De novo esse ORCID?

03/08/2020


Sim, de novo! A USP está muito empenhada em garantir que todos os docentes e pós-graduandos se cadastrem no ORCID. Muitos dos nossos professores já o fizeram, mas nem todos. Além disso, é importante lembrar que não basta ter o número, é preciso também:

1. Vincular seu ORCID à USP, para que a Universidade possa, futuramente, autenticar as informações institucionais de sua comunidade. Para criar ou vincular à USP um ORCID já existente, acesse este link:
http://www.usp.br/orcid

Exemplo de perfil não vinculado à instituição

 

Exemplo de perfil vinculado à USP



2. Inserir suas informações. O ORCID não é apenas um número, é uma plataforma de currículo como o Lattes, mas internacional e capaz de se conectar a outras instituições. Por esse motivo, é importante que o pesquisador coloque seus dados pessoas e registre sua produção. Não é necessário fazer tudo isso manualmente, parte das informações da produção pode ser puxada da Biblioteca Digita da Produção Intelectual da USP  (BDPI) ou do perfil do autor no Google Acadêmico, desta forma:

Entre na Biblioteca Digital da Produção Intelectual

Clique em “Usuário” e entre com seu login e senha dos sistemas USP (seu nome vai aparecer no alto da tela, à esquerda)

Clique sobre seu nome

Clique em “Exportar sua produção em formato Bibtex” e um arquivo com o nome export_bdpi será baixado em seu computador. Esse arquivo pode ser puxado para seu ORCID. Toda a sua produção cadastrada no Dédalus e BDPI entrará no ORCID.

3. Deixe suas informações públicas, para que possam ser vistas. Muitos pesquisadores têm mantido seus dados no ORCID privados, o que não faz muito sentido num currículo.

Perfil sem informações públicas

 

Perfil com informações públicas

 

A Biblioteca da ECA pode orientar na criar, vinculação e alimentação do ORCID. Agora, durante a pandemia, oferecemos atendimento remoto pelo Google Meet. Acesse nossa página de treinamentos para agendar um horário.
http://www3.eca.usp.br/biblioteca/servicos/treinamentos

 


Dúvidas

18/05/2020

Muitos estudantes e pesquisadores estão entrando em contato conosco para fazer perguntas e pedir ajuda. Mas achamos que muitos outros, talvez,  ainda não apresentaram suas dúvidas.

Então, vamos fazer um resumo das perguntas que temos respondido e algumas que já apareceram no nosso questionário sobre serviços remotos, que está aberto para respostas até o dia 20 de maio. Não deixem de participar.

A Biblioteca tem material disponível online? Como faço para acessar?

A resposta já está aqui mesmo no blog, neste post. Os artigos de periódicos são os recursos disponíveis online mais importantes (e numerosos) que a USP oferece. Mas também temos teses e dissertações, partituras, e-books e outros. Vejam lá no post e acompanhem nossas postagens nas redes sociais para ver as novidades.

Já fizemos vários posts explicando como acessar informações nas diversas áreas de interesse da ECA. Façam a busca por “fontes de informação”, a diversão é garantida.

Em breve, essa informação estará em destaque no site da Biblioteca.

Preciso de um livro, é possível ter acesso ao pdf?

Acreditem, a gente fica tão triste em responder quanto vocês em ler a resposta, que geralmente é não.

A grande maioria dos livros do acervo têm direitos autorais vigentes, portanto não podemos digitalizá-los. Sabemos que atualmente é muito comum encontrarmos pdfs de livros novos para download gratuito em vários sites por aí. Mas uma biblioteca de instituição pública não pode adotar práticas ilegais, porque as consequências seriam muito sérias, tanto para a USP quanto para os funcionários envolvidos.

Alguns livros também foram publicado em e-book de acesso aberto. Nesses casos, você encontram o link no próprio Dédalus. Geralmente são produções de professores da USP.

De qualquer forma, perguntem. Já aconteceu de localizarmos um pdf que não estava no Dédalus porque foi liberado tempos depois que catalogamos o impresso (e não ficamos sabendo). Perguntar não ofende!

Mas, e os livros e capítulos de livros indicados pelos professores?

Vale a mesma resposta para a pergunta anterior.  Não podemos digitalizar livros com direitos autorais vigentes.

A Biblioteca pode ajudar nas questões de normalização?

Sim, claro! Temos materiais de apoio disponíveis na página Normalização do nosso site: manuais, modelos de formatação, exemplos de referências, apresentações etc. Vejam esta apresentação. Questões não resolvidas pelos materiais na página ou dúvidas específicas, a gente resolve por e-mail. Normalização não é o assunto mais divertido do mundo, mas é importante e mais fácil do que parece.

Não dá mesmo para pegar livros emprestados?

No momento, ainda não é possível. Durante o período de distanciamento social, os funcionários estão trabalhando apenas à distância. Não temos condições de atender à demanda de empréstimos, que é muito grande, sem colocar em risco a saúde dos funcionários e dos próprios usuários da Biblioteca.

Preciso fazer a ficha catalográfica da minha tese (dissertação, TCC). A Biblioteca pode fazer?

Melhor ainda: temos um formulário online para gerar a ficha. É só entrar, preencher, e a ficha é gerada automaticamente, na hora. Dá para fazer várias vezes e refazer se alguma coisa estiver errada. É bastante simples e eventuais dúvidas serão respondidas por e-mail.

Quando a Biblioteca vai reabrir? Já existe uma previsão?

Ainda não. Precisamos aguardar as determinações do Governo do Estado e da Reitoria da USP. Avisaremos quando isso ocorrer, pelas redes sociais e pelo nosso site. Daremos um prazo para devolução do material emprestado, após a reabertura.

Entretanto, tudo indica que nem todos os serviços poderão ser retomados imediatamente. Teremos que fazer adaptações para garantir a segurança de todos, e acreditamos que muitos serviços serão prestados remotamente ou por agendamento, por algum tempo.

Tenho dúvidas, mas não quero incomodar neste momento tão difícil

Gente, não tem problema mesmo, de verdade. Os funcionários estão trabalhando em casa, bem de saúde (por enquanto), em condições de responder às suas questões. Todos temos acesso à internet e os equipamentos necessários para realizar nosso trabalho. A administração da ECA está tentando auxiliar quem tem problemas nesse sentido. Não hesitem em pedir ajuda. Se estiver ao nosso alcance, atenderemos.

Estamos nos organizando para oferecer atendimento remoto pelo Google Meet. Aguardem notícias, em breve.

 

 


A leitura de textos acadêmicos: algumas dicas e considerações

21/10/2019

A FFLCH/USP disponibilizou no Youtube uma série de aulas, com conteúdos valiosos sobre a leitura e escrita acadêmica, voltadas especificamente para a área de Humanas. Neste post iremos trazer alguns elementos centrais presentes em uma das aulas que aborda a leitura acadêmica e que você pode assistir clicando aqui.

Para iniciar vamos, de antemão, estabelecer uma perspectiva: a leitura é um diálogo entre o leitor e a obra/o autor. Adotar essa perspectiva coloca o leitor na posição de quem busca compreender e argumentar, portanto, ler não é meramente assimilar conteúdos e isto implica uma postura crítica e reflexiva do leitor que, em seu percurso de diálogos com os textos, deve buscar a autonomia intelectual.

Vamos lá!

  • É importante estar atento para desenvolver um pensar crítico e reflexivo, sendo autônomo intelectualmente. Ou seja, não assumir uma posição pela autoridade ou posição de quem fala/escreve, mas, sim, pensar e construir justificativas racionais.
  • Não devemos aceitar passivamente tudo aquilo com o que nos defrontamos, mas, sim, explicitar a coerência interna, a lógica daquilo que nos é apresentado. Precisamos, portanto, compreender a coerência, a lógica do que chega até nós.
  • Num campo do conhecimento em particular: é essencial ser capaz de avaliar de modo racional as variáveis teóricas da área e escolher, diante de diferentes situações, qual esquema teórico aplicar, qual argumento montar, como construir uma objeção. Enfim, é preciso pensar crítica e rigorosamente.

Alguns problemas na prática de leitura e como avançar:

1) Leitura fragmentada: o leitor destaca apenas aquilo que compreende, que lhe é familiar. Ignora aquilo que desconhece (termos, frases, parágrafos, referências, etc.). Assim, há a sensação de que a leitura avançou rápido, mas, ela foi limitada e ficou comprometida. O leitor decodificou todos os signos, mas, não necessariamente adentrou em todas as significações. É preciso repensar essa atitude para conseguir dialogar com o texto.  Explorar o vocabulário é essencial para compreender o texto, avançar e, consequentemente, para o próprio processo pessoal de escrita.  Sanar dúvidas de vocabulário, referências, sintaxe, buscar compreender aquilo que não conhece é essencial para prosseguir. Os elementos que o leitor desconhece são parte do texto, portanto, essenciais à sua compreensão.  Ler impacta diretamente no escrever. E, nesse sentido, uma leitura criteriosa, rigorosa irá impactar em uma escrita também crítica e rigorosa.

2) Tomar posição valorativa:  o leitor não concorda com algo do texto –  ou com o todo – e acaba adotando uma atitude que pode gerar distorções. Seria algo como: “não concordo com você e, portanto, não quero escutar, não quero dialogar”.  A leitura será limitada, pois o leitor, provavelmente, não conseguirá compreender a lógica argumentativa do autor (não se trata de concordar, mas, sim de compreender e, inclusive, construir suas próprias argumentações a partir disso). É importante compreender a posição do autor.

3) Ler sem considerar o todo e desconsiderar a estrutura do texto: em muitas situações o estudante faz a leitura de trechos/capítulos solicitados em aula desconsiderando a estrutura da obra na qual o material está inserido. É importante ter consciência da obra como um todo. Se o estudante ler um capítulo, é essencial reconhecer em qual obra está inserido, qual o objetivo dessa obra, quem é esse autor, observar o sumário, a orelha do livro. Enfim, quando for ler um trecho isolado,  não apenas ler o texto, mas, também, ler a própria estrutura na qual ele está inserido.

Fora isso, é importante identificar a estrutura lógico-conceitual do texto: uma sugestão é realizar a numeração dos parágrafos quando estamos iniciando nossas leituras acadêmicas. E, após numerá-los, é interessante reunir os parágrafos em blocos que estabelecem relação mais direta e para os quais você poderia atribuir uma síntese. Seria algo como pensar assim: “se eu precisar definir em uma palavra, em uma linha do que trata esse bloco de parágrafos, como eu faria?” Com isso, o leitor consegue fazer um movimento de explicitar o pensamento do autor e sua estrutura lógica. Isso é um exercício importante para que o leitor consiga aprender a dialogar com o texto. O leitor que sintetiza/agrupa nessa perspectiva é um leitor que consegue compreender o raciocínio do autor, algo essencial ao diálogo e a produção do conhecimento.

 

 

 


Sobre fazer anotações em aulas

07/10/2019

É muito comum fazermos anotações durante as aulas para registrar as informações consideradas importantes. O processo de fazer anotações em aulas é individual, não há regras a serem seguidas, entretanto, muitos estudantes simplesmente não se dão conta de que para recuperar, posteriormente, os registros é importante utilizar algum padrão de organização. Quanto melhor organizadas estiverem as anotações, mais simples será recuperá-las para estudar.

Veja algumas dicas:

  • Fazer anotações em aulas não deve ser um ato de transcrição de tudo que o professor escreve, mas, sim de escrever ideias centrais abordadas na aula.
  • Anote o tema da aula, a data, o nome do professor
  • Use suas próprias palavras
  • Deixe espaços em branco, caso queira escrever coisas posteriormente
  • Use abreviações
  • Numere os pontos
  • Utilize cores para fazer destaques
  • Agrupe itens semelhantes (linhas, cores, números, caixas, círculos, destaques com cores, quadros)
  • Citações – dê destaque
  • Use palavras que auxiliem a lembrar de tópicos importantes
  • Revise suas anotações, destaque os pontos mais importantes

A imagem abaixo é do Método Cornell, um método bastante simples e eficaz que foi desenvolvido para a elaboração de anotações. Consiste em dividir a página em três seções. Uma delas (a área central) deve conter as principais ideias da aula, a outra (canto esquerdo) trazê-las de modo sintético em conceitos/palavras-chave, o canto inferior da página é destinado à anotação de perguntas e um resumo sobre o tópico.

Veja abaixo alguns exemplos para, quem sabe, começar a fazer suas anotações de uma forma diferente.

Método Cornell

 

Exemplo de uso do método Cornell

 


Como fazer um fichamento

30/09/2019

Já indicamos no blog aqui e aqui como usar o Mendeley para organizar seus fichamentos, mas há uma pergunta que ficou pairando, por ser anterior: como fazer um fichamento?

Como há pessoas que entendem realmente do riscado, vamos indicar algumas fontes.

No Canal USP há uma série de aulas sobre metodologia de pesquisa e três dessas aulas versam sobre fichamento de uma forma bem detalhada, vale muito a pena:

https://www.youtube.com/watch?v=R4Sag80pQ5Y&list=PLAudUnJeNg4vWJhEJ_da26C-QW5qiS7uZ&index=22

Nas nossas estantes, na classificação 001.43 há diversos livros sobre metodologia de pesquisa e frequentemente eles trazem capítulos sobre fichamento, leitura, métodos de estudo. Às vezes mesmo obras antigas trazem ótimas considerações sobre o assunto, ou como disse Umberto Eco em Como se faz uma tese “quando queremos fazer uma pesquisa, não podemos desprezar nenhuma fonte, e isso por princípio.”

Em A arte de pesquisar, Mirian Goldenberg sugere um roteiro de leitura em forma de perguntas:

  1. Qual o objetivo da autora?

  2. Com que outros autores está dialogando ou discutindo (explícita ou implicitamente)?

  3. Quais as categorias utilizadas? (como são definidas?)

  4. Quais as suas hipóteses de trabalho?

  5. Qual a metodologia utilizada em sua pesquisa?

  6. Qual a importância de seu estudo no campo em que está inserido? (o que a autora diz? o que eu acho?)

  7. A autora sugere novos estudos?

  8. Resumo do livro

  9. Minha avaliação crítica do texto

 

Umberto Eco. Como se faz uma tese

Antônio Joaquim Severino. Metodologia do trabalho científico

Délcio Vieira Salomon. A maravilhosa incerteza

 

Abaixo um resumo de algumas fontes consultadas.

A qualidade do fichamento está diretamente ligada à qualidade da leitura feita e às referências que você traz previamente, ou seja, ao seu repertório.

Já o tipo do fichamento vai ser influenciado por outras coisas, como: objetivo da leitura, tipo de texto que se está lendo, posse ou não do livro etc. Por exemplo, se você está lendo um manual, uma peça de teatro ou um ensaio, textos que são estruturalmente diferentes, demandam leituras diferentes. Ou, o livro é seu? Se sim, talvez valha a pena anotar na margem do texto apenas. Ou, ao contrário, é um livro de difícil acesso? Nesse caso talvez seja melhor ser menos econômico nas anotações.

Diferencie seus comentários e opiniões de citações e transcrições, estas devem sempre vir entre aspas e com indicação de página. Não corra o risco de esquecer se um texto é seu ou não e ser acusado de não citar suas fontes. A transcrição tem de ser textual preservando inclusive erros de grafia que porventura existam no original, nesse caso, siga o que diz a norma de citação adotada na sua faculdade, isso vai facilitar depois o trabalho de redação.

O que deve constar dos fichamentos?

Referências, citações, opiniões, resumos, ideias surgidas durante a leitura, novas leituras indicadas. Use cores para destacar.

Por que fazer fichamentos?

  • porque anotar ajuda a lembrar, a tornar claro
  • porque escrever sobre o que está lendo, assim como recontar, contribui para a reapropriação do texto
  • porque o material consultado nem sempre é seu e quando você precisar dele novamente pode estar indisponível
  • para identificar e documentar corretamente suas fontes, sua pesquisa pode depender diretamente dessa documentação
  • para que no momento da redação do trabalho suas citações e referências não se transformem em dor de cabeça e agonia
  • porque se a sua prática de leitura tem um peso na qualidade de suas anotações, também a prática de anotar, questionar, resumir etc. melhora a sua prática de leitura

 


Do tema da pesquisa aos termos de busca

23/09/2019

A frase “eu não encontrei quase NADA sobre o tema da minha pesquisa”, pronunciada em variados tons de decepção e até de franco desespero, é algo que bibliotecários ouvem com muita frequência.

Mas como isso é possível, se estamos numa biblioteca universitária com acervo na área de interesse do pesquisador? E numa universidade que acessa grande quantidade de recursos disponíveis online, para não falar de toda a informação que podemos localizar pelo Google Acadêmico?

A busca por assunto, seja nos catálogos de bibliotecas como o Dédalus, nos buscadores da internet ou em bases de dados de artigos acadêmicos não é um processo intuitivo. Já falamos um pouco sobre a questão aqui no blog, no post Em busca dos assuntos perdidos.

Observamos que muitos pesquisadores têm dificuldades em traduzir seu tema de pesquisa em termos para busca no mundo da informação organizada. Usar um tema de pesquisa, que pode ser uma frase ou uma pergunta, como expressão de busca num sistema raramente dá bons resultados. Primeiramente precisamos identificar com clareza os conceitos que vamos estudar e descobrir quais termos os representam nos catálogos e bases de dados nos quais vamos fazer a busca.

Para ficar mais claro, vamos usar um exemplo real, a dissertação intitulada “Efeito da educação musical na promoção das habilidades sociais e escolares em crianças”. A autora explica no resumo que seu objetivo geral era “investigar o efeito da educação musical sobre o repertório de habilidades sociais e escolares em crianças expostas e não expostas a educação musical”. E como ela conseguiu levantar referências para fundamentar seu trabalho? Provavelmente não foi apenas jogando “efeitos da educação musical nas habilidades das crianças” no Google , nem “educação efeitos” no Dédalus . Ela deve ter concluído que precisaria entender e explorar os conceitos mais importantes do seu tema, ou seja, educação musical, educação infantil, socialização (por exemplo) e, a partir daí, fundamentar sua pesquisa prática com dois grupos de alunos para avaliar os possíveis efeitos da educação musical. Observem as palavras-chaves que a autora indicou e que foram registrados no campo “assunto” no Dédalus:

Música
Educação Musical
Comunicação
Aprendizagem
Habilidades sociais

Embora a gente não saiba quais termos a autora usou em suas buscas, é bastante provável que sejam semelhantes a essas palavras-chaves. Podemos apenas apontar a falta dos termos relacionados ao grupo específico que foi estudado (crianças, educação infantil) ou questionar o uso do termo comunicação, que não parece muito pertinente ao trabalho.

De qualquer forma, o raciocínio que precisamos fazer ao iniciar uma pesquisa é, em linhas gerais:

Além disso, não podemos esquecer que, em pesquisas acadêmicas, é sempre importante descobrir quais termos são usados em outras línguas, para poder localizar literatura internacional para nosso trabalho.


DMPtool e a criação do Plano de Gestão de Dados de Pesquisa

16/09/2019

Plano de Gestão de Dados de pesquisa (PGD) é um documento formal com a descrição daquilo que será feito com os dados durante e após a pesquisa.  A DMPtool é uma ferramenta utilizada para a elaboração de PGDs de forma rápida e prática e a comunidade USP passa a ter acesso a plataforma, podendo utilizar a interface no idioma inglês ou português.

Preencher o plano a partir da DMPtool auxilia o pesquisador a identificar elementos essenciais a serem considerados no planejamento da gestão de dados, pois as perguntas irão conduzir o  processo de preenchimento do plano.

A DMPtool permite o compartilhamento do plano entre distintos participantes da pesquisa com a atribuição de perfis variados (edição, visualização etc.). Após preencher as informações solicitadas, basta fazer o download do arquivo com o seu PGD.

É possível criar planos para projetos distintos e os mesmos irão constar em sua conta no DMPtool.

A seção “Aprender” traz algumas orientações gerais sobre o gerenciamento de dados. Ler essa seção auxiliará o pesquisador a considerar questões como tipos, forma, quantidade dos dados, formato dos arquivos, como organizar os arquivos, metadados, segurança e armazenamento, compartilhamento, citação de dados, etc.

Para utilizar a ferramenta vá em  https://dmptool.org/ .

Em ‘sign in’ selecione  ‘Option 1: If your institution is affiliated with DMPTool‘ e na próxima tela digite ‘University of São Paulo‘, clique em ‘go’ e crie uma conta. Após criar a conta, é possível escolher o idioma da interface no canto superior direito em ‘language’.


Escolha de periódicos para publicar

02/09/2019

Todos sabem que publicar é preciso, mas encontrar a revista certa para submeter um artigo nem sempre é um processo claro para todo mundo.

Para esclarecer um pouco as dúvidas dos pesquisadores, o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, com apoio da Biblioteca da ECA, convidou uma bibliotecária que entende do assunto para fazer uma palestra, que ocorreu no dia 29 de agosto, no auditório Paulo Emílio Salles Gomes da ECA.

Paola de Marco Lopes dos Santos, bibliotecária da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP faz assistência editorial para duas revistas de sua unidade, Paisagem e Ambiente e Revista Pós da FAUUSP. Com sua experiência no lado de lá, ou seja, de quem publica, Paola reuniu muitas informações interessantes para quem deseja ser publicado. Agradecemos à Biblioteca da FAU pela liberação da bibliotecária para essa atividade.

A seguir, resumimos as dicas apresentadas na palestra.

Seleção das publicações

Publique nas revistas que você lê. Um dos motivos mais importantes para publicar em revistas é dialogar com a comunidade acadêmica da qual você faz parte por meio dos textos, e é nas revistas que você acompanha que vai encontrar o público com o qual estabelecer esse diálogo.

É importante observar onde publicam os pesquisadores e grupos de pesquisa com os quais você se relaciona e os autores que você cita.

Antes de enviar seu trabalho, observe se a revista faz revisão por pares, se o corpo editorial é composto por pesquisadores reconhecidos na área de estudos, quantos números são publicados por ano, se é indexada em portais, diretórios e bases de dados (Scielo, Redalyc, Portal de Revistas da USP, Scopus, Web of Science etc), se é de acesso aberto e cobra ou não taxas de publicação.

Adequação da revista é importante. Verifique se a linha editorial da revista é compatível com o tipo de artigo que pretende escrever, qual é o público-alvo e o tempo entre a submissão e publicação do artigo.

Fuja das revistas predatórias.

Ética e boas práticas

Evite enviar o mesmo artigo para duas revistas, porque o recebimento e avaliação de um artigo gera muito trabalho para as revistas. Fazer as pessoas perderem tempo não pega nada bem.

Cuidado para não fazer plágio ou autoplágio. Faça citações com cuidado e não submeta um texto que já foi publicado em outro veículo, mesmo que seja em outra língua, mesmo que você reescreva o mesmo conteúdo em outras palavras.

Obtenha todas as autorizações para publicar conteúdo alheio (imagens, por exemplo).

Métricas

É importante conhecer e acompanhar os rankings de revistas científicas, elaborados a partir de análises de citações de artigos. Não basta publicar, é preciso ser citado. Nos slides cedidos pela palestrante há informações sobre o assunto.

Uma ajuda a mais

Seletores de revistas acadêmicas, para ajudar na escolha:

Journal Guide – https://www.journalguide.com/

Para fugir dos predadores:

Doaj – Directory of Open Access Journals – https://doaj.org/

Lista de revistas predatórias – https://predatoryjournals.com/

Sugestão de leitura:

A pesquisa e a estruturacao do artigo acadêmico em Administração

Dúvidas? Procure as bibliotecárias ou o bibliotecário da ECA, que assistiram à palestra. Paola também se dispõe a conversar com quem precisar de orientação.

Acesse aqui os slides da palestra.

Não percam a próxima palestra dela, na FAU, dia  09/09 das  14h às 16h. Inscrições no link: https://forms.gle/M1qQUcYqv5SXNGez9

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Um modelo de TCC

01/07/2019

O momento de elaborar o trabalho de conclusão de curso pode ser angustiante para muitos estudantes. Escolher o tema, levantar referências, pesquisar, ler muito, elaborar um texto na adequada linguagem acadêmica, tudo isso demanda esforço e habilidade. E aí, quando o texto começa a tomar forma (ou até antes disso), o orientador avisa que a formatação não está correta, as referências e citações estão uma bagunça e tudo isso precisa ser feito de acordo com a ABNT.

Onde encontrar, como fazer, qual dos mil documentos que encontramos na internet é o correto? Todas essas informações estão na Biblioteca, claro, não há motivo para pânico. A parte triste é que as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) necessárias para fazer um TCC não são poucas: referências, citações, sumário, resumo, numeração progressiva etc. Muitos alunos correm até a Biblioteca para consultar os trabalhos dos colegas que já passaram por isso, mas a estratégia nem sempre funciona bem. Para não fazer feio, o ideal é consultar as normas mesmo e as Diretrizes USP para elaboração de dissertações e teses, que também servem para TCCs.

Para facilitar um pouco a vida dos alunos nessa fase, pelo menos nos quesitos normalização e formatação, a Biblioteca da ECA elaborou um modelo visual de consulta rápida, com exemplos corretamente formatados de todas as partes do trabalho.

Página de rosto? Veja o exemplo:

Parágrafos, espaços entre linhas, citação com mais de 3 linhas?

O modelo não substitui a consulta às normas, seu objetivo é apenas agilizar a formatação. Se necessário, as bibliotecárias e o bibliotecário estão sempre à disposição para ajudar e tirar dúvidas.

Sugestões serão bem-vindas! Quem tiver alguma, comente neste post ou mande um e-mail para ecabiblioteca@usp.br.

Para acessar e baixar o modelo, clique aqui:

Modelo prático para formatar um TCC

Mais informações na página Normalização do nosso site:

http://www3.eca.usp.br/biblioteca/servi%C3%A7os/normalizacao

Mais dicas sobre TCCs aqui mesmo neste blog:

https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2019/04/08/tcc-dicas-orientacao/

https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2013/10/29/como-pesquisar-tccs-no-dedalus/

 

 


Ainda sobre ORCID : perguntas e respostas

02/01/2018

Já falamos sobre o ORCID em outro post mostrando como é importante que os pesquisadores vinculados à USP façam o seu registro e que o mesmo seja validado institucionalmente. Abaixo trazemos algumas respostas (do Departamento Técnico do SIBi) para eventuais dúvidas que ainda possam existir após ter lido o primeiro post.

1: O que significa ter um registro ORCID autenticado via USP? Há algum tipo de atualização automática da produção intelectual junto ao registro do pesquisador na ORCID?!

Nesse momento o registro ORCID autenticado USP está sendo apenas coletado, ligando efetivamente o autor e à USP. Na USP, até o momento, foi implementada apenas a fase COLLECT.

 

2: O ORCID pede um email para registro: devemos usar o email USP? A senha que o ORCID demanda no momento da inserção dos dados, deve ser a mesma dos sistemas USP?

Você pode usar qualquer e-mail, assim como a senha. O importante é criar e associar seu registro ORCID aos sistemas USP utilizando o caminho: http://www.usp.br/orcid 

 

3: No campo “Also known as”, além de variações do nome, devemos inserir o nome na ordem Sobrenome, Prenome?

Sim, esse campo é muito importante. Escolha o nome certo – nome profissional adotado para identificá-lo no registro. No campo “Also known as”, adicione toda e qualquer variação do seu nome: completo, abreviado, invertido.

 

4: Caso eu publique em revista que tenha DOI e meu registro ORCID esteja integrado com a CrossRef, não precisarei entrar no ORCID para cadastrar essa publicação, pois será automaticamente inserida sob minha identificação de pesquisador na ORCID?

Sim, é isso mesmo. Quanto mais editoras estiverem usando DOI e ORCID, mais e mais as atualizações da produção serão automáticas.

 

5: Um livro ou qualquer outro trabalho publicado que não tenha DOI – mesmo meu registro ORCID estando integrado à CrossRef – deverá ser inserido manualmente no ORCID ou o fato de estar cadastrado na Biblioteca Digital de Produção Intelectual da USP (BDPI-USP) já contempla a atualização dos dados, além da validação?

Quando  a fase CONNECT USP-ORCID for implementada, haverá a integração entre a BDPI e o ORCID. Nesse momento, a atualização para as produções cadastradas na BDPI, portanto, que estejam em acesso aberto, poderão ser automaticamente carregadas para o registro ORCID do autor USP.

 

6: O que significa, atualmente, afirmar que o ORCID integra todos os outros identificadores (Lattes id, Researcher id, Google scholar e Scopus)? Basta que o pesquisador atualize somente uma das ferramentas?

O ORCID é a única ferramenta preparada para integrar distintos players da cadeia de publicação científica: autores, editoras, universidades, agências de financiamento, e também funciona como Profile – Currículo. Hoje, estão de fato integrados ao ORCID, ou seja, estão efetuando troca de dados: Crossref, ResearcherID, Scopus Author ID. O Google ID não está integrado, mas é possível carregar a lista de produções cadastradas no perfil Google do autor para o registro ORCID. O Currículo Lattes ainda não está integrado, mas o número ORCID já é solicitado pela CAPES em alguns processos de submissão a bolsas. Nesse momento, deve-se apenas inserir o número ORCID no Currículo Lattes.

 

7: Toda a inserção de dados na ORCID, atualmente, é manual? Educação, emprego, financiamento, trabalhos, país etc.?

Nesse momento, a inserção de dados é manual, embora alguns campos possam ser preenchidos a partir do carregamento de dados de outras bases. Quando a USP implementar as fases seguintes, CONNECT e SYNCHRONIZE, os registros ORCID autenticados passarão a ser alimentados pela USP, quando for o caso. Por exemplo: Educação – o Setor de Diplomas irá inserir no registro ORCID os dados de um doutorado. As informações já cadastradas também serão validadas. Emprego – o Setor de RH da USP poderá inserir informações de vínculo e mudanças de Unidade. Financiamento – o carregamento de informações já é semiautomático, pois o ORCID utiliza o Wizard para carregar seus financiamentos para o registro. Em breve, a Pró-Reitoria de Pesquisa poderá inserir dados de bolsas no registro ORCID do autor USP. Trabalhos – a inserção já é semiautomática por meio da progressiva integração entre as editoras, CrossRef-DOI e ORCID. Quando a USP estiver conectada, os trabalhos e artigos sem DOI cadastrados na BDPI poderão ser carregados automaticamente para o registro ORCID do autor USP. Os dados cadastrados no DEDALUS também poderão ser carregados para o registro ORCID e/ou validados toda vez que forem cadastrados na Base de produção intelectual.

Com o auxílio do gerenciador de referências Endnote, é possível puxar referências do Portal de Busca Integrada para o Researcher ID e enviá-las ao ORDIC, como explicamos  em outro post deste blog.


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