Um passeio rápido pelas estantes

15/06/2022

A bibliotecária precisava montar uma exposição relâmpago de itens interessantes do acervo. O material ficaria exposto por pouco mais de uma hora, apenas para mostrar um pouco da Biblioteca da ECA a um grupo de estudantes que viria visitá-la. Sem muito tempo disponível para selecionar o material, a bibliotecária decidiu simplesmente percorrer as estantes recolhendo livros, partituras, revistas, DVDs etc que chamassem sua atenção, sem se preocupar muito com critérios de seleção.

Passear pelas estantes de uma boa biblioteca é uma atividade agradável, mas tem um problema: a gente tem vontade de ler pelo um livro de cada prateleira. Por isso a tarefa da bibliotecária foi fácil, porque ela encontrou muitos itens interessantes. Mas também foi difícil, porque o espaço destinado à exposição relâmpago não comportaria todos os eleitos.

Vamos ver um pouco do que ela encontrou? Sem muita ordem:

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Este foi para a listinha de leituras da bibliotecária, que se interessou em descobrir o que é uma “catalogação radical”. Mas não foi selecionado para a exposição, porque dificilmente alguém que não é bibliotecário acharia graça no tema.

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Nosso acervo de partituras é formado, principalmente, por música erudita. Mas não só. Temos esse lindo álbum com músicas de Dona Ivone Lara, obras de Pixinguinha, vários volumes da famosa coleção de songbooks organizada por Almir Chediak etc. Mas também temos essas outras belezinhas aqui:

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Catalogue raisonné do Portinari? Claro que temos dois exemplares! E também da Tarsila, do Mondrian, Cezánne, Braque, Picasso e outros. Para saber mais, esse post aqui ajuda: Catalogues raisonnés.

A parte de artes não cansa de surpreender. Um livros de receitas de Salvador Dali, que tal?

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Para quem deseja saber como seria a arte se os artistas se guiassem apenas pelo gosto da maioria, este livro será muito útil (além de engraçado).

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Nas estantes da área de teatro, a bibliotecária encontrou um livro de um autor que foi seu professor na ECA, e lembrou como as aulas dele eram, além de ótimas, muito divertidas.

Livros sobre importantes grupos teatrais brasileiros também se destacam na coleção.

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Nosso ainda pequeno acervo de “graphic novels” já contém alguns clássicos. E além dos itens que se estão no acervo circulante, temos uma coleção de quadrinhos antigos, alguns muito raros, na coleção especial de Histórias em Quadrinhos.

Nas estantes de cinema, um dos assuntos preferidos da nossa bibliotecária, as opções são inúmeras. Muitos textos clássicos, obras dos professores Paulo Emílio Salles Gomes, Ismail Xavier e Jean-Claude Bernardet, biografias de atores e cineastas, roteiros de filmes etc.

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Este texto vai acabar por aqui, mas o passeio da bibliotecária continuou pelas estantes de revistas impressas, teses, DVDs e CDs. Vamos dedicar mais um ou dois posts para esses materiais.

A exposição relâmpago acabou não sendo montada porque, devido à greve dos ônibus, muitos funcionários tiveram problemas para chegar no campus. Esperamos você, que gostou dessa pequena amostra, para dar seus próprios passeios exploratórios pelo nosso acervo de mais de 224292 volumes e fazer suas próprias descobertas.


Preciado e ansiado

06/06/2022

[atualização 29.06.22]*

A contrassexualidade tem por objeto de estudo as transformações tecnológicas dos corpos sexuados e generizados.

Manifesto contrassexual

Paul B. Preciado, filósofo espanhol transgênero, aluno de Ágnes Heller e Jacques Derrida, vinha sendo procurado nessa biblioteca já há um tempo. Como estávamos com certa dificuldade de comprar materiais novos, a espera foi se alongando e gerando ansiedade, mas valeu a pena.

De uma tacada, recebemos três títulos adquiridos através de compras de reserva técnica, que é uma verba que pesquisadores recebem para adquirir livros para suas pesquisas, com a contrapartida de que o material deve ser encaminhado à biblioteca ao final do projeto.

Dialogando com Foucault, Butler, Deleuze entre outros, suas obras falam de gênero, teoria queer, transexualidade, identidade, papéis sexuais.

Os três títulos que chegaram são esses

  • Manifesto contrassexual: práticas subversivas de identidade sexual
  • Testo junkie: sexo, drogas e biopolítica na era farmacopornográfica
  • Um apartamento em Urano: crônicas da travessia
Foto: Criálida Livraria e Editora

Chegaram e não pararam na biblioteca até agora, inclusive com pessoas esperando na lista de reserva! Portanto, se você quer ou precisa ler Preciado venha até a Biblioteca da ECA, mas antes verifique está disponível, e se necessário, faça uma reserva.

E se você quiser se manter atualizado sobre as novidades do acervo da Biblioteca pode acompanhar aqui mesmo nesse blog ou em nossos espaços de exposição na biblioteca. 

Título original: Chegada ansiada

Dimensions Analytics

30/05/2022

A USP assinou a plataforma Dimensions Analytics, um novo serviço que vai auxiliar o pesquisador na busca de artigos e outros conteúdos acadêmicos.

O Dimensions também ajuda a identificar organismos financiadores de pesquisas. Se buscarmos por um determinado assunto – “contemporary art”, por exemplo – a plataforma mostra uma lista de possíveis financiadores de pesquisas nessa área e quais trabalhos foram apoiados. Na imagem abaixo, vemos o resultado da busca de conteúdos sobre arte contemporânea e, à esquerda, as instituições financiadoras.

Outra função interessante é a possibilidade de descobrir as citações de determinado autor. Basta fazer a busca pelo autor e selecionar seu nome usando o filtro Researcher.

Assim chegamos ao perfil do autor no Dimensions, com a relação de seus trabalhos localizados pelo sistema, a quantidade de citações recebidas e quais documentos citaram esse autor.

Ao contrário da Scopus por exemplo, que mostra apenas as citações de trabalhos publicados em revistas indexadas por essa base, o Dimensions busca documentos que tenham DOI (Digital Object Identifiers), o que garante uma cobertura mais ampla das produções, e pode mostrar citações que outras fontes não identificaram.

Mais informações no site da Aguia:

A plataforma Dimensions Analytics está disponível na Universidade de São Paulo

E no canal da empresa no YouTube:

Dimensions


Caixa de devoluções: mais tempo para devolver

23/05/2022

[atualização: 7.6.2022]*

No saguão do prédio central da ECA, junto à porta de entrada da Biblioteca, está nossa caixa de devoluções, que pode ser usada mesmo em alguns horários em que a Biblioteca estiver fechada. Basta inserir o material na gaveta.  É seguro.

  • só devolva acervo da Biblioteca da ECA
  • o material será recolhido diariamente, de segunda a sexta-feira
  • itens recolhidos no horário de abertura (9h) serão considerados como devolvidos no dia útil anterior

Sempre devolva o item na mesma biblioteca onde tomou emprestado. Não adianta depositar livros da FFLCH ou FEA na nossa caixa, não iremos até essas bibliotecas devolver o material. Se você fizer isso, continuará recebendo as cobranças e avisos automáticos disparados por nosso sistema e corre o risco de ficar suspenso do serviço de empréstimo em todas as biblioteca da USP.

O material é recolhido da caixa todos os dias úteis antes da abertura da biblioteca e outras vezes ao longo do dia. Itens recolhidos no primeiro horário serão considerados como devolvidos no dia útil anterior. Assim, o material recolhido na segunda antes da abertura, será considerado como devolvido na sexta-feira imediatamente anterior.

Outra coisa importante! Não deposite na caixa itens que queira descartar ou doar para a Biblioteca da ECA. Para o primeiro caso, temos uma caixa de troca onde, além de colocar itens que não quer mais, ainda pode encontrar algo interessante. E se for o caso de doação, aqui neste link tem tudo que você precisa saber a respeito.

É isso, se você não tem como aparecer em nosso horário de atendimento, ou está com pressa, use nossa caixa de devoluções!

* O texto falava em 24h para devolução, mas na verdade o acesso ao prédio central é restrito depois das 23h

Pesquisando obras de mulheres, de autores negros, mulheres negras etc

16/05/2022

A busca por obras de autores que pertencem a grupos específicos é cada vez mais frequente. Muitos pesquisadores não buscam simplesmente por um tema, mas sim por um tema sob a ótima de autores mulheres, negros, indígenas etc. A demanda é importante, sobretudo porque a presença de estudantes que pertencem a esses grupos na Universidade está, aos poucos aumentado.

Carolina Maria de Jesus – foto do Arquivo Nacional

Nas bibliotecas, a questão é: como encontrar livros escritos por autores negros (ou por autoras negras), música composta por mulheres, filmes dirigidos por indígenas etc em nossos catálogos? A resposta é simples: só fazendo pesquisas em fontes externas aos catálogos.

Já a explicação, não é tão simples. Não conseguimos recuperar em nossos catálogos – que nada mais são do que bases de dados informatizadas – dados que não foram inseridos neles. E, por enquanto, não temos campos previstos nas bases para registrar informações sobre características dos autores. Além do nome, o único dado sobre autores que são registrados na catalogação são as datas de nascimento e morte deles.

E não dá para mudar isso? Dá, mas é um processo demorado, porque as bibliotecas, em geral, usam padrões internacionais cuja atualização não pode ser feita por iniciativas individuais. E mesmo quando tivermos essa possibilidade, precisamos que as informações sobre os autores estejam nos próprios materiais. Os bibliotecários não podem, nem devem, fazer deduções baseados em nomes ou fotografias (quando disponíveis), pois a chance de erro é grande.

Então, o que fazer para não deixar essas pesquisas relacionadas sem resposta?

De imediato, podemos fazer buscas em outras fontes de informação para obter uma relação – que dificilmente será completa – dos autores que nos interessam. Por exemplo: no Portal de Periódicos CAPES, a busca pela expressão “black writers” traz mais de 7000 referências sobre o assunto “escritores negros”. Podemos acrescentar à busca termos geográficos ou assuntos para tornar o resultado mais específico. Dessa forma, analisando os artigos, livros e outros documentos publicados sobre o assunto, podemos chegar a uma lista de autores e, posteriormente, buscar as obras escritas por eles nos nossos catálogos. É um pouco complicado, mas tem a vantagem de nos fazer ler bastante sobre o assunto, o que pode levar a descobertas interessantes.

As próprias bibliotecas podem se dedicar a atividades de curadoria e produzir materiais interessantes para divulgar ao seu público. A lista de Filmes dirigidos por mulheres que publicamos aqui neste blog foi elaborada a partir de buscas na internet e em obras de referência do nosso acervo.

Vale lembrar que já existem, no Brasil, editoras que se dedicam a publicar autores de perfis específicos, como relatam essas duas matérias:

Por que conhecer editoras negras? (Revista Biblioo)

Uma livraria-editora de mulher para mulher (Publishnews)

Sabemos que, de fato, ainda há um longo caminho a percorrer antes de termos catálogos de bibliotecas que respondam a essas pesquisas de forma rápida e simples. O empenho das bibliotecas, editoras, gravadoras etc, e também dos próprios autores, será necessário. Mas, como nos disse uma pesquisadora que nos procurou em busca de textos escritos por autores negros, em algum momento precisamos começar.


Apropriação indébita

10/05/2022

Você já se deparou no Dedalus com aquele item com data de devolução para 2015, 2010? E ficou meio atordoado sem entender? Sim, nesses casos significa que a pessoa deveria ter devolvido naquela data, mas não devolveu.

A pessoa resolveu ficar com o livro para ela

A cobrança de empréstimos atrasados é feita todo dia pelos e-mails disparados de forma automática por nosso sistema, mas essa não é só uma tarefa que consome energia de nossos computadores, também toma tempo de funcionários que precisam mandar e-mails, telefonar, enviar mensagens via redes sociais. 

Na maioria dos casos, os e-mails automáticos disparados pelo sistema ou as cobranças feitas por nós são suficientes para que as pessoas devolvam os itens atrasados. Às vezes o contato com os pais também é bem eficaz.

No entanto, existe um número de livros, filmes, partituras, revistas… comprados com dinheiro público e que são apropriados por pessoas que tomam emprestado itens na biblioteca e nunca mais devolvem. Talvez as pessoas simplesmente esqueçam, talvez fiquem com vergonha de devolver depois de muito tempo de atraso, talvez devessem ter aprendido em algum momento que esses materiais comprados com dinheiro público, são, afinal, públicos.

Ou mesmo nem saibam o que é um bem público, pois trabalhar num serviço público, é ter que constantemente dizer para as pessoas que o público pertence a elas e a outras pessoas também.

Alguns dos itens nunca devolvidos são (eram?) obras importantes para o acervo. Por exemplo, os dois livros abaixo estão entre as obras mais emprestadas da Biblioteca da ECA e alguém resolveu se apossar deles!

Não é um problema que se limita a uma área qualquer da escola, há títulos de turismo, biblioteconomia, teatro, cinema, enfim todas áreas nessa condição.

  • Piano tuning: a simple and accurate method for amateurs, Jerry Cree Fischer
  • Planejamento turístico: teoria e prática, Debora Cordeiro Braga
  • Harmonia: uma abordagem prática: parte I, Marisa Ramires Rosa de Lima
  • O jogo teatral no livro do diretor, Viola Spolin
  • Teatro pós-dramático, Hans-Thies Lehmann
  • Teoria do drama moderno (1880-1950), Peter Szondi
  • O olho da rua: uma repórter em busca da literatura da vida real, Eliane Brum

Enfim, essa é apenas uma amostra. São muitos títulos que foram emprestados em algum momento e nunca mais retornaram à Biblioteca.

Do ponto de vista do usuário, a única sanção que aplicamos aos que se apropriam de bens públicos é a suspensão do serviço de empréstimo pelo mesmo tempo do atraso multiplicado pelo número de itens.

– Ah, mas já tem muito tempo de atraso, estou com vergonha de devolver!!

Temos uma caixa de devolução disponível no saguão do prédio central, na qual é possível devolver os itens sem a mediação dos funcionários. Basta depositar lá que recolhemos todos os dias úteis.


Como falar conosco

02/05/2022

Você precisa de alguma informação da Biblioteca da ECA? Quer conversar com uma bibliotecária ou bibliotecário? É simples.

Foto: Roland o”Daniel https://flic.kr/p/7Ww83p

Mande um e-mail para o endereço oficial da Biblioteca: ecabiblioteca@usp.br. Nós abrimos nosso e-mail todos os dias, várias vezes por dia, e respondemos rapidamente (no mesmo dia ou no dia seguinte). Telefone também funciona: (11) 3091.4071 / 4481. Além disso, os nomes, telefones e endereços de e-mail de toda a equipe da Biblioteca estão disponíveis na página de Contatos do nosso site, caso você tenha um assunto a tratar com uma pessoa específica.

Em nosso site, temos vários formulários para solicitar serviços específicos. Veja quais são:

Agendamento de treinamentos remotos: Treinamentos

Indicação de livros e outros materiais para serem comprados para o acervo: Sugestões de compra

Empréstimos após as 20 horas: Agendamento de empréstimos

Consulta à Coleção Especial (revistas antigas, livros raros, livros de artista etc): Coleção Especial

Cadastramento da produção intelectual de docentes, técnicos e bolsistas FAPESP da ECA: Produção

Elaboração automática da ficha catalográfica: Ficha catalográfica

E agora temos essa novidade: Caixa de Sugestões virtual.

Também respondemos a questões enviadas nos comentários deste blog ou em nossos perfis nas mídias sociais.

Só tem um detalhe: respondemos de segunda a sexta, nos horários de trabalho da equipe. Mensagens enviadas nos finais de semana ou feriados serão respondidas apenas no próximo dia útil. E vale a pena dar uma olhada em nosso site, onde estão todas as informações sobre a Biblioteca da ECA e, talvez, a resposta para sua pergunta.


Mudanças no Mendeley

25/04/2022

O gerenciador de referências Mendeley passou por mudanças importantes nos últimos meses. A começar pelo próprio nome, agora as versões online e desktop têm o mesmo nome, Mendeley Reference Manager, e ficaram também muito parecidas, isso é bom porque torna o uso mais simples e intuitivo.

Por outro lado, essa simplicidade significa a perda de alguns recursos, como por exemplo o Watch Folder e File Organizer. O primeiro permitia que o Mendeley importasse de forma automática todos os arquivos salvos numa determinada pasta, os documentos importados eram salvos com dados de autor, título e outras informações importantes. Era uma pasta monitorada pelo gerenciador. Com File Organizer era possível organizar e renomear numa pasta externa ao Mendeley todos os seus arquivos pdf, adotando um mesmo padrão de nome para os arquivos e fazendo um back-up automático.

Antes mesmo dessas atualizações já tínhamos perdido o app para Android. Na época informaram no blog que o app era pouco usado.

Em compensação, a versão nova, ao tornar a interface web e desktop parecidas deixou tudo mais intuitivo, sem a necessidade de aprender a usar recursos que estavam disponíveis numa versão e não na outra. Junto com a atualização veio também o ‘notebook’, que permite criar páginas para ideias e projetos não exatamente vinculados a um documento ou referência.

Os plugins para usar no editor de texto e para o navegador, que permitem inserir citações e referências de forma automática e importar referências para sua biblioteca enquanto navega ou pesquisa na web continuam disponíveis.

Como atualizar? A versão antiga vai continuar disponível para download até setembro e vai ser possível ter as duas instaladas e sincronizadas no computador durante esse período de transição. Baixe aqui o Mendeley Reference Manager.

Mais informações sobre essa atualização e outras coisas do gerenciador de referências Mendeley, acompanhe no blog deles.


Antigamente era assim

18/04/2022

Chegaram ao acervo algumas publicações estudantis ecanas dos anos 1970, entre as quais o jornal A Prensa, do Centro Acadêmico Lupe Cotrim (CALC). Para nossa alegria, encontramos nesse jornalzinho notícias sobre a nossa Biblioteca.

No número 5, de 1971, uma boa notícia: a organização da Fonoteca, então com modestos “mais ou menos” 150 discos. A organização do acervo e o atendimento ao público (sem horário fixo) era realizado pelo Luís, que acreditamos ser ninguém menos do que o professor Luís Milanesi, que esteve, de fato, ligado a esses trabalhos pioneiros em seus tempos de estudante.

Na mesma edição, observamos que os problemas de ontem não eram muito diferentes dos de hoje. Os equipamentos demoravam para chegar, e muitos estudantes atrasavam a entrega dos livros, mal hábito contra o qual escreve Regina Villas, autora das notícias sobre a Biblioteca.

A Fonoteca não existe mais com esse nome, mas o acervo de discos cresceu bastante. Agora temos 11746 itens, entre discos vinil, CDs e fitas cassetes, todos catalogados na base de dados disponível em nosso site.

Já no número 7, com capa do Ziraldo, a Biblioteca mereceu uma página inteirinha na qual, curiosamente, relata-se que para fazer inscrição era necessário ler em voz alta o nosso regulamento e concordar com suas cláusulas. A equipe atual nunca ouviu falar dessa inusitada condição. Hoje não temos esse tipo de exigência, mas continuamos esperando que nossos usuários respeitem os prazos de empréstimo e cuidem da conservação do material, para não criar problemas para os colegas. Na mesma matéria, descobrimos que nossa Biblioteca já teve o simpático apelido de “BECA” que, lamentavelmente, caiu no esquecimento.

Além das citadas, recebemos diversas outras publicações do CALC, como o Almeida e o Bolha Teen, que ainda estão sendo examinados. Se encontrarmos mais matérias interessantes sobre a Biblioteca, avisaremos!


Normas para o turismo

04/04/2022

Quando falamos em normas pensamos logo nas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas para citação e referência e nas outras todas de informação e documentação que tratam de trabalhos acadêmicos, pois são as que nos interessam mais frequentemente.

Mas as normas não se resumem a isso, aliás, bem ao contrário! Normas servem tanto para criar protocolos de interoperabilidade entre sistemas de computadores, quanto podem trazer recomendações sobre o sumário de um livro, os parafusos para uma cadeira ou brinquedo.

Normas não são leis, podem ou não ser adotadas, no entanto no turismo de aventura, atividade que envolve riscos e perigos potenciais, há várias normas buscando normalizar as competências dos condutores de atividades (canionismo, cachoeirismo, rafting etc), os equipamentos (cordas, capacetes etc) e serviços oferecidos.

Foto: capa do livro Turismo de aventura, John Swarbrooke e outros. No acervo 910.057 T938s

A norma ABNT NBR ISO 21101, por exemplo, traz “os requisitos de um sistema de gestão da segurança para prestadores de serviços de atividades de turismo de aventura.” Já a norma ABNT NBR 15500 define termos relativos ao turismo de aventura.

Há também normas que tratam de competências mínimas para pessoal que trabalha no turismo em outras atividades que não o turismo de aventura, como agentes de viagem, confeiteiro, churrasqueiro, camareira e muitas outras atividades.

E se você precisar acessar alguma dessas normas pode vir até a biblioteca ou baixar a VPN da USP e acessar de casa mesmo no Portal GedWeb. Ah, uma vez no portal, busque também por sustentabilidade, hospitalidade, e claro, por turismo.


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