Publicações de artista na Biblioteca da ECA

29/10/2018

A coleção Publicações de artista da Biblioteca da ECA é composta por produções artísticas dos docentes, teses e dissertações do Programa de Pós-graduação em Artes visuais, TCCs do Departamento de Artes Plásticas e livros de artistas adquiridos pela Biblioteca, de autores sem vínculo acadêmico com a Escola.

Dentre as publicações de artista encontram-se obras que são explicitamente manifestações artísticas. Já o livro de artista é obra em que se dá o encontro entre a forma “livro” e a expressão “arte”.  Assim, a forma “livro” constitui a própria obra, não é mero suporte para divulgação de um trabalho artístico.

Caracterizar uma obra como livro de artista é tarefa complexa que implica diferentes elementos. Por esse motivo,  podem existir livros de artista em nosso acervo que ainda não foram identificados como tal. Para ter uma dimensão mínima do que está implicado nessa tarefa, leia esse post.

Cidade imaginária, de Anico Herskovits .
Foto: Carla Bonomi

Júlio Plaza e Augusto de Campos. Poemóbiles. Foto: Carla Bonomi

Dora Longo Bahia. Marcelo do Campo (dissertação)

No Dédalus e no Portal da Busca integrada é possível realizar a pesquisa pelas publicações de artista (termo mais geral que engloba inclusive os livros de artista) e, também, somente pelos livros de artistas (lembre-se que estão em causa aqueles que já foram identificados e caracterizados como tal pela nossa equipe).

Para pesquisar por publicações de artista no Dédalus em “campo para busca” selecione a opção “coleção especial” e digite o termo “publicação de artista” (o uso de acentos e sinais especiais é indiferente).

Publicação de artista é termo que delimita essas coleções em todas as bibliotecas da USP. Assim, outras bibliotecas podem ter coleção desse tipo de publicação e você irá localizá-las ao realizar a pesquisa considerando o acervo das demais bibliotecas da USP.

Para pesquisar apenas por livros de artistas digite o termo “livro de artista” no campo “assunto”:

Vejam também o trabalho realizado por Carla Bonomi como parte de seu trabalho de conclusão de curso de Biblioteconomia.

Bibliografia de livros de artista da coleção da Biblioteca da ECA


As revistas e as eleições de 1989

01/10/2018

Os anos marcados por eleições são períodos muito profícuos para o debate e troca de ideias sobre política, visão de mundo e projeto de sociedade. No Brasil, a disputa eleitoral de 1989 foi uma referência importante para a vida política do país. Após praticamente duas décadas sob uma ditadura militar, a sociedade brasileira experimentava novamente a possibilidade de exercer o direito ao voto, prática essencial e indispensável num regime democrático.

Selecionamos em nosso acervo de coleções especiais os periódicos que, de alguma forma, abordaram no ano de 1989 o tema das eleições. As revistas Isto é senhor e Veja, por tratarem de assuntos relacionados, principalmente, à política e economia, publicaram diversas reportagens sobre as eleições presidenciais. Já uma edição da revista Visão (edição de janeiro), semanário sobre generalidades, trata das eleições municipais na cidade de São Paulo. Há também uma edição da revista Playboy, de agosto de 1989, que traz uma reportagem com um “raio x” dos candidatos, onde podemos descobrir, entre outras coisas, com qual idade deram o primeiro beijo, qual seu gênero musical preferido e qual a maior gafe de sua vida.Ao folhear as páginas dessas revistas podemos ter uma ideia do contexto social, econômico e político da época que, similarmente à eleição atual, foi caracterizado por polarização, violência e fake news. Vale a leitura! Essas revistas, e outras da coleção especial, estão disponíveis para consulta local na biblioteca.

A Coleção Especial de revistas da Biblioteca da ECA é formada por títulos não acadêmicos, de caráter popular ou jornalístico. Muitos são raros ou de difícil acesso. Por esse motivo, o acervo fica armazenado em área restrita e a consulta é mediada. Mas não é nada complicado, basta solicitar o títulos para os funcionários do atendimento. Acesse a relação de títulos por este link.


A escolha é sua

27/08/2018

A pouco mais de um mês daquelas que prometem ser das mais incertas eleições brasileiras, a Biblioteca da ECA procura contribuir um pouquinho para trazer alguma firmeza nesse terreno movediço, indicando livros, jornais, teses, filmes etc. presentes no acervo.

São materiais que abordam a política e as disputas eleitorais brasileiras de vários pontos de vista: ficção, marketing político, propaganda, a cobertura feita pelos principais órgãos de imprensa, jornalismo político, influências dos meios de comunicação etc. Para ter uma lista ampliada basta acessar nosso catálogo, o Dédalus, e fazer buscas usando os termos acima.

Abaixo alguns destaques.

Terra em transe
Glauber Rocha
Um jornalista, dois políticos corruptos, um conservador e outro populista, num país fictício.

Entreatos
João Moreira Salles
“uma pequena equipe acompanhou de perto os passos da campanha de Luís Inácio Lula da Silva à presidência da República. Mesmo tendo filmado várias imagens públicas, na edição o diretor privilegiou as cenas privadas, revelando os bastidores por meio de imagens exclusivas, como conversas reservadas, reuniões estratégicas e, principalmente, mostrando o cotidiano de tensão e expectativa do candidato.”

Notícias do Planalto: a imprensa e Fernando Collor
Mario Sergio Conti
O subtítulo do livro diz do que se trata: a eleição e o impeachment de Fernando Collor servem de motivo para acompanhar como se dão as decisões nas grandes redações.

Eleição: vença a sua!: as boas técnicas do marketing político
Marco Iten e Sérgio Kobayashi
As ferramentas do marketing político para ajudar na vitória eleitoral.

Jornais da imprensa alternativa: Versus, Movimento etc.
No Movimento, o discurso político explícito; no Versus, a “política como metáfora”.
Esses e outros jornais circulavam em plena ditadura e estão em nossa coleção especial de revistas e jornais antigos.

A escolha é sua
Guilherme Bacalhao, Marcya Reis
Programa da TV Câmara que fala sobre as funções de presidentes, governadores, deputados e senadores.

Mas é nas teses, dissertações e trabalhos de conclusão de curso da Escola que esses temas aparecem mais frequentemente. Marketing político, redes sociais etc. e outros assuntos relacionados às eleições. Há aqui inclusive um programa de especialização em Marketing político e propaganda eleitoral.

Imprensa e eleições 1989: razão e sedução na opinião das elites
Carly Batista de Aguiar
O trabalho aborda “o debate promovido pelas elites através da imprensa de prestígio nacional […] em torno da eleições presidenciais de 1989.”

Perfis de comunicação política nas redes sociais online: monitoramento e tipologia das conversações nas eleições presidenciais brasileiras de 2014.
Victor Kraide Corte Real
A pesquisa “analisa a comunicação dos usuários das redes sociais durante a campanha eleitoral de 2014 à presidência da República do Brasil”.

Os blogs e o jornalismo de texto: a campanha para a eleição presidencial de 2006 no Brasil
Murilo de Paula Eduardo Garavello
Dissertação que lança um olhar sobre blogs e seu potencial de “introduzirem novos atores na esfera pública”. A pesquisa focou os dois meses que antecederam a eleição presidencial de 2006 no Brasil.

O mensalão impresso: o escândalo político-midiático do governo Lula nas páginas de Folha e Veja
Eduardo Yoshio Nunomura
A cobertura dos órgão de imprensa citado “sobre o escândalo político-midiático do mensalão, no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva.”

Observando a imprensa pelo caso mensalão: Joaquim Barbosa, Zé Dirceu e a construção de personagens em jornalismo.
Cristina Paloschi Uchôa de Oliveira
“O objetivo da pesquisa é identificar as formas com as quais se faz a construção de uma agenda de crítica que fixa o relato já elaborado na cobertura primária, delineando personagens e seus traços para protagonizar e ilustrar os fatos jurídico-políticos relatados.”

O discurso dos órgãos de imprensa:

O Jornal Nacional e as eleições presidenciais: 2002 e 2006.
Flora Neves

A revista Veja na campanha eleitoral de 1989: anúncios publicitários como extensão de textos jornalísticos
Roberto Boaventura da Silva Sá

O discurso de Veja e a eleição presidencial de 2002
Ricardo José Rosa Gualda


Walt Disney e a realização da imaginação

30/07/2018

Walter Elias Disney, o Walt Disney, teve infância marcada pela trabalho árduo e austeridade da figura paterna. Trabalhou desde pequeno junto a sua família, na fazenda em Marceline. Quando a família se muda para Kansas City, Walt passa a realizar entregas com sua bicicleta pelas ruas da cidade.

A infância na fazenda, em meio aos animais, árvores e flores é marcante na vida do criador, que conversava com a fauna e a flora, criando histórias em que animais e plantas eram os personagens. O pai rígido que castigava os devaneios do garoto, que lhe desviavam do trabalho braçal, influenciou Walt Disney ao transmitir-lhe o valor do trabalho árduo, característica incorporada a sua vida.

Ainda criança tem sua primeira experiência cinematográfica, assistindo a um filme mudo: Branca de neve. A experiência marcou a vida do artista que já adulto e produzindo animações, decide realizar o primeiro desenho animado de longa metragem da história do cinema: Branca de neve e os setes anões. Onde muitos viam o fracasso de Walt Disney, ele previu sucesso e sua imaginação e trabalho  levaram-no a alcançar com essa animação a maior bilheteria de todos os tempos até então, somente superada por “E o vento levou”.

A trajetória de Disney foi marcada pela posição de cartunista no jornal da escola, motorista da ambulância da Cruz Vermelha – no fim da Primeira Guerra Mundial, indo atuar na França – , aprendiz de desenhista, cartunista. Ele começa a filmar seus próprios desenhos e vendê-los, após, decide começar a produção de filmes mais longos. Em meio a sucessos e fracassos, muda-se para Hollywod e forma sociedade com seu irmão Roy e o amigo Ub. Na década de 1920 é criado o personagem Mickey Mouse, um marco em sua carreira.

Num percurso de altos e baixos, Disney persiste caminhando em busca da perfeição. O trabalho e a persistência rendem seus frutos, nos anos 1950 é inaugurada a Disneyland, local em que o público poderia entrar em contato com a materialidade do imaginário desse artista, que marca o universo dos sonhos e imaginação de crianças e adultos ainda hoje.

O homem que deu vida a seu imaginário, cultivado desde a infância, teve uma longa jornada até o sucesso e afirmou “As pessoas me perguntam se posso dizer a elas como fazer com que seus sonhos se tornem realidade. Minha resposta é: faça-o por meio do seu trabalho.”

Para saber mais sobre o universo de Walt Disney fizemos uma lista de obras do acervo. Veja aqui.

Para escrever esse post consultamos. NADER, Ginha. Walt Disney: um século de sonho. São Paulo: Senac, 2003. (v.1 :Sua vida, seus sonhos, seus filmes, suas realizações)


Leitura como prazer

23/07/2018

A leitura como veículo que nos transporta para outros lugares, com seus tons forjados em nossa própria imaginação, é elemento que amplia nossa esfera de presença no mundo. No mês das férias escolares esse post é um convite para tal ampliação, por meio do acervo da Biblioteca da ECA:

 

Aquela água toda
João Anzanello Carrascoza

Coletânea de contos em que um simples domingo de verão na praia se transforma em um exemplo singelo de beleza. Em “Passeio”, a expectativa por um fim de semana diferente leva toda a família a um estado de excitação e suspense. O primeiro beijo, descrito em “Cristina”, vem carregado do desejo inocente da primeira juventude. Lembranças dolorosas que incitam um jovem a se preocupar com a mãe e outras emoções para você descobrir nesta obra.

Sete gatinhos em 3 atos
Nelson Rodrigues

Silene é a única esperança que o contínuo Noronha tem de ver uma de suas filhas casada. Para preservar a pureza e a virgindade da jovem e financiar o futuro casamento, suas quatro irmãs são levadas à prostituição. Quando Silene faz uma revelação inesperada, a imagem de harmonia que a família se esforçava para manter se estilhaça, desencadeando sentimentos  e situações extremas que ora beiram a tragédia, ora o absurdo.

Secreções, excreções e desatinos
Rubem Fonseca

Os contos tratam de aspectos biológicos e anatômicos do homem, devolvendo-o a sua constituição animal. Em contos concisos e brutais, Rubem Fonseca mostra que sempre há algo que vai além dos aspectos físicos.

Contos de Perrault
Charles Perrault

O maravilhoso, o inexplicado, o impossível, o possível e passível de explicações. A magia que essa obra escrita traz é a preservação da oralidade, histórias feitas por humanos para humanos e que recorrem, muitas vezes, a alegorias, símbolos, fantasias para tratar de relações humanas, valores, sentimentos e comportamentos. Edição de 1989 da editora Itatiaia, com ilustrações de Gustave Dore e textos que abordam o universo dos contos.

Ilustração de Gustave Dore para o conto O pequeno polegar, integrante da obra Contos de Perrault (editora Itatiaia).

Um general na bilbioteca
Italo Calvino

Um país onde os chefes políticos são decapitados ao final de seu mandato. O Camponês que foi condecorado porque, na guerra, matou os inimigos da pátria, mas recebeu a pena de morte porque, na paz, matou o inimigo da aldeia. O Homem que nunca soube dar laço no sapato. Um arquivo em que estão fichados todos os habitantes do planeta.  OS clãs escoceses que se enfrentam numa guerra de religião. Os conjurados que matam o imperador César num dia ensolarado, enquanto os romanos fazem piquenique no campo. Esther Calvino, viúva do escritor, selecionou 32 narrativas  escritas por seu marido. Com estilos e linguagens diferentes, são como um roteiro da vasta obra do escritor, desde o neorrealismo até as experiências de vanguarda.

Teatro completo
Hilda Hilst

Composto de 8 peças — escritas num período de pouco mais de dois anos, de 1967 a 1969. O fato é significativo, pois se trata de período no qual o teatro em geral, e em especial o teatro universitário, adquire grande importância no país, tanto por sua significação política de resistência contra a ditadura militar como pela excepcional confiança na criação jovem e espontânea que se alastrava pelo mundo todo. Destempero e desequilíbrio ou, noutras palavras, criatividade visceral, é o que o leitor encontrará nessas peças, afinal, trata-se de Hilda Hilst.

The magic orange tree and other Haitian folktales
Diane Wolkstein

Diane Wolkstein foi a responsável por coletar e apresentar ao leitor desta obra  variados contos do folclore haitiano. Precedendo cada conto, Diane traz uma breve explicação sobre o mesmo, o que colabora para que adentremos neste rico território em que há uma figura especial: o contador de histórias, que ganha destaque nesta obra.

40 novelas de Luigi Pirandello
Luigi Pirandello

O  leitor poderá escolher vários percursos a trilhar: pode simplesmente ir passando de um conto a outro, sem se preocupar com o conjunto da paisagem, ou pode se deter e apreciar a gênese de uma determinada peça, concentrada em um núcleo de textos, ou,  numa só narrativa, como é o caso do ato único O homem da flor na boca, germinado do conto “Com a morte em cima”.
A galeria de figuras, tipos e situações que esta edição traz é uma expressão da vida – e da história humana – como farsa trágica.

Consulte disponibilidade e localização em nosso catálogo.

 


“Os jovens pediam Bizz”

28/05/2018

Década de 1980. Diretas Já, Redemocratização e Rock’n’Roll. O rock nacional ditava a posição do ponteiro de sintonia das rádios do país, o Rock in Rio trazia grandes estrelas da música e colocava o país na rota dos shows internacionais, bandas pipocavam aqui e lá fora, e havia uma juventude ansiosa para acompanhar tudo isso.

Foi assim, no apagar das luzes da trevosa ditadura e com o rock chegando às pessoas da sala de jantar, que a Bizz apareceu, em agosto de 1985. E chegou chegando! Vendeu logo de cara 100 mil exemplares. Trouxe na capa do primeiro número Bruce Springsteen e pelas suas páginas passaria boa parte da música que era sucesso naqueles anos: R.E.M., Guns N’ Roses, Legião Urbana, Rolling Stones, Paralamas do Sucesso, INXS, Madonna, Pearl Jam, Gilberto Gil.

Era rockeira, mas falava também de pop, MPB, cinema, vídeo, quadrinhos, para um leitor jovem, urbano e de classe média.

O sucesso fez surgir edições especiais e encartes que acompanhavam a revista, como Bizz Letras Traduzidas, Ídolos do Rock, Guia do Rock de A-Z, e inspirou o surgimento de outros títulos nessa seara do jornalismo segmentado, como a revista Set, voltada para cinema e vídeo, e também presente em nosso acervo.

Depois de idas e vindas, mudanças de editora, nome, leiaute e público, deixa de circular definitivamente em 2007.

Bizz oferece uma visão privilegiada, de dentro, no calor do momento do boom do rock brasileiro, mas oferece muito mais pano pra manga: jornalismo cultural para jovens, jornalismo segmentado, pop-rock europeu e estadunidense, quadrinhos, cinema, vídeo, MPB… e agora está aqui, nas nossas estantes.

Para saber mais:

No acervo, Bizz, do nº 6, de 1986 ao 108, de 1994, com lacunas.

O título do post foi emprestado do TCC de Patrícia Kisse, Os jovens pediam BIZZ: reportagem-ensaio sobre a revista Bizz, especializada em música popular e sua importância entre as produções culturais para jovens. Trabalho de conclusão de curso de jornalismo. Localização: TC1192

Na batida do som: Bizz e o jornalismo de revista. Trabalho apresentado no VIII Encontro Nacional de História da Mídia, por Renan Guerra, Tamara Finardo e Mara Ribeiro. Aqui: http://porteiras.s.unipampa.edu.br/gphm/files/2011/06/Na-Batida-do-Som.pdf

A revista Bizz, por Guilherme Werneck. Aqui: http://www.digestivocultural.com/ensaios/ensaio.asp?codigo=131&titulo=A_revista_Bizz.

No site da editora Abril: http://www.bizz.abril.com.br/


Revista Visão: uma semanal lado b

12/03/2018

Quando se fala em revista semanal de notícias no Brasil vem à cabeça títulos que estão hoje nas bancas, e se você for razoavelmente informado ou avançado nos anos, deve ter ouvido falar também de Manchete, O Cruzeiro, Realidade…

Mas existiu também a revista Visão, título hoje meio esquecido e do qual temos uma boa coleção no nosso acervo de revistas antigas. A revista foi publicada de 1952 a 1993 e é um caso peculiar no mercado editorial brasileiro pelas várias mudanças por que passou. Nasce no Rio e se muda para São Paulo; de quinzenal vira semanal. Muda de proprietário umas quatro vezes, o que às vezes significou mudanças bem marcadas em sua linha editorial, inicialmente identificada com a esquerda e vista pelos leitores como uma publicação com esse viés. A partir de 1974, quando passa para as mãos do empresário Henry Maksoud, assume um tom francamente neoliberal, com capas dedicadas a Friedrich August von Hayek, considerado o criador da teoria neoliberal.

 

 

 

 

 

 

 

 

Se é hoje um título que desperta menos interesse que suas congêneres, o que se constata pela escassa bibliografia a respeito, teve em seu quadro de jornalistas, nomes como Vladimir Herzog, coordenando a editoria de cultura, Zuenir Ventura e Alberto Dines; e já teve entre seus articulistas Anatol Rosenfelfd e Sábato Magaldi (ambos ex-professores da ECA), Moniz Bandeira, entre outros.

 

Número especial traz um balanço dos dez primeiros anos do golpe de 1964. Na capa consta revolução, pois assim queria o Regime

É comum aqui na Biblioteca da ECA estudantes com o objetivo de comparar a abordagem dada pelas revistas semanais para determinado assunto. Por exemplo, como Veja, Istoé, Carta Capital e Época trataram o golpe que apeou Dilma Rousseff da presidência? Ou como a questão das cotas raciais é abordada pelas revistas Veja e Istoé?

Que tal da próxima vez que for abordar algum problema sob esse olhar incluir a revista Visão? Por exemplo, como as revistas Veja e Visão cobriram a abertura política iniciada no Governo Geisel? E a deposição de Jango em 1964, foi golpe ou revolução para Visão?

Para saber mais:

A REVISTA no Brasil. São Paulo: Abril, 2000. Localização: G 070.5720981 R454c

João Elias Nery pesquisou na coleção da Biblioteca da ECA as resenhas de livros publicadas na Visão. Veja aqui:  http://seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/2081


%d blogueiros gostam disto: