Livros no cinema

Literatura e cinema se relacionam há tempos, talvez desde que o segundo surge. Referências a livros, poemas, escritores em filmes são frequentes, há também os filmes que falam da vida de escritores como O enfeitiçado sobre Lúcio Cardoso ou O sereno desespero sobre Cecília Meireles.

Pensando nessa relação entre literatura e cinema preparamos uma lista de adaptações feitas pelo cinema de obras literárias.

São só alguns títulos, pois a lista completa seria bem grande:

Os matadores (Brasil, 1997), direção de Beto Brant. A Biblioteca tem também o conto em que se baseou o filme e o roteiro, ambos de Marçal Aquino.

Dona Flor e seus dois maridos (Brasil, 1976), direção de Bruno Barreto. Há também no acervo adaptação da mesma obra feita para televisão, com direção de Mauro Mendonça Filho. Há outros filmes no acervo adaptados de obras de Jorge Amado, dizem que o cara não é muito amado pela Fuvest (fundação que organiza o vestibular da USP), mas parece que é bem cotado entre os cineastas.

Sinhá Moça (Brasil, 1953), direção de Tom Payne. Da obra homônima de Maria Dezonne Pacheco Fernandes. Parece que uma das vantagens de adaptar obras pouco conhecidas é que o debate recorrente sobre fidelidade do filme à obra literária, é posto de escanteio.

Macunaíma (Brasil, 1969), direção de Joaquim Pedro de Andrade, cineasta que manteve um diálogo produtivo com a literatura, além do citado, temos também Guerra conjugal baseado em obra de Dalton Trevisan; Os inconfidentes, “baseado nos Autos da Devassa, em poemas da época e no Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meirelles”; O homem do pau Brasil sobre aspectos da vida e obra de Oswald de Andrade; O padre e a moça, baseado em obra de Carlos Drummond de Andrade.

E o vento levou (Estados Unidos, 1939), direção de Victor Fleming. Adaptação de obra de Margaret Mitchell.

Vidas secas (Brasil, 1963), direção de Nelson Pereira dos Santos. Da obra de Gracialiano Ramos.

O processo (França; Itália; Alemanha , 1962), direção de Orson Welles. Adaptação da obra homônima de Franz Kafka.

Madame Bovary, direção de Claude Chabrol, adaptação da obra homônima de Gustave Flaubert.

Um lugar ao sol (Estados Unidos, 1951), direção de George Stevens, adaptação do calhamaço de Theodore Dreiser, Uma tragédia americana.

Vidas amargas (Estados Unidos, 1955), direção de Elia Kazan, adaptação de outro calhamaço East of Eden, de John Steinbeck.

Apocalipse (Estados Unidos, 1979), direção de Francis Ford Coppola, da obra Heart of Darkness de Joseph Conrad.

Amor, sublime amor (Estados Unidos, 1961), direção de Jerome Robbins e Robert Wise.

A última tempestade (Grä-Bretanha; França; Japäo , 1991), direção de Peter Greenaway.

Elizabeth Taylor e Montgomery Clift em Um lugar ao sol

Othello (Estados Unidos; Itália; França; Marrocos , 1952), direção de Orson Welles.

Os três últimos adaptações de obras de Shakespeare.

O diálogo entre as duas áreas é profícuo, para ver a lista completa acesse nosso catálogo de filmes e vídeos, use “adapatação” como termo de busca no campo “Gênero/Forma” e divirta-se!

Duas indicações de leitura sobre o assunto:

BRITO, João Batista de. Literatura no cinema. São Paulo: Unimarco, 2006.

PELLEGRINI, Tânia et al. Literatura, cinema e televisão. São Paulo: Senac São Paulo; Instituto Itaú Cultural, 2003.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: