Doações no IBERCOM

22/04/2015

Durante o XIV Congresso Internacional de Comunicação – IBERCOM 2015, realizado na ECA de 29 de março a 02 de abril deste ano, a Biblioteca recebeu doações de livros de alguns participantes.

CASTILLO ESPARCIA, Antonio; ÁLVAREZ NOBELL, Alejandro. Evaluación en comunicación estratégica. Madrid : Mc Graw Hill, 2015.

COUTINHO, Eduardo Granja;  MAINIERI, Tiago (Org.) Falas da História: comunicação alternativa e identidade cultural. Goiânia : FIC/UFG, 2013.

RÜDIGER, Francisco. O amor e a mídia: problemas de legitimação do romantismo tardio. Porto Alegre : Editora da UFRGS, 2013.

RÜDIGER, Francisco. As teorias da comunicação. Porto Alegre : Penso, 2011.

RÜDIGER, Francisco. As teorias da cibercultura: perspectivas, questões e autores. 2. ed. Porto Alegre : Sulina, 2013.

RÜDIGER, Francisco. Martin Heidegger e a questão da técnica: prospectos acerca do futuro do homem.  2. ed.  Porto Alegre : Sulina,  2014.

TEMER, Ana Carolina Rocha Pessôa. Flertando com o caos: comunicação, jornalismo e televisão. Goiânia : FIC/UFG, 2014.

Os professores Carlos Alberto de Souza e Ofélia Elisa Torres Morales, do Grupo Foca Foto (UEPG), lançaram durante o evento três livros digitais: Paranaguá (v. 2) , da Coleção Imagética,  Possibilidades e desafios (v. 1) e Convergências midiáticas, educação e cidadania: aproximações jovens (v. 2), ambos da Coleção Mídias Contemporâneas.

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As coleções completas foram doadas  em formato impresso para a Biblioteca da ECA e também podem ser acessadas nos links:
https://uepgfocafoto.wordpress.com/
http://uepg.br/proex

Os livros ainda não foram cadastrados no Dédalus, mas já podem ser consultados. Conversem com os funcionários do Atendimento. E caso a gente tenha esquecido de mencionar alguma doação recebida, avisem-nos!

 


E-books na Biblioteca

13/04/2015

Os e-books estão presentes nas bibliotecas já faz um tempo, principalmente nas universitárias. No entanto, nem todo mundo se dá conta da existência desse tipo de material na coleção da biblioteca.

Em parte, isso acontece porque o acesso a esse material se dá em plataformas proprietárias, ou seja, é preciso sair dos domínios virtuais da biblioteca para fazer o download, o empréstimo ou apenas para consultar.

Por outro lado, os periódicos eletrônicos, que são realidade nas bibliotecas há bem mais tempo, já estão absorvidos pelas práticas de leitura e pesquisa de nossos usuários, até porque hoje a maioria das revistas que assinamos são eletrônicas.

e-books

O modelo adotado pela USP para aquisição de e-books tem sido o mesmo usado para as publicações periódicas: a assinatura junto a fornecedores. Por esse modelo a biblioteca não se torna dona da obra, mas, adquire uma licença de uso que precisa ser renovada periodicamente. Um problema recorrente desse tipo de aquisição é o sumiço de boa parte da coleção repentinamente, caso a assinatura não tenha sido renovada, ou mesmo a interdição do acesso quando se está em processo de renovação. Tal situação acontece no momento com a Ebrary, uma das principais bases de livros eletrônicos. É possível recuperar o conteúdo dessa base no Dedalus ou no Portal da Busca Integrada, no entanto, não se consegue visualizar os textos.

Além das várias plataformas diferentes usadas por cada um dos fornecedores de e-books, obrigando o usuário a sair do catálogo e site da biblioteca, também ocorre confusão por conta de regras diferentes de acesso. Na EBSCO eBook Collection, por exemplo, é possível fazer o empréstimo por até 7 dias, depois desse prazo é preciso renovar, caso contrário o arquivo expira. Na Ebrary o empréstimo é por até 15 dias. Em ambas, deve-se usar o Adobe Digital Editions para ler os livros emprestados, mas é possível ler os livros sem fazer o download/empréstimo diretamente nas bases de dados dos fornecedores. Outra base, Project MUSE permite que seja feito o download de cada capítulo separadamente, em formato PDF. Algumas bases não permitem o acesso off-line, obrigando o usuário a estar online durante toda a leitura.

O empréstimo no caso dos e-books significa fazer o download, acessar na sua máquina, inclusive off-line pelo período combinado. Depois disso, renovar se ainda houver interesse e desde que não haja outro usuário interessado. De modo geral, o processo é bem parecido com o de empréstimo de itens impressos. Normalmente o acesso é o que se chama de monousuário, apenas um acesso por vez. Acesso simultâneo de mais de uma pessoa encarece bastante a assinatura.

No Dedalus ou no Portal da Busca Integrada é possível limitar a busca apenas à coleção de e-books. No Dedalus selecione e-Books em Base para busca.

base para busca

No Portal da Busca Integrada selecione Livros Eletrônicos (e-books) na parte de cima da homepage.

livros eletronicos PBI

Lembre-se que nem todos os e-books são recuperados nas buscas no Dedalus ou Busca Integrada, pois não são todos os fornecedores de e-books que oferecem a opção de importar metadados para os catálogos da biblioteca.

Caso tenha dúvidas para consultar os E-books, solicite ajuda a um bibliotecári@.

Leitura recomendada: Livro digital e bibliotecas, de Liliana Giusti Serra.


Quando o livro não volta n. 2

06/04/2015
Foto: Noah Dibley, Flickr.

Foto: Noah Dibley, Flickr.

180 livros desta Biblioteca, quase todos comprados com dinheiro público, selecionados por professores e catalogados por bibliotecários pagos pela USP, talvez nunca mais retornem à sua condição original de patrimônio público.

E por que isso? Apenas porque alguém os retirou por empréstimo e decidiu torná-los bens privados.  São livros que deveriam ter sido devolvidos em 2013, 2012 e 2011.

Muita gente não acredita, mas  alunos de graduação e pós-graduação da USP, gente instruída, bem informada e escandalizada com a corrupção na política, às vezes não devolvem os livros que pegaram emprestados na Biblioteca.

Há quem viaje com os livros, ou os deixe trancados em casa enquanto viaja; há quem se mude e os esqueça na casa do (a) ex, ou da mãe, ou na república; outros emprestam o material para um amigo que some com eles; alguns simplesmente decidem ignorar os termos do acordo pelo qual cabe às bibliotecas formar, conservar, gerenciar e emprestar gratuitamente acervo e ao usuário devolver o material no prazo estipulado, colocando sua necessidade individual acima dos interesses da coletividade.

E sim, a Biblioteca entra em contato com as pessoas que atrasam, cobrando insistentemente a devolução do material. Já escrevemos sobre o problema no ano passado, e provavelmente ainda teremos que voltar ao tema.

https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2014/05/05/quando-o-livro-nao-volta/

Não devolver livros das bibliotecas da USP pode ter consequências sérias. Se, por exemplo,  alguém se forma ou abandona o curso sem devolver um livro e resolve voltar para fazer pós-graduação ou outra graduação, ou mesmo para trabalhar na condição de docente ou funcionário, vai voltar suspenso em todas as bibliotecas da Universidade. É assim que funciona, o sistema grava todas as travessuras com ferro em brasa em nossos históricos de usuário. E não esquece jamais.

Se você, leitor deste post, tem algum material desta biblioteca em seu poder por mais tempo do que o combinado, traga de volta. Ou peça para alguém trazer. Se seu amigo desligado sumiu com livros emprestados em seu nome, é só comprar os itens desaparecidos e trazer para nós. Você vai gastar uma grana, mas é uma questão de cidadania, afinal. Os bibliotecários se comprometem a não fazer nenhum comentário nem lançar olhares feios. Talvez você perceba apenas um leve franzir de testa, nada que a frase “está um pouquinho atrasado” não transforme num sorriso.

Veja aí a lista de alguns títulos muito, muito atrasados e dê uma olhada lá nos rincões esquecidos das suas estantes. Será que algum dos livros que aquele seu ex-namorado australiano, sua colega de república ou seu filho ingrato abandonou na sua casa não tem um carimbo de biblioteca? Não custa olhar…

Araújo, Emanuel Antonio de Rezende. O jogo teatral com a peça didática de Bertolt Brecht

Bad music: the music we love to hate.

Ball, David. Para trás e para frente: um guia para leitura de peças teatrais.

Barbosa, Silvio. Cidadania a educação que passa pela TV brasileira.

Câmara, Raimundo. A inserção do programa Castelo Rá-Tim-Bum.

Castro, Consuelo de. À prova de fogo (peça em 3 atos).

Costa, Helouise. A fotografia moderna no Brasil.

Costa, Paulo. Diagnose em canto coral parâmetros de análise e ferramentas para avaliação.

Couchot, Edmond. A tecnologia na arte da fotografia.

Dencker, Ada de Freitas Maneti. Métodos e técnicas de pesquisa em turismo.

Dubois, Philippe. O ato fotográfico e outros ensaios.

Eco, Umberto. Viagem à irrealidade cotidiana.

Esteves, Antonia P. Televisão, criança, e professor uma proposta educativa.

Fabris, Annateresa. Identidades virtuais: uma leitura do retrato fotográfico.

Figueiredo, Lucy. Imagens polifônicas : corpo e fotografia.

Fios soltos: a arte de Hélio Oiticica.

Frye, Northrop. Sobre Shakespeare.

Glass, Philip. Opera on the beach.

Goulart, Ron. The great comic book artists.

König, René. Sociología de la moda.

Lipovetsky, Gilles. A sociedade da decepção.

Lipovetsky, Gilles. A sociedade pós-moralista o crepúsculo do dever e a ética indolor dos novos tempos democráticos.

Lipovetsky, Gilles. Metamorfoses da cultura liberal ética.

Lopes, Paulo. Estudo do desenvolvimento da escuta melódica de adultos integrados a coros vocacionais.

Lurie, Alison. Borges, Ana Luiza Dantas. A linguagem das roupas.

Maffesoli, Michel. Sobre o nomadismo.

Magalhães, Elcio. Processos fotográficos do século XIX.

Mogadouro, Cláudia de Almeida. Do pátio à sala de aula possibilidades.

Moran, José Manuel. Novas tecnologias e mediação pedagógica.

Napolitano, Marcos. Como usar a televisão na sala de aula.

Napolitano, Marcos. Cultura brasileira utopia e massificação.

Napolitano, Marcos. Cultura e poder no Brasil contemporâneo.

O fotográfico.

Oliveira, Christian. Turismo religioso.

Pedrosa, Mário. Mundo, homem, arte em crise.

Pedrosa, Mário. Mundo, homem, arte em crise.

Pedrosa, Mário. Política das artes textos escolhidos.

Potter, Keith. Four musical minimalists.

Ramos, Marco Antonio da Silva. Canto coral do repertório temático à construção do programa.

Shakespeare, William. A tragédia de Hamlet.

Sloboda, John. A mente musical: a psicologia cognitiva da música.

Stravinsky, Igor. Poética Musical

Toop, David. Ocean of sound aether talk, ambient sound and imaginary worlds.

Trindade, Cristina. Em busca de uma escritura cênica a partir de Artaud.

Valores e comportamentos nas organizações.

 


Um dia na Oficina

30/03/2015

Na semana de visitas orientadas à nossa Oficina de Encadernação e Conservação, recebemos 5 pessoas interessadas em conhecer esse trabalho. Vieram alunos de biblioteconomia da ECA e de outras instituições, uma bibliotecária da rede municipal e outros profissionais.

Durante pouco mais de uma hora os funcionários Robson Pedrosa, Elizabete Ortiz e Rosa Melo, sob a supervisão da bibliotecária Cecília Moraes Silva, mostraram as diversas técnicas utilizadas na Oficina para conservar e recuperar o acervo impresso da Biblioteca da ECA.

Se você gostaria ter participado e não pode, não se preocupe. Serão oferecidas, oportunamente, outras visitas desse tipo. E se você tiver algum problema pontual ou interesse específico na área e precisar de orientações, entre em contato com o pessoal da Oficina.

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Elizabete mostra como funciona a máquina de douração.

Interior da Oficina.

Interior da Oficina.

Tipos para impressão usados na máquina de douração.

Tipos para impressão usados na máquina de douração.


Bases de dados e pesquisa acadêmica

23/03/2015

Em meio ao percurso acadêmico muitos já devem ter se deparado com o termo “bases de dados”, inserido no contexto dos recursos informacionais oferecidos pela universidade. Mas, afinal o que são bases de dados e por que são tão importantes?

De forma bastante simples, podemos caracterizar as bases de dados como fontes de informação eletrônicas, pesquisáveis e que se relacionam a necessidade de controle, disseminação e visibilidade do conhecimento produzido nos mais variados âmbitos: temático, geográfico e institucional.

A USP assina diferentes bases de dados, relacionadas às variadas áreas do conhecimento. Por ser um recurso pago, seu uso é restrito aos campi da universidade e, para aqueles que possuem vínculo com a USP, é possível obter uma senha para acesso remoto, por meio do VPN. Veja mais informações aqui

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A seguir apresentamos algumas bases de dados voltadas para as áreas do conhecimento abrangidas pela Escola de Comunicações e Artes

Art Full Text: traz o texto completo de artigos sobre arte, compreendendo centenas de títulos de revistas científicas, desde a década de 1980 até a atualidade. Além disso, é possível ter acesso a mais de 13.000 dissertações da área de Artes, provenientes de diferentes instituições de ensino. A pesquisa por reproduções de arte também é possível. Abrange artes visuais, arte popular, fotografia, cinema e arquitetura.

Project Muse: reúne expressiva seleção de periódicos especializados na área de Ciências Humanas. Proporciona ao pesquisador o acesso ao texto completo de cerca de 200 títulos em: Artes, Sociologia, Educação, Ética, entre outras áreas.

Classical Music Library: oferece acesso a um vasto acervo de gravações musicais, indo desde o canto gregoriano até gravações de compositores contemporâneos. Traz material de selos importantes como Hyperion, Bridge Records, Sanctuary Classics, Artemis-Vanguard, Hänssler Classic, Vox e outros.

Classical Scores Library: Disponibiliza mais de 24.000 partituras musicais de composições que vão desde a Renascença ao século XXI. Inclui obras com copyright de editoras como Boosey and Hawkes, Universal Edition, Peters e A-R Editions, que podem ser baixadas no formato pdf. Além destas, destacamos na área de Música: RILM Abstracts of Music Literature, RIPM Retrospective Index to Music Periodicals, Oxford Music Online, International Index to Music Periodicals. Leia mais sobre estas bases neste outro post.

Film Index International: Produzida em parceria com o British Film Institute,  oferece indexação aprofundada dos primeiros filmes mudos aos mais recentes campeões de bilheteria, além de informações biográficas completas de mais de 40.000 celebridades. Inclui registros de filmes de diversos países, com ampla cobertura de premiações internacionais e oferece ainda pesquisa de resumos de roteiros. Traz informações detalhadas como: nome do diretor, listas completas de elenco e equipe de filmagem, ano de lançamento, informações sobre a produção, créditos, prêmios, sinopses e referências a publicações sobre cinema.

FIAF: Embora não apresente o texto completo, é bastante abrangente, reunindo diferentes bases de dados: International Index to Film Periodicals, International Index to Television Periodicals, The List of Periodicals Indexed, Treasures from the Film Archives, Bibliography of FIAF Affiliates Publications e International Directory of Film and TV Documentation Collections. A base principal International Index to Film Periodicals abrange publicações periódicas sobre filmes, desde 1972 até o momento presente. Traz citações e faz referência a artigos de mais de 300 títulos, apresentando sua descrição bibliográfica completa. Embora não apresente o texto completo, é uma base de dados abrangente

SCOPUS: indexa mais de 14.000 títulos de 4.000 editoras nas diversas áreas do conhecimento, possui cerca de 27 milhões de resumos, incluindo citações, desde 1996. Os textos completos de revistas assinadas pelo Consórcio CRUESP/Bibliotecas (USP/UNESP/UNICAMP) são visualizados a partir dos resumos, como também é possível verificar artigos científicos na Web, automaticamente, pelo buscador SCIRUS.

Academic Search Premier: é uma base de dados multidisciplinar que oferece acesso ao texto completo de mais de 4.600 periódicos.

Information Science & Technology Abstracts (ISTA): importante base de dados referenciais da área de Ciência da Informação. Reúne artigos de revistas especializadas, livros, relatórios de pesquisa, anais de conferência e patentes. A cobertura remonta à meados da década de 1960.

Library, Information Science & Technology Abstracts with Full Text: disponibiliza o texto completo de periódicos científicos abrangendo os assuntos: biblioteconomia, classificação, catalogação, recuperação de informações online, gestão da informação, dentre outros temas.

LISA: O Library & Information Science Abstracts é uma ferramenta internacional de resumos e indexação, elaborada para profissionais da área de biblioteconomia e outros especialistas da área da informação. Conta atualmente com resumos de mais de 440 periódicos, publicados em mais de 68 países, num número superior a 20 idiomas.

Quem estiver interessado em conhecer bases de dados de uma área específica pode agendar um horário para vir à biblioteca da ECA, neste caso um bibliotecári@ irá lhe ensinar a realizar pesquisas utilizando estratégias de busca adequadas para recuperar informações pertinentes ao seu tema de interesse. Para agendar um horário, clique aqui.

Para escrever este post lemos: Comunicação & produção científica: contexto, indicadores e avaliação. Organizado por Dinah A. Poblacion, Geraldina P. Witter e José Fernando Modesto

   


O mundo dos dicionários e enciclopédias

16/03/2015

DSC_0476aAs bibliotecas, pelo menos as maiores, costumam ter uma coleção chamada de Coleção de referência ou Obras de referência; os frequentadores mais assíduos chamam simplesmente de Referência. Resumidamente, é formada por livros que ajudam a usar outros livros ou para desfazer dúvidas pontuais, por exemplo, dicionários, enciclopédias, glossários, bibliografias, tesauros etc.

Também se entende por obras de referência aquelas obras fundamentais para determinado campo de estudo.  Este é o conceito que fundamenta, por exemplo, um livro como este: Brasil: obras de referência 1965-1998. Aqui a autora listou aquelas que seriam as obras essenciais para entender o Brasil em diversas áreas, como agricultura, economia, filosofia etc. Mas não é disso que estamos tratando aqui.

Quem já consultou a coleção de referência da Biblioteca da ECA deve ter se deparado com a variedade de material, especialmente dicionários.

Além daqueles conhecidos de todos, que alfabeticamente listam os vocábulos de uma língua, como Houaiss ou o Michaelis, temos os que se limitam a compilar os vocábulos de uma área do conhecimento, por exemplo: Dicionário teórico e crítico de cinema, Dicionário de filmes brasileiros, Harvard concise dictionary of music, The new Grove dictionary of music and musicians, Dictionary of travel, tourism and hospitality, Dicionário de mensuração e pesquisa em relações públicas e comunicação organizacional…

Entre os curiosos ou engraçados: O pai dos burros: dicionário de lugares-comuns e frases feitas, traz as antipérolas que falamos e ouvimos todo dia; desviando do pudor dos dicionários tradicionais, o Dicionário do palavrão & correlatos (inglês-português), traz “certas palavrinhas que são sempre palavrões”; a palavra para ofender é o que oferece o Dicionário brasileiro de insultos; antes de virar bebida chique, a cachaça já tinha seu Dicionário folclórico da cachaça, nele você descobre que existem muitas maneiras de dizer-se bêbado: achar-a-rua-pequena, alatrevu, alto, elegante, embalado, encachaçado; mas você pode dizer que está apenas meio bêbado: alegre, entrado, zoró, meio-lastro, entroviscado etc. Nomes para a cachaça então, não tem fim: suor-de-cana-torta, sinhazinha, jamaica, januária etc.

Por conta de suas características de obras de consulta pontual, esse tipo de material, mais que qualquer outro, se beneficiou dos recursos eletrônicos, migrando rapidamente para esse formato.

Mas por que manter no acervo, ocupando espaço e juntando poeira, algumas obras de referência antigas, já que existem outras fontes de informação bem mais atualizadas na web? Bem, quando percebemos que o conteúdo de um dicionário está perfeitamente coberto por uma versão online mais completa e atual, nós o tiramos do acervo. Racionalizar o uso do espaço é fundamental na bibliotecas.

Mas há casos em que a versão mais nova não substitui a velhinha. Um exemplo clássico é o Dictionnaire critique et documentaire des peintres, sculpteurs, dessinateurs et graveurs, de E. Bénézit, obra que temos na edição de 1950. Além da importância histórica do dicionário, já encontramos em suas páginas referências a artistas que não constavam em fontes mais recentes, sejam elas impressas ou eletrônicas.

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Outro caso interessante é o da obra The Encyclopedia of photography: a complete guide to amateur and professional photography, de 1940. Se a fotografia já mudou tanto, qual é a utilidade de uma enciclopédia tão antiga sobre técnica fotográfica? Um fotógrafo em busca de informações sobre uma técnica antiga de copiagem de fotos  nos deu uma boa razão: nessa enciclopédia existem explicações detalhadas sobre técnicas e procedimentos que há muito tempo não são mais utilizados e que os manuais modernos nem mais mencionam. Ou seja, tornou-se uma fonte de informação importante para o estudo da história da técnica fotográfica.

Você  conhece algum dicionário ou qualquer outra obra de referência de nosso acervo que, apesar de antigo e aparentemente desatualizado, ainda mereça ter seu lugar garantido nas nossas estantes? Avise-nos!


Conhecendo a Oficina de Encadernação e Conservação

09/03/2015

Livros despencados e páginas rasgadas não nos assustam. A Biblioteca da ECA tem uma oficina onde técnicos armados de papéis especiais, espátulas, prensas e até bisturis encaram a tarefa de conservar um acervo muito usado e manuseado.

Criada em 1994, a Oficina de Encadernação e Conservação conta hoje com três técnicos capacitados a higienizar, encadernar e realizar pequenos reparos nos livros, revistas e partituras do acervo. O pessoal, que já fez vários cursos de formação na área,  também sabe fazer caixas e embalagens para conservação que ajudam a prolongar a vida útil dos materiais do acervo.

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Você gostaria de conhecer de perto esse trabalho? Então venha. A Oficina estará recebendo visitas orientadas nos dias 23, 24 e 25 de março, sempre às 12 horas. É necessário fazer inscrição, clique neste link:

Evento encerrado. Aguarde novas programações.

A sala não é grande, então só poderemos atender um número limitado de pessoas em cada horário. Se você se inscrever e não puder vir, avise a gente.

Quem não puder vir nesses dias e horários, não precisa se preocupar, serão organizadas outras visitas nos próximos meses.

Para mais informações, converse com a Cecília, pelo telefone (11) 3091.4018.

Veja outros posts sobre a Oficina:

Embalagens para conservação

A conservação transformadora

Atualizado em 26.3.2015.

 


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