Mais 10 coisas para não fazer durante a pós-graduação

11/02/2019

Este post foi inspirado no texto 10 coisas que você não deve fazer em sua tese ou dissertacao, publicado no Blog do Pós-Graduando, de 2013, que ainda circula muito por aí. Fizemos uma versão incluindo o conceito de biblioteca, que consideramos útil para os pesquisadores.

1. NÃO PROCASTINE SUA IDA À BIBLIOTECA

O momento ideal para visitar sua biblioteca, aprender a consultar os catálogos, descobrir os recursos disponíveis, conhecer os bibliotecários e saber como eles podem ajudá-lo é no primeiro mês de aulas, antes de começar a pesquisa. Se você deixar para conhecer a biblioteca só quando seu orientador reclamar das suas referências e leituras, vai sofrer desnecessariamente. Acredite, uma das frases que os bibliotecários mais escutam é “por que eu não passei por aqui antes?”.

2. NÃO SEJA UM ILUDIDO

A ideia de que está tudo online e as bibliotecas e arquivos físicos não são mais necessários é um equívoco. Provavelmente você vai precisar de livros que só saíram em papel e que ninguém fez a gentileza de digitalizar. Dependendo da sua área de estudo, talvez tenha que consultar enormes arquivos de documentos impressos sem qualquer organização, se deslocar até outras cidades (ou países) e inalar muito poeira de papel antigo.

foto: Marino González (Flickr)

3. NÃO ECONOMIZE NA BUSCA DE ARTIGOS

Antes de ler muitos artigos, você vai precisar encontrá-los. E artigos não caem do céu, embora muitos estejam na nuvem. Lembre-se de que sua universidade provavelmente assina revistas em formato eletrônico e bases de dados para busca de artigos em milhares de títulos de periódicos, e nem sempre você vai encontrar todos esses conteúdos procurando só no Google Acadêmico. Peça informações sobre isso na sua biblioteca, mesmo que você ache que já tem tudo o que precisa. Talvez você nem precise ir pessoalmente até a biblioteca, muitas delas atendem por e-mail, telefone, chat…

 

4. NÃO TENHA MEDO DA ABNT (NEM DAS NORMAS DA APA, VANCOUVER OU CHICAGO)

Normalização não é muito simples mesmo, mas não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Basta entender e ter um pouco de paciência. Na maioria das bibliotecas universitárias há profissionais que podem ajudá-lo a entender isso tudo, manuais explicativos etc. Bibliotecários sabem lidar bem com essas coisas e também podem apresentá-lo aos gerenciadores de referências (Mendeley, Endnote etc), que descomplicam bastante a vida. Muitas bibliotecas até oferecessem treinamentos e aulas sobre essas ferramentas.

E sim, há várias outras normas além da ABNT, veja qual a sua instituição adota.  Atenção ao submeter artigos para revistas, veja qual é a norma adotada pela publicação.

5. NÃO SUPONHA QUE UMA INFORMAÇÃO EXISTA

Mas como ninguém escreveu nada sobre isso? Não é possível que não tenha nada na internet… Como esta biblioteca não tem esse material? Vou ter que ir até Portugal para consultar um arquivo?

Pois é, muitos pesquisadores se desesperam ao descobrir que fontes de informação, publicações ou acervos organizados que “tinham de existir” não estão acessíveis, ou custam caro ou simplesmente não existem. Ao escolher um tema de pesquisa, é importante verificar quais são os recursos informacionais disponíveis e o que será necessário para ter acesso a eles.

6. NÃO CONFIE CEGAMENTE NO QUE VOCÊ NÃO LEU

As citações de citações podem ser armadilhas que escondem e perpetuam indefinidamente erros de interpretação. Não abuse dos apuds no seu texto, procure sempre encontrar a fonte original, mesmo que dê trabalho. Os bibliotecários também podem ajudar com isso .

7. NÃO ACREDITE EM TUDO QUE SEUS COLEGAS AFIRMAM

Sim, você fez a lista de referências e a página de rosto do jeitinho que seu colega que já é doutor fez. Mas está errado. Ah, seu orientador garantiu que a biblioteca tem todos esses livros. Mas não tem, nunca teve. Para ter informações precisas sobre normalização ou disponibilidade de materiais no acervo, o mais seguro é consultar o pessoal da biblioteca. E seus catálogos.

8. NÃO ATRASE A ENTREGA DO MATERIAL DA BIBLIOTECA

Cuidado! Muitas bibliotecas cobram multas pela entrega fora do prazo, mas muitas fazem pior: aplicam suspensões de acordo com o tempo de atraso e a quantidade de itens atrasados. Você corre o risco de ficar sem acesso aos empréstimos em momentos cruciais do seu trabalho. Informe-se sobre o regulamento da sua biblioteca: prazos, quantidades, possibilidade de renovação dos empréstimos, penalidades etc. Peça uma cópia do regulamento, veja se está disponível no site ou exposto no mural.

9 . NÃO DEIXE DE INTERAGIR COM SUA BIBLIOTECA

Se você não for à biblioteca de vez em quando, se não acessar seu site ou perfis nas mídias sociais, dificilmente vai descobrir que aquele acervo importante ou aquele serviço que você precisa está lá. Fale com os bibliotecários, pergunte, mande e-mail, siga no Twitter ou Facebook (se a biblioteca tiver), telefone, insista. Não tenha receio de incomodar, responder às suas perguntas é a parte mais importante do trabalho dos bibliotecários.

10. NÃO BRIGUE COM A SUA BIBLIOTECA

Mas brigue por ela. Se falta pessoal, espaço, acervo ou atenção, reclame e reivindique. Fale com a chefia, mande carta para o diretor. Ter uma boa biblioteca é um direito seu e uma obrigação da instituição de ensino.


Planeje sua pesquisa

08/10/2018

Compreender a pesquisa acadêmica como um todo integrado por diferentes fases é essencial ao desenvolvimento do trabalho dentro do período estabelecido. Neste post apresentamos diferentes fases que compõem o trabalho de pesquisa, destacando a importância de seu planejamento.

Caso queira salvar o pdf com essas informações, clique aqui.

Até o dia 24 de dezembro de 2018 a USP está com acesso, por meio de trial, a Sage Research Method , uma biblioteca de métodos que abrange mais de 1.000 livros, obras de referência e trabalhos, incluindo casos práticos de projetos de pesquisa reais; mais 120 guias de conjuntos de dados criados para ajudar os alunos a dominarem a análise de dados através de treinamento prático; e uma coleção de mais de 484 vídeos que dão vida aos métodos de pesquisa, estatística e avaliação.

Esse post foi escrito a partir de orientações disponibilizadas na base Sage Research Method.


SciVal: números e mapas da ciência

18/09/2017

SciVal oferece um conjunto de ferramentas de análise da pesquisa científica, úteis para definições da política institucional. Por meio de indicadores bibliométricos, mapas e gráficos, pode-se comparar instituições, grupos, áreas de pesquisa, publicações etc.

A fonte de dados em que se baseia o SciVal é a base de dados Scopus, da qual falamos semana passada aqui no blog.

O SciVal possui quatro módulos principais: Overview, Benchmarking, Collaboration e Trends.

Em Overview é possível ter uma visão panorâmica da sua instituição, área de pesquisa sob aspectos como número de publicações, citações, colaboração internacional etc.

É possível, por exemplo, saber quanto da produção da USP apareceu nas mais citadas publicações.

Nesse mesmo módulo, há lista de artigos mais citados, colaboradores mais frequentes, autores mais prolíficos ou mais citados de determinada área etc.

O módulo Benchmarking permite avaliar a performance de uma área, instituição etc. comparada com outras equivalentes.

Por exemplo, abaixo, um gráfico mostrando o número de publicações ano a ano para a área de biblioteconomia e ciência da informação, no mundo, no Brasil e na USP.

Esse outro gráfico mostra o fator de impacto das três universidades estaduais paulistas em comparação com a média nacional.

O módulo Trends serve para avaliar vários aspectos das áreas acadêmicas. No gráfico abaixo há uma análise da área de turismo em palavras-chaves, é possível ter uma ideia de que assuntos estão em alta ou atraindo menos interesse.

Muitas outras análises são possíveis, e mesmo que você não faça parte do grupo que decide as políticas e rumos de um departamento, programa, escola, pode tirar proveito.


Wiley Online Library

03/07/2017

A USP oferece o acesso à Wiley Online Library, uma coleção multidisciplinar de recursos online abrangendo, dentre outras, as áreas de ciências sociais e  humanidades. São mais de 6 milhões de artigos de mais de 1.500 periódicos científicos, além de mais de 19 mil ebooks.

Para localizar itens de seu interesse em meio a tal vastidão informacional, a plataforma oferece opções fáceis e intuitivas para a realização de pesquisas. Também é possível consultar tutoriais sobre procedimentos de busca.No caso dos ebooks há um resumo da obra, é possível fazer a navegação por capítulos, salvá-los em pdf e também imprimir. Caso prefira, é possível fazer o download da obra completa.

Funcionalidades como exportar referências, salvar em uma pasta, enviar o link por email e criar alertas também estão disponíveis.

É possível pesquisar por termos no título da obra, texto completo, resumo, palavras-chave, dentre outras opções.

Fizemos uma pesquisa bastante superficial com termos que correspondem às áreas de estudo abrangidas pela ECA e observamos que foi recuperado um grande número de artigos e ebooks. Lembre-se que pesquisas feitas no idioma inglês recuperam maior número de registros.

O acesso à Wiley Online Library pode ser feito diretamente pela plataforma, na qual você usará as funcionalidades de pesquisa disponíveis. O link  é: http://onlinelibrary.wiley.com/

Caso prefira, o Portal da Busca Integrada também recupera os registros disponíveis na Wiley.

Em ambos os casos, é importante lembrar que o acesso se dá a partir dos computadores conectados à rede USP ou por meio do VPN.

Aproveite e bons estudos!

 

 


Bases de dados e pesquisa acadêmica

23/03/2015

Em meio ao percurso acadêmico muitos já devem ter se deparado com o termo “bases de dados”, inserido no contexto dos recursos informacionais oferecidos pela universidade. Mas, afinal o que são bases de dados e por que são tão importantes?

De forma bastante simples, podemos caracterizar as bases de dados como fontes de informação eletrônicas, pesquisáveis e que se relacionam a necessidade de controle, disseminação e visibilidade do conhecimento produzido nos mais variados âmbitos: temático, geográfico e institucional.

A USP assina diferentes bases de dados, relacionadas às variadas áreas do conhecimento. Por ser um recurso pago, seu uso é restrito aos campi da universidade e, para aqueles que possuem vínculo com a USP, é possível obter uma senha para acesso remoto, por meio do VPN. Veja mais informações aqui

technology

A seguir apresentamos algumas bases de dados voltadas para as áreas do conhecimento abrangidas pela Escola de Comunicações e Artes

Art Full Text: traz o texto completo de artigos sobre arte, compreendendo centenas de títulos de revistas científicas, desde a década de 1980 até a atualidade. Além disso, é possível ter acesso a mais de 13.000 dissertações da área de Artes, provenientes de diferentes instituições de ensino. A pesquisa por reproduções de arte também é possível. Abrange artes visuais, arte popular, fotografia, cinema e arquitetura.

Project Muse: reúne expressiva seleção de periódicos especializados na área de Ciências Humanas. Proporciona ao pesquisador o acesso ao texto completo de cerca de 200 títulos em: Artes, Sociologia, Educação, Ética, entre outras áreas.

Classical Music Library: oferece acesso a um vasto acervo de gravações musicais, indo desde o canto gregoriano até gravações de compositores contemporâneos. Traz material de selos importantes como Hyperion, Bridge Records, Sanctuary Classics, Artemis-Vanguard, Hänssler Classic, Vox e outros.

Classical Scores Library: Disponibiliza mais de 24.000 partituras musicais de composições que vão desde a Renascença ao século XXI. Inclui obras com copyright de editoras como Boosey and Hawkes, Universal Edition, Peters e A-R Editions, que podem ser baixadas no formato pdf. Além destas, destacamos na área de Música: RILM Abstracts of Music Literature, RIPM Retrospective Index to Music Periodicals, Oxford Music Online, International Index to Music Periodicals. Leia mais sobre estas bases neste outro post.

Film Index International: Produzida em parceria com o British Film Institute,  oferece indexação aprofundada dos primeiros filmes mudos aos mais recentes campeões de bilheteria, além de informações biográficas completas de mais de 40.000 celebridades. Inclui registros de filmes de diversos países, com ampla cobertura de premiações internacionais e oferece ainda pesquisa de resumos de roteiros. Traz informações detalhadas como: nome do diretor, listas completas de elenco e equipe de filmagem, ano de lançamento, informações sobre a produção, créditos, prêmios, sinopses e referências a publicações sobre cinema.

FIAF: Embora não apresente o texto completo, é bastante abrangente, reunindo diferentes bases de dados: International Index to Film Periodicals, International Index to Television Periodicals, The List of Periodicals Indexed, Treasures from the Film Archives, Bibliography of FIAF Affiliates Publications e International Directory of Film and TV Documentation Collections. A base principal International Index to Film Periodicals abrange publicações periódicas sobre filmes, desde 1972 até o momento presente. Traz citações e faz referência a artigos de mais de 300 títulos, apresentando sua descrição bibliográfica completa. Embora não apresente o texto completo, é uma base de dados abrangente

SCOPUS: indexa mais de 14.000 títulos de 4.000 editoras nas diversas áreas do conhecimento, possui cerca de 27 milhões de resumos, incluindo citações, desde 1996. Os textos completos de revistas assinadas pelo Consórcio CRUESP/Bibliotecas (USP/UNESP/UNICAMP) são visualizados a partir dos resumos, como também é possível verificar artigos científicos na Web, automaticamente, pelo buscador SCIRUS.

Academic Search Premier: é uma base de dados multidisciplinar que oferece acesso ao texto completo de mais de 4.600 periódicos.

Information Science & Technology Abstracts (ISTA): importante base de dados referenciais da área de Ciência da Informação. Reúne artigos de revistas especializadas, livros, relatórios de pesquisa, anais de conferência e patentes. A cobertura remonta à meados da década de 1960.

Library, Information Science & Technology Abstracts with Full Text: disponibiliza o texto completo de periódicos científicos abrangendo os assuntos: biblioteconomia, classificação, catalogação, recuperação de informações online, gestão da informação, dentre outros temas.

LISA: O Library & Information Science Abstracts é uma ferramenta internacional de resumos e indexação, elaborada para profissionais da área de biblioteconomia e outros especialistas da área da informação. Conta atualmente com resumos de mais de 440 periódicos, publicados em mais de 68 países, num número superior a 20 idiomas.

Quem estiver interessado em conhecer bases de dados de uma área específica pode agendar um horário para vir à biblioteca da ECA, neste caso um bibliotecári@ irá lhe ensinar a realizar pesquisas utilizando estratégias de busca adequadas para recuperar informações pertinentes ao seu tema de interesse. Para agendar um horário, clique aqui.

Para escrever este post lemos: Comunicação & produção científica: contexto, indicadores e avaliação. Organizado por Dinah A. Poblacion, Geraldina P. Witter e José Fernando Modesto

   


Por onde começo?

29/11/2010

A dúvida é frequente, às vezes cruel. O pesquisador entra na Biblioteca pela primeira vez e não sabe como começar. Onde buscar o livro que o professor indicou? Como encontrar informações de qualidade sobre o tema de sua pesquisa? Como escolher um filme para estudar ou simplesmente para assistir no fim de semana?
Como todas as buscas são feitas pela internet ou rede local da biblioteca, o usuário que ainda não conhece o sistema pode enfrentar alguns minutos de perplexidade diante da tela do computador.
Se você já passou por isso ou não quer passar, leia essas dicas. Se não é seu caso, leia também. Você pode ter outras informações para acrescentar.

Banco de Dados Bibliográficos da USP (Dédalus)
http://200.144.190.234/F

A url não é das mais amigáveis, mas nas telas iniciais dos computadores da Biblioteca existe um atalho para o Dédalus. E também temos link no site da Biblioteca da ECA. O Dédalus é o principal catálogo das bibliotecas da USP. O melhor endereço para buscar livros, periódicos, teses, e-books e produção docente de todas as bibliotecas da Universidade.

Site da Biblioteca da ECA
www.eca.usp.br/biblioteca

Em nossa página no site da Escola estão nossos catálogos de filmes, DVDs, vídeos, discos, CDs e partituras. Os links estão no canto inferior esquerdo da página.

Pesquisa local (atalho nas telas dos computadores)

Se você precisar localizar fotografias (em papel e digitais), slides e Histórias em Quadrinhos da Biblioteca da ECA, entre na Pesquisa Local. O acesso é apenas pelos terminais da Biblioteca da ECA, porque esses materiais ainda não estão no Dédalus e nem no site da Biblioteca. Na Pesquisa Local há também outros catálogos (Livros, Periódicos, Partituras etc), mas é mais prático fazer a busca pelo Dédalus ou pelo site da Biblioteca.

Site do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBiNet)
www.usp.br/sibi

Imprescindível! Seja lá qual for o seu problema de pesquisa, a solução para ele pode estar nesse portal, que dá acesso a uma quantidade imensa de informações e serviços, além do próprio Dédalus. Alguns deles:

  • Revistas eletrônicas: são mais de 22.000 títulos de periódicos com texto completo online.
  • Bases de dados: cobrem praticamente todas as áreas do conhecimento. Permitem que o pesquisador localize artigos de periódicos por autor, título, assunto etc. Há também bases de partituras e de música.
  • Lista completa de todas as biblitoecas da USP, com endereços, telefones e sites.

O SIBiNet também reúne links para outros sites importantes, como:

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
http://www.teses.usp.br/

Biblioteca Digital de Obras Raras e Especiais
http://www.obrasraras.usp.br/

Portal de Revistas USP
http://portal.revistasusp.sibi.usp.br/

Portal CAPES
http://novo.periodicos.capes.gov.br

Veja como esse portal pode ser útil no post Explorando o Portal CAPES, neste mesmo blog.

Além disso, você pode acompanhar notícias interessantes pelas redes sociais das quais a Biblioteca da ECA participa.

Twitter:
http://twitter.com/bibliotecadaeca/

Flickr:
http://www.flickr.com/photos/bibliotecadaeca/

Delicious
http://www.delicious.com/bibliotecadaecausp/

E mais: em breve, a Biblioteca da ECA estará também no Facebook. Aguarde!


Panorama do acesso aberto na ECA

25/10/2010

Para identificarmos como os pesquisadores e professores da ECA entendem a questão do acesso aberto, tema discutido na XIII Semana do Livro e da Biblioteca deste ano, enviamos por e-mail 159 questionários aos pesquisadores e docentes. Obtivemos 16 respostas. Consideramos esta amostra significativa pois levamos em consideração a amostra mínima definida pelo PAQ2009 (Programa de Avaliação da Qualidade de Produtos e Serviços das Bibliotecas do SIBi/USP) que apontava 14 respostas como sendo um número significativo de respondentes para esta categoria.

 

Por onde anda o acesso aberto na ECA? Seguem abaixo os resultados obtidos de nossa pesquisa:

 

 

1) Enquanto autor, você acredita que o acesso aberto pode ser encarado como uma forma de aumentar visibilidade de sua pesquisa?

Comentários

  • Na medida que o acesso aberto não impõe restrições na localização, acesso e leitura da informação é um facilitador para visibilidade, além de aumentar a circulação do conteúdo entre usuários e formadores de opinião com muito mais facilidade.
  • O acesso aberto pode permitir que um número maior de interessados e pesquisadores possam ter contato com o material oferecido pelas blibiotecas.
  • Acho que a Internet, cada vez mais, será a grande fonte de informação científica.
  • Sou a favor da divulgaçao irrestrita da informação como forma de incrementar a produção de novos e melhores trabalhos científicos e culturais.
  • Acho muito relevante que se tome medidas concretas quanto ao acesso aberto, bem como ele seja propiciado de forma a resguardar o direito autoral.
  • Entendo que a produção científica deve chegar ao maior número de pessoas e instituições interessadas na pesquisa científica. Esse aspecto contempla tanto o autor, quanto a quem eventualmente estiver interessado em pesquisas de alto nível. Me parece que essa proposta de acesso aberto democratiza um pouco, apenas um pouco mais, o acesso ao conhecimento por parte da sociedade. Isto é bom, mas ainda é insuficiente. Quem realmente tem chance de resolver esse problema é o Estado, isto sim.
  • Para textos publicados em periódicos. Não para conteúdos de aulas formatados em apresentações.
  • Uma sociedade do conhecimento só será adensada com o amplo acesso às informações. Compartilhar é fundamental para a consolidação de uma sociedade democrática, sobretudo quando se trata de uma universidade pública.
  • Sim, desde que o acesso aberto seja acompanhado de estratégias de divulgação efetivas e de criação de processos colaborativos entre pesquisadores. Acredito que o conceito de acesso aberto inclui algo mais do que o simples depósito de arquivos referentes à pesquisa, e sim uma nova maneira de veicular e, portanto, produzir pesquisa. Considero a produção e veiculação da pesquisa como duas partes de um mesmo processo e chamo a atenção para a condição dos docentes como pesquisadores produtores e também como leitores de outras pesquisas.
  • O acesso não fica restrito a questões financeiras ou deslocamento até uma biblioteca.
  • A Web é uma imensa biblioteca aberta a todos que tem acesso a ela, e assim é um acervo visível a todos usuários.
  • A equação é simples, havendo maior publicidade, é de se esperar que haja mais visibilidade, e seus correlatos sequênciais – interesse, usos, inovação. E o ciclo se reinicia.
  • A divulgação da produção artística e científica (afinal a ECA é uma escola de comunicações e artes) deve encontrar formas de divulgação que não apenas as convencionais (impressas ou postadas), mas também na forma de exposições, feiras e simpósios abertos ao público.

2) Você veicularia sua pesquisa / produção numa publicação de acesso aberto?

 

3) Onde costuma divulgar o resultado de suas pesquisas?

 

 

4) Sua produção na universidade inclui trabalhos artísticos ou audiovisuais?

 

5) Se inclui, onde costuma divulgar esses trabalhos?

 

  • Concertos de música clássica em salas e teatros especializados.
  • Imprensa escrita e falada, internet.
  • Sites, Exposições, Redes Sociais, Palestras e Seminários.
  • No site do Projeto Temático.
  • Em galerias, bienais e festivais mas com muita dificuldade.
  • Sou sociólogo e trabalho fundamentalmente com texto, parte escrita da produção.
  • Tenho trabalhado apenas com apresentações ao vivo, eventualmente gravadas em DVDs não comerciais, programas para rádio ou TV, etc, muitas vezes divulgadas pelo nosso laboratório ou por outros participantes em sites como o youtube. Por trabalhar com canto coral, o caráter de acesso aberto há muito já vem sendo praticado, uma vez que cada coralista se encarrega de gravar e divulgar os concertos dos quais participou. De uns anos para cá temos incluído gravações de workshops e concertos em nosso blog: comunicantus.blogspot.com.
  • No currículo.
  • Como docente recém contratado, ainda não tenho produções relativas ao período de contratação. Mas divulgarei novos trabalhos pelos canais disponíveis na universidade.
  • Exposições realizadas em instituições públicas e particulares, em encontros e debates realizados com artistas, críticos, curadores e o público, em palestras e aulas para diversos públicos.

 


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