Dia da Consciência Negra

Curtas brasileiros, produções de Hollywood, trabalhos acadêmicos, reportagens, documentários, obras polêmicas ou não.  Spike Lee, Jeferson De, Walter Lima Jr, Eduardo Coutinho, Jean Rouch e vários outros cineastas. A Biblioteca da ECA tem vários  filmes sobre  racismo, discriminação, escravidão, cultura africana e afro-brasileira etc.  Escolha, assista, discuta.

Abolição – BULBUL, Zózimo

Realizado no ano da Comemoração do Centenário da Abolição dos Escravos, este documentário retrata a situação dos negros no país desde a promulgação da Lei Áurea. Apresenta fotos e imagens dos fatos sociais e políticos relevantes ocorridos desde 1888; imagens do cotidiano e da situação de moradia e emprego dos negros no Brasil na atualidade; trechos de teatro infantil de bonecos sobre o tema; encenação da Princesa Isabel promulgando a abolição; depoimentos de várias pessoas e personalidades que discorrem sobre o centenário, entre elas: padres, políticos, esportistas, sambistas da velha guarda das escolas de samba do Rio de Janeiro, um senhor negro de 120 anos, ator Grante Otelo, cantor e deputado Agnaldo Timóteo, a então vereadora Benedita da Silva, o neto da Princesa Isabel, entre outros. Nos depoimentos destacam-se assuntos como: os protestos dos negros e a formação dos quilombos, a abolição, a não realização de uma reforma agrária e a vinda de mão de obra imigrante; o preconceito e a discriminação racial; o movimento literário e a imprensa negra do início do século; o samba; a cultura negra; o teatro experimental do negro da década de quarenta; Lei Afonso Arinos; os veículos de massa e os negros etc.

Blue eyed (Olhos azuis) – ELLIOT, Jane

Aborda o trabalho da educadora norte-americana Jane Elliot, mostrando um workshop realizado para adultos na década de 90 e cenas de um exercício em sala de aula para crianças, em 1968. Jane desenvolveu com crianças e adultos uma atividade de conscientização: fazer com que crianças e adultos brancos, por um dia, se sintam discriminados como os negros. Durante o workshop com adultos, são separados dois grupos: um de pessoas negras, ou imigrantes latinos que são identificadas como as pessoas de olhos castanhos e outro grupo, que são os norte-americanos de ascendência anglo-saxônica, identificados como as pessoas de olhos azuis. As pessoas de olhos castanhos são instruídas a discriminarem as brancas de olhos azuis, a chamarem-nas de burras, preguiçosas e desmotivadas, as tratarem como crianças e por diminutivos. Em um depoimento, Jane conta que escolheu a cor dos olhos como critério de exclusão, por influência do mesmo método utilizado pelos nazi-fascistas na Alemanha da Segunda Guerra Mundial para discriminar os judeus. Como branca, ela não aceita ser omissa frente à discriminação, sob o risco de corroborar com ela e tenta passar esta idéia para os participantes, ensinando o valor de não se submeter ao preconceito e à opressão para ser aceito na sociedade, ao contrário do que é normalmente ensinado nas escolas e na própria criação familiar dos Estados Unidos.

Boyz’n the hood (Os donos da rua) – SINGLETON, John

Ambientado na região com o maior contingente de negros da cidade de Los Angeles (EUA), conta a história de três jovens com objetivos e estilos de vida bastante diferentes.

Chico Rei – LIMA JR, Walter

No século XVIII, entre os escravos que trabalhavam nas minas de ouro de Vila Rica está Galanga, rei do Congo, o Chico Rei. Desde que chegou ao Brasil, após perder a sua mulher durante a viagem, ele tenta libertar seu povo. Descobrindo uma importante reserva de ouro, Chico compra sua liberdade. Proprietário, ele permite a vários escravos comprar sua própria liberdade, num ambiente de crescente efervescência social contra o colonialismo. Não se sabe o que aconteceu em seguida a Chico, mas ele continua presente na memória popular e no folclore afro-brasileiro (Centre Georges Pompidou, Le cinéma bresilien, p.309).

The color purple (A cor púrpura) – SPIELBERG, Steven

Drama baseado na obra homônima de Alice Walker. História de um mulher negra, violentada pelo pai e separada da irmã durante quarenta anos, cercada de mulheres igualmente maltratadas por seus homens, revelando o machismo da comunidade afro-americana. Resumo: FDE, Série Apontamentos.

Discriminação, minorias e racismoGOIFMAN, Kiko; BITTAR, Eduardo

Vídeo de caráter didático, produzido pela Associação Nacional de Direitos Humanos Pesquisa e Pós-graduação com o objetivo de motivar discussões sobre o tema em sala de aula.

Distraída para a morte – DE, Jeferson

Três adolescentes negros andam pelas ruas da cidade de São Paulo, dois rapazes e uma garota. Ela é mais pensativa, quieta, eles mais despreocupados, rindo de piadas racistas contadas por um deles. Fazem uma brincadeira, onde um deles é sorteado e deve atravessar uma avenida movimentada com uma venda nos olhos. A garota atravessa primeiro, o próximo é atropelado e o outro foge, deixando a garota segurando o rapaz morto.

Do the right thing (Faça a coisa certa) – LEE, Spike

Num dia quente no Brooklyn, um cliente negro da pizzaria mais freqüentada da região fica insatisfeito por não ter fotos de negros famosos junto às fotos na parede de astros ítalo-americanos. Sal, o dono do estabelecimento não concorda e discute com o cliente, que sai ameaçando organizar um boicote à pizzaria. Mookie, o único funcionário negro do local, já está cansado de trabalhar lá e de discutir com o filho rascista do seu chefe. Durante o passar do dia e com a temperatura muito alta, os ânimos vão se exaltando e a tensão vai crescendo entre os negros e o dono da pizzaria, até culminar numa briga. A polícia os separa e o rapaz que batia em Sal é morto por policiais. Quando a polícia vai embora, Mookie e os outros começam a quebrar, saquear e incendiar tudo até o local ser totalmente destruído. Na manhã seguinte, o funcionário procura seu ex-patrão para cobrar seu salário.

Driving Miss Daisy (Conduzindo Miss Daisy) – BERESFORD, Bruce

Drama baseado em peça de Alfred Uhry sobre a relação entre uma viúva judia que já não pode dirigir e um motorista negro contratado por seu filho, abordando a velhice e o racismo no Sul dos Estados Unidos.

O fio da memória – COUTINHO, Eduardo

Realizado de 1988 a 1991, no Estado do Rio, o filme procura condensar, em personagens e situaçöes do presente, a experiência negra do Brasil, a partir de dois eixos – as criaçöes do imaginário, sobretudo na religião e na música, e a realidade do racismo, responsável pela perda de identidade étnica e pela marginalizaçäo de boa parte dos cerca de 60 milhöes de brasileiros de origem africana. Gabriel Joaquim dos Santos, trabalhador de salina e artista semianalfabeto que construiu em Säo Pedro da Aldeia, a Casa da Flor- feita de restos de obras e fragmentos retirados do lixo – é o fio condutor do filme. Ligando temas e personagens, a vida de Gabriel, contada por ele mesmo, revela o esforço obsessivo de um homem para deixar marcas de sua existência no mundo (resumo extraído da capa do vídeo). Imagens: interior e exterior da Casa da Flor, mostrados em detalhes; retratos de escravos brasileiros, feitos pelo fotógrafo Cristiano Jr. (1866); culto à escrava Anastácia; rituais de candomblé e umbanda: danças, oferendas a Iemanjá, festas de Cosme e Damião, festa de Omulu; favelas; manifestaçöes e passeatas do movimento negro. Depoimentos: ex-escravos; mäe de santo Carmen de Oxum; sambistas Carlos Cachaça, Sinval Silva e Aniceto do Império; meninos de rua; internos da FUNABEN; favelados que foram presos e amarrados com cordas, em 1992; Benedita da Silva, na época deputada federal.

Ganga Zumba – DIEGUES, Carlos

A criação do Quilombo dos Palmares traz uma esperança aos escravos das plantações de cana-de-açúcar no período colonial. Um grupo empreende uma fuga. Uma das mulheres segue viagem sozinha, procurando uma solução individual. Os outros tentam encontrar Palmares, mas são traídos e caem numa emboscada. Ganga Zumba, seu futuro líder, mata o traídor e conduz o grupo até a nova terra prometida: Palmares (Centre Georges Pompidou, Le cinéma bresilien, p.278).

Hip-hop – CÉSAR FILHO, Francisco

Painel da cultura hip-hop em São Paulo, que documenta manifestações artísticas da juventude negra da cidade, como o rap, a dança de rua e o graffiti. Contém imagens de garotos dançando na rua, fotos que registram a violência policial, depoimentos de meninos de rua e um número musical da dupla Thaíde e DJ-Um. A violência urbana é o tema dominante.

His trust – GRIFFITH, D.W.

Oficial confederado parte para a guerra, deixando mulher e filha aos cuidados de George, um empregado negro. Após a morte do patrão, George continua cuidando da família, que salva de um ataque dos soldados yankees.

Jaguar – ROUCH, Jean

Para registrar o fenômeno da migração de jovens do Níger para a Costa do Ouro (atual Gana), Jean Rouch acompanhou três desses migrantes por um ano, filmando sua jornada, sem som. Posteriormente, mostrou aos personagens o material filmado, pediu-lhes que comentassem o que estavam vendo e incorporou esses comentários à trilha sonora do filme. Durante a viagem, os personagens vão encontrando pessoas e costumes diferentes dos seus, passam aldeias e cidades, encontram o mar e enfrentam as alfândegas. São documentados detalhes do cotidiano dos povos da região, rituais religiosos, formas de trabalho, danças e festas.

Jubiabá – SANTOS, Nelson Pereira dos

Drama baseado na obra homônima de Jorge Amado. Conta a história do amor impossível entre o negro Antônio Balduíno e Lindinalva, filha do comendador Ferreira, por quem o menino foi criado. Após sua expulsão da casa, Balduíno se torna famoso no meio dos malandros e marinheiros do cais. Resumo: FDE, Série Apontamentos.

Les maîtres fous (Os mestres loucos) – ROUCH, Jean

Estudo antropológico realizado a partir de um ritual praticado pela seita dos haoukas em Gana, África. A comunidade costuma se reunir diariamente após o trabalho num mercado local, onde os membros se juntam para passar o tempo. No domingo, saem da cidade em direção a um local isolado na mata. É lá que praticarão seu rito. Ele se inicia quando alguns deles admitem ter cometidos faltas. Para se redimir delas começam a entrar num outro nível de consciência, chegando a um estado de transe, no qual incorporam os espíritos dos haoukas. Haoukas são para os membros da seita representações particularizadas de elementos da cultura britânica. Assim o guarda, o governador, o general assumem para eles papéis de divindades, as quais personificam durante o rito. Chegar a esse estado corresponde a estar em um nível superior aos demais homens. Para demonstrar que realmente incorporaram os haoukas, devem se submeter à prova final do rito: sacrificar um cão e comer a sua carne; quem o fizer será um verdadeiro haouka e continuará como membro da seita. No dia seguinte, voltam à sua rotina de trabalho como se nada tivesse ocorrido.

O melhor amigo do homem – SAVIETTO, Tânia

O adestramento de cães pastores alemães, onde os treinadores são quase sempre alemães e as “vítimas”, negros que realizam seu trabalho como quem dança um balé africano (resumo da diretora).

Minoria absoluta – AUTRAN, Arthur

Intelectuais negros discorrem sobre temas como a posiçäo do negro na Universidade, a relaçäo entre cultura negra e cultura acadêmica, a opçäo pela negritude, as dificuldades na divulgaçäo da produçäo intelectual do negro e outros. Depoimentos de: Dulce Pereira, Clóvis Moura, Milton Santos, Fernando Conceiçäo e Emanoel Araújo.

Moi, un noir (Eu, um negro) – ROUCH, Jean

Os personagens da história são representações extraídas diretamente da realidade em que vivem os jovens que os interpretam; ou seja, estes representam a si mesmos, rompendo, desse modo, com a barreira que se estabelece entre ficção e realidade. Esses jovens são migrantes nigerianos que partem de suas pequenas comunidades, abandonando família e escola, para tentar prosperar na cidade de Abidjan, na Costa do Marfim, e, assim, adaptar-se e integrar-se aos valores da cultura ocidental. Dentro desse contexto se situa o cotidiano de dois rapazes: Edward  G. Robinson e Eddie Constantine. Ambos trabalham em subempregos na cidade, Robinson é carregador no porto e Constantine, vendedor de tapetes. Um contraponto à rotina de trabalho exaustiva e tediosa de Robinson é, segundo o próprio, a chegada do fim-de-semana, sobretudo sábado, único dia no qual se considera verdadeiramente feliz, quando se reúne com os amigos para ir à praia e sair à noite. No domingo, por sua vez, se junta a Constantine para ir a Goumbé, uma espécie de sociedade particular à qual pertencem, e onde se realizam danças, concursos e música. Na segunda-feira, tudo recomeça, com uma diferença: Eddie Constantine é preso e terá que passar três meses na prisão.

Múltiplos e fragmentos: resignificando traços da identidade do homem negro brasileiro, através da arte brasileira – FONSECA, Celso Matias da

Documentação audiovisual da tese do autor: áudio e texto dos depoimentos; vídeo da performance O corpo; imagens das exposições Impressões digitais, Navios negreiros e Ifá; material recolhido durante a visita à Irmandade da Boa Morte, em Cachoeira (BA).

Offerings: making personal collections into public history
JUNGELS, Bob

Apresenta o trabalho de museus especializados em cultura afro-americana, nos Estados Unidos, que organizam exposições a partir de coleções pessoais de membros da comunidade. Na primeira parte, destaca a mostra The sounds of this city, sobre a música negra do século 20, na Filadélfia, organizada pelo Afro-American Historical and Cultural Museum. Na segunda parte, apresenta a instalação montada por Marie Johnson-Calloway no The Museum of African-American Art, que recria o ambiente da comunidade na qual a artista cresceu, incluindo a reprodução de uma igreja na qual se apresenta um coral gospel. Mostra também a exposição Homecoming: African-American Family History in Georgia, na Herndon Home, a única residência de família negra nos Estados Unidos que se tornou museu. Há depoimentos de membros da equipe dos museus e dos colecionadores que ajudam a montar as exposições, entre eles uma senhora de mais de 90 anos que tem sua casa repleta de objetos históricos.

O olhar indignado de Jane Elliot

Aborda o trabalho da educadora norte-americana Jane Elliot, mostrando uma atividade realizada com universitários na década de 90. Assim como no workshop feito com adultos já graduados, Jane separou dois grupos: estudantes negros e estudantes brancos. Numa sala de aula, fez com que jovens estudantes brancos se sentissem discriminados por algumas horas, da mesma forma que os jovens negros se sentem todos os dias. Tentou ensinar a todos os participantes o valor de não se submeter ao preconceito e à opressão para ser aceito na sociedade, ao contrário do que é normalmente ensinado nas escolas e na própria criação familiar dos Estados Unidos.

Ori – GERBER, Raquel

Beatriz Nascimento e seu álbum de família são ponto de partida para ilustrar como a cultura africana foi reproduzida no Brasil. O documentário explica o significado de ritos afro-brasileiros e apresenta imagens de eventos importantes, tais como: Quinzena do negro – USP (1977), Dia nacional da consciência negra – S. Paulo (1977), Ensaio e desfile da Escola de Samba Vai-vai (1990), III Congresso de cultura negra das Américas – S. Paulo (1992).

O povo brasileiro: Matriz afro
FERRAZ, Isa Grinspum; FREDERICO, Flávio; FARIAS, Mauro

Série baseada na obra do antropólogo Darcy Ribeiro, que investiga a formação do povo e da nação brasileira. Este capítulo aborda a herança africana na cultura brasileira. Apresenta a civilização africana antes da chegada dos europeus e a cultura original dos povos trazidos ao Brasil como escravos; bantos, malês e yorubás. São exibidas imagens de arquivo, em preto e branco, documentando lugares e povos da África. Depoimentos de Carlos Serrano, François Neyt, das mães de santo Mãe Filhinha e Mãe Estela, e de Darcy Ribeiro, explicando porque considera o negro “o componente mais criativo da cultura brasileira”.

A propaganda contraintuitiva e seus efeitos em crenças e estereótiposLEITE, Francisco Vanildo

Contém 6 comerciais de TV analisados na tese do autor: Margarina Qualy; Automóvel Palio: A escola, O elevador, O motorista; Micro-ondas Brastemp; Banco Real

Quilombo – DIEGUES, Carlos

No século XVII, um grupo de escravos se rebela em um engenho de açúcar da Capitania de Pernambuco. Fogem para as montanhas e instauram o Quilombo dos Palmares. À frente dos rebeldes está Ganga Zumba, rei dos Palmares. Palmares é o refúgio de todos os oprimidos, sejam negros, brancos, índios, soldados ou comerciantes. Vítima de traição, Ganga Zumba morre e a liderança passa a ser de Zumbi, seu afilhado. Palmares é invadido e Zumbi é morto pelo Bandeirante Domingos Jorge Velho a mando dos governantes.

Ragtime – FORMAN, Milos

No início do século 19, as vidas de diversos habitantes de Nova York são afetadas pelos acontecimentos mundiais. Entre eles, um pianista negro que, assaltado por homens brancos que não suportam seu sucesso, tenta, em vão, obter justiça.

A raisin in the Sun (O sol tornará a brilhar) – PETRIE, Daniel

A família Younger, formada pela viúva Lena, seus dois filhos, uma nora e um neto, vive em um pequeno apartamento em Chicago. Lena recebe um cheque do seguro do marido e começa a pensar como aplicá-lo. O filho Walter tenta convencê-la a dar-lhe o dinheiro para investir numa sociedade que envolve a venda de bebidas, mas ela é contra, assim como a nora e a filha. Após muitas desavenças, Lena decide dar uma parte do dinheiro como entrada numa casa em nome do neto. A outra parte, ela entrega ao filho para que aplique um pouco em seus negócios e o restante para os estudos da irmã. Todos ficam desanimados quando recebem a visita do representante dos seus novos vizinhos brancos, informando que a família não será bem-vinda ao condomínio. Desesperam-se ainda mais ao descobrirem que Walter aplicou o dinheiro todo em sua sociedade e que o sócio o enganou, fugindo com o investimento. Walter decide não ceder à pressão do representante do condomínio e toda a família muda-se para a nova casa.

Retrato em branco e preto – ARAÚJO, Joel Zito de

Carta de um homem negro denunciando a persistência do racismo na sociedade e na mídia brasileira, um século depois do fim da escravidão. Apresenta as contradições entre duas imagens sobre as relações raciais no Brasil. A imagem do país divulgada no exterior, que difunde um retrato de paraíso e democracia racial. A imagem interna, apresentada nos livros didáticos e na televisão, onde persistem estereótipos negativos contra a população negra.Imagens: desfile de carnaval, com mulheres negras sambando; Olodum, Ilê Ayê e outros blocos afro-brasileiros da Bahia; trechos de programas e anúncios de televisão onde só aparecem brancos em contraponto a imagens de negros em situações de marginalidade.

São Paulo memória em pedaços: Bixiga
DUARTE, Neide; POLI, Maria Cristina

No bairro paulistano do Bixiga, convivem dois povos: os negros e os imigrantes italianos e seus descendentes. Uma cerimônia de batismo mostra influência de rituais africanos; uma grande família mestiça aparece reunida para tocar samba. Traz depoimentos de uma dona de cortiço, do proprietário de uma padaria tradicional, de Rui Afonso, sobre o Teatro Brasileiro de Comédia e da dona de uma cantina, sobre seu encontro com a cantora Elis Regina. Imagens do casario do bairro, de um conjunto musical tocando na escadaria do Bixiga, do casarão de D. Iaiá (a Louca do Bixiga), de padarias e cantinas, do TBC, da procissão da festa de Nossa Senhora Achiropita e do músico Adoniran Barbosa, com amigos numa mesa de bar.

School daze (Lute pela coisa certa) – LEE, Spike

Universidade só para negros no Sul dos EUA é o palco para muitas confusões, romances e intrigas. Para conseguir levar adiante seu plano de forçar os administradores da escola a boicotar o regime sul-africano, o ativista Dap terá primeiro que conscientizar seus colegas, uma tarefa complicada. Resumo VideoBook.

Sinhá Moça – PAYNE, Tom

No final do século XIX, as fugas de escravos alarmaram os fazendeiros. Sinhá Moça, filha de um coronel, volta de São Paulo com ideias abolicionistas. Apaixona-se por um rapaz, mas repudia suas ideias escravagistas. Um levante de escravos termina em caçada humana. Quando o líder da revolta é levado a julgamento, seu advogado é, para surpresa geral, o jovem amado por Sinhá Moça. Durante o processo, um mensageiro vem anunciar que a escravidão foi abolida no Brasil (Centre Georges Pompidou, Le cinéma bresilien, p.269).

La ultima cena (A última ceia)  – GUTIÉRREZ ALEA, Tomás

No final do século 18, durante a Semana Santa, um conde de Havana reúne, na quinta-feira, doze escravos para lavar-lhes os pés, sentá-los à mesa e servir-lhes a ceia. Ao serem obrigados a trabalhar na sexta-feira santa, os escravos iniciam uma rebelião que é fortemente reprimida (Resumo extraído da base de dados do Memorial da América Latina).

Xica da Silva – DIEGUES, Carlos

No século XVIII, em Arraial do Tijuco, hoje Diamantina, Minas Gerais, o contratador de diamantes José Fernandes de Oliveira é enviado ao Brasil por D. José I para explorar a extração de pedras preciosas. Ele implantou sistemas modernos e eficazes de extração, fazendo fortuna e incomodando Lisboa. Apaixonou-se por Xica da Silva, escrava negra, concedendo-lhe alforria e dando-lhe direitos e poderes que escandalizaram a burguesia colonial. Satisfaz os desejos mais extravagantes de Xica e, gradativamente acirra os ânimos da sociedade e da coroa. Volta à Portugal a mando da coroa, deixando Xica no Arraial do Tijuco.

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One Response to Dia da Consciência Negra

  1. […] pessoal do blog da Biblioteca da ECA fez uma lista de vários filmes relacionados ao Dia da Consciência Negra. Postado em Notas. Compartilhe […]

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