Citando filmes

16/06/2011

atualizado em 10 de junho de 2020

“- Por que as revoluções não são feitas por homens mais humanos?
– Porque os homens mais humanos não fazem revoluções, fazem bibliotecas.
– E cemitérios. ” (NOSSA …,  2005, cap. 4).

Referência:

NOSSA música. Direção: Jean-Luc Godard. [S.l.]:  Imovision, 2005. 1 DVD (80 min).

a-nossa-musica

Bonito, não? E além de bonito, o diálogo foi citado e referenciado de acordos com as normas da ABNT, como devem ser os trabalhos acadêmicos.

Muita gente não sabe, mas as normas para citação no texto e elaboração de referências bibliográficas também se aplicam aos documentos audiovisuais como filmes ou discos. Se a gente reproduz literalmente um diálogo, como no exemplo acima, ou faz uma paráfrase desse diálogo, ou descreve uma sequência de filme, nosso leitor deve saber de onde foi extraída a informação, caso precise confirmá-la.

Por esse motivo, é importante fazer a referência a um documento publicado. No exemplo acima, citamos a edição em DVD da distribuidora Imovision, lançada em 2005, que pode ser localizada em lojas, locadoras e no acervo da Biblioteca da ECA. Se o leitor quiser ouvir esse diálogo, a citação no texto já esclarece que o mesmo está no capítulo 4 do DVD citado.

Os dados que colocamos na referência são os que a ABNT considera essencias: NT: título, diretor (ou produtor),  local, distribuidora, data e especificação do suporte em unidades físicas. É possível acrescentar outros, para faciliar a identificação do documento. Por exemplo:

NOSSA música. Direção: Jean-Luc Godard. Fotografia Julien Hirsch. [S.l.]: Imovision, 2005. 1 DVD (80 min), NTSC, color. Título original: Notre musique.

Para citar apenas um filme de uma coletânea, faça como se estivesse citando um capítulo de livro:

CONTOS de obituário. Direção: Ricardo Mordoch. In.: TRABALHOS de conclusão de curso 2009. Produção: Curso Superior do Audiovisual. São Paulo: CTR/ECA/USP, 2009.  2 DVDs, v.1, cap. 1  (29 min),  NTSC, color.

Neste exemplo, 29 minutos é a duração do filme, Contos de obituário.

É possível citar um filme que foi consultado online, desde que sejam tomados os cuidados necessários com a confiabilidade do site e da qualidade do próprio documento.

MATERIAL bruto. Direção: Ricardo Alves Jr. Fotografia: Byron O’Neil. 17 min, p&b. Disponível em: <https://vimeo.com/25416534&gt;. Acesso em: 7 dez. 2016.

Ao citar um filme visto em película num arquivo sugerimos, embora a ABNT não faça qualquer recomendação a respeito, indicar o nome da instituição detentora da cópia, já que pode haver diferenças entre um cópia e outra.

TERRA em transe. Direção: Gláuber Rocha. Rio de Janeiro: Mapa Produções Cinematográficas, 1967 [produção]. 1 filme (105 min), 35 mm, p&b. Cópia da Cinemateca Brasileira.

Nesse exemplo, “Rio de Janeiro: Mapa Produções Cinematográficas, 1967” são dados referentes à produção do filme. Para manter um padrão em relação aos demais modelos de referências, indicamos a cidade como local de produção. Caso não seja possível identificar a cidade, sugerimos indicar o país de produção, informação mais fácil de ser localizada para esse tipo de documento.

As referências devem ser listadas numa única ordem alfabética, junto com as referências de livros, artigos, publicações eletrônicas etc.

No próximo post, dicas para fazer referências e citações de músicas.

Normas utilizadas:

NBR 6023 – Informação e documentação – Referências – Elaboração.

NBR 10520 – Informação e documentação – Citações em documentos – Apresentação.

Mais informações sobre citações e referências de vídeos, música, sites etc? Acesse nosso Manual de Normalização


Números de 2012

08/01/2013

Uma biblioteca parece um lugar bastante tranquilo – e na verdade é.  Mas isso não quer dizer que não seja um lugar cheio de atividade. Muito trabalho silencioso acontece para que uma biblioteca possa cumprir suas funções.

aaaDSC_0016

Vejam, por exemplo, um resumo dos principais números de 2012 da Biblioteca da ECA:

Passaram pela catraca 7937 pessoas por mês, em média.
Fizemos um total de 37919 empréstimos de material durante o ano, incluindo livros, revistas, teses, DVDs, CDs, partituras etc.

As consultas ao acervo realizadas localmente totalizaram 51257 no decorrer do ano.

Por “consulta” entendemos que alguém retirou um livro ou revista da estante, por exemplo, para ler na própria Biblioteca, ou apenas dar uma rápida olhada em seu conteúdo. Ou solicitou várias partituras para escolher qual delas levar, ou assistiu um DVD ou vídeo em nossos equipamentos da Seção de Multimeios.

Foram comprados 490 livros novos.
3516 itens foram recebidos em doação. Esse número inclui 990 livros, 129 CDs, 172 DVDs, 265 partituras e 810 fascículos de revistas.

Foram processados 6735 itens do acervo, entre livros, teses, DVDs, catálogos de exposição, partituras, fotografias, imagens digitais, CDs, discos em vinil e muitos outros tipos de documento.

1144 DVDs foram cadastrados no Dédalus.

“Processar” significa fazer a catalogação do documento, cadastrá-lo no Dédalus ou nas bases de dados específicas da Biblioteca da ECA, classificá-lo e indexá-lo por assunto, fazer resumos e uma série de outros procedimentos que possibilitem que os usuários encontrem o que necessitam no acervo.

Foram coletados 48560 códigos de barras de Livros, Folhetos, Peças de teatro não editadas, TCCs, Teses e Memoriais para a realização do Inventário Automatizado, entre os dias 02 e 20 de julho, sem a necessidade de fecharmos a Biblioteca. Desses materiais não localizamos  327 volumes.

Inventário é a levantamento e conferência dos materiais que compõem o acervo da Biblioteca. No Inventário Automatizado coletamos, com um scaner portátil, os códigos de barras dos materiais que estão acervo para serem confrontados com o Banco de Dados Bibliográfico da USP (Dédalus), possibilitando a identificação dos itens extraviados.

Em bibliotecas de acesso livre acesso e bastante frequentadas o desaparecimento de material é um fato inevitável. Felizmente, aqui na Biblioteca da ECA, a quantidade de desaparecimentos tem diminuído significativamente a cada inventário. E ainda temos esperança de recuperar alguns dos volumes não localizados.

A Biblioteca da ECA também tem usado as redes sociais para se comunicar informalmente o público.

Temos 3286 seguidores no Twitter, 1197 amigos no Facebook e 86 contatos no Flickr, onde nossas 148 fotos já totalizaram 6.158 visualizações. Se você ainda não está incluído nesses números, junte-se a nós!

Este blog teve 41.000 visualizações em 2012. Publicamos 34 novos posts nesse ano. O dia com mais tráfego foi 20 de novembro, com 320 visitas. O artigo mais popular nesse dia foi Citando filmes.

Esperamos que o ano de 2013 traga números ainda mais expressivos.


Números de 2011: empréstimo cresce 72%

26/01/2012

Ano passado divulgamos alguns números da Biblioteca referentes ao ano anterior, resolvemos repetir a dose.

De cara, ficamos felizes com o aumento em dois índices importantes: o número de itens emprestados e a frequência de usuários.

Emprestamos em 2011 32.754 itens, crescimento de 72% em relação ao ano anterior, reflexo da unificação do sistema e do aumento no número de itens que cada usuário pode tomar emprestado simultaneamente. O crescimento maior foi no empréstimo de livros, mas o empréstimo de DVDs também teve crescimento considerável. Depois publicaremos um post com as obras mais emprestadas em 2011: livros, dvds.

A frequência de usuários, número de pessoas que passaram pela catraca na entrada da Biblioteca, aumentou em 30% e chegou a 91.579, também consequência da unificação do sistema.

Nossas bases de dados receberam um acréscimo de 8.781 documentos: livros, DVDs, CDs, teses, imagens digitais, partituras, revistas, trabalhos de conclusão de curso e outros.

Compramos 1.081 livros, DVDs, CDs e partituras novos, a maioria deles por indicação de nossos usuários. Professores e alunos da ECA podem fazer sugestões de itens usando nosso formulário online.

5.411 itens incorporados ao acervo vieram de doações. Em 2011 recebemos 9.595 itens através de doações, nem todos serão incorporados ao acervo, muitos itens, aqueles que a Biblioteca julgar sem interesse ao acervo, serão descartados.

Um pouco da performance nas redes sociais.
No Twitter ganhamos mais de mil novos seguidores. Este blog teve 22.717 visualizações no ano que passou (em média 62 por dia). Os posts mais populares foram Citando filmes (930 visualizações) e Chegaram novos DVDs (498 visualizações).

Vamos trabalhar e torcer para que em 2012 a Biblioteca seja ainda mais procurada.


Curiosidades e números do blog em 2019

27/01/2020

Nosso blog teve 94.854 visualizações em 2019, isso é menos do que nos dois anos anteriores, mas ainda é um número maior do que nos outros anos de existência do blog. O mês mais movimentado foi novembro com 10.370 visualizações.

Normalmente publicamos posts todas as segundas-feiras, com exceção daquelas espremidas no meio de um feriadão, e às vezes pulamos também as segundas-feiras que caem nas semanas do “saco cheio” da USP (Semana Santa e semana da pátria)

A maioria dos usuários que chegou ao nosso blog vieram redirecionados por sites de busca e as expressões de busca usadas foram: como citar filme abnt, como citar documentario abnt, como citar musica abnt. Isso explica boa parte do sucesso dos dois posts mais acessados sempre! Também são relevantes no redirecionamento de usuários as postagens feitas no Facebook, Twitter e nosso site.

O Nexo Jornal, num texto sobre a digitalização da revista Manchete, pôs link para um texto nosso, isso trouxe algumas pessoas também.

Os acessos vieram principalmente do Brasil, mas pessoas dos EUA (11 649) e Portugal (1 756) se interessaram pelo estávamos falando.

Abaixo uma lista dos posts mais acessados no ano que passou. Só consideramos os posts que foram publicados no ano de 2019, pois na verdade, os campeões, sempre, são dois posts publicados em 2011 que tratam de citações de filmes e músicas.

Leitura e escrita acadêmica
um post sobre o canal da USP no YouTube que traz aulas sobre práticas de leitura e escrita acadêmica

Organizando seus fichamentos com o Mendeley: uma proposta
o Mendeley é um dos mais populares gerenciadores de referências e aqui demos algumas dicas de como usá-lo para organizar suas anotações de leitura

Bundas no acervo
será que vieram pelo título? a revista Bundas não deu trégua para FHC em seu segundo mandato, mas infelizmente não ficou muito tempo nas bancas.

As bibliotecas e a memória do cinema
repercutimos matéria da Folha de S.Paulo sobre o risco de desaparecimento de filmes importantes

Bibliotecas para todos
sabia que as bibliotecas da USP estão abertas toda a população? Este post fala disso e mostra alguns serviços que interessam a públicos diversos.

Tudo sobre o seu TCC
dicas úteis para o seu TCC, desde fontes de informação até normalização e formatação

Um modelo de TCC
um modelo visual para consulta focado na normalização e formatação

Editoras e revistas predatórias
aprenda a identificá-las, para melhor se defender

Como fazer um fichamento
damos dicas e indicamos fontes para fazer seus fichamentos

Do tema da pesquisa aos termos de busca
como transformar o seu tema de pesquisa em termos de busca

Em 2020 continuem nos acompanhando por aqui também!


As bibliotecas e a memória do cinema

18/03/2019

A matéria de Ieda Marcondes (*) sobre o risco de desaparecimento de filmes importantes como consequência do “salto tecnológico” para plataformas de streaming, publicada na Folha de São Paulo, chamou a atenção dos bibliotecários da ECA. Segundo Ieda, citando Jan-Christopher Horak, diretor do Arquivo de Filme e Televisão da Universidade da Califórnia, a atualização dos suportes sempre deixa para trás de 15 a 20% dos filmes em circulação. Ou seja, boa parte dos filmes que a gente alugava nas velhas videolocadoras não estarão disponíveis na Netflix e congêneres.

Isso ocorre porque nem todo filme tem suficiente apelo comercial para interessar a essas empresas, mesmo que seja um clássico imprescindível que todo estudioso do cinema deveria conhecer. Se for uma obra mais ou menos obscura, experimental ou “difícil”, pior ainda. Prova disso, continua Ieda em seu artigo, é a decisão da Warner de fechar o Filmstruck, serviço que mantinha obras de cineastas como John Ford, François Truffaut, Federico Fellini e Yasujiro Ozu.

Qual seria solução para isso? A mesma que já existe para livros antigos, esgotados, sem interesse comercial mas com muita relevância cultural: as bibliotecas. Bibliotecas costumam manter acervos de livros com essas características, conservá-los e até, quando a legislação e as condições práticas permitem, digitalizá-los.  Entretanto, ainda são relativamente poucas as bibliotecas brasileiras que têm coleções importantes de filmes, organizadas, catalogadas e acessíveis ao público. Diante do quadro atual em que a atuação das bibliotecas pode contribuir para manter acessíveis obras em risco de esquecimento, é importante que nossas bibliotecas passem a se dedicar mais ao desenvolvimento de acervos de filmes.

Rolos de filme no acervo da Biblioteca da ECA

Nesse aspecto, a Biblioteca da ECA se destaca. Nossa biblioteca sempre foi, desde sua criação, uma biblioteca de filmes. Nossa primeira grande missão na área foi a guarda, catalogação e conservação dos filmes produzidos pelos alunos do curso de cinema da ECA, hoje Audiovisual. Posteriormente, com a popularização dos suportes para distribuição doméstica de filmes, começamos a montar uma coleção voltada para as necessidades dos cursos da Escola que usam filmes em suas atividades de ensino e pesquisa. O acervo está todo catalogado e registrado na base de dados Filmes e vídeos – acessível pelo nosso site – e no banco de dados Dédalus (parcialmente). Chegamos a desenvolver uma metodologia específica para tratamento de nosso acervo de imagens em movimento, disponível para download no Portal de Livros Abertos da USP.

Nosso acervo contém filmes de todos os cineastas citados no artigo da Folha e muitos outros, alguns até bem pouco conhecidos pelo público não especializado. Temos, por exemplo: caixa com os filmes de John Ford, F. W. Murnau e Frank Borzage produzidos pela 20th Century Fox; edição comemorativa dos 100 anos de Manoel de Oliveira, contendo 21 filmes; filmes underground de Andy Warhol; filmes brasileiros da Programadora Brasil, coleção Cinema Brasileiro Contemporâneo, com filmes brasileiros recentes.

Recebemos, com alguma frequência, doações de filmes feitas pelos próprios diretores ou produtores, como foi o caso de Evaldo Mocarzel, que doou 23 filmes que dirigiu, e doações de escolas de cinema brasileiras e estrangeiras.

Nossa coleção de vídeos em VHS, que começamos a formar em 1987, é conservada com cuidado. O acervo em vídeo gerado na própria Escola foi, quase todo, copiado para DVD. Outras providências estão sendo tomadas para garantir a sobrevivência desses arquivos, mas os originais em vídeo, bem como os aparelhos para sua reprodução, ainda serão mantidos.

Recebemos, com bastante frequência, estudantes e pesquisadores interessados em assistir filmes que não localizaram em outras fontes, aí incluídas plataformas de streaming e site de torrents. Nosso velho e sofrido acervo de vídeos já ajudou muitos cinéfilos aflitos, mas também já tivemos, infelizmente, muitas demandas que não pudemos atender.

O avanço da tecnologia trouxe, aqui mesmo na ECA, efeitos inesperados. Enquanto a produção do curso de Audiovisual era em película cinematográfica em 16 ou 35 mm, as cópias eram enviadas à Biblioteca, que mantinha atualizado o catálogo desse acervo tão importante. Mesmo depois que, para garantir melhores condições de conservação, os filmes mais antigos foram depositados na Cinemateca Brasileira, as informações de catálogo continuaram disponíveis nas bases de dados mantidas pela Biblioteca da ECA. A partir do momento em que os filmes começaram a ser produzidos em suporte digital, o material deixou de ser enviado regularmente à Biblioteca. Temos em nossos catálogos produções do curso de Audiovisual apenas até o ano de 2013. Não conseguimos informar, como fazíamos antigamente, sobre a totalidade dos filmes produzidos pelo curso. Mas, as negociações para revolver esse problema estão avançadas e acreditamos que, em breve, o fluxo normal será retomado e voltaremos a catalogar os filmes de produção da ECA.

Enquanto isso, vejam a lista parcial de Trabalhos de Conclusão de Curso da ECA em forma de filme ou vídeo, incluindo produções dos cursos de Jornalismo e Artes Visuais.

(*) A matéria da Folha de São Paulo é acessível apenas para assinantes. A consulta é possível pelos computadores da Biblioteca, basta solicitar o acesso aos funcionários.

 

 

 

 

 


Normalização de trabalhos acadêmicos

23/11/2015

Uma etapa obrigatória de boa parte dos cursos de graduação e pós-graduação é a elaboração de um trabalho escrito, que deve seguir regras de apresentação e formatação indicadas pela instituição. No caso da ECA, o trabalho deve ser feito segundo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Essas normas têm por objetivo facilitar a comunicação científica, pois possibilitam a identificação (e a verificação da informação) de cada documento consultado e citado durante a feitura do trabalho.

No entanto, esta é uma tarefa meio árida, às vezes trabalhosa, não por outro motivo, é deixada para o final ou encarregada a terceiros, gente especializada nesse tipo de trabalho.

Hoje, porém, há ferramentas que prometem facilitar essa etapa da pesquisa científica.

Há softwares gratuitos, como o Monografando, que prometem “facilitar a vida de quem está fazendo o seu trabalho de conclusão de curso ou a sua monografia”.

Há os gerenciadores de referências, que criam de forma automática a lista de referências e as citações no momento da escrita do trabalho, no estilo de citação escolhido. São fáceis de usar e aqui na Biblioteca da ECA ainda oferecemos uma ajudinha, pois quem quiser aprender a usar o EndNote Basic, um dos mais populares desses programas, pode agendar um horário com a gente, por aqui http://www3.eca.usp.br/biblioteca/servicos/treinamentos

Quinn Dombrowski

Foto: Quinn Dombrowski, Flickr

Os bibliotecários estão atentos a essa necessidade dos pesquisadores. Em nosso blog, por exemplo, os posts que ensinam a fazer citações e referências de filmes e músicas estão entre os mais lidos.

O Sistema Integrado de Bibliotecas da USP preparou as Diretrizes para apresentação de dissertações e teses da USP, “com o objetivo de auxiliar a estruturação e organização dos textos”. São orientações que têm por base as normas da ABNT que tratam de trabalhos acadêmicos. O documento também está disponível para download segundo as normas da American Psychological Association (APA), International Organization for Standardization (ISO) e o estilo Vancouver.

A USP oferece acesso ao Target GEDWeb, que tem em seu acervo as normas da ABNT para trabalhos acadêmicos e várias outras normas do Brasil e do Mercosul. O acesso pode se dar nos computadores da USP ou remotamente via VPN.

Mas, se ainda precisar de ajuda, aqui na Biblioteca da ECA oferecemos, para a comunidade ecana, atendimento para esclarecimentos de dúvidas sobre elaboração de referências bibliográficas e citações. É só aparecer e procurar por um dos bibliotecários do serviço de atendimento.


Serviços para o pesquisador

07/10/2013

A Biblioteca da ECA oferece alguns serviços específicos para pós-graduandos e alunos de graduação que estão desenvolvendo seus trabalhos de conclusão de curso. Os interessados podem procurar os bibliotecários de referência pessoalmente ou marcar uma conversa pelo e-mail ecabiblioteca@usp.br.

Apresentamos os recursos ao pesquisador, mostramos como fazer buscas, orientamos sobre a forma de obter bons resultados.

  • Orientação para normalização de trabalhos acadêmicos.

Esclarecemos dúvidas sobre elaboração de referências bibliográficas e citações no texto, de acordo com as normas da ABNT.

Normas ABNT que versam sobre elaboração e apresentação de trabalhos acadêmicos

Diretrizes da USP para elaboração de dissertações e teses

Coma fazer referência e citação de filmes

Como fazer referência e citação de música

  • Elaboração automática da ficha catalográfica de teses, dissertações e TCCs, preenchendo o formulário.

Documentos e sites interessantes

Catálogos de teses e dissertações

Gerenciadores de referência

Escrita científca

E mais

Essas informações também estão disponíveis na nova página Serviços ao Pesquisador do site da Biblioteca, link abaixo. A página será atualizada sempre que tivermos alguma novidade a acrescentar.

http://www3.eca.usp.br/biblioteca/servicos/servicosparaopesquisador


Trabalhos acadêmicos com CDs e DVDs

09/02/2012

Atualmente muitas teses e dissertações têm anexos em suportes físicos diferentes do texto impresso em papel.

Os materiais são de vários tipos, embora os mais comuns sejam os CDs e DVDs. Os conteúdos são também os mais diversos: filmes, programas de TV e rádio, comerciais, palestras, peças teatrais, apresentações musicais, entrevistas, depoimentos, imagens fixas e tudo o mais que o autor considere necessário para ilustrar ou documentar seu trabalho, em vídeo ou apenas áudio.

Infelizmente, nem sempre essa documentação é entregue pelo autor devidamente identificada, etiquetada e vinculada ao texto do trabalho, e é dessa forma que chegam à Biblioteca. Eventualmente recebemos CDs e DVDs sem qualquer inscrição externa, sem embalagens e até sem conteúdo algum gravado. Também ocorre que o anexo esteja bem identificado, com estojos e etiquetas informando seu conteúdo, mas sem nenhuma explicação na própria tese sobre a finalidade do CD/DVD.

Os bibliotecários que fazem a catalogação das teses precisam abrir CDs/DVDs, visualizar seu conteúdo e procurar no texto explicações necessárias. Diante de um vídeo de 2 minutos que mostra, por exemplo, uma manifestação de rua, os bibliotecários se perguntam:

  • É o trecho de um filme analisado na tese? Que filme?
  • São imagens registradas pelo próprio autor para analisar comportamento de manifestantes?
  • São imagens cedidas por um cinegrafista e usadas para discutir formas de registro jornalístico de manifestações?

O exemplo é fictício e extremo, mas situações semelhantes são comuns no dia-a-dia e contribuem para tornar o trabalho mais moroso do que deveria.

Por esse motivo, tomamos a liberdade de sugerir aos autores algumas providências simples para agilizar o processo de catalogação e, consequentemente, a divulgação dos trabalhos acadêmicos para o público interessado. Não se trata de exigência oficial da Escola, mas apenas de uma sugestão da Biblioteca para facilitar o entendimento do trabalho pelos leitores.

1. Identifique os documentos audiovisuais com os seguintes dados mínimos: autor e título da tese ou dissertação; autor, título e data de cada um dos documentos gravados no CD/DVD; data de produção e duração em minutos dos trabalhos. Essa identificação pode ser feita em etiquetas, envelopes ou estojos, de preferência impressa ou escrita com letra legível. Evite escrever diretamente sobre os CDs/DVDs, porque a tinta poderá, com o passar do tempo, danificar o material.
2. Acrescente, no texto de seu trabalho, um anexo que descreva o conteúdo das outras mídias que o complementam. Relacione cada filme, foto ou gravação em áudio que as mídias contêm. Faça resumos sucintos, explicitando a relação do seu trabalho com os documentos audiovisuais anexados: ilustração, complemento, objeto de análise, produto resultante do trabalho etc.
3. Antes de depositar seu trabalho, peça para outra pessoa abrir cada CD/DVD num computador que não seja o seu, para verificar se todos os arquivos estão abrindo corretamente. É interessante especificar que programa será necessário para abrir os arquivos, no caso de não ser um programa muito comum.

Alguns modelos simples:

Anexo XX – DVD
Registro em vídeo do espetáculo teatral XXX, adaptação da peça de William Shakespeare dirigida pelo autor desta dissertação e analisada nos capítulos 4 e 5.
Intérpretes:
Câmera:
Duração:
Gravada em 12 de fevereiro de 2011, no Teatro YY.

Anexo XX – CD
Contém trechos das seguintes obras musicais, comentadas ao longo do texto:
1. Chopin: Prelúdio op. 28, n. 6, Si menor. Murray Perahia, piano. Gravadora CBS.
2. Heitor Villa-Lobos: Bachianas brasileiras n. 4: Prelúdio. Nélson Freire, piano. Gravadora Gema.

Anexo XX – DVD
Conteúdo do DVD:
1. Vídeo experimental resultante da pesquisa de linguagem realizada para a dissertação. 15 min, 2009. Câmera e edição: ……..
2. Íntegra dos depoimentos dos artistas entrevistados durante a pesquisa: Antônio Leônidas de Souza (48 min, 2009); Helena Camargo (34 min, 2010).


Comprando livros e outros materiais para o acervo

29/03/2010

A Biblioteca recebe da Reitoria, todos os anos, verba para comprar livros e outros materiais para o acervo.  Os alunos, professores, funcionários e demais usuários podem indicar material para ser adquirido.  Funciona mais ou menos assim: as pessoas que precisam de um livro, ou acham importante que a Biblioteca tenha determinada coleção de DVDs, por exemplo, fazem o pedido. Na medida do possível, a Biblioteca compra.

Nosso objetivo principal ao adquirir materiais bibliográficos é subsidiar as atividades de ensino, pesquisa e extensão, desenvolvidos na ECA.  Levando sempre em conta esse objetivo, temos alguns critérios para selecionar o que será comprado:

– São atendidos apenas os pedidos que tenham por finalidade o ensino, a pesquisa e a extensão;

– Solicitações de professores têm prioridade sobre as das demais categorias;

– Têm prioridade itens que constam da bibliografia básica de cursos de graduação, pós-graduação e extensão;

– A Comissão de Biblioteca tem a palavra final na seleção do material e decide a respeito de casos não previstos.

Como as compras são feitas:

Os bibliotecários não podem simplesmente ir à livraria mais próxima e comprar tudo o que é necessário. É um pouco mais complicado.

Como somos uma instituição pública, as compras obedecem a uma legislação cujo objetivo principal é assegurar o bom uso do dinheiro público.

As compras são feitas de forma centralizada pelo Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP, duas ou três vezes por ano, por um sistema chamado pregão.  Demora um pouco, mas é lei.

Como pedir:

– Pessoalmente, na Biblioteca, solicitando ao pessoal do atendimento a papeleta de sugestão de compra.

– Por e-mail, enviando mensagem para os endereços eletrônicos normanda@usp.br,
sileiv@usp.br.

Como saber o que a Biblioteca compra?

No site da Biblioteca publicamos boletins com informações atualizadas sobre novas aquisições incorporadas ao acervo:

Além disso, sigam-nos no Twitter, onde sempre anunciamos as novidades.


%d blogueiros gostam disto: