Ainda sobre ORCID : perguntas e respostas

02/01/2018

Já falamos sobre o ORCID em outro post mostrando como é importante que os pesquisadores vinculados à USP façam o seu registro e que o mesmo seja validado institucionalmente. Abaixo trazemos algumas respostas (do Departamento Técnico do SIBi) para eventuais dúvidas que ainda possam existir após ter lido o primeiro post.

1: O que significa ter um registro ORCID autenticado via USP? Há algum tipo de atualização automática da produção intelectual junto ao registro do pesquisador na ORCID?!

Nesse momento o registro ORCID autenticado USP está sendo apenas coletado, ligando efetivamente o autor e à USP. Na USP, até o momento, foi implementada apenas a fase COLLECT.

 

2: O ORCID pede um email para registro: devemos usar o email USP? A senha que o ORCID demanda no momento da inserção dos dados, deve ser a mesma dos sistemas USP?

Você pode usar qualquer e-mail, assim como a senha. O importante é criar e associar seu registro ORCID aos sistemas USP utilizando o caminho: http://www.usp.br/orcid 

 

3: No campo “Also known as”, além de variações do nome, devemos inserir o nome na ordem Sobrenome, Prenome?

Sim, esse campo é muito importante. Escolha o nome certo – nome profissional adotado para identificá-lo no registro. No campo “Also known as”, adicione toda e qualquer variação do seu nome: completo, abreviado, invertido.

 

4: Caso eu publique em revista que tenha DOI e meu registro ORCID esteja integrado com a CrossRef, não precisarei entrar no ORCID para cadastrar essa publicação, pois será automaticamente inserida sob minha identificação de pesquisador na ORCID?

Sim, é isso mesmo. Quanto mais editoras estiverem usando DOI e ORCID, mais e mais as atualizações da produção serão automáticas.

 

5: Um livro ou qualquer outro trabalho publicado que não tenha DOI – mesmo meu registro ORCID estando integrado à CrossRef – deverá ser inserido manualmente no ORCID ou o fato de estar cadastrado na Biblioteca Digital de Produção Intelectual da USP (BDPI-USP) já contempla a atualização dos dados, além da validação?

Quando  a fase CONNECT USP-ORCID for implementada, haverá a integração entre a BDPI e o ORCID. Nesse momento, a atualização para as produções cadastradas na BDPI, portanto, que estejam em acesso aberto, poderão ser automaticamente carregadas para o registro ORCID do autor USP.

 

6: O que significa, atualmente, afirmar que o ORCID integra todos os outros identificadores (Lattes id, Researcher id, Google scholar e Scopus)? Basta que o pesquisador atualize somente uma das ferramentas?

O ORCID é a única ferramenta preparada para integrar distintos players da cadeia de publicação científica: autores, editoras, universidades, agências de financiamento, e também funciona como Profile – Currículo. Hoje, estão de fato integrados ao ORCID, ou seja, estão efetuando troca de dados: Crossref, ResearcherID, Scopus Author ID. O Google ID não está integrado, mas é possível carregar a lista de produções cadastradas no perfil Google do autor para o registro ORCID. O Currículo Lattes ainda não está integrado, mas o número ORCID já é solicitado pela CAPES em alguns processos de submissão a bolsas. Nesse momento, deve-se apenas inserir o número ORCID no Currículo Lattes.

 

7: Toda a inserção de dados na ORCID, atualmente, é manual? Educação, emprego, financiamento, trabalhos, país etc.?

Nesse momento, a inserção de dados é manual, embora alguns campos possam ser preenchidos a partir do carregamento de dados de outras bases. Quando a USP implementar as fases seguintes, CONNECT e SYNCHRONIZE, os registros ORCID autenticados passarão a ser alimentados pela USP, quando for o caso. Por exemplo: Educação – o Setor de Diplomas irá inserir no registro ORCID os dados de um doutorado. As informações já cadastradas também serão validadas. Emprego – o Setor de RH da USP poderá inserir informações de vínculo e mudanças de Unidade. Financiamento – o carregamento de informações já é semiautomático, pois o ORCID utiliza o Wizard para carregar seus financiamentos para o registro. Em breve, a Pró-Reitoria de Pesquisa poderá inserir dados de bolsas no registro ORCID do autor USP. Trabalhos – a inserção já é semiautomática por meio da progressiva integração entre as editoras, CrossRef-DOI e ORCID. Quando a USP estiver conectada, os trabalhos e artigos sem DOI cadastrados na BDPI poderão ser carregados automaticamente para o registro ORCID do autor USP. Os dados cadastrados no DEDALUS também poderão ser carregados para o registro ORCID e/ou validados toda vez que forem cadastrados na Base de produção intelectual.

Com o auxílio do gerenciador de referências Endnote, é possível puxar referências do Portal de Busca Integrada para o Researcher ID e enviá-las ao ORDIC, como explicamos  em outro post deste blog.

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ORCID, Researcher ID e outras paradas

11/12/2017

Assim que a USP tornou-se membro da Open Researcher and Contributor ID – ORCID e que os órgãos de fomento começaram a solicitar dos candidatos a bolsas e financiamentos que tenham seu código ORCID, várias perguntas ecoaram pelos corredores da ECA:

– Como assim, mais um registro?!

– Eu já tenho um Researcher ID, vou precisar desse outro também?

– Tenho que preencher tudo de novo?

– Vai automaticamente pro meu lattes?

Questões todas bastante relevantes numa situação em que a comunidade USP tem muitas demandas a atender, em várias frentes. E, infelizmente, nada é muito simples e automático, por enquanto.

Integrando os identificadores

Researcher ID e ORCID são identificadores diferentes e sim, é necessário ter os dois, porque a CAPES está pedindo o ORCID e a FAPESP já exige o Researcher ID há algum tempo.  Por enquanto, nada vai ou volta automaticamente da Plataforma Lattes.

A boa notícia é que não é necessariamente obrigatório preencher todos os dados novamente. Quem já tem seu Researcher ID e inseriu toda a sua produção nessa plataforma, pode fazer a integração com o ORCID e transferir todos os dados. É bastante simples, basta acessar seu perfil no Researcher ID e o sistema vai perguntar se você deseja criar um registro ORCID ou se já possui um. Escolha a sua opção e, em seguida, faça a integração dos dois identificadores. Este vídeo explica como fazer isso:

Concluída a integração, em seu perfil do Researcher ID vai aparecer um botão para intercâmbio de dados, ou seja, para jogar suas referências de um identificador para outro. É só clicar e seguir as instruções na tela.

Usando o Endnote para enviar referências

Mas, e quem ainda não tem o Researcher ID ou não inseriu seus trabalhos na plataforma? Nesse caso, é preciso criar um Researcher ID e puxar as referências dos artigos, livros e outros trabalhos de alguma base de dados na qual estejam indexados.

É possível puxar referências, por exemplo, do Portal de Busca Integrada da USP. Qualquer professor da ECA, desde que informe regularmente a Biblioteca sobre sua produção, deve ter muito material indexado na Busca Integrada.

Aí entra em cena outra ferramenta que nem todos conhecem: o gerenciador de referências Endnote. Os gerenciadores de referências ajudam o pesquisador a organizar suas leituras, armazenar as referências lidas ou por ler, elaborar listas em formato ABNT, fazer citações e, muito simpaticamente, importar referências de bases de dados e transferir para o Researcher ID. É gratuito e fácil de usar, basta entrar no link e criar uma conta. Seu Researcher ID já vai aparecer lá na interface do Endnote.

Feito isso, entre na Busca Integrada, clique em Identificação para ter acesso ao seu espaço privativo no sistema. Faça uma busca pelo seu nome e vá clicando na estrelinha que aparece ao lado do título para jogar as referências na sua pasta Meu Espaço.

Clique em Meu Espaço e veja lá todas as referências enviadas. Selecione todas elas, ou apenas as que forem pertinentes, vá até o canto superior direito da tela e selecione Enviar para Endnote.

Todas as referências serão enviadas para o Endnote, na pasta padrão denominada Não agrupado. Clique nesta pasta e transfira as referências para o Researcher ID.

Feito isso, é só enviar do Researcher ID para o ORCID, como explicamos mais acima.

Também é possível puxar referências de perfis do Google Acadêmico para o Endnote.

Difícil? Enrolado? Nem tanto. Se você for alguém que têm muitas publicações, talvez valha a pena seguir todos esses passos, para não ter que entrar manualmente todas as referências. Se precisar de ajuda, já sabe. Procure a sua biblioteca!


Alertas

25/09/2017

Hoje você fez uma busca no Portal CAPES, na Scopus ou mesmo na Busca Integrada da USP, por exemplo, e encontrou vários livros e artigos relacionados ao tema da sua pesquisa. Ótimo, mas saiba que amanhã ou depois, se você refizer a busca, talvez encontre mais resultados. Ou talvez não se lembre mais da estratégia de busca que usou da primeira vez, e o resultado não seja mais tão satisfatório.

A boa notícia é que a maioria das bases de dados oferecem serviços de alerta. É bastante simples: depois de fazer sua busca e refinar os resultados, salve um alerta. Sempre que entrar na base de dados um documento qualquer (artigo, livro etc) que corresponda exatamente à busca que foi feita, você recebe um e-mail avisando.

foto de Partha Chowdhury (Flickr)

Configurando um alerta no Portal CAPES

Estou fazendo um trabalho sobre censura nas artes visuais. Depois de algumas tentativas, descubro que a busca que me traz resultados mais pertinentes é esta:

Busquei pelos termos em inglês, coloquei “visual arts” entre aspas para recuperar a expressão inteira, usei o operador AND entre os conceitos, restringi a artigos publicados nos últimos 5 anos. O resultado dessa estratégia de busca (ou seja, dessa escolha de termos, operadores booleanos e filtros)  correspondeu à minhas expectativas.

Rolando um pouco a tela, encontrei este menu:

Cliquei em Salvar busca e cheguei nesta tela, onde cliquei em “salvar e alertar”, inseri  o nome escolhido para o alerta e meu e-mail.

Pronto, agora o Portal CAPES vai me enviar alertas semanais, sempre que entrar um artigo que esteja de acordo com a estratégia de busca que salvei.

Outras bases

O processo é semelhante em quase todas as bases de dados que têm esse serviço. Fazer a busca com uma estratégia adequada, salvar e definir o alerta.

Na base Scopus, o menu para salvar alertas está bem no alto da página, à esquerda.

Depois de clicar em Set alert, a base já traz uma tela preenchida, com o nome do alerta, e-mail do usuário previamente cadastrado e periodicidade. As informações pode ser editadas antes de salvar o alerta.

Importante: para salvar alertas em qualquer base de dados, é preciso estar logado.

 

 

 


Dicas de buscas no Google

15/05/2017

O Google é uma das ferramentas de busca online mais utilizadas – senão a mais – na atualidade. É o primeiro local ao qual muitos se dirigem para procurar informações das mais variadas, de teorias matemáticas a receitas de bolo.

É importante conhecer algumas estratégias de busca para recuperar rapidamente – no universo que o Google alcança –  aquilo que lhe interessa. Então vamos lá:

ISTO OU AQUILO: Use OR ou o símbolo “|”

Digamos que você está fazendo uma busca sobre revoluções. Ao digitar

o Google irá recuperar resultados sobre a revolução russa e também sobre a revolução francesa.  Ao invés de utilizar “|” para separar as palavras você poderia utilizar o termo “or”.

 EM CASO DE DÚVIDA SOBRE UMA PALAVRA: Use o asterisco “*”

Este recurso também é útil para recuperar mais variações a partir do início da palavra.

Procurando algo sobre o filósofo Wittgenstein, mas não sabe como escrever o nome dele? Insira um asterisco após o início do termo que o Google irá ajudá-lo.

Nesse exemplo específico veja que o termo filosofia foi inserido para auxiliar a delimitar, pois se você escrever somente witt* a busca irá ser muito mais ampla.

BUSCANDO UM TERMO OU FRASE EXATA: Use aspas

Para recuperar um termo ou uma frase exata utilize aspas. Com isso o Google irá buscar as palavras na exata ordem em que você digitou. Sem as aspas o sistema irá recuperar as palavras digitadas, mas, não necessariamente, na ordem em que você escreveu.

BUSCAS CONSIDERANDO UM PERÍODO DE TEMPO: Use reticências

Caso esteja procurando por um assunto específico e queira considerar determinado período, insira reticências entre as datas.

No exemplo abaixo, pesquisamos sobre música erudita brasileira delimitando o interesse ao período de 1850 à 1950

PESQUISE PALAVRAS NO TÍTULO DA MATÉRIA OU NA URL

Para pesquisar palavras que constem no título da matéria digite o termo desejado precedido de “intitle:” Veja abaixo:

Para pesquisar palavras que constem na URL, use “inurl:”

ENCONTRE SITES SIMILARES

Se você busca sites similares a algum específico utilize “related:” precedendo o endereço do site que você já conhece.

REALIZE PESQUISAS DENTRO DE UM SITE ESPECÍFICO

Caso você esteja procurando por determinado conteúdo dentro de um site específico digite o nome do site e na sequência o termo.

 

EXCLUIR TERMOS DE UMA BUSCA

Para pesquisar por determinado conteúdo desconsiderando algum termo, digite o termo desejado seguido do símbolo “-” e do termo a ser desconsiderado. Entre o símbolo “-” e o termo a ser excluído não deve haver espaço.

 No exemplo acima, Estados unidos está entre aspas para que seja considerado como termo exato.

 

Estas dicas irão ajudá-lo a realizar buscas no Google, mas é importante ressaltar que este recupera seus resultados em determinados conteúdos disponíveis online, portanto, não se limite a esta ferramenta, sobretudo quando estiver fazendo pesquisas acadêmicas. Há camadas muito mais profundas a serem exploradas quando falamos de informações disponíveis online.


Como localizar revistas

08/05/2017

As revistas são, separadamente, a maior coleção de nosso acervo: são mais de 70 mil exemplares, divididos em 1645 títulos. Se se considerar os títulos eletrônicos, tudo fica muito maior.

No entanto, encontrar aquele exemplar onde foi publicado o artigo que aparece na bibliografia que você tem em mãos ou saber se a biblioteca tem no acervo Théâtre public ou o jornal Valor Econômico, não é uma tarefa das mais intuitivas.

Revistas são publicações que aparecem em intervalos periódicos regulares (às vezes nem tão regulares), e cada novo exemplar que é publicado recebe um número dentro de uma série, essa informação é importante, pois no Dedalus, para obter um resultado mais preciso quando buscando revistas, é necessário selecionar ‘seriados’ em Base de busca.

Depois de encontrar o título que procura, fique atento à localização dele nas estantes.

No acervo da Biblioteca da ECA as estantes das revistas estão sinalizadas com a cor vermelha na lateral e divididas por assuntos, que resumidamente são as grandes áreas da escola: biblioteconomia, jornalismo, comunicação, teatro, cinema, turismo etc. E dentro dessa classificação, estão organizadas em ordem alfabética, ou seja, ao encontrar a classificação 780 – Música nas estantes, percorra os títulos em ordem alfabética até a letra ‘s’ para encontrar o título usado em nosso exemplo, a revista the Strad.

Manchete, Claudia, Pasquim, O Cruzeiro, os primeiros anos de Veja, Istoé, Carta Capital, entre outros, fazem parte da nossa coleção de revistas antigas, que chamamos de “Coleção Especial“. Esses títulos estão separados da coleção principal de revistas, o acesso é mediado por um funcionário da Biblioteca, e, ao contrário das outras revistas, estas não podem ser emprestadas e nem xerocadas.

Para os títulos eletrônicos valem também as dicas acima, no entanto, na lista de resultados, clique no título desejado para visualizar o registro completo e depois clique no link para acesso ao texto completo.

Mas a opção mais indicada para buscar as revistas eletrônicas é usar o Portal da Busca Integrada, pois os links costumam estar mais atualizados.

Caso precise, peça ajuda a um funcionário.


Project MUSE

31/10/2016

Project MUSE é uma base de dados que fornece acesso online a artigos de revistas acadêmicas e ebooks.

Dentre as áreas de estudo compreendidas estão: Ciências sociais, Música, Cinema, Teatro, Artes performáticas, Literatura,  Educação, Biblioteconomia, Editoração, História, Filosofia, entre outras.

É possível realizar pesquisas de conteúdo apenas dentro da área de seu interesse, opção disponível na tela inicial bem como na busca avançada. Para isso, na tela inicial, basta utilizar o filtro “Research area” e selecionar a área desejada. Já na pesquisa avançada você pode primeiro realizar a busca por um termo específico digitando-o na caixa de busca e depois filtrar pela área de interesse bem como fazer o inverso: recuperar todos os registros de uma área específica em “research area” e somente após digitar o termo de pesquisa.

Dentre os campos de busca da pesquisa avançada, é possível pesquisar por conteúdo – que equivaleria à busca em qualquer campo -,  título, autor e editor.

Na pesquisa básica você pode combinar os termos de busca com operadores booleanos (AND, OR, NOT). Na avançada, as opções já são apresentadas (ALL = AND; ANY = OR. NONE = NOT). Uma dica importante é digitar os termos compostos por duas ou mais palavras entre aspas.

No exemplo abaixo veja que na busca avançada foi realizada pesquisa por obras sobre “bibliotecas universitárias” mas que não tragam o termo “competência informacional”

muse

Ao realizar uma pesquisa na MUSE você irá recuperar todo o conteúdo desta base de dados, entretanto, via assinatura da USP não temos acesso a tudo. muse1Se você estiver utilizando os computadores da USP ou o VPN e a pesquisa recuperar registros que tragam este símbolo significa que não temos acesso. Isto ocorre com os ebooks, por exemplo, para os quais atualmente não temos acesso.

Uma possibilidade interessante é, deixar selecionada a opção “Only content I have full access to”, assim irão ser apresentados somente os registros que ser podem acessados por meio da assinatura da USP.

Ao realizar uma pesquisa, caso queira salvar ou enviar a página de resultados, você pode copiar o link, pois o mesmo é permanente.

Neste link você encontra uma rápida apresentação sobre como realizar pesquisas na Project MUSE.

Lembre-se que para acessar este conteúdo fora da USP é necessário o VPN.

Na lista de bases de dados do SIBi-USP, a base consta com o nome MUSE, conforme comumente é chamada.

Dúvidas ou angústias fale com @ bibliotecári@


Em busca dos assuntos perdidos

03/10/2016

A vida de um pesquisador em busca de literatura sobre o tema de seu trabalho nem sempre é simples. Todo mundo já deve ter passado por isso. Você vai até a sua biblioteca confiante de que vai encontrar tudo o que não achou no Google… mas não. Você encontra só dois ou três livros ou localiza 948 registros no Dédalus, mas desanima na segunda página de resultados, ao constatar que maioria das referências não tem absolutamente nada a ver com o seu tema.

foto: Book search!, por Keith Davenport (Flickr)

foto: Book search!, por Keith Davenport (Flickr)

O que está errado? Você, sua escolha de tema ou a biblioteca? Talvez nenhum dos três. O problema pode estar na forma pela qual você fez a sua busca. Bibliotecas registram os assuntos dos documentos de forma padronizada, de modo que o mesmo conceito seja sempre expresso pela mesma palavra ou expressão. Assim, um livro sobre a abstração nas artes será indexado em todas as bibliotecas da USP sempre com o termo “abstracionismo” e não serão adotados os termos “arte abstrata” ou “arte não figurativa”.

Esse procedimento é importante para evitar a dispersão dos assuntos e garantir que todos os documentos que tratam do mesmo assunto sejam localizados. Mas o problema é que, se o pesquisador digitar o termo não adotado, talvez não obtenha um bom resultado e se decepcione. Alguns sistemas mais modernos nos ajudam a encontrar o termo “certo” mesmo quando procuramos pelo “errado”, mas o Dédalus ainda não faz isso.

O que fazer, então? A solução mais prática, naturalmente, é pedir ajuda para os bibliotecários, pessoas que costumam entender dessas coisas e até acham divertido ajudar usuários perdidos e aflitos. Mas, se você preferir se virar sozinho, as dicas são:

Esgote seu repertório de sinônimos e procure de vários jeitos. Se encontrar uma referência que pareça promissora, clique no título para ver os dados completos e observe quais termos aparecem no campo “Assunto”. Procure novamente por esses termos.

Tente procurar por termos mais amplos. Lembre-se de que nem sempre os assuntos muito específicos ou muito novos estão bem cobertos pela literatura.

Se você recuperou muitos resultados não pertinentes, direcione sua busca ao campo Assunto. Dessa forma, se você estiver procurando informação sobre “iluminuras“, você não recupera os livros publicados pela editora Iluminuras. Faça a experiência.

Outra ideia é consultar a lista de termos do Vocabulário USP para descobrir se o termo que você está procurando é o que as bibliotecas adotam. Clique em Vocabulário (na interface de busca do Dédalus) e depois em “Geral Alfabética”, no meio da tela.

 

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A interface não é muito amigável, é apenas uma lista enorme em ordem alfabética, mas pode ajudar em alguns casos. Digamos que você esteja procurando material sobre preservação fotográfica, mas a busca no campo assunto usando essa expressão não foi muito produtiva. Entre no Vocabulário e digite “preservação” na caixa de busca. Você vai descobrir que não existe “preservação fotográfica” no Vocabulário, mas existe “preservação e restauração de fotografias”. Esse é o termo adequado para fazer a busca no Dédalus. Há também o termo “preservação e conservação de acervos” que pode trazer resultados complementares interessantes.

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Outro problema bastante interessante é descobrir como traduzir o tema de seu trabalho em termos de busca num sistema como o Dédalus e outros catálogos de biblioteca. Para encontrar material para um trabalho sobre “a imagem da mulher negra nas revistas femininas brasileiras” no Dédalus é preciso encontrar os termos corretos para fazer a busca. Se você buscar essa frase inteirinha no Dédalus, só vai encontrar alguma coisa se houver um documento que tenha essa frase no título ou no resumo, por exemplo. E vai deixar de encontrar muita coisa. Entrando no Vocabulário USP você descobre que não temos os termos “Revistas femininas” e “Mulheres negras”. Mas temos “Jornalismo feminino”, “Mulheres” e “Negros”. E como fazemos para descobrir isso?  Como “Revistas femininas” não existe, procure “Revistas”. Para localizar assuntos relacionados a esse universo, clique no botão Hierárquico (seta verde, canto direito da página). Você encontra lá o termo “Jornalismo feminino”.

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Existem vocabulários mais fáceis de serem consultados nesse mundo da informação acadêmica. Se você fizer uma busca nas bases de dados da Proquest ou da EBSCO, por exemplo, vai encontrar listas de assuntos (às vezes com o nome de tesauros ou thesaurus) organizadas de tal forma que você consegue navegar facilmente de um assunto a outro. Experimentem. Nosso Vocabulário USP ainda vai chegar lá.

É importante lembrar que o Vocabulário USP, assim como qualquer outro instrumento desse tipo, não é estanque. Novos termos são inseridos constantemente, depois de serem analisados por uma equipe de bibliotecários das três grandes áreas da USP. Os próprios usuários do sistema podem contribuir para a atualização do Vocabulário. Quando sentirem falta de um termo, conversem conosco pessoalmente ou enviem um e-mail para a Biblioteca. Sua sugestão será analisada e submetida ao grupo gestor do Vocabulário.

Outra forma de facilitar suas pesquisas por assunto e, ao mesmo tempo, contribuir para o enriquecimento do Vocabulário, é colocar suas próprias tags no catálogo, usando a Busca Integrada. Basta fazer login no sistema e inserir o termo que você considera adequando para o documento que localizou. Dessa forma, você consegue reunir todas as referências que localizou e identifica-las com seus próprios termos. É simples.

Dúvidas sobre tudo isso? Sem problemas, fale conosco!


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