O Som e seus Formatos

11/05/2012

A Leal Gravações Elétricas publicou  o conteúdo, em vídeo, das palestras  apresentadas na Biblioteca da ECA durante a semana de recepção aos calouros.

Confiram:

O Som e Seus Formatos

 


Filmes de professores

28/11/2011

Se você gosta de cinema brasileiro, já deve ter visto muitos filmes que têm a participação de um professor do curso de Audiovisual da ECA.  Vários deles fazem parte do acervo da Biblioteca, para quem quiser ver ou rever.

Acabou de chegar o DVD do longa dirigido por Roberto Moreira, Quanto dura o amor?, doado por ele mesmo. Outros filmes têm a participação de nossos professores em funções como montagem, fotografia, som, roteiro etc.

Fizemos uma pequena seleção desses títulos, que inclui trabalhos de Wilson de Barros e Chico Botelho, prematuramente falecidos, e o único longa metragem produzido pela ECA, As três mortes de Solano.

Deixamos de fora, por enquanto, filmes de ex-alunos e ex-professores. Ficam para outro post.

Além dos citados, alguns professores têm vários outros trabalhos no acervo, principalmente curta-metragens de produção da Escola. Procure em nosso catálogo de Filmes e vídeos pelo nome do professor, se quiser conhecer essas outras produções.

VÂNIA DEBS

A casa de Alice

Direção: TEIXEIRA, Chico

Brasil, 2007, Superfilmes

Roteiro: TEIXEIRA, Chico; PESSOA, Júlio; ANZUATEGUI, Sabina; GOMES, Marcelo

Montagem: DEBS, Vânia

Som: MENDES, Eduardo Santos, edição; GODOY, João, som direto

Alice é uma mulher que trabalha como manicure, cuida da casa, dos filhos e tenta conviver com a indiferença e as traições de seu marido. Ela releva o fato porque também sai com outros homens. Até que reencontra um ex-namorado e pensa em reviver a paixão da juventude.

Árido movie

Direção:  FERREIRA, Lírio, 1965-

Brasil, 2005 – Cinema Brasil Digital

Montagem: DEBS, Vânia

Jonas, desgarrado da família desde pequeno, é apresentador da previsão do tempo em um canal de TV em São Paulo. O inesperado assassinato do pai obriga-o a fazer uma jornada de retorno às suas origens, no sertão nordestino. Ele desconhece o verdadeiro motivo de sua volta, solicitada pela avó, que o escolhe para vingar a morte do pai e lavar a honra da família. Ao chegar à cidade Natal, Jonas encontra um clima de vingança pairando no ar. O enterro do seu pai é carregado de emoções dúbias.É aí que Jonas descobre seu infortúnio: o peso de ser o herdeiro de uma realidade que julgava não ser mais a sua.

O mundo cabe numa cadeira de barbeiro

Direção:  TORERO, José Roberto, 1963-

Brasil, 2002

Synapse Produções; Museu da Pessoa; Superfilmes

Montagem: DEBS, Vânia

Som: GODOY, João, som direto; MENDES, Eduardo Santos, edição e mixagem

Um paralelo entre os tipos variados de fios de cabelos e as nacionalidades dos imigrantes no Brasil, mais especificamente no estado de São Paulo. Seis imigrantes, um de cada país: Japão, Itália, Espanha, Portugal, Bolívia e Síria. Com a bandeira do seu país ao lado, tentando lembrar e cantar o hino do país correspondente, cada imigrante conta como era sua vida em seu país, o que motivou sua saída de lá, geralmente questões políticas. A maioria dos imigrantes se sente mais brasileira do que estrangeira e está feliz por morar no Brasil. Enquanto eles são entrevistados, o narrador fala sobre os cabelos, as diferenças entre eles.

Carrego comigo

Montagem: DEBS, Vânia

Som: MENDES, Eduardo Santos, edição; GODOY, João, edição e som direto; COMPASSO, Aluísio, som direto; VAZ, Jorge A, som direto; SASSO, José Luiz, mixagem

Depoimentos de gêmeos. Entre eles, dois transformistas, duas cabeleireiras, dois presidiários, duas modelos, duas duplas de cantoras, dois cartunistas, duas concorrentes a miss Rio de Janeiro em 1966, dois religiosos, duas atletas de nado sincronizado, entre outras duplas de gêmeos e um trio. Falam sobre o mistério da formação dos fetos gêmeos, algumas suposições científicas, o nascimento, o crescimento e convivência com outras pessoas, com os colegas de escola, relacionamentos amorosos, as dificuldades e as vantagens de conviverem o tempo todo juntos. O sentimento que cada um tem sobre a possibilidade de separação, por morte ou afastamento. O relato de um gêmeo sobre a sua separação do irmão por discordarem de algo, mas também a falta que um sente do outro. A reunião de todos os gêmeos entrevistados para se conhecerem e conversarem. Há fotos de infância, trechos de shows de música, do concurso de miss Rio de Janeiro, de missas, de desfile de moda, de apresentação de nado sincronizado e imagens das famílias de dois gêmeos que são vizinhos. A dupla de cartunistas faz desenho de todos os entrevistados. No final alguns cantam e aparece o poema “Carrego comigo” de Carlos Drummond de Andrade.

Baile perfumado

Direção:  CALDAS, Paulo; FERREIRA, Lírio

Brasil, 1997, Saci Filmes

Montagem: DEBS, Vânia

Som: FERRO, Valério, direção; CALAÇA, Renato; FLORES, Virginia, edição; MIGLIORIN, César; ARIANI, Fernando

Depois da morte de Padre Cícero, o jovem fotógrafo libanês Benjamin Abrahão, parte de Juazeiro, no Ceará, em busca de recursos para filmar Lampião e seu bando. Recorre a pessoas influentes e, graças a sua habilidade de estabelecer contatos, Benjamin localiza Lampião e registra o cotidiano do grupo. Exibir o filme, porém, torna-se mais difícil do que realizá-lo. O filme é proibido pelo governo Vargas. Benjamin acaba morrendo de forma violenta.

O povo brasileiro

Direção:  FERRAZ, Isa Grinspum; FREDERICO, Flávio; FARIAS, Mauro

Brasil, 2000, Superfilmes

Montagem: LACRETA, Idê; DEBS, Vânia

Som: MENDES, Eduardo Santos; GODOY, João

Série baseada na obra do antropólogo Darcy Ribeiro, que investiga a formação do povo e da nação brasileira.

EDUARDO SANTOS MENDES

Seo Chico: um retrato

Direção:  MAMIGONIAN, José Rafael, 1973-

Brasil, 2007, Atalaia Filmes

Som: GODOY, João; MENDES, Eduardo Santos

Francisco Thomaz dos Santos, descendente de imigrantes açorianos, era herdeiro do último engenho tradicional em atividade na Ilha de Santa Catarina (SC). São registrados seus hábitos, sua rotina de trabalho na roça e o processo de produção de pinga em alambique. Seo Chico conta fatos de sua vida e explica sua visão de mundo.

Vale a pena sonhar

Direção:  GRISOTTI, Stela; BOEHM, Rudi

Brasil, 2003, Superfilmes; TV Cultura

Som: MENDES, Eduardo Santos; GODOY, João

A vida de Apolônio de Carvalho, que lutou em defesa dos republicanos na Guerra Civil Espanhola, juntou-se à Resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial, combateu a ditadura brasileira na década de 60 e ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores. Imagens de arquivo registram cenas do cotidiano dos combatentes das Brigadas Internacionais na Espanha, os bombardeios em Guernica, Madri e Barcelona, a ocupação nazista na França, entre outros eventos históricos. Depoimentos de Apolônio, sua esposa e filhos; de combatentes espanhóis; de membros da Resistência francesa e das Brigadas Internacionais.

 

Garotas do ABC: Aurélia Schwarzenega

Direção:  REICHENBACH, Carlos, 1945-

Brasil, 2004

Europa Filmes; Dezenove Sons e Imagens

Som: QUINTO, Romeu; GODOY, João; MENDES, Eduardo Santos

Direção de arte: ROSSI, Luís

Um grupo de mulheres trabalha numa tecelagem em São Bernardo, cidade do ABC paulista. Aurélia, moça forte e decidida, fã de soul e de homens musculosos, namora um rapaz perturbado que se envolve com uma gangue de neonazistas. A novata Antuérpia tenta, aos 38 anos, aprender uma nova profissão. Paula, líder natural entre as colegas, é convidada a entrar para o sindicato. Suzana, apaixonada pelo patrão, coleciona marcas de acidentes de trabalho e indenizações.

Tônica dominante

Direção:  CHAMIE, Lina

Brasil, 2000, Cinematográfica Superfilmes; Ledo Audiovisual Teatro

Som: CHIARINI, Ana, edição; MENDES, Eduardo Santos

Três dias na vida de um músico. No primeiro dia, ele deve encarar a solidão e o medo. No segundo, a paixão e o auxílio desajeitado a uma pianista e no terceiro, o encontro da sua iluminação musical, a chance de mostrar seu talento.

Através da janela

Direção:  AMARAL, Tata, 1960-

Brasil, 1999, A.F. Cinema e Vídeo

Roteiro: AMARAL, Tata; BONASSI, Fernando; BERNARDET, Jean-Claude

Argumento: BERNARDET, Jean-Claude

Som: GODOY, João, som direto; MENDES, Eduardo Santos, edição

Selma, enfermeira aposentada e viúva, vive em São Paulo com o filho Raimundo, de 24 anos, desempregado e que age como adolescente. Sua rotina de dona de casa é perturbada quando o filho traz para casa, certa noite, um amigo ferido. Após Selma fazer os curativos, seu filho e um amigo levam o ferido embora. Raimundo não dá explicações à mãe, que passa a estranhar seu comportamento. Dias depois, o moço piora e Raimundo pede a Selma que lhe aplique uma injeção. Na manhã seguinte, a fazer suas compras, Selma vê no jornal a foto do ferido e descobre que ele fora seqüestrado. Assustada, vai à farmácia ver o que aplicou e descobre que é um forte sedativo. Volta para casa perturbada.

Dois córregos: verdades submersas no tempo

Direção:  REICHENBACH, Carlos, 1945-

Brasil, 1999, Dezenove Som e Imagens; TV Cultura

Som: MEJÍA, Pedro; MENDES, Eduardo Santos, ed. som

São Paulo, 1997. Ana Paula, 45 anos, viaja ao interior a fim de recuperar a casa de campo herdada dos pais, que está ocupada por grileiros. Constrangida pela indiferença de seu advogado e da rispidez da polícia, recorda a última vez que esteve na casa. Em 1969, aos 17 anos, Ana Paula leva a amiga de escola Lydia, uma exímia pianista e filha de um militar graduado, para conhecer a casa. Passam alguns dias em companhia de Tereza, empregada e pajem da irmã de criação de Ana Paula, e de seu tio Hermes, que mora no sul do país e que ela não conhecia. Perseguido e exilado devido ao seu envolvimento com a luta armada, Hermes está escondido da polícia e tenta regularizar sua volta ao Brasil. A convivência com o clandestino Hermes transforma a temporada em uma espécie de rito de passagem para as duas amigas adolescentes, que aos poucos vão conhecendo o que se passava naquele momento da vida do país. Um incidente com o namorado de Tereza, o sargento Percival, encerra abruptamente a temporada no local, culminando com o desaparecimento de Hermes. De volta ao presente, Ana Paula consegue esclarecer o mistério a respeito do desaparecimento do homem que amou em segredo durante a adolescência. Resumo extraído de: Cinema brasileiro: um balanço dos 5 anos da retomada do cinema nacional.

Um céu de estrelas

Direção:  AMARAL, Tata, 1960-

Brasil, 1996, Casa de Produção

Roteiro: BERNARDET, Jean-Claude; MOREIRA, Roberto

Som: GODOY, João, edição; MENDES, Eduardo Santos

Dalva, jovem cabeleireira que vive com a mãe na zona operária do bairro da Móoca, São Paulo, ganha uma viagem para Miami num concurso profissional. Vítor, seu ex-noivo desempregado vem visitá-la. Disposto a reconquistar Dalva, ele usa uma arma para fazer as duas mulheres de reféns.

A casa de Alice

O mundo cabe numa cadeira de barbeiro

Carrego comigo

O povo brasileiro

JOÃO GODOY

Chega de saudade

Direção:  BODANZKY, Laís, 1969-

Brasil, 2007, Gullane Filmes; Buriti Filmes; Miravista; Globo Filmes; Arte France

Som: GODOY, João, gravação

Em São Paulo, os frequentadores de um salão de dança para a terceira idade chegam para mais um baile. Ainda há luz do sol quando o salão abre suas portas e o baile terminará antes da meia-noite. Várias histórias ocorrem simultaneamente: a do casal mais velho que briga e se reconcilia; a de duas amigas que procuram alguém para dançar; de um marido que gosta de paquerar e dançar com outras mulheres; do jovem casal composto pelo DJ do baile e sua namorada, que está ali apenas para esperá-lo terminar o trabalho; da mulher que engana seu marido e dança com o melhor dançarino da noite.

O mundo cabe numa cadeira de barbeiro

O povo brasileiro

Vale a pena sonhar

Garotas do ABC

Antônia

Contra todos

HENRI GERVAISEAU

Tem que ser baiano?

Direção, roteiro e fotografia :  GERVAISEAU, Henri

Brasil, 1993, Alô Vídeo

O vídeo mescla sequências de entrevistas e imagens do passado e do presente da comunidade nordestina em São Paulo. Depoimentos de migrantes nordestinos anônimos e famosos, como Lula e Luiza Erundina, misturam-se com entrevistas de habitantes da metrópole e de políticos paulistas conservadores. Completam esse painel discursos de políticos dos anos 30, manchetes de jornais, fotografias, músicas, vídeos e filmes. Resumo extraído da base de dados Curtagora.

WILSON DE BARROS

Anjos da noite

Direção:  BARROS, Wilson de Rodrigues, 1948-1992

Brasil, 1987, Superfilmes

Roteiro: BARROS, Wilson Rodrigues de

Durante uma única noite, em São Paulo, acompanhamos a trajetória de uma série de personagens: Malu, ex-manequim negra que, herdeira do amante, promove artistas marginais; Cissa, jovem estudante de Sociologia que quer desvendar o submundo numa tese universitária; Mauro, que na madrugada se transforma na ”divina Lola”; Teddy, garoto de aluguel; Jorge, diretor teatral que seduz todas as possíveis candidatas a atriz que encontra; Maria Clara, candidata a atriz; Leger, artista plástico que, obtendo um relativo sucesso, vive embriagado de álcool e glória; Bimbo, negro sensual, selvagem e amoral, que faz qualquer coisa por dinheiro – até matar; Milene, criada negra de Malu e amante de Bimbo, cínica e debochada; Guto, jornalista quarentão, homossexual, elegante e discreto; Fofo, misto de ganster e delegado corrupto; e, finalmente, Marta Brum, atriz no ocaso de sua glória que perdeu as curvas mas não a exuberância bem-humorada. Todos eles estão direta ou indiretamente envolvidos com dois crimes aparentemente gratuitos, que vão permanecer insolúveis e impunes até o amanhecer. O primeiro acontece ao entardecer: o secretário de um industrial é brutalmente assassinado por um vendedor ambulante negro, em meio a um engarrafamento de trânsito. O segundo se revela na madrugada: o corpo nu de um jovem é encontrado na banheira ensangüentada de um conhecido ator. Mas, no amanhecer, dois jovens desconhecidos se encontram por acaso, e seus sorrisos ternos vão redimir o peso dessa noite. (Resumo: Cinemateca Brasileira)

Verão

Direção:  BARROS, Wilson Rodrigues de, 1948-1992

Brasil, 1983, Barca Filmes; Embrafilme; Capes; ECA-USP

Roteiro: BARROS, Wilson Rodrigues de

Montagem: DEBS, Vânia

Um casal, isolado numa ilha e perturbado por lembranças de um passado de violência e perseguições, sente-se ameaçado por um cavalo misterioso que tenta invadir sua casa. Dissertação de mestrado do diretor.

CHICO BOTELHO

Cidade oculta

Direção:  BOTELHO JR, Francisco Cassiano, 1948-1991

Brasil, 1986, Orion Cinema e Vídeo

Roteiro: BOTELHO JR, Francisco Cassiano; BARNABÉ, Arrigo; ROGÉRIO, Walter

Anjo (Arrigo Barnabe), depois de ficar livre apos sete anos na cadeia, reecontra seu antigo comparsa, agora chefe de uma organização, e se vê as voltas com a estrela do submundo Shirley Sombra (Carla Camurati), além de arrumar inimizade com um policial corrupto. Sinopse extraída da Wikipédia.

O evangelho segundo Teotônio

Direção:  CARVALHO, Vladimir, 1935-

Brasil, 1984, Microfile; Fundação Teotônio Vilela

Fotografia:BOTELHO JR, Francisco Cassiano

A vida e a carreira política de Teotônio Vilela estão documentadas neste filme. O próprio Teotônio relata fatos de sua vida: a infância, a família, o casamento, mostrados através de antigas fotos. O documentário apresenta sua carreira política desde quando ingressa na UDN, até ser presidente do PMDB. Mostra cenas de manifestações durante uma greve dos trabalhadores do ABC, alguns de seus discursos, sua última aparição em público e sua morte. Participação de Miguel Arraes, Lula, Tancredo Neves, Carlos Castelo Branco, Henfil, Fafá de Belém e Mané Vaqueiro.

As três mortes de Solano

Direção:  SANTOS, Roberto, 1928-1987

Brasil, 1976, ECA-USP

Fotografia: BOTELHO JR, Francisco Cassiano

Montagem: LEONE, Eduardo

Baseado no conto A caçada, de Lígia Fagundes Telles.

1. TRATAMENTO (absurdo e loucura): Solano é frequentemente atormentado por pesadelos em que se vê, durante a Idade Média, perseguido pelo caçador Faro, que pretende matá-lo. Ao descobrir, num antiqüário, uma tapeçaria que representa uma caçada e que o faz lembrar seu sonho, tenta comprá-la, mas a dona se recusa à venda. Quando Solano descobre a caça, penetra na tapeçaria, vindo a morrer. 2. TRATAMENTO (realidade): Durante o ensaio de uma peça teatral cujo tema aborda as relaçöes do caçador e da caça, dois atores, Solano e Faro, antagonizam-se culminando com a morte de Solano. 3.TRATAMENTO (pantomima trágica): Num circo mambembe, o palhaço Solano tenta vender uma tapeçaria à cigana, iludindo-a de que ela é mágica. Surge um lobo, Faro, e mata o palhaço. (Guia de Filmes, jan/jun. 1977)

ROBERTO MOREIRA

Antônia

Direção:  AMARAL, Tata, 1960-

Brasil, 2006, Globo Filmes; O2 Filmes; Tangerina Entretenimento; Coração da Selva

Roteiro: MOREIRA, Roberto; AMARAL, Tata

Som: GODOY, João

Na Vila Brasilândia, periferia de São Paulo, quatro jovens mulheres negras batalham pelo sonho de viver de sua música. Amigas desde a infância, Preta, Barbarah, Mayah e Lena deixam os backing vocals do conjunto de rap de homens para montar seu próprio grupo, Antônia. Descobertas pelo empresário Marcelo Diamante, elas começam a cantar rap, MPB, pop e soul em bares e festas de classe média. Mas quando o sonho de fazer algo da vida parece tomar corpo, as viradas de um cotidiano marcado pela pobreza, pela violência e pelo machismo ameaçam o grupo. Em um acesso de ciúme, Preta rompe com Mayah e com o marido, e assume sozinha o sustento da filha pequena, Emília. Lena cede à pressão do marido, que não quer vê-la cantando rap. E Barbarah, lutadora de kung fu, envolve-se em uma briga fatal depois que o namorado do irmão é morto na porta de sua casa. Separadas por um destino amargo, as quatro terão que lutar para juntar os pedaços do grupo e resgatar a alegria de cantarem juntas. Resumo extraído do site Meu Cinema Brasileiro.

A cidade dos homens: última temporada

Direção:  MOREIRA, Roberto, 1961-; MORELLI, Paulo; GOLDMAN, Adriano; CASÉ, Regina; MEIRELLES, Fernando, 1955-

Brasil, 2005, TV Globo; O2 Filmes

Laranjinha e Acerola, agora jovens entrando na idade adulta, enfrentam a batalha diária pela sobrevivência, no morro e no asfalto.

Contra todos

Direção:  MOREIRA, Roberto, 1961-

Brasil, 2004, Coração da Selva; O2 Filmes

Roteiro: MOREIRA, Roberto

Som: GODOY, João

Na aridez de um bairro da periferia de São Paulo vivem Teodoro, sua filha adolescente, Soninha, e sua segunda mulher, Cláudia. Mas o dia-a-dia dessa família classe média baixa está assentado sobre mentiras. Por trás da fachada de homem religioso, Teodoro ganha a vida como matador, bate na revoltada Soninha e tem uma relação extraconjugal com Terezinha, sua companheira de culto. Vaidosa e insatisfeita no casamento, Cláudia vive um caso com Júlio, filho do açougueiro da vizinhança. Em torno do grupo orbita Waldomiro, amigo e sócio de Teodoro e objeto do desejo de Soninha. A ação é desencadeada pelo assassinato de Júlio. Culpando o marido, Cláudia destrói a casa e foge. Num hotel do Centro, conhece o porteiro Lindoval, com quem começa um namoro. Exausto, Teodoro decide deixar sua vida em São Paulo, casar-se com Terezinha e mandar Soninha para a casa da avó. Mas nada sai como planejado. Quando Lindoval é espancado por carecas até quase a morte, Cláudia suspeita do ex-marido. Na mesma noite, Terezinha recebe em casa uma fita de vídeo em que Teodoro transa com Cláudia. O matador atribui a idéia da fita a Cláudia. O engano duplo prepara o desfecho chocante da história, entrecortado por várias revelações e por uma surpresa final. Sinopse extraída do site oficial do filme.

Quanto dura o amor?

Direção: Roberto Moreira

Brasil, 2009, Coração da Selva

Marina, jovem aspirante a atriz, chega a São Paulo cheia de sonhos de independência e realização profissional. Vai dividir um apartamento com Suzana, advogada solitária que guarda um misterioso segredo. Na noite, Marina se encanta pela cantora Justine, entrando num arriscado triângulo amoroso com o marido dela. No Fórum, Suzana e o colega Gil começam um namoro. Na rua, o romântico Jay, escritor de um livro só, elege para musa a prostituta Michelle. No ritmo impiedoso da cidade, eles vão viver a euforia da paixão e a sua outra face. São Paulo, entre encontros e desencontros, elevadores e elevados, esbarões e tropeços, você vai descobrir quanto dura o amor.

colaboração: Mateus Lourenço



Dia da Consciência Negra

18/11/2011

Curtas brasileiros, produções de Hollywood, trabalhos acadêmicos, reportagens, documentários, obras polêmicas ou não.  Spike Lee, Jeferson De, Walter Lima Jr, Eduardo Coutinho, Jean Rouch e vários outros cineastas. A Biblioteca da ECA tem vários  filmes sobre  racismo, discriminação, escravidão, cultura africana e afro-brasileira etc.  Escolha, assista, discuta.

Abolição – BULBUL, Zózimo

Realizado no ano da Comemoração do Centenário da Abolição dos Escravos, este documentário retrata a situação dos negros no país desde a promulgação da Lei Áurea. Apresenta fotos e imagens dos fatos sociais e políticos relevantes ocorridos desde 1888; imagens do cotidiano e da situação de moradia e emprego dos negros no Brasil na atualidade; trechos de teatro infantil de bonecos sobre o tema; encenação da Princesa Isabel promulgando a abolição; depoimentos de várias pessoas e personalidades que discorrem sobre o centenário, entre elas: padres, políticos, esportistas, sambistas da velha guarda das escolas de samba do Rio de Janeiro, um senhor negro de 120 anos, ator Grante Otelo, cantor e deputado Agnaldo Timóteo, a então vereadora Benedita da Silva, o neto da Princesa Isabel, entre outros. Nos depoimentos destacam-se assuntos como: os protestos dos negros e a formação dos quilombos, a abolição, a não realização de uma reforma agrária e a vinda de mão de obra imigrante; o preconceito e a discriminação racial; o movimento literário e a imprensa negra do início do século; o samba; a cultura negra; o teatro experimental do negro da década de quarenta; Lei Afonso Arinos; os veículos de massa e os negros etc.

Blue eyed (Olhos azuis) – ELLIOT, Jane

Aborda o trabalho da educadora norte-americana Jane Elliot, mostrando um workshop realizado para adultos na década de 90 e cenas de um exercício em sala de aula para crianças, em 1968. Jane desenvolveu com crianças e adultos uma atividade de conscientização: fazer com que crianças e adultos brancos, por um dia, se sintam discriminados como os negros. Durante o workshop com adultos, são separados dois grupos: um de pessoas negras, ou imigrantes latinos que são identificadas como as pessoas de olhos castanhos e outro grupo, que são os norte-americanos de ascendência anglo-saxônica, identificados como as pessoas de olhos azuis. As pessoas de olhos castanhos são instruídas a discriminarem as brancas de olhos azuis, a chamarem-nas de burras, preguiçosas e desmotivadas, as tratarem como crianças e por diminutivos. Em um depoimento, Jane conta que escolheu a cor dos olhos como critério de exclusão, por influência do mesmo método utilizado pelos nazi-fascistas na Alemanha da Segunda Guerra Mundial para discriminar os judeus. Como branca, ela não aceita ser omissa frente à discriminação, sob o risco de corroborar com ela e tenta passar esta idéia para os participantes, ensinando o valor de não se submeter ao preconceito e à opressão para ser aceito na sociedade, ao contrário do que é normalmente ensinado nas escolas e na própria criação familiar dos Estados Unidos.

Boyz’n the hood (Os donos da rua) – SINGLETON, John

Ambientado na região com o maior contingente de negros da cidade de Los Angeles (EUA), conta a história de três jovens com objetivos e estilos de vida bastante diferentes.

Chico Rei – LIMA JR, Walter

No século XVIII, entre os escravos que trabalhavam nas minas de ouro de Vila Rica está Galanga, rei do Congo, o Chico Rei. Desde que chegou ao Brasil, após perder a sua mulher durante a viagem, ele tenta libertar seu povo. Descobrindo uma importante reserva de ouro, Chico compra sua liberdade. Proprietário, ele permite a vários escravos comprar sua própria liberdade, num ambiente de crescente efervescência social contra o colonialismo. Não se sabe o que aconteceu em seguida a Chico, mas ele continua presente na memória popular e no folclore afro-brasileiro (Centre Georges Pompidou, Le cinéma bresilien, p.309).

The color purple (A cor púrpura) – SPIELBERG, Steven

Drama baseado na obra homônima de Alice Walker. História de um mulher negra, violentada pelo pai e separada da irmã durante quarenta anos, cercada de mulheres igualmente maltratadas por seus homens, revelando o machismo da comunidade afro-americana. Resumo: FDE, Série Apontamentos.

Discriminação, minorias e racismoGOIFMAN, Kiko; BITTAR, Eduardo

Vídeo de caráter didático, produzido pela Associação Nacional de Direitos Humanos Pesquisa e Pós-graduação com o objetivo de motivar discussões sobre o tema em sala de aula.

Distraída para a morte – DE, Jeferson

Três adolescentes negros andam pelas ruas da cidade de São Paulo, dois rapazes e uma garota. Ela é mais pensativa, quieta, eles mais despreocupados, rindo de piadas racistas contadas por um deles. Fazem uma brincadeira, onde um deles é sorteado e deve atravessar uma avenida movimentada com uma venda nos olhos. A garota atravessa primeiro, o próximo é atropelado e o outro foge, deixando a garota segurando o rapaz morto.

Do the right thing (Faça a coisa certa) – LEE, Spike

Num dia quente no Brooklyn, um cliente negro da pizzaria mais freqüentada da região fica insatisfeito por não ter fotos de negros famosos junto às fotos na parede de astros ítalo-americanos. Sal, o dono do estabelecimento não concorda e discute com o cliente, que sai ameaçando organizar um boicote à pizzaria. Mookie, o único funcionário negro do local, já está cansado de trabalhar lá e de discutir com o filho rascista do seu chefe. Durante o passar do dia e com a temperatura muito alta, os ânimos vão se exaltando e a tensão vai crescendo entre os negros e o dono da pizzaria, até culminar numa briga. A polícia os separa e o rapaz que batia em Sal é morto por policiais. Quando a polícia vai embora, Mookie e os outros começam a quebrar, saquear e incendiar tudo até o local ser totalmente destruído. Na manhã seguinte, o funcionário procura seu ex-patrão para cobrar seu salário.

Driving Miss Daisy (Conduzindo Miss Daisy) – BERESFORD, Bruce

Drama baseado em peça de Alfred Uhry sobre a relação entre uma viúva judia que já não pode dirigir e um motorista negro contratado por seu filho, abordando a velhice e o racismo no Sul dos Estados Unidos.

O fio da memória – COUTINHO, Eduardo

Realizado de 1988 a 1991, no Estado do Rio, o filme procura condensar, em personagens e situaçöes do presente, a experiência negra do Brasil, a partir de dois eixos – as criaçöes do imaginário, sobretudo na religião e na música, e a realidade do racismo, responsável pela perda de identidade étnica e pela marginalizaçäo de boa parte dos cerca de 60 milhöes de brasileiros de origem africana. Gabriel Joaquim dos Santos, trabalhador de salina e artista semianalfabeto que construiu em Säo Pedro da Aldeia, a Casa da Flor- feita de restos de obras e fragmentos retirados do lixo – é o fio condutor do filme. Ligando temas e personagens, a vida de Gabriel, contada por ele mesmo, revela o esforço obsessivo de um homem para deixar marcas de sua existência no mundo (resumo extraído da capa do vídeo). Imagens: interior e exterior da Casa da Flor, mostrados em detalhes; retratos de escravos brasileiros, feitos pelo fotógrafo Cristiano Jr. (1866); culto à escrava Anastácia; rituais de candomblé e umbanda: danças, oferendas a Iemanjá, festas de Cosme e Damião, festa de Omulu; favelas; manifestaçöes e passeatas do movimento negro. Depoimentos: ex-escravos; mäe de santo Carmen de Oxum; sambistas Carlos Cachaça, Sinval Silva e Aniceto do Império; meninos de rua; internos da FUNABEN; favelados que foram presos e amarrados com cordas, em 1992; Benedita da Silva, na época deputada federal.

Ganga Zumba – DIEGUES, Carlos

A criação do Quilombo dos Palmares traz uma esperança aos escravos das plantações de cana-de-açúcar no período colonial. Um grupo empreende uma fuga. Uma das mulheres segue viagem sozinha, procurando uma solução individual. Os outros tentam encontrar Palmares, mas são traídos e caem numa emboscada. Ganga Zumba, seu futuro líder, mata o traídor e conduz o grupo até a nova terra prometida: Palmares (Centre Georges Pompidou, Le cinéma bresilien, p.278).

Hip-hop – CÉSAR FILHO, Francisco

Painel da cultura hip-hop em São Paulo, que documenta manifestações artísticas da juventude negra da cidade, como o rap, a dança de rua e o graffiti. Contém imagens de garotos dançando na rua, fotos que registram a violência policial, depoimentos de meninos de rua e um número musical da dupla Thaíde e DJ-Um. A violência urbana é o tema dominante.

His trust – GRIFFITH, D.W.

Oficial confederado parte para a guerra, deixando mulher e filha aos cuidados de George, um empregado negro. Após a morte do patrão, George continua cuidando da família, que salva de um ataque dos soldados yankees.

Jaguar – ROUCH, Jean

Para registrar o fenômeno da migração de jovens do Níger para a Costa do Ouro (atual Gana), Jean Rouch acompanhou três desses migrantes por um ano, filmando sua jornada, sem som. Posteriormente, mostrou aos personagens o material filmado, pediu-lhes que comentassem o que estavam vendo e incorporou esses comentários à trilha sonora do filme. Durante a viagem, os personagens vão encontrando pessoas e costumes diferentes dos seus, passam aldeias e cidades, encontram o mar e enfrentam as alfândegas. São documentados detalhes do cotidiano dos povos da região, rituais religiosos, formas de trabalho, danças e festas.

Jubiabá – SANTOS, Nelson Pereira dos

Drama baseado na obra homônima de Jorge Amado. Conta a história do amor impossível entre o negro Antônio Balduíno e Lindinalva, filha do comendador Ferreira, por quem o menino foi criado. Após sua expulsão da casa, Balduíno se torna famoso no meio dos malandros e marinheiros do cais. Resumo: FDE, Série Apontamentos.

Les maîtres fous (Os mestres loucos) – ROUCH, Jean

Estudo antropológico realizado a partir de um ritual praticado pela seita dos haoukas em Gana, África. A comunidade costuma se reunir diariamente após o trabalho num mercado local, onde os membros se juntam para passar o tempo. No domingo, saem da cidade em direção a um local isolado na mata. É lá que praticarão seu rito. Ele se inicia quando alguns deles admitem ter cometidos faltas. Para se redimir delas começam a entrar num outro nível de consciência, chegando a um estado de transe, no qual incorporam os espíritos dos haoukas. Haoukas são para os membros da seita representações particularizadas de elementos da cultura britânica. Assim o guarda, o governador, o general assumem para eles papéis de divindades, as quais personificam durante o rito. Chegar a esse estado corresponde a estar em um nível superior aos demais homens. Para demonstrar que realmente incorporaram os haoukas, devem se submeter à prova final do rito: sacrificar um cão e comer a sua carne; quem o fizer será um verdadeiro haouka e continuará como membro da seita. No dia seguinte, voltam à sua rotina de trabalho como se nada tivesse ocorrido.

O melhor amigo do homem – SAVIETTO, Tânia

O adestramento de cães pastores alemães, onde os treinadores são quase sempre alemães e as “vítimas”, negros que realizam seu trabalho como quem dança um balé africano (resumo da diretora).

Minoria absoluta – AUTRAN, Arthur

Intelectuais negros discorrem sobre temas como a posiçäo do negro na Universidade, a relaçäo entre cultura negra e cultura acadêmica, a opçäo pela negritude, as dificuldades na divulgaçäo da produçäo intelectual do negro e outros. Depoimentos de: Dulce Pereira, Clóvis Moura, Milton Santos, Fernando Conceiçäo e Emanoel Araújo.

Moi, un noir (Eu, um negro) – ROUCH, Jean

Os personagens da história são representações extraídas diretamente da realidade em que vivem os jovens que os interpretam; ou seja, estes representam a si mesmos, rompendo, desse modo, com a barreira que se estabelece entre ficção e realidade. Esses jovens são migrantes nigerianos que partem de suas pequenas comunidades, abandonando família e escola, para tentar prosperar na cidade de Abidjan, na Costa do Marfim, e, assim, adaptar-se e integrar-se aos valores da cultura ocidental. Dentro desse contexto se situa o cotidiano de dois rapazes: Edward  G. Robinson e Eddie Constantine. Ambos trabalham em subempregos na cidade, Robinson é carregador no porto e Constantine, vendedor de tapetes. Um contraponto à rotina de trabalho exaustiva e tediosa de Robinson é, segundo o próprio, a chegada do fim-de-semana, sobretudo sábado, único dia no qual se considera verdadeiramente feliz, quando se reúne com os amigos para ir à praia e sair à noite. No domingo, por sua vez, se junta a Constantine para ir a Goumbé, uma espécie de sociedade particular à qual pertencem, e onde se realizam danças, concursos e música. Na segunda-feira, tudo recomeça, com uma diferença: Eddie Constantine é preso e terá que passar três meses na prisão.

Múltiplos e fragmentos: resignificando traços da identidade do homem negro brasileiro, através da arte brasileira – FONSECA, Celso Matias da

Documentação audiovisual da tese do autor: áudio e texto dos depoimentos; vídeo da performance O corpo; imagens das exposições Impressões digitais, Navios negreiros e Ifá; material recolhido durante a visita à Irmandade da Boa Morte, em Cachoeira (BA).

Offerings: making personal collections into public history
JUNGELS, Bob

Apresenta o trabalho de museus especializados em cultura afro-americana, nos Estados Unidos, que organizam exposições a partir de coleções pessoais de membros da comunidade. Na primeira parte, destaca a mostra The sounds of this city, sobre a música negra do século 20, na Filadélfia, organizada pelo Afro-American Historical and Cultural Museum. Na segunda parte, apresenta a instalação montada por Marie Johnson-Calloway no The Museum of African-American Art, que recria o ambiente da comunidade na qual a artista cresceu, incluindo a reprodução de uma igreja na qual se apresenta um coral gospel. Mostra também a exposição Homecoming: African-American Family History in Georgia, na Herndon Home, a única residência de família negra nos Estados Unidos que se tornou museu. Há depoimentos de membros da equipe dos museus e dos colecionadores que ajudam a montar as exposições, entre eles uma senhora de mais de 90 anos que tem sua casa repleta de objetos históricos.

O olhar indignado de Jane Elliot

Aborda o trabalho da educadora norte-americana Jane Elliot, mostrando uma atividade realizada com universitários na década de 90. Assim como no workshop feito com adultos já graduados, Jane separou dois grupos: estudantes negros e estudantes brancos. Numa sala de aula, fez com que jovens estudantes brancos se sentissem discriminados por algumas horas, da mesma forma que os jovens negros se sentem todos os dias. Tentou ensinar a todos os participantes o valor de não se submeter ao preconceito e à opressão para ser aceito na sociedade, ao contrário do que é normalmente ensinado nas escolas e na própria criação familiar dos Estados Unidos.

Ori – GERBER, Raquel

Beatriz Nascimento e seu álbum de família são ponto de partida para ilustrar como a cultura africana foi reproduzida no Brasil. O documentário explica o significado de ritos afro-brasileiros e apresenta imagens de eventos importantes, tais como: Quinzena do negro – USP (1977), Dia nacional da consciência negra – S. Paulo (1977), Ensaio e desfile da Escola de Samba Vai-vai (1990), III Congresso de cultura negra das Américas – S. Paulo (1992).

O povo brasileiro: Matriz afro
FERRAZ, Isa Grinspum; FREDERICO, Flávio; FARIAS, Mauro

Série baseada na obra do antropólogo Darcy Ribeiro, que investiga a formação do povo e da nação brasileira. Este capítulo aborda a herança africana na cultura brasileira. Apresenta a civilização africana antes da chegada dos europeus e a cultura original dos povos trazidos ao Brasil como escravos; bantos, malês e yorubás. São exibidas imagens de arquivo, em preto e branco, documentando lugares e povos da África. Depoimentos de Carlos Serrano, François Neyt, das mães de santo Mãe Filhinha e Mãe Estela, e de Darcy Ribeiro, explicando porque considera o negro “o componente mais criativo da cultura brasileira”.

A propaganda contraintuitiva e seus efeitos em crenças e estereótiposLEITE, Francisco Vanildo

Contém 6 comerciais de TV analisados na tese do autor: Margarina Qualy; Automóvel Palio: A escola, O elevador, O motorista; Micro-ondas Brastemp; Banco Real

Quilombo – DIEGUES, Carlos

No século XVII, um grupo de escravos se rebela em um engenho de açúcar da Capitania de Pernambuco. Fogem para as montanhas e instauram o Quilombo dos Palmares. À frente dos rebeldes está Ganga Zumba, rei dos Palmares. Palmares é o refúgio de todos os oprimidos, sejam negros, brancos, índios, soldados ou comerciantes. Vítima de traição, Ganga Zumba morre e a liderança passa a ser de Zumbi, seu afilhado. Palmares é invadido e Zumbi é morto pelo Bandeirante Domingos Jorge Velho a mando dos governantes.

Ragtime – FORMAN, Milos

No início do século 19, as vidas de diversos habitantes de Nova York são afetadas pelos acontecimentos mundiais. Entre eles, um pianista negro que, assaltado por homens brancos que não suportam seu sucesso, tenta, em vão, obter justiça.

A raisin in the Sun (O sol tornará a brilhar) – PETRIE, Daniel

A família Younger, formada pela viúva Lena, seus dois filhos, uma nora e um neto, vive em um pequeno apartamento em Chicago. Lena recebe um cheque do seguro do marido e começa a pensar como aplicá-lo. O filho Walter tenta convencê-la a dar-lhe o dinheiro para investir numa sociedade que envolve a venda de bebidas, mas ela é contra, assim como a nora e a filha. Após muitas desavenças, Lena decide dar uma parte do dinheiro como entrada numa casa em nome do neto. A outra parte, ela entrega ao filho para que aplique um pouco em seus negócios e o restante para os estudos da irmã. Todos ficam desanimados quando recebem a visita do representante dos seus novos vizinhos brancos, informando que a família não será bem-vinda ao condomínio. Desesperam-se ainda mais ao descobrirem que Walter aplicou o dinheiro todo em sua sociedade e que o sócio o enganou, fugindo com o investimento. Walter decide não ceder à pressão do representante do condomínio e toda a família muda-se para a nova casa.

Retrato em branco e preto – ARAÚJO, Joel Zito de

Carta de um homem negro denunciando a persistência do racismo na sociedade e na mídia brasileira, um século depois do fim da escravidão. Apresenta as contradições entre duas imagens sobre as relações raciais no Brasil. A imagem do país divulgada no exterior, que difunde um retrato de paraíso e democracia racial. A imagem interna, apresentada nos livros didáticos e na televisão, onde persistem estereótipos negativos contra a população negra.Imagens: desfile de carnaval, com mulheres negras sambando; Olodum, Ilê Ayê e outros blocos afro-brasileiros da Bahia; trechos de programas e anúncios de televisão onde só aparecem brancos em contraponto a imagens de negros em situações de marginalidade.

São Paulo memória em pedaços: Bixiga
DUARTE, Neide; POLI, Maria Cristina

No bairro paulistano do Bixiga, convivem dois povos: os negros e os imigrantes italianos e seus descendentes. Uma cerimônia de batismo mostra influência de rituais africanos; uma grande família mestiça aparece reunida para tocar samba. Traz depoimentos de uma dona de cortiço, do proprietário de uma padaria tradicional, de Rui Afonso, sobre o Teatro Brasileiro de Comédia e da dona de uma cantina, sobre seu encontro com a cantora Elis Regina. Imagens do casario do bairro, de um conjunto musical tocando na escadaria do Bixiga, do casarão de D. Iaiá (a Louca do Bixiga), de padarias e cantinas, do TBC, da procissão da festa de Nossa Senhora Achiropita e do músico Adoniran Barbosa, com amigos numa mesa de bar.

School daze (Lute pela coisa certa) – LEE, Spike

Universidade só para negros no Sul dos EUA é o palco para muitas confusões, romances e intrigas. Para conseguir levar adiante seu plano de forçar os administradores da escola a boicotar o regime sul-africano, o ativista Dap terá primeiro que conscientizar seus colegas, uma tarefa complicada. Resumo VideoBook.

Sinhá Moça – PAYNE, Tom

No final do século XIX, as fugas de escravos alarmaram os fazendeiros. Sinhá Moça, filha de um coronel, volta de São Paulo com ideias abolicionistas. Apaixona-se por um rapaz, mas repudia suas ideias escravagistas. Um levante de escravos termina em caçada humana. Quando o líder da revolta é levado a julgamento, seu advogado é, para surpresa geral, o jovem amado por Sinhá Moça. Durante o processo, um mensageiro vem anunciar que a escravidão foi abolida no Brasil (Centre Georges Pompidou, Le cinéma bresilien, p.269).

La ultima cena (A última ceia)  – GUTIÉRREZ ALEA, Tomás

No final do século 18, durante a Semana Santa, um conde de Havana reúne, na quinta-feira, doze escravos para lavar-lhes os pés, sentá-los à mesa e servir-lhes a ceia. Ao serem obrigados a trabalhar na sexta-feira santa, os escravos iniciam uma rebelião que é fortemente reprimida (Resumo extraído da base de dados do Memorial da América Latina).

Xica da Silva – DIEGUES, Carlos

No século XVIII, em Arraial do Tijuco, hoje Diamantina, Minas Gerais, o contratador de diamantes José Fernandes de Oliveira é enviado ao Brasil por D. José I para explorar a extração de pedras preciosas. Ele implantou sistemas modernos e eficazes de extração, fazendo fortuna e incomodando Lisboa. Apaixonou-se por Xica da Silva, escrava negra, concedendo-lhe alforria e dando-lhe direitos e poderes que escandalizaram a burguesia colonial. Satisfaz os desejos mais extravagantes de Xica e, gradativamente acirra os ânimos da sociedade e da coroa. Volta à Portugal a mando da coroa, deixando Xica no Arraial do Tijuco.


Biblioteca da ECA no MuSimid

21/09/2011

Participei da mesa-redonda Música e memória, do 7º. Encontro Internacional de Música e Mídia, representando a Biblioteca da ECA.
O CD com os textos dos palestrantes já está sendo catalogado e logo estará disponível para consulta.
Abaixo, o texto da minha apresentação, contando um pouco da história do nosso trabalho relacionado à documentação musical.


A Biblioteca da ECA e o tratamento dos documentos musicais

por Marina Macambyra

A importância dada aos documentos musicais e audiovisuais é uma das características mais marcantes da Biblioteca da Escola de Comunicações e Artes da USP, que começou a formar acervos desses documentos no final dos anos 1960. A Biblioteca desenvolve padrões próprios para o tratamento de gravações sonoras, partituras, imagens fixas e imagens em movimento. Os manuais criados para divulgação dessas metodologias estão publicados no website da Biblioteca. As novas regras internacionais de catalogação de documentos trazem boas perspectivas para a Biblioteca da ECA, pois sua forma de trabalho está mais próxima das novas normas do que das antigas.
1. Uma biblioteca para ver, ouvir e tocar
A Biblioteca da Escola de Comunicações e Artes da USP tem como uma de suas características mais importantes a forte presença de documentos audiovisuais no acervo, marca que a distingue no cenário das bibliotecas universitárias brasileiras. Os documentos audiovisuais e musicais correspondem a cerca de quarenta por cento do total do acervo, fato que, por si só, já a tornaria uma biblioteca universitária diferente.
Mas não se trata apenas de uma questão quantitativa. Na Biblioteca da ECA os documentos sonoros, as partituras, as imagens em movimento e os acervos fotográficos têm tanta importância para o pesquisador quanto os documentos textuais e recebem tratamento condizente com sua relevância para o usuário. Esses documentos não são vistos como anexos dos livros e teses, nem como simples ilustração, muito menos como produtos destinados exclusivamente ao lazer. A Biblioteca destina espaços e equipes de bibliotecários e técnicos exclusivamente para o armazenamento, tratamento documentário e difusão da documentação audiovisual.
O acervo atual de documentos musicais é composto por 9242 discos (em vinil e CD), 1533 fitas cassetes e 12152 partituras, em constante crescimento. Compramos regularmente novos documentos, com verbas destinadas à aquisição de material bibliográfico pela Reitoria da USP e agências de fomento, e recebemos doações em quantidades expressivas. Também fazemos reprodução de documentos, copiando em CD o acervo em vinil e fita magnética, para possibilitar a divulgação do material sem comprometer sua conservação. O material está catalogado de forma cuidadosa, adequadamente armazenado e conservado e, em sua maior parte, registrado em bases de dados acessíveis pela página da Biblioteca no website da ECA:
http://www3.eca.usp.br/biblioteca
2 Pioneiros
A Biblioteca da ECA começou a formar e a tratar acervos de documentos musicais logo em seu início, no final dos anos 1960, quando a Escola foi criada. Na época, discos e partituras ainda eram relativamente raros em bibliotecas. A questão que se apresentou logo de início é a mesma que ainda hoje preocupa os bibliotecários que trabalham com documentos audiovisuais: é possível tratar discos – ou partituras – com as mesmas técnicas e padrões criados para documentos textuais? E seria essa a melhor solução para um usuário tão especializado quanto os alunos e professores de música da ECA?

As normas de catalogação mais amplamente adotadas em bibliotecas foram criadas para tratamento de livros e posteriormente adaptadas aos demais tipos de documentos. Por esse motivo, não chegam a oferecer respostas aos desafios específicos do documento musical e tendem a frustrar o pesquisador. Foi essa percepção que levou a equipe encarregada de começar a organizar os discos e partituras da Biblioteca em seus primórdios a procurar outras soluções. A primeira ideia foi realizar um levantamento entre as bibliotecas e arquivos de música de outros países para descobrir como as instituições com acervo semelhante resolviam a questão. Mas a melhor solução veio do próprio público-alvo dos serviços, os alunos e professores de música da Escola. Foram as críticas e sugestões desse público que fundamentaram a decisão de criar um sistema próprio de catalogação e organização do acervo que, embora baseado em padrões existentes, priorizava atender principalmente às demandas do usuário (MILANESI, 1997).
Esses primeiros estudos conduziriam, alguns anos mais tarde, em 1978, à criação de um catálogo automatizado de partituras, desenvolvido pelo professor Denis Charalambos Stamopoulos e pela bibliotecária da Fonoteca, Ariede Maria Migliavacca. Foi a primeira base de dados da Biblioteca da ECA e, provavelmente, uma das primeiras de partituras do Brasil.
3 O Manual de catalogação de partituras
A metodologia desenvolvida pela Biblioteca da ECA para catalogação e indexação de partituras sempre despertou interesse de bibliotecários, músicos e outros profissionais envolvidos na organização de acervos musicais. Por esse motivo, decidimos transformar nosso manual interno de trabalho numa publicação destinada ao público em geral interessado no tratamento de partituras e publicá-lo. Esse manual está hoje disponível para download no site da Biblioteca, no endereço:
http://www3.eca.usp.br/biblioteca/manuais
O mesmo deverá ser feito com o manual de catalogação de discos, mas ainda não há previsão de data para sua publicação. Entretanto, os pontos mais importantes da metodologia de tratamento de partituras, como a descrição do meio de expressão e as regras para registro e normalização dos títulos também são válidos para as gravações musicais.
4 Projetos e experiências: SDP e LAM
Uma das experiências mais interessantes da Biblioteca da ECA no campo da documentação musical foi o Serviço de Difusão de Partituras (SDP), idealizado pelo professor Luís Milanesi. O SDP fornecia cópias de partituras dos compositores que enviavam suas obras em depósito, recolhendo para o autor uma porcentagem simbólica sobre cada cópia. Quando foi extinto, em 1989, o Serviço já reunia 1200 partituras de compositores, muitos deles desconhecidos, ao lado de nomes consagrados como Gilberto Mendes e Ernst Mahle.
Mais recentemente, a Biblioteca participou de um projeto de catalogação de manuscritos com o Laboratório de Musicologia do Departamento de Música. Estudantes de música, sob a orientação de docentes do Departamento, catalogaram a coleção de partituras manuscritas de música sacra mineira dos séculos 18 e 19, provenientes das cidades mineiras de Ayuruoca, Brasópolis, Campanha, Catas Altas e Barão de Cocais. Uma das bibliotecárias da equipe, Analúcia Viviani dos Santos Recine, participou do projeto para garantir a um mínimo de uniformidade entre os procedimentos da Biblioteca e do LAM, já que a catalogação de manuscritos feita por especialistas em música e o tratamento da informação da forma como os bibliotecários o entendem guarda diferenças significativas. Hoje, a após a incorporação à Biblioteca das coleções do LAM , o resultado desse trabalho está incorporado à base de dados da Biblioteca (RECINE e MACAMBYRA, 2006).
5 Conservação e preservação
Atualmente, as principais medidas de conservação dos acervos de discos e partituras ainda estão circunscritas à esfera da preservação dos suportes da informação. Podemos citar: armazenamento em estantes deslizantes de aço fechadas; realização rotineira de pequenos reparos e encadernação artesanal, na Oficina de Encadernação e Conservação da Biblioteca; encadernação comercial de partituras editadas; restauro eventual e digitalização de manuscritos e obras raras; criação e confecção de embalagens para conservação, também em nossa Oficina; higienização de documentos; migração de suportes (vinil e fita magnética para CD). Por enquanto, ainda não trabalhamos efetivamente com a preservação digital, mas já estamos nos preparando para isso.
Mais detalhes sobre o trabalho de conservação realizado pela Biblioteca em nosso blog:
http://bibliotecadaeca.wordpress.com/2010/04/13/a-conservacao-transformadora/

6 Perspectivas: Dédalus, FRBR, RDA
Nosso trabalho de catalogação e nossas bases de dados são experiências institucionais locais, desenvolvidas pela Biblioteca da ECA e até o momento não incorporadas pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBi).
Nossos registros ainda não foram migrados para o Banco de Dados Bibliográficos da USP (Dédalus). Além das questões técnicas e políticas envolvidas, há outro empecilho à realização desse projeto: as diferenças de concepção no tratamento da informação entre nossa metodologia e os padrões de catalogação e formatação de dados da biblioteconomia tradicional. No Dédalus, por exemplo, ainda não existe um campo para uma informação fundamental para nós, que é o meio de expressão. As dificuldades não são tão grandes que não possam ser transpostas com algumas adaptações, mas os seus documentos musicais da Biblioteca da ECA ainda são minoria diante dos 2 milhões de registros do Dédalus, em sua maioria referentes a documentos textuais.
As regras de catalogação, entretanto, estão prestes a mudar. O RDA (Resource Description & Access) é um novo padrão para catalogação de documentos, concebido para o mundo digital e baseado no modelo dos Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos (FRBR), estudo desenvolvido pela International Federation of Library Association (IFLA) com o propósito de reestruturar os registros bibliográficos ( IFLA). Esse modelo promete trazer benefícios aos catálogos de documentos musicais, ao permitir a identificação de quatro entidades: obra, expressão, manifestação e item, enquanto a catalogação tradicional praticada nas bibliotecas tem seu foco apenas no item (VELLUCCI, p. 131). Além disso, a adoção desses novos padrões pelas bibliotecas da USP, se ocorrer, poderá ser interessante para a Biblioteca da ECA, cuja metodologia está mais próxima desse novo universo do que das regras tradicionais.

Referências
IFLA – INTERNATIONAL FEDERATION OF LIBRARY ASSOCIATIONS AND INSTITUTIONS. Functional Requirements for Bibliographic Records: final report. Frankfurt, 1997. Disponível em: . Acesso em: 29 jul. 2011.

MILANESI, Luiz Augusto. Memorial. São Paulo: L.A. Milanesi, 1997, 191p.

RECINE, Analúcia dos Santos Viviani; MACAMBYRA, Marina M. Manual de catalogação de partituras da Biblioteca da ECA. São Paulo: SBD/ECA/USP, 1998, 59p.

RECINE, Analúcia dos Santos Viviani; MACAMBYRA, Marina. A organização de acervos musicais na ECA/USP: as experiências da Biblioteca e do Laboratório de Musicologia do Departamento de Música. Revista Música, São Paulo, v. 11, p.143-154, 2006.

VELLUCCI, Sherry L. FRBR and music. In.: UNDERSTANDING FRBR: what it is and how it will affect our retrieval tools. Westport: Libraries Unlimited, 2007.


Procurando filmes

03/06/2011

Às vezes alguns usuários do nosso acervo de filmes reclamam de dificuldades em fazer buscas em nosso catálogo – a base de dados Cena, disponível no site da Biblioteca.

Um dos problemas é a forma de fazer a busca boleana, diferente do que estamos habituados a ver nos buscadores da internet e na maioria das bases de dados que usam softwares mais modernos.  Na base Cena, se você digitar Glauber Rocha, por exemplo, não vai recuperar nada.  É preciso fazer a busca colocando um asterisco (*) entre os nomes, assim:

Ou digitar cada nome numa linha, assim:

O mesmo vale para títulos, assuntos, países etc. Coloque o *  -  equivalente ao operador boleano AND -  entre as palavras ou digite cada uma numa linha.

Não é necessário digitar todas as palavras do título. Ou seja, não se dê ao trabalho de digitar

deus*e*o*diabo*na*terra*do*sol

Botando somente deus*diabo você consegue localizar rapidamente o filme, ainda que possam vir junto outros filmes com “deus”e “diabo” no título ou em algum outro lugar.

Lembre-se:  se você escolher o campo para fazer a busca, o resultado será mais preciso.  Digite cinema no campo Assunto para procurar filmes sobre cinema, assim:

Se você não escolher o campo Assunto, vai recuperar filmes com a palavra “cinema” no nome da empresa produtora, no título etc. E muitos desses filmes talvez nem tratem do assunto “cinema”.

Não se preocupe com acentos,  sinais gráficos ou letras maiúsculas.  O sistema recupera de qualquer forma:  Comunicação, comunicacao, COMUNICAÇÃO …

Na dúvida, clique em Como pesquisar? e veja mais algumas dicas.

E não desanime! Nossa busca  está meio antiguinha,  mas é muito eficiente, e o acervo de filmes vale a pena.

Por falar nisso, outra dificuldade é escolher um filme para assistir quando a gente não sabe exatamente o que quer. Esse assunto é um pouco mais complicado, num próximo post vou tentar fazer algumas sugestões. Enquanto isso, acompanhem neste blog nossas listas de novas aquisições e os posts que destacam filmes do acervo.


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