Portal de Livros Abertos da USP

31/01/2023

Se você ainda não conhece o Portal de Livros Abertos da USP, pare tudo o que está fazendo e leia este post (é curto).

Trata-se de um do serviços mais interessantes que a USP oferece a quem busca informação atual e de qualidade, em acesso aberto a toda a população. Criado em 2016, contém, atualmente, 739 títulos publicados pelas unidades da Universidade de São Paulo, em todas as áreas do conhecimento.

O Comitê Científico Editorial, formado por professores e bibliotecários da USP, é responsável por analisar os pedidos de inclusão de livros, além de definir e atualizar s critérios de submissão de textos ao Portal.

Para localizar um conteúdo, basta usar a caixa de busca do próprio Portal ou navegar pelas categorias de grandes assuntos disponíveis na coluna à direita da tela. Os Livros Abertos da USP também são recuperados por autor, título e assunto no Portal de Busca Integrada da USP.

As estatísticas de downloads estão disponíveis, ano a ano, de 2015 a 2022. A partir de 2021, também podem ser consultados os dados de acesso a cada livro.

Em 2022, duas publicações da Biblioteca da ECA destinadas a compartilhar nossa experiência no tratamento de acervos de filmes e partituras tiveram a seguinte quantidade de downloads:

Manual de catalogação de filmes – 295

Manual de catalogação de partituras – 136 downloads

Diversos livros de docentes da ECA presentes no Portal tiveram quantidade expressiva de downloads. Veja alguns títulos:


Arte_corpo_tecnologia (2 volumes) – 313
Bibliometria e cientometria no Brasil – 449
Biblioteca um lugar mágico – 270
Comunicação digital (2 volumes) – 190
Comunicação e as aventuras estranhas – 122
Comunicação e Mediações – 437
Danças, lugares e paisagens – 364
Dos bastidores eu vejo o mundo: cenografia, figurino, maquiagem e mais (9 volumes) – 2842
Entre o videoclipe, o filme documentário e o cinema: da “caixa preta” à crítica social, da leitura decolonial afro-brasileira à amefricanidade ladinoamericana – 288
O gênio Morin e sua influência nas Comunicações e nas Artes – 192
Harun Farocki: Programando o Visível – 141
Jornalismo em gêneros (série com 4 volumes) – 364
Liberdade de expressão – 208
Mercado editorial brasileiro – 290
Minidicionário Sophia Jobim – 82
Mondo Tarantino – 216
Pandemídia – 182
Para documentar a história da moda – 288
Para vestir a cena contemporânea (série com 3 volumes) – 1687
Paulo Emílio: Legado Crítico – 262
Pedagogia das artes cênicas: múltiplos olhares – 55
Realismo Fantasmagórico – 235

Para localizar todos os livros publicados pela ECA no Portal, é só fazer a busca pelo nome da Escola, por extenso.


Nossas revistas no novo Qualis

24/01/2023

No finalzinho de 2022 a Capes divulgou o novo Qualis, lista ranqueada de periódicos utilizados pelos pesquisadores da pós-graduação stricto sensu brasileira. O processo de avaliação é capitaneado pela Capes, que usa o índice como uma ferramenta para avaliar os programas de pós-graduação.

A divulgação era aguarda há tempos, mas vinha sendo adiada. A nova lista tem recebido muitas críticas, segundo alguns pesquisadores essa nova metodologia traz novos problemas e aprofunda problemas estruturais do Qualis Periódicos.

Uma das mudanças mais importantes dessa recente atualização é que o periódico passa a receber uma única classificação atribuída pela área-mãe. Área-mãe é a área em que o periódico mais publica, “considerando registros na plataforma Sucupira desde 2013 até 2019“.

Deixando um pouco de lado as controvérsias, como ficaram nossas revistas? Nossas revistas estão nas áreas de avaliação Artes e Comunicação e Informação; a única fora dessas áreas é a revista Turismo em Análise, que fica em Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo.

Quatro das nossas revistas receberam a classificação mais alta, são elas: Ars, Matrizes, Aspas e Sala Preta.

ArsComunicação e InformaçãoA1
MatrizesComunicação e InformaçãoA1
Revista AspasArtesA1
Sala PretaArtesA1
Revista MúsicaArtesA2
Comunicação & EducaçãoComunicação e InformaçãoA4
OrganicomComunicação e InformaçãoA4
Turismo em AnáliseAdministração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e TurismoA4
Novos OlharesComunicação e InformaçãoB1
ExtraprensaComunicação e InformaçãoB1
RumoresComunicação e InformaçãoB1
SignificaçãoComunicação e InformaçãoB1
AnagramaComunicação e InformaçãoB2
Signos do ConsumoComunicação e InformaçãoB2
Nona ArteComunicação e InformaçãoB3
Áreas-mãe e classificação das revistas da ECA

Alguns links para entender melhor o Qualis Periódicos:

Qualis Periódicos

Pesquisadores criticam novo ‘ranking’ de revistas científicas da Capes, o Qualis

Documento de área – Artes

Documento de área – Comunicação e Informação

Documento de área – Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo


Fim de ano, recesso, férias

20/12/2022

Foto: https://flic.kr/p/gWQNm

O ano está terminando. Oficialmente, as aulas na USP vão até dia 21 de dezembro. O atendimento da Biblioteca da ECA fica assim:

  • até dia 22.12: horário e funcionamento normais
  • dia 23.12: fechada.
  • de 26 a 30.12 (recesso de fim de ano na USP): fechada
  • de 2.01.2023 a 10.3.23 : atendimento normal das 9 às 19 horas (das 19 às 20 horas, empréstimo por agendamento)

Lembre-se:

Durante todo o período de férias na USP (21.12.22 a 12.03.23), não haverá limites para renovação de materiais emprestados. Você poderá renovar quantas vezes forem necessárias (se não houver reserva).

Se houver reserva para um item emprestado, a renovação não será possível. Não podemos garantir que você poderá ficar com os materiais emprestados durante todo o período de férias.

Itens em atraso não podem ser renovados.

As renovações são ilimitadas, mas não automáticas. Você mesmo precisa acessar o aplicativo, a Busca Integrada ou o Dédalus e fazer a renovação. Se algo der errado, entre em contato conosco por e-mail ou telefone. Estaremos aqui.

A caixa de devoluções estará sempre disponível no saguão de entrada do prédio central.

Os alunos estão em férias, mas o expediente não é suspenso. A equipe estará aqui, reduzida. Os funcionários tiram férias em revezamento e todas as atividades da Biblioteca continuam, inclusive os atendimentos e treinamentos remotos.


4 catálogos, 4 artistas

12/12/2022

Quais artistas brasileiros contemporâneos vocês conhecem? Nem sempre a gente tem tempo de se deslocar até museus e outros espaços para visitar exposições, por isso, uma outra opção para entrar em contato com a obra de artistas pode ser lendo e folheando catálogos.

Catálogos são normalmente aqueles livros bonitos que acompanham exposições. O MASP doou para a gente recentemente alguns desses catálogos de exposições recentes, destacamos aqui 4 deles, de artistas brasileiros contemporâneos.

Conceição dos Bugres (1914-1984)

Uma artista singular para a história da escultura no Brasil, Conceição Freitas da Silva é reconhecida por sua produção dos chamados ‘bugres’, trabalhos comumente esculpidos em madeira e cobertos por cera de abelha ou parafina e tinta, mas que também podem ser realizados em pedra sabão ou arenito. Suas peças figuram personagens de tipo característico fundamentados na repetição do uso dos materiais e formas e na especificidade de seus traços.

Conceição dos Bugres: tudo é da natureza do mundo, p.13

Dalton Paula (1982)

Dalton Paula (Brasília, 1982) trabalha com pintura, desenho, vídeo, performance e objetos que se referem às histórias e vivências afro-brasileiras. Retratos brasileiros acompanha a mostra individual do artista no MASP, e se concentra em uma parcela central de sua produção: os retratos. Paula pesquisa personagens negras nas histórias brasileiras que não têm representação visual, justamente com o intuito de dar rosto a elas. Este livro, o primeiro dedicado ao artista, reproduz 58 retratos, acompanhados por notas biográficas sobre os retratados.

Dalton Paulo: retratos brasileiros, folheto da exposição

Gestrudes Altschul (1904-1962)

GESTRUDES ALTSCHUL (1904-1962) foi uma figura pioneira no contexto da fotografia modernista brasileira. Embora ela seja bastante admirada no meio fotográfico no país, sua obra ainda é conhecida apenas em círculos especializados, tendo sido escassamente publicada e exibida. De origem judaica, a artista migrou em 1939 de sua cidade natal, berlim, para o Brasil com o marido, Leon Altschul (1890-1975), fugindo do regime nazista.

Gertrudes Altschil: filigrana, p.25

Erika Verzutti (1971)

Verzutti é uma artista essencial para a compreensão da prática da escultura hoje, tanto no panorama brasileiro quanto no internacional. Suas formas instigantes exploram novos caminhos para o meio, com atenção renovada à origem e materialidade das coisas, bem como sua inteligência formal. A mostra tem um caráter panorâmico, com 79 obras realizadas desde 2003, bem como uma nova escultura feita especialmente para ocasião.

Erika Verzutti: a indisciplina da escultura, p.16

Para ver as imagens em boa qualidade e com todas as fontes, os livros estão disponíveis para empréstimo aqui na Biblioteca da ECA, basta procurar pelo nome dos artistas. Uma ótima pedida para as férias.


Nossos discos no Dédalus

05/12/2022

O acervo de gravações sonoras da Biblioteca da ECA, que até poucos meses atrás era cadastrado apenas na base Sonora, um catálogo local, começou a ser registrado no Dédalus. A base Sonora vai continuar acessível e, futuramente, será substituída por uma outra base mais moderna, mas não será mais alimentada. Os discos e CDs ficarão registrados apenas no Dédalus.

Por enquanto, temos 82 registros cadastrados (discos completos e/ou faixas), mas esse número deve crescer rapidamente. A busca no Dédalus é semelhante à busca dos demais materiais: basta procurar por um elemento qualquer, como título, compositor, intérprete, instrumentos etc.

Importante: para recuperar apenas gravações, musicais ou não, devemos usar o filtro Gravação de Som em Tipo de Material. O filtro não é CD. Para localizar todas as gravações já catalogadas, é só selecionar o filtro Gravação de Som e deixar em branco a expressão de busca, como na imagem abaixo.

E por que demoramos tanto a entrar esse acervo no Dédalus? Por duas razões principais:

  1. Pensávamos em migrar os registros de nossa base de dados para o Dédalus, automaticamente, mas isso não será possível. Em nossa base, a maioria dos discos e CDs são catalogados música por música e isso exigiria edições manuais em cerca de 14.000 registros, para possibilitar o empréstimo dos materiais. Infelizmente, não temos pessoal para realizar essa tarefa.
  2. O Dédalus não é um bom catálogo para materiais audiovisuais como filmes, imagens e gravações sonoras. Há muitos problemas a serem resolvidos no sistema. Entretanto, decidimos começar o cadastramento mesmo assim, já que a solução para esses problemas ainda deve demorar.

Por outro lado, o Dédalus tem um recurso interessante para a catalogação de discos com várias músicas: as analíticas. Funciona assim: a partir do registro do disco inteiro, clicamos nos links que remetem às faixas (e vice-versa). O único problema é o nome não muito amigável desses links: “uplink” e “down”. Vamos pedir para mudar isso!

Vejam como ficou:

Clicando no link “down” do registro, abrimos cada uma das músicas que o CD traz:

E clicando no “Uplink”, voltamos a ver as informações do CD.

Nosso acervo de gravações em CD e vinil contém obras de alta qualidade, criteriosamente selecionadas. Venham conhecer.


Sumário

29/11/2022

O sumário, se vocês forem consultar no dicionário, significa um resumo dos pontos principais, só que, ao contrário de um resumo indicativo ou informativo (também elemento obrigatório de teses e dissertações), o sumário é um resumo itemizado, uma enumeração das principais seções. Ter isso em mente é importante na hora de dar títulos às seções de seu trabalho.

Para a ABNT NBR 6027, o sumário é uma “enumeração das divisões, seções e outras  partes de um documento, na mesma ordem e grafia em que a matéria nele se sucede.” Mas a norma sobre sumário precisa de uma outra norma para ser aplicada em sua integridade, a NBR 6024, sobre a “numeração progressiva das seções de um documento”. São normas interdependentes.

Recomenda-se que a subordinação dos itens do sumário seja destacada com a mesma apresentação tipográfica utilizada nas seções do documento.

ABNT NBR 6027

O sumário não é uma seção numerada, mas recebe o mesmo destaque tipográfico das seções primárias; deve ser o último elemento pré-textual e se sua monografia tiver mais de um volume, deve trazer “o sumário de toda a obra em todos os volumes, de forma que se tenha conhecimento do conteúdo, independente do volume consultado.”

Diretrizes… p.42

Para Umberto Eco, em seu fundamental Como se faz uma tese, o sumário deve ser uma das primeiras partes do trabalho a ser feita, pois serve como um plano de trabalho

Você se propõe um plano de trabalho, que assumirá a forma de um índice provisório. Melhor ainda se ele for um sumário onde, para cada capítulo, se esboce um breve resumo. Assim fazendo, esclarecerá para você mesmo o que tem em mente. Em segundo lugar, poderá propor um projeto compreensível ao orientador. Em terceiro lugar, verá se suas ideias já estão suficientemente claras.

p.81-2

Para fazer o sumário você vai precisar consultar:

  • ABNT NBR 6027 Sumário
  • ABNT NBR 6024 Numeração progressiva das seções de um documento

Recomenda-se também salvar como documento de consulta para todo o processo de elaboração da monografia as Diretrizes para apresentação de teses e dissertações da USP: parte I (ABNT). As normas citadas podem ser acessadas na nossa coleção bases de dados, procure por ABNT – Portal GedWeb. O livro do Umberto Eco e vários outros sobre metodologia científica podem ser encontrados em nossas estantes na classificação 001.43, ou seja, bem no comecinho do acervo.


Sem medo das normas

14/11/2022
The act of God

As palavras normalização e formatação assustar muitos autores de trabalhos acadêmicos. A sigla ABNT, então, essa virou sinônimo de pesadelo para alguns estudantes, que preferem até contratar um profissional para cuidar do assunto.

Mas, na verdade, não há razão para tanto medo. Formatar seu texto e fazer seus citações e referências de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas ( ABNT) não é o bicho de tese cabeças que muita gente imagina. E as universidades e faculdades têm profissionais que ajudam nessa tarefa de forma gratuita: os bibliotecários.

O primeiro passo é obter as normas necessárias. Não perca seu tempo procurando na internet, até porque o risco de encontrar uma norma desatualizada ou até mesmo uma norma que não é a que você realmente precisa é grande. As normas da ABNT não são gratuitas (com algumas exceções). Quem é da USP pode acessar um serviço chamado ABNT – Portal Gedweb, logado na rede VPN, e acessar as normas. Em caso de dúvidas, consulte sua biblioteca.

As normas de documentação mais importantes para quem está elaborando um trabalho acadêmico são as seguintes:

  • Referências – NBR6023 (2018, com 2 erratas publicadas em 2020)
  • Citações em Documentos – NBR10520
  • Trabalhos acadêmicos – NBR14724
  • Sumário – NBR6027
  • Numeração progressiva – NBR6024
  • Resumo – NBR6028
  • Projeto de pesquisa – NBR15287
  • Artigos – NBR6022

É importante conhecer e consultar o textos das normas sempre que necessário, mas existem diversos manuais e tutoriais que podem ajudar bastante no uso das normas, disponíveis na página Normalização do site da Biblioteca da ECA. O mais importante é o documento intitulado Diretrizes da USP para elaboração de dissertações e teses – 4 .ed (2020), que reúne instruções das normas mais importantes para o pesquisador. Embora sejam dirigidas aos autores de dissertações e teses, as Diretrizes também podem ser usadas para quem estiver fazendo um TCC ou qualquer outro trabalho de fôlego.

Na mesma página temos, ainda:

  • Manual de normalização da Biblioteca da ECA, que complementa as orientações das Diretrizes com orientações sobre referências e citações de documentos que são muito usados na ECA, como filmes, vídeos do Youtube, música, catálogos de exposições etc.
  • O Modelo prático para formatação de TCC, que ajuda a tirar as principais dúvidas dos autores, de forma didática.
  • Dois tutorias sobre o assunto, um deles bem simples, dirigido aos calouros ou aos estudantes com pouca experiência em normalização

Além disso, temos alguns vídeos em nosso canal no Youtube:

Fazendo referências e desbravando a ABNT

Citando filmes: referências e citações de filmes, vídeos e séries

Normalização

Agora, um alerta importante. As normas da ABNT são brasileiras e usadas pela maioria dos cursos da área de humanidades, mas não são as únicas. Existem outros estilos, como as normas da American Psychological Association ( APA), de Vancouver (amplamente adotadas na área de saúde) , de Chicago, normas ISO etc. No Portal de Livros Abertos da USP podem ser encontradas as Diretrizes para os estilos ABNT, Vancouver, ISO e APA. Se você pretende submeter um artigo a uma revista acadêmica, observe qual norma a revista adota. Revistas estrangeiras não adotam a ABNT e muitas publicações brasileiras também preferem outros estilos, ou usam normas adaptadas.

Se você precisar de mais orientações, pode marcar um treinamento conosco, por este formulário. Dúvidas pontuais? Mande um e-mail para ecablioteca@usp.br, que a gente tenta resolver.


Onde registrar a informação sobre financiamento?

07/11/2022

Os trabalhos que receberam apoio financeiro de agências de financiamento devem fazer referência ao apoio recebido. Se antes era uma prática comum, mas não obrigatória, Capes e Fapesp tornaram isso obrigatório por meio da publicação de portarias.

A menção ao apoio não se restringe a teses e dissertações, veja o que diz por exemplo a portaria da Capes:

Os trabalhos produzidos ou publicados, em qualquer mídia, que decorram de atividades financiadas, integral ou parcialmente, pela CAPES, deverão, obrigatoriamente, fazer referência ao apoio recebido.

A Fapesp segue a mesma direção. Mas onde registrar essa informação? No caso de teses e dissertação é mais tranquilo, pois já era prática comum antes mesmo das portarias, registrar nos Agradecimentos. As portarias das agências trazem modelos de como identificar a fonte de financiamento.

O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001 (PORTARIA Nº 206, DE 4 DE SETEMBRO DE 2018)

Segundo a norma da ABNT que trata da apresentação de trabalhos acadêmicos (NBR 17724) a seção para os Agradecimentos é um elemento opcional da estrutura do trabalho, mas é raro encontrar tese ou dissertação que não traga um espaço onde são registrados os apoios recebidos de colegas, família, apoio financeiro, técnico etc. O que mostra que raramente um trabalho de pesquisa é feito sem a ajuda de muita gente. Os Agradecimentos são uma daquelas seções cujo título deve ser centralizado, sem indicativo numérico, mas com o mesmo destaque das seções primárias.

No caso de artigos é comum que a menção ao apoio recebido apareça como nota de rodapé ou ao final, antes das referências, mas não há uma norma clara a esse respeito. Caso queira dar uma olhada em qual tem sido a prática adotada, em bases de dados como Web of Science ou Scopus, por exemplo, é possível usar como filtro de busca a agência financiadora.


Pesquisando imagens

24/10/2022

Atualmente, quando precisamos de imagens, o jeito mais popular é simplesmente fazer a busca no Google, usando o filtro Imagens. Feito isso, é possível melhorar o resultado usando os filtros de tamanho, cor, tipo, tempo e direitos de uso oferecidos pelo buscador.

Mas, dependendo das nossas necessidades, o Google pode não ser suficiente. Talvez a gente precise de um local no qual possamos encontrar imagens de uma área específica, com boa qualidade, de acesso livre e outras especificações.

As fontes são inúmeras. Fizemos aqui uma pequena seleção de sites e bases de dados úteis para quem pesquisa imagens, priorizando as áreas de mais interesse para a ECA. São todos de acesso gratuito ou, pelo menos, oferecem parte de seu acervo de forma gratuita.

Bibliotecas Digitais e sites de compartilhamento

Arquigrafia
Plataforma colaborativa que reúne imagens de arquitetura do Brasil.
https://www.arquigrafia.org.br/

Art Cyclopaedia

Localiza informações sobre artistas e imagens de obras de arte em 2.600 sites de arte.
http://www.artcyclopedia.com/

Europeana

Patrimônio cultural da Europa.
https://www.europeana.eu/pt

Flickr
Site de compartilhamento de fotos. Milhões de imagens, entre as quais é possível encontrar trabalhos de alta qualidade. A Biblioteca tem uma conta com alguns exemplos de imagens de seu acervo. Clique no Perfil e veja os Contatos da Biblioteca e os Grupos dos quais participamos. É uma forma de descobrir acervos interessantes dentro do Flickr.

http://www.flickr.com/

Flickr The Commons
Reúne arquivos de fotografia pública de todo o mundo.
https://www.flickr.com/commons

Gallica
Biblioteca digital da Biblioteca Nacional Francesa (BnF)

https://gallica.bnf.fr/

Instituto Moreira Salles
Portfólios de importantes fotógrafos como Marc Ferrez, Maureen Bisiliat, Hans Gunter Flieg e outros.
https://ims.com.br/acervos/fotografia/

Le Monde em Images
Coleções com finalidade educacional
http://monde.ccdmd.qc.ca/

Réunion des Musées Nationaux: Agence Photographique
Mais de 200.000 imagens de obras de arte dos museus franceses.

http://www.photo.rmn.fr/

Web Gallery of Art
Museu virtual de pintura e escultura européias do século 11 ao 19, com destaque para obras do Renascimento.

http://www.wga.hu/index1.html

Wikimedia Commons
Imagens de boa qualidade em acesso livre.
https://commons.wikimedia.org/wiki/Commons:Quality_images/pt

Bancos de imagens

ARTSTOR
Alguns conteúdos são de acesso aberto, outros exclusivos para assinantes. É possível acessar os conteúdos abertos pelo JSTOR, base de dados assinada pela USP. Embora os usuários USP não tenham acesso a todas as coleções, entrando pelo JSTOR é possível copiar imagens para seu espaço pessoal, exportar imagens para um arquivo em Power Point, fazer anotações pessoais, comparar imagens que salvou em suas pastas etc.
https://library.artstor.org/

Bridgeman Images
https://www.bridgemanimages.com/en-US/

Freepik
https://br.freepik.com/

Pixabay
https://pixabay.com/fr/

Stock Photos
https://www.stockvault.net/

Museus e bibliotecas

Hoje, a maioria dos museus e outras instituições que possuem grandes acervos de imagens têm seu acervo disponível na web de forma gratuita. Aqui indicamos alguns, mas, se você tiver interesse num assunto específico, localize o site de um bom museu da área e procure sua coleção digital.

Art Institute of Chicago
https://www.artic.edu/collection

British Museum
https://www.britishmuseum.org/collection

The Frick Collection
https://www.frick.org/art

Getty
https://www.getty.edu/art/

Harvard Art Museums

https://harvardartmuseums.org/collections

Lacma – Los Angeles County Museum of Art
LACMA Collections

Library of Congress
http://www.loc.gov/rr/print/catalog.html
Parte do acervo de 13 milhões de imagens da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.

Louvre
https://collections.louvre.fr/en/

National Gallery – London
https://www.nationalgallery.org.uk/paintings/search-the-collection

MoMA
https://www.moma.org/collection/

The Metropolitan Museum of Art
https://www.metmuseum.org/art/the-collection

Musée d’Orsay
https://www.musee-orsay.fr/fr/collections

New York Public Library Digital Gallery
http://digitalgallery.nypl.org/nypldigital/

Mais de 700.000 imagens digitalizadas do acervo da biblioteca pública de Nova York, incluindo iluminuras, mapas históricos, posters vintage, impressões raras, fotografias e mais.

Rijksmuseum Amsterdam
https://www.rijksmuseum.nl/nl/rijksstudio

Tate Modern
https://www.tate.org.uk/art/artists/a-z


Não era só mais uma revista paulista de cultura

17/10/2022

Uma revista paulista de cultura, criada por jovens desconhecidos egressos da então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, Clima circulou de 1941 a 1944, com certa regularidade no início e depois com alguma intermitência. Ao todo publicou 16 números, todos disponíveis impressos aqui na Biblioteca da ECA.

Nas páginas de Clima estrearam como críticos Antonio Candido na literatura, Paulo Emílio Salles Gomes no cinema, Decio de Almeida Prado no teatro, entre outros. De jovens desconhecidos conquistaram rapidamente o reconhecimento e convites para trabalhar na imprensa profissional paulista, essa é uma das razões da intermitência na publicação da revista após o primeiro ano.

Em depoimento a Heloisa Pontes, presente no livro Destinos mistos, Decio de Almeida Prado chama a atenção para o fato de que se tratava da estreia do grupo na crítica profissional:

“Mas ele [Lourival Gomes Machado] não escreveu nada antes do Clima, como eu também não escrevi nada sobre o teatro antes do Clima, como Antonio Candido não escreveu nada sobre literatura e nem o Paulo Emílio sobre cinema.”

Tinha seções fixas de crítica de literatura, cinema e teatro e também artes plásticas com Lourival Gomes Machado, música a cargo de Antonio Branco Lefèvre. Roberto Pinto Souza cuidava da seção de economia e direito, Marcelo Damy de Souza falava de ciência. A partir do número 11, de julho/agosto de 1942 passa a trazer gravuras de artistas como Claudio Abramo, Lívio Abramo, Oswaldo Goeldi e outros.

Gravuras de Livio Abramo para o nº 11, julho/agosto 1942

Todos os números da revista estão disponíveis em nossa Coleção especial de revistas antigas. No acervo digital da Biblioteca Brasiliana estão digitalizados os números de 1 a 7 e 13 a 16.


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