Quem somos nós, parte 2: os que você não vê

13/02/2017

Dando continuidade às nossas explicações do post Quem somos nós?, agora vamos falar daqueles funcionários que você quase não vê, porque não trabalham na linha de frente da Biblioteca.

Você pode não vê-los, mas está vendo o resultado do trabalho deles nas nossas estantes e arquivos. É o pessoal que trabalha nas funções que chamamos de Aquisição, Tratamento da Informação e Conservação, desempenhadas por bibliotecários e técnicos, esses últimos orientados pelos primeiros.

O pessoal da Aquisição

São eles que recebem, organizam, selecionam e encaminham para compra os materiais que os usuários indicam neste formulário. É um trabalho complexo, porque envolve gasto de dinheiro público e diversos tipos de documentos oficiais.

Esse mesmo pessoal seleciona as doações que a Biblioteca recebe: verificam se já temos ou não, se precisamos de mais exemplares, avaliam o estado de conservação e a pertinência do material para o acervo.

Equipe: Silvana (bibliotecária), Sidney e Andréa.

Andrea, Silvana, Sidnei

Andrea, Silvana, Sidnei

O pessoal do Tratamento da informação

Os livros, DVDs, CDs, partituras e outros itens do acervo, depois de recebidos e selecionados, não vão diretamente para as estantes. Antes disso eles passam pela equipe que faz as tarefas necessárias para que todos consigam localizar o que precisam nos catálogos:

Catalogação: inserir no Dédalus todos os dados que identificam o material, como autor, título, data, editora etc.

Classificação: identificar o assunto principal dos livros e associá-los a um número da tabela de Classificação Decimal de Dewey, para que sejam organizados nas estantes junto aos demais do mesmo assunto.

Indexação: analisar todo o material, inclusive os filmes, discos e partituras, para extrair os conceitos pelas quais será feita a busca no Dédalus (assunto e gênero, basicamente). Os termos que expressam esses conceitos devem ser padronizados e para isso usamos o Vocabulário Controlado da USP.

E mais: upload das teses e dissertações na Biblioteca Digital, elaboração de ficha catalográfica e pedido de ISBN para publicações da ECA, manutenção da página de Publicações no site da Escola,  cadastramento da produção acadêmica.

Equipe: Sarah, Alessandra, Samanta (metade) – bibliotecárias.  Andréia, Joaquim, Eduardo, Marcelo (metade) – técnicos. Alguns funcionários precisam dividir seu tempo em mais de uma função!

Alessandra, Sarah, Samanta e Marcelo

Alessandra, Sarah, Samanta e Marcelo

O pessoal da Conservação

Temos em nossa biblioteca uma oficina que faz encadernação, conservação e pequenos reparos em materiais impressos.

A capa soltou? O pessoal da oficina conserta ou coloca outra. A página rasgou? Eles recuperam aplicando papel japonês. O pobre do livro está todo desmontado, com folhas soltas e capa destruída? Se precisar eles encadernam e deixam bonitinho novamente. O livro (ou a revista) está sujo? Eles fazem a higienização, que é um processo mais especializado do que uma simples limpeza. E também cuidam da preservação dos registros de áudio e vídeo.

Equipe: Samanta (a outra metade), Robson, Rosa e Elisabete.

Rosa

Rosa

A chefe

Alguém que não pode faltar: Cecília Moraes Silva, nossa chefe, a que coordena todos os serviços e supervisiona as funcionárias que supervisionam os demais. VIP.

Os contatos

Se vocês precisarem conversar com algum desses funcionários, os endereços de e-mail e números de telefone de toda a equipe da Biblioteca estão em nosso site:

http://www3.eca.usp.br/contato/biblioteca

 

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Uma biblioteca jovem, mas com história

24/10/2016

Começamos a existir oficialmente em 1970 com a bagatela de 5.000 livros.

Jornal, edição de 1970

Jornal, edição de 1970

Não sabemos muito como era nosso espaço na década de 70, porque fotografia na época era um negócio muito caro.

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Mas na década de 1980 já estávamos assim:

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foto: Eduardo Peñuela

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foto: Eduardo Peñuela

Éramos pobres, mas organizámos eventos:

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E já nos preocupávamos com a preservação do acervo:

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Mas nosso espaço foi ficando apertado e feio:

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foto: Eduardo Peñuela

E tivemos que fazer uma reforma. Embrulhamos as estantes, botamos nas empilhadeiras e nos mudamos.

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Reformamos tudo com verbas da FAPESP e viramos uma biblioteca bonita.

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foto: José Estorniolo Filho

Aí a ECA pegou fogo. Não fomos atingidos pelo incêndio, ao contrário do que muita gente pensa, mas a água dos bombeiros fez seus estragos.

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foto: Paola Santos

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foto: Paola Santos

Limpamos e arrumamos tudo.

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E voltamos a ter um espaço decente.

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foto: Marina Macambyra

Mas o tempo foi passando, o acervo continuou crescendo, e novamente estamos em obras para tentar arrumar as coisas.

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E quando tudo acabar? Vamos ficar assim?

foto: Robin Filipczak (Flickr)

foto: Robin Filipczak (Flickr)

Ou assim?

foto: Barnyz (Flickr)

foto: Barnyz (Flickr)

Ainda não, infelizmente. Mas esperamos conseguir oferecer, pelo menos, um espaço mais agradável e adequado.

 

 

 


Memória da ECA: Do fogo e da água

18/05/2012

Em 2001 um incêncio destruiu parcialmente o segundo andar do prédio principal da Escola de Comunicações e Artes da USP. O Departamento de Comunicações e Artes foi completamente destruído, e os outros dois cursos que ocupavam o andar, Departamento de Cinema, Rádio e Televisão e Departamento de Biblioteconomia foram severamente atingidos.

Departamento de Comunicações e Artes. Foto: Marina Macambyra.

Corredor do CCA. Foto: Marina Macambyra

A Biblioteca não foi atingida pelo fogo, mas pela água utilizada pelos bombeiros para debelar o incêndio. Felizmente, o acervo foi poupado. Perderam-se apenas alguns livros que estavam no balcão de empréstimo e não puderam ser recuperados.

A Biblioteca ficou fechada durante o período em que o prédio permaneceu interditado. Os funcionários que entraram no prédio juntamente com a equipe de limpeza encontraram a seguinte situação:

Muita água e sujeira na entrada da Biblioteca. Foto: Paola de Marco L. dos Santos.

Sala da Referência. Foto: Paola de Marco L. dos Santos.

Água suja entre as estantes de livros. Foto: Paola de Marco L. dos Santos.

Concluída a limpeza e secagem das instalações,  foram necessárias algumas medidas emergenciais.

Operação salvamento de livros molhados, executada em mutirão pelos funcionários da Biblioteca. Na foto, Carlos e Elisabete.

Sistema de contenção da água que continuou pingando do andar afetado por algumas semanas. Foto: Marina Macambyra.

Estantes cobertas com plástico, para proteção contra eventuais vazamentos.

Especialistas em conservação da Biblioteca Nacional, da Cinemateca Brasileira e da própria USP colaboraram com a Biblioteca na avaliação dos riscos e nas medidas de proteção do acervo. Os danos foram poucos, mas os funcionários  não vão se esquecer tão cedo desses  momentos de tensão e insegurança.


Memória da ECA: imagens de ontem e de hoje

13/04/2012

Antigamente existiam os diafilmes, tiras com imagens fixas que eram projetadas em  sequência, acompanhando as explicações do professor:

Os diafimes eram, por assim dizer, os avós das apresentações em Power Point. Quando a Biblioteca recebeu, na década de 1980,  uma coleção de diafilmes sobre cinema do extinto Instituto Nacional do Cinema (1966-1975), esse tipo material nem era mais utilizado.

Então começamos a transformá-los em coleções de slides, o que se usava na época.

Os slides, ou diapositivos, são fotografias em suporte transparente e  formato 35 mm. Foram muito usados como material didático, antes de existirem os slides do Power Point.

Para atender às necessidades dos cursos, principalmente os de artes, a Biblioteca começou a produzir slides para o acervo, com uma ótima câmera Pentax K-1000, toda manual:

A câmera era acoplada a uma mesa de reprodução bastante simples, na qual fotografávamos ilustrações de livros e catálogos de exposição:

Um filme de 36 poses levava, em média, de duas a três horas para ser terminado. Era preciso colocar máscaras de papelão preto em volta das ilustrações para o texto não aparecer, evitar o reflexo das luzes no papel …

As lâmpadas esquentavam muito e queimavam as mãos das funcionárias, mas elas adoravam esse trabalho mesmo assim, porque era algo especial e diferente.

Os filmes eram enviados a um laboratório para serem revelados, depois eram cortados e montados em molduras plásticas:

Os professores e alunos levavam emprestados os slides, que eram projetados por um projetor como esse:

Os slides eram acondicionados em pastas apropriadas e guardados em arquivos de aço, em sala com temperatura e umidade controladas.

Hoje não produzimos mais slides, mas conservamos nosso acervo de aproximadamente 25.000 itens. Estamos  digitalizando os slides mais importantes , aqueles que não se pode encontrar em outras fontes. Temos material doado pelos próprios artistas ou por professores que formaram coleções importantes, como Tadeu Chiarelli.

Digitalizar slides não é tão divertido quanto produzí-los, mas pelo menos os estagiários não queimam as mãos!

E a Biblioteca continua produzindo imagens a partir de fontes diversas, mas agora apenas digitais.  Sempre divulgamos, aqui neste blog, as novidades desse acervo.


Memória da ECA: Os primeiros 5.000

27/03/2012

Momentos históricos, recordações, fragmentos de memória, imagens, documentos garimpados no acervo da Biblioteca da ECA.

O jornal chamado Jornal noticia, em 1970, a criação da Biblioteca da ECA.

Observem os nomes dos alunos do 3o. ano de jornalismo. Alguns são hoje nossos professores. Por onde andarão os demais?

Jornal, n. 7, ano 2, 1970.


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