A leitura de textos acadêmicos: algumas dicas e considerações

21/10/2019

A FFLCH/USP disponibilizou no Youtube uma série de aulas, com conteúdos valiosos sobre a leitura e escrita acadêmica, voltadas especificamente para a área de Humanas. Neste post iremos trazer alguns elementos centrais presentes em uma das aulas que aborda a leitura acadêmica e que você pode assistir clicando aqui.

Para iniciar vamos, de antemão, estabelecer uma perspectiva: a leitura é um diálogo entre o leitor e a obra/o autor. Adotar essa perspectiva coloca o leitor na posição de quem busca compreender e argumentar, portanto, ler não é meramente assimilar conteúdos e isto implica uma postura crítica e reflexiva do leitor que, em seu percurso de diálogos com os textos, deve buscar a autonomia intelectual.

Vamos lá!

  • É importante estar atento para desenvolver um pensar crítico e reflexivo, sendo autônomo intelectualmente. Ou seja, não assumir uma posição pela autoridade ou posição de quem fala/escreve, mas, sim, pensar e construir justificativas racionais.
  • Não devemos aceitar passivamente tudo aquilo com o que nos defrontamos, mas, sim, explicitar a coerência interna, a lógica daquilo que nos é apresentado. Precisamos, portanto, compreender a coerência, a lógica do que chega até nós.
  • Num campo do conhecimento em particular: é essencial ser capaz de avaliar de modo racional as variáveis teóricas da área e escolher, diante de diferentes situações, qual esquema teórico aplicar, qual argumento montar, como construir uma objeção. Enfim, é preciso pensar crítica e rigorosamente.

Alguns problemas na prática de leitura e como avançar:

1) Leitura fragmentada: o leitor destaca apenas aquilo que compreende, que lhe é familiar. Ignora aquilo que desconhece (termos, frases, parágrafos, referências, etc.). Assim, há a sensação de que a leitura avançou rápido, mas, ela foi limitada e ficou comprometida. O leitor decodificou todos os signos, mas, não necessariamente adentrou em todas as significações. É preciso repensar essa atitude para conseguir dialogar com o texto.  Explorar o vocabulário é essencial para compreender o texto, avançar e, consequentemente, para o próprio processo pessoal de escrita.  Sanar dúvidas de vocabulário, referências, sintaxe, buscar compreender aquilo que não conhece é essencial para prosseguir. Os elementos que o leitor desconhece são parte do texto, portanto, essenciais à sua compreensão.  Ler impacta diretamente no escrever. E, nesse sentido, uma leitura criteriosa, rigorosa irá impactar em uma escrita também crítica e rigorosa.

2) Tomar posição valorativa:  o leitor não concorda com algo do texto –  ou com o todo – e acaba adotando uma atitude que pode gerar distorções. Seria algo como: “não concordo com você e, portanto, não quero escutar, não quero dialogar”.  A leitura será limitada, pois o leitor, provavelmente, não conseguirá compreender a lógica argumentativa do autor (não se trata de concordar, mas, sim de compreender e, inclusive, construir suas próprias argumentações a partir disso). É importante compreender a posição do autor.

3) Ler sem considerar o todo e desconsiderar a estrutura do texto: em muitas situações o estudante faz a leitura de trechos/capítulos solicitados em aula desconsiderando a estrutura da obra na qual o material está inserido. É importante ter consciência da obra como um todo. Se o estudante ler um capítulo, é essencial reconhecer em qual obra está inserido, qual o objetivo dessa obra, quem é esse autor, observar o sumário, a orelha do livro. Enfim, quando for ler um trecho isolado,  não apenas ler o texto, mas, também, ler a própria estrutura na qual ele está inserido.

Fora isso, é importante identificar a estrutura lógico-conceitual do texto: uma sugestão é realizar a numeração dos parágrafos quando estamos iniciando nossas leituras acadêmicas. E, após numerá-los, é interessante reunir os parágrafos em blocos que estabelecem relação mais direta e para os quais você poderia atribuir uma síntese. Seria algo como pensar assim: “se eu precisar definir em uma palavra, em uma linha do que trata esse bloco de parágrafos, como eu faria?” Com isso, o leitor consegue fazer um movimento de explicitar o pensamento do autor e sua estrutura lógica. Isso é um exercício importante para que o leitor consiga aprender a dialogar com o texto. O leitor que sintetiza/agrupa nessa perspectiva é um leitor que consegue compreender o raciocínio do autor, algo essencial ao diálogo e a produção do conhecimento.

 

 

 


Sobre fazer anotações em aulas

07/10/2019

É muito comum fazermos anotações durante as aulas para registrar as informações consideradas importantes. O processo de fazer anotações em aulas é individual, não há regras a serem seguidas, entretanto, muitos estudantes simplesmente não se dão conta de que para recuperar, posteriormente, os registros é importante utilizar algum padrão de organização. Quanto melhor organizadas estiverem as anotações, mais simples será recuperá-las para estudar.

Veja algumas dicas:

  • Fazer anotações em aulas não deve ser um ato de transcrição de tudo que o professor escreve, mas, sim de escrever ideias centrais abordadas na aula.
  • Anote o tema da aula, a data, o nome do professor
  • Use suas próprias palavras
  • Deixe espaços em branco, caso queira escrever coisas posteriormente
  • Use abreviações
  • Numere os pontos
  • Utilize cores para fazer destaques
  • Agrupe itens semelhantes (linhas, cores, números, caixas, círculos, destaques com cores, quadros)
  • Citações – dê destaque
  • Use palavras que auxiliem a lembrar de tópicos importantes
  • Revise suas anotações, destaque os pontos mais importantes

A imagem abaixo é do Método Cornell, um método bastante simples e eficaz que foi desenvolvido para a elaboração de anotações. Consiste em dividir a página em três seções. Uma delas (a área central) deve conter as principais ideias da aula, a outra (canto esquerdo) trazê-las de modo sintético em conceitos/palavras-chave, o canto inferior da página é destinado à anotação de perguntas e um resumo sobre o tópico.

Veja abaixo alguns exemplos para, quem sabe, começar a fazer suas anotações de uma forma diferente.

Método Cornell

 

Exemplo de uso do método Cornell

 


Como fazer um fichamento

30/09/2019

Já indicamos no blog aqui e aqui como usar o Mendeley para organizar seus fichamentos, mas há uma pergunta que ficou pairando, por ser anterior: como fazer um fichamento?

Como há pessoas que entendem realmente do riscado, vamos indicar algumas fontes.

No Canal USP há uma série de aulas sobre metodologia de pesquisa e três dessas aulas versam sobre fichamento de uma forma bem detalhada, vale muito a pena:

https://www.youtube.com/watch?v=R4Sag80pQ5Y&list=PLAudUnJeNg4vWJhEJ_da26C-QW5qiS7uZ&index=22

Nas nossas estantes, na classificação 001.43 há diversos livros sobre metodologia de pesquisa e frequentemente eles trazem capítulos sobre fichamento, leitura, métodos de estudo. Às vezes mesmo obras antigas trazem ótimas considerações sobre o assunto, ou como disse Umberto Eco em Como se faz uma tese “quando queremos fazer uma pesquisa, não podemos desprezar nenhuma fonte, e isso por princípio.”

Em A arte de pesquisar, Mirian Goldenberg sugere um roteiro de leitura em forma de perguntas:

  1. Qual o objetivo da autora?

  2. Com que outros autores está dialogando ou discutindo (explícita ou implicitamente)?

  3. Quais as categorias utilizadas? (como são definidas?)

  4. Quais as suas hipóteses de trabalho?

  5. Qual a metodologia utilizada em sua pesquisa?

  6. Qual a importância de seu estudo no campo em que está inserido? (o que a autora diz? o que eu acho?)

  7. A autora sugere novos estudos?

  8. Resumo do livro

  9. Minha avaliação crítica do texto

 

Umberto Eco. Como se faz uma tese

Antônio Joaquim Severino. Metodologia do trabalho científico

Délcio Vieira Salomon. A maravilhosa incerteza

 

Abaixo um resumo de algumas fontes consultadas.

A qualidade do fichamento está diretamente ligada à qualidade da leitura feita e às referências que você traz previamente, ou seja, ao seu repertório.

Já o tipo do fichamento vai ser influenciado por outras coisas, como: objetivo da leitura, tipo de texto que se está lendo, posse ou não do livro etc. Por exemplo, se você está lendo um manual, uma peça de teatro ou um ensaio, textos que são estruturalmente diferentes, demandam leituras diferentes. Ou, o livro é seu? Se sim, talvez valha a pena anotar na margem do texto apenas. Ou, ao contrário, é um livro de difícil acesso? Nesse caso talvez seja melhor ser menos econômico nas anotações.

Diferencie seus comentários e opiniões de citações e transcrições, estas devem sempre vir entre aspas e com indicação de página. Não corra o risco de esquecer se um texto é seu ou não e ser acusado de não citar suas fontes. A transcrição tem de ser textual preservando inclusive erros de grafia que porventura existam no original, nesse caso, siga o que diz a norma de citação adotada na sua faculdade, isso vai facilitar depois o trabalho de redação.

O que deve constar dos fichamentos?

Referências, citações, opiniões, resumos, ideias surgidas durante a leitura, novas leituras indicadas. Use cores para destacar.

Por que fazer fichamentos?

  • porque anotar ajuda a lembrar, a tornar claro
  • porque escrever sobre o que está lendo, assim como recontar, contribui para a reapropriação do texto
  • porque o material consultado nem sempre é seu e quando você precisar dele novamente pode estar indisponível
  • para identificar e documentar corretamente suas fontes, sua pesquisa pode depender diretamente dessa documentação
  • para que no momento da redação do trabalho suas citações e referências não se transformem em dor de cabeça e agonia
  • porque se a sua prática de leitura tem um peso na qualidade de suas anotações, também a prática de anotar, questionar, resumir etc. melhora a sua prática de leitura

 


Do tema da pesquisa aos termos de busca

23/09/2019

A frase “eu não encontrei quase NADA sobre o tema da minha pesquisa”, pronunciada em variados tons de decepção e até de franco desespero, é algo que bibliotecários ouvem com muita frequência.

Mas como isso é possível, se estamos numa biblioteca universitária com acervo na área de interesse do pesquisador? E numa universidade que acessa grande quantidade de recursos disponíveis online, para não falar de toda a informação que podemos localizar pelo Google Acadêmico?

A busca por assunto, seja nos catálogos de bibliotecas como o Dédalus, nos buscadores da internet ou em bases de dados de artigos acadêmicos não é um processo intuitivo. Já falamos um pouco sobre a questão aqui no blog, no post Em busca dos assuntos perdidos.

Observamos que muitos pesquisadores têm dificuldades em traduzir seu tema de pesquisa em termos para busca no mundo da informação organizada. Usar um tema de pesquisa, que pode ser uma frase ou uma pergunta, como expressão de busca num sistema raramente dá bons resultados. Primeiramente precisamos identificar com clareza os conceitos que vamos estudar e descobrir quais termos os representam nos catálogos e bases de dados nos quais vamos fazer a busca.

Para ficar mais claro, vamos usar um exemplo real, a dissertação intitulada “Efeito da educação musical na promoção das habilidades sociais e escolares em crianças”. A autora explica no resumo que seu objetivo geral era “investigar o efeito da educação musical sobre o repertório de habilidades sociais e escolares em crianças expostas e não expostas a educação musical”. E como ela conseguiu levantar referências para fundamentar seu trabalho? Provavelmente não foi apenas jogando “efeitos da educação musical nas habilidades das crianças” no Google , nem “educação efeitos” no Dédalus . Ela deve ter concluído que precisaria entender e explorar os conceitos mais importantes do seu tema, ou seja, educação musical, educação infantil, socialização (por exemplo) e, a partir daí, fundamentar sua pesquisa prática com dois grupos de alunos para avaliar os possíveis efeitos da educação musical. Observem as palavras-chaves que a autora indicou e que foram registrados no campo “assunto” no Dédalus:

Música
Educação Musical
Comunicação
Aprendizagem
Habilidades sociais

Embora a gente não saiba quais termos a autora usou em suas buscas, é bastante provável que sejam semelhantes a essas palavras-chaves. Podemos apenas apontar a falta dos termos relacionados ao grupo específico que foi estudado (crianças, educação infantil) ou questionar o uso do termo comunicação, que não parece muito pertinente ao trabalho.

De qualquer forma, o raciocínio que precisamos fazer ao iniciar uma pesquisa é, em linhas gerais:

Além disso, não podemos esquecer que, em pesquisas acadêmicas, é sempre importante descobrir quais termos são usados em outras línguas, para poder localizar literatura internacional para nosso trabalho.


DMPtool e a criação do Plano de Gestão de Dados de Pesquisa

16/09/2019

Plano de Gestão de Dados de pesquisa (PGD) é um documento formal com a descrição daquilo que será feito com os dados durante e após a pesquisa.  A DMPtool é uma ferramenta utilizada para a elaboração de PGDs de forma rápida e prática e a comunidade USP passa a ter acesso a plataforma, podendo utilizar a interface no idioma inglês ou português.

Preencher o plano a partir da DMPtool auxilia o pesquisador a identificar elementos essenciais a serem considerados no planejamento da gestão de dados, pois as perguntas irão conduzir o  processo de preenchimento do plano.

A DMPtool permite o compartilhamento do plano entre distintos participantes da pesquisa com a atribuição de perfis variados (edição, visualização etc.). Após preencher as informações solicitadas, basta fazer o download do arquivo com o seu PGD.

É possível criar planos para projetos distintos e os mesmos irão constar em sua conta no DMPtool.

A seção “Aprender” traz algumas orientações gerais sobre o gerenciamento de dados. Ler essa seção auxiliará o pesquisador a considerar questões como tipos, forma, quantidade dos dados, formato dos arquivos, como organizar os arquivos, metadados, segurança e armazenamento, compartilhamento, citação de dados, etc.

Para utilizar a ferramenta vá em  https://dmptool.org/ .

Em ‘sign in’ selecione  ‘Option 1: If your institution is affiliated with DMPTool‘ e na próxima tela digite ‘University of São Paulo‘, clique em ‘go’ e crie uma conta. Após criar a conta, é possível escolher o idioma da interface no canto superior direito em ‘language’.


Escolha de periódicos para publicar

02/09/2019

Todos sabem que publicar é preciso, mas encontrar a revista certa para submeter um artigo nem sempre é um processo claro para todo mundo.

Para esclarecer um pouco as dúvidas dos pesquisadores, o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, com apoio da Biblioteca da ECA, convidou uma bibliotecária que entende do assunto para fazer uma palestra, que ocorreu no dia 29 de agosto, no auditório Paulo Emílio Salles Gomes da ECA.

Paola de Marco Lopes dos Santos, bibliotecária da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP faz assistência editorial para duas revistas de sua unidade, Paisagem e Ambiente e Revista Pós da FAUUSP. Com sua experiência no lado de lá, ou seja, de quem publica, Paola reuniu muitas informações interessantes para quem deseja ser publicado. Agradecemos à Biblioteca da FAU pela liberação da bibliotecária para essa atividade.

A seguir, resumimos as dicas apresentadas na palestra.

Seleção das publicações

Publique nas revistas que você lê. Um dos motivos mais importantes para publicar em revistas é dialogar com a comunidade acadêmica da qual você faz parte por meio dos textos, e é nas revistas que você acompanha que vai encontrar o público com o qual estabelecer esse diálogo.

É importante observar onde publicam os pesquisadores e grupos de pesquisa com os quais você se relaciona e os autores que você cita.

Antes de enviar seu trabalho, observe se a revista faz revisão por pares, se o corpo editorial é composto por pesquisadores reconhecidos na área de estudos, quantos números são publicados por ano, se é indexada em portais, diretórios e bases de dados (Scielo, Redalyc, Portal de Revistas da USP, Scopus, Web of Science etc), se é de acesso aberto e cobra ou não taxas de publicação.

Adequação da revista é importante. Verifique se a linha editorial da revista é compatível com o tipo de artigo que pretende escrever, qual é o público-alvo e o tempo entre a submissão e publicação do artigo.

Fuja das revistas predatórias.

Ética e boas práticas

Evite enviar o mesmo artigo para duas revistas, porque o recebimento e avaliação de um artigo gera muito trabalho para as revistas. Fazer as pessoas perderem tempo não pega nada bem.

Cuidado para não fazer plágio ou autoplágio. Faça citações com cuidado e não submeta um texto que já foi publicado em outro veículo, mesmo que seja em outra língua, mesmo que você reescreva o mesmo conteúdo em outras palavras.

Obtenha todas as autorizações para publicar conteúdo alheio (imagens, por exemplo).

Métricas

É importante conhecer e acompanhar os rankings de revistas científicas, elaborados a partir de análises de citações de artigos. Não basta publicar, é preciso ser citado. Nos slides cedidos pela palestrante há informações sobre o assunto.

Uma ajuda a mais

Seletores de revistas acadêmicas, para ajudar na escolha:

Journal Guide – https://www.journalguide.com/

Para fugir dos predadores:

Doaj – Directory of Open Access Journals – https://doaj.org/

Lista de revistas predatórias – https://predatoryjournals.com/

Sugestão de leitura:

A pesquisa e a estruturacao do artigo acadêmico em Administração

Dúvidas? Procure as bibliotecárias ou o bibliotecário da ECA, que assistiram à palestra. Paola também se dispõe a conversar com quem precisar de orientação.

Acesse aqui os slides da palestra.

Não percam a próxima palestra dela, na FAU, dia  09/09 das  14h às 16h. Inscrições no link: https://forms.gle/M1qQUcYqv5SXNGez9

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Um modelo de TCC

01/07/2019

O momento de elaborar o trabalho de conclusão de curso pode ser angustiante para muitos estudantes. Escolher o tema, levantar referências, pesquisar, ler muito, elaborar um texto na adequada linguagem acadêmica, tudo isso demanda esforço e habilidade. E aí, quando o texto começa a tomar forma (ou até antes disso), o orientador avisa que a formatação não está correta, as referências e citações estão uma bagunça e tudo isso precisa ser feito de acordo com a ABNT.

Onde encontrar, como fazer, qual dos mil documentos que encontramos na internet é o correto? Todas essas informações estão na Biblioteca, claro, não há motivo para pânico. A parte triste é que as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) necessárias para fazer um TCC não são poucas: referências, citações, sumário, resumo, numeração progressiva etc. Muitos alunos correm até a Biblioteca para consultar os trabalhos dos colegas que já passaram por isso, mas a estratégia nem sempre funciona bem. Para não fazer feio, o ideal é consultar as normas mesmo e as Diretrizes USP para elaboração de dissertações e teses, que também servem para TCCs.

Para facilitar um pouco a vida dos alunos nessa fase, pelo menos nos quesitos normalização e formatação, a Biblioteca da ECA elaborou um modelo visual de consulta rápida, com exemplos corretamente formatados de todas as partes do trabalho.

Página de rosto? Veja o exemplo:

Parágrafos, espaços entre linhas, citação com mais de 3 linhas?

O modelo não substitui a consulta às normas, seu objetivo é apenas agilizar a formatação. Se necessário, as bibliotecárias e o bibliotecário estão sempre à disposição para ajudar e tirar dúvidas.

Sugestões serão bem-vindas! Quem tiver alguma, comente neste post ou mande um e-mail para ecabiblioteca@usp.br.

Para acessar e baixar o modelo, clique aqui:

Modelo prático para formatar um TCC

Mais informações na página Normalização do nosso site:

http://www3.eca.usp.br/biblioteca/servi%C3%A7os/normalizacao

Mais dicas sobre TCCs aqui mesmo neste blog:

https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2019/04/08/tcc-dicas-orientacao/

https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2013/10/29/como-pesquisar-tccs-no-dedalus/

 

 


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