Colóquio Dados, Metadados e Web Semântica

08/01/2018

por Sarah Lorenzon Ferreira

Nos dias 14 e 15 de dezembro de 2017, a Universidade Federal de São Carlos – UFSCar sediou o Colóquio “Dados, Metadados e Web Semântica”, realizado pelo grupo de pesquisa Dados e Metadados (GP-DM) do Departamento de Ciência da Informação (DCI) da Universidade, com apoio do grupo de pesquisa Núcleo de Estudos em Web Semântica e Dados Abertos (NEWSDA-BR) da USP, campus de Ribeirão Preto.

O objetivo do evento foi ampliar o diálogo sobre a Web Semântica aos profissionais da informação, principalmente o campo da Biblioteconomia e da Ciência da Informação, para a utilização de tecnologias que cada vez mais multidimensionam os espaços para o acesso, uso e reuso informacional aos usuários.

O colóquio tratou de temas emergentes e necessários para a Ciência da Informação como: Linked Data, Padrões de Metadados, Preservação Digital em Repositórios Institucionais dentre outros.

A ECA esteve presente apresentando o trabalho Imagens interoperáveis: uso do VRA Core e da estrutura IIIF na construção de bibliotecas digitais, de autoria de Sarah Lorenzon Ferreira e Marina M. Macambyra (bibliotecárias da ECA) e da professora do CBD Vânia Maria Alves Lima. Assim como o trabalho apresentado no Seminário da Redarte do Rio de Janeiro,  este texto buscou apresentar o protótipo que estamos desenvolvendo de nossa biblioteca digital de imagens de arte, mas detalhando,  numa abordagem técnica, duas soluções que juntas poderão contribuir para a interoperabilidade sintática e semântica das imagens de arte: os metadados VRA Core e a estrutura IIIF (International Image Interoperability Framework).

O IIIF possibilita o compartilhamento e reutilização de conteúdos entre diferentes instituições, mesmo que utilizem servidores de imagens ou softwares de visualização diferentes, proporcionando aos usuários uma boa experiência de visualização de imagens com zoom profundo, orientação, tamanho etc.

No final da apresentação mostramos um vídeo do protótipo com os recursos já implementados (não tem áudio).

Vídeo completo da apresentação:

Apresentação:

http://prezi.com/bswk1m8_lvnt/?utm_campaign=share&utm_medium=copy&rc=ex0share

As perguntas foram feitas ao final das apresentações da primeira mesa do dia. Nosso trabalho despertou muita curiosidade dos presentes, principalmente a respeito do uso  IIIF. No link, um recorte no vídeo para a parte das perguntas:

https://www.youtube.com/watch?v=xXMSMD_Xu7g

Contatos:

Grupo de pesquisa Dados e Metadados:

https://www.facebook.com/gpdm.ufscar/

Os vídeos dos dois dias do evento podem ser vistos no Canal do Departamento de Ciência da Informação da USFCar:

https://www.youtube.com/channel/UCYScVH-WGBHAezQlwvP0Ofg/videos

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Alertas

25/09/2017

Hoje você fez uma busca no Portal CAPES, na Scopus ou mesmo na Busca Integrada da USP, por exemplo, e encontrou vários livros e artigos relacionados ao tema da sua pesquisa. Ótimo, mas saiba que amanhã ou depois, se você refizer a busca, talvez encontre mais resultados. Ou talvez não se lembre mais da estratégia de busca que usou da primeira vez, e o resultado não seja mais tão satisfatório.

A boa notícia é que a maioria das bases de dados oferecem serviços de alerta. É bastante simples: depois de fazer sua busca e refinar os resultados, salve um alerta. Sempre que entrar na base de dados um documento qualquer (artigo, livro etc) que corresponda exatamente à busca que foi feita, você recebe um e-mail avisando.

foto de Partha Chowdhury (Flickr)

Configurando um alerta no Portal CAPES

Estou fazendo um trabalho sobre censura nas artes visuais. Depois de algumas tentativas, descubro que a busca que me traz resultados mais pertinentes é esta:

Busquei pelos termos em inglês, coloquei “visual arts” entre aspas para recuperar a expressão inteira, usei o operador AND entre os conceitos, restringi a artigos publicados nos últimos 5 anos. O resultado dessa estratégia de busca (ou seja, dessa escolha de termos, operadores booleanos e filtros)  correspondeu à minhas expectativas.

Rolando um pouco a tela, encontrei este menu:

Cliquei em Salvar busca e cheguei nesta tela, onde cliquei em “salvar e alertar”, inseri  o nome escolhido para o alerta e meu e-mail.

Pronto, agora o Portal CAPES vai me enviar alertas semanais, sempre que entrar um artigo que esteja de acordo com a estratégia de busca que salvei.

Outras bases

O processo é semelhante em quase todas as bases de dados que têm esse serviço. Fazer a busca com uma estratégia adequada, salvar e definir o alerta.

Na base Scopus, o menu para salvar alertas está bem no alto da página, à esquerda.

Depois de clicar em Set alert, a base já traz uma tela preenchida, com o nome do alerta, e-mail do usuário previamente cadastrado e periodicidade. As informações pode ser editadas antes de salvar o alerta.

Importante: para salvar alertas em qualquer base de dados, é preciso estar logado.

 

 

 


Scopus

11/09/2017

Uma das maiores bases de dados multidisciplinares, com resumos, referências e boa parte dos documentos com link para o texto completo, a Scopus possui conteúdo que interessa a turismo, comunicação, ciência da informação, relações públicas, artes etc.

É preciso destacar que a cobertura das nossas áreas, comparadas com áreas como genética, neurociência, tende normalmente a ser baixa não só neste, mas em outros serviços comerciais do tipo. Isso se deve, não só ao interesse comercial maior por estas áreas, mas também aos padrões de citação e publicação de nossas áreas, para as quais a publicação de livros e capítulos de livros é importante, as listas de referências são geralmente menos extensas, os artigos de autoria colaborativa são também menos frequentes.

A base oferece pesquisa simples e avançada, com interfaces amigáveis, envio de listas de documentos para seu gerenciador de referências. Cadastrando-se, é possível salvar buscas e listas de documentos para acesso futuro, criar alertas.

Também é interessante analisar o resultado de uma busca com os recursos oferecidos e procurar tendências de uma área ou assunto; por exemplo, numa busca por “tourism AND sustainability” nas palavras-chaves foram recuperados 1451 resultados. A análise dos resultados nos mostra em que ano foram publicados mais artigos, quais autores, revistas, instituições e países mais se interessaram pelo assunto.

Revista que mais publicaram tourism AND sustainability. Clique na imagem para ampliar.

Fazendo uma busca pelo nome da ECA no campo “affiliation name”, assim:

(escola de comunicações e artes) or (ECA USP)

descobrimos que a Scopus indexou 105 artigos de autores ligados à nossa Escola, e que a quantidade tem aumentado nos últimos anos, como mostra o gráfico.


Wiley Online Library

03/07/2017

A USP oferece o acesso à Wiley Online Library, uma coleção multidisciplinar de recursos online abrangendo, dentre outras, as áreas de ciências sociais e  humanidades. São mais de 6 milhões de artigos de mais de 1.500 periódicos científicos, além de mais de 19 mil ebooks.

Para localizar itens de seu interesse em meio a tal vastidão informacional, a plataforma oferece opções fáceis e intuitivas para a realização de pesquisas. Também é possível consultar tutoriais sobre procedimentos de busca.No caso dos ebooks há um resumo da obra, é possível fazer a navegação por capítulos, salvá-los em pdf e também imprimir. Caso prefira, é possível fazer o download da obra completa.

Funcionalidades como exportar referências, salvar em uma pasta, enviar o link por email e criar alertas também estão disponíveis.

É possível pesquisar por termos no título da obra, texto completo, resumo, palavras-chave, dentre outras opções.

Fizemos uma pesquisa bastante superficial com termos que correspondem às áreas de estudo abrangidas pela ECA e observamos que foi recuperado um grande número de artigos e ebooks. Lembre-se que pesquisas feitas no idioma inglês recuperam maior número de registros.

O acesso à Wiley Online Library pode ser feito diretamente pela plataforma, na qual você usará as funcionalidades de pesquisa disponíveis. O link  é: http://onlinelibrary.wiley.com/

Caso prefira, o Portal da Busca Integrada também recupera os registros disponíveis na Wiley.

Em ambos os casos, é importante lembrar que o acesso se dá a partir dos computadores conectados à rede USP ou por meio do VPN.

Aproveite e bons estudos!

 

 


A cara nova do catálogo de partituras

22/05/2017

Nosso catálogo de partituras foi recentemente integrado ao Banco de Dados Bibliográficos da USP – Dédalus. Mas, como o Dédalus tem aquele formato de catálogo de livros, foi criada uma interface específica para a busca de partituras, disponível no link:

http://colecoes.sibi.usp.br/partituras/

Para localizar um partitura, basta digitar os termos na caixa de busca, assim:

É possível refinar os resultados, usando diversos filtros de busca. O exemplo abaixo mostra como se pode recuperar partituras de Beethoven para orquestra e violino. Basta clicar na letra E (operador boleano AND).

Também seria possível excluir o violino do universo de obras de Beethoven para orquestra, clicando no NÃO. Ou filtrar por Gênero e forma e selecionar apenas os concertos.

Os registros são visualizados dessa forma:

Clicando no título, o registro no Dédalus é aberto.

A nova interface é mais amigável e intuitiva do que o Dédalus e do que a base Acorde, além de ser adaptada à busca de partituras. Agora é o momento de testá-la. Usem, explorem e nos avisem se não gostarem de alguma coisa, para podermos fazer os ajustes necessários. Façam seus comentários e sugestões aqui no post. Ou falem conosco pessoalmente, estamos aqui o dia todo.

Em breve o link Partituras do nosso site vai remeter diretamente à nova interface, mas a base Acorde vai continuar acessível por algum tempo, a partir do menu Catálogos.


Partituras no Dédalus

17/04/2017

O catálogo de partituras da Biblioteca da ECA foi migrado para o Banco de Dados Bibliográficos da USP – Dédalus, após mais de vinte anos de espera pelo início do processo e dois anos de trabalho do Departamento Técnico do SIBi e das bibliotecárias da ECA no planejamento e execução.

Um pouco dessa história já foi contado no trabalho Catalogação de partituras na Biblioteca da ECA, apresentado ao Seminário Internacional de Bibliotecas Universitárias. Felizmente, os problemas relatados nesse trabalho já foram ou estão sendo solucionados.

Agora, finalmente, o usuário pode buscar partituras e livros no mesmo local, sem necessidade de mudar de sistema, além de fazer renovações e reservas pelo Dédalus.

Ainda há muitos acertos a serem feitos, tanto por nós quanto pela equipe do DT-SIBi:

ajustes no formato de exibição das partituras (pontuação e outros detalhes)

aperfeiçoamento na busca por meio de expressão

acertar maiúsculas e minúsculas nos títulos (os registros mais antigos da base eram digitados em caps lock e a conversão automática não resolve tudo)

inserir novamente parte dos links para a primeira página digitalizada das partituras (havia links quebrados na base, que foram excluídos antes da migração definitiva)

colar etiquetas de código de barras nas  partituras e inserir o código nos registros do Dédalus.

Essa última atividade vai demandar muito tempo para ser concluída, devido ao tamanho do acervo: 12.666 volumes. Por esse motivo, inicialmente o usuário que solicitar o empréstimo precisará aguardar um pouco antes de levar o material. A demora vai depender da quantidade de itens a serem emprestados, mas não deve passar de alguns minutos.

A busca de partituras no Dédalus pode ser feita pelos mesmos elementos da base Acorde, ainda disponível no site da Biblioteca: compositor, título, título original, número de opus, meio de expressão, “assunto” (gênero e forma), casa publicadora, editor e arranjador. Quem desejar localizar apenas partituras, deve usar o filtro “Tipo de material”, no canto inferior esquerdo da tela do Dédalus.

E aguardem, em breve, mais novidades. Está sendo preparada, pela Divisão de Gestão de Tratamento da Informação do DT-SIBi , uma nova interface de busca específica para o acervo de partituras.

 

 

 

 

 


Project MUSE

31/10/2016

Project MUSE é uma base de dados que fornece acesso online a artigos de revistas acadêmicas e ebooks.

Dentre as áreas de estudo compreendidas estão: Ciências sociais, Música, Cinema, Teatro, Artes performáticas, Literatura,  Educação, Biblioteconomia, Editoração, História, Filosofia, entre outras.

É possível realizar pesquisas de conteúdo apenas dentro da área de seu interesse, opção disponível na tela inicial bem como na busca avançada. Para isso, na tela inicial, basta utilizar o filtro “Research area” e selecionar a área desejada. Já na pesquisa avançada você pode primeiro realizar a busca por um termo específico digitando-o na caixa de busca e depois filtrar pela área de interesse bem como fazer o inverso: recuperar todos os registros de uma área específica em “research area” e somente após digitar o termo de pesquisa.

Dentre os campos de busca da pesquisa avançada, é possível pesquisar por conteúdo – que equivaleria à busca em qualquer campo -,  título, autor e editor.

Na pesquisa básica você pode combinar os termos de busca com operadores booleanos (AND, OR, NOT). Na avançada, as opções já são apresentadas (ALL = AND; ANY = OR. NONE = NOT). Uma dica importante é digitar os termos compostos por duas ou mais palavras entre aspas.

No exemplo abaixo veja que na busca avançada foi realizada pesquisa por obras sobre “bibliotecas universitárias” mas que não tragam o termo “competência informacional”

muse

Ao realizar uma pesquisa na MUSE você irá recuperar todo o conteúdo desta base de dados, entretanto, via assinatura da USP não temos acesso a tudo. muse1Se você estiver utilizando os computadores da USP ou o VPN e a pesquisa recuperar registros que tragam este símbolo significa que não temos acesso. Isto ocorre com os ebooks, por exemplo, para os quais atualmente não temos acesso.

Uma possibilidade interessante é, deixar selecionada a opção “Only content I have full access to”, assim irão ser apresentados somente os registros que ser podem acessados por meio da assinatura da USP.

Ao realizar uma pesquisa, caso queira salvar ou enviar a página de resultados, você pode copiar o link, pois o mesmo é permanente.

Neste link você encontra uma rápida apresentação sobre como realizar pesquisas na Project MUSE.

Lembre-se que para acessar este conteúdo fora da USP é necessário o VPN.

Na lista de bases de dados do SIBi-USP, a base consta com o nome MUSE, conforme comumente é chamada.

Dúvidas ou angústias fale com @ bibliotecári@


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