Renovação online, duas opções

20/05/2013

Existem duas opções para efetuar a renovação de seu empréstimo via Web: no Dedalus e no Portal de Busca Integrada.

Em ambos, o processo é mais ou menos parecido, no Portal da Busca Integrada é um pouco mais intuitivo, mas tanto faz renovar por um ou por outro.

No Dedalus: http://dedalus.usp.br

Depois de acessar o portal.

Clique em ‘identificação’.

DEDALUS (USP01) - Busca Simples

Digite número USP e senha, os mesmos usados nos balcões das bibliotecas. Nem todo mundo tem número USP, nesse caso digite o número que foi usado para criar seu cadastro, provavelmente CPF ou RNE, para estrangeiros.

Após fazer login, clique em ‘usuário’.

DEDALUS (USP01) - Busca Simples usuário

Vai aparecer uma tela como essa. Clique no número de empréstimos vigentes.

- Informações do Usuário - Resumo2

Depois disso você terá duas opções: renovar todos ou renovar selecionados

renovar todos ou

Agora como fazer a mesma solicitação no Portal da Busca Integrada: http://www.buscaintegrada.usp.br

Clique em ‘identificação’.

Digite número USP e senha, os mesmos usados nos balcões das bibliotecas.

Na primeira vez que você fizer login no Portal da Busca Integrada aparece uma tela solicitando que você configure algumas preferências, pode deixar isso de lado ou configurar de uma vez para não ter que passar por isso toda vez que logar. Depois vai aparecer seu nome no canto superior direito, clique em ‘minha conta’.

nome minha conta

Clique em ‘renovar todos’ ou renove só aquele que precisa ser renovado no momento.

renovar todos ou renovar 1

Se você não conseguir renovar seguindo as instruções acima, solicite renovação pelos telefones 3091-4071, 3091-4074 ou apareça aqui e peça a renovação no balcão. Você pode também pedir ajuda pelo e-mail ecabiblioteca@usp.br ou em nosso chat.


Doaj, periódicos de acesso aberto

13/05/2013

O número de periódicos de acesso aberto não para de crescer, aqui e acolá surgem serviços que agregam as políticas editoriais para acesso aberto, repositórios de universidades e outras instituições de pesquisa, diretórios de repositórios e de periódicos de acesso aberto. O Doaj, Directory of Open Access Journals, é uma base de dados de periódicos de acesso aberto, estão lá mais de 9 mil periódicos de todas as áreas, e claro, das áreas que nos interessam mais de perto, umas cobertas com mais generosidade, outras nem tanto.

DOAJ  Directory of Open Access Journals

O conceito de acesso aberto inclui a gratuidade e também a permissão para  ”ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir”, enfim, acesso integral a textos integrais, sem ter que pagar por isso. Os periódicos de acesso aberto também precisam adotar critérios para manter a qualidade: revisão por pares, ter um corpo editorial etc.

Se por um lado os periódicos de acesso aberto ainda não gozam do mesmo prestígio dos periódicos pagos, “Os artigos científicos publicados de forma aberta recebem, em média, 8% mais citações do que os restritos. Em países em desenvolvimento, como Brasil, Argentina e Rússia, esse percentual chega a 25%.”

Não é só o número de citações que pode ser usado como argumento a favor do acesso aberto. No Doaj o Brasil é o segundo país em número de periódicos adicionados, atrás apenas dos Estados Unidos. Só este ano já foram acrescentados 56 títulos brasileiros, no total são 857 títulos.

Experimente!

Alguns links sobre acesso aberto:

Acesso aberto na USP: http://www.acessoaberto.usp.br/

Em 2010 enviamos um questionário sobre acesso aberto aos nossos professores e publicamos o resultado em nosso blog:  http://bibliotecadaeca.wordpress.com/2010/10/25/panorama-do-acesso-aberto-da-producao-artistica-e-audiovisual-da-eca/

Roar – Registry of Open Access Repositories: http://roar.eprints.org/

Os trechos citados vieram daqui http://www.acessoaberto.usp.br/whatopenaccess/ e daqui http://www.doaj.org/doaj?func=loadTemplate&template=faq&uiLanguage=en.


Catalogues raisonnés

06/05/2013

Um “catalogue raisonné” é uma relação completa, sistemática e anotada de todas as obras conhecidas de um determinado artista. Contém informações detalhadas sobre cada obra, que podem incluir:

Título e variações
Dimensões
Data de criação da obra
Meio
Localização ou proprietário atual
Proveniência (histórico dos proprietários)
Histórico de exibições
Condições de conservação
Bibliografia
Ensaios sobre o artista
Descrição completa da obra
Assinaturas, inscrições e monogramas do artista
Reproduções de cada obra
Lista de obras atribuídas, perdidas, destruídas e falsas
Números de catálogo

Fonte das informações acima: What is a catalogue raisonné, texto da New York Public Library.
http://www.nypl.org/locations/tid/36/node/29583

A Biblioteca da ECA tem alguns no acervo, vejam a lista:

Autor: ANFAM, David
Título: Mark Rothko : the works on canvas : catalogue raisonné
Fonte: New Haven : Yale University Press, Washington : National Gallery of Art, 2001.
Localização: 759.13  R846a  est. desl.

Autor: BROMBERG, Ruth
Título: Canaletto’s etchings : revised and enlarged edition of the catalogue raisonné
Edição: 2.ed.
Fonte: San Francisco : Alan Wofsy Fine Arts, 1993.
Localização: 769.945  C212b  2.ed.

Título: Cândido Portinari : catálogo raisonné = catalogue raisonné / Projeto Portinari: diretor João Candido Portinari ; catálogo: concepção e coordenação geral João Candido Portinari ; organização Christina Scarabôtolo Gabaglia Penna ; coordenação executiva Luiz Tucherman ; coordenação de pesquisa Angela Mega e Chagas, Elisanete Albernaz da Silva, Noélia Coutinho dos Santos ; versão para o inglês Lisa Dean Hawkins.
Localização: 759.981  P852cat  v.1-5

Autor: FELDMAN, Frayda ; SCHELLMANN, Jörg
Título: Andy Warhol : a catalogue raisonné, 1962-1987
Edição: 3.ed.
Fonte: New York : D A P, Ronald Feldman Fine Arts, 1997.
Localização: 759.13  W275f  3.ed.

Autor: GOEPPERT, Sebastian, 1942- ; GOEPPERT-FRANK, Herma ; CRAMER, Patrick ; MANGOLD-VINE, Gail, trad.
Título: Pablo Picasso : the illustrated books : catalogue raisonné
Fonte: Geneva : Patrick Cramer, 1983.
Localização: 759.6  P586go

Título: Kurt Schwitters : catalogue raisonné / edited by Karin Orchard and Isabel Schulz.
Fonte: Ostfildern-Ruit : Hatje Cantz, 2000.
Localização: 709.43  S415o  v.1-2 est. desl.

Autor: NAKOV, Andréi
Título: Kazimir Malewicz : catalogue raisonné / Andréi Nakov.
Fonte: Paris : Adam Biro, 2002.
Localização: 759.7  M248n  est. desl.

Título: Picasso : the cubist years, 1907-1916 : a catalogue raisonné of the paintings and related works / text by Pierre Daix ; catalogue compiled by Pierre Daix and Joan Rosselet.
Fonte: London : Thames and Hudson, 1979.
Localização: 759.6  P586da  est. desl.

Autor: SANDOZ, Marc
Título: Theodore Chassériau, 1819-1856 : catalogue raisonné des peintures et estampes
Fonte: Paris : Arts et Métiers Graphiques, c1974.
Localização: 759.4  C488s

Autor: SCHNAIDERMAN, Richard S
Título: The catalogue raisonné of the prints of Charles Meryon
Fonte: London : Garton, Scolar, 1990.
Localização: 769.944  M576s

Título: Tarsila : catálogo raisonné = Tarsila do Amaral : catalogue raisonné / concepção, coordenação e realização Base 7 Projetos Culturais, Arnaldo Spindel, Maria Eugênia Saturni, Ricardo Ribenboim ; coordenação geral Maria Eugênia Saturni ; consultoria geral na área de pesquisa de Tarsila do Amaral: Aracy Amaral ; coordenação de pesquisa Regina Teixeira de Barros ; versão para o inglês Graham Howells, John Norman ; registro fotográfico Romulo Fialdini e Milene Rinaldi.
Fonte: São Paulo : Base 7 Projetos Culturais, 2008.
Localização: 759.981  A485c  v.1-3 est. desl.

Autor: VALLIER, Dora
Título: Braque : the complete graphics : catalogue raisonné
Fonte: New York : Gallery, c1988.
Localização: 759.4  B821v

Autor: WELSH, Robert P. ; JOOSTEN, Joop M.
Título: Piet Mondrian : catalogue raisonné
Fonte: New York : Harry N. Abrams, 1998.
Localização: 759.492  M741  v.1-2

A aquisição mais recente é o do Portinari, doado pela Agência ECA Júnior.

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Mais informações sobre esse trabalho: http://stoa.usp.br/anacesar/weblog/74775.html

Nas bibliotecas da USP podem ser consultados, atualmente, 55 catalogues raisonnés. Para saber quais são e onde estão, basta entrar no Dédalus e fazer uma busca por catalogue raisonné.

Fontes de informação sobre o assunto:

International Foundation for Art Research: Catalogues Raisonné
http://www.ifar.org/cat_rais.php

Contém uma base de dados de catalogues raisonnés publicados e em preparação, além de indicações de leitura.

Catalogues Raisonnés Scholars Association
http://www.catalogueraisonne.org

Oferece, para download, a obra CRSA Guidelines for Issuing Scholarly Opinions about Authenticity, com orientações e padrões para estudos sobre autenticidade de obras de arte.


Oxford Music Online

29/04/2013

Oxford music online  é um portal de pesquisa que permite a você acessar uma ampla gama de informações na área de Música. Abrangendo os conteúdos do Grove Music Online, Oxford Companion to Music e do Oxford Dictionary of Music, oferece acesso a biografias e textos sobre compositores, intérpretes, instrumentos musicais, regentes, partituras, notações musicais, formas e gêneros, festivais musicais, óperas, orquestras, balés, recursos multimídia e muito mais.

Dentre esse universo informacional, mostraremos em detalhe dois itens: a pesquisa de biografias e de recursos multimídia. Mas fique atento: por ser um serviço pago, para acessar o conteúdo você precisa utilizar os computadores a partir da USP, ou ter acesso VPN.

Pesquisando biografias

Na tela inicial, clique em “Biographies”

1

A tela seguinte apresentará algumas opções de busca, você poderá

clique na imagem para ampliar

Fizemos uma pesquisa digitando o termo “bach” e, a partir dos resultados, selecionamos aquele que nos interessava. Vejamos

3oxford

clique na imagem para ampliar

Agora veja o que ocorrerá se na tela anterior você clicar em “related content”

4oxford

clique na imagem para ampliar

Encontrou algo interessante que quer recuperar mais tarde? Você pode enviar via email

oxford5

clique na imagem para ampliar

Pesquisando exemplos musicais

Agora iremos mostrar como saber quais os artigos do Grove Music Online que possuem exemplos musicais para escutar e acompanhar visualmente. O conteúdo está organizado alfabeticamente em categorias temáticas  que trazem exemplos de diferentes conceitos musicais e estilos de compositores. Veja como utilizar:

Na tela inicial clique em “Tools & Resources”

oxford6

A próxima tela irá apresentar os recursos que são oferecidos

Clique para ampliar a imagem

Clique na imagem para ampliar

Na sequência você poderá pesquisar em diferentes listas alfabéticas agrupadas por conceitos, pessoas, ou, ainda, em uma lista alfabética geral. Vejamos

clique na imagem para ampliar

clique na imagem para ampliar

Clicamos na lista “People” para verificar se há recursos musicais relacionados com a nossa primeira pesquisa de biografias, feita pelo termo “bach”. Em seguida, clicamos na letra “B” .

Clique na imagem para ampliar

Clique na imagem para ampliar

Veja o que recuperamos

clique na imagem para ampliar

clique na imagem para ampliar

Após clicar em “go” você pode ouvir o exemplo musical e acompanhar a notação. Além disso, o programa lhe oferece outras possibilidades conforme mostramos abaixo

clique na imagem para ampliar

clique na imagem para ampliar

Lembramos que além desses recursos, o Oxford Music Online oferece diversas outras possibilidades de pesquisa na área de Música. Clique aqui para acessar os guias de pesquisa que a base de dados disponibiliza aos usuários.

Quer guardar essas instruções? Clique aqui para salvar uma versão em pdf

Além disso, a Biblioteca da ECA possui a versão impressa do The new Grove dictionary of music and musicians,   New Oxford companion to music, The Oxford companion to popular music e The concise Oxford dictionary of music.

Caso tenha dúvidas, basta vir a biblioteca e solicitar o auxílio de um bibliotecário.


O que dava Manchete

22/04/2013

A revista Manchete aparece nas bancas do Brasil em 26 de abril de 1952, apresenta-se como uma

“revista de atualidades, correta e modernamente impressa. Em todos os números daremos páginas a cores – e faremos o possível para que essas cores se ponham sistematicamente a serviço da beleza do Brasil e das manifestações de seu progresso.”

Nesse momento reinava soberana nas bancas de revistas do Brasil O Cruzeiro, que circulava desde 1928, mas não demorou muito para que Manchete assumisse a dianteira, fez isso aprimorando a qualidade gráfica e recrutando jornalistas diretamente nas bases do inimigo.

Ficou durante quase 20 anos como a revista mais vendida no Brasil, com tiragens médias de 220 mil. Algumas edições atingiram números bem mais expressivos como a que trazia a inauguração de Brasília que vendeu 700 mil exemplares, ou a edição que cobria a visita do Papa João Paulo II em 1980, que teve mais de 2 milhões e meio de exemplares.

Em seu primeiro número a revista fornece pistas eloquentes do recado que daria dali pra frente: mulher bonita na capa, textos curtos, fotos ocupando mais da metade das páginas, certo otimismo dando o tom.

Manchete1

As mulheres das capas são geralmente jovens, brancas e bonitas segundo os padrões da época. Quanto aos homens que aparecem nas capas, bom, esses podem ser velhos, ter rugas, afinal, ao contrário das mulheres, não estão ali para terem seus corpos avaliados.

O espaço privilegiado para fotos foi inspirado em publicações de sucesso naquele momento, como a francesa Paris Match, a americana Life e mesmo O Cruzeiro.  O otimismo dava o tom da revista, percebia-se nos textos, nas fotos, na escolha das pautas. Segundo Carlos Heitor Cony a Manchete “era otimista ao desvario, procurava ver o lado bom de tudo, o lado bonito e positivo”.

Já em seu primeiro número a revista escancara essa escolha editorial:

“O Brasil cresceu muito, suas mil faces reclamam muitas revistas, como a nossa, para espelhá-las. Manchete será o espelho escrupuloso das suas faces positivas, assim como do mundo trepidante em que vivemos e da hora assombrosa que atravessamos.”

Em julho de 2000 circula a última edição da revista, a de nº 2.519. “Nos computadores da Redação já lacrada pelos oficiais de Justiça ficou, intocada e pronta, a edição que jamais seria impressa.” A edição de nº 2.520 que nunca circulou trazia na capa Rubinho Barrichello comemorando sua primeira vitória na Fórmula 1.

A Manchete faz parte da Coleção Especial da Biblioteca da ECA. Essa coleção tem outros títulos importantes da imprensa brasileira, como Veja, Pasquim, Lampião da Esquina, Senhor, Isto é, O Cruzeiro etc. Como são materiais especiais necessitam de medidas diferenciadas de preservação e segurança, o acesso é intermediado pelos funcionários da Biblioteca, pode-se fotografar, não se pode xerocar, nem emprestar, mas não se assuste, o acesso não é tão complicado quanto possa parecer, pode vir que nós atendemos.

Documentos citados

Gonçalves, J.E.; Barros, J.A. (org.). Aconteceu na Manchete: as histórias que ninguém contou. Rio de Janeiro: Desiderata, 2008. p. 64 e 413.

MANCHETE. Rio de Janeiro: Bloch Editores, n. 1, 26 de abril de 1952. p.1.

Outros documentos

Nascimento, P.C. Jornalismo em revistas: ação e relação em Veja e Manchete, 1999. 176 p. Dissertação (Mestrado).

Silva, A.C.T.da. Temporalidades em imagens de imprensa: capas de revistas como signos de olhares contemporâneos. Maringá: Eduem, 2011.


Arquivo Miroel Silveira

15/04/2013

A Biblioteca da ECA tem sob sua guarda uma coleção das mais importantes e sui generis do teatro brasileiro, o Arquivo Miroel Silveira (AMS).

Constituído por documentos de censura prévia ao teatro, dos anos 1920 a fins da década de 1960, reunidos no Departamento de Diversões Públicas do Estado de São Paulo, a riqueza do acervo fica evidente por sua abrangência: são mais de 6 mil processos contendo a solicitação de censura, por parte do produtor da peça, requerimentos e comprovantes exigidos dos solicitantes, o original da peça com eventuais cortes de palavras, de trechos e de personagens,  incluindo o certificado de censura com a indicação dos censores. Alguns processos trazem, ainda, abaixo-assinados explicitando que parcelas da sociedade requeriam censura a determinadas peças teatrais.

processo-interior

A professora Cristina Costa, coordenadora do AMS, nos recebeu para uma conversa sobre esse acervo e conta que o mesmo  não é composto somente por teatro erudito, pois,

“todo mundo que ia fazer teatro tinha que levar para o censor, até teatro estudantil… temos teatro operário, infantil, circo teatro, teatro amador.”

Foi essa diversidade que estimulou o contato de Miroel Silveira com o acervo, já que costumava consultá-lo no Departamento de Diversões Públicas do Estado de São Paulo, em decorrência de seu interesse por cultura popular. Homem de talentos diversificados, Miroel foi ator, diretor, produtor e crítico teatral, além de professor do Departamento de Artes Cênicas e da Escola de Arte Dramática da ECA.

“quando nos anos 80 começou a se falar em abertura e já se falava em extinguir a censura, o Miroel Silveira viu que logo logo aquele arquivo ia desaparecer e foi até o serviço de censura e pediu pra resgatar aquele arquivo. Eles deixaram.”

requerimento

No ano 2000, o acervo passou para custódia da Biblioteca da ECA e, sob coordenação da Profa. Cristina Costa, o Arquivo Miroel Silveira, nome em homenagem aquele que reconheceu  sua importância, começou a ser redescoberto.

Os processos de censura do AMS referem-se a peças de teatro apresentadas em São Paulo. Trata-se da censura oficial, aquela que conta com o aparelho do Estado para sua execução.

Para Cristina, a censura

 na busca de minar  “a crítica ao poder instituído”, às vezes,  “esconde sua justificativa atrás de princípios de moral e bons costumes que nem sempre são muito válidos.”

manifestacao apoio a censura

Há, no entanto, outras censuras ou outras formas de exercer a censura.  Com a criação do Observatório de Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura (Obcom), os pesquisadores vinculados ao AMS passam a se interessar não só pela censura promovida pelo Estado.

“Hoje nós temos uma censura indireta.”

“Nós temos censuras judiciais, que é o que a gente chama de censura togada…  No Estado nós temos principalmente os juízes fazendo censura oficial, porque são liminares. Nós temos a censura que também tem um fundo do Estado, que são as leis de incentivo, porque você faz com que os departamentos de marketing das empresas decidam o que vai ser encenado ou não.”

Cristina expõe a censura como

“aquilo que afeta a informação pública, a comunicação pública, [...] [aquilo que] impede que as pessoas tomem conhecimento, informem-se, formem opinião.”

Questionada sobre certos discursos que colocam a regulação da imprensa como censura, a professora afirma

“Tem que ter regulação… Para as empresas neoliberais o que importa é o livre mercado da informação, eles não querem nenhum tipo de controle sobre esse fluxo de informação que controlam, [...] eles [lidam] com conceito de liberdade que [provém] do liberalismo: liberdade de mercado da comunicação”.

Como exemplo bem-sucedido de órgão regulador, Cristina cita a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), responsável pela regulamentação da imprensa em Portugal.

Retomando a importância do Arquivo Miroel Silveira, a professora é assertiva:

“Não há outro acervo da mesma qualidade de dramaturgia brasileira, tem tudo que foi a revolução do teatro brasileiro.”

censura ben hur

Corroborando essa opinião, estão algumas publicações que surgiram a partir das pesquisas no Arquivo Miroel Silveira e podem ser encontradas na Biblioteca da ECA :

Roseli Figaro (Coord.). Na cena paulista, o teatro amador: circuito alternativo e popular de cultura (1927-1945).

Mayra Rodrigues Gomes. Palavras proibidas: pressupostos e subentendidos da censura teatral.

Cristina Costa (Org.). Seminários sobre censura: Núcleo de Pesquisa em Comunicação e Censura: (NPCC/ECA/USP).

Cristina Costa (Org.). Censura, repressão e resistência no teatro brasileiro.

Roseli Figaro (Org.) Teatro, comunicação e sociabilidade: uma análise da censura ao teatro amador em São Paulo (1946-1970).

Cristina Costa. Censura em cena: teatro e censura no Brasil.

Cristina Costa (Org.). Comunicação e censura : o circo-teatro na produção cultural paulista de 1930 a 1970.

Maria Aparecida Laet. Arquivo Miroel Silveira: uma leitura dos processos da censura prévia ao teatro sob o prisma do gerenciamento de informações.

Jacqueline Pithan dos Santos. Miroel Silveira: um homem de teatro no espírito do seu tempo.

Saiba como consultar o Arquivo Miroel Silveira

Textos produzidos por integrantes do Obcom


Biblioteca sem fumaça

08/04/2013
Cartaz criado por Verônica Spnela.

Cartaz criado por Verônica Spnela.

Até mesmo os fumantes concordam que é desagradável sentir cheiro de cigarro num ambiente fechado. Para não falar dos malefícios à saúde dos fumantes passivos.

Imaginem, então, como é difícil para uma pessoa que está estudando ou trabalhando na Biblioteca aspirar fumaça o dia todo. Mas não é proibido fumar dentro da Biblioteca? Sim, mas as pessoas fumam do lado de fora, sob as janelas. A fumaça entra e demora para se dissipar, causando sofrimento principalmente para as pessoas que não fumam, não suportam cheiro de cigarro ou são alérgicas.

Sabemos que o pessoal que fuma lá fora nem sempre percebe que existem janelas atrás dos elementos vazados de concreto que cercam todo o térreo do prédio principal da ECA, e muito menos que a fumaça está entrando na Biblioteca. Talvez também não saibam que fumar sob marquises é proibido por lei.

Por esse motivo, começamos esta campanha. Colaborem e ajudem a divulgar.

 

 


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