ISBN, algumas curiosidades

06/08/2018

O ISBN (International Standard Book Number, ou, Número Padrão Internacional de Livro) é um identificador único de publicações monográficas (brochuras, livros em Braille, filmes e softwares educativos/instrutivos, publicações de mídia em que o componente principal seja texto etc.), usado internacionalmente em mais 160 países.

Cada um desses mais de 160 países, separadamente ou participando de uma área geográfica ou grupo linguístico, tem agências locais, designadas pela Agência Internacional do ISBN. No caso do Brasil, a agência de registro é a Biblioteca Nacional.

A agência internacional, a agência de registro e os registrantes (editores) são os responsáveis pela atribuição do número de ISBN.

As discussões que levaram à adoção e surgimento do ISBN têm início na década de 1960, e, inicialmente, o número era composto por quatro elementos (partes), que identificam país/área geográfica/grupo linguístico (grupo de registro), editor (grupo registrante) e edição (identifica uma edição específica feita por um editor) e mais o dígito verificador, último elemento, de comprimento fixo, apenas 1 dígito, atribuído a partir de um cálculo dos dígitos anteriores, com a finalidade de evitar erros de atribuição. Os três primeiros elementos não têm comprimento fixo, mas sempre somam 9 dígitos.

Era assim até 2007, quando aos elementos acima foi adicionado um elemento de prefixo (978, 979), que, resumidamente, transforma o ISBN num código de barras e amplia a capacidade do sistema.

Nos livros impressos o número do ISBN costuma vir no verso da folha de rosto e na quarta capa, precedido das letras que o identificam, com hifens ou espaços, que servem apenas para facilitar a leitura e separar as partes que compõem o número.

Ex.:

ISBN 9788539103124

ISBN 978 0 393 95480 7

elemento de prefixo

elemento do grupo de registro: país/área geográfica/grupo linguístico

elemento registrante: editor

elemento de edição (publicação)

dígito de verificação

O prefixo e o dígito verificador tem comprimento fixo (três dígitos para o primeiro e 1 para o último), já os elementos intermediários variam de comprimento, de acordo com a expectativa antecipada de número de publicações.

Ex.:

978 85 7205 175 0, ECA/USP

978 85 359 3079 5, Companhia das Letras

A ECA entra aí como elemento registrante, ou seja, editor. Os números 7205 e 359, identificam os editores ECA e Companhia das Letras, mas podem mudar uma vez que a quantidade de ISBN possíveis ligados ao registrante se acabe.

Quanto maior o número que identifica o editor, menor a expectativa antecipada de títulos publicados, e vice-versa. Veja que o número da ECA é maior que o da Companhia das Letras, isso acontece porque o catálogo de publicações da ECA é bem menor que o da Companhia das Letras.

Para os livros editados pela Escola, é a Biblioteca da ECA que se encarrega de solicitar, junto à Biblioteca Nacional, um ISBN. Veja aqui como fazer.

Aliás, se quiser recuperar no Dedalus os títulos editados pela ECA, é só usar como expressão de busca 978857205* e selecionar o ISBN como campo para busca. O asterisco serve para indicar que devem ser recuperados todos os itens em que os ISBN começam com esses números.

Mais informações:

Há uma norma, a ABNT NBR ISO 2108, que trata de atribuição de ISBN e pode ser acessada nos computadores da USP ou via VPN, no Portal GedWeb.

A Biblioteca Nacional é a agência brasileira do ISBN: http://www.isbn.bn.br/website/

 


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