A ECA e o acesso aberto: reflexões iniciais

A XIII Semana do Livro e da Biblioteca deste ano, que será realizada de 25 a 29 de outubro, terá como tema “Por onde anda o acesso aberto na USP?”. Nosso intuito é discutir até o dia do evento a questão do acesso aberto com a comunidade ECA.

Acesso livre (Open Access) é a disponibilização livre na internet da literatura científica, permitindo a qualquer pessoa ler, fazer download copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou referenciar o texto integral dos documentos.

O movimento de apoio ao Open Archives e ao acesso livre à informação surgiu em consequência das dificuldades encontradas pela comunidade científica mundial no acesso à informação científica. Concretizou-se de fato por meio de diversos manifestos, como as declarações de Bethesda <http://www.earlham.edu/~peters/fos/bethesda.htm>, Budapeste <http://www.soros.org/openaccess/index.shtml> e Berlim <http://oa.mpg.de/openaccess-berlin/berlindeclaration.html.>, além de manifestações de organizações não-governamentais e internacionais como da IFLA.

A proposta da OAI (Open Archive Iniciative) para a produção científica tem por objetivo eliminar um gargalo no processo da comunicação científica que desencadeou a chamada crise das revistas científicas. Assim, a OAI focou suas ações para promover o acesso livre como condição fundamental para o desenvolvimento científico. Dentre as principais ações foram destacadas a infra-estrutura tecnológica e o combate da lógica do acesso pago.

A questão é que a comunidade científica ainda não está suficientemente esclarecida de suas vantagens, sua função e da importância do engajamento para que essas iniciativas ocupem seu espaço.

Algumas questões precisam ser consideradas na gestão de conteúdos digitais online como a segurança, o armazenamento, a manutenção e os direitos autorais.

Os repositórios inserem-se no movimento OAI visando promover o acesso livre e irrestrito à literatura científica e acadêmica, favorecendo o aumento do impacto do trabalho desenvolvido pelos investigadores e instituições, e contribuindo para a reforma do sistema de comunicação científica.

Na USP, deve ser do interesse dos autores e coordenadores das unidades a divulgação da produção técnico-científica por meio de um arquivo digital institucional aumentando a visibilidade e acompanhamento dessa produção. Mas, e no caso da ECA onde há uma substancial presença de produções artísticas e audiovisuais?

Se a função precípua dos repositórios é permitir o acesso organizado e livre às publicações e a toda a produção científica, como proceder no caso da ECA onde a produção científica é tão diversificada? Pois temos professores que são músicos, cineastas, artistas plásticos, publicitários, jornalistas etc. É fundamental que nas políticas que serão instituídas para os repositórios seja levantada esta questão.

http://www.acessoaberto.usp.br/oa-usp/politica-institucional-de-informacao-na-usp/

http://www.gpopai.usp.br/wiki/index.php/Manual_do_Acesso_Aberto

http://www.ibict.br/ – Acesso livre à informação científica.

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