Acesso aos TCCs

06/07/2020

Todos os TCCs que a Biblioteca recebe dos Departamentos são cadastrados no Dédalus. Pode demorar um pouco, porque às vezes os Departamentos demoram para enviar e a Biblioteca também precisa de um tempo para fazer o cadastramento, mas os trabalhos vão para o Dédalus. 

Os mais antigos, até mais ou menos 2005, não estão digitalizados e só podem ser consultados no acervo físico da Biblioteca. A partir do momento em que começamos a receber os trabalhos em pdf, os textos ficam disponíveis no Dédalus. É só clicar no link e abrir, como mostra a imagem abaixo.

 

Por que alguns trabalhos só podem ser abertos nos computadores da Biblioteca da ECA?

Nesses casos, o autor não inseriu no trabalho o termo de autorização necessário para que a gente divulgue amplamente pela Web. Sabemos que os alunos não autorizam porque não sabem que é necessário, mas, formalmente, não podemos postar o texto para o mundo. 

Mas e agora, com a Biblioteca fechada? 

Há uma parte desse acervo que a gente consegue acessar e enviar o arquivo, para uso pessoal dos interessados e com o compromisso de não divulgar por aí. Temos certeza de que os autores não vão se incomodar. Peçam por e-mail e veremos se dá para enviar.

E os autores que desejarem liberar seus trabalhos podem nos enviar um e-mail com a seguinte frase:

Autorizo a reprodução e divulgação total ou parcial deste trabalho, por qualquer meio convencional ou eletrônico, para fins de estudo e pesquisa, desde que citada a fonte.

Não dá mesmo para liberar tudo?

A Biblioteca não pode simplesmente fazer isso, mas vamos tentar obter autorização de outras instâncias da ECA. Se for autorizado e pudermos resolver as questões técnicas remotamente, sem arriscar a saúde de nenhum funcionário, será feito. Aguardemos.

E quem ainda não entregou, como deve fazer?

Temos um formulário online que gera a ficha catalográfica do trabalho, já com o termo de autorização. É só acessar o formulário e preencher, a ficha é gerada automaticamente, na hora. Se errou, se faltou alguma informação, pode gerar a ficha novamente sem problemas.

http://www3.eca.usp.br/biblioteca/formularios/solicitacao.ficha.catalografica

O procedimento para envio dos TCCs à Biblioteca  mudou. Agora os trabalhos devem ter recomendação da banca, referendada pelo Comissão de Graduação da ECA para integrarem o acervo, e serão cadastrados na Biblioteca Digital de Trabalhos Acadêmicos (BDTA). Se o aluno não quiser ter seu trabalho divulgado, precisa fazer uma solicitação formal à Comissão de Graduação.

Resolução CoCEx-CoG Nº 7497, de 09 de abril de 2018 –  Artigo 2º – Os alunos que tiverem interesse em resguardar patentes, direitos autorais, dados confidenciais ou outros direitos relativos aos seus trabalhos poderão solicitar à Comissão de Graduação ou à Comissão de Cultura e Extensão Universitária ou órgão equivalente, mediante requerimento justificado, a não disponibilização de seu trabalho na BDTA da USP.

Observem que essas normas todas não são da Biblioteca. Nosso interesse é a divulgação dos trabalhos, mas também precisamos obedecer às determinações da Universidade e à legislação vigente. 

E não se esqueçam

Temos uma página especialmente dedicada à emocionante tarefa da NORMALIZAÇÃO de trabalhos. Dicas, manuais e até um modelo de formatação de TCC estão disponíveis. Não se esqueçam de consultar! Se as dúvidas persistirem após a consulta, peçam ajuda à bibliotecária ou aos bibliotecários. É só mandar um e-mail, a gente responde.

http://www3.eca.usp.br/biblioteca/servi%C3%A7os/normalizacao

Outros posts sobre o assunto TCC:

Como pesquisar TCCs no Dédalus

Tudo sobre o seu TCC

Um modelo de TCC

 

 

 


Sua biblioteca pessoal arrumadinha

29/06/2020

Quem tem muitos livros em casa jamais fica sem companhia ou distração. Mas também pode desenvolver uma vontade doida de organizar sua biblioteca, principalmente quando não pode sair muito de casa. 

O pessoal do Instituto Moreira Salles, antecipando que muita gente iria ter essa vontade durante o isolamento social, fez um texto muito interessante sobre o assunto, vejam:


Dando um jeito nos livros

Se você gosta da ideia, preparamos mais algumas dicas sobre organização de bibliotecas particulares.


Não exagere

Muita gente nos pergunta como poderia organizar seus livros como “igualzinho como vocês fazem na biblioteca”. Bem, essa talvez não seja uma boa ideia. Grandes bibliotecas universitárias ou públicas têm uma organização bastante complexa, que exige a atuação de profissionais com graduação em biblioteconomia, os bibliotecários.


Se você tem uma biblioteca grande, com uns três mil livros ou mais, e gostaria de uma organização profissional, vai precisa contratar serviços de um bibliotecário. Caso contrário, não complique. Os livros são seus, arrume-os de um jeito que seja confortável para você usar e fácil de manter. Projetos ambiciosos do tipo “vou fazer uma base de dados para os meus livros” geralmente são abandonados pela metade, e aí você se arrisca a ter uma biblioteca meio organizada e a descobrir que gostava mais da sua biblioteca totalmente bagunçada.


Planeje bem a ordenação


Uma boa organização física dos livros nas estantes resolve a maior parte dos problemas, mas pense bem antes de começar, porque movimentar livros dá trabalho, provoca espirros e dores lombares.  Não existe a forma certa de ordenar livros na casa da gente, existe a que melhor se adaptar às suas necessidades.

O primeiro passo é identificar grandes categorias para fazer a primeira divisão, de acordo com o que predominar no acervo. Por exemplo:

Ficção
Não- Ficção
Poesia
Quadrinhos
Referência (dicionários, guias e outras obras de consulta rápida)

Essas categorias podem ser subdivididas ou não, dependendo da quantidade de livros e do gosto do proprietário. Os livros de ficção podem ser divididos por gêneros ou país de origem do escritor, por exemplo. Para os não-ficcionais, normalmente a melhor solução é separá-los por assuntos gerais,como arte, história, economia, linguística etc. Se quiser partir de uma lista  pré-existente, veja esta tabela dos assuntos mais comuns nas pesquisas da ECA, tirada da Classificação Decimal de Dewey

Critérios sentimentais ou estéticos, como Livros Preferidos, Livros bonitos e Candidatos a doação, ou funcionais, como Livros do mestrado ou Leituras de viagem também são perfeitamente aceitáveis em bibliotecas particulares. O importante é que o dono ou dona dos livros os encontre com facilidade e fique feliz com sua organização.

Dentro de cada categoria os livros podem ser ordenados pelo sobrenome do autor, por ordem de chegada ou por ordem nenhuma, dependendo da disposição do proprietário. 

Para quem tem pouco espaço em casa, mas tem condições de mandar fazer estantes sob medida, organizar os livros simplesmente por tamanho pode ser uma boa opção. Prateleiras de alturas diferentes, para livros pequenos, médios e grandes permitem aproveitar melhor o espaço. Vejam o que fizemos em nosso armário de livros de artista, para acomodar tamanhos diferentes. Uma prateleira especial permite guardar livros que precisam ser mantidos na horizontal, sem empilhar mais do que quatro ou cinco volumes.


Crie um catálogo


Talvez a organização física não seja suficiente e você sinta a necessidade de ter um catálogo para encontrar seus livros. Um jeito fácil é fazer uma planilha no Excel, com poucos dados para não complicar sua vida. Uma opção mais interessante são os aplicativos disponíveis gratuitamente na web como o Library Thing ou o Libib, que funcionam como redes sociais.

Registro do Libib


No Libib, o usuário lê o código de barras do livro com o celular e os dados e a capa são capturados e jogados em sua pasta. É possível criar pastas temáticas para organizar melhor a coleção e acrescentar tags nos registros. O recurso das tags permite atribuir assuntos específicos aos livros, complementando a organização física e facilitando a localização dos livros. Na versão gratuita dá para inserir até 5000 itens, divididos em até 100 coleções. Na versão paga, é possível fazer controle de empréstimos. A captura dos códigos de barras não costuma funcionar para livros mais antigos. Nesse caso, é preciso fazer uma busca pelo ISBN ou outros dados do livro. Se o item não for localizado, é preciso registrar os dados manualmente. Mesmo assim, ainda é mais simples do que trabalhar com planilhas, e o resultado é visualmente mais agradável. É o sistema que usamos para divulgar os livros novos que chegam à Biblioteca.


Proteja-se

Conservar seus livros é importante, mas não tanto quanto manter sua saúde. Se for limpar, mudar de lugar ou manusear seu acervo por muito tempo, procure usar máscaras para se proteger do pó e dos fungos, mesmo que não tenha alergias. E nesses tempos de pandemia, se comprar livros novos, deixe-os em “quarentena” por uns 5 dias.

Informe-se

Se precisar de sugestões ou quiser tirar dúvidas, fale conosco. Não dá para ensinar “como organizar bibliotecas”, pelas mesmas razões que um dentista teria para não ensinar o paciente a tratar seus próprios dentes, mas podemos sempre dar umas dicas.


Ferramentas de escrita colaborativa

23/06/2020

Muitos de vocês devem conhecer e usar ferramentas de escrita colaborativa disponíveis online como Google Drive e que tais, mas há algumas que vão além dessa característica, oferecendo atributos mais voltados ao trabalho de pesquisa científica e acadêmica.

É o caso das que vamos apresentar resumidamente neste post. As três podem ser usadas também em versões gratuitas.

Um dos grandes diferenciais dessas ferramentas de escrita colaborativa são os templates disponíveis, que oferecem o esqueleto de um documento que pode ser usado sem ter que começar do zero.

E se você estiver enviando um artigo para algum periódico cujo template está disponível numa dessas ferramentas, tornam-se então uma mão na roda.

Manuscripts.io

O Manuscrips.io oferece apenas templates para artigos acadêmicos, mas há para vários periódicos. Escolhido o modelo, a medida que você vai editando as regras de validação do modelo vão sendo executadas. Mas você pode criar sua estrutura, cuja visualização em árvore oferece uma ideia geral do esqueleto de seu trabalho.

Overleaf

Já Overleaf e Authorea trabalham com editores de texto baseados em LaTeX. No Overleaf encontra-se templates não apenas para vários periódicos, como para teses, dissertações, pôsteres, apresentações etc., inclusive de instituições brasileiras

Uma vez escolhido o template, seu artigo ao lado vai sendo modificado de forma automática a medida que você edita o template ou quando você pede a sincronização.

Authorea

Usa o mesmo sistema de edição do anterior, oferece templates para artigos e permite que você crie o seu template para ser reutilizado.

Assim como é possível aproveitar as vantagens dos gerenciadores de referências para organizar suas referências e PDFs, esses templates de artigos acadêmicos e vários outros documentos podem ser úteis.

As três ferramentas aqui apresentadas contam com as características mais comuns de ferramentas de escrita colaborativa, como colaboração em tempo real e adição de coautores ou colaboradores que podem apenas ler ou editar, de acordo com as permissões concedidas.

Há outras características que os distinguem entre si, vale dar uma vasculhada. Enfim, não é necessário falar da importância de ferramentas de escrita colaborativa e remota no momento atual, não é?

O exemplo de estrutura de dissertação sugerida vem do livro Métodos e técnicas de pesquisa bibliográfica, de Ângelo Domingos Salvador.

Antigamente era assim

15/06/2020

Hoje, quando queremos ouvir uma canção ou uma sinfonia que não temos em nossa coleção particular de discos ou CDs, fazemos uma busca e chegamos ao Youtube ou a um serviço qualquer de música por streaming. Muitos nem têm mais coleções em suporte físico, ou não se dão ao trabalho de procurar nelas.

Antigamente, aqueles poucos que tinham sorte de ter acesso a uma biblioteca como a da ECA, que possui há muitos anos uma excelente coleção de discos em vinil, CDs e fitas cassetes, procuravam no catálogo da biblioteca. E como as bibliotecárias faziam para criar um catálogo quando ainda não existiam bases de dados e internet? Na verdade, no caso da Biblioteca da ECA, quando não havia nem microcomputadores?

Bem, era mais ou menos assim:

frente

verso

Uma bibliotecária (ou bibliotecário) analisava a capa, encartes e rótulos do disco e transcrevia a informações importantes para uma ficha, de forma organizada e seguindo determinadas regras para garantir a padronização das informações. Observem que eram registrados os dados gerais do disco, como título, gravadora, data, série etc, e cada uma das faixas. 

Essa ficha, que chamávamos de matriz, era de tamanho 10 x 15 cm, bem maior do que as fichas geralmente usadas em catálogos de bibliotecas, para poder mostrar os dados com clareza. Mesmo assim, muitas vezes era necessário usar o verso,ou mesmo duas ou três fichas, para álbuns com vários discos ou conteúdo muito extenso. 

Mas não era só isso. Fazíamos também uma ficha pequena, 7,5 por 12,5 cm, para cada uma das peças musicais contidas nos discos. Mais ou menos assim:

As fichas pequenas eram organizadas em ordem alfabética de sobrenome de autor, para que fosse possível localizar a música que se queria ouvir. Se o pesquisador quisesse, também poderia consultar a ficha matriz,  antes de pedir o disco, para ver o conteúdo completo. Tanto as matrizes quanto os discos eram ordenados pelo seu número de localização – no exemplo, D39. Também era feitas fichas para os intérpretes, série, meio de expressão e país de origem dos compositores. No verso da ficha matriz eram indicados quais os desdobramentos – era como se chamavam as fichinhas por autor etc – feitos para cada disco. Isso importante para podermos localizar todo o conjunto de fichas ligadas a um disco, se fosse necessário fazer uma correção ou acrescentar o código das cópias em fita cassete, quando o disco era reproduzido (Fc60, no exemplo).

As bibliotecárias preparavam o rascunho manuscrito das fichas matrizes e passavam para seus auxiliares datilografarem e prepararem os desdobramentos.

E, além disso, para fazer uma boa catalogação, era frequentemente necessário fazer pesquisas para completar dados das capas e rótulos, nem sempre muito corretos. 

E todo esse enorme trabalho nem sempre resolvia os problemas de quem pesquisava.  Não era possível, por exemplo, localizar uma obra específica sem saber o nome do compositor ou procurar por número de opus. Também era impossível fazer buscas cruzadas e localizar todas as obras de um compositor interpretadas por um solista ou grupo específico.

Atualmente o trabalho de catalogação de discos está um pouco mais simples e eficiente, já que o registro é feito numa base de dados e a busca pela internet tem praticamente todos os recursos necessários. Mesmo assim, catalogar cada disco, música por música, é uma tarefa demorada. Por esse motivo, muitos discos catalogados por processos manuais ainda não entraram na base de dados. Nosso velho fichário continua disponível, e deve ser consultado sempre que uma determinada gravação não for localizada na base de dados. Funciona, acreditem!

E não deixem de consultar nosso acervo. Temos gravações raras, que nem sempre estão disponíveis na internet.

Vejam mais algumas fichas de antigamente:

O primeiro álbum, comprado em 1971

verso

 

Este post só foi possível porque nossa funcionária Ana Paula levou as fichas para casa e está digitalizando todas.


Como submeter um artigo para publicação

08/06/2020

Em áreas como as nossas, artes e comunicação, há várias formas de fazer sua contribuição ao avanço do conhecimento científico, a publicação de um artigo acadêmico é uma delas. Publicar numa revista bem avaliada em sua área contribui para carreira, dá visibilidade a seu trabalho e perfil acadêmico e conta também a favor do departamento ou universidade.

É uma forma de tornar público o resultado da pesquisa, algo importante, principalmente no contexto brasileiro, em que boa parte das instituições de pesquisa são públicas. E como o artigo normalmente passa por um processo de avaliação por pares antes de ser publicado, sua pesquisa passou por um processo de validação, passa fazer parte do que há de consensual em sua área. Enfim, razões para publicar o resultado de sua pesquisa num artigo não faltam.

Mas para qual revista enviar seu trabalho? Um bom começo para responder a essa pergunta é a Plataforma Sucupira. Nessa plataforma é possível buscar revistas nacionais por área e ter uma ideia da qualidade da revista através do Qualis, que oferece uma avaliação de qualidade de periódicos científicos. Lembre-se que quanto mais alta a classificação da revista atribuída por essas métricas (Qualis, Fator de Impacto etc.) maiores serão os números de artigos rejeitados. Mais informações sobre Escolha de periódicos para publicar.

Selecionados alguns títulos, procure nos sites dessas revistas informações sobre escopo e condições de submissão (que às vezes podem vir como diretrizes/instruções para os autores), a quem a revista busca atingir, acesso aberto ou não. Isso é bastante importante para não correr o risco de ter seu artigo recusado por não cumprir exigências do periódico e também para você não perder seu tempo, por exemplo, a nossa revista Matrizes diz:

A titulação mínima para envio de originais é a de doutorando. Serão avaliados trabalhos assinados por doutores, em autoria única ou em coautoria com doutorandos.

Ou para não enviar a uma revista cujo objeto de interesse é a comunicação, um texto de outra área, veja de novo o que diz a Matrizes:

Acolhe trabalhos teóricos, experiências de análise e formulações conceituais sobre processos comunicativos, meios, mediações e emergências das interações na sociedade contemporânea de informação generalizada.

Também veja com atenção questões relacionadas a formatação e apresentação de seu artigo: fontes, espaçamento, limite de páginas, quantidade de caracteres do resumo, normas indicadas para referências, por exemplo, a Matrizes indica o uso da APA e não ABNT.

Passada essa etapa de se inteirar sobre o periódico, é hora de se cadastrar no sistema de submissão de trabalhos. Essa etapa é facilitada porque muitos periódicos usam o mesmo sistema de gerenciamento Open Journal System (OJS), ou seja, é grande a chance de que num novo envio de artigo, você já esteja familiarizado com o sistema.

Depois de enviado começa o processo de avaliação de seu artigo, o primeiro filtro será do editorial, “para avaliar a pertinência da submissão, quanto ao escopo e às normas da revista.” Só depois disso vai para o processo de avaliação pelos pares. Este processo pode demorar um tempo para se concluir, a Sala Preta, revista da área de artes cênicas, diz que “Todo o processo desde a submissão até a publicação dura no máximo 6 meses.”

Há ainda algumas obrigações éticas sobre as quais se preocupar, que vão aparecer durante o processo:

Plágio. Muito cuidado com suas referências, é muito grave usar ideias e trabalhos de outras pessoas sem informar isso.
Submissão para mais de uma revista ao mesmo tempo

A contribuição é original e inédita, e não está sendo avaliada para publicação por outra revista; caso contrário, deve-se justificar em “Comentários ao editor”.

Manipulação de imagens
Resultados de pesquisa não divulgados
Autocitação excessiva, que pode ser vista como uma forma de buscar impactar índices de citação.
Conflito de interesse, por exemplo, sua pesquisa foi patrocinada por uma empresa que você está analisando

Mais sobre questões éticas:
http://www.fapesp.br/boaspraticas/FAPESP-Codigo_de_Boas_Praticas_Cientificas_2014.pdf
e aqui https://publicationethics.org/

Outras informações normalmente solicitadas quando da submissão: ORCID, identificador único e persistente de autor; informação sobre financiamento e agências de fomento; direitos autorais, a revista normalmente informa o tipo de licença, mas pode ser que você precise considerar financiadores, instituição e coautores, se houver.

O Creative Commons tem mais informações sobre licenças: https://creativecommons.org/licenses/

É isso, leia bastante, escreva todo dia e boa sorte.

 


Como não destruir um livro

01/06/2020

Livros existem para serem lidos. E livros de bibliotecas existem para serem lidos e manuseados por muita gente, às vezes por muitos anos. Portanto, livros de bibliotecas sempre terão sinais de uso e da passagem do tempo.

Isso não chega a ser um problema, até porque livros podem ser reparados, encadernados, higienizados e até restaurados. Mas tudo isso tem custo e leva tempo, portanto temos que nos esforçar para não estragar muito e garantir que nossos livros se mantenham em condições de uso o maior tempo possível. 

Então, vamos lá. Temos seis dicas de ações que devemos evitar, para não destruir livros que emprestamos das bibliotecas. Dicas que também servem para nossas coleções pessoais, claro.

1. Fazer rabiscos, grifos e anotações

O hábito de grifar o que nos interessa ou fazer anotações nas margens dos livros pode inviabilizar muito rapidamente a leitura para os próximos interessados. Isso é algo que jamais deve ser feito em livros de bibliotecas. Atrapalha a leitura, incomoda e pode até mesmo impedir que outras pessoas aproveitem o conteúdo do texto, dependendo do grau de “intervenção” aplicada e de quem for o leitor.

Já escrevemos sobre esse problema que nos preocupa muito neste post. Recebemos muitas reclamações sobre esse tipo de comportamento, que pode até ser classificado como vandalismo.

Importante: nem mesmo anotações a lápis estão liberadas, porque a ação de apagar com borracha pode rasgar o papel ou apagar a impressão. Além disso, apagar grifos e rabiscos é algo que toma muito tempo dos funcionários, tempo que poderia ser usado em outras atividades de conservação mais especializadas. Vejam só que coisa mais feia:

Há várias maneiras de fazer anotações de leitura sem bagunçar livros de uso público: digitalizar e usar um programa que permita editar os arquivos em pdf, fotografar trechos e jogar num arquivo de texto ou usar o bom e velho sistema do caderna e da caneta. Esse último ainda ajuda a fixar melhor os  conteúdos, segundo vários professores.

2. Misturar comida, bebida e livros

Sim, sabemos que é muito difícil estudar sem tomar um cafezinho ou comer alguma coisa. Mas não custa tomar alguns cuidados. Não apoie copos e xícaras sobre os livros, cuide para não derrubar migalhas de pão, gordura e molho de tomate nas páginas, não manuseie o livro com as mãos sujas, tente manter distância segura entre os alimentos para o corpo e para a mente. Acidentes acontecem, vamos tentar evitá-los. 

 

3. Tomar chuva

Livros não são guarda-chuva. Usar um livro para se proteger daquela chuvinha inesperada é uma péssima ideia. Dependendo da quantidade de água, do tipo de papel e no tempo em que o livro permanecer molhado, a perda pode ser total. Livros molhados ficam deformados, podem ser afetados por fungos, as páginas podem grudar umas nas outras ou rasgar. Quando sair com livros, procure sempre protegê-los com um saco plástico, por exemplo, evitando ao máximo o contato com chuva e outros líquidos.

Isso também vale para o transporte em dias não chuvosos. Levar livros, alimentos e garrafas com líquidos dentro da mesma mochila é arriscado, porque as embalagens podem se abrir e provocar pequenas calamidades. Se não der para evitar esse tipo de situação, é importante embalar e proteger bem o livro.

Em muitos casos, nossos técnicos conseguem salvar livros molhados, mas nem sempre. Quando recebemos um livro molhado e não conseguimos secá-lo em tempo de impedir que se estrague, temos que cobrar do responsável a reposição do item estragado. Tentemos  evitar isso.

4. Colocar objetos nos livros

Dentro dos livros, só marcadores de páginas fininhos, feitos de papel, plástico ou tecidos, e que não soltem tinta. Um dos objetos mais nocivos são são os clips de metal, que podem enferrujar rapidamente, deixar marcas no papel e até provocar rasgos. Mesmo que a ideia seja retirar rapidamente o clip, é melhor evitar. Temos casos de livros que foram devolvidos com clips, os funcionários não perceberam e o livro foi para a estante com essa má companhia dentro dele. Resultado: o clip enferrujou e, ao ser retirado, provocou rasgos em várias páginas.

5. Manuseio incorreto

Além de não dobrar as páginas nem virar o livro do avesso, que todo mundo já sabe que não deve fazer, uma boa dica é tirar os livros das estantes do jeito certo. Não devemos puxar pela parte superior da encadernação, mas pelo meio do livro, como mostram essas imagens:

Esse cuidado simples evita que a encadernação se rasgue muito rapidamente. Se não houver espaço para puxar o livro da maneira certa, basta empurrar um pouco para trás os dois vizinhos dele.

6. Intervenções amadoras

Arrumar um estrago pode ser mais fácil do que consertar uma tentativa de “restauração” feita do jeito errado, como demonstra esse exemplo célebre:

 

O livro está rasgado? Avise os funcionários da Biblioteca, para que a gente faça os reparos com materiais e técnicas adequados. Colocar uma fita adesiva comum pode até piorar as condições do livro, porque essas fitas têm colas que atacam o papel e precisam ser removidas – um processo delicado e demorado.

Limpeza também é algo que deve ser feito apenas por profissionais habilitados. Algumas técnicas e produtos podem ser nocivos, tanto aos livros quanto às pessoas.  Deixe isso conosco.

Para concluir

Informações sobre conservação de livros, documentos em geral, objetos, obras de arte etc são confiáveis apenas se vierem de profissionais especializados, ou de instituições da área. Restauradores e conservadores, ou arquivistas, bibliotecários e museólogos que tenham formação na área de conservação, por exemplo, são profissionais que devemos consultar.  

Hoje é muito fácil encontrar informações sobre conservação de livros no Youtube, por exemplo, mas nem sempre são totalmente corretas. É preciso tomar cuidado.

Se você tiver dúvidas sobre o assunto, pode perguntar para a Biblioteca da ECA. Temos uma Oficina de Encadernação e Conservação com pessoal treinado e habilitado que pode responder a muitas questões ou, se for o caso, indicar profissionais ou instituições com mais conhecimentos.  Outras bibliotecas da USP, como a da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, também contam com estrutura e pessoal especializado na área.

Algumas referências disponíveis online

Projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos

http://arqsp.org.br/cpba/

Arquivo do Estado de São Paulo

http://www.arquivoestado.sp.gov.br/site/publicacoes/tecnica/ver/como-fazer-conservacao-preventiva-em-arquivos-e-bibliotecas-v5

Blog da Biblioteca da ECA

 https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2018/04/09/acao-e-reacao-a-importancia-de-cuidar-dos-nossos-acervos/

 

Veja, se preferir, a versão em vídeo deste post.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Como escrever um artigo acadêmico

26/05/2020

Foto: Kiran Foster, Flickr

Dias atrás divulgamos em nossas redes sociais dois cursos gratuitos oferecidos por uma editora acadêmica, um deles tratava de como escrever um artigo acadêmico. De lá tiramos as dicas aqui presentes sobre o processo de escrita de um trabalho acadêmico.

Uma primeira observação que é importante entender: o trabalho de escrita de seu artigo começa ainda na  fase da pesquisa e leitura de suas referências. Enquanto estiver lendo outros artigos preste atenção em como a informação está sendo apresentada, a estrutura do artigo e pergunte-se:

O artigo foi claro em me fazer entender o conteúdo?
Título e resumo estão escritos de maneira clara a atraente?
Qual a hipótese principal? Foi claramente exposta?
O autor foi claro sobre por que o estudo é importante?
Ao final da leitura, você ainda tem dúvidas sobre o que o autor pesquisou?

Perguntas como essas ajudam a ficar atento aos aspectos que serão importantes na escrita de seu artigo, e claro, ajudam a ler melhor.

Ainda durante a pesquisa, faça anotações de leitura, anote todas as referências e todas as contribuições para elaboração do artigo (se estiver trabalhando em grupo é obrigatório), documente todo o processo, inclusive eventos imprevistos, não caia na tentação de achar que vai se lembrar de tudo que aconteceu, principalmente detalhes que podem ser importantes depois.

Escolher um periódico ou criar uma lista pequena de títulos para os quais enviar ajuda a ter uma ideia de como estruturar o artigo e se preocupar com requisitos de envio, já que alguns periódicos podem oferecer guias de estilos e estruturação para artigos.

Quando estiver escrevendo seu primeiro rascunho não se preocupe em deixar as coisas perfeitas, nesse momento é mais importante avançar do que se preocupar com estilo e correção gramatical, tudo isso pode ser corrigido depois.

Comece escrevendo as ideias iniciais de sua introdução, isso ajuda a entender o que você está pesquisando e por quê.
Depois rascunhe a seção sobre o método.
Em seguida, fale dos resultados em relação a sua pergunta da pesquisa.
Parta então para a desenvolvimento de seu trabalho.
Uma vez tendo toda a estrutura e narrativa de seu trabalho prontas, crie resumo e título.

Terminada essa parte, vá aprimorando cada seção do trabalho, veja se cada frase tem relação com o seu objetivo e responde a sua questão.
Veja em seu texto o que é importante, o que é interessante e o que é desnecessário, você pode inclusive destacar isso com cores diferentes se ajudar na edição.

Quando chegar a um ponto em que estiver satisfeito com o resultado, peça feedback a colegas sobre o trabalho ou sobre um ponto específico. Ou se preferir, não peça feedback, peça conselhos:
https://hbr.org/2019/09/why-asking-for-advice-is-more-effective-than-asking-for-feedback

Na verdade é importante discutir o trabalho e pedir feedback em qualquer etapa do trabalho.

Depois de recebido feedback, você está pronto para começar o processo de submissão, mas isso fica para um próximo texto. Ainda dá pra fazer o curso, que fica disponível até o final deste mês.

Nesta página juntamos alguns materiais sobre o assunto.

Dúvidas? Precisa de ajuda? Fale com a gente.


Dúvidas

18/05/2020

Muitos estudantes e pesquisadores estão entrando em contato conosco para fazer perguntas e pedir ajuda. Mas achamos que muitos outros, talvez,  ainda não apresentaram suas dúvidas.

Então, vamos fazer um resumo das perguntas que temos respondido e algumas que já apareceram no nosso questionário sobre serviços remotos, que está aberto para respostas até o dia 20 de maio. Não deixem de participar.

A Biblioteca tem material disponível online? Como faço para acessar?

A resposta já está aqui mesmo no blog, neste post. Os artigos de periódicos são os recursos disponíveis online mais importantes (e numerosos) que a USP oferece. Mas também temos teses e dissertações, partituras, e-books e outros. Vejam lá no post e acompanhem nossas postagens nas redes sociais para ver as novidades.

Já fizemos vários posts explicando como acessar informações nas diversas áreas de interesse da ECA. Façam a busca por “fontes de informação”, a diversão é garantida.

Em breve, essa informação estará em destaque no site da Biblioteca.

Preciso de um livro, é possível ter acesso ao pdf?

Acreditem, a gente fica tão triste em responder quanto vocês em ler a resposta, que geralmente é não.

A grande maioria dos livros do acervo têm direitos autorais vigentes, portanto não podemos digitalizá-los. Sabemos que atualmente é muito comum encontrarmos pdfs de livros novos para download gratuito em vários sites por aí. Mas uma biblioteca de instituição pública não pode adotar práticas ilegais, porque as consequências seriam muito sérias, tanto para a USP quanto para os funcionários envolvidos.

Alguns livros também foram publicado em e-book de acesso aberto. Nesses casos, você encontram o link no próprio Dédalus. Geralmente são produções de professores da USP.

De qualquer forma, perguntem. Já aconteceu de localizarmos um pdf que não estava no Dédalus porque foi liberado tempos depois que catalogamos o impresso (e não ficamos sabendo). Perguntar não ofende!

Mas, e os livros e capítulos de livros indicados pelos professores?

Vale a mesma resposta para a pergunta anterior.  Não podemos digitalizar livros com direitos autorais vigentes.

A Biblioteca pode ajudar nas questões de normalização?

Sim, claro! Temos materiais de apoio disponíveis na página Normalização do nosso site: manuais, modelos de formatação, exemplos de referências, apresentações etc. Vejam esta apresentação. Questões não resolvidas pelos materiais na página ou dúvidas específicas, a gente resolve por e-mail. Normalização não é o assunto mais divertido do mundo, mas é importante e mais fácil do que parece.

Não dá mesmo para pegar livros emprestados?

No momento, ainda não é possível. Durante o período de distanciamento social, os funcionários estão trabalhando apenas à distância. Não temos condições de atender à demanda de empréstimos, que é muito grande, sem colocar em risco a saúde dos funcionários e dos próprios usuários da Biblioteca.

Preciso fazer a ficha catalográfica da minha tese (dissertação, TCC). A Biblioteca pode fazer?

Melhor ainda: temos um formulário online para gerar a ficha. É só entrar, preencher, e a ficha é gerada automaticamente, na hora. Dá para fazer várias vezes e refazer se alguma coisa estiver errada. É bastante simples e eventuais dúvidas serão respondidas por e-mail.

Quando a Biblioteca vai reabrir? Já existe uma previsão?

Ainda não. Precisamos aguardar as determinações do Governo do Estado e da Reitoria da USP. Avisaremos quando isso ocorrer, pelas redes sociais e pelo nosso site. Daremos um prazo para devolução do material emprestado, após a reabertura.

Entretanto, tudo indica que nem todos os serviços poderão ser retomados imediatamente. Teremos que fazer adaptações para garantir a segurança de todos, e acreditamos que muitos serviços serão prestados remotamente ou por agendamento, por algum tempo.

Tenho dúvidas, mas não quero incomodar neste momento tão difícil

Gente, não tem problema mesmo, de verdade. Os funcionários estão trabalhando em casa, bem de saúde (por enquanto), em condições de responder às suas questões. Todos temos acesso à internet e os equipamentos necessários para realizar nosso trabalho. A administração da ECA está tentando auxiliar quem tem problemas nesse sentido. Não hesitem em pedir ajuda. Se estiver ao nosso alcance, atenderemos.

Estamos nos organizando para oferecer atendimento remoto pelo Google Meet. Aguardem notícias, em breve.

 

 


Fontes de informação em Artes Cênicas

11/05/2020

Esta é uma área para a qual ainda não temos assinatura de bases de dados especializada, mas o pesquisador pode contar com ótimas fontes multidisciplinares. Vamos dar uma olhada em algumas delas.

foto: miriam.mollerus

Portal de Periódicos CAPES

Uma busca pelo assunto “street theater” no Portal traz, hoje, 7153 referências, a maioria deles das bases Gale Academic One File e Scopus. Aí já temos uma boa pista sobre quais bases disponíveis no Portal podem ser mais úteis para as pesquisas nessa área.  Podemos também examinar a lista de revistas que publicaram sobre esse assunto.

Academic Search Premier

Nessa base multiscisplinar da EBSCO também podemos encontrar literatura acadêmica para a área. Vamos acessar a lista de assuntos da base e buscar por “theater”, por exemplo.

Encontraremos várias páginas de palavras-chaves contendo esse termo, como: THEATER production & direction; THEATER — Religious aspects — Christianity; POLITICAL theater; JEWISH theater; CHILDREN’S theater; THEATER education; YIDDISH theater; ART & theater; ARENA theater; THEATER for the deaf ; LITTLE theater movement; THEATER research; THEATER rehearsals; THEATER patronage; OPEN-air theater; UNDERGROUND theater e muitas outras. 

A base Academic Search Premier também faz parte do Portal CAPES.

Project Muse

Mais uma base interessante que traz, apenas na categoria Film, Theater, and Performing Arts, 9786 documentos com texto completo disponível para download.




 

Lembrando: para acessar os recursos citados é necessário estar conectado à VPN da USP. Clique aqui para ver como se faz. 

Dúvidas? Fale conosco, é só mandar um e-mail para ecabiblioteca@usp.br.

E preencha nosso questionário, para nos ajudar a planejar outros serviços à distância.

 


Fontes de informação em Comunicações, Turismo e Relações Públicas

04/05/2020

Para a área de Comunicações, ainda não temos assinatura de nenhuma base de dados especializada. Mas isso não deve desanimar o pesquisador da área, pois o Portal de Periódicos CAPES e as bases multidisciplinares que já assinamos trazem muito conteúdo interessante. Vamos ver?

Uma busca bem genérica pelos termos “communication media” no Portal CAPES, só para uma explorar a área, trouxe hoje 17291 resultados. A base que mais trouxe referência foi a Scopus (10091), que indexa 415 revistas classificadas em Comunicações. Na lista de periódicos que publicaram sobre esse assunto, temos:

Já uma busca por “fake news” trouxe 22107 referências, a maioria da Gale Academic OneFile. 

As bases JStor, Web of Science e Muse também trazem bons resultados para pesquisas na área de Comunicações. 

Para as áreas de Relações Públicas e Turismo, além fontes multidisciplinares já citadas, a base Business Source Complete, da plataforma EBSCO, dá bons resultados. Pode ser acessada pela lista de bases de dados da Aguia, mas não pelo Portal CAPES. Nossa assinatura, paga pela USP, vai até dia 14 de maio. Esperamos que seja renovada, mas, se você tem interesse, aproveite agora.

Todas as fontes de informação citadas neste post são de acesso restrito a assinantes. Portanto, para acessá-las remotamente é necessário estar conectado ao VPN da USP. Veja neste link como fazer isso.

Veja neste link como fazer isso.

Precisa de ajuda? Não se esqueça de que a Biblioteca está fechada, mas a equipe está trabalhando em casa. Mande uma mensagem para ecabiblioteca@usp.br e ajudaremos como pudermos.


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