Caio Cavechini fala de suas primeiras experiências com documentário

27/04/2011

Por Crenilda Abreu

Ex-aluno do curso de jornalismo da ECA, Caio Cavechini teve como estréia o documentário Antes, um dia e depois que começou como trabalho de conclusão e foi crescendo até ganhar a versão definitiva, mais enxuta, que lhe rendeu o prêmio ‘diretor revelação’ na Mostra Internacional de 2006.
Resultado de um ano de viagens pelo país e um monstruoso trabalho de edição, o filme traz as histórias de oito pessoas prestes a dar uma grande reviravolta.



Desde 2007 no Profissão Repórter, continua realizando documentários e acaba de estrear no festival É Tudo Verdade com Carne e Osso que será assunto de debate/palestra com ele no próximo dia 4 no auditório Freitas Nobre a convite professor José Roberto Cintra, que o orientou no TCC.

Em meio à correria com seu último trabalho, feito em parceria com Carlos Juliano Barros, ele nos concedeu entrevista por e-mail em que comenta Carne e Osso e suas experiências em tempos de ECA. Um roteiro valioso das dificuldades técnicas, escolhas estéticas, da ajuda que recebeu de professores e colegas e da importância desse momento como estudante.

Outros colegas de curso optaram por um tema, um lugar, pessoas falando do lugar onde trabalham, vivem etc. Outros falam de assuntos como educação, um hobby… Antes, um dia e depois parece não ter um tema. São pessoas e suas histórias num momento de transição, histórias distantes que de certa forma estão unidas. Como é que surgiu a idéia desse primeiro documentário do TCC?

Eu não queria um tema, mas uma maneira de contar as histórias. Queria escolher um método, delimitar um campo de ação e dentro dele eu poderia transitar livremente. No começo, o próprio professor orientador torceu o nariz, mas isso me ajudou a fechar melhor a proposta. Meu documentário seria aquilo que acontecesse naquele espaço de tempo, e só. Então eu teria que me jogar na observação daquelas histórias, independente do que acontecesse, o importante era o registro cru daqueles momentos. Na hora da edição, percebi que o meu olhar sobre aquelas experiências havia sido um fio condutor, e assim segui.

Como é que começou aqui na ECA a movimentação pra fazer o documentário (gastos, a mobilização, a ajuda dos professores) ?

Tive uma ajuda monstruosa dos professores e da estrutura da Eca para fazer documentários, poder viajar com equipamento, poder experimentar na edição. Esse é o principal para quem faz documentário: poder testar, refazer, ver o que ficou bom e o que não ficou, trocar ideias para aprimorar. Os gastos com viagens obviamente foram por minha conta, mas só isso. Todo o resto foi na Eca, principalmente porque eu sabia que o tempo de experimentar é esse, depois a gente consegue um emprego e tem nossas margens de ação reduzidas.

Essa coisa de contar e focar em pessoas, parece que é a diferença do seu trabalho para outros, o seu parece o mais ficcional dos documentários dos alunos da ECA, você acha que isso foi fundamental no sucesso que teve?

Acho que mesmo quando você foca numa temática específica, você tem que estar aberto para olhar e observar as pessoas. Mesmo em um documentário investigativo, opinativo, social, enfim, são as pessoas e a qualidade dos depoimentos e das ações que vão dar corpo ao documentário. Eu observava um domínio da entrevista nos documentários dos alunos, e a entrevista não é tudo. Para alcançarmos personagens mais complexos, temos que observá-los de outras formas, registrar a forma com que se relacionam no seu meio, suas contradições, suas grandes virtudes e pequenos defeitos. Não que a gente consiga sempre isso, mas é o que o documentarista tem que buscar.

Você quando escolheu isso levou em conta que os documentários que se aproximam do ficcional porque narram historias têm uma recepção mais ampla? Ou isso teve mais a ver com as influências que recebeu de outros documentaristas?

Eu sinceramente não pensei na recepção. Claro que quando a gente quer contar uma história bem contada estamos pensando no público, mas não necessariamente é o seu ponto de partida. Já que o documentário atacava para vários lados, eu precisava de uma proposta unificadora, um princípio que orientasse minha ação, e a partir daí seu seria livre dentro desse limite que eu mesmo estabeleci. Acho que todo bom documentário precisa delimitar bem o seu campo de atuação para dentro dele ser o mais livre possível. Isso é algo que eu percebo sempre que assisto a um bom documentário, e percebia naquela época. Aí, quando eu estabeleci esse recorte de tempo, tudo o que acontecesse era matéria prima para mim. Temos um personagem e alguma coisa que vai acontecer na vida dele. Nesse sentido pode se aproximar da ficção, mas nem todas as histórias têm conflitos. E ao mesmo tempo, na vida real sempre acontece algo na nossa vida. Então acho que é o documentário que pode estar mais aberto a isso, e não necessariamente tomarmos esse registro das “transformações” como exclusividade da ficção.

Você não aparece no documentário, ao mesmo tempo em que se tem a sensação de que é seu o papel principal, talvez porque você se torne uma ligação entre as histórias. Por que essa escolha de não aparecer?

Primeiro uma questão técnica, que na maior parte das vezes eu estava sozinho, com a câmera na mão. E depois, uma escolha estética mesmo, porque queria dar luz aos personagens, mas ao mesmo tempo evidenciar que se tratava de um olhar de alguém que está atrás da câmera.

As frases escritas e as intervenções de texto na sua voz parecem colocá-lo em evidência. Você imagina o filme sem essas intervenções? O que o filme perderia sem elas?

Sim, é possível. O filme poderia se transformar em uma sequência de curtas, ao invés de um longa, porque as intervenções funcionam como amarração. Além disso, eu precisava de explicações sobre algumas passagens que eu não considerava adequado dar em texto na tela, porque eram explicações um pouco mais longas, sobre o contexto de cada história. Eu poderia fazer explicações mais impessoais e objetivas, por exemplo. Mas como o filme partia de uma ideia maluca de alguém que de repente quis registrar as histórias dessas mudanças, achei que isso precisava ficar claro também. Então é sempre uma questão de escolhas e de quais se adaptam melhor no projeto em questão. Já fiz documentários com e sem intervenções, e não tenho preferência por esse ou aquele estilo. É uma questão de escolher o que o filme pede.

Pelo que li o Carne e osso também tem esse foco em narrativas de pessoas.
Além da maturidade, o que mudou como documentarista desde Antes um dia e depois até o Carne e osso?

O Carne e Osso tem uma outra linguagem. É um documentário de crítica social, em que a voz do autor está ausente. Temos os depoimentos dos trabalhadores e a linha de montagem, a repetição que desumaniza a pessoa. É um documentário mais frio e mais seco, mas era o que a história pedia. Pessoalmente, acho que a gente sempre pode evoluir no sentido de encontrar as melhores soluções técnicas, estéticas e narrativas para a história que você quer contar.

Palestra com os diretores Caio Cavechini e Carlos Juliano de Barros:
Dia 4/05 no auditório Freitas Nobre do CJE às 20h.


Pesquisas da graduação em Turismo na ECA

29/03/2011

Inserimos em nossa base de dados local os trabalhos de conclusão de curso dos anos de 2006 a 2009 do curso de Turismo aqui da ECA, eram os últimos TCCs que restavam ser cadastrados.

Fizemos um levantamento em nossa base de dados para elencar quais os assuntos mais recorrentes nas pesquisas de conclusão de curso na graduação da área. Descobrimos que dentre os segmentos do turismo, o ecológico foi o mais recorrente nas pesquisas, também apareceram com frequência o turismo cultural e o turismo sustentável.  Nenhuma surpresa quanto ao aparecimento na lista do turismo ecológico e do turismo sustentável, afinal vai ao encontro dessa voga ecologicamente correta que tomou de assalto os últimos anos.

No entanto, o assunto que mais inquietou os estudantes foi o planejamento turístico, que consiste em analisar “a atividade turística de um país ou região, diagnosticando seu desenvolvimento e fixando um modelo de atuação”. A cidade de São Paulo foi a mais estudada não só nesse viés, mas em outros aspectos também; outras cidades do estado de São Paulo mereceram análises.

Agências de turismo, administração turística e economia do turismo foram também assuntos populares.

Veja a lista:

1º Planejamento turístico

2º Turismo ecológico

3º Agências de turismo

4º Turismo cultural

5º Administração turística

6º Economia do turismo

7º Turismo sustentável

Para consultar esses trabalhos procure pelo ícone “Pesquisa local” nos computadores da Biblioteca e clique em Livros, teses, catálogos, folhetos. Por enquanto os trabalhos de conclusão de curso podem ser consultados apenas usando os computadores da Biblioteca, estamos trabalhando para que logo logo eles possam ser consultados pelo Dédalus.

Fonte:  Souza, A.M.; Corrêa, M.V.M. Turismo: conceitos, definições e siglas. 2.ed. rev. Manaus: Valer, 2000.


Blogs de professores

13/12/2010

Ferramentas de comunicação digital como blogs, twitter, facebook etc podem ser utilizadas como uma nova maneira de professores se comunicarem com seus alunos, permitindo reflexões  e  troca de experiências.

Pensando nisso reunimos neste post uma relação de blogs e sites de professores da ECA/USP, na ativa ou aposentados,  que conseguimos localizar até o momento.

Caso conheça alguma rede social de professores da ECA, contribua com a nossa lista!

Departamento de Artes Cênicas – CAC

Armando Sérgio da Silva

http://armandosds.blogspot.com/

Elisabeth Silva Lopes

http://www.facebook.com/bethlopes

Rosane Muniz

http://vestindoacena.com/

Departamento de Artes Plásticas – CAP

Departamento de Artes Plásticas

http://www.nossoatelieanimado.blogspot.com/

Dália Rosenthal

http://daliarosenthal.blogspot.com/

Gilberto Prado

http://www.cap.eca.usp.br/gilbertto

http://poeticasdigitais.wordpress.com/

Departamento de Biblioteconomia e Documentação – CBD

Brasilina Passarelli

http://www.facebook.com/profile.php?id=614087377

http://brasilinapassarelli.blogspot.com.br/

Fernando Modesto

http://www.eca.usp.br/prof/fmodesto/drupal/

Johanna Smit

https://sites.google.com/site/johannawsmit/home

Luís Milanesi

http://memoriasdaeca.ning.com/ (Comunidade de ex-alunos da ECA/USP)

http://twitter.com/luismilanesi

Marcos Mucheroni

http://marcosmucheroni.pro.br/blog/

Sueli Mara Soares Pinto Ferreira

http://www.facebook.com/people/Sueli-Mara-Ferreira/1407494894

Waldomiro de Castro Santos Vergueiro

http://www.eca.usp.br/departam/cbd/waldomiro/aula.htm (Apresentações aula – administração de bibliotecas 2008)

http://www.facebook.com/profile.php?id=1344491412#!/profile.php?id=1344491412&v=wall

Departamento de Comunicações e Artes – CCA

Irene de Araujo Machado

www.usp.br/semiosphera

Lucilene Cury

http://twitter.com/#!/@lucilenelembra

Vinícius Romanini

http://www.minutesemeiotic.org

Departamento de Jornalismo e Editoração – CJE

Atílio José Avancini

http://www.flickr.com/avancini

Cláudio Julio Tognolli

http://twitter.com/#!/claudiotognolli

Dennis Oliveira

http://dennisoliveira.wordpress.com/

http://twitter.com/#!/dennisoliveira

Elizabeth Nicolau Saad Correa

http://imezzo.wordpress.com/ (Reflexões e notas sobre jornalismo e comunicação no ciberespaço)

http://www.flickr.com/photos/3congressoaberje/4080918817/

Eugênio Bucci

http://twitter.com/#!/eugeniobucci

Grupo Midiato – (Liderado pelas professoras Mayra Rodrigues Gomes e Rosana de Lima Soares)

http://midiato.wordpress.com/

Departamento de Música – CMU

Adriana Lopes da Cunha Moreira

http://www.mediafire.com/?izdjexjjl4m#1

Amílcar Zani Netto

http://www.projetosteuermann.usp.br/ (Projeto Steuermann)

http://poeticadamultiplicidade.wordpress.com (participa do blog)

Ivan Vilela

http://www.ivanvilela.com.br/

http://www.myspace.com/ivanvilela

Marco Antonio da Silva Ramos

http://www.blogger.com/profile/04112761731944507538

Marcos Câmara de Castro

http://stoa.usp.br/marcos58/weblog/

http://camaradecastro.blogspot.com/

Ricardo Bologna

http://twitter.com/#!/ricardobologna

http://www.ricardobologna.com.br/#

http://www.myspace.com/ricardobologna

Ronaldo Miranda

www.ronaldomiranda.com

Susana Cecilia Almeida Igayara de Souza

http://twitter.com/#!/susanaigayara

Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo – CRP

Artur Matuck

http://www.facebook.com/artur.matuck

Clóvis de Barros Filho

http://twitter.com/#!/clovisdebarros

http://www.espacoetica.com.br/

Daniela Bertocchi (professora convidada)

http://bertocchi.info/daniela/

Eneus Trindade

http://red-icci.ning.com/profile/EneusTrindadeBarretoFilho

Hugo Fortes

http://sites.google.com/site/forteshugo/

Luli Radfahrer

http://www.luli.com.br/

Mitsuru Higuchi Yanaze

http://www.incommetrics.com/

Grupo ATOPOS –  Massimo di Felice

http://www.youtube.com/user/CanalATOPOS

http://www.atopos.usp.br/

Departamento de Cinema, Rádio e Televisão – CTR

Eduardo Vicente

http://twitter.com/#!/eduvic

Gilson Schwartz

http://stoa.usp.br/schwartz/weblog/

http://twitter.com/gilsonschwartz

http://www.facebook.com/people/Gilson-Schwartz/709543518

Escola de Arte Dramática – EAD

Antonio Rogerio Toscano

http://pt-br.wordpress.com/tag/dramaturgia-antonio-rogerio-toscano/

Celso Frateschi

http://bravonline.abril.com.br/blog/celsofrateschi/

Iacov Hillel

http://www.facebook.com/people/Iacov-Hillel/525719066#!/profile.php?id=525719066&sk=wall

Luiz Roberto Damasceno

http://pt-br.facebook.com/profile.php?id=100000131540814

Professores aposentados

José Eduardo Martins

http://blog.joseeduardomartins.com/

Jose Manuel Morán

http://moran10.blogspot.com/

http://www.eca.usp.br/prof/moran/

Manuel Chaparro

http://www.oxisdaquestao.com.br/

Grupos/Projetos

FiloCom

http://filocomusp.blogspot.com/

Memórias ECANAS

http://www.youtube.com/user/memoriasecanas

Poéticas Digitais

http://www.youtube.com/user/poeticasdigitais

Celacc

http://www.usp.br/celacc/

Comunicantus (Laboratório Coral do Departamento de Música da ECA – USP)

http://comunicantus.blogspot.com/

http://www.youtube.com/user/comunicantusblog#p/u


Bibliografia Educomunicação

12/11/2010

Licenciatura em Educomunicação, o novo curso da ECA/USP, criado pelo Departamento de Comunicações e Artes (CCA), terá início em fevereiro de 2011.

O professor Ismar de Oliveira Soares,  chefe do CCA, define educomunicação como o “conjunto das ações inerentes ao planejamento, implementação e avaliação de processos, programas e produtos destinados a criar e a fortalecer ecossistemas comunicativos em espaços educativos presenciais ou virtuais, assim como a melhorar o coeficiente comunicativos das ações educativas, incluindo as relacionadas ao uso dos recursos da informação no processo de aprendizagem […]. A educação para a comunicação, o uso das tecnologias na educação e a gestão comunicativa transformam-se em objeto de políticas educacionais, sob a denominação de Educomunicação”.   Fonte: SOARES, Ismar de Oliveira.  Caminhos da educomunicação na América Latina e nos Estados Unidos.  In: Caminhos da educomunicação.  São Paulo : Salesianas : Núcleo de Comunicação e Educação/ECA/USP, 2001.  p. 35-46.

A Biblioteca da ECA já tem em seu acervo cerca de 90% dos itens da bibliografia básica do novo curso.

Veja a relação completa dos itens já disponíveis, e os que estão em processo de aquisição.

 

Mais informações sobre o curso:

Site : http://www.cca.eca.usp.br/educom (licenciatura em Educomunicação)

Blog: http://educomunicacao.ning.com/profiles/blog/list

Twitter: http://twitter.com/#!/educomusp

Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=wsgIN0GZwY4 (Ismar fala sobre o curso de Educomunicação)

Encontro Brasileiro de Educomunicação: http://encontroeducomunicacao.blogspot.com

 


Revistas da ECA

05/11/2010

Um levantamento feito pela Biblioteca identificou 68 títulos de periódicos editados por departamentos, núcleos ou centros de pesquisas ou alunos da ECA, no período de 1967 a 2010. Foram localizados desde simples boletins datilografados da década de 60, passando por títulos impressos mais elaborados até os atuais que existem somente com acesso online.

Alguns deixaram de ser editados e outros conseguiram se manter até hoje, mas todos deram seu recado em um dado momento da história da ECA.

De qualquer forma, eles mostram o caminho que a escola tem percorrido em busca da formação de pessoas e divulgação de novas formas de expressão.

Para acesso online são hoje 20 títulos:

Agência Universitária de Notícias

Alterjor

Anagrama

Ars

Caligrama

Cinéfilos

Claro!

Comunicação & Educação

Ecanotícias

Existo.com

Jornal do Campus

Matrizes

Notícias do Jardim São Remo

Organicom

Revista Eletrônica de Turismo Cultural

Revista PJ:BR

Sala Preta

Semeiosis

Signos do Consumo

Turismo em Análise



Vários outros títulos estão disponíveis apenas em papel no acervo da Biblioteca. Alguns deles:

Anuário Brasileiro de Pesquisa em Jornalismo (1992 – 1993)

Anuário de Inovações em Comunicações e Artes (1989 – 1992)

Artigo Definido (1998 – 2002)

Atrator Estranho (1993 – 1999)

Babel (1997 – 2007)

Boletim : Grupo de Estudos do Centro de Pesquisas em Arte e Fotografia  (2006 – 2009)

Boletim de Documentação Musical (1977 – 1981)

Boletim do Departamento de Jornalismo (1968 – 1969)

Boletin ALAIC (1989 – 1992)

Brazilian Art Research Yearbook (1992)

Brazilian Communication Research Yearbook (1992 – 1993)

Caderno de Música (1980 – 1988)

Cadernos da ANPAP (1991)

Cadernos de Comunicações e Artes (1971)

Cadernos de Jornalismo e Editoração (ECA) (1970 – 1991)

Cadernos Estética (1989)

Catálogo de Obras de Compositores Brasileiros (1979 – 1981)

Ciência (1980 – 1986)

CJE (1983)

Comunicações & Artes (1970 – 1991)

Editoração (1993)

Extraprensa (1997-2003)

Índice Corrente de Comunicações (1970)

Jeca (2000-2009)

K Comunicação (1970 – 1971)

Nº Zero (1977/78)

Novos Olhares (1998-2005)

Pauperia (1992)

Reproposta (2007)

Resumos Correntes em Comunicações e Artes (1972)

Revista Comunicações & Artes (1994 – 1998)

Revista da Escola de Comunicações Culturais da USP (1967 – 1968)

Revista Música (1990 – 2007)

Risco (2004 – 2009)

Significação (1974 – 2009)

Sul (1986 – 1987)

Theatre Documentation (1968 – 1972)

Uma Questão Editorial (1978 – 1980)


Panorama do acesso aberto na ECA

25/10/2010

Para identificarmos como os pesquisadores e professores da ECA entendem a questão do acesso aberto, tema discutido na XIII Semana do Livro e da Biblioteca deste ano, enviamos por e-mail 159 questionários aos pesquisadores e docentes. Obtivemos 16 respostas. Consideramos esta amostra significativa pois levamos em consideração a amostra mínima definida pelo PAQ2009 (Programa de Avaliação da Qualidade de Produtos e Serviços das Bibliotecas do SIBi/USP) que apontava 14 respostas como sendo um número significativo de respondentes para esta categoria.

 

Por onde anda o acesso aberto na ECA? Seguem abaixo os resultados obtidos de nossa pesquisa:

 

 

1) Enquanto autor, você acredita que o acesso aberto pode ser encarado como uma forma de aumentar visibilidade de sua pesquisa?

Comentários

  • Na medida que o acesso aberto não impõe restrições na localização, acesso e leitura da informação é um facilitador para visibilidade, além de aumentar a circulação do conteúdo entre usuários e formadores de opinião com muito mais facilidade.
  • O acesso aberto pode permitir que um número maior de interessados e pesquisadores possam ter contato com o material oferecido pelas blibiotecas.
  • Acho que a Internet, cada vez mais, será a grande fonte de informação científica.
  • Sou a favor da divulgaçao irrestrita da informação como forma de incrementar a produção de novos e melhores trabalhos científicos e culturais.
  • Acho muito relevante que se tome medidas concretas quanto ao acesso aberto, bem como ele seja propiciado de forma a resguardar o direito autoral.
  • Entendo que a produção científica deve chegar ao maior número de pessoas e instituições interessadas na pesquisa científica. Esse aspecto contempla tanto o autor, quanto a quem eventualmente estiver interessado em pesquisas de alto nível. Me parece que essa proposta de acesso aberto democratiza um pouco, apenas um pouco mais, o acesso ao conhecimento por parte da sociedade. Isto é bom, mas ainda é insuficiente. Quem realmente tem chance de resolver esse problema é o Estado, isto sim.
  • Para textos publicados em periódicos. Não para conteúdos de aulas formatados em apresentações.
  • Uma sociedade do conhecimento só será adensada com o amplo acesso às informações. Compartilhar é fundamental para a consolidação de uma sociedade democrática, sobretudo quando se trata de uma universidade pública.
  • Sim, desde que o acesso aberto seja acompanhado de estratégias de divulgação efetivas e de criação de processos colaborativos entre pesquisadores. Acredito que o conceito de acesso aberto inclui algo mais do que o simples depósito de arquivos referentes à pesquisa, e sim uma nova maneira de veicular e, portanto, produzir pesquisa. Considero a produção e veiculação da pesquisa como duas partes de um mesmo processo e chamo a atenção para a condição dos docentes como pesquisadores produtores e também como leitores de outras pesquisas.
  • O acesso não fica restrito a questões financeiras ou deslocamento até uma biblioteca.
  • A Web é uma imensa biblioteca aberta a todos que tem acesso a ela, e assim é um acervo visível a todos usuários.
  • A equação é simples, havendo maior publicidade, é de se esperar que haja mais visibilidade, e seus correlatos sequênciais – interesse, usos, inovação. E o ciclo se reinicia.
  • A divulgação da produção artística e científica (afinal a ECA é uma escola de comunicações e artes) deve encontrar formas de divulgação que não apenas as convencionais (impressas ou postadas), mas também na forma de exposições, feiras e simpósios abertos ao público.

2) Você veicularia sua pesquisa / produção numa publicação de acesso aberto?

 

3) Onde costuma divulgar o resultado de suas pesquisas?

 

 

4) Sua produção na universidade inclui trabalhos artísticos ou audiovisuais?

 

5) Se inclui, onde costuma divulgar esses trabalhos?

 

  • Concertos de música clássica em salas e teatros especializados.
  • Imprensa escrita e falada, internet.
  • Sites, Exposições, Redes Sociais, Palestras e Seminários.
  • No site do Projeto Temático.
  • Em galerias, bienais e festivais mas com muita dificuldade.
  • Sou sociólogo e trabalho fundamentalmente com texto, parte escrita da produção.
  • Tenho trabalhado apenas com apresentações ao vivo, eventualmente gravadas em DVDs não comerciais, programas para rádio ou TV, etc, muitas vezes divulgadas pelo nosso laboratório ou por outros participantes em sites como o youtube. Por trabalhar com canto coral, o caráter de acesso aberto há muito já vem sendo praticado, uma vez que cada coralista se encarrega de gravar e divulgar os concertos dos quais participou. De uns anos para cá temos incluído gravações de workshops e concertos em nosso blog: comunicantus.blogspot.com.
  • No currículo.
  • Como docente recém contratado, ainda não tenho produções relativas ao período de contratação. Mas divulgarei novos trabalhos pelos canais disponíveis na universidade.
  • Exposições realizadas em instituições públicas e particulares, em encontros e debates realizados com artistas, críticos, curadores e o público, em palestras e aulas para diversos públicos.

 


Trabalhos científicos em hipermídia

21/10/2009

O Professor Sérgio Bairon, em seu artigo”Tendências da linguagem científica contemporânea em expressividade digital: uma problematização“, relaciona a pesquisa universitária e a linguagem da hipermídia. De acordo com o professor o novo desafio é produzir conhecimento com imagem, som e texto. Expressar o pensamento numa linguagem híbrida. O primeiro grande poder da hipermídia acadêmica está na hibridização de linguagens, processos sígnicos, códigos, mídias que ela aciona e, consequentemente, na mistura de sentidos receptores, na sensorialidade global, sinestesia reverberante que ela é capaz de reproduzir, na medida em que o interator imersivo interage com ela, cooperando na sua realização. Toda nova linguagem traz consigo novos modos de pensar, agir, sentir. No artigo o professor apresenta algumas pesquisas universitárias (Brasil e Alemanha) que desenvolveram esta linguagem. O que tais procedimentos revelam, acima de tudo, é que todo conhecimento tem algo de onírico. Imantado nessas camadas imersivas, o pensamento é jogo, coreografia de uma dança intelectual e sensível, na qual, o argumento estético-topológico se identifica com o conhecimento científico-filosófico.

Segue o link do artigo: <http://www.seer.ufrgs.br/index.php/InfEducTeoriaPratica/article/viewFile/4936/3342>.


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