Pesquisando obras de mulheres, de autores negros, mulheres negras etc

16/05/2022

A busca por obras de autores que pertencem a grupos específicos é cada vez mais frequente. Muitos pesquisadores não buscam simplesmente por um tema, mas sim por um tema sob a ótima de autores mulheres, negros, indígenas etc. A demanda é importante, sobretudo porque a presença de estudantes que pertencem a esses grupos na Universidade está, aos poucos aumentado.

Carolina Maria de Jesus – foto do Arquivo Nacional

Nas bibliotecas, a questão é: como encontrar livros escritos por autores negros (ou por autoras negras), música composta por mulheres, filmes dirigidos por indígenas etc em nossos catálogos? A resposta é simples: só fazendo pesquisas em fontes externas aos catálogos.

Já a explicação, não é tão simples. Não conseguimos recuperar em nossos catálogos – que nada mais são do que bases de dados informatizadas – dados que não foram inseridos neles. E, por enquanto, não temos campos previstos nas bases para registrar informações sobre características dos autores. Além do nome, o único dado sobre autores que são registrados na catalogação são as datas de nascimento e morte deles.

E não dá para mudar isso? Dá, mas é um processo demorado, porque as bibliotecas, em geral, usam padrões internacionais cuja atualização não pode ser feita por iniciativas individuais. E mesmo quando tivermos essa possibilidade, precisamos que as informações sobre os autores estejam nos próprios materiais. Os bibliotecários não podem, nem devem, fazer deduções baseados em nomes ou fotografias (quando disponíveis), pois a chance de erro é grande.

Então, o que fazer para não deixar essas pesquisas relacionadas sem resposta?

De imediato, podemos fazer buscas em outras fontes de informação para obter uma relação – que dificilmente será completa – dos autores que nos interessam. Por exemplo: no Portal de Periódicos CAPES, a busca pela expressão “black writers” traz mais de 7000 referências sobre o assunto “escritores negros”. Podemos acrescentar à busca termos geográficos ou assuntos para tornar o resultado mais específico. Dessa forma, analisando os artigos, livros e outros documentos publicados sobre o assunto, podemos chegar a uma lista de autores e, posteriormente, buscar as obras escritas por eles nos nossos catálogos. É um pouco complicado, mas tem a vantagem de nos fazer ler bastante sobre o assunto, o que pode levar a descobertas interessantes.

As próprias bibliotecas podem se dedicar a atividades de curadoria e produzir materiais interessantes para divulgar ao seu público. A lista de Filmes dirigidos por mulheres que publicamos aqui neste blog foi elaborada a partir de buscas na internet e em obras de referência do nosso acervo.

Vale lembrar que já existem, no Brasil, editoras que se dedicam a publicar autores de perfis específicos, como relatam essas duas matérias:

Por que conhecer editoras negras? (Revista Biblioo)

Uma livraria-editora de mulher para mulher (Publishnews)

Sabemos que, de fato, ainda há um longo caminho a percorrer antes de termos catálogos de bibliotecas que respondam a essas pesquisas de forma rápida e simples. O empenho das bibliotecas, editoras, gravadoras etc, e também dos próprios autores, será necessário. Mas, como nos disse uma pesquisadora que nos procurou em busca de textos escritos por autores negros, em algum momento precisamos começar.


Apropriação indébita

10/05/2022

Você já se deparou no Dedalus com aquele item com data de devolução para 2015, 2010? E ficou meio atordoado sem entender? Sim, nesses casos significa que a pessoa deveria ter devolvido naquela data, mas não devolveu.

A pessoa resolveu ficar com o livro para ela

A cobrança de empréstimos atrasados é feita todo dia pelos e-mails disparados de forma automática por nosso sistema, mas essa não é só uma tarefa que consome energia de nossos computadores, também toma tempo de funcionários que precisam mandar e-mails, telefonar, enviar mensagens via redes sociais. 

Na maioria dos casos, os e-mails automáticos disparados pelo sistema ou as cobranças feitas por nós são suficientes para que as pessoas devolvam os itens atrasados. Às vezes o contato com os pais também é bem eficaz.

No entanto, existe um número de livros, filmes, partituras, revistas… comprados com dinheiro público e que são apropriados por pessoas que tomam emprestado itens na biblioteca e nunca mais devolvem. Talvez as pessoas simplesmente esqueçam, talvez fiquem com vergonha de devolver depois de muito tempo de atraso, talvez devessem ter aprendido em algum momento que esses materiais comprados com dinheiro público, são, afinal, públicos.

Ou mesmo nem saibam o que é um bem público, pois trabalhar num serviço público, é ter que constantemente dizer para as pessoas que o público pertence a elas e a outras pessoas também.

Alguns dos itens nunca devolvidos são (eram?) obras importantes para o acervo. Por exemplo, os dois livros abaixo estão entre as obras mais emprestadas da Biblioteca da ECA e alguém resolveu se apossar deles!

Não é um problema que se limita a uma área qualquer da escola, há títulos de turismo, biblioteconomia, teatro, cinema, enfim todas áreas nessa condição.

  • Piano tuning: a simple and accurate method for amateurs, Jerry Cree Fischer
  • Planejamento turístico: teoria e prática, Debora Cordeiro Braga
  • Harmonia: uma abordagem prática: parte I, Marisa Ramires Rosa de Lima
  • O jogo teatral no livro do diretor, Viola Spolin
  • Teatro pós-dramático, Hans-Thies Lehmann
  • Teoria do drama moderno (1880-1950), Peter Szondi
  • O olho da rua: uma repórter em busca da literatura da vida real, Eliane Brum

Enfim, essa é apenas uma amostra. São muitos títulos que foram emprestados em algum momento e nunca mais retornaram à Biblioteca.

Do ponto de vista do usuário, a única sanção que aplicamos aos que se apropriam de bens públicos é a suspensão do serviço de empréstimo pelo mesmo tempo do atraso multiplicado pelo número de itens.

– Ah, mas já tem muito tempo de atraso, estou com vergonha de devolver!!

Temos uma caixa de devolução disponível no saguão do prédio central, na qual é possível devolver os itens sem a mediação dos funcionários. Basta depositar lá que recolhemos todos os dias úteis.


Como falar conosco

02/05/2022

Você precisa de alguma informação da Biblioteca da ECA? Quer conversar com uma bibliotecária ou bibliotecário? É simples.

Foto: Roland o”Daniel https://flic.kr/p/7Ww83p

Mande um e-mail para o endereço oficial da Biblioteca: ecabiblioteca@usp.br. Nós abrimos nosso e-mail todos os dias, várias vezes por dia, e respondemos rapidamente (no mesmo dia ou no dia seguinte). Telefone também funciona: (11) 3091.4071 / 4481. Além disso, os nomes, telefones e endereços de e-mail de toda a equipe da Biblioteca estão disponíveis na página de Contatos do nosso site, caso você tenha um assunto a tratar com uma pessoa específica.

Em nosso site, temos vários formulários para solicitar serviços específicos. Veja quais são:

Agendamento de treinamentos remotos: Treinamentos

Indicação de livros e outros materiais para serem comprados para o acervo: Sugestões de compra

Empréstimos após as 20 horas: Agendamento de empréstimos

Consulta à Coleção Especial (revistas antigas, livros raros, livros de artista etc): Coleção Especial

Cadastramento da produção intelectual de docentes, técnicos e bolsistas FAPESP da ECA: Produção

Elaboração automática da ficha catalográfica: Ficha catalográfica

E agora temos essa novidade: Caixa de Sugestões virtual.

Também respondemos a questões enviadas nos comentários deste blog ou em nossos perfis nas mídias sociais.

Só tem um detalhe: respondemos de segunda a sexta, nos horários de trabalho da equipe. Mensagens enviadas nos finais de semana ou feriados serão respondidas apenas no próximo dia útil. E vale a pena dar uma olhada em nosso site, onde estão todas as informações sobre a Biblioteca da ECA e, talvez, a resposta para sua pergunta.


Mudanças no Mendeley

25/04/2022

O gerenciador de referências Mendeley passou por mudanças importantes nos últimos meses. A começar pelo próprio nome, agora as versões online e desktop têm o mesmo nome, Mendeley Reference Manager, e ficaram também muito parecidas, isso é bom porque torna o uso mais simples e intuitivo.

Por outro lado, essa simplicidade significa a perda de alguns recursos, como por exemplo o Watch Folder e File Organizer. O primeiro permitia que o Mendeley importasse de forma automática todos os arquivos salvos numa determinada pasta, os documentos importados eram salvos com dados de autor, título e outras informações importantes. Era uma pasta monitorada pelo gerenciador. Com File Organizer era possível organizar e renomear numa pasta externa ao Mendeley todos os seus arquivos pdf, adotando um mesmo padrão de nome para os arquivos e fazendo um back-up automático.

Antes mesmo dessas atualizações já tínhamos perdido o app para Android. Na época informaram no blog que o app era pouco usado.

Em compensação, a versão nova, ao tornar a interface web e desktop parecidas deixou tudo mais intuitivo, sem a necessidade de aprender a usar recursos que estavam disponíveis numa versão e não na outra. Junto com a atualização veio também o ‘notebook’, que permite criar páginas para ideias e projetos não exatamente vinculados a um documento ou referência.

Os plugins para usar no editor de texto e para o navegador, que permitem inserir citações e referências de forma automática e importar referências para sua biblioteca enquanto navega ou pesquisa na web continuam disponíveis.

Como atualizar? A versão antiga vai continuar disponível para download até setembro e vai ser possível ter as duas instaladas e sincronizadas no computador durante esse período de transição. Baixe aqui o Mendeley Reference Manager.

Mais informações sobre essa atualização e outras coisas do gerenciador de referências Mendeley, acompanhe no blog deles.


Normas para o turismo

04/04/2022

Quando falamos em normas pensamos logo nas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas para citação e referência e nas outras todas de informação e documentação que tratam de trabalhos acadêmicos, pois são as que nos interessam mais frequentemente.

Mas as normas não se resumem a isso, aliás, bem ao contrário! Normas servem tanto para criar protocolos de interoperabilidade entre sistemas de computadores, quanto podem trazer recomendações sobre o sumário de um livro, os parafusos para uma cadeira ou brinquedo.

Normas não são leis, podem ou não ser adotadas, no entanto no turismo de aventura, atividade que envolve riscos e perigos potenciais, há várias normas buscando normalizar as competências dos condutores de atividades (canionismo, cachoeirismo, rafting etc), os equipamentos (cordas, capacetes etc) e serviços oferecidos.

Foto: capa do livro Turismo de aventura, John Swarbrooke e outros. No acervo 910.057 T938s

A norma ABNT NBR ISO 21101, por exemplo, traz “os requisitos de um sistema de gestão da segurança para prestadores de serviços de atividades de turismo de aventura.” Já a norma ABNT NBR 15500 define termos relativos ao turismo de aventura.

Há também normas que tratam de competências mínimas para pessoal que trabalha no turismo em outras atividades que não o turismo de aventura, como agentes de viagem, confeiteiro, churrasqueiro, camareira e muitas outras atividades.

E se você precisar acessar alguma dessas normas pode vir até a biblioteca ou baixar a VPN da USP e acessar de casa mesmo no Portal GedWeb. Ah, uma vez no portal, busque também por sustentabilidade, hospitalidade, e claro, por turismo.


Cuidados

28/03/2022

A pandemia não acabou! Vamos nos cuidar.

Aos poucos, estamos retomando nossos serviços, mas diversos cuidados ainda são necessários.

Após a visita do técnico do  Serviço de Engenharia, Saúde e Medicina do Trabalho da USP, liberamos para uso metade das cabines de estudo individual. As mesas grandes e as salas de áudio e vídeo permanecem indisponíveis. Duas das salas de vidro, anteriormente destinadas a estudos em grupo, podem ser utilizadas por uma pessoa por vez, mas sem ligar o condicionador de ar, nem ventiladores.

Sala de estudo

A orientação para não ligar ventiladores na Biblioteca se deve ao fato de que, como nossas janelas não se abrem totalmente, os ventiladores poderiam contribuir para espalhar vírus no ambiente. O mesmo ocorre com os condicionadores de ar das salas, que não fazem troca de ar com o ambiente externo. Sabemos o quanto essa medida pode ser desconfortável nos dias quentes mas, por enquanto, não temos opção.

No momento, estamos em busca de uma solução para reformar as janelas. Entretanto, sabemos que isso ainda pode demorar, pois é uma reforma de alguma complexidade.

Enquanto essa situação perdurar, pedimos a atenção dos nossos usuários para algumas medidas simples destinadas a preservar a saúde de todos:

  • evite aglomeração dentro da Biblioteca
  • não tire sua máscara
  • traga sua garrafa com água (os bebedouros não estão funcionando)
  • para fazer o empréstimo, mantenha-se em fila, obedecendo as marcações no solo. O funcionário deve atender uma pessoa por vez
  • permaneça entre as estantes apenas no tempo suficiente para localizar o material (ou para dar uma voltinha de reconhecimento). Lembre-se: o local mais abafado da Biblioteca é entre as estantes
  • bloqueamos metade das cabines individuais para evitar a permanência de muitas pessoas num espaço com pouca ventilação. Por esse motivo, pedimos que as cabines não sejam usadas por mais de uma pessoa por vez.

Cabines individuais e janelas com sua abertura máxima


Biblioteca extramuros

21/03/2022

Os catálogos das bibliotecas normalmente indicam o que as bibliotecas têm a oferecer nas suas estantes, dentro dos seus limites físicos, mas desde muito tempo as bibliotecas buscam sair dos limites de seus muros. Assim, por exemplo, hoje em dia bases de dados e revistas eletrônicas de acesso remoto estão entre os principais produtos oferecidos pelas bibliotecas universitárias.

Mas mesmo antes de todas as possibilidades que a internet trouxe, bibliotecas e outras instituições de pesquisa buscavam ampliar o acesso do pesquisador a itens presentes em outros acervos, em outras instituições, mesmo em outros estados ou países, surgiram assim serviços como EEB, Comut entre outros.

Fonte: https://www.flickr.com/photos/kateed/

É também parte dos esforços para ampliar as possibilidades dos pesquisadores, que termos como sistemas integrados, redes de bibliotecas, catálogos coletivos etc. passam a fazer parte do vocabulário das bibliotecas. Vem daí experiências como o CCN (Catálogo Coletivo de Publicações Seriadas), projeto do IBICT que desde 1954 busca facilitar os acesso a publicações periódicas nacionais e estrangeiras que fazem parte do acervo das instituições participantes. Hoje são 604 bibliotecas que enviam seus dados para atualização.

O Dedalus, nosso catálogo, é um exemplo desse tipo de empreitada, pois é o catálogo de todas as 48 bibliotecas da USP, em várias cidades do estado, possibilitando saber que livros estão lá na biblioteca da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto, assim como o que está nas nossas estantes tudo ao mesmo tempo. O mesmo pode ser dito dos catálogos de outras universidades paulistas, como Unicamp e Unesp.

Outros projetos do IBICT são a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), com teses e dissertações de 128 instituições brasileiras e Oasisbr – Portal Brasileiro de Publicações e Dados Científicos em Acesso Aberto.

A Rede de Bibliotecas e Centros de Informação em Arte no Estado do Rio de Janeiro (REDARTE/RJ) com acervos na área de artes de 34 instituições do Rio de Janeiro e Niterói.

A Rede Pergamum junta as instituições clientes do software Pergamum. São várias bibliotecas universitárias, especializadas, públicas, privadas, escolares espalhadas por todas as regiões do Brasil.

WorldCat permite pesquisar bibliotecas de vários lugares do mundo num só lugar e às vezes até aquela que está pertinho de você.

Conhece outros serviços que permitem pesquisar em mais de um acervo ao mesmo tempo?


Biblioteca aberta

14/03/2022

atualizado em 23.3.2022

A partir do dia 14 de março, a Biblioteca da ECA volta a abrir suas portas, mas ainda com restrições. As novas regras de funcionamento são essas:

  • O horário de atendimento será um pouco reduzido: das 9 às 20 horas
  • Atenderemos apenas para empréstimos e devoluções
  • Após as 20 horas, atenderemos apenas a pedidos de empréstimos agendados. Use nosso formulário
  • O uso dos espaços de estudo (mesas, salas, cabines etc) ainda não está liberado Atualização: as cabines foram parcialmente liberadas
  • A entrada na Biblioteca só será possível para quem tiver o esquema de vacinação completo
  • O uso de máscaras de forma correta permanece obrigatório
  • A Consulta à Coleção Especial (livros e revistas que não podem ser emprestados) será por agendamento
  • Continuaremos a oferecer treinamentos de forma remota, e a digitalizar teses, artigos de revistas e capítulos de livros, a pedidos

Essas restrições são necessárias devido à falta de ventilação natural na Biblioteca, cujas janelas não abrem totalmente. Com o coronavírus ainda em circulação, só vamos poder voltar em segurança ao atendimento normal e ao uso pleno dos espaços quando problema da ventilação for solucionado.

Informações importantes nos sites:

Retorno Seguro USP

Fiocruz


Herdando bibliotecas

21/02/2022

Estudando minha biblioteca, […], vós, visitantes, podereis conhecer meu espírito

https://brapci.inf.br/index.php/res/v/74964

Uma das formas que muitas bibliotecas têm para enriquecer seu acervo é o recebimento de doações, e num tempo de crescentes restrições orçamentárias, as doações são ainda mais fundamentais. Mas e quando se recebem doações muito grandes? E quando se recebem bibliotecas inteiras?

Ex-libris presente em parte da coleção F. Matarazzo Sobrinho

Bibliotecas particulares são comumente doadas pelos professores, quando se aposentam, ou por familiares, depois de sua morte, para as bibliotecas das instituições onde exerciam suas atividades acadêmicas. Essas coleções costumam trazer exemplares únicos ou esgotados de difícil aquisição por outros meios, assim como repor obras extraviadas ou danificadas etc.

Algumas bibliotecas importantes têm suas coleções fundadoras criadas dessa maneira, como por exemplo a biblioteca central da UNB:

Como a biblioteca não contava com nenhum acervo remanescente, a UnB teve que iniciar seu acervo do zero. Para compensar esta defasagem e falta de material informacional remanescente da biblioteca da universidade, Edson Nery da Fonseca foi buscar a solução comprando bibliotecas de particulares que naquela época eram disputadas pelas universidades.

https://brapci.inf.br/index.php/res/v/161848

O tratamento dado a essas coleções, varia de biblioteca para biblioteca. Podendo ser criada uma nova coleção dentro da organização da biblioteca, quando se dispõe de espaço, ou quando as próprias bibliotecas particulares são em si vistas como objeto de estudo, representativas da trajetória de um pensador, uma época ou instituição.

O recebimento desse tipo de doação faz surgir preocupações que envolvem planejamento do espaço físico, remanejamento de partes do acervo, higienização e preservação. Mas antes dessas etapas há a seleção, momento em que se avalia pertinência ao acervo, estado de conservação, raridade, atualidade… Enfim, não é tarefa fácil manusear e avaliar centenas de obras, algumas sem interesse para o acervo.

A Biblioteca da ECA recebe doações de coleções desde sua formação, caso do recebimento de parte da coleção de Francisco Matarazzo Sobrinho, antes mesmo da inauguração oficial da biblioteca. Hoje, por restrições de espaço, só recebemos bibliotecas particulares inteiras quando provenientes de professores da ECA, e, após seleção, parte é incorporada ao acervo e outra parte pode ser encaminhada para outras instituições.

Também é a limitação do espaço disponível que faz com que essas coleções particulares de professores estejam normalmente dispersas no acervo geral ou em outras coleções já existentes.

Importantes obras de nosso acervo foram incorporadas dessa forma, como a coleção de peças de teatro não editadas da Escola de Arte Dramática. Outros exemplos de coleções recebidas:

  • Leon Kaniefski (267 livros sobre música)
  • Amália Zeitel (1000 livros e revistas sobre teatro)
  • Gilberto Mendes (149 partituras originais)
  • Eudinyr Fraga (2600 livros, revistas e peças de teatro)
  • Carlos Avighi (2982 livros e revistas)
  • Lycia de Biase (cerca de 400 partituras manuscritas)

A biblioteca particular do ex-professor Eduardo Peñuela Cañizal foi uma das últimas recebidas, e foi criada no Dedalus uma ‘coleção especial’ para juntar os títulos que foram inseridos no acervo.

Dessa forma, conseguimos preservar a forma de organização dos livros na Biblioteca da ECA (separados por grandes assuntos), sem perder a informação sobre a origem do material.


O drama da ficha catalográfica

14/02/2022

Você praticamente já terminou sua tese ou TCC. Só falta a capa e alguns ajustes na formatação, antes de entregar o pacote. E aí, caso você não tenha prestado atenção às orientações da sua biblioteca e das Diretrizes da USP para elaboração de dissertações e teses, leva um susto. Além de toda a pesquisa, da escrita do texto, dos cuidados com as citações e referências, você ainda precisa fazer um ficha catalográfica. E um colega explica que você precisa pedir isso na biblioteca ou pagar para uma bibliotecária fazer a coisa.

Nada disso. É mais simples do que parece. Se você é aluno de graduação ou pós-graduação da ECA, basta entrar no site da Biblioteca da ECA e preencher um formulário. Sua ficha será gerada automaticamente, na hora, sem custos nem burocracia. Acesse este link:

https://www.eca.usp.br/biblioteca/ficha-catalografica

O programa foi desenvolvido pela Seção Técnica de Informática – STI do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação – ICMC, utilizando o módulo Webform Ficha Catalográfica desenvolvido pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – FFLCH e adaptado pela Seção de Desenvolvimento e Automação Tecnológica – SCDATEC-SVTI-ECA, e somos todos muito gratos a esse pessoal por isso.

Talvez você tenha dúvidas. Vamos responder antecipadamente às mais comuns, aquelas que todo mundo pergunta:

É obrigatório?

Sim, de acordo com a norma da ABNT para elaboração de trabalhos acadêmicos – NBR14724. Não é uma exigência da Biblioteca da ECA (só estamos tentando facilitar a vida de vocês).

Quanto tempo demora para eu receber a ficha?

Só o tempo do preenchimento. Assim que você terminar de preencher o formulário, aparece um botão para você visualizar a ficha. E uma cópia também vai para o seu e-mail.

E se eu errar?

Não tem problema, é só fazer de novo. Faça quantas vezes precisar. Se o erro for pequeno e você se virar bem editando documentos em pdf, pode corrigir a ficha já pronta. Mas cuidado para não alterar a formatação da ficha.

E se a banca recomendar correções?

Se as correções implicarem alterações nos dados da ficha, simplesmente faça outra. O formulário não vai sumir do site.

Para quem eu entrego a ficha?

A ficha vai no trabalho, no verso da página de rosto. Consulte as Diretrizes (página 32), se tiver dúvidas quanto a isso.

Se você tiver outras dúvidas no momento do preenchimento, não se preocupe. Entre em contato conosco pelo e-mail ecabiblioteca@usp.br. Responderemos rapidamente no mesmo dia, ou no dia seguinte, se a mensagem chegar num dia útil.

E se você que está lendo este post não é aluno da ECA, nem da USP, procure entrar em contato com a biblioteca da sua instituição. Muitas bibliotecas oferecem esse recurso do programa para geração de fichas, fazem a ficha para você ou têm outra solução. Só não deixe para última hora!

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