Critérios de seleção

11/05/2021

O acervo da Biblioteca da ECA destina-se a atender às necessidades dos cursos e linhas de pesquisa da Escola, mantendo um perfil consistente de biblioteca universitária especializada nas áreas de artes e comunicações. Os livros e outros materiais são comprados, principalmente, por indicações e pedidos da comunidade de usuários da ECA: professores, alunos e funcionários.

Livros / Books
foto: Claudio Arriens (Flickr)

Naturalmente, como em qualquer biblioteca, existem critérios para filtrar esses pedidos, já que o dinheiro não nasce em árvores e o espaço disponível para guardar o acervo não é feito de material elástico. Se alguém faz um pedido baseado apenas em seu desejo pessoal (“quero ler romances de ficção científica”) ou exagera na quantidade (“vou precisar de 250 livros do mesmo assunto para minha dissertação”), provavelmente não será atendido. As doações também são selecionadas de acordo com critérios semelhantes, estabelecidos pelos bibliotecários e aprovados pela comunidade – representada pela Comissão de Biblioteca. Nem tudo o que é pedido é comprado, nem todas as doações são aceitas. É assim que se faz para utilizar de forma racional os recursos disponíveis e construir um bom acervo.

Esses critérios precisam ser dinâmicos, porque as demandas dos cursos vão mudando, os conteúdos se atualizam, o mundo é redondo e dá voltas – ao contrário do que algumas pessoas que não frequentam bibliotecas imaginam. Periodicamente revisamos nossas políticas e analisamos o próprio acervo, para verificar se há materiais que podem ser descartados. Sim, bibliotecas descartam livros que perderam sua utilidade ou ficaram irremediavelmente desatualizados. Desbaste, é o bonito termo técnico que usamos para essa atividade importante – mas bem difícil de fazer.

Em nossa biblioteca, a primeira grande “revisão geral” que fizemos no acervo, com o objetivo de identificar itens que poderiam ser excluídos, aconteceu em 2002, como atividade do Grupo de Avaliação e Seleção de Acervo – GASA da Biblioteca da ECA. Esse grupo, criado no final do ano anterior com a finalidade geral de avaliar e estabelecer critérios para o desenvolvimento do acervo, tinha os seguintes objetivos específicos:

  • Avaliar e desbastar as coleções, visando o equilíbrio e consistência do acervo;
  • Avaliar e adequar os critérios já existentes para seleção e aquisição;
  • Definir novos parâmetros para a formação das coleções;
  • Avaliar e adequar o fluxo de encaminhamento dos materiais às Seções;
  • Promover melhor aproveitamento dos espaços destinados às coleções.

Formado por bibliotecários dos serviços de aquisição, tratamento da informação e atendimento ao público da Biblioteca, o GASA estabeleceu alguns parâmetros mínimos para nortear o trabalho, tais como: avaliar e descartar somente o material recebido em doação; indicar a compra de itens importantes que estivessem em estado de conservação ruim, para substituição; não descartar livros que fizeram parte de reserva didática de docentes da ECA, indicados por docentes ou adquiridos com recursos de reservas técnica dos bolsistas da FAPESP. Feito isso, todo o acervo foi percorrido e examinado cuidadosamente pelos bibliotecários, em pequenos grupos, uma vez por semana. Ao final de vários meses de trabalho, foram retirados do acervo livros que se enquadravam nos seguintes casos:

  • Assuntos não pertinentes ao acervo;
  • Obsolescência: assuntos desatualizados e sem importância para estudo histórico;
  • Nível muito básico;
  • Assuntos relevantes, mas com foco maior em outra área sem interesse;
  • Edições antigas, quando havia edições recentes e atualizadas no acervo;
  • Cópias xerox de obras no todo ou partes;
  • Obras danificadas e irrecuperáveis (que entraram para listas de compra, quando relevantes);
  • Relatórios de atividades, edições comemorativas e materiais promocionais de empresas diversas ou de outras Unidades da USP;
  • Obras em idiomas pouco acessíveis ao leitor brasileiro;
  • Apostilas de cursos de outras instituições;
  • Excesso de duplicatas de livros nunca retirados em dez anos;
  • Documentação pessoal;
  • Trabalhos não publicados;
  • Livros de literatura, poesia e ficção, que não sejam produção acadêmica;
  • Guias com informações de utilidade imediata, mas de caráter temporário.

Essa primeira atividade do GASA foi importante não apenas para liberar espaço nas estantes e melhorar o perfil geral do acervo, mas para estabelecer critérios para decisões futuras.

O GASA ainda se debruçou em outras tarefas, como a avaliação de materiais ainda não catalogados e as teses de outras instituições e o estudo de critérios para seleção das coleções de periódicos, catálogos de exposições de arte e outros. O Grupo encerrou suas atividades em novembro de 2011, devido à redução do quadro de funcionários da Biblioteca, mas deixou bases sólidas para a continuidade do trabalho de seleção de acervo.

Você tem alguma dúvida ou sugestão sobre esse assunto? Se quiser conversar, comente aqui ou mande um e-mail para nós (ecabiblioteca@usp.br).


Este post é um resumo do relatório completo sobre as atividades do GASA, elaborado pela bibliotecária Silvana Rodrigues Leite e outras colegas.


Nossas teses para vocês

03/05/2021

Numa escola de comunicação e artes vão sempre aparecer em nossas pesquisas assuntos como crítica musical, criação artística, composição musical, jornalismo, análise de discurso… mas artes e comunicação estão sempre acompanhando e se apropriando de avanços tecnológicos, também refletem preocupações do momento político do país, assim, assuntos emergentes ou urgentes, nem sempre novos, se impõem em nossas teses e dissertações: memes, YouTube, Instagram, relações de gênero, fake news, governos militares, identidade nacional, algoritmos etc. 

Na amostra abaixo, teses e dissertações para incentivar vocês a acessarem gratuitamente nossos trabalhos lá na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP.

O fenômeno das fake news é analisado por Marcia Pinheiro Ohlson que pesquisou “o uso da tecnologia blockchain para combatê-lo, tendo como base teórica a semiótica e o pragmatismo do filósofo norte-americano Charles S. Peirce.” Bloqueando as fake news: um estudo sobre o uso do blockchain no jornalismo a partir do pensamento de Charles S. Peirce.

O impacto e a apropriação da tecnologia pela arte aparecem nos trabalhos de Eli Borges Júnior e Mateus da Rocha Montanari. O primeiro “apresenta uma teoria sobre as possibilidades de transformação do estatuto da imagem e de seus modos de fruição a partir da hipertrofia das tecnologias de comunicação e informação digitais, tendo como foco um de seus elementos fundamentais: os algoritmos.” Teoria da forma algorítmica: entre uma estética e uma ética dos algoritmos: relações entre imagem, fruição e ação.

Já para Mateus da Rocha Montanari a arte “costuma se apropriar dos meios e linguagens de sua época e subvertê-los. Sendo assim, os artistas interessados nas linguagens eletrônicas e digitais têm um terreno fértil […] para pesquisa e produção neste cenário.” Por isso, lança o olhar também sobre os algoritmos. Paisagens algorítmicas: o uso de inteligência artificial para criação poética.

Com Memes na internet: uma análise da produção, dos usos e dos sentidos, Eduardo Corrêa de Godoy faz uso da netnografia e da semiótica para “compreender o meme e suas relações sob um olhar multidimensional.”

Transgeneridade, influenciadores digitais, YouTube… são assuntos para Laiara Alonso. Espaços antes negados nos meios de comunicação tradicionais vêm sendo conquistados por grupos minoritários num novo ecossistema comunicacional. A autora examina “quatro canais produzidos por youtubers transexuais e transgêneros”. Diversidade no YouTube: narrativas de gênero, identidade e sexualidade pela perspectiva de youtubers trans.

O momento político pelo qual passa o país obviamente faz o interesse de muita gente apontar para assuntos nem tão novos, como democracia, governos militares.

Gustavo Carbonaro Rodrigues reflete sobre como se enreda o discurso presidencial e a identidade nacional e os reflexos disso na construção de uma narrativa de país. A partir da análise dos discursos de presidentes da Nova República (1990-2020) conclui que o governo Bolsonaro tem “projeto de alteração do núcleo figurativo de nossa identidade coletiva para além do acordo proposto na Constituição de 1988”. Narrativas brasileiras: os presidentes e a identidade nacional na Nova República.

Quer acessar gratuitamente essas e muitas outras teses e dissertações da ECA? Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP.


Escrever sem plágio

26/04/2021

O plágio e a necessidade de identificá-lo sempre foram grandes preocupações no meio acadêmico. Muitos jovens estudantes já devem ter se deparado com o cenho franzido de um professor que pergunta:

Esse trecho aqui é seu mesmo ou tirou de algum lugar e esqueceu as aspas?

Perguntar sobre eventuais esquecimentos de aspas é, para quem não sabe, uma forma delicada de perguntar se o aluno não se apropriou indevidamente de texto alheio.

Atualmente, a tecnologia tem facilitado a tarefa de identificar textos copiados. Entre as ferramentas disponíveis, os softwares que detectam similaridades em textos tornaram-se ferramentas bastante conhecidas no ambiente universitário. Neste vídeo, o professor Marcelo Krokoscz indica quatro desses softwares, avaliados num estudo realizado por Tomáš Foltýnek e outros autores como os melhores disponíveis atualmente.

4. Unichek

3. Strike Plagiarism

2. PlagAware

  1. PlagScan

São softwares que podem ser utilizados por pesquisadores individuais, todos pagos, mas alguns também oferecem, de forma reduzida, serviços gratuitos. Existem outros de uso corporativo, como o Turnitin, também classificado entre os melhores, que a USP assina e oferece aos professores vinculados a programas de pós-graduação.

Muitos alunos se preocupam com a possibilidade de “plágio involuntário”. Como seria isso? Em geral, um autor pode incorrer em plágio sem a intenção clara de fazê-lo quando, por descuido, distração ou total desconhecimento das normas de citação, esquece de citar a fonte de um texto alheio que usou em seu trabalho, ou informa a fonte, mas não coloca aspas quando a citação é literal. Ainda assim, é plágio.

Como evitar? É simples: tomando cuidado, escrevendo com atenção e conhecendo as normas para citação de textos. É importante, por exemplo, fazer anotações e fichamentos de forma organizada, sem misturar trechos copiados de artigos e livros com suas próprias ideias e comentários. Usar aspas e cores diferentes nos textos copiados, colocar a paginação logo após o trecho são formas de fazer isso e evitar que, no momento da redação final, uma anotação de fichamento seja transferida para o trabalho com um trecho copiado de outro autor.

Além disso, é importante lembrar que podemos fazer uma paráfrase ou um resumo das ideias de outra pessoa e incorporá-la ao nosso texto, mas a citação da fonte continua sendo obrigatória.

Usar um software que detecta similaridades garante que um texto esteja livre de plágio? Não necessariamente, porque o plágio pode ter sido feito de forma que o algoritmo não consiga detectar. Mas um leitor atento poderá identificar o plágio que escapou ao exame do software.

Para evitar vexames e até problemas legais, o caminho é a ética, o cuidado, o rigor e o respeito às normas de citação. Neste blog, temos alguns post que podem ajudar.

Leia mais sobre o assunto plágio:

Ética na pesquisa científica: plágio involuntário e direito autoral

Abordagem do plágio nas três melhores universidades …

Textos na Revista Pesquisa FAPESP


Questões da pandemia

07/04/2021

Campus vazio. Foto: Marina Macambyra

Quem entrou na USP nesses tempos de pandemia, com aulas remotas e campus fechado – inclusive as bibliotecas – deve estar com muitas dúvidas. Vamos tentar responder a algumas delas.

Quando a Biblioteca da ECA vai reabrir?

Ainda não sabemos. Provavelmente, só quando houver condições de segurança para realização de atividades no local, tanto para o público quanto para a equipe de funcionários.

Todas as bibliotecas da USP estão fechadas?

Sim, até onde sabemos. Na atual fase de restrição máxima, todas as bibliotecas suspenderam atividades presenciais. O acesso aos campi está sendo controlado de forma rigorosa.

Não dá para abrir uma exceção?

Lamentamos, mas não é possível abrir exceções. Todos os funcionários estão trabalhando em suas casas, sem acesso ao acervo e instalações da Biblioteca. Não podemos expor nossa equipe ao contágio. Sabemos que há situações em que nada pode substituir o acesso ao livro impresso, principalmente para quem está terminando sua tese ou trabalho de conclusão de curso, mas estamos vivendo a excepcionalidade de uma pandemia. Nossas vidas correm risco.

Existe acervo disponível online?

Sim, a USP coloca à disposição dos alunos e professores um excelente acervo de recursos online. Temos revistas eletrônicas, bases de dados, e-books, teses etc. Alguns são de acesso aberto, outros são assinados pela Universidade e restritos à comunidade USP. Dá para ler jornais pelo PressReader e acessar e-books em português pelas plataformas Biblioteca Virtual Pearson e Minha Biblioteca. Consultem a página Recursos Online do site da Biblioteca da ECA para mais informações.

E se eu precisar de ajuda?

Estamos atendendo de forma remota. Temos treinamentos online para acesso e uso de fontes de informação, normalização, gerenciadores de referências, ORCID e currículo Lattes. É só marcar por este formulário em nosso site. E continuamos respondendo às suas dúvidas pelo e-mail ecabiblioteca@usp.br, pelos nossos perfis nas mídias sociais e aqui mesmo, pelos comentários neste blog. Não se acanhem, estamos com saudades de vocês!

É possível digitalizar material?

No momento, não, porque estamos sem acesso ao acervo. Assim que for possível, tentaremos implantar um serviço de digitalização a pedidos. Mas, lembrem-se: só podemos digitalizar artigos de periódicos, capítulos de livros e teses, devidos às restrições da legislação sobre direitos autorais.

O que é o VPN da USP?

É uma rede virtual privada (Virtual Private Network) da comunidade USP, pela qual é possível acessar todos os recursos que a Universidade assina: revistas eletrônicas, bases de dados, plataformas de e-books etc. Você precisa instalar o programa em seu computador e fazer uma configuração simples, usando seu número USP e senha única. Veja aqui as instruções.

O catálogo da biblioteca está online?

Sim, o Dédalus, catálogo das bibliotecas da USP, está na internet. E dá até para acessar texto completo das teses, dissertações e TCCs mais recentes. Pelo Portal de Busca Integrada podemos localizar, além do mesmo conteúdo do Dédalus, muito material online, principalmente artigos de revistas acadêmicas internacionais. No site da Biblioteca da ECA temos links para nossos catálogos de Filmes, Gravações e Partituras. Outra opção: o aplicativo Bibliotecas USP, disponível para IOS e Android. Mas, atenção: embora os registros dos catálogos estejam disponíveis em acesso aberto, a conexão pela VPN será necessária para abrir recursos assinados pela USP.

Seremos avisados quando a biblioteca reabrir?

Essa informação e qualquer outra novidade importante será divulgada em nosso site, nas Notícias (imagens que rodam na página inicial) e na seção de Comunicados. E não deixem de acompanhar nossa página no Facebook e perfis no Twitter e Instagram. Estamos sempre divulgando serviços, novidades, lançamento de publicações de nossos professores, festivais de filmes para assistir de graça, bases de dados de acesso aberto, tutoriais para aprender a usar os recursos disponíveis etc. Sigam também este blog e nosso canal no Youtube. Para quem não tem paciência para nada disso, sugerimos assinar nosso boletim mensal Acontece na Biblioteca, pelo qual divulgamos as informações mais importantes.


A Biblioteca Universitária de Campos dos Goytacazes: uma biblioteca na universidade pública brasileira

22/03/2021

Tese

Autor: Thulio Pereira Dias Gomes
Orientador: Marco Antonio de Almeida
Programa de pós-graduação: PPGCI
Data de publicação: 2020


Propósito, relevância e resultados


A universidade pública brasileira vive um momento conturbado de sua história no início do século XXI. Ou talvez seja razoável dizer que a universidade nunca tenha vivido um momento de estabilidade no Brasil, porque mesmo os momentos mais prósperos foram marcados por grandes desafios. Atualmente, as universidades federais vivem os efeitos das políticas públicas de educação superior das últimas décadas que propõem ao presente o desafio de estruturação após expansão. A universidade ampliou a oferta de vagas e de cursos e a presença no território brasileiro. Após esse momento de expansão, a universidade sofre o enxugamento de verbas públicas e é questionada pela sociedade quanto à sua finalidade e ao seu papel.

Nesse contexto, a pesquisa apresenta a Universidade Federal Fluminense em Campos dos Goytacazes a partir dos documentos armazenados na biblioteca universitária. O estudo de caso apresenta situações em que a biblioteca, o bibliotecário e a biblioteconomia contribuíram para que a universidade alcance seus objetivos institucionais. Para isso, a pesquisa aplica técnicas de mediação de documentos produzidos pela própria comunidade acadêmica. O estudo conta a experiências de professores, técnicos e estudantes com os documentos produzidos pela universidades e sugere que esse trato documental favorece a relação com a instituição. Vale observar que uma experiência da bibliotecária Lilian Viana, da ECA, foi um dos referenciais metodológicos para a experiência de mediação apresentada.

Salão de leitura da BUCG/UFF. Foto: Thulio Gomes


O estudo, apoiado na biblioteconomia crítica, apresenta uma análise de um caso de uma biblioteca no contexto das transformações recentes das universidades federais brasileiras. A universidade vive um momento em que deve perseguir a indagação sobre seu papel e relevância para o presente. A tese contribui para a inserção da biblioteca universitária, da biblioteconomia e do bibliotecário nesse urgente debate.


Link para trabalho na biblioteca digital:
https://doi.org/10.11606/T.27.2020.tde-02032021-164317
E-mail: thuliogomes@gmail.com

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Esquema de metadados para descrição de obras de arte em museus brasileiros

15/03/2021

Tese

Autora: Camila Aparecida da Silva
Título: Esquema de metadados para descrição de obras de arte em museus brasileiros: uma proposta
Orientadora: Marilda Lopes Ginez de Lara
Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação
Defesa: 2020

Propósito, relevância e resultados:

Situado na linha de pesquisa “Organização da Informação e do Conhecimento”, área de concentração “Cultura e Informação”, do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI), este trabalho teve como objetivo propor um esquema básico de metadados para representar informações de obras de arte presentes em museus brasileiros. A aplicação de metadados possibilita otimizar o acesso e a recuperação informacional de objetos em uma coleção por meio da padronização de registros.

A partir da análise dos dados brutos de 2010 do Cadastro Nacional de Museus (CNM) do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), identificamos que parte significativa dos museus brasileiros com coleções de Artes Visuais não realiza registro de seus bens culturais. Além disso, o CNM não mapeou as diretrizes, princípios e metodologias utilizadas pelos museus do Brasil para a catalogação de seus acervos, apenas indicou os instrumentos de registro utilizados. Partimos, portanto, do pressuposto de que os museus com coleções de arte carecem de recursos metodológicos para o registro informacional de suas coleções, seja por desconhecimento ou por dificuldades (financeiras, de tempo, capacitação, recursos materiais) para implementá-los.

O desenho do esquema de metadados foi elaborado com base em três recomendações atualizadas e reconhecidas pela comunidade internacional, sendo elas, as Categories for the Description of Works of Art (CDWA) do Getty Research Institute, as diretrizes do Comitê Internacional para Documentação do Conselho Internacional de Museus (CIDOC ICOM) e a diretriz nomeada Standard Procedures for Collections Recording Used in Museums (SPECTRUM) da Collections Trust. Os conceitos de crosswalk e mapeamento, a literatura de Terminologia e a norma International Organization for Standardization (ISO) 25964-1/2: Information and documentation – thesauri and interoperability with other vocabularies serviram como apoio para o cotejo e a seleção dos elementos das diretrizes mencionadas considerados como básicos para a representação descritiva de objetos em uma coleção.

O esquema de metadados proposto foi testado em um conjunto diversificado de obras de arte localizadas em diferentes museus do país. A partir dessa amostra foi possível validar a aplicabilidade dos metadados para a descrição mínima de um objeto museológico de arte, bem como verificar a facilidade de sua implantação e a flexibilidade de sua estrutura, que possibilita a inserção de mais elementos descritivos de acordo com a necessidade de cada instituição e com as particularidades de seus bens culturais. Buscou-se, assim, contribuir para a promoção de boas práticas documentárias no Brasil e para a reflexão teórica no campo da documentação em museus por meio do diálogo entre as áreas do conhecimento da Ciência da Informação e da Museologia.

Motivação

Camila explica o que a levou a se interessar pelo tema:

Após concluir a graduação em Ciência da Informação e Documentação, eu queria muito trabalhar com acervo de artes. A pesquisa sobre o acervo do MAC USP que desenvolvi durante o mestrado em Museologia, sob a orientação da Profa. Ana Magalhães, me direcionou para a área de documentação em museus. Na ocasião, aprendi sobre as diretrizes internacionais para o setor museológico e sobre o desenvolvimento dos registros das obras do museu, incluindo a criação da Seção de Catalogação. No mesmo período, as versões em português das recomendações SPECTRUM e CIDOC ICOM foram publicadas. Enquanto no mestrado a pesquisa se concentrou em um estudo de caso, no doutorado estudei as especificidades das coleções de arte dos museus brasileiros e, sob a supervisão da Profa. Marilda Lara, pude propor um recurso metodológico para a sistematização de registros para obras de arte.

Link para trabalho na biblioteca digital:
https://doi.org/10.11606/T.27.2020.tde-01032021-162722
E-mail da autora: camila.ap@alumni.usp.br

 

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Publique e pereça

08/03/2021

Revistas predatórias, de novo! Já falamos delas aqui, mas o assunto tem se imposto ultimamente. Relatos de pesquisadores recebendo convite para submeter como artigo um trabalho qualquer apresentado anos atrás num evento científico, cobrança de taxa, insistência no e-mail caso a pessoa ignore, aprovação para publicação bem mais rápida do que costuma ser… tudo isso são indícios fortes de se tratar de uma revista predatória.

Elas surgem se aproveitando de algumas características do movimento de acesso aberto e dos sistemas de avaliação de autores baseados em número de publicações. São normalmente publicações internacionais que têm como critério de aceitação de artigos o valor pago pelos autores apenas.

A ameaça das revistas predatórias não irá desaparecer enquanto usarmos número de publicações como critério de qualidade acadêmica. A cultura do publique-ou-pereça e a dificuldade em identificar publicações ilegítimas criam a tempestade perfeita.

Estudo de 2018 desenvolvido por pesquisadores da UFRGS citado neste texto da Revista Pesquisa Fapesp aponta que a presença dessas revistas na comunidade científica brasileira é pequena, mas o dado preocupante é a presença dessas revistas no sistema Qualis da Capes. Outros estudos detectaram a presença delas em serviços ligados às grandes editoras acadêmicas como Scopus e ResearcherID, ou no Doaj.

Ganham dinheiro explorando a inexperiência de alguns, e a má-fé de outros.

De um lado, há pesquisadores mal informados, em geral em início de carreira, que são atraídos pela facilidade em publicar nesses títulos, sem necessariamente se dar conta de que suas práticas são antiéticas. De outro, há os mal-intencionados, que conhecem a natureza desses periódicos e buscam inflar artificialmente sua produção acadêmica, frequentemente para obter promoções na carreira.

O que foi dito acima pode dar a entender que é uma tarefa fácil separar revistas predatórias das sérias. Mas não é bem assim, tanto é que já há empresas cobrando para quem queira ter acesso a uma lista de revistas predatórias. Ou recursos como Think. Check. Submit., que busca ajudar a identificar revistas e editoras confiáveis. Entre os serviços gratuitos, existe a famosa lista do bibliotecário estadunidense Jeffrey Beall, que cunhou o termo ‘predatory journals’. Beall usou mais de 60 critérios para classificar tais publicações; também há uma lista Yale University Libray, ajudam para quem busca um título específico na lista, mas fica difícil avaliar mais de 60 critérios.

Este artigo tentou deixar a tarefa menos inglória, reduzindo a 13 os critérios a se considerar, de modo que pudessem ser usados por pesquisadores e universidades, entre as características apontadas: erros gramaticais e de ortografia são comuns nos sites, imagens usadas são normalmente de baixa qualidade e distorcidas, usam e-mails como @gmail, @yahoo e não e-mails institucionais, prometem publicação rápida, depois da submissão etc.

Além de usar os critérios acima, outras dicas para evitar esse tipo de publicação seriam:

  • buscar pelo título em bases de dados consolidadas (Web of Science, Scopus, Doaj etc.)
  • buscar em listas de títulos suspeitos
  • recursos como Think. Check. Submit
  • E claro, peça ajuda `a sua biblioteca

 

O título deste post foi inspirado nesse aqui; os trechos citados vieram daqui e daqui

Wikipédia, biblioteca e universidade

01/03/2021

A Biblioteca da ECA, em parceria com a biblioteca do IME, entrou no terreno da edição de verbetes na Wikipédia.

No segundo semestre de 2020 demos o primeiro passo para levar a Wikipédia para os cursos de graduação, por meio de uma parceria com a disciplina Infoeducação: teoria e prática, ministrada no CBD/ECA/USP. A partir de diálogos com a docente da disciplina, ficou decidido que os estudantes interessados iriam participar de oficina de edição na Wikipédia e que o trabalho final da disciplina seria um verbete a ser criado, editado ou traduzido. As bibliotecárias prestaram todo o suporte técnico aos estudantes, cabendo à docente o suporte para a criação dos conteúdos informacionais.

A partir dessa ação, a Infoeducação, conceito que inclusive nomeia a disciplina do curso de Biblioteconomia da ECA/USP, passou a ter um verbete na Wikipédia.
A Decolonialidade, tema que vem sendo bastante empregado por pesquisadores, ainda era inexistente na Wikipédia lusófona e foi a partir de nossa Oficina que um estudante criou seu verbete, utilizando o recurso de tradução.

A Wikipédia figura na 13 posição numa lista dos 20 sites mais acessados pelos brasileiros em 2020, num ranking que inclui até e-commerces! Para nós, essa grande quantidade de acessos numa ferramenta gratuita, aberta e colaborativa indica a importância de que a comunidade acadêmica faça uso dela, contribuindo para sua melhoria.

Pretendemos que esse seja o primeiro passo de um caminho em que possamos contribuir para que a universidade esteja presente também nesse circuito com a criação e disponibilização de informações de qualidade, confiáveis, referenciadas e de acesso aberto e gratuito.

Quer saber mais sobre o assunto? Participe do evento Ferramentas da Wikimedia nas Bibliotecas e Potenciais de Uso, cujo objetivo é explorar possibilidades das aplicações Wikimedia no contexto das bibliotecas.  

Programação:

 
14h – Apresentação do Projeto GLAM Bibliotecas USP, Stela Madruga (bibliotecária no IME-USP)
14h20 As mídias no ecossistema digital colaborativo, João Peschanski (coordenador WMB, professor na Faculdade Cásper Líbero, pesquisador associado do CEPID NeuroMat/FAPESP)
14h45 – Dados abertos estruturados e conectados, José Eduardo Santarém Segundo (professor vinculado à USP e à UNESP)
15h10 – Implementação de projetos GLAM/Wikimedia em Portugal: estado de arte, Miguel Mimoso Correia (bibliotecário na BN de Portugal)
 
Transmissão – Canal do Youtube BibliotecadaECA
10 de março, às 14 horas
Não é necessário inscrição prévia
Página do evento:  https://meta.wikimedia.org/…/WikimediaNasBibliotecas

 


As teses estão voltando

23/02/2021

[editado em 16.03.21]

Devido aos problemas e restrições causados pela pandemia, a secretaria de pós-graduação da ECA não estava conseguindo nos enviar as dissertações e teses defendidas em 2020 e final de 2019. Mas agora, finalmente, voltamos a receber os arquivos. 

O primeiro lote já está disponível para download na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP e no Dédalus. Em breve receberemos outras remessas.  Os trabalhos já disponíveis são esses:

Alexandre Gomes do Nascimento. Realismo cinematográfico: a poética de Walter Carvalho na minissérie ‘Justiça’ –  25/10/2019

Alexandre Nakahara.  Brasileiros no cinema japonês: Espaço, Realismo e Utopia –  25/10/2019

Ana Flávia Marques da Silva. A redação virtual e as rotinas produtivas nos novos arranjos econômicos alternativos às corporações de mídia  – 01/11/2019

André Caetano de Sá e Benevides Inoue. Fotojornalismo, redes sociais e plataformas digitais: a #grevegeral de 2017 no Twitter  – 11/12/2019

Caio Richard de Araújo Macêdo Alexandre. O corpo encantado na performance cerimonial Pankararu –  13/11/2019

Carina Seles dos Santos. Comunicação integrada de pequenas editoras da cidade de São Paulo –  13/12/2019

Ciro Paulo Viscondi Canellas.  Análise de oito dos estudos para violão de Villa-Lobos – 07/03/2020

Elena Guerra Altheman.  A construção do universo ficcional e a Serialidade Sutil em Hora de Aventura –  31/10/2019

Fernanda de Alcântara Pestana Bazan. As transformações de uma década pelos traços de André Dahmer: comunicação, relações sociais e tecnologias digitais nos quadrinhos dos anos  – 10 02/12/2019

Igor Alexandre Martins. Produção de imagens na perfomance do êxtase: zonas limiares entre o sagrado e o profano, à mestiçagem antropófaga do Teat(r)o Oficina –  08/11/2019

Ísis Biazioli de Oliveira. A modernidade da Sinfonia Fausto de Franz Liszt: uma abordagem estético-analítica  – 01/11/2019

Luciana Eastwood Romagnolli. Dramaturgias conviviais: formas para experiências do comum  – 09/12/2019

Mariana Ramos Crivelente.  Métodos e técnicas bibliométricas de análise de produção científica: um estudo crítico  – 17/12/2019

Mauricio Ianes de Moraes. SituAções  – 20/12/2019

Natalia Belasalma de Oliveira. O Brasil em pedaços: aspectos do cinema de Arthur Omar – 12/11/2019

Priscilla Carbone.  O corpo esgotado: um estudo crítico sobre práticas de ensino corporal na formação do ator –  09/12/2019

Raquel Zaccolo Magalhães.  Vendo imagens, olhando recortes  – 16/01/2020

Segundo lote (já cadastrado na BDTD, em fase de catalogação no Dédalus):


André Lopes Martins.  Do Máquinas híbridas de performance: novas formas de instrumenticidade em práticas musicais experimentais – 14/02/2020

Carla Severiano de Carvalho. A representação do Brasil na Espanha: usando a Grounded Theory para a compreensão dos processos de estereotipia de países pelo jornalismo internacional – 29/01/2020

Celio Franceschet. Mumblecore: sintaxe de um cinema de acidentes – 20/02/2020

Ceres Marisa Silva dos Santos.  A comunicação afrodiaspórico decolonial de mulheres negras brasileiras de quatro coletivos nas redes digitais – 10/03/2020

Daniel Torres Guinezi.  Mensurando interações: modelos de rede e aplicações à pesquisa em comunicação – 23/03/2020

Douglas Vinicius Galan.  Cyber roças: registros e realizações audiovisuais sobre agricultura urbana em contextos geográficos metropolitanos, mediáticos e tecnológicos – 27/03/2020

Edilane Carvalho Teles. Entre o dizer e o fazer com as mídias e tecnologias na formação inicial do pedagogo – 13/03/2020

Eli Borges Júnior. Teoria da forma Algoritmica: entre uma estética dos algorítmos: relações entre imagem, fruição e ação – 04/03/2020

Elis Rejane Santana da Silva. Os segredos de Orunmilá.com: os búzios como techné nas mediações culturais em terreiros e em sites – 12/03/2020

Francis Wilker de Carvalho.  Encenação-paisagem: Uma cena que reivindica o mundo a céu aberto – 06/04/2020

Isadora dos Santos Garrido Steimer. Curadoria e Crítica  – 31/01/2020

Ismar André Smith Rachmann.  A energia no trabalho do ator: dos Chakras à criação cênica  – 11/02/2020

Leonardo Nones Santos.  Arte na era da condição pós-meio: Estudo e tradução de Rosalind Krauss  – 14/11/2019

Luciana Aparecida de Lima Castilho. A contribuição da Ciência da Informação para a preservação de fotografias digitais: uma análise da produção científica recente –
06/01/2020

Luciana de Almeida Guimarães. Animalidade na mundana companhia: vestígios de uma experiência no espetáculo O idiota – uma novela teatral – 14/01/2020

Marcia Pinheiro Ohlson. Bloqueando as fake news: um estudo sobre o uso do blockchain no jornalismo a partir do pensamento de Charles S. Peirce – 11/02/2020

Márcio Santos Lima. Desenhar é preciso? O ensino de Desenho como grande área de conhecimento para a formação integral nos Institutos Federais – 12/03/2020

Marcos Tadeu do Amaral. Cartografia cenográfica: sessenta anos da cenografia teatral de Cyro Del Nero –  27/09/2019

Maria Ceccato. Material Fatzer: três experimentos com a peça impossível – 12/03/2020

Maria Fernanda Riscali de Lima Moraes. Do O cinema do diretor de fotografia: traços estilísticos em Wallter Carvalho – 31/03/2020

Mariá Guedes Pereira.  As personagens cômicas de gênero feminino na obra de Luís Alberto de Abreu  – 29/10/2019

Mario Alves dos Santos Junior.  O resgate da oralidade na cultura e nos meios de comunicação auditivos no contemporâneo – 05/03/2020

Lembramos aos autores que podemos fazer uma divulgação especial de seu trabalho aqui neste blog e em nossos perfis nas mídias sociais. Basta nos enviar as informações por este formulário, ou entrar em contato conosco pelo e-mail da Biblioteca. Vamos lá, pessoal?

[Atualização]

O terceiro e quarto lotes,  enviados na primeira quinzena de março, já estão cadastrados na BDTD e no Dédalus, com exceção de dois trabalhos cujos arquivos apresentaram problemas. Todas as teses e dissertações defendidas na ECA em 2019 e 2020 estão disponíveis para consulta.

 


O que fazer sem sua base de dados predileta?

08/02/2021

[atualizado em 12.02.21]

Recentemente fomos surpreendidos com a notícia de que o Portal CAPES não renovou a assinatura das bases da Proquest. Isso quer dizer que, sem aviso prévio, perdemos o acesso a duas bases de dados muito usadas pelos pesquisadores da ECA:  Library & Information Science Abstracts (LISA) e Education Resources Information Center – ERIC.

É importante que a comunidade acadêmica se organize para tentar reverter essa decisão, que pode prejudicar diversas pesquisas em andamento. Mas, o que fazer enquanto isso? É o que vamos explicar agora.

A base LISA é a fonte mais completa para a área de Biblioteconomia e Ciências da Informação, porque indexa a maior quantidade de revistas da área, com o maior tempo de cobertura. É a base de dados que os professores da área mais conhecem e indicam para os alunos, e perdê-la é um problema sério. Mas, felizmente, existem alternativas. As bases Information Science & Technology Abstracts (ISTA)Library, Information Science & Technology Abstracts with Full Text, ambas  da empresa EBSCO, também são boas fontes de informação especializada na área. Ambas podem ser acessadas pela página de bases de dados da AGUIA (Agencia USP de Gestão da Informação Acadêmica).

A Scopus e Web of Science, bases de dados multidisplinares, também devem ser consultadas. A primeira tem a reputação de ser a maior para a área de humanidades, mas é importante que o pesquisador consulte as duas e verifique qual dá os melhores resultados. Acessem pelo link da página da AGUIA.

O próprio Portal CAPES deve ser explorado em busca de outras fontes. Buscando – por exemplo – por “information science” como assunto no Portal, recuperamos mais de 170.000 resultados, mesmo excluindo a LISA do total. E usando o filtro Coleção, conseguimos descobrir quais bases trazem o melhor resultado para esse assunto. 

Para a área de educação, bastante pesquisada pelo pessoal do nosso curso de Educomunicação, não temos acesso a nenhuma outra base especializada. Vale a mesma orientação de buscar nas bases multidisplinares e no Portal CAPES. 

Dica importante para quem já havia feito o levantamento da LISA ou na ERIC, mas não baixou o PDF dos artigos: verifique se as revistas estão disponíveis em outras fontes. Para descobrir isso, basta acessar a lista de revistas eletrônicas da AGUIA e procurar pelo título da revista.  O sistema vai informar onde está disponível o título e em qual período. Algumas revistas estão em acesso livre, total ou parcial. Vejam o exemplo da revista Cataloging & Classification Quarterly:

Vejam também este vídeo, que explica esse procedimento para localizar revistas.

E não se esqueçam de entrar em contato conosco sempre que precisarem localizar fontes de informação, revistas, artigos etc. Mandem e-mail para ecabiblioteca@usp.br. Responderemos rapidamente.

Todos as bases citadas neste post são assinaturas pagas. Necessitam, portanto, de conexão à rede VPN da USP para acesso remoto.


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