A leitura do texto teatral

Vivenciar um espetáculo a partir das poltronas de nossas casas. É a partir desta ideia que Émile Faguet descreve as possibilidades fornecidas pela leitura do texto teatral ao “leitor comum”, aquele que não está inserido no universo das artes cênicas, seja como ator, diretor etc.

Contudo, para que os significados do texto com todas as sutilezas que dão os contornos dos cenários, personagens, ações, emoções, entonações, sejam apreendidos é preciso que o sujeito leia com os olhos da imaginação, assim os significados saltarão das páginas e entrarão em cena diante de nós, dentro de nossas mentes.

A literatura dramática, portanto, não é somente para aqueles que com ela trabalham, mas para todos que queiram viver a experiência desta leitura, percebendo seus meandros, os ritmos das palavras, as emoções, as sutilezas de cada pausa, de cada reticência, utilizando-se da imaginação para construir os cenários a partir das indicações do texto. Esse diálogo entre leitor e autor permite que sejamos mais que espectadores, pois também participamos – com nossa imaginação –  da construção do espetáculo.

mascaras

Caso queira vivenciar a leitura de um texto dramático, confira abaixo a lista de obras da coleção Os grandes dramaturgos que chegou recentemente à Biblioteca da ECA.

O inspetor geral, de Nicolai Gogol

Arlequim, servidor de dois patrões, de Carlo Goldoni

Ubu rei, de Alfred Jarry

Emília Galotti : uma tragédia em cinco atos, de Gotthold Ephraim Lessing

O médico volante ; As preciosas ridículas ; Os ciúmes do Barbouille, de Molière

A volta ao lar, de Harold Pinter

As relações naturais e outras comédias, de Qorpo-Santo

Cyrano de Bergerac, de Edmond Rostand

Fedra, de Seneca

Pai, de August Strindberg

O cadáver vivo, de Lev Tolstói

Fuente Ovejuna, de Lope de Vega

Farsa de Inês Pereira ; Auto da Índia, de Gil Vicente

A importância de ser fiel, de Oscar Wilde

Thérèse Raquin, de Émile Zola

É… : baseado num fato verídico que apenas ainda não aconteceu: peça em 2 atos, de Millôr Fernandes

Bodas de sangue: tragédia em 3 atos e 7 quadros, de Federico Garcia Lorca

A lição; As cadeiras: farsa trágica, de Eugène Ionesco

A Mandrágora: peça em 5 atos, de Nicolau Maquiavel

Longa jornada noite adentro: drama em 4 atos, de Eugene O’Neill

Seis personagens à procura de autor: comédia a ser criada, de Luigi Pirandello

Hamlet: príncipe da Dinamarca: tragédia em 5 atos, de  William Shakespeare

A profissão da Sra. Warren: peça em 4 atos, de Bernard Shaw

Rei Édipo, de Sófocles

As três irmãs: drama em 4 atos, de Anton Tchekhov

Perseguição e assassinato de Jean-Paul Marat: representados pelo grupo teatral do hospício de Charenton sob a direção do Senhor de Sade, de Peter Weiss

Um bonde chamado desejo, de Tennessee Williams

Para escrever esse post, lemos : FAGUET, Émile. A arte de ler. Rio de Janeiro: Casa da palavra, 2009.

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