Leitura nas férias: Contos brasileiros

10/07/2017

Julho é mês de férias escolares e, para alguns, momento de pausa nas leituras acadêmicas.  Para aqueles que quiserem aproveitar o tempo livre com novas leituras, indicamos a seguir alguns contos da literatura brasileira que constam no acervo da Biblioteca da ECA.

A orelha de Van Gogh. Moacyr Scliar

Contos de  simplicidade formal, com um humor sutil e algo de melancólico, do tipo que faz rir à mente a partir da construção de paradoxos muitas vezes cruéis. Tal é o caso, por exemplo, do conto que dá nome ao livro.

Sinais de vida no planeta Minas. Fernando Gabeira

O autor conta as lutas feministas contra o ultra-conservadorismo de Minas Gerais através do exemplo de cinco mulheres mineiras ao longo do tempo.

Lições de um ignorante. Millor Fernandes

Nesta reunião de contos, o autor revela pequenos detalhes do nosso cotidiano que muitas vezes passam despercebidos, mas que na verdade são o mais puro reflexo do povo.

Três mulheres de três pppes. Paulo Emilio Salles Gomes

Histórias que se nutrem de elementos retirados do cotidiano próximo. ‘Três mulheres de três PPPês’ procura passar a impressão de divertimento, mas, por trás dos jogos, das inversões, das reviravoltas do entrecho, oculta-se um profundo mal-estar com a convivência inevitável da burguesia paulista. Suas três mulheres são anti-heroínas superiormente dotadas, que submetem os parvos PPPês aos seus caprichos e os subjugam, por força de sua progressiva – e assumida – traição.

Brás, Bexiga e Barra Funda. Alcântara Machado

Apresenta-nos uma série de heróis que são, ao mesmo tempo, trágicos e cômicos. O dia a dia paulistano na década de 20 confronta a vida de dificuldades do imigrante com a decadência das famílias tradicionais. Reflete, assim, as alterações nos costumes e na língua desencadeadas pela chegada dos ´italianinhos´.

Várias histórias. Machado de Assis.

Nesta obra o leitor encontra as formulações precisas, as combinações surpreendentes de palavras, as enormidades enunciadas com ligeireza e graça, ­ a dicção machadiana em sua plenitude.


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