Rolos de filmes

29/05/2017

Um dos acervos mais interessantes e menos conhecidos da nossa Biblioteca é a coleção de filmes em película cinematográfica. Ao contrário de filmes em vídeo e DVD que são bastante populares entre os usuários, poucos conhecem os filmes em 16mm, 35 mm e super-8 que não têm cópias em outros suportes, devido a dificuldades inerentes ao processo de projeção.

São 295 títulos, em sua maioria produções curriculares dos alunos do curso de Audiovisual da ECA dos últimos 49 anos. Alguns desses filmes foram realizados por estudantes que se tornaram nomes conhecidos no cinema brasileiro.

O filme mais antigo produzido pela ECA que consta desse acervo é Um clássico, dois em casa, nenhum jogo fora, de 1968. Dirigido por Djalma Limongi Batista e fotografado por Aloysio Raulino, tem a homossexualidade como tema. A cópia em DVD pode ser emprestada.

Foto do Banco de Conteúdos Culturais da Cinemateca Brasileira

As três mortes de Solano, de Roberto Santos, único longa-metragem produzido pela USP, é um dos destaques desse acervo. Também pode ser visto em DVD.

Foto do acervo do Banco de Conteúdos Culturais da Cinemateca Brasileira

A hora do diabo, de 1971, direção de Carlos Augusto Calil, tem no elenco a hoje famosa Sônia Braga. Disponível também em DVD.

Foto do Banco de Conteúdos Culturais da Cinemateca Brasileira

Os professores Paulo Emílio Salles Gomes e Lupe Cotrim tem papéis nos filmes O sistema do Dr. Alcatrão e do Prof. Pena e A morte da strip-teaser, respectivamente. Ambos estão disponíveis em DVD no acervo.

Lupe Cotrim (foto disponível no site do Projeto Memórias da ECA/USP: 50 anos)

Sérgio Bianchi, Suzana Amaral, Chico Botelho, Wilson de Barros, Ana Muylaert, Paulo Sacramento, Jeferson Dê, Marco Dutra e Juliana Rojas são alguns dos nomes que passaram pelo curso de Audiovisual (ou Cinema) da ECA e por aqui deixaram seus curtas de estudantes.

O cinema da ECA circula bastante por festivais nacionais e internacionais, e vive recebendo prêmios.

Além da produção da casa, temos no acervo filmes recebidos em doação, alguns deles realizados por professores ou alunos da ECA, como Viver a vida (1991), de Tata Amaral, São Paulo sinfonia e cacofonia (1994), de Jean-Claude Bernardet, e Além das estrelas (1986), de Roberto Moreira.

Não temos, infelizmente, cópias em DVD de todos os filmes, mas muitos deles já estão no IPTV, Youtube, Vimeo e Portacurtas. Os filmes  em película não podem ser vistos na Biblioteca, porque não temos sala de projeção.

Rolos de filme no depósito climatizado

O acervo está armazenado numa sala com temperatura e umidade do controladas, mas, para assegurar melhores condições de preservação, as cópias mais antigas foram depositadas na Cinemateca Brasileira.

 


Panorama do acesso aberto na ECA

25/10/2010

Para identificarmos como os pesquisadores e professores da ECA entendem a questão do acesso aberto, tema discutido na XIII Semana do Livro e da Biblioteca deste ano, enviamos por e-mail 159 questionários aos pesquisadores e docentes. Obtivemos 16 respostas. Consideramos esta amostra significativa pois levamos em consideração a amostra mínima definida pelo PAQ2009 (Programa de Avaliação da Qualidade de Produtos e Serviços das Bibliotecas do SIBi/USP) que apontava 14 respostas como sendo um número significativo de respondentes para esta categoria.

 

Por onde anda o acesso aberto na ECA? Seguem abaixo os resultados obtidos de nossa pesquisa:

 

 

1) Enquanto autor, você acredita que o acesso aberto pode ser encarado como uma forma de aumentar visibilidade de sua pesquisa?

Comentários

  • Na medida que o acesso aberto não impõe restrições na localização, acesso e leitura da informação é um facilitador para visibilidade, além de aumentar a circulação do conteúdo entre usuários e formadores de opinião com muito mais facilidade.
  • O acesso aberto pode permitir que um número maior de interessados e pesquisadores possam ter contato com o material oferecido pelas blibiotecas.
  • Acho que a Internet, cada vez mais, será a grande fonte de informação científica.
  • Sou a favor da divulgaçao irrestrita da informação como forma de incrementar a produção de novos e melhores trabalhos científicos e culturais.
  • Acho muito relevante que se tome medidas concretas quanto ao acesso aberto, bem como ele seja propiciado de forma a resguardar o direito autoral.
  • Entendo que a produção científica deve chegar ao maior número de pessoas e instituições interessadas na pesquisa científica. Esse aspecto contempla tanto o autor, quanto a quem eventualmente estiver interessado em pesquisas de alto nível. Me parece que essa proposta de acesso aberto democratiza um pouco, apenas um pouco mais, o acesso ao conhecimento por parte da sociedade. Isto é bom, mas ainda é insuficiente. Quem realmente tem chance de resolver esse problema é o Estado, isto sim.
  • Para textos publicados em periódicos. Não para conteúdos de aulas formatados em apresentações.
  • Uma sociedade do conhecimento só será adensada com o amplo acesso às informações. Compartilhar é fundamental para a consolidação de uma sociedade democrática, sobretudo quando se trata de uma universidade pública.
  • Sim, desde que o acesso aberto seja acompanhado de estratégias de divulgação efetivas e de criação de processos colaborativos entre pesquisadores. Acredito que o conceito de acesso aberto inclui algo mais do que o simples depósito de arquivos referentes à pesquisa, e sim uma nova maneira de veicular e, portanto, produzir pesquisa. Considero a produção e veiculação da pesquisa como duas partes de um mesmo processo e chamo a atenção para a condição dos docentes como pesquisadores produtores e também como leitores de outras pesquisas.
  • O acesso não fica restrito a questões financeiras ou deslocamento até uma biblioteca.
  • A Web é uma imensa biblioteca aberta a todos que tem acesso a ela, e assim é um acervo visível a todos usuários.
  • A equação é simples, havendo maior publicidade, é de se esperar que haja mais visibilidade, e seus correlatos sequênciais – interesse, usos, inovação. E o ciclo se reinicia.
  • A divulgação da produção artística e científica (afinal a ECA é uma escola de comunicações e artes) deve encontrar formas de divulgação que não apenas as convencionais (impressas ou postadas), mas também na forma de exposições, feiras e simpósios abertos ao público.

2) Você veicularia sua pesquisa / produção numa publicação de acesso aberto?

 

3) Onde costuma divulgar o resultado de suas pesquisas?

 

 

4) Sua produção na universidade inclui trabalhos artísticos ou audiovisuais?

 

5) Se inclui, onde costuma divulgar esses trabalhos?

 

  • Concertos de música clássica em salas e teatros especializados.
  • Imprensa escrita e falada, internet.
  • Sites, Exposições, Redes Sociais, Palestras e Seminários.
  • No site do Projeto Temático.
  • Em galerias, bienais e festivais mas com muita dificuldade.
  • Sou sociólogo e trabalho fundamentalmente com texto, parte escrita da produção.
  • Tenho trabalhado apenas com apresentações ao vivo, eventualmente gravadas em DVDs não comerciais, programas para rádio ou TV, etc, muitas vezes divulgadas pelo nosso laboratório ou por outros participantes em sites como o youtube. Por trabalhar com canto coral, o caráter de acesso aberto há muito já vem sendo praticado, uma vez que cada coralista se encarrega de gravar e divulgar os concertos dos quais participou. De uns anos para cá temos incluído gravações de workshops e concertos em nosso blog: comunicantus.blogspot.com.
  • No currículo.
  • Como docente recém contratado, ainda não tenho produções relativas ao período de contratação. Mas divulgarei novos trabalhos pelos canais disponíveis na universidade.
  • Exposições realizadas em instituições públicas e particulares, em encontros e debates realizados com artistas, críticos, curadores e o público, em palestras e aulas para diversos públicos.

 


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