Memória da ECA: Do fogo e da água

Em 2001 um incêncio destruiu parcialmente o segundo andar do prédio principal da Escola de Comunicações e Artes da USP. O Departamento de Comunicações e Artes foi completamente destruído, e os outros dois cursos que ocupavam o andar, Departamento de Cinema, Rádio e Televisão e Departamento de Biblioteconomia foram severamente atingidos.

Departamento de Comunicações e Artes. Foto: Marina Macambyra.

Corredor do CCA. Foto: Marina Macambyra

A Biblioteca não foi atingida pelo fogo, mas pela água utilizada pelos bombeiros para debelar o incêndio. Felizmente, o acervo foi poupado. Perderam-se apenas alguns livros que estavam no balcão de empréstimo e não puderam ser recuperados.

A Biblioteca ficou fechada durante o período em que o prédio permaneceu interditado. Os funcionários que entraram no prédio juntamente com a equipe de limpeza encontraram a seguinte situação:

Muita água e sujeira na entrada da Biblioteca. Foto: Paola de Marco L. dos Santos.

Sala da Referência. Foto: Paola de Marco L. dos Santos.

Água suja entre as estantes de livros. Foto: Paola de Marco L. dos Santos.

Concluída a limpeza e secagem das instalações,  foram necessárias algumas medidas emergenciais.

Operação salvamento de livros molhados, executada em mutirão pelos funcionários da Biblioteca. Na foto, Carlos e Elisabete.

Sistema de contenção da água que continuou pingando do andar afetado por algumas semanas. Foto: Marina Macambyra.

Estantes cobertas com plástico, para proteção contra eventuais vazamentos.

Especialistas em conservação da Biblioteca Nacional, da Cinemateca Brasileira e da própria USP colaboraram com a Biblioteca na avaliação dos riscos e nas medidas de proteção do acervo. Os danos foram poucos, mas os funcionários  não vão se esquecer tão cedo desses  momentos de tensão e insegurança.

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2 Responses to Memória da ECA: Do fogo e da água

  1. Elisangela Alves disse:

    Lembro como se fosse hoje… estava no CRUSP quando ouvi as sirenes e imaginei que fosse algum acidente. No dia seguinte, logo pela manhã, vi o estrago e a sensação de vazio, além da pergunta geral: “e agora, José?” Lembro de muitas reuniões, assembleias e busca por “responsáveis”. Também lembro dos alunos que tentaram limpar, arrumar e resgatar algo com os funcionários e professores.

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  2. Não foi nada fácil. Eu, pessoalmente, perdi todos os meus documentos guardados em minha sala desde o concurso de Livre-Docência. Mas, ficou a lembrança da solidariedade e a certeza de que o essencial é resistente ao fogo… e à água. Cristina Costa

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