As bibliotecas e a memória do cinema

18/03/2019

A matéria de Ieda Marcondes (*) sobre o risco de desaparecimento de filmes importantes como consequência do “salto tecnológico” para plataformas de streaming, publicada na Folha de São Paulo, chamou a atenção dos bibliotecários da ECA. Segundo Ieda, citando Jan-Christopher Horak, diretor do Arquivo de Filme e Televisão da Universidade da Califórnia, a atualização dos suportes sempre deixa para trás de 15 a 20% dos filmes em circulação. Ou seja, boa parte dos filmes que a gente alugava nas velhas videolocadoras não estarão disponíveis na Netflix e congêneres.

Isso ocorre porque nem todo filme tem suficiente apelo comercial para interessar a essas empresas, mesmo que seja um clássico imprescindível que todo estudioso do cinema deveria conhecer. Se for uma obra mais ou menos obscura, experimental ou “difícil”, pior ainda. Prova disso, continua Ieda em seu artigo, é a decisão da Warner de fechar o Filmstruck, serviço que mantinha obras de cineastas como John Ford, François Truffaut, Federico Fellini e Yasujiro Ozu.

Qual seria solução para isso? A mesma que já existe para livros antigos, esgotados, sem interesse comercial mas com muita relevância cultural: as bibliotecas. Bibliotecas costumam manter acervos de livros com essas características, conservá-los e até, quando a legislação e as condições práticas permitem, digitalizá-los.  Entretanto, ainda são relativamente poucas as bibliotecas brasileiras que têm coleções importantes de filmes, organizadas, catalogadas e acessíveis ao público. Diante do quadro atual em que a atuação das bibliotecas pode contribuir para manter acessíveis obras em risco de esquecimento, é importante que nossas bibliotecas passem a se dedicar mais ao desenvolvimento de acervos de filmes.

Rolos de filme no acervo da Biblioteca da ECA

Nesse aspecto, a Biblioteca da ECA se destaca. Nossa biblioteca sempre foi, desde sua criação, uma biblioteca de filmes. Nossa primeira grande missão na área foi a guarda, catalogação e conservação dos filmes produzidos pelos alunos do curso de cinema da ECA, hoje Audiovisual. Posteriormente, com a popularização dos suportes para distribuição doméstica de filmes, começamos a montar uma coleção voltada para as necessidades dos cursos da Escola que usam filmes em suas atividades de ensino e pesquisa. O acervo está todo catalogado e registrado na base de dados Filmes e vídeos – acessível pelo nosso site – e no banco de dados Dédalus (parcialmente). Chegamos a desenvolver uma metodologia específica para tratamento de nosso acervo de imagens em movimento, disponível para download no Portal de Livros Abertos da USP.

Nosso acervo contém filmes de todos os cineastas citados no artigo da Folha e muitos outros, alguns até bem pouco conhecidos pelo público não especializado. Temos, por exemplo: caixa com os filmes de John Ford, F. W. Murnau e Frank Borzage produzidos pela 20th Century Fox; edição comemorativa dos 100 anos de Manoel de Oliveira, contendo 21 filmes; filmes underground de Andy Warhol; filmes brasileiros da Programadora Brasil, coleção Cinema Brasileiro Contemporâneo, com filmes brasileiros recentes.

Recebemos, com alguma frequência, doações de filmes feitas pelos próprios diretores ou produtores, como foi o caso de Evaldo Mocarzel, que doou 23 filmes que dirigiu, e doações de escolas de cinema brasileiras e estrangeiras.

Nossa coleção de vídeos em VHS, que começamos a formar em 1987, é conservada com cuidado. O acervo em vídeo gerado na própria Escola foi, quase todo, copiado para DVD. Outras providências estão sendo tomadas para garantir a sobrevivência desses arquivos, mas os originais em vídeo, bem como os aparelhos para sua reprodução, ainda serão mantidos.

Recebemos, com bastante frequência, estudantes e pesquisadores interessados em assistir filmes que não localizaram em outras fontes, aí incluídas plataformas de streaming e site de torrents. Nosso velho e sofrido acervo de vídeos já ajudou muitos cinéfilos aflitos, mas também já tivemos, infelizmente, muitas demandas que não pudemos atender.

O avanço da tecnologia trouxe, aqui mesmo na ECA, efeitos inesperados. Enquanto a produção do curso de Audiovisual era em película cinematográfica em 16 ou 35 mm, as cópias eram enviadas à Biblioteca, que mantinha atualizado o catálogo desse acervo tão importante. Mesmo depois que, para garantir melhores condições de conservação, os filmes mais antigos foram depositados na Cinemateca Brasileira, as informações de catálogo continuaram disponíveis nas bases de dados mantidas pela Biblioteca da ECA. A partir do momento em que os filmes começaram a ser produzidos em suporte digital, o material deixou de ser enviado regularmente à Biblioteca. Temos em nossos catálogos produções do curso de Audiovisual apenas até o ano de 2013. Não conseguimos informar, como fazíamos antigamente, sobre a totalidade dos filmes produzidos pelo curso. Mas, as negociações para revolver esse problema estão avançadas e acreditamos que, em breve, o fluxo normal será retomado e voltaremos a catalogar os filmes de produção da ECA.

Enquanto isso, vejam a lista parcial de Trabalhos de Conclusão de Curso da ECA em forma de filme ou vídeo, incluindo produções dos cursos de Jornalismo e Artes Visuais.

(*) A matéria da Folha de São Paulo é acessível apenas para assinantes. A consulta é possível pelos computadores da Biblioteca, basta solicitar o acesso aos funcionários.

 

 

 

 

 


Nasce uma revista de moda

18/02/2019

A moda como assunto nas revistas brasileiras já dava as caras em títulos surgidos no final do século 19 e nas primeiras décadas do século 20, como Revista da Semana, O Cruzeiro, Fon Fon, A Cigarra.

No entanto, é a partir do final dos anos 1950 e início da década seguinte que a moda deixa de ser assunto ocasional de revistas e ganha títulos próprios. Fruto do interesse cada vez maior das pessoas pelo assunto e da segmentação do mercado editorial brasileiro. Assim, surgem títulos como Manequim em 1959 e Claudia em 1961.

JOIA, capa, nº 1, ano 1, 30 de novembro de 1957

Mas antes dessas o jornalismo de moda ganha impulso no Brasil quando, em 1957, a editora Bloch lança a revista Joia, revista feminina quinzenal.

JÓIA acudiu como nome, aos padrinhos desta revista, sobretudo para significar ideal de aprimoramento gráfico e jornalístico. Uma revista moderna para a mulher moderna.

JÓIA nasce para ser assim, completa, afinada com o espírito das brasileiras de hoje, atenta aos novos reclamos das novas gerações, sempre em dia com os pensamentos das mães e das filhas…

Além de moda a revista trazia contos, fotonovelas, decoração, culinária, reportagens, textos sobre cinema, rádio, televisão, discos.

Na capa, seguia a receita de outros títulos daquele momento

Observe-se também que mulher vai para a capa porque é bonita – basta essa razão – e homem vai porque é importante, ou fez alguma coisa muito importante.

Em 1969 a revista muda de nome e passa a se chamar Desfile.

Se você se interessou, todos os títulos citados fazem parte de nossa Coleção Especial de Revistas Antigas, formada principalmente por títulos jornalísticos.

JOIA, p. 30, nº 145, setembro 1965. Caderno Especial, Brazilian Primitive


Leituras para as férias: histórias em quadrinhos

07/01/2019

A correria do período letivo às vezes impede que se possa direcionar um pouco de energia para estudar o que dá mais prazer, ou aquilo mais próximo de nossos interesses intelectuais. São créditos a cumprir, artigos a escrever, trabalhos de final de semestre, iniciação científica, monografias, trabalhos em grupo etc.

As férias oferecem um alívio desse corre-corre de créditos a cumprir. Período em que podemos escolher nossas leituras sem ter que olhar a bibliografia da disciplina, nem o resultado da busca na base de dados. E que tal buscar algo que diverte, estimula habilidades interpretativas visuais e textuais?

As histórias em quadrinhos unem prosa e ilustração, texto e imagem. E as férias oferecem a oportunidade de pôr em prática aquela pichação encontrada nos muros da universidade: “Não deixe que a universidade atrapalhe seus estudos”.

Abaixo, algumas sugestões de leitura baseadas no que temos no acervo.

Começando por alguns sucessos aqui na Biblioteca:

Gen: pés descalços, Keiji Nakazawa

Um contrato com Deus & outras histórias de cortiço, Will Eisner

Blue is the warmest color, Julie Maroh

 

É possível aprender sobre a Guerra da Bósnia ou a Guerra do Paraguai

Ou passear pela cidade vendo as transformações de sua mais emblemática avenida

 

Há trabalhos de conclusão de curso que são apresentados nesse formato

Outras indicações:

Os cretinos não mandam flores, Raquel Córcoles

Habibi: quadrinhos, Craig Thompson

Whiteout: morte no gelo, criado e escrito por Greg Rucka; ilustrado por Steve Lieber

Whiteout: ponto de fusão, criado e escrito por Greg Rucka; ilustrado por Steve Lieber.

Dr Baixada e cia., Luscar

Dr. Macarra, Carlos Estêvão

Dick Tracy: America’s most famous detective, edited by Bill Crouch, Jr.

Vereda tropical, Nani


Publicações de artista na Biblioteca da ECA

29/10/2018

A coleção Publicações de artista da Biblioteca da ECA é composta por produções artísticas dos docentes, teses e dissertações do Programa de Pós-graduação em Artes visuais, TCCs do Departamento de Artes Plásticas e livros de artistas adquiridos pela Biblioteca, de autores sem vínculo acadêmico com a Escola.

Dentre as publicações de artista encontram-se obras que são explicitamente manifestações artísticas. Já o livro de artista é obra em que se dá o encontro entre a forma “livro” e a expressão “arte”.  Assim, a forma “livro” constitui a própria obra, não é mero suporte para divulgação de um trabalho artístico.

Caracterizar uma obra como livro de artista é tarefa complexa que implica diferentes elementos. Por esse motivo,  podem existir livros de artista em nosso acervo que ainda não foram identificados como tal. Para ter uma dimensão mínima do que está implicado nessa tarefa, leia esse post.

Cidade imaginária, de Anico Herskovits .
Foto: Carla Bonomi

Júlio Plaza e Augusto de Campos. Poemóbiles. Foto: Carla Bonomi

Dora Longo Bahia. Marcelo do Campo (dissertação)

No Dédalus e no Portal da Busca integrada é possível realizar a pesquisa pelas publicações de artista (termo mais geral que engloba inclusive os livros de artista) e, também, somente pelos livros de artistas (lembre-se que estão em causa aqueles que já foram identificados e caracterizados como tal pela nossa equipe).

Para pesquisar por publicações de artista no Dédalus em “campo para busca” selecione a opção “coleção especial” e digite o termo “publicação de artista” (o uso de acentos e sinais especiais é indiferente).

Publicação de artista é termo que delimita essas coleções em todas as bibliotecas da USP. Assim, outras bibliotecas podem ter coleção desse tipo de publicação e você irá localizá-las ao realizar a pesquisa considerando o acervo das demais bibliotecas da USP.

Para pesquisar apenas por livros de artistas digite o termo “livro de artista” no campo “assunto”:

Vejam também o trabalho realizado por Carla Bonomi como parte de seu trabalho de conclusão de curso de Biblioteconomia.

Bibliografia de livros de artista da coleção da Biblioteca da ECA


As revistas e as eleições de 1989

01/10/2018

Os anos marcados por eleições são períodos muito profícuos para o debate e troca de ideias sobre política, visão de mundo e projeto de sociedade. No Brasil, a disputa eleitoral de 1989 foi uma referência importante para a vida política do país. Após praticamente duas décadas sob uma ditadura militar, a sociedade brasileira experimentava novamente a possibilidade de exercer o direito ao voto, prática essencial e indispensável num regime democrático.

Selecionamos em nosso acervo de coleções especiais os periódicos que, de alguma forma, abordaram no ano de 1989 o tema das eleições. As revistas Isto é senhor e Veja, por tratarem de assuntos relacionados, principalmente, à política e economia, publicaram diversas reportagens sobre as eleições presidenciais. Já uma edição da revista Visão (edição de janeiro), semanário sobre generalidades, trata das eleições municipais na cidade de São Paulo. Há também uma edição da revista Playboy, de agosto de 1989, que traz uma reportagem com um “raio x” dos candidatos, onde podemos descobrir, entre outras coisas, com qual idade deram o primeiro beijo, qual seu gênero musical preferido e qual a maior gafe de sua vida.Ao folhear as páginas dessas revistas podemos ter uma ideia do contexto social, econômico e político da época que, similarmente à eleição atual, foi caracterizado por polarização, violência e fake news. Vale a leitura! Essas revistas, e outras da coleção especial, estão disponíveis para consulta local na biblioteca.

A Coleção Especial de revistas da Biblioteca da ECA é formada por títulos não acadêmicos, de caráter popular ou jornalístico. Muitos são raros ou de difícil acesso. Por esse motivo, o acervo fica armazenado em área restrita e a consulta é mediada. Mas não é nada complicado, basta solicitar o títulos para os funcionários do atendimento. Acesse a relação de títulos por este link.


A escolha é sua

27/08/2018

A pouco mais de um mês daquelas que prometem ser das mais incertas eleições brasileiras, a Biblioteca da ECA procura contribuir um pouquinho para trazer alguma firmeza nesse terreno movediço, indicando livros, jornais, teses, filmes etc. presentes no acervo.

São materiais que abordam a política e as disputas eleitorais brasileiras de vários pontos de vista: ficção, marketing político, propaganda, a cobertura feita pelos principais órgãos de imprensa, jornalismo político, influências dos meios de comunicação etc. Para ter uma lista ampliada basta acessar nosso catálogo, o Dédalus, e fazer buscas usando os termos acima.

Abaixo alguns destaques.

Terra em transe
Glauber Rocha
Um jornalista, dois políticos corruptos, um conservador e outro populista, num país fictício.

Entreatos
João Moreira Salles
“uma pequena equipe acompanhou de perto os passos da campanha de Luís Inácio Lula da Silva à presidência da República. Mesmo tendo filmado várias imagens públicas, na edição o diretor privilegiou as cenas privadas, revelando os bastidores por meio de imagens exclusivas, como conversas reservadas, reuniões estratégicas e, principalmente, mostrando o cotidiano de tensão e expectativa do candidato.”

Notícias do Planalto: a imprensa e Fernando Collor
Mario Sergio Conti
O subtítulo do livro diz do que se trata: a eleição e o impeachment de Fernando Collor servem de motivo para acompanhar como se dão as decisões nas grandes redações.

Eleição: vença a sua!: as boas técnicas do marketing político
Marco Iten e Sérgio Kobayashi
As ferramentas do marketing político para ajudar na vitória eleitoral.

Jornais da imprensa alternativa: Versus, Movimento etc.
No Movimento, o discurso político explícito; no Versus, a “política como metáfora”.
Esses e outros jornais circulavam em plena ditadura e estão em nossa coleção especial de revistas e jornais antigos.

A escolha é sua
Guilherme Bacalhao, Marcya Reis
Programa da TV Câmara que fala sobre as funções de presidentes, governadores, deputados e senadores.

Mas é nas teses, dissertações e trabalhos de conclusão de curso da Escola que esses temas aparecem mais frequentemente. Marketing político, redes sociais etc. e outros assuntos relacionados às eleições. Há aqui inclusive um programa de especialização em Marketing político e propaganda eleitoral.

Imprensa e eleições 1989: razão e sedução na opinião das elites
Carly Batista de Aguiar
O trabalho aborda “o debate promovido pelas elites através da imprensa de prestígio nacional […] em torno da eleições presidenciais de 1989.”

Perfis de comunicação política nas redes sociais online: monitoramento e tipologia das conversações nas eleições presidenciais brasileiras de 2014.
Victor Kraide Corte Real
A pesquisa “analisa a comunicação dos usuários das redes sociais durante a campanha eleitoral de 2014 à presidência da República do Brasil”.

Os blogs e o jornalismo de texto: a campanha para a eleição presidencial de 2006 no Brasil
Murilo de Paula Eduardo Garavello
Dissertação que lança um olhar sobre blogs e seu potencial de “introduzirem novos atores na esfera pública”. A pesquisa focou os dois meses que antecederam a eleição presidencial de 2006 no Brasil.

O mensalão impresso: o escândalo político-midiático do governo Lula nas páginas de Folha e Veja
Eduardo Yoshio Nunomura
A cobertura dos órgão de imprensa citado “sobre o escândalo político-midiático do mensalão, no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva.”

Observando a imprensa pelo caso mensalão: Joaquim Barbosa, Zé Dirceu e a construção de personagens em jornalismo.
Cristina Paloschi Uchôa de Oliveira
“O objetivo da pesquisa é identificar as formas com as quais se faz a construção de uma agenda de crítica que fixa o relato já elaborado na cobertura primária, delineando personagens e seus traços para protagonizar e ilustrar os fatos jurídico-políticos relatados.”

O discurso dos órgãos de imprensa:

O Jornal Nacional e as eleições presidenciais: 2002 e 2006.
Flora Neves

A revista Veja na campanha eleitoral de 1989: anúncios publicitários como extensão de textos jornalísticos
Roberto Boaventura da Silva Sá

O discurso de Veja e a eleição presidencial de 2002
Ricardo José Rosa Gualda


Walt Disney e a realização da imaginação

30/07/2018

Walter Elias Disney, o Walt Disney, teve infância marcada pela trabalho árduo e austeridade da figura paterna. Trabalhou desde pequeno junto a sua família, na fazenda em Marceline. Quando a família se muda para Kansas City, Walt passa a realizar entregas com sua bicicleta pelas ruas da cidade.

A infância na fazenda, em meio aos animais, árvores e flores é marcante na vida do criador, que conversava com a fauna e a flora, criando histórias em que animais e plantas eram os personagens. O pai rígido que castigava os devaneios do garoto, que lhe desviavam do trabalho braçal, influenciou Walt Disney ao transmitir-lhe o valor do trabalho árduo, característica incorporada a sua vida.

Ainda criança tem sua primeira experiência cinematográfica, assistindo a um filme mudo: Branca de neve. A experiência marcou a vida do artista que já adulto e produzindo animações, decide realizar o primeiro desenho animado de longa metragem da história do cinema: Branca de neve e os setes anões. Onde muitos viam o fracasso de Walt Disney, ele previu sucesso e sua imaginação e trabalho  levaram-no a alcançar com essa animação a maior bilheteria de todos os tempos até então, somente superada por “E o vento levou”.

A trajetória de Disney foi marcada pela posição de cartunista no jornal da escola, motorista da ambulância da Cruz Vermelha – no fim da Primeira Guerra Mundial, indo atuar na França – , aprendiz de desenhista, cartunista. Ele começa a filmar seus próprios desenhos e vendê-los, após, decide começar a produção de filmes mais longos. Em meio a sucessos e fracassos, muda-se para Hollywod e forma sociedade com seu irmão Roy e o amigo Ub. Na década de 1920 é criado o personagem Mickey Mouse, um marco em sua carreira.

Num percurso de altos e baixos, Disney persiste caminhando em busca da perfeição. O trabalho e a persistência rendem seus frutos, nos anos 1950 é inaugurada a Disneyland, local em que o público poderia entrar em contato com a materialidade do imaginário desse artista, que marca o universo dos sonhos e imaginação de crianças e adultos ainda hoje.

O homem que deu vida a seu imaginário, cultivado desde a infância, teve uma longa jornada até o sucesso e afirmou “As pessoas me perguntam se posso dizer a elas como fazer com que seus sonhos se tornem realidade. Minha resposta é: faça-o por meio do seu trabalho.”

Para saber mais sobre o universo de Walt Disney fizemos uma lista de obras do acervo. Veja aqui.

Para escrever esse post consultamos. NADER, Ginha. Walt Disney: um século de sonho. São Paulo: Senac, 2003. (v.1 :Sua vida, seus sonhos, seus filmes, suas realizações)


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