Vingança: uma seleção

21/05/2018

Esta seleção tem como destaque a vingança, um prato que se come frio. Nos filmes selecionados, vemos a vingança sendo motivada por diversas razões e o vingativo como aquele que, de algum modo, sentiu-se lesado e, a partir daí, orienta suas ações. A vingança surge, então, como fruto de um desejo que pode mover, dar sentido e também consumir.

Em alguns dos filmes selecionados ela é ponto de partida, a história desenrola-se em torno desse prato principal, em outros, coloca-se como parte do desfecho, mas, em todos os casos está presente e o público pode sentir um pouco do seu sabor: para alguns doce, para outros amargo.

Cena de Dogville (2003) de Lars von Trier

Confira aqui a seleção.


Conversa de bibliotecários

10/03/2011

Bibliotecários adoram comentar a imagem da profissão no cinema e outros meios de comunicação. Garimpar cenas com bibliotecários ou bibliotecas, lamentar os estereótipos ou achar graça neles, é quase um esporte. Também é um tema de pesquisa que rende teses e trabalhos de conclusão de curso.
A Biblioteca da ECA não tem muitos filmes no acervo que tratam do assunto. Há o inevitável O nome da rosa, baseado no livro de Umberto Eco, no qual a biblioteca é destruída por seus próprios segredos. E o seriado Buffy, a caça-vampiros, em que o bibliotecário é o guardião e protetor da personagem que luta contra os poderes das trevas. Também há personagens bibliotecários no filme O convento, de Manoel de Oliveira, sobre um pesquisador procurando num convento português provas para sua hipótese de que William Shakespeare era espanhol, não inglês.

Os livros, a leitura e a preservação do conhecimento são temas de Fahrenheit 451, de François Truffaut, ambientado na sociedade totalitária do futuro que proibiu a posse e a leitura dos livros. A pesquisa em arquivos aparece no filme alemão Uma cidade sem passado, em que uma jovem estudante tenta descobrir o que aconteceu em sua cidade durante o nazismo.

Em A felicidade não se compra, de Frank Capra, a menção a bibliotecários é rápida, mas significativa. George Bailey, o personagem principal, é um ótimo sujeito que pensa em se matar depois de uma série de enormes decepções. Um anjo o impede, mostra como seria a vida em sua cidade se ele não tivesse existido. Seria tudo péssimo, mas George desiste definitivamente do suicídio quando descobre o destino alternativo de sua esposa: sem ele, a pobrezinha jamais teria se casado e seria bibliotecária!
Vale a pena ver Party girl, filme que além mostrar a profissão sob uma óptica positiva, dá uma visão bastante realista do trabalho dos bibliotecários. A moça moderninha e festeira do título tem problemas com a polícia e sua madrinha, bibliotecária, paga sua fiança. Em troca, ela vai trabalhar na biblioteca e acaba gostando da coisa. Mas comete um erro e a madrinha a demite, com uma tremenda bronca em tons feministas. Vejam a cena:

Depois da bronca, a personagem decide que vai estudar para ser bibliotecária.

Se você gosta do assunto:

http://filmlibrarian.info/
http://www.librarian-image.net/
http://www.tk421.net/essays/nwyt.pdf


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