Redes sociais acadêmicas

01/04/2019

As facilidades que a internet oferece aliadas à influência do movimento de acesso livre trouxeram novas formas de divulgação da produção científica. Repositórios institucionais, bibliotecas digitais de teses e dissertações, bases de dados e revistas de acesso aberto etc., são algumas dessas opções.

As redes sociais acadêmicas estão entre essas novas formas de divulgação científica, contando inclusive com a adesão mais entusiasmada de pesquisadores e docentes, do que os repositórios institucionais, por exemplo.

Além de promover a divulgação de resultados de pesquisas e a comunicação e colaboração entre pesquisadores afins, também servem como bases de dados para recuperar artigos, pois uma característica comum das redes sociais acadêmicas é a possibilidade de depositar e compartilhar os artigos de sua autoria.

Calcula-se que algumas dessas redes, como ResearchGate, Academia.edu, estão hoje entre as maiores bases de dados pelo volume de informação que têm. No entanto, é preciso cuidado com o uso dos dados presentes nessas redes, já que não há, via de regra, seleção ou curadoria de conteúdo.

Esse serviços oferecem dados imediatos sobre a utilização de artigos, como citações, números de downloads e quem está baixando e lendo; embora haja controvérsias sobre a validade desses dados de um ponto de vista bibliométrico.

As mais conhecidas dessas redes sociais acadêmicas são as já citadas ResearchGate e Academia.edu, ambas criadas em 2008. No entanto, gerenciadores de referências bibliográficas como Mendeley, Zotero também oferecem esse tipo de serviço. E há redes mais especializadas, como MethodSpace, focada em compartilhamento de pesquisa sobre métodos de pesquisa.

Enfim, mais um canal para procurar aquele artigo difícil, até mesmo, diretamente com o autor.

 


Praticando idiomas na Biblioteca

25/03/2019

Bibliotecas são janelas de abertura para outros mundos, guardando patrimônio simbólico por meio do qual ‘os mortos falam aos vivos e os vivos aos ainda não nascidos’*.

Em meio às atribulações da vida acadêmica muito desse patrimônio que constitui as bibliotecas universitárias não é explorado pelos estudantes, que voltam suas energias às leituras específicas de sua área de formação. Dentre as inúmeras demandas colocadas aos estudantes, está a importância do domínio de outros idiomas, além do português.

Por meio desse post, convidamos os alunos a explorarem textos dramáticos de nosso acervo escritos em idiomas diversos, como forma de praticarem outras línguas enquanto vivenciam a leitura de uma obra carregada do poder de nos transportar para outros mundos e, assim, ampliar nossa esfera de presença em nosso próprio mundo.

Para aqueles que temem incorporar mais atividades à já atribulada rotina, é importante indicar que tais textos do universo teatral são marcados por diálogos e, em nosso acervo, há peças que podem ser lidas em poucas horas dada a própria extensão das obras.

Neste link consta uma seleção de alguns textos dramáticos.

No Dedalus é possível fazer buscas considerando o idioma da obra. Em “filtro de busca” basta selecionar o idioma desejado, conforme apresentado na figura abaixo.

 

 

Incursões também podem ser feitas no acervo de filmes em busca daqueles que são em outros idiomas havendo, também, a opção de seleção do idioma da legenda. A biblioteca dispõe de cabines individuais e de sala de vídeo para assistir aos filmes.

*Referência à obra A informação uma história, uma teoria, uma enxurrada (2013), de James Gleick.


As bibliotecas e a memória do cinema

18/03/2019

A matéria de Ieda Marcondes (*) sobre o risco de desaparecimento de filmes importantes como consequência do “salto tecnológico” para plataformas de streaming, publicada na Folha de São Paulo, chamou a atenção dos bibliotecários da ECA. Segundo Ieda, citando Jan-Christopher Horak, diretor do Arquivo de Filme e Televisão da Universidade da Califórnia, a atualização dos suportes sempre deixa para trás de 15 a 20% dos filmes em circulação. Ou seja, boa parte dos filmes que a gente alugava nas velhas videolocadoras não estarão disponíveis na Netflix e congêneres.

Isso ocorre porque nem todo filme tem suficiente apelo comercial para interessar a essas empresas, mesmo que seja um clássico imprescindível que todo estudioso do cinema deveria conhecer. Se for uma obra mais ou menos obscura, experimental ou “difícil”, pior ainda. Prova disso, continua Ieda em seu artigo, é a decisão da Warner de fechar o Filmstruck, serviço que mantinha obras de cineastas como John Ford, François Truffaut, Federico Fellini e Yasujiro Ozu.

Qual seria solução para isso? A mesma que já existe para livros antigos, esgotados, sem interesse comercial mas com muita relevância cultural: as bibliotecas. Bibliotecas costumam manter acervos de livros com essas características, conservá-los e até, quando a legislação e as condições práticas permitem, digitalizá-los.  Entretanto, ainda são relativamente poucas as bibliotecas brasileiras que têm coleções importantes de filmes, organizadas, catalogadas e acessíveis ao público. Diante do quadro atual em que a atuação das bibliotecas pode contribuir para manter acessíveis obras em risco de esquecimento, é importante que nossas bibliotecas passem a se dedicar mais ao desenvolvimento de acervos de filmes.

Rolos de filme no acervo da Biblioteca da ECA

Nesse aspecto, a Biblioteca da ECA se destaca. Nossa biblioteca sempre foi, desde sua criação, uma biblioteca de filmes. Nossa primeira grande missão na área foi a guarda, catalogação e conservação dos filmes produzidos pelos alunos do curso de cinema da ECA, hoje Audiovisual. Posteriormente, com a popularização dos suportes para distribuição doméstica de filmes, começamos a montar uma coleção voltada para as necessidades dos cursos da Escola que usam filmes em suas atividades de ensino e pesquisa. O acervo está todo catalogado e registrado na base de dados Filmes e vídeos – acessível pelo nosso site – e no banco de dados Dédalus (parcialmente). Chegamos a desenvolver uma metodologia específica para tratamento de nosso acervo de imagens em movimento, disponível para download no Portal de Livros Abertos da USP.

Nosso acervo contém filmes de todos os cineastas citados no artigo da Folha e muitos outros, alguns até bem pouco conhecidos pelo público não especializado. Temos, por exemplo: caixa com os filmes de John Ford, F. W. Murnau e Frank Borzage produzidos pela 20th Century Fox; edição comemorativa dos 100 anos de Manoel de Oliveira, contendo 21 filmes; filmes underground de Andy Warhol; filmes brasileiros da Programadora Brasil, coleção Cinema Brasileiro Contemporâneo, com filmes brasileiros recentes.

Recebemos, com alguma frequência, doações de filmes feitas pelos próprios diretores ou produtores, como foi o caso de Evaldo Mocarzel, que doou 23 filmes que dirigiu, e doações de escolas de cinema brasileiras e estrangeiras.

Nossa coleção de vídeos em VHS, que começamos a formar em 1987, é conservada com cuidado. O acervo em vídeo gerado na própria Escola foi, quase todo, copiado para DVD. Outras providências estão sendo tomadas para garantir a sobrevivência desses arquivos, mas os originais em vídeo, bem como os aparelhos para sua reprodução, ainda serão mantidos.

Recebemos, com bastante frequência, estudantes e pesquisadores interessados em assistir filmes que não localizaram em outras fontes, aí incluídas plataformas de streaming e site de torrents. Nosso velho e sofrido acervo de vídeos já ajudou muitos cinéfilos aflitos, mas também já tivemos, infelizmente, muitas demandas que não pudemos atender.

O avanço da tecnologia trouxe, aqui mesmo na ECA, efeitos inesperados. Enquanto a produção do curso de Audiovisual era em película cinematográfica em 16 ou 35 mm, as cópias eram enviadas à Biblioteca, que mantinha atualizado o catálogo desse acervo tão importante. Mesmo depois que, para garantir melhores condições de conservação, os filmes mais antigos foram depositados na Cinemateca Brasileira, as informações de catálogo continuaram disponíveis nas bases de dados mantidas pela Biblioteca da ECA. A partir do momento em que os filmes começaram a ser produzidos em suporte digital, o material deixou de ser enviado regularmente à Biblioteca. Temos em nossos catálogos produções do curso de Audiovisual apenas até o ano de 2013. Não conseguimos informar, como fazíamos antigamente, sobre a totalidade dos filmes produzidos pelo curso. Mas, as negociações para revolver esse problema estão avançadas e acreditamos que, em breve, o fluxo normal será retomado e voltaremos a catalogar os filmes de produção da ECA.

Enquanto isso, vejam a lista parcial de Trabalhos de Conclusão de Curso da ECA em forma de filme ou vídeo, incluindo produções dos cursos de Jornalismo e Artes Visuais.

(*) A matéria da Folha de São Paulo é acessível apenas para assinantes. A consulta é possível pelos computadores da Biblioteca, basta solicitar o acesso aos funcionários.

 

 

 

 

 


Business Source Complete

11/03/2019

Economia e negócios, é disso que trata a base de dados Business Source Complete. A base indexa importantes revistas dessas áreas, traz perfis de autores mais citados e informações sobre empresas.

Para quem busca informações econômicas e de negócios envolvendo áreas como comunicação, turismo, relações públicas, publicidade, editoração, jornalismo etc., essa é uma fonte a  considerar. É também uma fonte de informações importante na área de marketing.

Para acessar a base, procure na lista de bases de dados na página do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIbiUSP), uma vez lá navegue pela lista alfabética até a letra B.

A base oferece recursos de busca como

operadores booleanos

dog or cat and show or parade
(dog or cat) and (show or parade)

dicionários de sinônimos

e filtros para refinar o resultado de sua busca.

Se quiser conhecer melhor esses e outros recursos que a base oferece, é só nos procurar no serviço de referência da biblioteca, ou agendar por aqui:

http://www3.eca.usp.br/biblioteca/servicos/treinamentos


Seja bem-vindx à ECA

25/02/2019

Seja bem-vindx à ECA, sua nova casa durante esse período de (trans)formação.

Ingressar na graduação é entrar em contato não somente com um novo campo de conhecimento, mas, também, com uma nova cultura que marca o meio. A USP oferece inúmeras possibilidades de vivência cultural e científica aos estudantes. Museus de arte, cultura e ciência, cinema, teatro, editora, orquestra, coral e bibliotecas evidenciando uma estrutura que vai muito além da sala de aula.

Desejamos que a Biblioteca da ECA seja parte integrante dessa nova fase da vida de todxs, contribuindo para que se aventurem pelas trilhas do conhecimento e da cultura. Então, vamos a algumas apresentações iniciais:

De 25 de fevereiro até o fim de março serão realizadas visitas guiadas para que os estudantes conheçam a biblioteca e seus recursos. As visitas ocorrerão de hora em hora, das 9h às 20h, desde que um bibliotecário esteja disponível. Aproveite para conhecer essa biblioteca que também é sua!

A Biblioteca da ECA oferece salas para estudo em grupo, computadores com acesso à internet, mesas para estudo individual, wifi, cabines para assistir filmes do acervo e, também, uma sala de áudio e outra de vídeo nas quais você pode assistir filmes com seus colegas ou então ouvir um disco ou CD do acervo. Aproveite o tempo que não está em aula e explore esse universo!

O acervo das bibliotecas pode ser pesquisado em catálogo online, o Dedalus. Além do acervo físico, é disponibilizado vasto acervo digital.

O acervo físico e o digital podem ser pesquisados no aplicativo Bibliotecas USP. Nele você também faz reservas e renovações.

Há catálogos específicos em que é possível pesquisar o acervo de filmes , gravações sonoras e partituras. A equipe da biblioteca prepara listas temáticas de filmes do acervo. Assim, se quiser assistir a um filme e não tiver nenhum título em mente, consulte as listas temáticas que ficam sobre o balcão de atendimento e também estão disponíveis em nosso blog.

Para conhecer os recursos de pesquisa, marque um atendimento com um bibliotecário nesse link , assim você terá um horário reservado para você. Sugerimos que marque a atividade “Dedalus, Busca Integrada, bases da Biblioteca e Empréstimo entre Bibliotecas” , mas, lembre-se que não é preciso marcar um horário para ser atendido por um bibliotecário. Basta chegar e pedir auxílio!

Os estudantes podem retirar livros em todas as bibliotecas da USP, basta apresentar o cartão USP. Aqui você conhece os prazos e quantidades que pode emprestar.

Em nosso blog publicamos posts semanais, além disso estamos presentes em redes sociais como twitter e facebook. Além de informações importantes sobre o funcionamento da biblioteca (alteração no horário, por exemplo), divulgamos informações que selecionamos e consideramos pertinentes às áreas de Comunicação, Informação e Artes.

Mensalmente divulgamos o Acontece na Biblioteca, boletim com informações importantes e as novidades do acervo. Clique aqui para assinar e acompanhar as notícias sobre a Biblioteca.

É possível entrar em contato conosco por email, telefone, chat e redes sociais. Verifique em nosso site as informações para contato.

O site reúne informações importantes sobre a biblioteca, produtos e serviços oferecidos.

Nesse link você acessa o guia da Biblioteca com informações essenciais.

Essas informações são um pequeno indicativo do que está a disposição da comunidade. Venha até a biblioteca para explorar aos poucos esse universo, sinta-se sempre convidado a passar longas horas na Biblioteca lendo, estudando, trocando ideias, assistindo filmes, ouvindo música, realizando pesquisas ou simplesmente em silêncio.

Seja bem-vindx, faça parte desse meio e que o meio faça parte de sua vida, o que inclui a Biblioteca!


Nasce uma revista de moda

18/02/2019

A moda como assunto nas revistas brasileiras já dava as caras em títulos surgidos no final do século 19 e nas primeiras décadas do século 20, como Revista da Semana, O Cruzeiro, Fon Fon, A Cigarra.

No entanto, é a partir do final dos anos 1950 e início da década seguinte que a moda deixa de ser assunto ocasional de revistas e ganha títulos próprios. Fruto do interesse cada vez maior das pessoas pelo assunto e da segmentação do mercado editorial brasileiro. Assim, surgem títulos como Manequim em 1959 e Claudia em 1961.

JOIA, capa, nº 1, ano 1, 30 de novembro de 1957

Mas antes dessas o jornalismo de moda ganha impulso no Brasil quando, em 1957, a editora Bloch lança a revista Joia, revista feminina quinzenal.

JÓIA acudiu como nome, aos padrinhos desta revista, sobretudo para significar ideal de aprimoramento gráfico e jornalístico. Uma revista moderna para a mulher moderna.

JÓIA nasce para ser assim, completa, afinada com o espírito das brasileiras de hoje, atenta aos novos reclamos das novas gerações, sempre em dia com os pensamentos das mães e das filhas…

Além de moda a revista trazia contos, fotonovelas, decoração, culinária, reportagens, textos sobre cinema, rádio, televisão, discos.

Na capa, seguia a receita de outros títulos daquele momento

Observe-se também que mulher vai para a capa porque é bonita – basta essa razão – e homem vai porque é importante, ou fez alguma coisa muito importante.

Em 1969 a revista muda de nome e passa a se chamar Desfile.

Se você se interessou, todos os títulos citados fazem parte de nossa Coleção Especial de Revistas Antigas, formada principalmente por títulos jornalísticos.

JOIA, p. 30, nº 145, setembro 1965. Caderno Especial, Brazilian Primitive


Mais 10 coisas para não fazer durante a pós-graduação

11/02/2019

Este post foi inspirado no texto 10 coisas que você não deve fazer em sua tese ou dissertacao, publicado no Blog do Pós-Graduando, de 2013, que ainda circula muito por aí. Fizemos uma versão incluindo o conceito de biblioteca, que consideramos útil para os pesquisadores.

1. NÃO PROCASTINE SUA IDA À BIBLIOTECA

O momento ideal para visitar sua biblioteca, aprender a consultar os catálogos, descobrir os recursos disponíveis, conhecer os bibliotecários e saber como eles podem ajudá-lo é no primeiro mês de aulas, antes de começar a pesquisa. Se você deixar para conhecer a biblioteca só quando seu orientador reclamar das suas referências e leituras, vai sofrer desnecessariamente. Acredite, uma das frases que os bibliotecários mais escutam é “por que eu não passei por aqui antes?”.

2. NÃO SEJA UM ILUDIDO

A ideia de que está tudo online e as bibliotecas e arquivos físicos não são mais necessários é um equívoco. Provavelmente você vai precisar de livros que só saíram em papel e que ninguém fez a gentileza de digitalizar. Dependendo da sua área de estudo, talvez tenha que consultar enormes arquivos de documentos impressos sem qualquer organização, se deslocar até outras cidades (ou países) e inalar muito poeira de papel antigo.

foto: Marino González (Flickr)

3. NÃO ECONOMIZE NA BUSCA DE ARTIGOS

Antes de ler muitos artigos, você vai precisar encontrá-los. E artigos não caem do céu, embora muitos estejam na nuvem. Lembre-se de que sua universidade provavelmente assina revistas em formato eletrônico e bases de dados para busca de artigos em milhares de títulos de periódicos, e nem sempre você vai encontrar todos esses conteúdos procurando só no Google Acadêmico. Peça informações sobre isso na sua biblioteca, mesmo que você ache que já tem tudo o que precisa. Talvez você nem precise ir pessoalmente até a biblioteca, muitas delas atendem por e-mail, telefone, chat…

 

4. NÃO TENHA MEDO DA ABNT (NEM DAS NORMAS DA APA, VANCOUVER OU CHICAGO)

Normalização não é muito simples mesmo, mas não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Basta entender e ter um pouco de paciência. Na maioria das bibliotecas universitárias há profissionais que podem ajudá-lo a entender isso tudo, manuais explicativos etc. Bibliotecários sabem lidar bem com essas coisas e também podem apresentá-lo aos gerenciadores de referências (Mendeley, Endnote etc), que descomplicam bastante a vida. Muitas bibliotecas até oferecessem treinamentos e aulas sobre essas ferramentas.

E sim, há várias outras normas além da ABNT, veja qual a sua instituição adota.  Atenção ao submeter artigos para revistas, veja qual é a norma adotada pela publicação.

5. NÃO SUPONHA QUE UMA INFORMAÇÃO EXISTA

Mas como ninguém escreveu nada sobre isso? Não é possível que não tenha nada na internet… Como esta biblioteca não tem esse material? Vou ter que ir até Portugal para consultar um arquivo?

Pois é, muitos pesquisadores se desesperam ao descobrir que fontes de informação, publicações ou acervos organizados que “tinham de existir” não estão acessíveis, ou custam caro ou simplesmente não existem. Ao escolher um tema de pesquisa, é importante verificar quais são os recursos informacionais disponíveis e o que será necessário para ter acesso a eles.

6. NÃO CONFIE CEGAMENTE NO QUE VOCÊ NÃO LEU

As citações de citações podem ser armadilhas que escondem e perpetuam indefinidamente erros de interpretação. Não abuse dos apuds no seu texto, procure sempre encontrar a fonte original, mesmo que dê trabalho. Os bibliotecários também podem ajudar com isso .

7. NÃO ACREDITE EM TUDO QUE SEUS COLEGAS AFIRMAM

Sim, você fez a lista de referências e a página de rosto do jeitinho que seu colega que já é doutor fez. Mas está errado. Ah, seu orientador garantiu que a biblioteca tem todos esses livros. Mas não tem, nunca teve. Para ter informações precisas sobre normalização ou disponibilidade de materiais no acervo, o mais seguro é consultar o pessoal da biblioteca. E seus catálogos.

8. NÃO ATRASE A ENTREGA DO MATERIAL DA BIBLIOTECA

Cuidado! Muitas bibliotecas cobram multas pela entrega fora do prazo, mas muitas fazem pior: aplicam suspensões de acordo com o tempo de atraso e a quantidade de itens atrasados. Você corre o risco de ficar sem acesso aos empréstimos em momentos cruciais do seu trabalho. Informe-se sobre o regulamento da sua biblioteca: prazos, quantidades, possibilidade de renovação dos empréstimos, penalidades etc. Peça uma cópia do regulamento, veja se está disponível no site ou exposto no mural.

9 . NÃO DEIXE DE INTERAGIR COM SUA BIBLIOTECA

Se você não for à biblioteca de vez em quando, se não acessar seu site ou perfis nas mídias sociais, dificilmente vai descobrir que aquele acervo importante ou aquele serviço que você precisa está lá. Fale com os bibliotecários, pergunte, mande e-mail, siga no Twitter ou Facebook (se a biblioteca tiver), telefone, insista. Não tenha receio de incomodar, responder às suas perguntas é a parte mais importante do trabalho dos bibliotecários.

10. NÃO BRIGUE COM A SUA BIBLIOTECA

Mas brigue por ela. Se falta pessoal, espaço, acervo ou atenção, reclame e reivindique. Fale com a chefia, mande carta para o diretor. Ter uma boa biblioteca é um direito seu e uma obrigação da instituição de ensino.


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