Super-8 na Biblioteca

Os mais jovens talvez não saibam disso, mas nas décadas de 1960 e 1970 os filminhos do aniversário da criança ou da viagem da família – aqueles que os amigos são obrigados a ver, queiram ou não –  eram feitos em super-8. Não era uma fita magnética nem um vídeo digital, mas um material cinematográfico, uma película de acetato de celulose.

Esses filmes eram reversíveis, ou seja, não tinham negativo. O produto final já era uma cópia positiva que, em caso de perda ou dano irreparável, não poderia ser substituída.

As câmeras e os projetores de super-8 não são mais fabricados há alguns anos, mas de alguma forma o formato sobrevive, existindo até mesmo um Festival Internacional de Cinema Super-8   na cidade de Curitiba. Muitos artistas contemporâneos gostam de trabalhar com o super-8, explorando a textura granulada do material, como se pode observar no vídeo Certas dúvidas de William Kentridge (direção Alex Gabassi), disponível neste link ou no acervo da Biblioteca, em DVD.

Na Biblioteca da ECA ainda temos uma pequena coleção de 17 títulos, a maioria deles realizada como trabalho da disciplina Semiologia da Imagem, ministrada pela professora Ana Maria Balogh na década de1980. Quando esses filmes foram encaminhados à Biblioteca, não havia mais projetores super-8 disponíveis na Escola, circunstância que tornou impossível a catalogação do material.  Os filminhos foram cadastrados na base de dados apenas com o título e o nome do diretor. A única exceção é o 5.000 volts,  digitalizado por seu diretor Aluízio Falcão Filho, que doou uma cópia em DVD para esta Biblioteca.

RecentDSC_0367emente recebemos a visita do Antônio Leão da Silva Neto, pesquisador e autor de livros e dicionários de cinema, interessado em conhecer nossa pequena coleção. Antônio, que está pesquisando o tema para seu próximo livro, trouxe seu próprio projetor para ver os filmes e trabalhou o dia todo na salinha da Referência, projetando e recolhendo as informações dos créditos. Esses dados serão passados para a Biblioteca, a fim de que possamos fazer a catalogação e completar os registros de nossa base de dados.

Vejam o Antônio trabalhando:

Mais informações sobre o super-8 no blog Preservação Audiovisual:

Super 8 mm

 

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