Questões da pandemia

07/04/2021

Campus vazio. Foto: Marina Macambyra

Quem entrou na USP nesses tempos de pandemia, com aulas remotas e campus fechado – inclusive as bibliotecas – deve estar com muitas dúvidas. Vamos tentar responder a algumas delas.

Quando a Biblioteca da ECA vai reabrir?

Ainda não sabemos. Provavelmente, só quando houver condições de segurança para realização de atividades no local, tanto para o público quanto para a equipe de funcionários.

Todas as bibliotecas da USP estão fechadas?

Sim, até onde sabemos. Na atual fase de restrição máxima, todas as bibliotecas suspenderam atividades presenciais. O acesso aos campi está sendo controlado de forma rigorosa.

Não dá para abrir uma exceção?

Lamentamos, mas não é possível abrir exceções. Todos os funcionários estão trabalhando em suas casas, sem acesso ao acervo e instalações da Biblioteca. Não podemos expor nossa equipe ao contágio. Sabemos que há situações em que nada pode substituir o acesso ao livro impresso, principalmente para quem está terminando sua tese ou trabalho de conclusão de curso, mas estamos vivendo a excepcionalidade de uma pandemia. Nossas vidas correm risco.

Existe acervo disponível online?

Sim, a USP coloca à disposição dos alunos e professores um excelente acervo de recursos online. Temos revistas eletrônicas, bases de dados, e-books, teses etc. Alguns são de acesso aberto, outros são assinados pela Universidade e restritos à comunidade USP. Dá para ler jornais pelo PressReader e acessar e-books em português pelas plataformas Biblioteca Virtual Pearson e Minha Biblioteca. Consultem a página Recursos Online do site da Biblioteca da ECA para mais informações.

E se eu precisar de ajuda?

Estamos atendendo de forma remota. Temos treinamentos online para acesso e uso de fontes de informação, normalização, gerenciadores de referências, ORCID e currículo Lattes. É só marcar por este formulário em nosso site. E continuamos respondendo às suas dúvidas pelo e-mail ecabiblioteca@usp.br, pelos nossos perfis nas mídias sociais e aqui mesmo, pelos comentários neste blog. Não se acanhem, estamos com saudades de vocês!

É possível digitalizar material?

No momento, não, porque estamos sem acesso ao acervo. Assim que for possível, tentaremos implantar um serviço de digitalização a pedidos. Mas, lembrem-se: só podemos digitalizar artigos de periódicos, capítulos de livros e teses, devidos às restrições da legislação sobre direitos autorais.

O que é o VPN da USP?

É uma rede virtual privada (Virtual Private Network) da comunidade USP, pela qual é possível acessar todos os recursos que a Universidade assina: revistas eletrônicas, bases de dados, plataformas de e-books etc. Você precisa instalar o programa em seu computador e fazer uma configuração simples, usando seu número USP e senha única. Veja aqui as instruções.

O catálogo da biblioteca está online?

Sim, o Dédalus, catálogo das bibliotecas da USP, está na internet. E dá até para acessar texto completo das teses, dissertações e TCCs mais recentes. Pelo Portal de Busca Integrada podemos localizar, além do mesmo conteúdo do Dédalus, muito material online, principalmente artigos de revistas acadêmicas internacionais. No site da Biblioteca da ECA temos links para nossos catálogos de Filmes, Gravações e Partituras. Outra opção: o aplicativo Bibliotecas USP, disponível para IOS e Android. Mas, atenção: embora os registros dos catálogos estejam disponíveis em acesso aberto, a conexão pela VPN será necessária para abrir recursos assinados pela USP.

Seremos avisados quando a biblioteca reabrir?

Essa informação e qualquer outra novidade importante será divulgada em nosso site, nas Notícias (imagens que rodam na página inicial) e na seção de Comunicados. E não deixem de acompanhar nossa página no Facebook e perfis no Twitter e Instagram. Estamos sempre divulgando serviços, novidades, lançamento de publicações de nossos professores, festivais de filmes para assistir de graça, bases de dados de acesso aberto, tutoriais para aprender a usar os recursos disponíveis etc. Sigam também este blog e nosso canal no Youtube. Para quem não tem paciência para nada disso, sugerimos assinar nosso boletim mensal Acontece na Biblioteca, pelo qual divulgamos as informações mais importantes.


A Biblioteca Universitária de Campos dos Goytacazes: uma biblioteca na universidade pública brasileira

22/03/2021

Tese

Autor: Thulio Pereira Dias Gomes
Orientador: Marco Antonio de Almeida
Programa de pós-graduação: PPGCI
Data de publicação: 2020


Propósito, relevância e resultados


A universidade pública brasileira vive um momento conturbado de sua história no início do século XXI. Ou talvez seja razoável dizer que a universidade nunca tenha vivido um momento de estabilidade no Brasil, porque mesmo os momentos mais prósperos foram marcados por grandes desafios. Atualmente, as universidades federais vivem os efeitos das políticas públicas de educação superior das últimas décadas que propõem ao presente o desafio de estruturação após expansão. A universidade ampliou a oferta de vagas e de cursos e a presença no território brasileiro. Após esse momento de expansão, a universidade sofre o enxugamento de verbas públicas e é questionada pela sociedade quanto à sua finalidade e ao seu papel.

Nesse contexto, a pesquisa apresenta a Universidade Federal Fluminense em Campos dos Goytacazes a partir dos documentos armazenados na biblioteca universitária. O estudo de caso apresenta situações em que a biblioteca, o bibliotecário e a biblioteconomia contribuíram para que a universidade alcance seus objetivos institucionais. Para isso, a pesquisa aplica técnicas de mediação de documentos produzidos pela própria comunidade acadêmica. O estudo conta a experiências de professores, técnicos e estudantes com os documentos produzidos pela universidades e sugere que esse trato documental favorece a relação com a instituição. Vale observar que uma experiência da bibliotecária Lilian Viana, da ECA, foi um dos referenciais metodológicos para a experiência de mediação apresentada.

Salão de leitura da BUCG/UFF. Foto: Thulio Gomes


O estudo, apoiado na biblioteconomia crítica, apresenta uma análise de um caso de uma biblioteca no contexto das transformações recentes das universidades federais brasileiras. A universidade vive um momento em que deve perseguir a indagação sobre seu papel e relevância para o presente. A tese contribui para a inserção da biblioteca universitária, da biblioteconomia e do bibliotecário nesse urgente debate.


Link para trabalho na biblioteca digital:
https://doi.org/10.11606/T.27.2020.tde-02032021-164317
E-mail: thuliogomes@gmail.com

Para divulgar sua tese ou dissertação neste blog e redes sociais da Biblioteca, use este formulário.


Publique e pereça

08/03/2021

Revistas predatórias, de novo! Já falamos delas aqui, mas o assunto tem se imposto ultimamente. Relatos de pesquisadores recebendo convite para submeter como artigo um trabalho qualquer apresentado anos atrás num evento científico, cobrança de taxa, insistência no e-mail caso a pessoa ignore, aprovação para publicação bem mais rápida do que costuma ser… tudo isso são indícios fortes de se tratar de uma revista predatória.

Elas surgem se aproveitando de algumas características do movimento de acesso aberto e dos sistemas de avaliação de autores baseados em número de publicações. São normalmente publicações internacionais que têm como critério de aceitação de artigos o valor pago pelos autores apenas.

A ameaça das revistas predatórias não irá desaparecer enquanto usarmos número de publicações como critério de qualidade acadêmica. A cultura do publique-ou-pereça e a dificuldade em identificar publicações ilegítimas criam a tempestade perfeita.

Estudo de 2018 desenvolvido por pesquisadores da UFRGS citado neste texto da Revista Pesquisa Fapesp aponta que a presença dessas revistas na comunidade científica brasileira é pequena, mas o dado preocupante é a presença dessas revistas no sistema Qualis da Capes. Outros estudos detectaram a presença delas em serviços ligados às grandes editoras acadêmicas como Scopus e ResearcherID, ou no Doaj.

Ganham dinheiro explorando a inexperiência de alguns, e a má-fé de outros.

De um lado, há pesquisadores mal informados, em geral em início de carreira, que são atraídos pela facilidade em publicar nesses títulos, sem necessariamente se dar conta de que suas práticas são antiéticas. De outro, há os mal-intencionados, que conhecem a natureza desses periódicos e buscam inflar artificialmente sua produção acadêmica, frequentemente para obter promoções na carreira.

O que foi dito acima pode dar a entender que é uma tarefa fácil separar revistas predatórias das sérias. Mas não é bem assim, tanto é que já há empresas cobrando para quem queira ter acesso a uma lista de revistas predatórias. Ou recursos como Think. Check. Submit., que busca ajudar a identificar revistas e editoras confiáveis. Entre os serviços gratuitos, existe a famosa lista do bibliotecário estadunidense Jeffrey Beall, que cunhou o termo ‘predatory journals’. Beall usou mais de 60 critérios para classificar tais publicações; também há uma lista Yale University Libray, ajudam para quem busca um título específico na lista, mas fica difícil avaliar mais de 60 critérios.

Este artigo tentou deixar a tarefa menos inglória, reduzindo a 13 os critérios a se considerar, de modo que pudessem ser usados por pesquisadores e universidades, entre as características apontadas: erros gramaticais e de ortografia são comuns nos sites, imagens usadas são normalmente de baixa qualidade e distorcidas, usam e-mails como @gmail, @yahoo e não e-mails institucionais, prometem publicação rápida, depois da submissão etc.

Além de usar os critérios acima, outras dicas para evitar esse tipo de publicação seriam:

  • buscar pelo título em bases de dados consolidadas (Web of Science, Scopus, Doaj etc.)
  • buscar em listas de títulos suspeitos
  • recursos como Think. Check. Submit
  • E claro, peça ajuda `a sua biblioteca

 

O título deste post foi inspirado nesse aqui; os trechos citados vieram daqui e daqui

Wikipédia, biblioteca e universidade

01/03/2021

A Biblioteca da ECA, em parceria com a biblioteca do IME, entrou no terreno da edição de verbetes na Wikipédia.

No segundo semestre de 2020 demos o primeiro passo para levar a Wikipédia para os cursos de graduação, por meio de uma parceria com a disciplina Infoeducação: teoria e prática, ministrada no CBD/ECA/USP. A partir de diálogos com a docente da disciplina, ficou decidido que os estudantes interessados iriam participar de oficina de edição na Wikipédia e que o trabalho final da disciplina seria um verbete a ser criado, editado ou traduzido. As bibliotecárias prestaram todo o suporte técnico aos estudantes, cabendo à docente o suporte para a criação dos conteúdos informacionais.

A partir dessa ação, a Infoeducação, conceito que inclusive nomeia a disciplina do curso de Biblioteconomia da ECA/USP, passou a ter um verbete na Wikipédia.
A Decolonialidade, tema que vem sendo bastante empregado por pesquisadores, ainda era inexistente na Wikipédia lusófona e foi a partir de nossa Oficina que um estudante criou seu verbete, utilizando o recurso de tradução.

A Wikipédia figura na 13 posição numa lista dos 20 sites mais acessados pelos brasileiros em 2020, num ranking que inclui até e-commerces! Para nós, essa grande quantidade de acessos numa ferramenta gratuita, aberta e colaborativa indica a importância de que a comunidade acadêmica faça uso dela, contribuindo para sua melhoria.

Pretendemos que esse seja o primeiro passo de um caminho em que possamos contribuir para que a universidade esteja presente também nesse circuito com a criação e disponibilização de informações de qualidade, confiáveis, referenciadas e de acesso aberto e gratuito.

Quer saber mais sobre o assunto? Participe do evento Ferramentas da Wikimedia nas Bibliotecas e Potenciais de Uso, cujo objetivo é explorar possibilidades das aplicações Wikimedia no contexto das bibliotecas.  

Programação:

 
14h – Apresentação do Projeto GLAM Bibliotecas USP, Stela Madruga (bibliotecária no IME-USP)
14h20 As mídias no ecossistema digital colaborativo, João Peschanski (coordenador WMB, professor na Faculdade Cásper Líbero, pesquisador associado do CEPID NeuroMat/FAPESP)
14h45 – Dados abertos estruturados e conectados, José Eduardo Santarém Segundo (professor vinculado à USP e à UNESP)
15h10 – Implementação de projetos GLAM/Wikimedia em Portugal: estado de arte, Miguel Mimoso Correia (bibliotecário na BN de Portugal)
 
Transmissão – Canal do Youtube BibliotecadaECA
10 de março, às 14 horas
Não é necessário inscrição prévia
Página do evento:  https://meta.wikimedia.org/…/WikimediaNasBibliotecas

 


As teses estão voltando

23/02/2021

[editado em 16.03.21]

Devido aos problemas e restrições causados pela pandemia, a secretaria de pós-graduação da ECA não estava conseguindo nos enviar as dissertações e teses defendidas em 2020 e final de 2019. Mas agora, finalmente, voltamos a receber os arquivos. 

O primeiro lote já está disponível para download na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP e no Dédalus. Em breve receberemos outras remessas.  Os trabalhos já disponíveis são esses:

Alexandre Gomes do Nascimento. Realismo cinematográfico: a poética de Walter Carvalho na minissérie ‘Justiça’ –  25/10/2019

Alexandre Nakahara.  Brasileiros no cinema japonês: Espaço, Realismo e Utopia –  25/10/2019

Ana Flávia Marques da Silva. A redação virtual e as rotinas produtivas nos novos arranjos econômicos alternativos às corporações de mídia  – 01/11/2019

André Caetano de Sá e Benevides Inoue. Fotojornalismo, redes sociais e plataformas digitais: a #grevegeral de 2017 no Twitter  – 11/12/2019

Caio Richard de Araújo Macêdo Alexandre. O corpo encantado na performance cerimonial Pankararu –  13/11/2019

Carina Seles dos Santos. Comunicação integrada de pequenas editoras da cidade de São Paulo –  13/12/2019

Ciro Paulo Viscondi Canellas.  Análise de oito dos estudos para violão de Villa-Lobos – 07/03/2020

Elena Guerra Altheman.  A construção do universo ficcional e a Serialidade Sutil em Hora de Aventura –  31/10/2019

Fernanda de Alcântara Pestana Bazan. As transformações de uma década pelos traços de André Dahmer: comunicação, relações sociais e tecnologias digitais nos quadrinhos dos anos  – 10 02/12/2019

Igor Alexandre Martins. Produção de imagens na perfomance do êxtase: zonas limiares entre o sagrado e o profano, à mestiçagem antropófaga do Teat(r)o Oficina –  08/11/2019

Ísis Biazioli de Oliveira. A modernidade da Sinfonia Fausto de Franz Liszt: uma abordagem estético-analítica  – 01/11/2019

Luciana Eastwood Romagnolli. Dramaturgias conviviais: formas para experiências do comum  – 09/12/2019

Mariana Ramos Crivelente.  Métodos e técnicas bibliométricas de análise de produção científica: um estudo crítico  – 17/12/2019

Mauricio Ianes de Moraes. SituAções  – 20/12/2019

Natalia Belasalma de Oliveira. O Brasil em pedaços: aspectos do cinema de Arthur Omar – 12/11/2019

Priscilla Carbone.  O corpo esgotado: um estudo crítico sobre práticas de ensino corporal na formação do ator –  09/12/2019

Raquel Zaccolo Magalhães.  Vendo imagens, olhando recortes  – 16/01/2020

Segundo lote (já cadastrado na BDTD, em fase de catalogação no Dédalus):


André Lopes Martins.  Do Máquinas híbridas de performance: novas formas de instrumenticidade em práticas musicais experimentais – 14/02/2020

Carla Severiano de Carvalho. A representação do Brasil na Espanha: usando a Grounded Theory para a compreensão dos processos de estereotipia de países pelo jornalismo internacional – 29/01/2020

Celio Franceschet. Mumblecore: sintaxe de um cinema de acidentes – 20/02/2020

Ceres Marisa Silva dos Santos.  A comunicação afrodiaspórico decolonial de mulheres negras brasileiras de quatro coletivos nas redes digitais – 10/03/2020

Daniel Torres Guinezi.  Mensurando interações: modelos de rede e aplicações à pesquisa em comunicação – 23/03/2020

Douglas Vinicius Galan.  Cyber roças: registros e realizações audiovisuais sobre agricultura urbana em contextos geográficos metropolitanos, mediáticos e tecnológicos – 27/03/2020

Edilane Carvalho Teles. Entre o dizer e o fazer com as mídias e tecnologias na formação inicial do pedagogo – 13/03/2020

Eli Borges Júnior. Teoria da forma Algoritmica: entre uma estética dos algorítmos: relações entre imagem, fruição e ação – 04/03/2020

Elis Rejane Santana da Silva. Os segredos de Orunmilá.com: os búzios como techné nas mediações culturais em terreiros e em sites – 12/03/2020

Francis Wilker de Carvalho.  Encenação-paisagem: Uma cena que reivindica o mundo a céu aberto – 06/04/2020

Isadora dos Santos Garrido Steimer. Curadoria e Crítica  – 31/01/2020

Ismar André Smith Rachmann.  A energia no trabalho do ator: dos Chakras à criação cênica  – 11/02/2020

Leonardo Nones Santos.  Arte na era da condição pós-meio: Estudo e tradução de Rosalind Krauss  – 14/11/2019

Luciana Aparecida de Lima Castilho. A contribuição da Ciência da Informação para a preservação de fotografias digitais: uma análise da produção científica recente –
06/01/2020

Luciana de Almeida Guimarães. Animalidade na mundana companhia: vestígios de uma experiência no espetáculo O idiota – uma novela teatral – 14/01/2020

Marcia Pinheiro Ohlson. Bloqueando as fake news: um estudo sobre o uso do blockchain no jornalismo a partir do pensamento de Charles S. Peirce – 11/02/2020

Márcio Santos Lima. Desenhar é preciso? O ensino de Desenho como grande área de conhecimento para a formação integral nos Institutos Federais – 12/03/2020

Marcos Tadeu do Amaral. Cartografia cenográfica: sessenta anos da cenografia teatral de Cyro Del Nero –  27/09/2019

Maria Ceccato. Material Fatzer: três experimentos com a peça impossível – 12/03/2020

Maria Fernanda Riscali de Lima Moraes. Do O cinema do diretor de fotografia: traços estilísticos em Wallter Carvalho – 31/03/2020

Mariá Guedes Pereira.  As personagens cômicas de gênero feminino na obra de Luís Alberto de Abreu  – 29/10/2019

Mario Alves dos Santos Junior.  O resgate da oralidade na cultura e nos meios de comunicação auditivos no contemporâneo – 05/03/2020

Lembramos aos autores que podemos fazer uma divulgação especial de seu trabalho aqui neste blog e em nossos perfis nas mídias sociais. Basta nos enviar as informações por este formulário, ou entrar em contato conosco pelo e-mail da Biblioteca. Vamos lá, pessoal?

[Atualização]

O terceiro e quarto lotes,  enviados na primeira quinzena de março, já estão cadastrados na BDTD e no Dédalus, com exceção de dois trabalhos cujos arquivos apresentaram problemas. Todas as teses e dissertações defendidas na ECA em 2019 e 2020 estão disponíveis para consulta.

 


Conselhos

01/02/2021

No Twitter, o @LucianoMazai, “Pesquisador na área de Criminologia e Relações Raciais” e recém-aprovado no mestrado em direito na Faculdade Getúlio Vargas (FGV-SP) quis saber:

E muita gente boa resolveu compartilhar suas experiências, professores de várias áreas e universidades Brasil adentro, mestrandos e doutorandos, ou recém-formados.

Apareceram dicas as mais diversas, desde metodologia, escolha de orientadores, como lidar com referências bibliográficas, recomendações de uso de gerenciadores de referência. Abaixo uma seleção de assuntos recorrentes que apareceram:

faça contatos

A Academia é feita de bons contatos. Conheça seus colegas, troque experiências

Mantenha relação cordial e solidária com seus colegas. Eles são o elo mais forte para o seu sucesso profissional.

Conversa com colega sobre sua projeto sempre que der. Eles podem te oferecer ideias que agregam muito ao seu trabalho.

Se aproxime dos alunos e professores, os + legais te ajudarão até depois do curso.

não disperse

Reduza o escopo do projeto, defina bem perguntas e hipóteses. Evite a megalomania.

Não se entope de disciplina. 2 anos é um tempo MUITO curto. Faz o essencial. Extra faz no doutorado

Ah e fazer as materias obrigatorias o quanto antes tambem, e não fazer mais materias do que o exigido pq no final o mais importante é ter tempo pra escrever. E dois anos passa voando.

Formule o quanto antes uma resposta bem definida pra sua dissertação porq a gente vai descobrindo muitas coisas interessantes no caminho e é fácil dispersar.

organize-se

tente ter um bom cronograma de trabalho, considerando créditos, leituras, pesquisa de campo, prazos de qualificação e defesa. O tempo é curto, passa rápido, e a quantidade de créditos e leituras costuma ser alta

é essencial ter um bom planejamento de curto, médio e longo prazos.

Fichamento de todos os textos que ler desde o início, aprender a usar o Mendeley ou Zotero, qualificar o projeto o quanto antes, programar visita técnica o quanto antes, usar as oportunidades que o programa tiver de auxílio para evento internacional e/ou nacional. não tenha preguiça de fazer backup dos arquivos, acidentes acontecem!

leia muito

Leia bastante (infelizmente no mestrado é difícil fazer uma revisão sistemática do assunto, o tempo é curto);

Leia mto. Tempo dedicado a ler é melhor investido. Melhor efeito a provocar na banca é: ele leu pra cacete!

vá para a biblioteca

Há mta disciplina inútil nos programas. Cheque antes e meça qto investir em cada. Não perca tempo com professor ruim, relapso. Assine a lista e vá pra biblioteca

Explore a biblioteca antes de procurar pelos pdfs

O pedido de ajuda acabou gerando um longo fio, para ver tudo clique aqui.


Filmes brasileiros para assistir online

26/01/2021

Um aluno com saudades do cinema brasileiro pede, num grupo do Facebook, indicações de locais para assistir filmes nacionais online. Como a pergunta é boa, e as respostas mais ainda, resolvemos reunir as dicas do pessoal aqui neste post.

A Globoplay está com um ótimo catálogo de brasileiros, que inclui clássicos absolutos como Terra em transe e Deus e diabo na Terra do Sol, de Gláuber Rocha,  São Paulo Sociedade Anônima, de Luiz Sérgio Person, ao lado de produções recentes como Quando eu era vivo, de Marco Dutra e Gabriela Amaral Almeida.  Serviço pago, para assinantes.

O Mubi não possui um catálogo tão grande, mas oferece algumas excelentes sugestões, como Brava gente brasileira, de Lúcia Murat.  Serviço pago, para assinantes.

No SPCineplay, plataforma pública de streaming mantida pela Prefeitura de São Paulo, há uma excelente oferta de cinema brasileiro. O bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla, Bang-bang, de Andrea Tonacci, Carandiru, de Hector Babenco e Leite e ferro, de Cláudia Priscilla, são alguns dos títulos disponíveis. Há também uma seleção do Festival Mix Brasil 2020, a Coletânea do Audiovisual Negro e uma seleção de filmes dirigidos por mulheres. Melhor de tudo: é gratuito!

O Afroflix é uma plataforma de conteúdos audiovisuais que tenham pelo menos uma pessoa negra em sua equipe técnica ou artística. Conteúdo interessante, acesso gratuito.

O Banco de Conteúdos Culturais da Cinemateca  Brasileira seria uma excelente opção, mas, infelizmente, está fora do ar. Esperemos que a situação da Cinemateca seja resolvida e que essa importante fonte de informação para o cinema brasileiro volte a estar acessível.

O LGBTflix, plataforma também gratuite, reúne 250 filmes brasileiro de curta-metragem na temática LGBT ou dirigidos por cineastas LGBT.

O Originou oferece longas, curtas, documentários e webséries, incluindo produções premiadas em diversos festivais de todo o país. Serviço pago, para assinantes.

A plataforma Videocamp é voltada para quem pretende fazer exibições de “filmes de impacto”, ou seja, “que apontam causas urgentes, que retratam situações que precisam ser destacadas, que ampliam o nosso olhar para temas sensíveis e que, sobretudo, promovem um mundo mais justo, solidário, sustentável e plural”.  Tem um guia para debates e é gratuita, mas existem regras para a exibição.

A base de dados Portacurtas tem mais de 12.000 filmes catalogados, dos quais 1332 estão disponíveis para assistir online, gratuitamente.

Belas Artes à la Carte  e Filme Filme são serviços que também têm filmes brasileiros em seus catálogos. Ambos são pagos, mas o Filme Filme oferece alguns títulos para assistir de forma gratuita. 

E  não podemos esquecer que, logo que estivermos em situação mais favorável em relação à pandemia e pudermos reabrir a Biblioteca da ECA em condições normais de funcionamento,  teremos um grande acervo de filmes brasileiros em DVD à disposição do usuário USP, para empréstimo, e de toda a população, para consulta local. 

Se alguém tiver mais uma dica, coloque nos comentários. Só não podemos divulgar serviços que não estejam de acordo com a legislação de direitos autorais. Sabe aquele drive onde alguém postou um montão de cópias de filmes? Então, não pode. 

 

 

 

 


Os números de 2020

19/01/2021

O ano de 2020 não foi, definitivamente, um bom ano. Um ano de pandemia, sofrimento, mortes, incertezas e bibliotecas fechadas. Mas, apesar de tudo, nosso trabalho não parou. Trabalhamos remotamente, de nossas casas, e não deixamos de prestar ao nosso público o atendimento foi possível, nas circunstâncias.

Respondemos, por e-mail e outras formas de comunicação, a 399 consultas, em sua maioria sobre acesso e uso de recursos online, normalização de trabalhos, elaboração de referências e citações, fontes de informação e gerenciadores de referências. Enviamos artigos, teses e TCCs para quem não estava conseguindo acessar o conteúdo por algum motivo. Só não foi possível fazer empréstimos durante a pandemia nem digitalizar material do acervo físico, para não colocar em risco a saúde dos funcionários.

Oferecemos treinamentos e atendimentos individuais, além de palestras a convite de professores em suas aulas, tudo à distancia, para 378 estudantes de graduação e pós-graduação. 

Preparamos muitos materiais para divulgação dos recursos disponíveis online e orientação para o uso desses serviços, em forma de tutoriais, textos neste blog e infográficos para mídias sociais. Criamos nosso perfil no Instagram e agitamos um pouco nosso canal no YouTube – que andava meio devagar- com a divulgação de vídeos de instrução e treinamento. Chegamos a 111 inscritos no canal, o que não é muito, mas foi um aumento significativo.

Criamos a página Recursos Online no nosso site, para reunir e divulgar todos os serviços, bases de dados, revistas e livros disponíveis online. E estamos trabalhando na reformulação do site como um todo, sob orientação da Assessoria de Comunicação e do Serviço Técnico de Tecnologia da Informação da ECA. 

Os trabalhos internos  também não foram interrompidos. Continuamos cadastrando a produção intelectual dos docentes e técnicos, digitalizando material que conseguimos retirar da Biblioteca, solicitando ISBN e preparando a catalogação na fonte para publicações da Escola. Os dados numéricos serão divulgados em breve, em nosso site.

Trabalhamos intensamente em dois projetos importantes:

Biblioteca Digital da Produção Artística da ECA, desenvolvida para catalogar e exibir de imagens da produção de artes visuais de docentes, alunos e ex-alunos a ECA. Usa ferramentas específicas e experimentais para catalogação, indexação e visualização de imagens. O projeto conta com a participação dos professores Vânia Mara Alves Lima e Francisco Paletta (Departamento de Informação e Cultura), que obtiveram bolsas PUB para estudantes trabalharem na construção da biblioteca digital, pesquisa no acervo e catalogação das imagens e da professora Lúcia Koch, do Departamento de Artes Plásticas, na curadoria. Iniciado em 2018.

GLAM  das Bibliotecas da USP, lançado em julho deste ano e destinado a melhorar a cobertura dos projetos Wikimedia nos temas relacionados à arte e cultura. Neste momento, com o apoio do Wiki Movimento Brasil (WMB), estamos trabalhando na tarefa de enviar ao Wikidata a produção intelectual da ECA já cadastrada no Dédalus.

 

E agora, em 2021? Ainda não sabemos o que vai acontecer. Por enquanto, todos à espera das vacinas!


Lycia de Biase Bidart, uma compositora brasileira

11/01/2021

[atualização: 8.3.2021] *

por Nicole Manzoni Garcia

Lycia Vivacqua de Biase nasceu dia 18 de fevereiro de 1910 em Muniz Freire (ES) e logo sua família se mudou para a capital do estado, Vitória.

Lycia de Biase Bidart (Programa de concerto, 1933)

Iniciou os estudos de piano aos sete anos como uma forma de desenvolver sua concentração. A partir da adolescência, devido ao seu possível déficit de atenção, Lycia parou de frequentar a escola e passou a ter aulas domiciliares com professores contratados para matérias obrigatórias e para a música.

Em 1927, Lycia teve a sua primeira estreia musical registrada em documentos. A composição Ave Maria (1927), para soprano e piano/órgão, foi estreada na Igreja Nossa Senhora da Lapa, no Rio de Janeiro. A peça é a primeira da compositora registrada em catálogos, sendo possivelmente, além de sua primeira estreia, uma de suas primeiras composições. Ao longo de toda a sua vida, ela seguiu o catolicismo rigorosamente e isso se reflete em parte de sua produção, como nesse título.

Lycia se mudou, perto dos 18 anos, para a casa de uma tia no Rio de Janeiro para aprofundar seus estudos na música. Na cidade iniciou suas aulas de composição e regência com o maestro Giovanni Giannetti e, em paralelo, aulas de piano e violino com outros professores. Giannetti participou ativamente do início da vida musical de Lycia, orientando-a em suas composições e regendo várias de suas estreias.

Entre 1930 e 1934, Lycia teve cinco concertos no Theatro Municipal do Rio de Janeiro que foram anunciados em jornais. Seu pai, em alguns desses concertos, alugou o Theatro e a orquestra para que ela pudesse realizar as suas estreias.
Em 1932 foi a estreia da sua composição mais aclamada e elogiada por jornais na época, Chanaan (1932), regida por Giovanni Giannetti. O poema sinfônico foi inspirado no romance de Graça Aranha, Canaã, que tem como cenário o Vale de Canaã, situado no Espírito Santo. Lycia, em sua composição, conta a história da conquista do vale. No ano seguinte, o poema sinfônico foi executado novamente no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, dessa vez regido pela própria compositora. 

Lycia em frente à orquestra na noite de estreia das composições Anchieta e Angelus (Revista Fon Fon, 1934)


Lycia casou-se com o engenheiro João Baptista Bidart em 1933 e tiveram sua primeira filha em 1935, Cecilia, que recebeu esse nome em homenagem à padroeira da música. Lucia, sua segunda filha, nasceu em 1937. Nos primeiros anos de suas filhas, Lycia parou de aparecer nos jornais, não realizando grandes concertos nem estreias. Nessa época, sua produção composicional também diminuiu comparada aos outros períodos. A compositora era extremamente dedicada à família e isso se reflete em suas composições.

João Bidart, Lucia, Cecilia e Lycia (arquivo familiar)


Entre 1945 e 1949 teve aulas com Neusa França e Magdalena Tagliaferro para aperfeiçoar a técnica pianística.
Em 1953, no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, aconteceu um concerto para piano e voz apenas com as composições de Lycia. Dentre outras foram executadas as peças: Desejo (1947), para soprano e piano; O beijo (1953), para mezzosoprano e piano; e Noite em Salamanca (1950), para dois pianos.


Lycia costumava fazer suas composições em uma mesa ao lado do piano. Seu processo composicional era muito mais mental do que prático no instrumento. Ela costumava escrever fazendo boccachiusa e, às vezes, experimentava no piano. A maior parte de suas composições utilizava elementos da natureza, poemas e pessoas como inspiração.


A compositora manteve amizades com músicos como o saxofonista Juarez Araújo e o maestro John Neschling, que estreou uma de suas composições, Adagio Improviso, tocado pela Orquestra de Câmara do Rio de Janeiro, em 1971, na Sala Cecília Meireles. Entre 1972 e 1986, Lycia também trocou cartas com o escritor Carlos Drummond de Andrade, em sua maioria pedindo autorizações para musicar os seus poemas.


Em 1975, Lycia ganhou uma menção honrosa no XX Concorso Internazionale di Musica Giovan Battista Viotti, na Itália, com a Sonata Fantasia nº1: Sonata ao Mar (1961).


Após os 60 anos, Lycia começou a perder a audição progressivamente. No início da década de 1980, ela teve uma séria meningite que intensificou essa perda da audição. Porém, mesmo com a perda parcial da audição, Lycia compôs até o final da sua vida. Faleceu aos 81 anos, dia 10 de julho de 1991, no Rio de Janeiro.


Em junho de 1989, Lycia doou a maior parte das suas composições para a Biblioteca da Escola de Comunicação e Artes (ECA), junto com uma carta formalizando a doação. O acervo contém mais de 400 composições, entre manuscritos originais e cópias, das mais variadas formações instrumentais e está aberto ao público para consulta no local.


Nos últimos anos mais pesquisadores têm se interessado pela obra da compositora e procurado a biblioteca para acessar o acervo. Esse recente interesse motivou a Biblioteca a iniciar um projeto de digitalização da obra completa, que será executado em breve e facilitará o acesso de partituras por compositores e instrumentistas que tenham o interesse em estudar o acervo.


Nicole Manzoni Garcia é Mestranda em Musicologia: Documentação e História da Música (UNIRIO).  Este texto é uma redução, preparada especialmente para este blog pela autora, do artigo publicado no 6º Congresso Nas Nuvens. Disponível em:  https://musica.ufmg.br/nasnuvens/wp-content/uploads/2020/12/2020-GARCIA-Nicole-Manzoni.pdf

Vejam, também, este vídeo sobre a vida e a obra da compositora, no qual Nicole apresenta ao piano uma de suas composições. 

 

* a foto publicada anteriormente não era de Lycia de Biase, mas de uma de suas filhas. O erro foi corrigido.


Despedida

21/12/2020

Este é nosso último post deste triste ano de 2020.  A partir do dia 24 de dezembro, a USP entra em recesso de fim de ano e nossas atividades serão suspensas.  Voltaremos no dia 4 de janeiro, ainda de forma exclusivamente remota.

Agradecemos a quem acompanhou este blog e nossos perfis nas mídias sociais, e a quem nos enviou mensagens por e-mail, solicitou atendimento remoto e assistiu aos nossos vídeos no Youtube. Manter esse contato com vocês foi muito importante. E pedimos desculpas a quem não conseguimos atender, devido à impossibilidade de manter serviços presenciais durante a pandemia.

Em algum momento do próximo ano esperamos estar novamente com nossas portas abertas e com a segurança dos funcionários e usuários garantida. 

Lamentamos profundamente as mortes de 184.827 brasileiros e de 1.665.008 seres humanos do mundo todo (nos dados de 18 de dezembro, 15 horas) e nos solidarizamos com o sofrimento das vítimas da COVID-19, seus familiares e amigos.

Esperamos que a ciência nos livre da pandemia e do obscurantismo em 2021, e que a arte nos ajude a continuar vivendo.

Até a volta!

 

 


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