Rumo à Web Semântica, com Marcello Bax (UFMG)

Entre os dias 30/05 e 01/06 aconteceu na FEA o 9º CONTECSI (International Conference on Information Systems and Technology Management) onde o professor da UFMG, Marcello Bax apresentou a palestra “Evolução da Web: resolvendo o problema da identidade e rumo à Web Semântica” (Apresentação Marcello Bax).


Bax apresenta o gráfico da evolução da Web (do Semantic of Social Connections) onde observa que já estamos na era da Web 3.0.


Em linhas gerais explica que a Web nada mais é do que um conjunto URIs (sintaxe inventada por Teen Bernes-Lee) referindo-se a recursos de informação, sem fazer distinção entre sentido e referência. Assim, se compartilharmos um pouco de semântica com a máquina ela poderá nos ajudar muito! O professor fala da facilidade que nós seres humanos temos para dar nome as coisas, “identificando as coisas”, ou seja, extraímos significado com facilidade, mas para a máquina não é tão fácil. A possibilidade de existir semântica quando a gente ‘fala com a máquina’ exige que exista uma semântica no ‘jogo de linguagem’ que temos com as máquinas… Pois quando recuperamos informação da máquina estamos dialogando com ela.

Bax cita dois exemplos de buscadores que já começaram a utilizar web semântica:

– Knowledge Graph do Google: ferramenta que permite navegar entre as informações relacionadas sem sair do navegador. Com isso, o poder de decisão estará cada vez mais no usuário e não no algoritmo, permitindo assim que o próprio mecanismo de busca se aproxime cada vez mais do modo de pensar do ser humano.

Vejam o vídeo de apresentação da ferramenta em:

De acordo com Bax, por trás dessa busca há um gráfico que é uma grande ontologia, ou várias ontologias ligando nomes de coisas, classes, etc.

Outro mecanismo que se torna cada vez mais semântico é o Wolfam Alpha que “interpreta” os termos inseridos para pesquisa.

http://www.wolframalpha.com/

Conforme o Profº Bax o Google é uma máquina que usa estatística para mapear e encontrar. Ao utilizarmos este mecanismo de busca estamos compartilhando nossa linguagem com a máquina que começa a referenciar as coisas como a gente fala (dando sentido às coisas). Depois ele navega no ‘grafo’ e faz as relações.

De acordo com a W3C esta atividade não pode ficar na mão de uma única empresa. E o Google tem feito isso…

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