“E o tal do mundo não se acabou”

20/02/2017

Já que o mundo não acabou, por enquanto, conforme anunciado, que tal aproveitar o tempo a mais que ganhamos para ver alguns filmes e ler alguns livros, que, se não falam de fim de mundo, tampouco oferecem uma visão otimista.

Distopias, antiutopias, situações de desespero, privação, visões pessimistas das tendências da sociedade atual.

Todos os livros e filmes citados fazem parte de nosso acervo.

A miséria do mundo

Sob a direção de Pierre Bourdieu, uma equipe de sociólogos dedicou-se durante três anos a compreender as condições de produção das formas contemporâneas da miséria social. O conjunto habitacional, a escola, o subproletariado, o universo dos funcionários, o dos camponeses e dos artesãos, a família, etc., tantos espaços onde se desenrolam conflitos especifícos, onde se afirma um sofrimento cuja verdade é dita, aqui, pelos que a vivem.

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Localização: 301.440944 M678

A Sociedade do espetáculo

Guy Debord estava certo: nunca a tirania das imagens e a submissão alienante ao império da mídia foram tão fortes como agora. Nunca os profissionais do espetáculo tiveram tanto poder: invadiram todas as fronteiras e conquistaram todos os domínios […], passando a organizar de forma consciente e sistemática o império da passividade moderna.

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Localização: 301.16 D287s

Ira e tempo

Uma característica inconfundível do pensamento e da escrita de Peter Sloterdijk é a inserção de questões de atualidade numa perspectiva de longa duração história. Assim ele concebe de forma original a atual condição humana, põe em evidência fundamentos inauditos e tece conexões inesperadas. Ele estabelece, nesta obra tão intelectualmente irreverente, a ira como um fator político-psicológico que move os acontecimentos desde o início da civilização até nossos tempos tão marcados por exacerbações políticas e exaltações terroristas – a ira como motor de processos históricos.

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Localização: 193 S634i

24/7 Capitalismo tardio e os fins do sono

A imensa parte de nossas vidas que passamos dormindo, libertos de um atoleiro de carências simuladas, subsiste como uma das grandes afrontas humanas à voracidade do capitalismo.’ Com frases assim, Jonathan Crary traça um dos panoramas mais agudos da sociedade em que vivemos.

capitalismo-tardio

Localização: 301.2 C893r

Metropolis

Metropolis se passa em 2026, a população está dividida em duas classes: a elite dominante e a classe operária, que vive num mundo subterrâneo, escravizada pelas monstruosas máquinas que fazem funcionar a todo vapor a cidade.

metropolis

Localização: VC0591; DVD0207; DVD0911

Dogville

Durante a Grande Depressão nos Estados Unidos, Grace está fugindo de um bando de gângsteres liderado por seu pai. Ela pede abrigo na pequena e isolada Dogville, cujos moradores a escondem em troca de pequenos serviços. Os bandidos intensificam a busca e os moradores começam a cobrar cada vez mais caro pela proteção, reduzindo Grace à condição de escrava. Decepcionada, Grace vai, eventualmente, reatar com o pai e fazer Dogville pagar caro pelos abusos.

dogville

Localização: DVD2342

Brazil, o filme

Brazil é uma visão estilo pesadelo surrealista de um futuro ‘perfeito’ onde a tecnologia reina suprema. Todos são monitorados por uma agência governamental secreta que proíbe que o amor interfira com a eficiência.

brazil-o-filme

Localização: VC1361; VC1768; DVD1200

Blade runner

No ano de 2020, numa Los Angeles superpovoada, ex-policial é obrigado a descobrir e eliminar replicantes (cópias idênticas de seres humanos) que voltam à Terra para exigir vida mais longa a seu criador.

Localização: VC1006; DVD0008; DVD1224

Alphaville

Um agente secreto disfarçado de jornalista chega à cidade futurista de Alphaville com a missão de encontrar um colega de profissão e investigar os misteriosos desaparecimentos de outros agentes. Ele passa a analisar o domínio exercido pelo supercomputador Alpha 60 que controla todas as atividades e mantém a população do local inteiramente sob seu comando. As pessoas agem como zumbis, identificadas apenas por números, e têm como valores máximos, a coerência de raciocínio e a eficiência. Os poetas são renegados e as pessoas com qualquer demonstração de emoção são executadas.

alphaville

Localização: DVD0358; DVD3254

Tempos modernos

Enlouquecido pela mecanização da linha de montagem, o operário Carlitos é demitido e vai parar num hospício. Quando sai, em plena Depressão americana, não consegue mais emprego.

tempos-modernos

Localização: VC0878; VC1593; DVD0086

Os resumos e trechos vieram dos encartes, capas e orelhas das obras citadas.


Livros sobre o Brasil

14/03/2016

Jango?! O que é isso?

Quem era esse Getúlio?

Coluna Prestes????

Nova República ???????????????

Capitanias O QUÊ?

Alunos estrangeiros de intercâmbio têm procurado livros de história do Brasil na Biblioteca da ECA, em busca de informações sobre fatos e personagens que os professores mencionam em aula, mas que nem sempre fazem sentido para quem acabou de chegar ao país.

Já fizemos uma lista de documentários sobre assuntos brasileiros especialmente para nossos intercambistas, mas sempre é bom ter livros para indicar. Como história não é o forte de nosso acervo, pedimos sugestões para @s bibliotecári@s das outras unidades da USP e recebemos várias!

A lista de livros elaborada coletivamente contém ótimos livros, disponíveis na Biblioteca da ECA e diversas outras. Basta procurar no Dédalus e descobrir onde há um exemplar disponível. Se essas indicações não forem suficientes, o pessoal das bibliotecas pode ajudar.

Na Busca Integrada, a tag “Sobre o Brasil” permite localizar os livros citados neste post e outros que venham a ser acrescentados na lista. Basta clicar em “Tags”, no alto da tela.

Visão geral da história do Brasil

Brasil uma biografia
Autor: Lilia Moritz Schwarcz; Heloisa Maria Murgel Starling
Editor:Companhia das Letras
Data de publicação: 2015

Raízes do Brasil
Autor: Sérgio Buarque de Holanda 1902-1982
Editor: J. Olympio
Data de publicação: 1975

O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil
Darcy Ribeiro 1922-1997
Editor: São Paulo Companhia das Letras
Data de publicação: 2009

Formação do Brasil contemporâneo
Autor: Caio Prado Júnior 1907-1990
Editor: Brasiliense
Data de publicação: 1961-

As veias abertas da América Latina
Autor: Eduardo H. Galeano 1940- e Sérgio Faraco
Editor:L&PM
Data de publicação: 2014

História concisa do Brasil
Autor: Bóris Fausto 1930-
Editor: EDUSP
Data de publicação: 2009

Casa grande & senzala formação da familia brasileira sob o regime da economia patriarcal
Autor: Gilberto de Melo, 1900- Freire
Editor:Jose Olympio

Dicionário de datas da história do Brasil
Autor: Circe Maria Fernandes Bittencourt
Editor: Contexto
Data de publicação: 2007

Eventos, épocas e personagens específicos

1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil
Autor: Laurentino Gomes 1956-
Editor: Planeta do Brasil
Data de publicação: 2011
Sobre a mudança da corte portuguesa para o Brasil e suas consequências.

1822: como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil : um país que tinha tudo para dar errado
Autor: Laurentino Gomes 1956-
Editor:Nova Fronteira
Data de publicação: c2010
Sobre a independência do Brasil.

1889: como um imperador cansado, um marechal vaidoso e um professor injustiçado contribuíram para o fim da monarquia e a proclamação da republica no Brasil
Laurentino Gomes 1956- author
São Paulo Globo : 2013
Sobre a proclamação da República.

Maldita guerra: nova história da Guerra do Paraguai
Autor: Francisco Fernando Monteoliva Doratioto 1956-
Editor: Companhia das Letras
Data de publicação: 2003

As barbas do Imperador D. Pedro II, um monarca nos trópicos
Autor: Lilia Moritz Schwarcz 1957-
Editor: Companhia das Letras
Data de publicação: 2010
Biografia do segundo imperador brasileiro (1825-1891).

A revolta da vacina: mentes insanas em corpos rebeldes
Autor: Nicolau Sevcenko
Editor:Brasiliense
Data de publicação: 1984
Narra um episódio ocorrido em 1904, no Rio de Janeiro, quando a população se revoltou contra a vacinação obrigatória contra a varíola.

Chatô, o rei do Brasil
Autor: Fernando Morais; Hélio de Almeida
Editor: Companhia das Letras
Data de publicação: 2009
Biografia do magnata das comunicações Assis Chateaubriand, um dos homens mais poderosos no Brasil do século 20.

As noites das grandes fogueiras: uma história da Coluna Prestes
Autor: Domingos Meirelles
Editor: Record
Data de publicação: c1995
História de um movimento político de origem militar (1925 a 1927)de oposição à Velha República, liderado por Luiz Carlos Prestes.

Olga
Autor: Fernando Morais
Editor: Companhia das Letras
Data de publicação: 1997
Biografia de Olga Benário, militante comunista e companheira do líder comunista Luiz Carlos Prestes, morta num campo de concentração nazista.

1961: que as armas não falem
Autor: Paulo Markun; Duda Hamilton
Editor: Senac
Data de publicação: 2001
História da crise política instaurada após a renúncia do presidente Jânio Quadros.

1968: o ano que não terminou
Autor: Zuenir Ventura
Editor:Nova Fronteira
Data de publicação: c1988
Um panorama dos acontecimentos no Brasil de 1968, ano em que ocorreu um endurecimento do regime implantado pelo golpe de 1964.

A ditadura derrotada
Autor: Elio Gaspari
Editor: Companhia das Letras
Data de publicação: 2003
História do golpe militar de 1964 e da ditadura que instaurou.

A ditadura envergonhada
Autor: Elio Gaspari
Editor: Intrínseca
Data de publicação: 2014
História do golpe militar de 1964 e da ditadura que instaurou.

A ditadura encurralada
Autor: Elio Gaspari
Editor:Companhia das Letras
Data de publicação: 2004
História do golpe militar de 1964 e da ditadura que instaurou.

A ditadura escancarada
Autor: Elio Gaspari
Editor: Companhia das Letras
Data de publicação: 2007
História do golpe militar de 1964 e da ditadura que instaurou.

 

Outras dicas d@s bibliotecári@s:

Obras literárias de escritores brasileiros importantes como João Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Mário de Andrade, Érico Veríssimo, João Ubaldo Ribeiro, Rubem Fonseca, Milton Hatoum e Ana Miranda. Muitos desses autores foram traduzidos para outros idiomas. Veja, por exemplo, a lista de livros de João Guimarães Rosa em outros idiomas disponíveis nas bibliotecas da USP:

Inglês

The ass and the ox in the nativity scene.
The third bank of the river and other stories.
Augusto Matraga’s hour and turn
Sagarana
The Devil to pay in the Backlands. The devil in the street, in the middle of the whirlwind

Francês

Sagarana
Toutameia (troisiemes histoires)
Diadorim
Hautes plaines : roman.
Les nuits du sertao
Buriti; traduit du bresilien.

Espanhol

Sagarana
Ave, palavra
Primeiras histórias
Urubuquaquá
Gran serton:veredas

O pessoal da Biblioteca Brasiliana Mindlin sugere aos estudantes estrangeiros uma visita à sua Biblioteca  e ao Complexo Brasiliana. Além de conhecer o acervo sobre o Brasil, os estudantes poderão visitar gratuitamente a Exposição O Mundo ao Redor  que mostra as viagens de volta ao mundo realizadas entre os séculos XVI e XIX e um pouco do olhar dos viajantes sobre as terras exploradas.

Colaboraram com sugestões para este post os colegas Juliana (Enfermagem), Giseli Adornato de Aguiar (FEA), Elizabeth B. Santos, (IME), Tiago Murakami e Anderson Santana (DT), Sérgio Novaes (Direito), Eduardo Graziosi Silva (Engenharia de São Carlos), Daniela Pires (Conjunto das Químicas), Mariana Queiroz (FFLCH), Isabela Furegatti (CCint – FMVZ) e o pessoal da Brasiliana.

 

 


Além da academia

26/01/2015

Uma biblioteca como a da ECA oferece muito mais que a leitura árida de textos acadêmicos ou técnicos. Essa é uma das características de um acervo de ciências humanas, em que o uso do acervo não precisa ficar restrito à esfera da obrigação, das leituras indicadas pela bibliografia da disciplina. A fruição pode ser bem mais prazerosa, afinal, todo mundo gosta de cinema, teatro, música, artes… e por que não ler sobre?

No entanto, dizer que o uso pode ser também prazeroso, quando se pensa em coleções de DVDs, peças de teatro, livros de fotografias, revistas, é fácil. Mas, mesmo em áreas em que não é tão óbvio o interesse para além da academia, como biblioteconomia, relações públicas, turismo, jornalismo ou editoração há textos que podem ser lidos nas horas vagas, nas salas de passos perdidos (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1712200926.htm).

Alguns exemplos:

Turismo

Gringo na laje, Bianca Freire-Medeiros
“Regiões pobres e segregadas, em geral evitadas pelas elites, são transformadas em atrações turísticas mundo afora. Como compreender esse fenômeno? Trata-se simplesmente de um ‘zoológico de pobre’? Quem são os visitantes e em busca de que fazem esse tipo de passeio? O que pensam as populações visitadas a respeito desses turistas e suas câmeras fotográficas?”

Jornalismo

queda de bagá

 

A queda de Bagdá, Jon Lee Anderson
“Nenhum assunto se tornou mais passional e politizado do que a invasão do Iraque e a queda do regime de Saddam Hussein. A espessa neblina de propaganda, de defensores e opositores da guerra, tem ocultado a realidade do que o povo iraquiano sofreu sob Saddam, e sofre agora.”

O+inverno+da+guerra

 

O inverno da guerra, Joel Silveira
“O inverno da guerra é uma seleção rigorosa dos melhores textos escritos pelo correspondente brasileiro Joel Silveira, em nove meses de cobertura da Segunda Guerra Mundial. […]. Joel chegou à Europa no terrível inverno de 1944, e acompanhou a luta dos brasileiros até a tomada do Monte Castelo. […] descreve momentos cruciais do combate até a rendição alemã, em abril de 45.”

 

O último jornalista :imagens de cinema, Stella Senra
“como tem se construído a imagem do profissional de imprensa ao longo dos anos? É no cinema, nos filmes que representam o mundo do jornal, que estes ensaios buscam uma resposta. Tendo em mente a interface entre jornalismo e cinema, a cumplicidade partilhada pelas duas formas narrativas e de registro, uma variada gama de obras clássicas é examinada: De René Clair a Fritz Lang, de Alexander Mackendrick a Billy Wilder, de Howard Hawks a Antonioni, emergem algumas das principais linhas de força que têm modelado, nos últimos 50 anos, a sua figura: o tempo, o espaço urbano, a escrita, a tecnologia, a vocação, a objetividade.”

negocio dos livrosEditoração

O negócio dos livros: como as grandes corporações decidem o que você lê, André Schiffrin
“Quem decide o que está nas prateleiras das livrarias? Como são negociados grandes acordos internacionais de compra e venda de editoras e livros? O editor André Schiffrin, […], esclarece com análises polêmicas essas e outras questões sobre os bastidores do universo editorial. Uma experiência reveladora que denuncia como os cinco principais grupos de comunicação do mundo têm em suas mãos 80% dos livros editados nos Estados Unidos.”


Henrik Ibsen na Biblioteca: sugestões de leitura

13/01/2014

Neste post iremos apresentar alguns textos teatrais escritos pelo dramaturgo norueguês Henrik Ibsen (1828-1906) e que constam de nosso acervo.

Casa de bonecas
Escrito em 1879, o texto traz como personagem principal Nora, uma bela mulher que vive uma “vida de boneca” com seu marido e filhos, para questionar as convenções sociais do casamento e a exclusão das mulheres na sociedade burguesa da época.

O pequeno Eyolf
Culpa, responsabilidade humana e possibilidade de redenção são temas evocados por Ibsen nesta obra. Eyolf, personagem que dá nome à peça, é um menino que, por descuido dos pais, sofre um acidente quando recém-nascido e torna-se deficiente físico. Numa tentativa de aliviar a culpa, o pai isola-se para escrever. Ao decidir abandonar seu projeto literário para cuidar da educação do filho, o pai é surpreendido por um novo acidente e pela morte da criança. A mãe, mulher ciumenta e determinada, também sofre a culpa pela perda do filho e pela ausência do marido.

Um inimigo do povo
Esta peça – impiedosa na crítica às elites, aos governos, aos partidos e ao pensamento único – explicita as contradições humanas assim como a falência do indivíduo diante da unanimidade. Traz a história do Dr. Stockmann que, mesmo com a intenção de praticar o bem comum, entra em choque com os interesses mesquinhos da cidade em que vive. Vítima da maioria e da unanimidade, o homem que queria salvar a cidade torna-se o inimigo do povo.

ibsen

Pillars of Society (versão em inglês)
Nesta obra, Ibsen retrata a frequente sobreposição do poder da riqueza ao da lei. Conta a história de Karsten Bernick, um proeminente homem de negócios que, em meio a sua caminhada em busca de sucesso, é repentinamente surpreendido por seu escandaloso passado sendo trazido à tona por meio de Johan Tonnesen, irmão de sua esposa.

 Ghosts  (versão em inglês)
Neste drama psicológico, Ibsen escancara a hipocrisia das convenções sociais e códigos morais por meio da vida de Mrs. Helen Alving, assombrada pela infidelidade de seu marido e pela doença que ele transmitiu ao seu filho.

A dama do mar 
A dama do mar é Élida Wangel,mulher casada com um médico e que mora numa pequena cidade, onde passa sua vida reavivando lembranças de um marinheiro que lhe prometeu casamento, quando ela era jovem, mas nunca mais apareceu.

 O pato selvagem
Mentira e verdade contrapõe-se nesta peça que apresenta a história de uma família – homem, mulher e filha – construída sobre uma mentira que vem à tona quando um amigo de infância, em sua busca obsessiva pela moral e pela verdade, traz à superfície fatos enterrados no passado.

Hedda Gabler
Ambientada na década de 1890, a peça apresenta Hedda, mulher ambiciosa e decidida que se casou com George Tesman, pensando em garantir um futuro financeiramente estável. Com o decorrer do tempo, as coisas não aconteceram do jeito que ela esperava e, para conseguir o que tanto almejava, ela fez de seu casamento um triângulo amoroso rotativo.

Solness, o construtor
O enredo se dá em torno da ambição de Solness, um homem preso a sua mulher doente e imóvel. Ele, às portas da velhice, é tentado pela jovem Hilda Wangel, que representa a mocidade e a imaginação. Tendo construído muitas casas, objetiva então empreender uma construção colossal.

Ficou interessado? Consulte a localização no Dedalus e boa leitura!


Entre livros : sugestões de leitura

09/12/2013

O fim do semestre letivo anuncia uma pausa nos estudos, breve intervalo na rotina diária das leituras diretamente relacionadas à formação acadêmica. Para aqueles que desejam aproveitar um pouco deste tempo se enveredando por novas e prazerosas leituras, a Biblioteca irá, em alguns posts, publicar listas com sugestões de obras do nosso acervo.

Para começar, apresentamos textos que têm como elemento central ela: a Biblioteca

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A biblioteca à noite.   Alberto Manguel

Nos quinze ensaios de ‘A biblioteca à noite’, os valores e sentidos representados no ato de colecionar livros são esmiuçados, pois é certo que ao longo da história as bibliotecas simbolizaram as aspirações e os pesadelos mais díspares da humanidade.

cristinacapaMemórias de uma guardadora de livros. Cristina Antunes

Cristina Antunes  nos fala de sua experiência de mais de duas décadas de trabalho na biblioteca de José Mindlin. Ela reflete sobre seu ofício e conta ao leitor os aprendizados daí desencadeados.

deweyDewey um gato entre livros.  Vicki Myron

A rotina da pacata cidade de Spencer, nos Estados Unidos, se transforma após um gato ser encontrado na biblioteca pública. A diretora da biblioteca, que achou o gatinho na caixa de devolução,  resolveu nos contar essa história real de um gato que fez da biblioteca e da cidade  sua casa bem como dos moradores os seus melhores amigos.

22858282O amor às bibliotecas.   Jean Marie Goulemot

O professor  Goulemot é um ávido leitor e  grande frequentador de bibliotecas. Nesta obra praticamente autobiográfica, que remonta às suas principais lembranças, ele relata suas andanças por bibliotecas da França, Espanha e Estados Unidos.

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A biblioteca esquecida de Hitler: os livros que moldaram a vida do Fürher.  Timothy W. Ryback

Sabe-se que as três bibliotecas particulares de Adolf Hitler, localizadas em Berlim, Munique e no refúgio de Obersalzberg,  nos Alpes bávaros, chegaram a abrigar mais de 16 mil volumes. O mais enigmático dos genocidas do século XX possuía coleções completas de Shakespeare, Goethe, Schiller, Kant e Fichte, encadernadas com ostensivo luxo e assinaladas com o característico ex-libris nacional-socialista. Livros sobre ocultismo e misticismo racial também despertavam a atenção do leitor assíduo, porém caótico, que se vangloriava de ler ao menos um livro por dia.

64137A biblioteca desaparecida: histórias da biblioteca de Alexandria. Luciano Canfora

Ptolomeu Filadelfo quer reunir todos os livros do mundo; o califa Omar pretende queimá-los todos, salvo o Corão. Entre esses dois sonhos, nasceu e foi destruída a monumental biblioteca de Alexandria, cidade que por mais de mil anos serviu de capital cultural do Ocidente.
Para narrar a história dessa imensa coleção de livros, o autor retoma uma antiga técnica dos bibliotecários de Ptolomeu: a montagem e a reescritura das fontes, fundidas numa prosa aparentemente romanceada, mas na realidade baseada, quase frase por frase, em textos antigos. A história da maior biblioteca do mundo se confunde assim com a história dos livros que acumulou e dos livros que a descreveram, como uma última crônica de um erudito bibliotecário de Alexandria.

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O nome da rosa. Umberto Eco

Durante a última semana de novembro de 1327, em um mosteiro franciscano italiano paira a suspeita de que os monges estejam cometendo heresias. O frei Guilherme de Baskerville é, então, enviado para investigar o caso, mas tem sua missão interrompida por excêntricos assassinatos. A narrativa se dá em meio aos mistérios que cercam o livro e a leitura no mosteiro.

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O bibliófilo aprendiz.   Rubens Borba de Moraes

Nas palavras do autor, aqui se tem a “prosa de um velho colecionador para ser lida por quem gosta de livros, mas pode também servir de pequeno guia aos que desejam formar uma coleção de obras raras, antigas ou modernas”.

525082O poder das bibliotecas: a memória dos livros no Ocidente. Direção de Marc Baratin e Christian Jacob

Mais que uma história das bibliotecas e do livro, ‘O Poder das Bibliotecas’ trata da leitura erudita, de sua história, de seu imaginário, mas também de seu quadro institucional e arquitetônico, de suas determinações materiais – o trabalho na biblioteca e o recurso aos livros, como depósito e instrumento de conhecimentos, como etapa na geração de novos livros e saberes; os efeitos cognitivos inerentes à acumulação dos livros, à sua materialidade, aos laços que tecem entre si e com o mundo.

665819A longa viagem da biblioteca dos reis.   Lilia Moritz Schwarcz

A narrativa de ‘A longa viagem da biblioteca dos reis’ começa a partir do terremoto que em 1755 destruiu Lisboa e com ela a célebre Real Biblioteca. A partir daí, percorre eventos fundamentais da história brasileira, sempre através dos livros, chegando ao processo de independência brasileiro – quando se pagou, e muito, pela Real Biblioteca.

Ficou interessado em algum livro? Consulte a localização e disponibilidade no Dedalus

Também vale a pena conferir o post em que apresentamos alguns filmes que trazem em seu enredo bibliotecas e bibliotecários


Livros-reportagem

02/12/2013

Notícia, nota, perfil, entrevista são formas usadas pelo jornalismo para relatar os acontecimentos da atualidade. A reportagem é outro gênero informativo do jornalismo, talvez um dos mais valorizados, visto que frequentemente aparece como sinônimo de jornalismo de qualidade e até mesmo era dito, não faz muito tempo, que seria uma forma do jornalismo impresso assegurar sua existência face à avalanche da internet.

No entanto, a mídia impressa tem priorizado textos mais curtos e cede espaço para a publicidade. Assim, a reportagem, ou a grande reportagem, a sua versão mais valorizada, perde mais e mais espaço.

Se nas publicações periódicas a grande reportagem perde espaço para a publicidade e para a brevidade dos tempos atuais, na forma de livro ela tem encontrado todo o espaço de que precisa; é o que indicam o número de títulos disponíveis e o interesse do público.

O livro-reportagem traz grandes reportagens feitas para serem publicadas em livro, com um tratamento mais aprofundado que o costumeiramente encontrado nas publicações periódicas. Edvaldo Pereira Lima diz que o que diferencia o livro-reportagem de outros livros são três condições essenciais: o conteúdo, que deve corresponder ao real, ao factual; o tratamento da linguagem, da montagem e edição que deve ser eminentemente jornalístico; e a função, que deve ser informar, orientar, explicar.

Quando falamos de livro-reportagem aqui, não se trata apenas do livro enquanto objeto físico, mas sim de um gênero discursivo do jornalismo. No acervo da Biblioteca da ECA temos vários exemplos de livros-reportagem apresentados em formato monográfico, entre outras coisas, porque essa é uma das formas usadas pelos alunos de jornalismo para apresentarem seus Trabalhos de conclusão de curso. Veja a lista de TCCs.

rota 66Além dos TCCs que são livros-reportagem temos muitos livros no acervo que são classificados nesse gênero discursivo, caso de alguns bastante apreciados pelo nosso público, como atestam números de circulação de títulos como Rota 66, de Caco Barcellos ou O olho da rua, de Eliane Brum. O livro de Caco Barcellos trata de assassinatos cometidos pela equipe 66 das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, mais conhecidas como Rota e das quais você já deve ter ouvido falar na boca de certo político paulistano, que pedia a “rrota na rrua”.

É possível retirar uma listagem desse material pelo Dedalus, basta digitar livros-reportagem no campo de busca e restringir a busca ao campo assunto. Nesse caso serão recuperados também obras que têm o livro-reportagem como assunto. Veja alguns títulos de Livros.

Duas indicações de leitura sobre o assunto disponíveis na Biblioteca:

Lima, Edvaldo Pereira. Páginas ampliadas: o livro-reportagem como extensão do jornalismo e da literatura. Localização: 070.43 L732p

Ferreira, Carlos Rogé. Literatura e jornalismo, práticas políticas: discursos e contradiscursos, o novo jornalismo, o romance-reportagem e os livros-reportagem. Localização: 070 F383l


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