Escrever sem plágio

O plágio e a necessidade de identificá-lo sempre foram grandes preocupações no meio acadêmico. Muitos jovens estudantes já devem ter se deparado com o cenho franzido de um professor que pergunta:

Esse trecho aqui é seu mesmo ou tirou de algum lugar e esqueceu as aspas?

Perguntar sobre eventuais esquecimentos de aspas é, para quem não sabe, uma forma delicada de perguntar se o aluno não se apropriou indevidamente de texto alheio.

Atualmente, a tecnologia tem facilitado a tarefa de identificar textos copiados. Entre as ferramentas disponíveis, os softwares que detectam similaridades em textos tornaram-se ferramentas bastante conhecidas no ambiente universitário. Neste vídeo, o professor Marcelo Krokoscz indica quatro desses softwares, avaliados num estudo realizado por Tomáš Foltýnek e outros autores como os melhores disponíveis atualmente.

4. Unichek

3. Strike Plagiarism

2. PlagAware

  1. PlagScan

São softwares que podem ser utilizados por pesquisadores individuais, todos pagos, mas alguns também oferecem, de forma reduzida, serviços gratuitos. Existem outros de uso corporativo, como o Turnitin, também classificado entre os melhores, que a USP assina e oferece aos professores vinculados a programas de pós-graduação.

Muitos alunos se preocupam com a possibilidade de “plágio involuntário”. Como seria isso? Em geral, um autor pode incorrer em plágio sem a intenção clara de fazê-lo quando, por descuido, distração ou total desconhecimento das normas de citação, esquece de citar a fonte de um texto alheio que usou em seu trabalho, ou informa a fonte, mas não coloca aspas quando a citação é literal. Ainda assim, é plágio.

Como evitar? É simples: tomando cuidado, escrevendo com atenção e conhecendo as normas para citação de textos. É importante, por exemplo, fazer anotações e fichamentos de forma organizada, sem misturar trechos copiados de artigos e livros com suas próprias ideias e comentários. Usar aspas e cores diferentes nos textos copiados, colocar a paginação logo após o trecho são formas de fazer isso e evitar que, no momento da redação final, uma anotação de fichamento seja transferida para o trabalho com um trecho copiado de outro autor.

Além disso, é importante lembrar que podemos fazer uma paráfrase ou um resumo das ideias de outra pessoa e incorporá-la ao nosso texto, mas a citação da fonte continua sendo obrigatória.

Usar um software que detecta similaridades garante que um texto esteja livre de plágio? Não necessariamente, porque o plágio pode ter sido feito de forma que o algoritmo não consiga detectar. Mas um leitor atento poderá identificar o plágio que escapou ao exame do software.

Para evitar vexames e até problemas legais, o caminho é a ética, o cuidado, o rigor e o respeito às normas de citação. Neste blog, temos alguns post que podem ajudar.

Leia mais sobre o assunto plágio:

Ética na pesquisa científica: plágio involuntário e direito autoral

Abordagem do plágio nas três melhores universidades …

Textos na Revista Pesquisa FAPESP

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