A Biblioteca Universitária de Campos dos Goytacazes: uma biblioteca na universidade pública brasileira

22/03/2021

Tese

Autor: Thulio Pereira Dias Gomes
Orientador: Marco Antonio de Almeida
Programa de pós-graduação: PPGCI
Data de publicação: 2020


Propósito, relevância e resultados


A universidade pública brasileira vive um momento conturbado de sua história no início do século XXI. Ou talvez seja razoável dizer que a universidade nunca tenha vivido um momento de estabilidade no Brasil, porque mesmo os momentos mais prósperos foram marcados por grandes desafios. Atualmente, as universidades federais vivem os efeitos das políticas públicas de educação superior das últimas décadas que propõem ao presente o desafio de estruturação após expansão. A universidade ampliou a oferta de vagas e de cursos e a presença no território brasileiro. Após esse momento de expansão, a universidade sofre o enxugamento de verbas públicas e é questionada pela sociedade quanto à sua finalidade e ao seu papel.

Nesse contexto, a pesquisa apresenta a Universidade Federal Fluminense em Campos dos Goytacazes a partir dos documentos armazenados na biblioteca universitária. O estudo de caso apresenta situações em que a biblioteca, o bibliotecário e a biblioteconomia contribuíram para que a universidade alcance seus objetivos institucionais. Para isso, a pesquisa aplica técnicas de mediação de documentos produzidos pela própria comunidade acadêmica. O estudo conta a experiências de professores, técnicos e estudantes com os documentos produzidos pela universidades e sugere que esse trato documental favorece a relação com a instituição. Vale observar que uma experiência da bibliotecária Lilian Viana, da ECA, foi um dos referenciais metodológicos para a experiência de mediação apresentada.

Salão de leitura da BUCG/UFF. Foto: Thulio Gomes


O estudo, apoiado na biblioteconomia crítica, apresenta uma análise de um caso de uma biblioteca no contexto das transformações recentes das universidades federais brasileiras. A universidade vive um momento em que deve perseguir a indagação sobre seu papel e relevância para o presente. A tese contribui para a inserção da biblioteca universitária, da biblioteconomia e do bibliotecário nesse urgente debate.


Link para trabalho na biblioteca digital:
https://doi.org/10.11606/T.27.2020.tde-02032021-164317
E-mail: thuliogomes@gmail.com

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Esquema de metadados para descrição de obras de arte em museus brasileiros

15/03/2021

Tese

Autora: Camila Aparecida da Silva
Título: Esquema de metadados para descrição de obras de arte em museus brasileiros: uma proposta
Orientadora: Marilda Lopes Ginez de Lara
Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação
Defesa: 2020

Propósito, relevância e resultados:

Situado na linha de pesquisa “Organização da Informação e do Conhecimento”, área de concentração “Cultura e Informação”, do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI), este trabalho teve como objetivo propor um esquema básico de metadados para representar informações de obras de arte presentes em museus brasileiros. A aplicação de metadados possibilita otimizar o acesso e a recuperação informacional de objetos em uma coleção por meio da padronização de registros.

A partir da análise dos dados brutos de 2010 do Cadastro Nacional de Museus (CNM) do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), identificamos que parte significativa dos museus brasileiros com coleções de Artes Visuais não realiza registro de seus bens culturais. Além disso, o CNM não mapeou as diretrizes, princípios e metodologias utilizadas pelos museus do Brasil para a catalogação de seus acervos, apenas indicou os instrumentos de registro utilizados. Partimos, portanto, do pressuposto de que os museus com coleções de arte carecem de recursos metodológicos para o registro informacional de suas coleções, seja por desconhecimento ou por dificuldades (financeiras, de tempo, capacitação, recursos materiais) para implementá-los.

O desenho do esquema de metadados foi elaborado com base em três recomendações atualizadas e reconhecidas pela comunidade internacional, sendo elas, as Categories for the Description of Works of Art (CDWA) do Getty Research Institute, as diretrizes do Comitê Internacional para Documentação do Conselho Internacional de Museus (CIDOC ICOM) e a diretriz nomeada Standard Procedures for Collections Recording Used in Museums (SPECTRUM) da Collections Trust. Os conceitos de crosswalk e mapeamento, a literatura de Terminologia e a norma International Organization for Standardization (ISO) 25964-1/2: Information and documentation – thesauri and interoperability with other vocabularies serviram como apoio para o cotejo e a seleção dos elementos das diretrizes mencionadas considerados como básicos para a representação descritiva de objetos em uma coleção.

O esquema de metadados proposto foi testado em um conjunto diversificado de obras de arte localizadas em diferentes museus do país. A partir dessa amostra foi possível validar a aplicabilidade dos metadados para a descrição mínima de um objeto museológico de arte, bem como verificar a facilidade de sua implantação e a flexibilidade de sua estrutura, que possibilita a inserção de mais elementos descritivos de acordo com a necessidade de cada instituição e com as particularidades de seus bens culturais. Buscou-se, assim, contribuir para a promoção de boas práticas documentárias no Brasil e para a reflexão teórica no campo da documentação em museus por meio do diálogo entre as áreas do conhecimento da Ciência da Informação e da Museologia.

Motivação

Camila explica o que a levou a se interessar pelo tema:

Após concluir a graduação em Ciência da Informação e Documentação, eu queria muito trabalhar com acervo de artes. A pesquisa sobre o acervo do MAC USP que desenvolvi durante o mestrado em Museologia, sob a orientação da Profa. Ana Magalhães, me direcionou para a área de documentação em museus. Na ocasião, aprendi sobre as diretrizes internacionais para o setor museológico e sobre o desenvolvimento dos registros das obras do museu, incluindo a criação da Seção de Catalogação. No mesmo período, as versões em português das recomendações SPECTRUM e CIDOC ICOM foram publicadas. Enquanto no mestrado a pesquisa se concentrou em um estudo de caso, no doutorado estudei as especificidades das coleções de arte dos museus brasileiros e, sob a supervisão da Profa. Marilda Lara, pude propor um recurso metodológico para a sistematização de registros para obras de arte.

Link para trabalho na biblioteca digital:
https://doi.org/10.11606/T.27.2020.tde-01032021-162722
E-mail da autora: camila.ap@alumni.usp.br

 

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As teses estão voltando

23/02/2021

[editado em 16.03.21]

Devido aos problemas e restrições causados pela pandemia, a secretaria de pós-graduação da ECA não estava conseguindo nos enviar as dissertações e teses defendidas em 2020 e final de 2019. Mas agora, finalmente, voltamos a receber os arquivos. 

O primeiro lote já está disponível para download na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP e no Dédalus. Em breve receberemos outras remessas.  Os trabalhos já disponíveis são esses:

Alexandre Gomes do Nascimento. Realismo cinematográfico: a poética de Walter Carvalho na minissérie ‘Justiça’ –  25/10/2019

Alexandre Nakahara.  Brasileiros no cinema japonês: Espaço, Realismo e Utopia –  25/10/2019

Ana Flávia Marques da Silva. A redação virtual e as rotinas produtivas nos novos arranjos econômicos alternativos às corporações de mídia  – 01/11/2019

André Caetano de Sá e Benevides Inoue. Fotojornalismo, redes sociais e plataformas digitais: a #grevegeral de 2017 no Twitter  – 11/12/2019

Caio Richard de Araújo Macêdo Alexandre. O corpo encantado na performance cerimonial Pankararu –  13/11/2019

Carina Seles dos Santos. Comunicação integrada de pequenas editoras da cidade de São Paulo –  13/12/2019

Ciro Paulo Viscondi Canellas.  Análise de oito dos estudos para violão de Villa-Lobos – 07/03/2020

Elena Guerra Altheman.  A construção do universo ficcional e a Serialidade Sutil em Hora de Aventura –  31/10/2019

Fernanda de Alcântara Pestana Bazan. As transformações de uma década pelos traços de André Dahmer: comunicação, relações sociais e tecnologias digitais nos quadrinhos dos anos  – 10 02/12/2019

Igor Alexandre Martins. Produção de imagens na perfomance do êxtase: zonas limiares entre o sagrado e o profano, à mestiçagem antropófaga do Teat(r)o Oficina –  08/11/2019

Ísis Biazioli de Oliveira. A modernidade da Sinfonia Fausto de Franz Liszt: uma abordagem estético-analítica  – 01/11/2019

Luciana Eastwood Romagnolli. Dramaturgias conviviais: formas para experiências do comum  – 09/12/2019

Mariana Ramos Crivelente.  Métodos e técnicas bibliométricas de análise de produção científica: um estudo crítico  – 17/12/2019

Mauricio Ianes de Moraes. SituAções  – 20/12/2019

Natalia Belasalma de Oliveira. O Brasil em pedaços: aspectos do cinema de Arthur Omar – 12/11/2019

Priscilla Carbone.  O corpo esgotado: um estudo crítico sobre práticas de ensino corporal na formação do ator –  09/12/2019

Raquel Zaccolo Magalhães.  Vendo imagens, olhando recortes  – 16/01/2020

Segundo lote (já cadastrado na BDTD, em fase de catalogação no Dédalus):


André Lopes Martins.  Do Máquinas híbridas de performance: novas formas de instrumenticidade em práticas musicais experimentais – 14/02/2020

Carla Severiano de Carvalho. A representação do Brasil na Espanha: usando a Grounded Theory para a compreensão dos processos de estereotipia de países pelo jornalismo internacional – 29/01/2020

Celio Franceschet. Mumblecore: sintaxe de um cinema de acidentes – 20/02/2020

Ceres Marisa Silva dos Santos.  A comunicação afrodiaspórico decolonial de mulheres negras brasileiras de quatro coletivos nas redes digitais – 10/03/2020

Daniel Torres Guinezi.  Mensurando interações: modelos de rede e aplicações à pesquisa em comunicação – 23/03/2020

Douglas Vinicius Galan.  Cyber roças: registros e realizações audiovisuais sobre agricultura urbana em contextos geográficos metropolitanos, mediáticos e tecnológicos – 27/03/2020

Edilane Carvalho Teles. Entre o dizer e o fazer com as mídias e tecnologias na formação inicial do pedagogo – 13/03/2020

Eli Borges Júnior. Teoria da forma Algoritmica: entre uma estética dos algorítmos: relações entre imagem, fruição e ação – 04/03/2020

Elis Rejane Santana da Silva. Os segredos de Orunmilá.com: os búzios como techné nas mediações culturais em terreiros e em sites – 12/03/2020

Francis Wilker de Carvalho.  Encenação-paisagem: Uma cena que reivindica o mundo a céu aberto – 06/04/2020

Isadora dos Santos Garrido Steimer. Curadoria e Crítica  – 31/01/2020

Ismar André Smith Rachmann.  A energia no trabalho do ator: dos Chakras à criação cênica  – 11/02/2020

Leonardo Nones Santos.  Arte na era da condição pós-meio: Estudo e tradução de Rosalind Krauss  – 14/11/2019

Luciana Aparecida de Lima Castilho. A contribuição da Ciência da Informação para a preservação de fotografias digitais: uma análise da produção científica recente –
06/01/2020

Luciana de Almeida Guimarães. Animalidade na mundana companhia: vestígios de uma experiência no espetáculo O idiota – uma novela teatral – 14/01/2020

Marcia Pinheiro Ohlson. Bloqueando as fake news: um estudo sobre o uso do blockchain no jornalismo a partir do pensamento de Charles S. Peirce – 11/02/2020

Márcio Santos Lima. Desenhar é preciso? O ensino de Desenho como grande área de conhecimento para a formação integral nos Institutos Federais – 12/03/2020

Marcos Tadeu do Amaral. Cartografia cenográfica: sessenta anos da cenografia teatral de Cyro Del Nero –  27/09/2019

Maria Ceccato. Material Fatzer: três experimentos com a peça impossível – 12/03/2020

Maria Fernanda Riscali de Lima Moraes. Do O cinema do diretor de fotografia: traços estilísticos em Wallter Carvalho – 31/03/2020

Mariá Guedes Pereira.  As personagens cômicas de gênero feminino na obra de Luís Alberto de Abreu  – 29/10/2019

Mario Alves dos Santos Junior.  O resgate da oralidade na cultura e nos meios de comunicação auditivos no contemporâneo – 05/03/2020

Lembramos aos autores que podemos fazer uma divulgação especial de seu trabalho aqui neste blog e em nossos perfis nas mídias sociais. Basta nos enviar as informações por este formulário, ou entrar em contato conosco pelo e-mail da Biblioteca. Vamos lá, pessoal?

[Atualização]

O terceiro e quarto lotes,  enviados na primeira quinzena de março, já estão cadastrados na BDTD e no Dédalus, com exceção de dois trabalhos cujos arquivos apresentaram problemas. Todas as teses e dissertações defendidas na ECA em 2019 e 2020 estão disponíveis para consulta.

 


Lycia de Biase Bidart, uma compositora brasileira

11/01/2021

[atualização: 8.3.2021] *

por Nicole Manzoni Garcia

Lycia Vivacqua de Biase nasceu dia 18 de fevereiro de 1910 em Muniz Freire (ES) e logo sua família se mudou para a capital do estado, Vitória.

Lycia de Biase Bidart (Programa de concerto, 1933)

Iniciou os estudos de piano aos sete anos como uma forma de desenvolver sua concentração. A partir da adolescência, devido ao seu possível déficit de atenção, Lycia parou de frequentar a escola e passou a ter aulas domiciliares com professores contratados para matérias obrigatórias e para a música.

Em 1927, Lycia teve a sua primeira estreia musical registrada em documentos. A composição Ave Maria (1927), para soprano e piano/órgão, foi estreada na Igreja Nossa Senhora da Lapa, no Rio de Janeiro. A peça é a primeira da compositora registrada em catálogos, sendo possivelmente, além de sua primeira estreia, uma de suas primeiras composições. Ao longo de toda a sua vida, ela seguiu o catolicismo rigorosamente e isso se reflete em parte de sua produção, como nesse título.

Lycia se mudou, perto dos 18 anos, para a casa de uma tia no Rio de Janeiro para aprofundar seus estudos na música. Na cidade iniciou suas aulas de composição e regência com o maestro Giovanni Giannetti e, em paralelo, aulas de piano e violino com outros professores. Giannetti participou ativamente do início da vida musical de Lycia, orientando-a em suas composições e regendo várias de suas estreias.

Entre 1930 e 1934, Lycia teve cinco concertos no Theatro Municipal do Rio de Janeiro que foram anunciados em jornais. Seu pai, em alguns desses concertos, alugou o Theatro e a orquestra para que ela pudesse realizar as suas estreias.
Em 1932 foi a estreia da sua composição mais aclamada e elogiada por jornais na época, Chanaan (1932), regida por Giovanni Giannetti. O poema sinfônico foi inspirado no romance de Graça Aranha, Canaã, que tem como cenário o Vale de Canaã, situado no Espírito Santo. Lycia, em sua composição, conta a história da conquista do vale. No ano seguinte, o poema sinfônico foi executado novamente no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, dessa vez regido pela própria compositora. 

Lycia em frente à orquestra na noite de estreia das composições Anchieta e Angelus (Revista Fon Fon, 1934)


Lycia casou-se com o engenheiro João Baptista Bidart em 1933 e tiveram sua primeira filha em 1935, Cecilia, que recebeu esse nome em homenagem à padroeira da música. Lucia, sua segunda filha, nasceu em 1937. Nos primeiros anos de suas filhas, Lycia parou de aparecer nos jornais, não realizando grandes concertos nem estreias. Nessa época, sua produção composicional também diminuiu comparada aos outros períodos. A compositora era extremamente dedicada à família e isso se reflete em suas composições.

João Bidart, Lucia, Cecilia e Lycia (arquivo familiar)


Entre 1945 e 1949 teve aulas com Neusa França e Magdalena Tagliaferro para aperfeiçoar a técnica pianística.
Em 1953, no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, aconteceu um concerto para piano e voz apenas com as composições de Lycia. Dentre outras foram executadas as peças: Desejo (1947), para soprano e piano; O beijo (1953), para mezzosoprano e piano; e Noite em Salamanca (1950), para dois pianos.


Lycia costumava fazer suas composições em uma mesa ao lado do piano. Seu processo composicional era muito mais mental do que prático no instrumento. Ela costumava escrever fazendo boccachiusa e, às vezes, experimentava no piano. A maior parte de suas composições utilizava elementos da natureza, poemas e pessoas como inspiração.


A compositora manteve amizades com músicos como o saxofonista Juarez Araújo e o maestro John Neschling, que estreou uma de suas composições, Adagio Improviso, tocado pela Orquestra de Câmara do Rio de Janeiro, em 1971, na Sala Cecília Meireles. Entre 1972 e 1986, Lycia também trocou cartas com o escritor Carlos Drummond de Andrade, em sua maioria pedindo autorizações para musicar os seus poemas.


Em 1975, Lycia ganhou uma menção honrosa no XX Concorso Internazionale di Musica Giovan Battista Viotti, na Itália, com a Sonata Fantasia nº1: Sonata ao Mar (1961).


Após os 60 anos, Lycia começou a perder a audição progressivamente. No início da década de 1980, ela teve uma séria meningite que intensificou essa perda da audição. Porém, mesmo com a perda parcial da audição, Lycia compôs até o final da sua vida. Faleceu aos 81 anos, dia 10 de julho de 1991, no Rio de Janeiro.


Em junho de 1989, Lycia doou a maior parte das suas composições para a Biblioteca da Escola de Comunicação e Artes (ECA), junto com uma carta formalizando a doação. O acervo contém mais de 400 composições, entre manuscritos originais e cópias, das mais variadas formações instrumentais e está aberto ao público para consulta no local.


Nos últimos anos mais pesquisadores têm se interessado pela obra da compositora e procurado a biblioteca para acessar o acervo. Esse recente interesse motivou a Biblioteca a iniciar um projeto de digitalização da obra completa, que será executado em breve e facilitará o acesso de partituras por compositores e instrumentistas que tenham o interesse em estudar o acervo.


Nicole Manzoni Garcia é Mestranda em Musicologia: Documentação e História da Música (UNIRIO).  Este texto é uma redução, preparada especialmente para este blog pela autora, do artigo publicado no 6º Congresso Nas Nuvens. Disponível em:  https://musica.ufmg.br/nasnuvens/wp-content/uploads/2020/12/2020-GARCIA-Nicole-Manzoni.pdf

Vejam, também, este vídeo sobre a vida e a obra da compositora, no qual Nicole apresenta ao piano uma de suas composições. 

 

* a foto publicada anteriormente não era de Lycia de Biase, mas de uma de suas filhas. O erro foi corrigido.


Nosso acervo na Cinemateca Brasileira

13/10/2020

A crise sem precedentes enfrentada pela Cinemateca Brasileira, uma das instituições de memória mais importantes do país, assusta qualquer cidadão preocupado com a cultura e o cinema brasileiro.  Na Escola de Comunicações e Artes da USP, que sempre teve relações estreitas com a Cinemateca, temos um motivo adicional para preocupações, como lembrou o professor Eduardo Morettin durante o ECA DEBATE: Cinemateca Brasileira: memória e produção audiovisual em risco: quase todo nosso acervo de filmes está depositado na Cinemateca Brasileira.

Os filmes produzidos pelos alunos do curso de Cinema (hoje Audiovisual) da ECA sempre foram guardados por nós, da Biblioteca, que cuidávamos da catalogação, conservação e divulgação desse acervo. Na Biblioteca, entretanto, nunca foi possível criar um estrutura que garantisse a preservação do material. Esse é um trabalho para uma instituição especializada, um arquivo como a Cinemateca Brasileira, que tem (ou tinha) condições de manter os filmes nas condições ideias de temperatura e umidade relativa do ar – além de outros cuidados. Sempre cuidamos de forma responsável desse acervo, que era mantido em sala com controle de temperatura e umidade, mas sabíamos que não conseguiríamos atingir os mesmos padrões da Cinemateca.

Por esse motivo, o Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da ECA – CTR decidiu encaminhar para a Cinemateca todo o acervo, que inclui cópias de filmes produzidos desde 1968. Só foram mantidos na Biblioteca da ECA os filmes mais recentes, que ainda estavam circulando bastante em festivais brasileiros e internacionais. A ideia inicial era fazer remessas anuais, mantendo sempre na ECA apenas os filmes produzidos nos últimos 5 anos, mas o projeto foi interrompido por volta de 2013, quando a Cinemateca começou a enfrentar sérios problemas.

São aproximadamente 150 filmes, entre os quais se encontram:  As três mortes de Solano, dirigido por Roberto Santos, o único longa-metragem produzido pela ECA; Um clássico, dois em casa, nenhum jogo fora, o mais antigo do acervo, pioneiro por abordar temática LGBT;  curtas dirigidos por cineastas como Aloysio Raulino, Susana Amaral, Chico Botelho, Wilson de Barros, Sérgio Bianchi, Maurice Capovilla, Regina Rheda, Jeferson Dê, Paulo Sacramento, Ana Muylaert, Juliana Rojas, Marco Dutra, entre outros, quando estudantes.

Alguns desses filmes estão disponíveis em vídeo ou DVD em nosso acervo, outros podem ser encontrados na internet, mas a maioria tem apenas o negativo e uma única cópia em película, ambos guardados pela Cinemateca. Continuam sendo patrimônio da ECA, pois foram depositados, não doados. Mas, no momento, sua situação é a mesma de todo o precioso acervo mantido pela instituição, que está sem verbas e sem corpo técnico: em risco.

Vejam aqui a lista dos filmes da ECA enviados à Cinemateca. O catálogo completo está disponível no Dédalus e na base de Filmes e Vídeos disponível no site da Biblioteca.

Mais informações sobre a situação da Cinemateca Brasileira nos links abaixo.

Artigos:

https://brasil.elpais.com/cultura/2020-07-29/cinemateca-brasileira-agoniza-e-se-torna-simbolo-da-falta-de-politica-cultural-do-governo-bolsonaro.html

https://jornal.usp.br/cultura/cinemateca-precisa-ter-autonomia-politica-e-ser-gerida-por-tecnicos/

https://jornal.usp.br/artigos/o-sequestro-de-nossa-memoria-audiovisual/

Moções:

http://www3.eca.usp.br/noticias/congrega-o-da-eca-aprova-mo-o-de-apoio-cinemateca-brasileira

https://www.ccaaa.org/pages/news-and-activities/CCAAA-declaration-cinemateca-brasileira.html?fbclid=IwAR1wewXuHeO4X7oxTToYjSxxpbDvxNiKpu9VCxanW33kM0pGh6Wk4USm9Xc

https://www.fiafnet.org/pages/News/FIAF-Statement-Cinemateca-Brasileira-02-2020.html

Para saber mais sobre o papel e a importância da Cinemateca Brasileira:

Dissertação de Fernanda Curado Coelho

https://teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27153/tde-19112010-083724/pt-br.php

Tese de Carlos Roberto de Souza

https://teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27153/tde-26102010-104955/pt-br.php


Vinil

21/09/2020

A coleção de discos da Biblioteca da ECA já tem mais de 11000 mil volumes, entre CDs, discos em vinil e até uma pequena quantidade de fitas cassetes. Os discos em vinil, que começamos a adquirir assim que a Biblioteca foi criada, correspondem à metade da coleção, aproximadamente. 

Temos cópias em CD de boa parte deles, mas muitos ainda repousam exclusivamente em seus suportes originais e não foram registrados na base de dados. Um espécie de tesouro escondido, na verdade. Vamos mostrar algumas capas desses discos. Se vocês gostarem, anotem para pegar emprestado (CD) ou ouvir lá na Biblioteca (vinil), quando a pandemia estiver controlada e pudermos, finalmente, retomar o que ficou interrompido.

Talvez alguns desses discos estejam disponíveis em algum lugar da internet. Talvez não!

Somente em vinil

Somente em vinil

Em vinil e CD

Somente em vinil

Em vinil e CD

Somente em vinil

Em vinil e CD

Somente em vinil

Somente em vinil

Somente em vinil

Somente em vinil

Somente em vinil

Somente em vinil

Somente em vinil

Em vinil e CD

Leia também:

Ouvindo vinil na Biblioteca da ECA

https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2013/11/04/ouvindo-vinil-na-biblioteca-da-eca/

Antigamente era assim

https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2020/06/15/catalogacao-manual-discos/

Curtindo capas

https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2012/04/25/curtindo-capas/

 


Revistas antigas online

10/08/2020

[editado em 11.08.20]

Uma das coleções mais interessantes da Biblioteca da ECA é a de revistas antigas, muito procurada e consultada por pesquisadores de todo o Brasil. Contém, basicamente:

  • Revistas populares já extintas, de notícias ou dirigidas a públicos especializados, como Manchete, O Cruzeiro, A Cigarra, Amiga, Realidade, Fatos e Fotos, Scena Muda
  • Coleções antigas de revistas populares que ainda circulam, como Veja, Isto É, Claudia, Vogue, Pais & Filhos
  • Jornais da imprensa alternativa dos anos 1960 e 1970, como O Pasquim, Movimento, Lampião da Esquina
  • Revistas brasileiras de perfil acadêmico ou cultural, como Revista de Cultura Vozes, Civilização Brasileira
  • Títulos especializados em áreas culturais, como a Revista de Teatro da SBAT, Cine-olho, Paupéria
  • Suplementos de jornais que tiveram importância cultural, como o Suplemento cultural, O Estado de São Paulo, Folhetim
  • Revistas e jornais publicados pela ECA e seus estudantes
  • Coleções antigas de revistas especializadas, como o Cahiers du Cinéma, Écran

Essas revistas não estão no acervo circulante de acesso direto ao público. Estão guardadas em espaço fechado e sua consulta é sob demanda, sempre mediada por um funcionário da Biblioteca. Nem todas são raras, mas são coleções difíceis de serem encontradas em acesso público e gratuito, muitas delas em estado de conservação que requer cuidados. Por esses motivos, a consulta precisa ser controlada, embora qualquer pessoa possa solicitar o serviço.

Nesse momento em que a Biblioteca da ECA permanece fechada devido à pandemia da COVID-19, a consulta não é possível. Por esse motivo, divulgamos a lista de títulos que estão disponíveis online, nos sites de diversas instituições.

Não são muitas, por enquanto, mas já dá para começar uma pesquisa. Além disso, na Biblioteca Nacional, Arquivo do Estado, Gallica e outras fontes há muitos outros títulos importantes. Vale a pena explorar.

Anais da Biblioteca Nacional

http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=402630&pesq=&pagfis=45792

(o título não consta mais da coleção da ECA, mas está disponível em outras unidades da USP e online)

Bulletin de la Société des Historiens du Théâtre

http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/cb32724371k/date#resultat-id-2

O Carapuceiro

http://memoria.bn.br/DocReader/750000/0

Cena Muda

http://www.bjksdigital.museusegall.org.br/busca_revistas.html

http://memoria.bn.br/DocReader/084859/0

A Cigarra

http://www.arquivoestado.sp.gov.br/site/acervo/repositorio_digital/jornais_revistas

http://memoria.bn.br/DocReader/003085/1

Comoedia illustré

http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/cb32745943n/date.item

Comoedia: revista mensal de teatro, música, cinema e rádio

http://memoria.bn.br/DocReader/383104/1

Correio Braziliense ou Armazém Literário

https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/6869

O Cruzeiro

http://memoria.bn.br/DocReader/003581/1

O Dezenove de dezembro

http://memoria.bn.br/DocReader/171425/1

Eu sei tudo

http://memoria.bn.br/docreader/164380/19511

Ex: jornal de texto, foto, quadrinho e imprensa

http://memoriasreveladas.gov.br/index.php/publicacoes/107-periodicos

Fon-Fon

http://memoria.bn.br/DocReader/259063/0

Jornal do Campus

http://www.jornaldocampus.usp.br/index.php/edicoes-anteriores/

Le Livre: révue mensuelle: bibliographie rétrospective

https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k209224p/f4.image

A Manhã

http://memoria.bn.br/DocReader/259063/0

Movimento (São Paulo. 1975-)

http://www.arquivoestado.sp.gov.br/site/acervo/repositorio_digital/jornais_revistas

Notícias do Jardim São Remo

http://www2.eca.usp.br/njsaoremo/?cat=48

Opinião

http://memoria.bn.br/DocReader/123307/0

Palavra-chave

http://www.abecin.org.br/e-books/revista-palavra-chave/

O Pasquim

http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=124745&pesq=

Pelo mundo: magazine mensal illustrado

http://memoria.bn.br/DocReader/340901/728

O Pirralho

http://memoria.bn.br/DocReader/213101/0

O Polichinello

http://www.arquivoestado.sp.gov.br/site/acervo/repositorio_digital/jornais_revistas

Politika

http://memoria.bn.br/DocReader/126535/0

Realidade

http://memoria.bn.br/DocReader/213659/0

Revista da Semana

http://memoria.bn.br/DocReader/025909_01/0

Revista do Disco

http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=144088&pasta=ano%20195&pesq=

Revista do Livro

http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=393541&pasta=ano%20n.i&pesq=

Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=306975&pasta=ano%20193&pesq=

Revista do Rádio e TV

http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=144428&pesq=&pagfis=1

Revista do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

http://portal.iphan.gov.br/publicacoes/lista?categoria=23&busca=&pagina=4

La Révue Hebdomadaire

https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/cb34350607j/date#resultat-id-1

Versus

http://www.marcosfaerman.jor.br/versus.html

A Vida Moderna

http://memoria.bn.br/DocReader/189740/0

http://www.arquivoestado.sp.gov.br/site/acervo/repositorio_digital/jornais_revistas

 

Lista completa do acervo:

https://drive.google.com/file/d/1R4Leqf1K0AB2HBscDMqtSG90aN8y_i40/view

 

Veja também, aqui neste blog:

https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2013/09/23/uma-colecao-muito-especial/

https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2018/03/12/revista-visao-uma-semanal-lado-b/

https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2016/04/11/revistas-sentimentais/

https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2013/04/22/o-que-dava-manchete/

https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2018/05/28/revista-bizz/

https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2011/02/22/as-vezes-a-novidade-e-um-jornal-velho/

https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2019/07/15/a-voz-da-cigarra/

 

 


Regina Silveira

20/01/2020

Nossa Escola sempre teve artistas, tanto entre os estudantes quanto no corpo docente. Alguns dos artistas brasileiros mais importantes já passaram pela ECA e deixaram trabalhos no acervo da Biblioteca. Vamos falar um pouco sobre eles neste blog, começando por Regina Silveira.

Artista multimídia, pintora e gravadora, Regina é um dos nomes de maior destaque no atual cenário da arte brasileira. Foi docente da ECA, onde defendeu mestrado e doutorado, e orientou dissertações e teses de vários artistas, entre os quais: Mônica Nador, Ana Maria Tavares, João Musa, Sérgio Romagnolo e Feres Khoury, todas disponíveis no acervo da Biblioteca da ECA.

Sua dissertação de mestrado, Anamorfas, de 1980, foi a primeira da ECA a incluir trabalhos artísticos práticos, dois dos quais podem ser consultados fazem parte no acervo da Biblioteca da ECA:

álbum com 12 gravuras em lito-offset, acondicionadas numa caixa forrada em tecido negro

Caixa do álbum de gravuras

 

Gravuras

livro de artista Anamorfa, impresso em off-set sobre papel couché, com tiragem de 100 exemplares

Anamorfa – livro de artista

Nas palavras da autora :

Anamorfas é um estudo sobre as aparências representadas por códigos projetivos. Trata do problema das distorções de imagens desenhadas em perspectiva, quando, por uma ação gráfica arbitraria, contrariam-se as normas que condicionam este sistema de representação.

Simulacros, sua tese de doutorado orientada por Wolfgang Pfeiffer, foi defendida em 1984 e está disponível em nosso acervo, mas apenas em versão impressa. Também temos um exemplar da obra Dilatáveis , da série Simulacros, um dos trabalhos mencionados na tese.

Desaparência (2001 -2002) é um trabalho em cartolina que acompanha a revista Sublime.

A gravura Armadilha para executivos, doada pela artista, enfeita há vários anos as paredes da Biblioteca.

 

A instalação Mundo, na Praça Milton Santos, aqui pertinho, também é obra da Regina.

Por fim, para saber mais sobre a artista, consulte:

Site da artista – https://reginasilveira.com/

Enciclopédia Itaú Cultural – http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa8084/regina-silveira

NO ACERVO DA BIBLIOTECA DA ECA

 

Catálogos de exposições

CASA TRIÂNGULO. Regina Silveira: intro (re: fresh window, r.s.). São Paulo: Casa Triângulo, 1997.

FUNDAÇÃO VERA CHAVES BARCELLOS. Regina Silveira: Um salto no espaço. Porto Alegre: Fundação Vera Chaves Barcellos, 2014.

MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Inter-comunicável = In-comunicabile. São Paulo: MAC/USP, 1982.

MUSEU VALE DO RIO DOCE. Regina Silveira: ficções. Vila Velha: Vila Velha Museu Vale, 2007.

PAÇO IMPERIAL. Sonia Andrade, Milton Machado, Regina Silveira. Rio de Janeiro: Paço Imperial, 2001.

SENAC. CENTRO DE COMUNICAÇÃO E ARTES. Regina Silveira: ex orbis – making of.  São Paulo: Senac, 2000.

MUSEU DE ARTE DA PAMPULHA. Regina Silveira: compêndio [rs]. Belo Horizonte: MAP, 2007.

Textos de e sobre Regina Silveira

MORAES, A. (org). Regina Silveira: cartografias da sombra.  São Paulo: EDUSP; FAPESP, 1996.

OLIVEIRA, A. C. D. Arte e mídia: os meios como modo de produção artística na cultura. Galáxia : revista transdisciplinar de comunicação, semiótica, cultura, São Paulo, n. 4,195-217,. 2002.

SILVA, Daniela M. A. N. R. D. A fotografia na arte contemporânea e o terreno da ficção: Regina Silveira e Carlos Fadon Vicente. Tese (Doutorado) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, 2015. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-11012016-124401/pt-br.php. Acesso em 24 abr. 2019.

SILVEIRA, Regina. Artemicro:  a microficha como suporte de arte. In: ALVARADO, Daisy Valle Machado Peccinini de (Coord.). Arte : novos meios multimeios : Brasil ’70/80. São Paulo: Instituto de Pesquisa Setor Arte/FAAP, 1985.

SILVEIRA, Regina. Silhouettes, viewpoints and distortions. Brazilian art research yearbook,  São Paulo v. 1, p. 44-60, 1992.

SILVEIRA, Regina. O paradoxo do santo. Significação : revista de cultura audiovisual. São Paulo, v. 21, n. 10, p.103-105, 1994. Disponível em: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2316-7114.sig.1994.65514. Acesso em 24 abr. 2019

SILVEIRA, Regina. Encuentro(1991). Pulgar, Caracas, v. 3, n. 2, jun.  2001.

SILVEIRA, Regina. Esferas. Galáxia : revista transdisciplinar de comunicação, semiótica, cultura. São Paulo, n. 4, p.243-253, 2002.

SILVEIRA, Regina. A arte da ilusão. Veredas : revista de cultura do Banco do Brasil. Rio de Janeiro, v. 8, n. 87, p.32-37, 2003.

SILVEIRA, Regina. Descendo a escada. In: Itaú Cultural (São Paulo). Memória do futuro : dez anos de arte e tecnologia no Itaú Cultural. São Paulo : Itaú Cultural, 2008.

SILVEIRA, Regina. A genealogia da escada inexplicável e o embaralhamento dos meios. In : CARAMELLA, Elaine (Org.). Mídias : multiplicação e convergências. São Paulo : Ed. Senac, 2009.

SILVEIRA, Regina. Par avion. Revista da Biblioteca Mário de Andrade. São Paulo, n. 67,131-136, 2011.

SILVEIRA, Regina. Notas sobre fotografia. Boletim : Grupo de Estudos Arte & Fotografia. São Paulo, n. 4, p. 101-115, 2012.

SILVEIRA, Regina. Espanha e Porto Rico:os primeiros anos : Julio Plaza por Regina Silveira. In: BARCELLOS, Vera Chaves (Org.). Julio Plaza : poética política. Porto Alegre : Fundação Vera Chaves Barcellos, 2013.

SPAZIANI, L. F. O artista contemporâneo e o site specific numa instituição cultural: Tunga e Regina Silveira no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo. Dissertação (Mestrado) –  Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, 2012. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/93/93131/tde-13052012-180834/pt-br.php. Acesso em: 24 abr. 2019.

TEIXEIRA, C. Enigmas: uma análise da obra de Regina Silveira.  São Paulo: Ed. do Autor, 1983.


Semana da Consciência Negra na Biblioteca da ECA

18/11/2019

Temas como cultura e arte africanas ou afro-brasileiras, teatro negro, cinema negro, imagem do negro em diferentes meios de comunicação e racismo têm sido bastante pesquisados na Biblioteca da ECA.

Esses temas estão bem representados no nosso acervo?

E os autores e autoras negras, onde estão?

Como fazer para melhorar a presença dessas temáticas e autores na nossa Biblioteca?

São questões difíceis de responder de imediato. Uma biblioteca universitária reflete muito os interesses e formação da comunidade a qual serve e apenas a entrada de mais professores e estudantes negros vai conseguir, de fato, impactar o perfil dos nossos acervos. Mas o questionamento é necessário e urgente.

Aproveitando a Semana da Consciência Negra, vamos divulgar e dar visibilidade ao material que já localizamos no acervo. Um levantamento inicial no Dédalus, nosso catálogo principal, localizou cerca de 400 itens, entre livros e teses, sobre temáticas relacionadas à cultura negra, africana e afro-brasileira.

Como a lista é um pouco extensa para divulgarmos aqui, sugerimos aos interessados que façam a busca no Dédalus usando os seguintes termos:

AFRODESCENDENTES
ARTE AFRO-BRASILEIRA
ARTE NEGRA
CULTURA AFRO-BRASILEIRA
CULTURA NEGRA
NEGRO
NEGROS
RACISMO
RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS

Vale também buscar termos específicos, como CANDOMBLÉ, BANTU, MAKONDE etc, ou usar o recurso de truncar os termos de busca, dessa forma:

NEGR* (recupera NEGROS, NEGRO, NEGRAS, NEGRA, NEGRITUDE etc)

AFRICA* (recupera AFRICA, AFRICANO, AFRICANA etc)

E mais: na Biblioteca Digital da Produção Intelectual da USP (BDPI), repositório de trabalhos de professores, técnicos e alunos da Universidade, vejam o material que encontramos de autores vinculados à ECA:

procurando pelo termo AFRO

procurando pelo termo NEGR*

E se fizermos a busca em toda a USP, sem limitar à Escola de Comunicações e Artes, a quantidade de registros aumenta bastante.

Compositores e intérpretes negros estão presentes em nosso acervo de CDs. Estamos preparando um levantamento dessas gravações, aguardem.

E quanto ao cinema? Vejam nossa lista de filmes sobre cultura negra, ou filmes dirigidos ou protagonizados por pessoas negras.

Spike Lee. Faça a coisa certa

Mas e os autores e autoras negros? Estão bem representados na Biblioteca da ECA? Essa questão é bem mais difícil de responder, porque a informação não está prevista nos catálogos e bases de dados das bibliotecas. Não existe um campo para inserir informações sobre características pessoais dos autores, como raça ou gênero. Como fazer? Com a ajuda dos pesquisadores e dos próprios autores, que podem nos auxiliar a fazer uma lista.

Por falar em ajuda, um grupo de pós-graduandas negras preparou uma relação de livros sobre o tema mídia e racismo e nos enviou como sugestão para o acervo. Estamos verificando todos os itens, para identificar quais ainda não temos. Como, no momento, estamos sem verbas para comprar livros, assim que tivermos a lista definitiva, vamos divulgar em nossa página no Facebook e pedir doações. A feira de livros da USP com seus agradáveis descontos vem aí, aproveitem para exercitar sua generosidade!

Edição: divulgamos a lista:

 

 

 

 

 

 


Explorando o acervo: biografias

29/07/2019

Este post é um convite para incursões por obras do acervo que trazem a vida e obra de pessoas que, com suas trajetórias, marcaram seus campos de atuação.

Histórias de canções: Chico Buarque. Autoria: Wagner Homem.

O autor queria reunir em um livro as histórias mais interessantes que estão por trás de algumas das mais destacadas composições de Chico Buarque. Na medida em que registrava, sentia a necessidade de contextualizar cada uma delas, mostrar em que momento da história do Brasil e da música popular brasileira as obras foram compostas. Foi assim que tomou corpo esse livro que nos coloca em contato com um dos artistas mais destacados de nossa cultura.

 

Vianinha: teatro, televisão, política. Organização: Fernando Peixoto

Fragmentos representativos do pensamento de Oduvaldo Vianna Filho sobre teatro, televisão e política. Vianninha levou para o palco questionamentos fundamentais da realidade brasileira, escrevendo sobre o homem simples, trabalhador, num momento em que o palco era, também, território de batalha contra a opressão e a ditadura, conforme exposto na obra em questão.

 

El enigma Almodóvar. Autoria: Jean-Max Méjean

Uma obra chave para adentrar no mundo particular de um dos grandes diretores do cinema.

 

Dina Sfat: retratos de uma guerreira. Autoria: Antonio Gilberto

Por meio de fotos apresenta a trajetória da atriz, levando o leitor a conhecer, também,  um pouco da história cultural de nosso país.

Gianfrancesco Guarnieri: um grito solto no ar. Autoria: Sérgio Roveri

Autor e ator de Eles não usam black-tie, Guarnieri entrou para a história do teatro por exibir a realidade de um tipo de herói que até então era pouco afeito às encenações: o homem do povo, com tudo que podia reunir de mais sublime e mais mesquinho. Porta-voz dos pobres, favelados, operários, malandros sedutores, comunistas, prostitutas, grevistas e mais uma infinidade de figuras marginalizadas às quais ele deu centralidade no palco.

Nelson Rodrigues: da palavra à imagem. Autoria: Joel Cardoso

Para enveredar pelos percursos da obra de Nelson Rodrigues que continua a ‘esbofetear a hipocrisia burguesa, humana, demasiado humana’, conforme indica o prefácio da obra.

Humberto Mauro: o pai do cinema brasileiro. Autoria: André Di Mauro

Biografia romanceada sobre vida e obra de Humberto Mauro, pioneiro do cinema brasileiro.

Vale tudo: o som e a fúria de Tim Maia. Autoria: Nelson Motta

A partir de pesquisas e da convivência com Tim Maia, Nelson Motta apresenta, no ritmo do rei do samba-soul, a sua história de som, fúria e gargalhadas.

Piolin: o corpo e a alma do circo. Autoria: Walter de Sousa Junior

Aberlardo Pinto Piolin foi personagem ambíguo, de intensa personalidade artística e de inacreditável timidez pessoal, indiscreto e eloquente sob a pintura, mas recolhido e silencioso na vida pessoal, amigo de intelectuais e de circenses comparados a Chaplin e a Chicharrão, com uma comicidade tanto grotesca quanto contemporânea.

 

Para consultar disponibilidade e localização dos itens acesse www.dedalus.usp.br  e aproveite para explorar nosso catálogo em busca de conhecer outras vidas e obras.

Para realizar pesquisas por biografias em nosso acervo, confira orientações nesse outro post.

 


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