A cara nova do catálogo de partituras

22/05/2017

Nosso catálogo de partituras foi recentemente integrado ao Banco de Dados Bibliográficos da USP – Dédalus. Mas, como o Dédalus tem aquele formato de catálogo de livros, foi criada uma interface específica para a busca de partituras, disponível no link:

http://colecoes.sibi.usp.br/partituras/

Para localizar um partitura, basta digitar os termos na caixa de busca, assim:

É possível refinar os resultados, usando diversos filtros de busca. O exemplo abaixo mostra como se pode recuperar partituras de Beethoven para orquestra e violino. Basta clicar na letra E (operador boleano AND).

Também seria possível excluir o violino do universo de obras de Beethoven para orquestra, clicando no NÃO. Ou filtrar por Gênero e forma e selecionar apenas os concertos.

Os registros são visualizados dessa forma:

Clicando no título, o registro no Dédalus é aberto.

A nova interface é mais amigável e intuitiva do que o Dédalus e do que a base Acorde, além de ser adaptada à busca de partituras. Agora é o momento de testá-la. Usem, explorem e nos avisem se não gostarem de alguma coisa, para podermos fazer os ajustes necessários. Façam seus comentários e sugestões aqui no post. Ou falem conosco pessoalmente, estamos aqui o dia todo.

Em breve o link Partituras do nosso site vai remeter diretamente à nova interface, mas a base Acorde vai continuar acessível por algum tempo, a partir do menu Catálogos.

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Partituras no Dédalus

17/04/2017

O catálogo de partituras da Biblioteca da ECA foi migrado para o Banco de Dados Bibliográficos da USP – Dédalus, após mais de vinte anos de espera pelo início do processo e dois anos de trabalho do Departamento Técnico do SIBi e das bibliotecárias da ECA no planejamento e execução.

Um pouco dessa história já foi contado no trabalho Catalogação de partituras na Biblioteca da ECA, apresentado ao Seminário Internacional de Bibliotecas Universitárias. Felizmente, os problemas relatados nesse trabalho já foram ou estão sendo solucionados.

Agora, finalmente, o usuário pode buscar partituras e livros no mesmo local, sem necessidade de mudar de sistema, além de fazer renovações e reservas pelo Dédalus.

Ainda há muitos acertos a serem feitos, tanto por nós quanto pela equipe do DT-SIBi:

ajustes no formato de exibição das partituras (pontuação e outros detalhes)

aperfeiçoamento na busca por meio de expressão

acertar maiúsculas e minúsculas nos títulos (os registros mais antigos da base eram digitados em caps lock e a conversão automática não resolve tudo)

inserir novamente parte dos links para a primeira página digitalizada das partituras (havia links quebrados na base, que foram excluídos antes da migração definitiva)

colar etiquetas de código de barras nas  partituras e inserir o código nos registros do Dédalus.

Essa última atividade vai demandar muito tempo para ser concluída, devido ao tamanho do acervo: 12.666 volumes. Por esse motivo, inicialmente o usuário que solicitar o empréstimo precisará aguardar um pouco antes de levar o material. A demora vai depender da quantidade de itens a serem emprestados, mas não deve passar de alguns minutos.

A busca de partituras no Dédalus pode ser feita pelos mesmos elementos da base Acorde, ainda disponível no site da Biblioteca: compositor, título, título original, número de opus, meio de expressão, “assunto” (gênero e forma), casa publicadora, editor e arranjador. Quem desejar localizar apenas partituras, deve usar o filtro “Tipo de material”, no canto inferior esquerdo da tela do Dédalus.

E aguardem, em breve, mais novidades. Está sendo preparada, pela Divisão de Gestão de Tratamento da Informação do DT-SIBi , uma nova interface de busca específica para o acervo de partituras.

 

 

 

 

 


Acervos de partituras

08/06/2015
Bird song, foto de Ozan Hatipoglu (Flickr).

Bird song, foto de Ozan Hatipoglu (Flickr).

O acervo de partituras da Biblioteca da ECA tem mais de 20.000 peças musicais, de várias épocas e estilos. Inclui partituras editadas, manuscritos antigos e contemporâneos. Para localizar partituras, basta acessar a base de dados disponível no website da Biblioteca da ECA e buscar por título, compositor e meio de expressão.

Qualquer usuário USP pode retirar partituras por empréstimo, e a consulta local é aberta ao público em geral.

Quem não encontrar em nosso acervo a partitura que precisa tem mais opções. Uma delas é a base de dados de partituras digitalizadas Classical Scores Library, assinada pela USP para todas as bibliotecas do sistema. Nessa base é possível encontrar partituras de boas editoras que não estão em domínio público. O acesso é restrito aos computadores da Universidade e aos usuários da rede VPN.

Outra fonte importante é o International Music Score Library Project (IMSLP), uma das bases de partituras em acesso aberto mais conhecidas. Basta acessar o link:

http://imslp.org/

An old piano, foto de Vladimir Agafonkin (Flickr).

An old piano, foto de Vladimir Agafonkin (Flickr).

Existem também algumas bibliotecas digitais brasileiras de partituras, como:

Museu da Música de Mariana
http://www.mmmariana.com.br/site/pesquisabasica.asp

Biblioteca Virtual de Partituras Musicais
http://paulinyi.com/biblioteca_port.html

Funarte – Coleção Música Coral no Brasil
http://www.funarte.gov.br/projetocoral/?page_id=7

Banco de Partituras da Secretaria da Cultura do Ceará – Sistema Estadual de Bandas de Música
http://www2.secult.ce.gov.br/Recursos/Internet/Pro_Bandas/partituras_form_01.asp

SESC Partituras
http://www.sesc.com.br/sescpartituras/

Música Brasilis
http://www.musicabrasilis.org.br/

E temos ainda outras bibliotecas no Brasil que têm acervos de partituras, em papel ou digitalizadas. Alguns exemplos:

Biblioteca Nacional
http://www.bn.br/portal/  (entrar em Acervo, BN Digital).

Biblioteca Alberto Nepomuceno, da Escola de Música da UFRJ
http://www.musica.ufrj.br/index.php?option=com_content&view=article&id=92&Itemid=86

Instituto Moreira Salles
http://acervo.ims.com.br/

Unicamp – Acervo de partituras do Centro de Documentação da Música Contemporânea
http://acervus.unicamp.br/

O pesquisador Paulo Castanha, do Instituto de Artes da UNESP, realizou um levantamento bastante completo de acervos musicais brasileiros e estrangeiros, disponível no link:

http://paulocastagna.com/acervos-musicais/

E logo teremos mais. A Biblioteca da ECA está desenvolvendo, juntamente com o Comitê de Bibliotecários Catalogadores de Acervos de Música, um guia de acervos musicais que terá a forma final de um blog. Aguardem notícias desse projeto, que deverá facilitar bastante a busca por documentos musicais na web e a divulgação dessas coleções.

 

 

 

 


Encontro de bibliotecários catalogadores de música

05/01/2015

As bibliotecárias Marina Macambyra e Sarah Lorenzon Ferreira participaram do I Encontro Nacional de Bibliotecários Catalogadores de Acervos de Música do Brasil, evento simultâneo ao XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitária (SNBU), apresentando o trabalho Catalogação de partituras na Biblioteca da ECA, de autoria de ambas. O mesmo trabalho foi apresentado ao SNBU na forma de pôster.

O encontro de catalogadores de música foi organizado pelo Comitê de Bibliotecários Catalogadores de Acervos de Música (CBICAM), cujo estatuto foi aprovado nesse encontro. Entre os objetivos do CBICAM está o desenvolvimento de normas e padrões para catalogação de acervos de música, produção de ferramentas destinadas à organização dos acervos na área da documentação musical no Brasil e criação um manual brasileiro para catalogação de partituras. O grupo foi formado por iniciativa da bibliotecária Dolores Brandão, da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Os participantes do Encontro. No telão, foto da pioneira Mercedes Reis Pequeno, bibliotecária e musicóloga.

Os participantes do Encontro. No telão, foto da pioneira Mercedes Reis Pequeno, bibliotecária e musicóloga.

Duas outras bibliotecárias apresentaram as experiências de suas instituições: Elizete Higino (de vestido rosa na foto), da Biblioteca Nacional e a própria Dolores Brandão (à esquerda, de saia verde) , da UFRJ.

Além da troca de experiências com instituições importantes, com um trabalho já consolidado na área, a participação nas atividades do CBICAM é uma oportunidade para a Biblioteca da ECA disseminar sua abordagem pioneira do tratamento dos documentos musicais que antecipa, de certa forma, as mais recentes novidades no cenário internacional da catalogação. Por exemplo, a metodologia de catalogação da Biblioteca inclui a categoria “Meio de Expressão” como campo específico e separado do conceito de assunto há mais de 40 anos, enquanto o formato MARC só incorporou esse campo em 2012.

Além das autoras do trabalho, são membros do CBICAM as seguintes bibliotecárias da ECA:

Alessandra Vieira Canholi Maldonado
Ivone Juanes
Silvana Rodrigues Leite


Uma biblioteca de partituras

24/03/2014

O acervo de partituras da Biblioteca da ECA tem, atualmente, cerca de 20.000 peças musicais, todas à disposição do aluno ou pesquisador de música para empréstimo ou consulta local. São obras de todas as épocas, da música medieval à contemporânea, de gêneros diversos e cobrindo ampla gama de formações instrumentais.

3200 partituras para orquestra
3200 música de câmara
4400 piano
150 violino
900 violão
4600 coro
2000 voz e piano

Além das partituras publicadas pelas melhores editoras da área, há também uma coleção bastante especial de manuscritos de música sacra mineira e de obras de Henrique Oswald (foto ao lado), Fructuoso Vianna, Fúrio Franceschini, Lycia de Biase Bidart e Gilberto Mendes. Esse último doou para a Biblioteca da ECA sua obra musical completa, incluindo partituras publicadas, cópias e manuscritos autógrafos.

Outra particularidade interessante é a presença de obras editadas por pesquisadores do Departamento de Música no âmbito de seus trabalhos de mestrado ou doutorado. Alguns exemplos são a edição da Missa de Requiem, de Henrique Oswald, por Susana Igayara, e o primeiro registro em partitura de Asthmatour, de Gilberto Mendes, por Adriana Francato.

Embora a maior parte do acervo seja de música erudita, há alguns títulos muito bem selecionados para quem toca música popular, como: os songbooks de Caetano Veloso, Cazuza, Bossa Nova, Tom Jobim, Edu Lobo, Ary Barroso, Chico Buarque, Djavan e outros, da famosa coleção editada por Almir Chediak; os 14 volumes do Cancioneiro de Elomar Figueira de Melo; A casa Edison e seu tempo, coletânea em CD-ROM de partituras do início do século 20; caixa com a obra completa de Pixinguinha, editada pelo Instituto Moreira Salles e Imprensa Oficial do Estado; The Armstrong treasury: Louis’ songbook; Charlie Parker omnibook, para instrumentos em Mi bemol; obras completas dos Beatles; coletâneas de música popular brasileira e marchinhas antigas de Carnaval.

Quase todas as partituras do acervo podem ser retiradas por empréstimo, com exceção dos manuscritos e edições raras.

O catálogo completo das partituras pode ser consultado no site da Biblioteca:
http://www.eca.usp.br/biblioteca-bases/acorde/search.htm

A busca pode ser feita por título, compositor, arranjador, editor, assunto, número de opus e meio de expressão (instrumentos, vozes, grupos vocais e instrumentais). A única dificuldade é precisar colocar um  entre os termos de busca, ou digitar cada um numa linha. Observem os exemplos:

Villa*lobos
Piano*violino*orquestra
Cantata*Bach
Gilberto*Mendes*coro
Beethoven*op. 14

ou

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Para facilitar a seleção final das obras, as primeiras páginas das partituras estão sendo digitalizadas e inseridas no registro da base de dados. É só clicar no link Primeira página para ver a imagem.

Além desse acervo, os estudantes de música da USP também têm à sua disposição a base de dados Classical Scores Library, que dá acesso à partituras em pdf.  Mais detalhes no post anterior:

Bases de dados de música


Biblioteca da ECA no MuSimid

21/09/2011

Participei da mesa-redonda Música e memória, do 7º. Encontro Internacional de Música e Mídia, representando a Biblioteca da ECA.
O CD com os textos dos palestrantes já está sendo catalogado e logo estará disponível para consulta.
Abaixo, o texto da minha apresentação, contando um pouco da história do nosso trabalho relacionado à documentação musical.


A Biblioteca da ECA e o tratamento dos documentos musicais

por Marina Macambyra

A importância dada aos documentos musicais e audiovisuais é uma das características mais marcantes da Biblioteca da Escola de Comunicações e Artes da USP, que começou a formar acervos desses documentos no final dos anos 1960. A Biblioteca desenvolve padrões próprios para o tratamento de gravações sonoras, partituras, imagens fixas e imagens em movimento. Os manuais criados para divulgação dessas metodologias estão publicados no website da Biblioteca. As novas regras internacionais de catalogação de documentos trazem boas perspectivas para a Biblioteca da ECA, pois sua forma de trabalho está mais próxima das novas normas do que das antigas.
1. Uma biblioteca para ver, ouvir e tocar
A Biblioteca da Escola de Comunicações e Artes da USP tem como uma de suas características mais importantes a forte presença de documentos audiovisuais no acervo, marca que a distingue no cenário das bibliotecas universitárias brasileiras. Os documentos audiovisuais e musicais correspondem a cerca de quarenta por cento do total do acervo, fato que, por si só, já a tornaria uma biblioteca universitária diferente.
Mas não se trata apenas de uma questão quantitativa. Na Biblioteca da ECA os documentos sonoros, as partituras, as imagens em movimento e os acervos fotográficos têm tanta importância para o pesquisador quanto os documentos textuais e recebem tratamento condizente com sua relevância para o usuário. Esses documentos não são vistos como anexos dos livros e teses, nem como simples ilustração, muito menos como produtos destinados exclusivamente ao lazer. A Biblioteca destina espaços e equipes de bibliotecários e técnicos exclusivamente para o armazenamento, tratamento documentário e difusão da documentação audiovisual.
O acervo atual de documentos musicais é composto por 9242 discos (em vinil e CD), 1533 fitas cassetes e 12152 partituras, em constante crescimento. Compramos regularmente novos documentos, com verbas destinadas à aquisição de material bibliográfico pela Reitoria da USP e agências de fomento, e recebemos doações em quantidades expressivas. Também fazemos reprodução de documentos, copiando em CD o acervo em vinil e fita magnética, para possibilitar a divulgação do material sem comprometer sua conservação. O material está catalogado de forma cuidadosa, adequadamente armazenado e conservado e, em sua maior parte, registrado em bases de dados acessíveis pela página da Biblioteca no website da ECA:
http://www3.eca.usp.br/biblioteca
2 Pioneiros
A Biblioteca da ECA começou a formar e a tratar acervos de documentos musicais logo em seu início, no final dos anos 1960, quando a Escola foi criada. Na época, discos e partituras ainda eram relativamente raros em bibliotecas. A questão que se apresentou logo de início é a mesma que ainda hoje preocupa os bibliotecários que trabalham com documentos audiovisuais: é possível tratar discos – ou partituras – com as mesmas técnicas e padrões criados para documentos textuais? E seria essa a melhor solução para um usuário tão especializado quanto os alunos e professores de música da ECA?

As normas de catalogação mais amplamente adotadas em bibliotecas foram criadas para tratamento de livros e posteriormente adaptadas aos demais tipos de documentos. Por esse motivo, não chegam a oferecer respostas aos desafios específicos do documento musical e tendem a frustrar o pesquisador. Foi essa percepção que levou a equipe encarregada de começar a organizar os discos e partituras da Biblioteca em seus primórdios a procurar outras soluções. A primeira ideia foi realizar um levantamento entre as bibliotecas e arquivos de música de outros países para descobrir como as instituições com acervo semelhante resolviam a questão. Mas a melhor solução veio do próprio público-alvo dos serviços, os alunos e professores de música da Escola. Foram as críticas e sugestões desse público que fundamentaram a decisão de criar um sistema próprio de catalogação e organização do acervo que, embora baseado em padrões existentes, priorizava atender principalmente às demandas do usuário (MILANESI, 1997).
Esses primeiros estudos conduziriam, alguns anos mais tarde, em 1978, à criação de um catálogo automatizado de partituras, desenvolvido pelo professor Denis Charalambos Stamopoulos e pela bibliotecária da Fonoteca, Ariede Maria Migliavacca. Foi a primeira base de dados da Biblioteca da ECA e, provavelmente, uma das primeiras de partituras do Brasil.
3 O Manual de catalogação de partituras
A metodologia desenvolvida pela Biblioteca da ECA para catalogação e indexação de partituras sempre despertou interesse de bibliotecários, músicos e outros profissionais envolvidos na organização de acervos musicais. Por esse motivo, decidimos transformar nosso manual interno de trabalho numa publicação destinada ao público em geral interessado no tratamento de partituras e publicá-lo. Esse manual está hoje disponível para download no site da Biblioteca, no endereço:
http://www3.eca.usp.br/biblioteca/manuais
O mesmo deverá ser feito com o manual de catalogação de discos, mas ainda não há previsão de data para sua publicação. Entretanto, os pontos mais importantes da metodologia de tratamento de partituras, como a descrição do meio de expressão e as regras para registro e normalização dos títulos também são válidos para as gravações musicais.
4 Projetos e experiências: SDP e LAM
Uma das experiências mais interessantes da Biblioteca da ECA no campo da documentação musical foi o Serviço de Difusão de Partituras (SDP), idealizado pelo professor Luís Milanesi. O SDP fornecia cópias de partituras dos compositores que enviavam suas obras em depósito, recolhendo para o autor uma porcentagem simbólica sobre cada cópia. Quando foi extinto, em 1989, o Serviço já reunia 1200 partituras de compositores, muitos deles desconhecidos, ao lado de nomes consagrados como Gilberto Mendes e Ernst Mahle.
Mais recentemente, a Biblioteca participou de um projeto de catalogação de manuscritos com o Laboratório de Musicologia do Departamento de Música. Estudantes de música, sob a orientação de docentes do Departamento, catalogaram a coleção de partituras manuscritas de música sacra mineira dos séculos 18 e 19, provenientes das cidades mineiras de Ayuruoca, Brasópolis, Campanha, Catas Altas e Barão de Cocais. Uma das bibliotecárias da equipe, Analúcia Viviani dos Santos Recine, participou do projeto para garantir a um mínimo de uniformidade entre os procedimentos da Biblioteca e do LAM, já que a catalogação de manuscritos feita por especialistas em música e o tratamento da informação da forma como os bibliotecários o entendem guarda diferenças significativas. Hoje, a após a incorporação à Biblioteca das coleções do LAM , o resultado desse trabalho está incorporado à base de dados da Biblioteca (RECINE e MACAMBYRA, 2006).
5 Conservação e preservação
Atualmente, as principais medidas de conservação dos acervos de discos e partituras ainda estão circunscritas à esfera da preservação dos suportes da informação. Podemos citar: armazenamento em estantes deslizantes de aço fechadas; realização rotineira de pequenos reparos e encadernação artesanal, na Oficina de Encadernação e Conservação da Biblioteca; encadernação comercial de partituras editadas; restauro eventual e digitalização de manuscritos e obras raras; criação e confecção de embalagens para conservação, também em nossa Oficina; higienização de documentos; migração de suportes (vinil e fita magnética para CD). Por enquanto, ainda não trabalhamos efetivamente com a preservação digital, mas já estamos nos preparando para isso.
Mais detalhes sobre o trabalho de conservação realizado pela Biblioteca em nosso blog:
https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2010/04/13/a-conservacao-transformadora/

6 Perspectivas: Dédalus, FRBR, RDA
Nosso trabalho de catalogação e nossas bases de dados são experiências institucionais locais, desenvolvidas pela Biblioteca da ECA e até o momento não incorporadas pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBi).
Nossos registros ainda não foram migrados para o Banco de Dados Bibliográficos da USP (Dédalus). Além das questões técnicas e políticas envolvidas, há outro empecilho à realização desse projeto: as diferenças de concepção no tratamento da informação entre nossa metodologia e os padrões de catalogação e formatação de dados da biblioteconomia tradicional. No Dédalus, por exemplo, ainda não existe um campo para uma informação fundamental para nós, que é o meio de expressão. As dificuldades não são tão grandes que não possam ser transpostas com algumas adaptações, mas os seus documentos musicais da Biblioteca da ECA ainda são minoria diante dos 2 milhões de registros do Dédalus, em sua maioria referentes a documentos textuais.
As regras de catalogação, entretanto, estão prestes a mudar. O RDA (Resource Description & Access) é um novo padrão para catalogação de documentos, concebido para o mundo digital e baseado no modelo dos Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos (FRBR), estudo desenvolvido pela International Federation of Library Association (IFLA) com o propósito de reestruturar os registros bibliográficos ( IFLA). Esse modelo promete trazer benefícios aos catálogos de documentos musicais, ao permitir a identificação de quatro entidades: obra, expressão, manifestação e item, enquanto a catalogação tradicional praticada nas bibliotecas tem seu foco apenas no item (VELLUCCI, p. 131). Além disso, a adoção desses novos padrões pelas bibliotecas da USP, se ocorrer, poderá ser interessante para a Biblioteca da ECA, cuja metodologia está mais próxima desse novo universo do que das regras tradicionais.

Referências
IFLA – INTERNATIONAL FEDERATION OF LIBRARY ASSOCIATIONS AND INSTITUTIONS. Functional Requirements for Bibliographic Records: final report. Frankfurt, 1997. Disponível em: . Acesso em: 29 jul. 2011.

MILANESI, Luiz Augusto. Memorial. São Paulo: L.A. Milanesi, 1997, 191p.

RECINE, Analúcia dos Santos Viviani; MACAMBYRA, Marina M. Manual de catalogação de partituras da Biblioteca da ECA. São Paulo: SBD/ECA/USP, 1998, 59p.

RECINE, Analúcia dos Santos Viviani; MACAMBYRA, Marina. A organização de acervos musicais na ECA/USP: as experiências da Biblioteca e do Laboratório de Musicologia do Departamento de Música. Revista Música, São Paulo, v. 11, p.143-154, 2006.

VELLUCCI, Sherry L. FRBR and music. In.: UNDERSTANDING FRBR: what it is and how it will affect our retrieval tools. Westport: Libraries Unlimited, 2007.


O que a Biblioteca tem de interessante?

26/02/2010

DVDs:  uma seleção dos filmes mais importantes da história do cinema brasileiro e internacional. Alguns bem difíceis de encontrar por aí. Temporadas completas de séries de televisão, coletâneas de anúncios publicitários, óperas, peças teatrais, espetáculos de dança, curtas brasileiros que não foram distribuídos comercialmente e muito mais.

Entre no site da Biblioteca, clique em Filmes e vídeos e pesquise por título, diretor, assunto, ano e país de produção, gênero etc.

CDs:  música erudita, música popular de qualidade, folclore, jazz, samba, música eletrônica, ópera. Gravações raras dos melhores intérpretes.

Clique em Gravações, no site da Biblioteca, e procure por título, compositor, intérprete, instrumento etc.

Partituras:  quem estuda música vai encontrar um acervo bastante completo e organizado de partituras das melhores editoras, e até alguns manuscritos originais de compositores brasileiros.

Clique em Partituras, no site da Biblioteca, e procure por título, compositor, arranjador, número de opus, instrumento etc.

Histórias em quadrinhos:  uma coleção com mais de 1000 títulos, muitos deles antigos e raros. Por enquanto, o catálogo só está disponível nos terminais da Biblioteca. Vejam conferir.

E mais:  os mais importantes periódicos da área, em papel e online; livros e teses; catálogos de exposições de arte; jornais diários; coleções antigas de revistas como Manchete, Veja, Realidade, O Cruzeiro e outras.

Não gostou de nada??? Venha conhecer sua Biblioteca mesmo assim e encontre a informação ou a diversão que for de seu agrado. Os bibliotecários e demais funcionários estão aqui para ajudar.

Consultem os catálogos de audiovisuais e partituras no site da Biblioteca: www.rebeca.eca.usp.br

Procure livros e revistas, da ECA e de outras bibliotecas da USP, no Dédalus (Banco de Dados Bibliográficos da USP):
www.usp.br/sibi


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