Por que não está tudo online?

É a pergunta que todos os estudantes fazem, principalmente quando as bibliotecas estão fechadas. Vamos tentar explicar.

Na USP, temos muito material disponível online, de três origens diferentes:

1. Produções da própria Universidade ou de professores, alunos ou funcionários, cuja divulgação foi autorizada pelos próprios autores: trabalhos acadêmicos (teses, dissertações e trabalhos de conclusão de cursos de graduação), e-books e revistas publicados pela USP. No caso dos trabalhos acadêmicos, a política da USP é a divulgação em acesso aberto, já que o conhecimento gerado pela universidade pública deve ser acessível à toda a população. Já os artigos publicados pelo pessoal da USP em revistas de outras editoras, podem ou não estar disponíveis online de forma gratuita, dependendo das características do periódico.

2. Conteúdos assinados pela USP: revistas acadêmicas, portais de e-books, bases de dados para busca de artigos e outras informações acadêmicas. Como são serviços comprados de empresas, o acesso não é aberto. Mas todos os alunos, professores e funcionários da USP podem consultar esses materiais pela rede VPN da USP. Basta instalar um programa em seu dispositivo pessoal, usando número USP e senha dos sistemas USP.

3. Acervos digitalizados pelas próprias bibliotecas, geralmente antigos e raros, como o acervo digital Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin.

A página Recursos Online do site da Biblioteca da ECA reúne explicações mais detalhadas e links para os diversos catálogos e serviços disponíveis. Consultem, também, a página Acervos, da Agência USP de Gestão da Informação Acadêmica.

E os livros que ainda são tão necessários para pesquisas, preparação de aulas e trabalhos acadêmicos? Por que não estão digitalizados e disponíveis online? E as revisas antigas, partituras, catálogos de exposições, músicas, filmes etc? Isso ocorre, na maioria dos casos, porque esses materiais têm direitos autorais vigentes, e as bibliotecas não podem digitalizá-los e distribuí-los por nenhum meio, ainda que se destinem apenas ao uso acadêmico. Muitos estudantes, habituados a baixar livros, filmes e música em websites bastante conhecidos – porém ilegais – acham essa restrição muito estranha. Mas trata-se de um fato da vida: existe uma legislação que protege os direitos dos autores, e uma biblioteca não pode desrespeitá-la sem sofrer consequências.

Além dos direitos autorais, existem problemas de infraestrutura. Digitalizar acervos de forma adequada e torná-los acessíveis é uma tarefa que exige recursos técnicos e humanos consideráveis, nem sempre disponíveis em nossas bibliotecas. Na Biblioteca da ECA temos, por exemplo, um acervo de partituras musicais manuscritas que já poderiam ser digitalizadas e publicadas em nosso site e catálogos, algumas por já estarem em domínio público, outras por termos autorização dos detentores dos direitos autorais para isso. Esse trabalho, entretanto, está sendo feito aos poucos, de acordo com nossa disponibilidade de recursos. Algo semelhante acontece com as teses e dissertações anteriores à criação da nossa biblioteca digital que, por enquanto, estão disponíveis apenas em formato impresso. Não temos condições de digitalizar rapidamente todos os trabalhos defendidos em cerca de três décadas de pós-graduação, e solicitar autorização dos autores para publicação. Isso também está sendo feitos aos poucos e sob demanda, quando um pesquisador solicita ou quando o próprio autor, interessado em divulgar seu trabalho de forma mais ampla, nos procura.

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