“E o tal do mundo não se acabou”

20/02/2017

Já que o mundo não acabou, por enquanto, conforme anunciado, que tal aproveitar o tempo a mais que ganhamos para ver alguns filmes e ler alguns livros, que, se não falam de fim de mundo, tampouco oferecem uma visão otimista.

Distopias, antiutopias, situações de desespero, privação, visões pessimistas das tendências da sociedade atual.

Todos os livros e filmes citados fazem parte de nosso acervo.

A miséria do mundo

Sob a direção de Pierre Bourdieu, uma equipe de sociólogos dedicou-se durante três anos a compreender as condições de produção das formas contemporâneas da miséria social. O conjunto habitacional, a escola, o subproletariado, o universo dos funcionários, o dos camponeses e dos artesãos, a família, etc., tantos espaços onde se desenrolam conflitos especifícos, onde se afirma um sofrimento cuja verdade é dita, aqui, pelos que a vivem.

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Localização: 301.440944 M678

A Sociedade do espetáculo

Guy Debord estava certo: nunca a tirania das imagens e a submissão alienante ao império da mídia foram tão fortes como agora. Nunca os profissionais do espetáculo tiveram tanto poder: invadiram todas as fronteiras e conquistaram todos os domínios […], passando a organizar de forma consciente e sistemática o império da passividade moderna.

sociedade-do-espetaculo

Localização: 301.16 D287s

Ira e tempo

Uma característica inconfundível do pensamento e da escrita de Peter Sloterdijk é a inserção de questões de atualidade numa perspectiva de longa duração história. Assim ele concebe de forma original a atual condição humana, põe em evidência fundamentos inauditos e tece conexões inesperadas. Ele estabelece, nesta obra tão intelectualmente irreverente, a ira como um fator político-psicológico que move os acontecimentos desde o início da civilização até nossos tempos tão marcados por exacerbações políticas e exaltações terroristas – a ira como motor de processos históricos.

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Localização: 193 S634i

24/7 Capitalismo tardio e os fins do sono

A imensa parte de nossas vidas que passamos dormindo, libertos de um atoleiro de carências simuladas, subsiste como uma das grandes afrontas humanas à voracidade do capitalismo.’ Com frases assim, Jonathan Crary traça um dos panoramas mais agudos da sociedade em que vivemos.

capitalismo-tardio

Localização: 301.2 C893r

Metropolis

Metropolis se passa em 2026, a população está dividida em duas classes: a elite dominante e a classe operária, que vive num mundo subterrâneo, escravizada pelas monstruosas máquinas que fazem funcionar a todo vapor a cidade.

metropolis

Localização: VC0591; DVD0207; DVD0911

Dogville

Durante a Grande Depressão nos Estados Unidos, Grace está fugindo de um bando de gângsteres liderado por seu pai. Ela pede abrigo na pequena e isolada Dogville, cujos moradores a escondem em troca de pequenos serviços. Os bandidos intensificam a busca e os moradores começam a cobrar cada vez mais caro pela proteção, reduzindo Grace à condição de escrava. Decepcionada, Grace vai, eventualmente, reatar com o pai e fazer Dogville pagar caro pelos abusos.

dogville

Localização: DVD2342

Brazil, o filme

Brazil é uma visão estilo pesadelo surrealista de um futuro ‘perfeito’ onde a tecnologia reina suprema. Todos são monitorados por uma agência governamental secreta que proíbe que o amor interfira com a eficiência.

brazil-o-filme

Localização: VC1361; VC1768; DVD1200

Blade runner

No ano de 2020, numa Los Angeles superpovoada, ex-policial é obrigado a descobrir e eliminar replicantes (cópias idênticas de seres humanos) que voltam à Terra para exigir vida mais longa a seu criador.

Localização: VC1006; DVD0008; DVD1224

Alphaville

Um agente secreto disfarçado de jornalista chega à cidade futurista de Alphaville com a missão de encontrar um colega de profissão e investigar os misteriosos desaparecimentos de outros agentes. Ele passa a analisar o domínio exercido pelo supercomputador Alpha 60 que controla todas as atividades e mantém a população do local inteiramente sob seu comando. As pessoas agem como zumbis, identificadas apenas por números, e têm como valores máximos, a coerência de raciocínio e a eficiência. Os poetas são renegados e as pessoas com qualquer demonstração de emoção são executadas.

alphaville

Localização: DVD0358; DVD3254

Tempos modernos

Enlouquecido pela mecanização da linha de montagem, o operário Carlitos é demitido e vai parar num hospício. Quando sai, em plena Depressão americana, não consegue mais emprego.

tempos-modernos

Localização: VC0878; VC1593; DVD0086

Os resumos e trechos vieram dos encartes, capas e orelhas das obras citadas.


Quem somos nós, parte 2: os que você não vê

13/02/2017

Dando continuidade às nossas explicações do post Quem somos nós?, agora vamos falar daqueles funcionários que você quase não vê, porque não trabalham na linha de frente da Biblioteca.

Você pode não vê-los, mas está vendo o resultado do trabalho deles nas nossas estantes e arquivos. É o pessoal que trabalha nas funções que chamamos de Aquisição, Tratamento da Informação e Conservação, desempenhadas por bibliotecários e técnicos, esses últimos orientados pelos primeiros.

O pessoal da Aquisição

São eles que recebem, organizam, selecionam e encaminham para compra os materiais que os usuários indicam neste formulário. É um trabalho complexo, porque envolve gasto de dinheiro público e diversos tipos de documentos oficiais.

Esse mesmo pessoal seleciona as doações que a Biblioteca recebe: verificam se já temos ou não, se precisamos de mais exemplares, avaliam o estado de conservação e a pertinência do material para o acervo.

Equipe: Silvana (bibliotecária), Sidney e Andréa.

Andrea, Silvana, Sidnei

Andrea, Silvana, Sidnei

O pessoal do Tratamento da informação

Os livros, DVDs, CDs, partituras e outros itens do acervo, depois de recebidos e selecionados, não vão diretamente para as estantes. Antes disso eles passam pela equipe que faz as tarefas necessárias para que todos consigam localizar o que precisam nos catálogos:

Catalogação: inserir no Dédalus todos os dados que identificam o material, como autor, título, data, editora etc.

Classificação: identificar o assunto principal dos livros e associá-los a um número da tabela de Classificação Decimal de Dewey, para que sejam organizados nas estantes junto aos demais do mesmo assunto.

Indexação: analisar todo o material, inclusive os filmes, discos e partituras, para extrair os conceitos pelas quais será feita a busca no Dédalus (assunto e gênero, basicamente). Os termos que expressam esses conceitos devem ser padronizados e para isso usamos o Vocabulário Controlado da USP.

E mais: upload das teses e dissertações na Biblioteca Digital, elaboração de ficha catalográfica e pedido de ISBN para publicações da ECA, manutenção da página de Publicações no site da Escola,  cadastramento da produção acadêmica.

Equipe: Sarah, Alessandra, Samanta (metade) – bibliotecárias.  Andréia, Joaquim, Eduardo, Marcelo (metade) – técnicos. Alguns funcionários precisam dividir seu tempo em mais de uma função!

Alessandra, Sarah, Samanta e Marcelo

Alessandra, Sarah, Samanta e Marcelo

O pessoal da Conservação

Temos em nossa biblioteca uma oficina que faz encadernação, conservação e pequenos reparos em materiais impressos.

A capa soltou? O pessoal da oficina conserta ou coloca outra. A página rasgou? Eles recuperam aplicando papel japonês. O pobre do livro está todo desmontado, com folhas soltas e capa destruída? Se precisar eles encadernam e deixam bonitinho novamente. O livro (ou a revista) está sujo? Eles fazem a higienização, que é um processo mais especializado do que uma simples limpeza. E também cuidam da preservação dos registros de áudio e vídeo.

Equipe: Samanta (a outra metade), Robson, Rosa e Elisabete.

Rosa

Rosa

A chefe

Alguém que não pode faltar: Cecília Moraes Silva, nossa chefe, a que coordena todos os serviços e supervisiona as funcionárias que supervisionam os demais. VIP.

Os contatos

Se vocês precisarem conversar com algum desses funcionários, os endereços de e-mail e números de telefone de toda a equipe da Biblioteca estão em nosso site:

http://www3.eca.usp.br/contato/biblioteca

 


10 filmes brasileiros sobre vingança para assistir aqui na Biblioteca da ECA

06/02/2017

ou levar pra casa.

1. Abril despedaçado

Direção de Walter Salles Jr.

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Seguindo uma tradição do sertão nordestino na briga por terras, pai impele filho a matar membro da família rival, vingando assim, a morte de seu irmão mais velho. Cumprida a missão, o rapaz vive na expectativa da vingança inevitável. Seu irmão mais novo apresenta-o a uma dupla de artistas de circo e o leva a questionar a tradição da vingança.

2. A herança

Direção de Ozualdo Candeias

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Centro-Sul brasileiro, início do século 20. Omeleto, rapaz filho de senhores do sertão, vai para a Capital com o objetivo de estudar e fazer-se doutor. O pai morre e ele volta antes do esperado, encontrando a mãe casada com o irmão do pai. O falecido volta do além e conta para o filho que foi assassinado. O rapaz promete vingança, a fim de que a alma do pai possa descansar em paz. Resumo extraído do catálogo da mostra Ozualdo R. Candeias – 80 anos.

3. Árido movie

Direção de Lirio Ferreira

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Jonas, desgarrado da família desde pequeno, é apresentador da previsão do tempo em um canal de TV em São Paulo. O inesperado assassinato do pai obriga-o a fazer uma jornada de retorno às suas origens, no sertão nordestino. Ele desconhece o verdadeiro motivo de sua volta, solicitada pela avó, que o escolhe para vingar a morte do pai e lavar a honra da família. Ao chegar à cidade Natal, Jonas encontra um clima de vingança pairando no ar. O enterro do seu pai é carregado de emoções dúbias. É aí que Jonas descobre seu infortúnio: o peso de ser o herdeiro de uma realidade que julgava não ser mais a sua.

4. Quase nada

Direção de Sergio Rezende

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Filme dividido em episódios ambientados em região rural. No primeiro, a amizade entre dois roçadores não resiste à promoção de um deles a chefe da turma. A tensão entre os dois compadres termina em violência. No segundo, um vaqueiro vive em estado de permanente terror, à espera da vingança de um inimigo do passado. O terceiro conta a história de um jovem plantador de flores que mata a esposa que o traiu.

5. Gêmeas

Direção de Andrucha Waddington

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Duas irmãs gêmeas costumam se fazer passar uma pela outra. Uma delas resolve seduzir o namorado da irmã, que a pede em casamento, por engano. A outra arma um plano de vingança.

6. Sagarana, o duelo

Direção de Paulo Thiago

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Turíbio, a serviço de um coronel, participa de uma tocaia onde mata um homem e, logo após, sai para pescar. Decide voltar no mesmo dia para casa, mas vê pela janela sua mulher com o amante Cassiano, um ex-militar e caçador de jagunços. Turíbio não se atreve a enfrentar o violento Cassiano e traça planos de vingança. No dia seguinte compra um cavalo e arma, despede-se da mulher a pretexto de uma caçada e vai tocaiar a casa do rival. Atira e mata por engano o irmão de Cassiano que, ao descobrir quem era o matador, inicia uma perseguição a Turíbio. Ele é caçado por meses sem sucesso, muitas vezes quase se encontrando com seu perseguidor. Os dois percorrem o sertão mineiro, cruzando com personagens típicos e despertando a curiosidade das pessoas da região que querem saber quem vencerá o duelo que fatalmente ocorrerá. Cassiano, doente e prestes a morrer, ajuda um homem na miséria, mas pede em troca que ele o substitua em sua missão.

7. Tigipió

Direção de Pedro Jorge de Castro

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Em 1918, o município de Boqueirão, no interior do Ceará, sofre os efeitos de uma seca que já dura três anos. O arruinado mas orgulhoso Coronel Cezário e sua filha Matilde sobrevivem com dificuldade, fazendo chapéus de palha para vender. Chega à cidade Heitor, encarregado das obras para a reabertura de uma estrada. Apaixonado por Matilde, o rapaz emprega Cezário na obra. Enquanto o Coronel trabalha, o casal se encontra secretamente, até que Matilde fica grávida. Quando Cezário descobre tudo, começa a planejar sua vingança. Um dia, provoca a explosão de uma carga de dinamite, matando Heitor, a filha e a si próprio.

8. Perfume de gardênia

Direção de Guilherme de Almeida Prado

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Daniel, motorista de táxi que trabalha de madrugada para pagar as prestações do carro, é casado com Adalgisa. Preparada para ser apenas dona de casa, Adalgisa começa a fazer cinema por acaso: enquanto olha, curiosa, uma filmagem que acontece perto de sua casa, é chamada para fazer uma ponta. E agrada ao diretor, iniciando assim uma carreira que, no futuro, vai torná-la muito famosa e rica. Quando descobre a nova vida da mulher (que a princípio ela tenta esconder), o marido se opõe. Mas ela já tomou gosto e não aceita parar, decidindo, então, abandonar a casa. Em represália, Daniel a proíbe de ver o filho. Durante 11 anos, sempre apaixonado por Adalgisa, ele se martiriza e nutre um sentimento de vingança, que ganha força quando Joaquim, já adulto, reencontra a mãe em plena decadência profissional.

9. Muito gelo e dois dedos d’água

Direção de Daniel Filho

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Roberta e Suzana são duas irmãs que durante a infância foram atormentadas pela avó, com seus conceitos rígidos sobre etiqueta e educação. Elas decidem sequestrar a avó e levá-la para a casa de praia da família. Renato, advogado amigo de Roberta, viaja com elas, mas nem imagina que no porta-malas está a avó sequestrada. Francisco, médico e marido de Suzana, estranha a repentina viagem da mulher e nota que alguns medicamentos estão desaparecidos, desconfiando que Suzana está usando entorpecentes.

10. O dia da caça

Direção Alberto Graça

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Numa oficina em Brasília, Nando, há quatro anos afastado do tráfico de drogas, é pressionado pelo policial federal Branco a buscar cocaína na Colômbia como forma de gratidão ao homem que o tirou do tráfico. Para acompanhá-lo na missão, ele leva seu amigo e companheiro de reformatório, Vander. Na viagem de volta, enquanto aguardam instruções para entrar em Manaus, eles conhecem Monalise, amante de um traficante francês que havia sido morto e descobrem que foram traídos. Monalise os convence a participar de um plano de vingança. Os três voltam clandestinamente a Brasília para um acerto de contas, ajudados pelo jornalista Raul, que denuncia numa matéria, o envolvimento de policiais, empresários e políticos no tráfico de drogas. Raul é morto vítima de uma cilada, Vander também morre e o delegado Branco faz jogo duplo até a sua morte. Monalise está apaixonada por Nando mas ambos seguem destinos separados.

Para uma lista completa dos filmes sobre o assunto, pesquise por “vingança” em nosso catálogo de filmes e vídeos.

Os resumos dos filmes foram extraídos do nosso catálogo.


Quem somos nós?

30/01/2017

Quem frequenta bibliotecas nem sempre sabe quem são nem o que fazem as pessoas que nelas trabalham.

A moça que guarda os livros passa o dia todo fazendo isso?

Tem um pessoal que fica lá sentado só esperando alguém pedir alguma coisa?

Posso interromper o rapaz de óculos que parece tão concentrado em seu trabalho?

Se você se faz alguma dessas perguntas – ou outras que a gente nem imagina – quando vem à Biblioteca da ECA, este é o post que você precisa ler. Vamos tentar fazer um guia para entender os funcionários da nossa biblioteca e suas atividades.

Rachel Weiss interpretando uma bibliotecária no filme A múmia

Rachel Weiss interpretando uma bibliotecária no filme A múmia

Começando pelos funcionários do atendimento ao público, que são os mais visíveis. Logo que você entra na Biblioteca tem o pessoal que faz os empréstimos e dá informações rápidas sobre o funcionamento das coisas. Esse pessoal se reveza nas seguintes atividades, além das citadas:

Guardar livros e outros materiais

Procurar livros perdidos

Atender e controlar os pedidos do Empréstimo entre Bibliotecas (EEB)

Atender aos pedidos de cópias pelo Comut

Cuidar da manutenção geral do salão de leitura: trocar canetas, colocar papéis ao lado dos computadores, abrir e fechar janelas, ligar e desligar computadores, checar o funcionamento dos equipamentos etc.

Controlar reservas das salas de áudio e vídeo

Fazer levantamento de material atrasado e fazer cobranças individualizadas por telefone e e-mail

Separar material para a reserva dos docentes

Identificar material que precisa ser restaurado

Fazer remanejamento do acervo

Ajudar a fazer buscas nos catálogos, dar explicações sobre regulamento e serviços prestados, auxiliar os usuários a encontrar material nas estantes

Atualizar avisos e mural de notícias

Auxiliar os bibliotecários em suas tarefas

Alguns desses funcionários são responsáveis por determinadas funções, como o EEB e o Comut, mas há sempre um outro colega treinado para fazer a mesma coisa na ausência do “titular”. A Biblioteca da ECA não suspende serviços quando um funcionário está de férias!

Os funcionários que estão de plantão no empréstimo têm como prioridade atender aos usuários quando solicitados. Podem fazer outras atividades, mas nada que desvie muito sua atenção do movimento da Biblioteca. Cabe a eles, entre outras coisas chatas, controlar entrada de bolsas e saída de chaves, dizendo as inúmeras vezes por dia as famosas frases: “não pode entrar com bolsa na Biblioteca” e “não pode sair com a chave dos armários”. Não levem a mal, é uma política da Biblioteca, para garantir a segurança do acervo e o conforto dos usuários.

Esses funcionários são técnicos sem formação específica na área de biblioteconomia, embora a maioria deles tenha graduação em outras áreas. Todos recebem treinamento e podem fazer cursos para aprimorar seu desempenho profissional.

E se você tiver questões mais complicadas e misteriosas como:

Estou fazendo uma pesquisa sobre “site specific” e não estou encontrando artigos sobre o assunto

Como faço citação de citação, referência de partitura manuscrita ou de foto publicada no Facebook?

Quem pode me ajudar a usar o JStor?

Responder às suas perguntas difíceis, sempre que possível,  ou adivinhar as perguntas que você não fez é o papel dos bibliotecários de referência, profissionais que têm preparo e experiência para orientar pesquisadores no uso de fontes de informação, buscas complexas, normalização de trabalhos etc.

Como você já percebeu, nem todo mundo que trabalha numa biblioteca é bibliotecário. Essa é uma profissão regulamentada, que exige diploma em curso superior de biblioteconomia. Os três bibliotecários de referência da nossa Biblioteca são formados pela ECA, mas há outros cursos no país.

Além de atender diretamente os usuários, os bibliotecários de referência da ECA também são responsáveis por:

Manter e atualizar o website da Biblioteca

Fazer postagens regulares no Facebook, Twitter e outros perfis nas redes sociais

Divulgar o acervo e os serviços da Biblioteca

Escrever posts semanais para este blog

Ministrar treinamentos para os usuários, que incluem atendimento pessoal, palestras e apresentações em sala de aula

Acompanhar as atividades dos técnicos, orientá-los e treiná-los

Organizar exposições e outras atividades culturais

Elaborar e atualizar o regulamento da Biblioteca

Responder às mensagens dos usuários no e-mail e redes sociais

Preparar tutoriais e guias explicativos de serviços e fontes de informação

Elaborar material de divulgação da Biblioteca

Planejar o espaço físico

Essas atividades são importantes, mas todas podem esperar. O atendimento ao usuário que precisa da ajuda dos bibliotecários é sempre prioridade, portanto, não se acanhe em falar com eles.

Outras coisas que você talvez não saiba sobre o pessoal que trabalha na Biblioteca da ECA:

Como a imensa maioria dos servidores da USP, todos são contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A USP é uma instituição pública, por isso existem algumas diferenças em relação aos trabalhadores da iniciativa privada, mas não são muitas.

Todos trabalham oito horas por dia, com exceção de duas funcionárias que cumprem jornada de seis horas.

As férias são de trinta dias por ano, como as de qualquer trabalhador. Durante os meses de férias dos alunos, o trabalho continua. Nas semanas em que não há aulas, os funcionários trabalham.

Não temos mais estagiários, infelizmente.

Esqueçam aquela ideia de que servidor público não trabalha… Aqui todos trabalham muito!

Os bibliotecários de referência são: Lilian, Marina e Walber. Os técnicos são: Ana Paula, Francisco, Gilberto, Layana, Marcelo, Paulo, Regnério e Sheila. Saíram nas fotos apenas os que não estão de férias nem fogem da câmera!

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E os funcionários dos outros serviços da Biblioteca? Sim, há mais gente trabalhando nos bastidores para que a Biblioteca funcione. Vamos falar deles num outro post. Aguardem!

Leia também:

https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2013/06/10/voce-nao-esta-incomodando/

 

 


Peças de teatro essenciais

23/01/2017

Volta e meia nos deparamos com listas do tipo: 100 livros que todos devem ler, ou, os melhores livros do século XX, os melhores romances de todos os tempos etc. Às vezes divertidas, essas listas podem servir para ajudar na escolha do próximo livro a ler, mas é preciso olhar para elas com um pouco de indulgência, afinal as obras apontadas são quase sempre ocidentais, e um ocidente bastante reduzido, que abrange apenas Estados Unidos, Canadá e parte da Europa.

Tendo isso em mente e baseados em listas presentes nos livros O cânone ocidental, de Harold Bloom; e Como ler um livro, de Mortimer J. Adler e Charles Van Doren (ambos fazem parte de nosso acervo), fizemos uma lista de textos dramáticos essenciais.

A leitura de peças normalmente exige mais do leitor do ponto de vista da criação do cenário e do “mundo em que os personagens vivem e se movimentam, pois nas peças não encontramos descrições extensas como nos romances.”

Outra coisa interessante de ler peças, é que boa parte dos textos são curtos, podem ser lidos em pouco tempo, ou seja, quando estiver dando uma olhada na sua lista de leituras ao final do ano, vai ficar feliz.

Algumas dicas presentes no livro de Adler e Van Doren sobre a leitura de peças teatrais:

Imagine que tem uma meia dúzia de bons atores sob suas ordens. Explique a eles como devem dizer uma frase, como representar uma cena. Explique a importância das palavras e como aquela ação é o clímax da obra. p.181.
Outro conselho pode ser útil, sobretudo para a leitura de Shakespeare. Já sugerimos a importância de ler peças teatrais de uma vez só, quando possível, para captar a noção do todo. Entretanto, como as peças são quase todas em versos, e o verso é mais ou menos obscuro em certos trechos, devido às mudanças ocorridas na língua desde 1600, é conveniente ler uma passagem mais confusa em voz alta. Deve ser lida lentamente, como se fosse dirigida ao público, e com “expressão” – isto é, procurando dar sentido às palavras à medida que se lê. Este artifício simples pode resolver muitas dificuldades. Só quando ele falha é que devemos recorrer ao glossário ou às notas. p.181

Vamos à lista. Os títulos em negrito aparecem nas duas listas. Todas as peças citadas fazem parte do nosso acervo.

Jean Anouilh
Becket, ou a honra de Deus
Antigone

John Arden
As iniciativas do bom governo

Aristófanes
Comédias, especialmente
As nuvens
Os pássaros
As rãs

Bertolt Brecht
A alma boa de setsuan
Mãe coragem
Galileu
O círculo de giz caucasiano
A ópera dos três vinténs

Georg Büchner
Woyzeck
A morte de Danton

Pedro Calderón de la Barca
A vida é sonho
El alcade de Zalamea
O mágico prodigioso

François-René Chateaubriand
Atala
René

Jean Cocteau
A máquina infernal

William Congreve
The way of the world
Love for love

Pierre Corneille
O Cid
Polyeucte
Nicomède
Horácio
Cinna
Rodogune

Ésquilo
tragédias

Eurípedes
tragédias, especialmente
Medeia
Hipólito
As bacantes

Carlos Fuentes
Todos los gatos son pardos

John Gay
A ópera do mendigo

Jean Genet
O balcão

Johann Wolfgang von Goethe
Fausto

Henrik Ibsen
Hedda Gabler
Casa de bonecas
O pato selvagem

Eugène Ionesco
As cadeiras
A lição
O rinoceronte

Thomas Kyd
The Spanish tragedy

Tony Kushner
Angels in America (a Biblioteca tem apenas a segunda parte impressa, mas tem os dois DVDs da adaptação para cinema dirigida por Mike Nichols).

Gotthold Ephraim Lessing
Nathan the Wise

David Mamet
Speed-the-plow

John Marston
The Malcontent

Thomas Middleton e William Rowley
The changeling

Arthur Miller
A morte de um caixeiro viajante

Molière
Comédias, especialmente
O avarento
O misantropo
Escola de mulheres
O doente imaginário
Tartufo
e outras

Tirso de Molina
O sedutor de sevilha

Sean O’Casey
Juno e o pavão
The shadow of a gunman
The plough and the stars

Eugene O’Neill
Longa jornada noite adentro
Lázaro riu
The iceman cometh

Harold Pinter
A volta ao lar
The caretaker

Jean-Baptiste Racine
Tragédias, especialmente
Andrômaca
Fedra

Fernando de Rojas
A Celestina

Jean-Paul Sartre
Entre quatro paredes

Arthur Schnitzler
A cacatua verde

Bernard Shaw
peças e seus prefácios, especialmente
Homem e super-homem
Major Barbara
César e Cleópatra
Pigmalião
Santa Joana

William Shakespeare
Hamlet
Otelo
Rei Lear
Macbeth
Antônio e Cleópatra
Ricardo II
Henrique IV etc. etc. etc.,  pois “bibliotecas e teatros (e cinemas) não são capazes de contê-lo.”

Richard Brinsley Sheridan
Escola de má-língua
Os rivais

Friedrich Schiller
Maria Stuart
e outras

Sófocles
tragédias

August Strindberg
Rumo a Damasco
Senhorita Julia
e outras

Cyril Tourneur
The revenge’s tragedy

Lope de Vega
Fuente ovejuna
La Dorotea
Lost in a mirror
The knight of Olmedo
John Webster
The white devil
The Duchess of Malfi

Frank Wedekind
Lulu
O despertar da primavera

Oscar Wilde
A importância de ser prudente

Thornton Wilder
Nossa cidade
The skin of our teeth
The matchmaker

Tennessee Williams
Um bonde chamado desejo
Gata em teto de zinco quente
A rosa tatuada
À margem da vida

De outros autores são citadas coletâneas publicadas em outros países, do tipo Selected works, Seven comedies etc., que não temos no acervo.

Anton Pavlovich Tchekhov
Luigi Pirandello
Jean Millington Synge
Pierre Carlet de Marivaux
W.S. Gilbert
Francis Beaumont e John Fletcher
John Dryden
Ben Jonson
George Chapman
Lord Byron
Alfred Jarry
Heinrich von Kleist
Joe Orton
Sam Shepard
George Chapman


Os números da Biblioteca em 2016

16/01/2017

Chegou a hora de contar para vocês tudo o que fizemos no ano passado. Tudo mesmo? Talvez não, mas pelo menos os dados principais. Vamos lá.

O atendimento

Recebemos a visita de 90.932 pessoas. Se descontarmos os dois meses em que não atendemos devido à greve e à ocupação do prédio pelos estudantes, foram mais de 9.000 pessoas por mês.

Crowd

Fizemos 19.851 empréstimos de livros, revistas, partituras, DVDs, CDs, teses etc. Solicitamos para os nossos usuários 276 livros de outras bibliotecas, por meio do serviço de Empréstimo Entre Bibliotecas.  Foram consultados localmente 16.721 documentos, 996 dos quais eram revistas, livros ou partituras da Coleção Especial.

Os bibliotecários atenderam um total de 548 pessoas que solicitaram ajuda em suas pesquisas, para localizar material, descobrir o título daquele filme, fazer referências e citações, buscas complexas em bases de dados etc. Desse pessoal todo, 108 conversaram conosco pelo chat. Sim, fazemos tudo isso. Então, se você não pediu nossa ajuda em 2016, não se esqueça de fazer isso em 2017. Aqui na Biblioteca da ECA nós gostamos de auxiliar as pessoas e acreditamos que não existem perguntas bobas.

Por meio do sistema Comut, atendemos  72 pedidos de cópias de artigos feitos por pessoas de outras instituições  e fizemos 5 pedidos para nossos usuários em outras instituições.

Nosso Programa Permanente de Treinamentos atingiu 362 alunos, nas visitas orientadas, palestras em sala de aula, oficinas e treinamentos individuais.

Aquisição e Tratamento da Informação

Book

Recebemos em doação para o nosso acervo 2299 itens. No ano passado, infelizmente, não pudemos comprar livros, mas chegaram 226 que haviam sido comprados no ano anterior.

Catalogamos, cadastramos no Dédalus e colocamos à disposição dos usuários 2924 itens.

Pedimos ISBN para 16 livros publicados pela ECA.

Registramos no banco de dados Dédalus 1062 produções intelectuais de docentes e técnicos da Escola.

Fizemos um inventário automatizado de todo o nosso acervo, sem fechar a Biblioteca.

Conservação

Foram higienizados 258 itens. Fizemos a conservação preventiva de 217 e pequenos reparos em 265.

Redes Sociais

Escrevemos e publicamos 41 posts neste blog. Tivemos 66.744 visitantes e 92.307 visualizações, no Brasil, Estados Unidos, Portugal, Angola, Moçambique, Espanha, Alemanha, França e México.

Nossa página no Facebook foi curtida por 635 pessoas. Nossas publicações atingem de 100 a 2.000 pessoas, aproximadamente, mas as postagens mais populares chegam a 4.000.

No Twitter conseguimos mais 472 seguidores e temos interações com o público todos os dias.

editado em 27.01.17: corrigida quantidade de doações recebidas. Acrescentados dados da área de conservação.

 

 


Os mais emprestados de 2016

09/01/2017

Ano novo começando e não podemos deixar de relembrar os mais pedidos de 2016, no caso, obras do nosso acervo.

Fizemos um levantamento de quais foram as obras mais emprestadas e trazemos aqui algumas observações para sua apreciação, caro leitor:

Pelo terceiro ano consecutivo a obra A pintura: textos essenciais, dirigida por Jacqueline Lichtenstein assume a liderança com o total de 84 empréstimos, marca bastante expressiva. A obra é dividida em 14 volumes, sendo que em nosso acervo possuímos os 10 primeiros, o que contribui para o grande número de empréstimos deste título.

Gestão de marketing e comunicação: avanços e aplicações do Prof. Mitsuru Yanaze assumiu a 2ª posição em nossa lista, com o total de 46 empréstimos. Aliás, é o terceiro ano consecutivo em que a obra conquista esta posição em nosso ranking.

Figurinha carimbada da lista dos mais emprestados, Hiperpublicidade, organizado pela Profa. Clotilde Perez e Ivan Santo Barbosa ocupa o 3º  lugar.

mais-emprestados2016

Obras de professores da ECA são uma constante nas listas de mais emprestados. Ismail Xavier, Margarida Kunsch, Paulo Nassar, Gino Giacomini Filho, Felipe Chibás Ortiz, Arlindo Machado, Johanna Smit e Massimo di Felice são nomes que figuram na lista de 2016, seja como autores ou organizadores das obras.

Um marco do cinema brasileiro, Terra em transe, de Glauber Rocha, foi o filme mais emprestado. Além dele, os filmes que figuram entre as obras mais emprestadas de 2016 são: O sétimo selo, de Ingmar Bergman, Meu tio, de Jacques Tati, e Apocalipse, de Ford Coppola.

A revista Artforum international ocupa a 15ª posição no ranking com um total de 14 empréstimos. As revistas Serrote: uma revista de ensaios, ideias e literatura e The Strad também marcam presença na lista.

Aqui você confere a lista completa

 


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