário aos princípios de moral e pudor do povo brasileiro”. Posteriormente, com a troca da chefia do Serviço de Censura, o filme foi  liberado.

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O país de São Saruê – 1971- Vladimir Carvalho

Documentário sobre as condições de vida dos lavradores e outros trabalhadores no sertão nordestino, permaneceu proibido por oito anos.  Os censores consideraram que:

“O filme não atende aos interesses nacionais [...] atende contra a dignidade e o interesse nacionais ao apresentar, sem que se conheçam seus verdadeiros propósitos,  aspectos da miséria e do subdesenvolvimento do nordeste brasileiro … (Manoel Felipe de Souza Leão Neto).

“Acresce  que esta Seção de Censura tomou conhecimento de que o presente filme está cotado para apresentação nestes próximos dias em um festival internacional, o que viria contribuir para estimular a campanha difamatória que se faz ao Brasil no exterior (Wilson Q. Garcia).

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 Je vous salue Marie – 1984 – dir. Jean-Luc Godard

Proibido depois do fim da censura no Brasil pelo governo de José Sarney, cedendo a pressões da igreja católica.  Foi recentemente divulgado o texto de um telegrama no qual o cantor Roberto Carlos cumprimenta o presidente pela proibição:

“Cumprimento Vossa Excelência por impedir a exibição do filme ‘Je Vous Salue’ Marie, que não é obra de arte ou expressão cultural que mereça a liberdade de atingir a tradição religiosa de nosso povo e o sentimento cristão da humanidade. Deus abençoe Vossa Excelência. Roberto Carlos Braga”.

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Com certeza nosso acervo abriga muitos outros filmes que um dia foram proibidos e perseguidos. É só pesquisar e descobrir. Você se lembra de mais algum? Comente aqui e nos ajude a fazer uma lista mais completa.

As informações deste post foram retiradas das seguintes fontes:

Maldito: a vida e o cinema de José Mojica Marins, o Zé do Caixão, de André Barcinski e Ivan Finotti. 791.430981 M339m

Memória da Censura no Cinema Brasileiro 1964 – 1988  – http://www.memoriacinebr.com.br/

Cinema 7: Especial Filmes Proibidos, parte 2 – http://www.cinema7arte.com.br/2014/08/especial-filmes-proibidos-parte-2.html

Roteiro da intolerância: a censura cinematográfica no Brasil, de Inimá Simões. 791.430981  S593r

 


Reformas e buracos

29/09/2014

O que é esse buraco na sala de estudos em grupo da Biblioteca? E esses caras com furadeiras atrapalhando meus estudos?

Bem, pessoal, estamos em obras.

A diretoria da ECA tem um projeto de modificação do lay-out da entrada do prédio central que envolve também o espaço da Biblioteca. A reforma já começou! A Oficina de Encadernação e Conservação – que ficava nos fundos da biblioteca, após a sala de estudos em grupo – foi transferida para outro espaço, logo após a Seção de Audiovisual. O local que está vazio no momento, podendo ser apreciado pelo buraco na sala de estudos, irá abrigar a empresa copiadora que presta serviços para a ECA. Este novo espaço permitirá atendimento simultâneo do usuário da Biblioteca e  do público geral .

Está prevista uma modificação interna na Biblioteca que incluirá:

mudança da porta de entrada para o saguão principal, facilitando o acesso dos usuários e a integração com o todo da Escola;

instalação de uma caixa de devolução automática;

criação de mais duas pequenas salas para estudos em grupo;

aquisição de mais mesas para estudo individual com tomadas para uso de equipamento pessoal;

novo balcão de empréstimo com atendimento unificado para material impresso e audiovisuais.

Por enquanto, estamos aguardando liberação de recursos que permitam a compra do mobiliário necessário à modificação do lay-out da Biblioteca.

Se tudo der certo, teremos um espaço mais funcional e agradável. Por enquanto, vamos fazer alguns pequenos ajustes no espaço e já está sendo colocado  um tapume na sala de estudos. Pedimos a todos  desculpas pelos inevitáveis barulhos e buracos.

 


Biblioteca reabre

27/05/2014

A Biblioteca da ECA volta, hoje, 22 de setembro, ao seu funcionamento normal. Os empréstimos que venceriam no período em que a Biblioteca esteve fechada (27 de maio a 19 de setembro) foram todos renovados para 13 de outubro.

Os usuários que não possam devolver o material até o dia 13, por motivo de viagem, doenças etc,  devem entrar em contato com a Biblioteca para negociar uma extensão de prazo.

Contatos:

ecabiblioteca@usp.br

fones:  (11) 3091.4071 e (11)3091.4481

 


Gerenciadores de referência: normas da ABNT

26/05/2014

Na semana passada falamos aqui sobre algumas características de três gerenciadores de referência (Zotero, Mendeley e Endnote). Ainda no mesmo assunto, resolvemos testar como funcionam estes gerenciadores quanto à citação e referência de livros e artigos segundo as normas ABNT 6023, sobre elaboração de referências, e 10520, sobre citações em documentos.

Extraímos referências das bases de dados que assinamos e algumas do Dédalus também, sempre de forma automática. Portanto, não preenchemos informações manualmente e também não alteramos os dados importados.

Da mesma forma, as citações e referências foram geradas pelos programas sem que se tenha feito nenhuma edição. Vejamos como se saíram e observem que as falhas detectadas nas referências e citações estão sinalizadas em cor vermelha.

ZOTERO

Para o Zotero extraímos algumas referências do Dédalus, já que este gerenciador de referências é capaz de fazer isso de forma automática. Vejamos como se saiu:

Na citação ao longo do texto ficaria assim:

(KUNSCH, 2009)

(O’BRIEN; PONTING, 2013)

(SCHUIJER, 2008)

Enquanto isso, veja como ficariam as referências:

KUNSCH, M. M. K. (ORG. . Relações públicas: história, teorias e estratégias nas organizações contemporâneas. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 509

O’BRIEN, D.; PONTING, J. Sustainable Surf Tourism: A Community Centered Approach in Papua New Guinea. Journal of Sport Management, v. 27, n. 2, p. 158–172, 2013.

SCHUIJER, M. Analyzing atonal music: pitch-class set theory and its contexts. Rochester: University of Rochester Press, 2008. p. 306

As citações estão de acordo com a norma ABNT 10250 para citações, no entanto, a lista de referências precisaria de alguns ajustes.

Um problema bem chato do Zotero (e isso vale para o Mendeley) é que o formato de citação da ABNT não é dado entre as opções padrão. Assim,  é preciso procurá-lo numa lista em que existe quase uma dezena de formatos disponíveis, que são baseados na ABNT; alguns mais precisos, outros nem tanto. Por exemplo, num dos formatos baixados durante a elaboração deste post, a lista de referências gerada era totalmente correta, mas, só permitia citações no sistema numérico, aquele em que a citação aparece como nota de rodapé.

Veja como instalar o plugin do Zotero no Word para citações e referências

MENDELEY

No Mendeley aconteceu o mesmo que no Zotero, as citações estavam corretas e as referências precisavam de reparos. Como exemplo, todos os artigos vieram de bases de dados eletrônicas e, portanto, a referência deveria trazer o URL bem como a data de acesso, mas isso não ocorreu.

(CROSS; BENNETT; MEREDITH, 1996)

(FLECHA et al., 2012)

(O’BRIEN; PONTING, 2013b)

CROSS, I.; BENNETT, A.; MEREDITH, D. Music: computer use in musicological research. East Grinstead: Bowker-Saur, 1996, p.299-318, 1996.

FLECHA, A. C. et al. Redes de empresas e seus efeitos sobre o turismo (Portuguese). Business networks and their effects on tourism. (English), v. 52, n. 4, p. 386–406, jul. 2012.

O’BRIEN, D.; PONTING, J. Sustainable Surf Tourism: A Community Centered Approach in Papua New Guinea. Journal of Sport Management, v. 27, n. 2, p. 158–172, mar. 2013.

Tanto para o Mendeley como para o Zotero existem outras opções de estilo ABNT para download, antes de escolher uma das opções, vale a pena fazer alguns testes.

Veja como instalar o plugin do Mendeley no Word  para citações e referências:

ENDNOTE

No EndNote as citações precisam de reparos, pois a recomendação da ABNT é que os sobrenomes dos autores devem ser grafados em maiúsculas. Além disso, no caso dos artigos eletrônicos, ficou faltando a data de acesso.

(Bach, Zoroja e Merkac-Skok, 2014)

(O’brien e Ponting, 2013)

BACH, M. P.; ZOROJA, J.; MERKAC-SKOK, M. Social responsibility in tourism: system archetypes approach. Kybernetes, v. 43, n. 3/4, p. 587-600,  2014. ISSN 0368492X. Disponível em: < http://search.ebscohost.com/login.aspx?direct=true&db=aph&AN=95391290&lang=pt-br&site=ehost-live >.

O’BRIEN, D.; PONTING, J. Sustainable Surf Tourism: A Community Centered Approach in Papua New Guinea. Journal of Sport Management, v. 27, n. 2, p. 158-172,  2013. ISSN 08884773. Disponível em: < http://search.ebscohost.com/login.aspx?direct=true&db=aph&AN=85899068&lang=pt-br&site=ehost-live >.

Veja como instalar o plugin do EndNote no Word  para citações e referências:

Observações gerais sobre os três gerenciadores de referência:

Houve erros em todos os gerenciadores, mas, um mesmo erro se repetiu em todos: na referência de artigos de periódicos a norma da ABNT diz que o local de publicação é um elemento essencial a ser citado logo após o título do periódico, porém, nenhum dos programas preencheu esse requisito.

Apesar dos ajustes necessários, os três mecanismos se mostraram bastante interessantes, sendo atrativos para o pesquisador que deseja otimizar o tempo empreendido com a elaboração de listas de referências e citações.  Caso tenha dúvidas ou queira começar a utilizar algum destes gerenciadores, procure auxílio de um dos bibliotecários do Atendimento.


Sua biblioteca de referências

19/05/2014

Sabe aquele tempo que você perde inserindo as citações de forma correta no seu texto, depois colocando cada uma delas na lista de referências? Pode ser um tanto chato, não? Mas deixar de fazer isso não é possível, pois citar os documentos consultados é essencial, não importa se você esteja na iniciação científica ou no pós-doutorado. Existem programas que ajudam a fazer isso de forma automática. São os chamados gerenciadores de referências, que organizam e arquivam referências dos trabalhos que você cita ou pretende citar, inserem citações no texto e criam sua lista de referências. Se fizessem só isso já seriam bastante úteis, mas vão além dessa funcionalidade.

Há mais de uma dezena desses programas no mercado, alguns já bem estabelecidos e, além das características mencionadas, há outras comuns a todos ou a maioria deles: baixar ou exportar referências de catálogos de bibliotecas ou bases de dados especializadas, exportar e importar de um programa para outro, aplicativo para o editor de texto Word (que permite citar os trabalhos no momento da redação), anexação de arquivos em vários formatos, versões para acesso via internet e no desktop, compartilhamento de pastas e documentos. Um ponto negativo de todos eles é que não oferecem como padrão entre os estilos de citação, o da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), mas o download é bem simples e rápido.

A escolha de um deles depende de suas necessidades e de sua maneira de trabalhar. Vamos apontar alguns prós e contras de três desses programas, para ajudá-lo na escolha: EndNote Basic, Mendeley e Zotero.

EndNote Basic: é a versão online do software da Thompson Reuters para gerenciamento de referências, portanto permite interoperabilidade com as bases de dados da Thompson Reuters. Está há bem mais tempo no mercado que os outros dois, e muitas bases de dados oferecem formatos amigáveis de exportação para o EndNote. Por ser uma versão para acesso online, não precisa instalar nada, além disso oferece 2 GB de armazenamento de arquivos e é o software indicado por boa parte das bibliotecas da USP, o que significa que as bibliotecas estão melhor preparadas para ajudá-lo no uso desse produto. Assim como os outros gerenciadores, o EndNote Basic permite anexar um arquivo a seus registros, no entanto sempre que for acessar esse documento de um computador que não o seu, é preciso fazer o download do arquivo, o que pode ser um problema, por exemplo, se você precisa ler o documento no computador de uma biblioteca que não permita download.

Zotero: é o gerenciador de referência desenvolvido pelo Center for History and New Media at George Mason University. Surge primeiramente como um plugin para o Firefox, possui versões online e para desktop gratuitas. Nenhum outro oferece tanta facilidade para coletar referências de vários catálogos de bibliotecas, livrarias, YouTube, bases de dados especializadas etc., isso porque quando o Zotero identifica um site que tenha dados bibliográficos, um ícone no Firefox sinaliza isso e basta clicar nesse ícone e selecionar as referências desejadas; outra grande vantagem do Zotero é quanto aos arquivos anexados à sua coleção de referências, pela versão online é possível acessá-los de qualquer computador com internet, sem ter que fazer o download, pois o arquivo abre em uma página no seu navegador. Como desvantagens é o mais feinho dos três, oferece bem menos espaço de armazenamento, mistura suas tags com as dos autores dos artigos, o que, com o aumento de sua coleção gera confusão.

Mendeley: foi comprado pela Elsevier, o que de início gerou alguma ansiedade entre os usuários, no entanto, uma vantagem imediata disso é a interoperabilidade com as bases de dados da Elsevier. Permite sincronização com Zotero. Possui versões online e para desktop gratuitas,  na versão desktop é possível ler documentos anexados sem sair do programa, gerenciar PDFs, sendo possível fazer anotações, realçar e copiar trechos. Uma grande desvantagem é a diferença na ordem de exibição das pastas nas duas versões do programa, na versão online todas as pastas são mostradas em ordem alfabética, ignorando qualquer hierarquia que você tenha criado na versão para desktop, problema que deve ser corrigido em versões futuras, segundo equipe do programa.

As bibliotecas têm tentado se manter atualizadas em relação a esses programas, elaboram tutoriais, oferecem treinamentos.

Tutoriais

A Biblioteca da FEA fez um tutorial sobre Como gerir sua biblioteca no Mendeley

A Biblioteca da Faculdade de Saúde Pública preparou um guia de uso do EndNote


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