ORCID, Researcher ID e outras paradas

11/12/2017

Assim que a USP tornou-se membro da Open Researcher and Contributor ID – ORCID e que os órgãos de fomento começaram a solicitar dos candidatos a bolsas e financiamentos que tenham seu código ORCID, várias perguntas ecoaram pelos corredores da ECA:

– Como assim, mais um registro?!

– Eu já tenho um Researcher ID, vou precisar desse outro também?

– Tenho que preencher tudo de novo?

– Vai automaticamente pro meu lattes?

Questões todas bastante relevantes numa situação em que a comunidade USP tem muitas demandas a atender, em várias frentes. E, infelizmente, nada é muito simples e automático, por enquanto.

Integrando os identificadores

Researcher ID e ORCID são identificadores diferentes e sim, é necessário ter os dois, porque a CAPES está pedindo o ORCID e a FAPESP já exige o Researcher ID há algum tempo.  Por enquanto, nada vai ou volta automaticamente da Plataforma Lattes.

A boa notícia é que não é necessariamente obrigatório preencher todos os dados novamente. Quem já tem seu Researcher ID e inseriu toda a sua produção nessa plataforma, pode fazer a integração com o ORCID e transferir todos os dados. É bastante simples, basta acessar seu perfil no Researcher ID e o sistema vai perguntar se você deseja criar um registro ORCID ou se já possui um. Escolha a sua opção e, em seguida, faça a integração dos dois identificadores. Este vídeo explica como fazer isso:

Concluída a integração, em seu perfil do Researcher ID vai aparecer um botão para intercâmbio de dados, ou seja, para jogar suas referências de um identificador para outro. É só clicar e seguir as instruções na tela.

Usando o Endnote para enviar referências

Mas, e quem ainda não tem o Researcher ID ou não inseriu seus trabalhos na plataforma? Nesse caso, é preciso criar um Researcher ID e puxar as referências dos artigos, livros e outros trabalhos de alguma base de dados na qual estejam indexados.

É possível puxar referências, por exemplo, do Portal de Busca Integrada da USP. Qualquer professor da ECA, desde que informe regularmente a Biblioteca sobre sua produção, deve ter muito material indexado na Busca Integrada.

Aí entra em cena outra ferramenta que nem todos conhecem: o gerenciador de referências Endnote. Os gerenciadores de referências ajudam o pesquisador a organizar suas leituras, armazenar as referências lidas ou por ler, elaborar listas em formato ABNT, fazer citações e, muito simpaticamente, importar referências de bases de dados e transferir para o Researcher ID. É gratuito e fácil de usar, basta entrar no link e criar uma conta. Seu Researcher ID já vai aparecer lá na interface do Endnote.

Feito isso, entre na Busca Integrada, clique em Identificação para ter acesso ao seu espaço privativo no sistema. Faça uma busca pelo seu nome e vá clicando na estrelinha que aparece ao lado do título para jogar as referências na sua pasta Meu Espaço.

Clique em Meu Espaço e veja lá todas as referências enviadas. Selecione todas elas, ou apenas as que forem pertinentes, vá até o canto superior direito da tela e selecione Enviar para Endnote.

Todas as referências serão enviadas para o Endnote, na pasta padrão denominada Não agrupado. Clique nesta pasta e transfira as referências para o Researcher ID.

Feito isso, é só enviar do Researcher ID para o ORCID, como explicamos mais acima.

Também é possível puxar referências de perfis do Google Acadêmico para o Endnote.

Difícil? Enrolado? Nem tanto. Se você for alguém que têm muitas publicações, talvez valha a pena seguir todos esses passos, para não ter que entrar manualmente todas as referências. Se precisar de ajuda, já sabe. Procure a sua biblioteca!

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Precisamos falar sobre escrita científica

04/12/2017

Expressar-se por meio da palavra escrita não é tarefa das mais simples. A escrita científica demanda aprendizado, muita prática e domínio de técnicas específicas.

A atividade angustia muitos pesquisadores, sobretudo, por lidarem em seu cotidiano com resultados. Os pesquisadores lêem  pesquisas finalizadas, artigos publicados, teses e dissertações, assistem a apresentações de resultados de pesquisas, mas, não enxergam o processo e o longo caminho que o outro percorreu para chegar naquele ponto.

Com isso, frequentemente ocorre frustração, pois a escrita científica pode acabar sendo percebida como algo natural, uma habilidade da qual se é desprovido. Na sociedade do desempenho, tem-se a sensação de nunca ser bom o bastante.

Lembre-se, uma escultura, geralmente, é feita a partir de vários protótipos e é resultado de muita prática, com o texto acadêmico não é diferente!

Elencamos alguns materiais interessantes para auxiliá-lo em seu processo de escrita científica. Observe que tais materiais existem porque a tarefa é complexa  para todos. Você não está só em suas angústias e questionamentos, mas é importante não se deixar consumir. Veja lá:

Saúde mental dos pós-graduandos
Entrevista do psicólogo Robson Nascimento Cruz (pesquisador da PUC-SP).
https://www.youtube.com/watch?v=a4sFlYZuQ3g

O cotidiano da pós-graduação e o sofrimento com a escrita acadêmica
Entrevista do psicólogo Robson Nascimento Cruz (pesquisador da PUC-SP).
https://www.youtube.com/watch?v=00GsL-L_lik

No site Publication coach você encontrará dicas da editora Daphne Gray-Grant sobre o processo de escrita. Vale a pena conferir os vídeos, as dicas são pertinentes para o processo de escrita científica e fazem-nos lembrar que escrever é um trabalho.
http://www.publicationcoach.com/category/the-write-question/

A plataforma Coursera oferece gratuitamente acesso ao curso “Aprendendo a aprender: ferramentas mentais poderosas para ajudá-lo a dominar assuntos difíceis”. Apresentado pela Profa. Barbara Oakley e elaborado em parceria com o neurocientista Terrence Sejnowski, esse curso irá auxiliar a compreender um pouco o funcionamento da nossa mente, dando dicas para estimular modos distintos do pensar, evitar a procrastinação, aprender novos conteúdos, novos idiomas, dentre outros elementos interessantes.
https://www.coursera.org

O Laboratório de Letramento Acadêmico (FFLCH-USP) oferece auxilio gratuito à comunidade USP no processo de escrita em inglês, francês e português. O interessado irá ser atendido por um monitor com quem terá a oportunidade de conversar sobre o seu texto percebendo suas dificuldades e recebendo direcionamento para melhorar a habilidade de escrita.
http://letramentoacademico.fflch.usp.br/

Neste site você encontra vídeo-aulas (em francês) sobre a criação de mapas conceituais,  amplamente divulgados como técnica para aprendizagem e organização das ideias.
http://rb.ec-lille.fr/l/Cours_de_cartes_conceptuelles.htm

 

No site da Biblioteca da ECA elencamos algumas ferramentas úteis para auxiliar no processo de organização de informações, bem como sites com algumas dicas.

 

 


Arte e imagens

27/11/2017

Aconteceu no Rio de Janeiro, nos dias 9 e 10 de novembro, o 5o Seminário de Informação em Arte, promovido pela Rede de Bibliotecas e Centros de Informação em Arte do Rio de Janeiro (Redarte – RJ).

Jardins da Fundação Casa de Rui Barbosa

O evento, sediado na Fundação Casa de Rui Barbosa, teve a participação de duas representantes da Escola de Comunicações e Artes: a professora Vânia Lima, do curso de Biblioteconomia e Documentação, e a bibliotecária Marina Macambyra, apresentando os trabalhos:

Biblioteca digital de imagens de arte brasileira para ensino, pesquisa e memória institucional

foto: Mary Komatsu

Autoras: Marina Macambyra, Sarah Lorenzon Ferreira (bibliotecárias da ECA)

O trabalho registra o processo de construção da Biblioteca Digital da Produção Artística da ECA/USP, cujo protótipo foi apresentado pela primeira vez no Seminário da Redarte -RJ. Trata-se de um projeto que pretende reunir e divulgar imagens de trabalhos artísticos produzidos no contexto acadêmico por artistas ligados à ECA, docentes, alunos e ex-alunos. Gravuras, desenhos, fotografias, livros de artista e outros trabalhos de artes visuais apresentados como dissertação, tese ou trabalho de conclusão de curso de graduação devem formar o núcleo principal da biblioteca digital.

A biblioteca digital está sendo construída com ferramentas específicas para imagens de arte: metadados VRA Core e normas de catalogação do Cataloguing Cultural Objects (CCO), ambos desenvolvidos pela Visual Resources Association para tratamento de obras de arte e suas imagens; International Image Interoperability Framework (IIIF), um conjunto de protocolos para visualização de imagens em acesso aberto que permite a integração de conteúdos entre instituições diferentes, já usado pela Europeana, The J. Paul Getty Trust, British Library, British Museum eLa Bibliothèque nationale de France, entre outras. Provavelmente somos a primeira instituição no Brasil a implementar uma biblioteca digital com essas características. A bibliotecária Sarah Lorenzon Ferreira mantém contato com a comunidade internacional de usuários do IIIF e já se tornou membro da equipe de seu Código de Conduta.

Para saber mais sobre o IIIF, vejam os vídeos:

Introdução ao IIIF – https://youtu.be/KVUyhcVO060

Mirador e IIF – https://youtu.be/SnhlTk9CsNQ

Nossa Biblioteca Digital da Produção Artística conta com o apoio técnico da Divisão de Gestão de Tratamento da Informação do SIBiUSP, em cujo servidor está hospedada, e é um projeto que terá a participação dos cursos de Biblioteconomia e de Artes Visuais da ECA. Aguardem mais informações!

Quem estiver curioso para conhecer o protótipo, entre em contato com as autoras para ver uma demonstração. Como o protótipo ainda está em endereço provisório e em fase de testes, não vamos divulgar aqui o link. Quanto ao trabalho escrito, já pode ser consultado:  https://docs.google.com/document/d/1-8_oRM-17LrYpCNdR-yvHXJsdKyF164HrKzIzYmF-KI/edit?usp=sharing

Preservação e difusão de imagens de arquitetura e espaços urbanos na web: o Arquigrafia

foto: Mary Komatsu

Autores:  Artur Simões Rozestraten, Cibele de A. C. Marques dos Santos, Vânia Mara Alves Lima.

O Arquigrafia, projeto de pesquisa idealizado pelo professor Artur Rosenstraten, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP,  é uma plataforma colaborativa para difusão online de imagens de arquitetura brasileira.

As imagens, todas licenciadas pelo Creative Commons, são provenientes de duas fontes: o acervo da Biblioteca da FAU/USP, originalmente em slides, e imagens criadas pela comunidade de estudantes, arquitetos, pesquisadores e público interessado em fotografia de arquitetura de forma geral. Qualquer pessoa pode se cadastrar e subir imagens de sua autoria no Arquigrafia, respeitando o escopo de projeto e a política de licenciamento.

O Arquigrafia trabalha com software livre, tem o apoio do Instituto de Matemática e Estatística e das professoras Vânia e Cibele, nas questões ligadas ao tratamento documentário das imagens. Conheça e participe do projeto:

http://www.arquigrafia.org.br/home

 

 

 


Ismail Xavier: veja o que temos no acervo

21/11/2017

Ismail Xavier foi homenageado na semana passada pela ECA. Recebeu o título de professor emérito e viu acontecer o colóquio O Cinema Pensado: Homenagem a Ismail Xavier, que convidou professores, pesquisadores e ex-orientandos para refletir sobre a importância de sua obra.

Ismail é autor de diversos livros. Alguns de seus textos são de leitura obrigatória em cursos de audiovisual país adentro. Seus livros ganharam traduções em outras línguas, o que mostra também o interesse pela sua obra além das fronteiras nacionais.

Quando a ECA foi criada no final dos anos 1960, Ismail já estava por aqui e fez parte da primeira turma. Graduou-se em 1970 e no ano seguinte passa a integrar o corpo docente do curso de cinema. Mestrado e doutorado foram ambos realizados na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humana, o primeiro sob a orientação de Paulo Emílio Salles Gomes, o segundo, com Antonio Candido, com o título Narração contraditória: uma análise do estilo de Glauber Rocha, 1962-64, que seria mais tarde editado com o título Sertão mar: Glauber Rocha e a estética da fome e se tornaria obra fundamental para o estudos sobre o cineasta brasileiro.

Abaixo algumas de suas obras com comentários extraídos de prefácios, orelhas. Clique aqui para uma relação completa de seus livros no acervo. E aqui para a lista de teses e dissertações feitas sob sua orientação.

Ismail Xavier: encontros. Organização Adilson Mendes.
Série de entrevistas em que Ismail Xavier avalia sua trajetória crítica, fala de seus livros, de filmes brasileiros recentes.

“deixando de lado sua discrição metodológica habitual, enfatiza um tipo de interpretação formal que privilegia as conexões entre história, cinema e ideologia. E este trânsito pelas fronteiras intelectuais fica mais claramente delineado, como se vislumbrássemos o crítico, após seu trabalho, polindo suas ferramentas.” Prefácio de Adilson Mendes.

O discurso cinematográfico: a opacidade e a transparência.

“Há quase trinta anos, o livro O discurso cinematográfico resiste bravamente como a mais importante obra sobre teoria cinematográfica produzida no Brasil, mesmo considerando a excelência de outras contribuições que vieram depois, inclusive do mesmo Ismail Xavier.” Prefácio de Arlindo Machado para a 3ª edição.

Sertão mar: Glauber Rocha e a estética da fome.

“Interpretação original de Glauber, este livro de Ismail Xavier caracteriza o esforço do cineasta em alcançar a síntese, mas aponta as contradições de um processo criativo, na encruzilhada entre a pedagogia militante e o ‘cinema de autor’, entre a crítica à religião do oprimido e o elogio de suas representações. E ainda investiga como, em cada filme, esse cinema de olho na História incorpora elementos da cultura popular e do mito.”

Alegorias do subdesenvolvimento: cinema novo, tropicalismo, cinema marginal.

“Alegorias do subdesenvolvimento é o desdobramento consequente dos problemas de Sertão Mar e o desenvolvimento de questões mais abrangentes em torno do cinema brasileiro moderno.” Prefácio de Adilson Mendes para as entrevistas.

 


Os porquês

13/11/2017

Bibliotecas são espaços democráticos que todos deveriam usufruir da forma que mais lhes conviesse: para estudar, ler, pesquisar, ver filmes, ouvir música, obter orientação para suas atividades de pesquisa, fazer reuniões de trabalho, relaxar um pouco etc.

Todo cidadão deveria estar habituado a usar bibliotecas desde a infância e ter com elas tanta intimidade quanto temos com os cinemas, parques e praças de alimentação dos shoppings, por exemplo, espaços que todo mundo entende como funcionam. Infelizmente, sabemos que não é exatamente assim. Os códigos e regras envolvidos na organização das bibliotecas nem sempre são fáceis de entender, e não apenas por responsabilidade das bibliotecas ou de seus usuários. Há muitas questões estruturais e educacionais envolvidas nessa questão.

É por esse motivo que os usuários trazem para os funcionários, quase diariamente, muitas dúvidas e perplexidades. Vamos tentar explicar algumas delas.

Você está ocupada(o)?

Muitos alunos, educadamente,  fazem essa pergunta para os bibliotecários, quando precisam fazer uma pergunta. A resposta é: Sim, sempre, mas a prioridade é atender você. A gente tem sempre muitos afazeres, mas nenhum deles é mais importante do que a atenção direta ao usuário.

Por que não posso entrar com a minha bolsa, se a biblioteca tem câmeras e controle de saída com alarme?

Infelizmente, nenhum mecanismo de segurança de acervo é infalível, como bem sabem os saqueadores de bibliotecas. Permitir a entrada de bolsas ajudaria muitos que vem à Biblioteca com más intenções. A gente não desconfia dos nossos alunos, dos usuários que vêm para pesquisar e estudar, mas a única forma de gerenciar essa questão é não deixar ninguém entrar de bolsa. Nem sempre é possível distinguir o pesquisador do predador de bibliotecas!

E por que não posso deixar minha bolsa nos armários da Biblioteca quando saio para tomar um cafezinho?

Há momentos em que quase todos os nossos armários estão ocupados. Se o pessoal sair da Biblioteca para almoçar, tomar café ou fumar, com certeza faltarão armários para quem precisa entrar, nos horários de pico. Além disso, o risco de perda de chave do lado de fora é muito grande, gerando despesas para a instituição e insegurança para os usuários. Mas é rapidinho, eu volto logo…  Bem, todos dizem isso, mas muitos acabam demorando bem mais do que esperavam…

Vocês nunca pensaram em …

A frase é completada com diversas sugestões e ideias em geral muito pertinentes ou, pelo menos, importantes para quem faz a pergunta. Serviços (ou equipamentos) que parecem um absurdo que uma biblioteca universitária não tenha. Na maioria das vezes, sim, nós já pensamos nisso. Mas não conseguimos fazer por limitações orçamentárias, falta de pessoal, problemas de legislação etc. Ou, na melhor das hipóteses, pensamos e estamos providenciando, mas a demora é sempre muito maior do que gostaríamos. Instituições públicas têm suas complicações. Mas, em alguns casos, é verdade, não pensamos mesmo nisso! Portanto, nunca deixe de fazer essa pergunta, sua sugestão pode ser viável.

Por que alguns livros não podem ser emprestados?

Obras de referência, como dicionários e enciclopédias, são de consulta rápida. Logo, em princípio o usuário pode ler ou copiar rapidamente a informação de seu interesse, sem precisar levar o material para casa. Dessa forma, mais pessoas podem consultá-lo. Livros raros ou qualquer documento de reposição difícil (ou até impossível) em caso de perda, também não podem sair da Biblioteca. O estado de conservação do documento também é um fator que pesa na decisão de não emprestar, para evitar danos irreversíveis a materiais frágeis. Livros que os professores pediram para entrar na Reserva Didática também não podem sair da Biblioteca, para garantir que todos os alunos de uma disciplina possam ter, de alguma forma, acesso ao seu conteúdo. Mas, se você acha que o livro (ou outro material qualquer) não se enquadra em nenhum desses casos, fale conosco. Os critérios estabelecidos para não emprestar uma obra são atualizados constantemente, mas nem sempre é possível atualizar o status de cada uma. Se observarmos que não há nenhum motivo sério para impedir o empréstimo, mudaremos na hora o status do material.

Não consegui fazer a renovação pela internet, por isso não devolvi no prazo…

Fazer a renovação pela internet é um serviço destinado a facilitar a vida do usuário, não é uma obrigação. Quem não conseguir fazê-lo, deve entrar em contato conosco pelo telefone, e-mail, chat ou Facebook. Se o item não tiver reserva para outro usuário e não estiver atrasado, faremos a renovação.

Eu estava viajando e não consegui fazer a renovação…

Bem,  viajar com material emprestado da Biblioteca envolve alguns riscos. Se o prazo vencer durante a viagem e outra pessoa fizer uma reserva, a renovação não será possível. O ideal é renovar antes da viagem, se possível, para evitar contratempos. É possível renovar antes do vencimento, sem problemas.

foto: Chris Goldberg (Flickr)

O que vocês querem dizer quando expõem esse livro ou essa revista?

Em geral, os materiais são expostos com os seguintes objetivos: divulgar as novidades que chegaram e mostrar segmentos do acervo que as pessoas talvez não conheçam. Estamos dizendo: vejam isso, conheçam isso, pesquisem isso, estudem isso. A ideia é divulgar e mostrar, as conclusões e elaborações ficam por conta do público.

Tudo é tão complicado! Não poderia ser mais simples?

É a pergunta mais difícil de ser respondida. Alguns processos são intrinsecamente complexos, e mudá-los não é nada fácil. Muitos usuários têm problemas com o sistema de organização dos livros nas estantes, por exemplo. De fato, não é algo muito simples, mas, depois que se aprende a lógica da coisa, fica bem mais fácil. Já fizemos dois posts sobre esse assunto, vejam:

https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2017/10/16/cada-coisa-em-seu-lugar-a-organizacao-dos-livros-nas-estantes/

https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2010/03/08/como-localizar-o-livro-na-estante/

E nem tudo depende apenas do pessoal da Biblioteca, é preciso lembrar.

Mas há coisas que sim, poderiam ser mais simples. Trabalhamos constantemente para simplificar e melhorar o que estiver ao nosso alcance. Suas sugestões são importantes.

 

 


Para entender o ORCid

06/11/2017
  • É um identificador único e persistente de autor atribuído pelo sistema ORCid. Possui 16 dígitos, algo como “0000-0002-0123-208X”
  • É gratuito e não possui vínculo com nenhuma editora.
  • Permite identificar e individualizar pesquisadores e seus trabalhos: o pesquisador insere seu nome e as possíveis variações para o mesmo.
  • É internacional, nesses termos há maior visibilidade. Sob o ORCid de um pesquisador estão elencados seus trabalhos, bem como existe a possibilidade de preenchimento de palavras-chave relacionadas a sua área de atuação.  É possível realizar pesquisas por palavras-chave e descobrir outros pesquisadores que atuam em áreas de seu interesse.
  • Agências de fomento (FAPESP, CNPq etc.) já estão integradas ao ORCid. Nesses termos, é possível realizar importação automática dos dados.
  • A CAPES já solicita dos candidatos a bolsas e financiamentos de seus programas internacionais, um código de cadastro na ORCID. Leia mais aqui.
  • O currículo Lattes possui um campo para inserção do ORCid. No momento não há integração dos sistemas, que permitiria, por exemplo, migração de dados. A intenção é que isso ocorra em breve. Por ora é possível inserir no Lattes o seu ORCid. Vá em Dados gerais – Identificação – Outras bases bibliográficas – Inserir nova – Selecione ORCid e insira o seu número.
  • O ORCid permite importação de dados do Google acadêmico bem como de bases como Scopus, ResearchID, Redalyc e outras. Isso significa que sua produção deve estar cadastrada nesses recursos: se você possui perfil no google acadêmico poderá importar os dados, o mesmo ocorre com o ResearchID. Caso sua produção esteja indexada na Scopus, também será possível. Ter a produção cadastrada nessas bases bem como perfis de autor não é algo que se dá naturalmente: ou você já criou perfil, no caso dos identificadores, ou sua produção está em revistas indexadas em determinadas bases de dados.
  • A criação do ORCid autenticado USP é recomendada pois  a USP é reconhecida  como organização confiável, permitindo a coleta e conexão de dados. Na USP a fase de conexão (troca de dados por API) ainda não foi implementada, quando estiver em funcionamento sempre que houver alguma atualização de seus dados ou trabalhos, esta atualização será automática em seu registro.
  • Caso você já tenha criado um ORCid sem tê-lo associado à USP basta proceder à associação: Em http://www.usp.br/orcid/ selecione a opção “criar ou associar o seu ORcid”,  quando o sistema pedir, entre com Orcid e senha e autorize.
  • Importante lembrar que o ORCid é um identificador do pesquisador, mesmo que você mude de instituição o identificador permanecerá o mesmo

Neste tutorial de 6 slides você verá como criar seu registro ORCid

Este é um tutorial bastante completo, elaborado pelo SIBi-USP, que  apresenta o ORCid. A partir do slide 19 há instruções para preenchimento de informações, após ter criado o registro.

Veja aqui algumas informações gerais sobre o ORCid  elaboradas pelo SIBi-USP.

RESUMINDO, POR QUÊ? PARA QUÊ?  Em resumo, ter um registro no ORCid é interessante na medida em que permite a identificação do autor e sua produção em uma rede que é internacional. Diferente, portanto, do currículo Lattes de abrangência nacional. Estar na ORCid permite que seu perfil de pesquisador seja conhecido ao redor do mundo. Ninguém irá acessar suas publicações por ali, mas, sim, ver a sua trajetória de pesquisa. Evita ambiguidade de nomes e permite a correta atribuição de autoria. No momento acaba sim sendo mais um local para o preenchimento de informações, sobretudo se você possui cadastro em sistemas que permitem importação com o ORCid. A promessa de integração do ORCid com o Lattes é bastante interessante, pois com isso o pesquisador simplesmente retiraria seu pacote de dados do Lattes e inseriria no ORCid. A intenção da USP é que em um futuro breve a produção registrada em nossas bases seja automaticamente atualizada junto ao ORCid. Isso ainda não está implementado. Por enquanto, fica a certeza de que a adoção do ORCid é uma tendência mundial e instituições de fomento à pesquisa já estão exigindo que os pesquisadores estejam cadastros no sistema. Então caso você queira aguardar para atualizar dados, não possui tempo para tanto etc., fica a dica de que, ao menos, crie um perfil, obtendo o seu registro. Os dados você pode ir preenchendo conforme tiver tempo.

 

A equipe de bibliotecári@s está disponível para orientar na criação do registro. Se preferir marque um horário (30914481/4074 ecabiblioteca@usp.br) ou venha quando tiver  pelo menos uns 20 minutos disponíveis.


Sem sistema

30/10/2017

Instabilidades e indisponibilidade temporária de sistemas eletrônicos são situações com as quais lidamos frequentemente. No entanto, nas semanas passada e retrasada tivemos que enfrentar, nas bibliotecas do Sistema de Bibliotecas da USP (SIBiUSP), seis dias de sistema totalmente indisponível e relatos de instabilidade nos dias anteriores.

De 19 a 24 de outubro, o Aleph, software que está por trás do Dedalus, banco de dados bibliográficos da USP, ficou inacessível. Com isso, os serviços de catalogação, empréstimo e operações relacionadas (renovação, devolução, reserva, empréstimo entre bibliotecas), e as buscas nos catálogos não puderam ser realizados.

As devoluções, que se acumularam às centenas, eram recebidas, mas só puderam ser registradas quando o sistema voltou ao normal. Para que esses dias sem sistema não fossem contados para efeito de suspensão, consideramos que todas as devoluções foram feitas no dia 19, início da pane.

Já os empréstimos com data de vencimento/renovação de 16 a 26 de outubro, tiveram todos a data alterada para 1º de novembro. Assim, aquelas pessoas que têm aula apenas uma vez por semana ganharam mais um tempo para renovar ou devolver sem atraso.

O sistema voltou a funcionar normalmente na noite de terça-feira, 24, mas no dia seguinte ainda era possível sentir as consequências do problema, pois o trabalho acumulado e a demanda reprimida geraram excesso de conexões simultâneas ao sistema.

Segundo mensagem enviada pelo departamento técnico do SIBiUSP, o problema ocorreu devido a uma falha em um de seus equipamentos, não tendo sido identificada qualquer perda de dados.

Apesar das decisões tomadas para diminuir as chances de problemas decorrentes do mau funcionamento, não hesitem em nos explicar a situação, caso se sintam prejudicados.


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