Notícias falsas

23/04/2018

Era dia 30 de outubro de 1938 quando um programa de rádio americano iniciou a transmissão de uma notícia extraordinária: o então jovem ator Orson Welles narrava a invasão de território americano por criaturas extraterrestres. Enquanto Welles comunicava que alienígenas aterrissavam suas naves e desembarcavam nos Estados Unidos, a população escutava o programa de rádio e o pânico se instaurava: muitos entraram em seus carros e congestionaram vias fugindo do ataque alienígena, houve diversos acidentes e até mesmo tentativas de suicídio de cidadãos que não queriam render-se à invasão. Um momento histórico dos veículos de comunicação de massa está brevemente resumido neste evento, que na verdade consistiu em um programa de rádio que trazia a adaptação de obras literárias. Neste dia estava em causa A Guerra dos mundos, de H. G. Wells, mas muitos ouvintes sintonizaram o rádio somente após o anúncio de que se tratava de narrativa ficcional e, assim, a ficção foi recebida como transmissão do real.

 

O evento pode soar absurdo para alguns: sair correndo às ruas por conta de uma invasão alienígena? Tentar matar-se? Não, jamais… Será que em tempos de avalanches informacionais nas tramas da internet, conseguimos divisar o que é uma notícia falsa e ter consciência de quantos são os mecanismos que simplesmente ofuscam questões essenciais relacionadas à veracidade daquilo que se apresenta diante de nós?

Esse post é para apresentar alguns pontos importantes a serem considerados por qualquer pessoa que busca informações e não quer sair por ai correndo de falsas invasões extraterrestres.

Considere a fonte e Verifique o autor

Lembre-se de verificar de onde vem a notícia. Ao ler informações disponibilizadas em qualquer website é importante verificar quem/o quê dá sustentação aquele discurso. Não se deixe enganar por sites de instituições cujos nomes conferem certa capa de importância e credibilidade, entenda quem é o produtor do discurso. Viu algo numa rede social? Uma frase atribuída a alguém, uma imagem atrelada a dado contexto? Verifique a fonte do discurso antes de consumir a informação com a mesma facilidade e naturalidade com que consumimos um cafezinho pela manhã.  Clique fora da história para investigar, verifique quem é aquela fonte. No caso de um autor individual, do mesmo modo, pesquise sobre o mesmo, verifique se ele existe.

Para sites lembre-se de ver “quem somos nós”, “sobre nós”. Pesquise sobre a instituição ou pessoa. As famosas curtidas e compartilhamentos não representam, por si, só credibilidade. Vídeos disponibilizados em canais oficiais de instituições reconhecidas conferem credibilidade. O que você acharia mais confiável: um vídeo disponibilizado no canal oficial da revista Pesquisa FAPESP no Youtube ou um vídeo postado por um autor não identificável?

 

Verifique a data e Fontes de apoio

Algumas notícias não são completamente falsas, mas há casos em que ocorrem certas distorções. Uma prática que não é incomum é a veiculação de notícias antigas atrelando-as a uma situação do presente.

Nos EUA ocorreu uma situação bastante significativa quando Donald Trump tornou-se presidente: começou a circular uma notícia de que a empresa Ford iria retirar uma parte de sua produção do México e passá-la para Ohio. O problema é que a matéria sobre a empresa era de 2015 e apropriaram-se da mesma vinculando-a à eleição do então presidente. Como se não bastasse, o então presidente americano divulgou a notícia em seu twitter. Portanto, sempre verifique a data das publicações e também daquelas que ela referencia. Além de datas, confira a credibilidade dessas fontes que dão apoio à matéria bem como a veracidade daquilo que é afirmado. As corriqueiras notícias de “estudos revelam”, atreladas a uma dada universidade ou centro de pesquisa de aparente renome, podem revelar para o leitor uma falácia quando você pesquisar pela organização em causa e descobrir que ela nem mesmo existe.

 

Isso é uma piada? É preconceito?

Não limite sua prática no âmbito das informações ao consumo passivo e acrítico. Simplesmente passar coisas adiante sem nem ao menos checá-las é atitude problemática, além de prejudicar sua própria relação com o mundo das informações você contribui à divulgação de qualquer tipo de absurdo incoerente. Existem páginas e canais de notícias satíricas que têm como foco justamente o humor. Reconheça quem é o emissor do discurso antes de simplesmente achar que aquilo é verídico ou espelha uma opinião real sobre algo.

Da mesma forma, tome cuidado para não se mover dentro dos limites de seu preconceito. Por mais difícil que seja, caso leia uma notícia que lhe agrada sobre um político, por exemplo, lembre-se de confirmá-la. Não é o fato de a notícia em causa coadunar com seu pensamento que a torna verídica.

 

 Consulte especialistas e Leia mais:

Sabemos que todos estamos sempre ocupados, mas querer inteirar-se de todos os assuntos que nos rodeiam a partir dessa perspectiva superficial não é lá atitude muito construtiva;  estamos sendo inundados por argumentos infundados e simplesmente nem conseguimos deter-nos nos detalhes. Muitas vezes, menos é mais: mais coerência, mais reflexão, mais criticidade, mais aprendizado. Lembre-se de consultar especialistas sobre os assuntos em causa e de ler mais, o que não significa necessariamente  quantidade. Aqui o mais significa: viu um meme no facebook dizendo que um político X teve a atitude Y? Antes de consumir aquela informação e deixar que ela lhe cause as mais variadas sensações, pesquise considerando os elementos que mencionamos acima.

 

Para escrever este post consultamos o texto: How to spot fake news, de  Eugene Kiely e Lori Robertson, publicado em novembro de 2016 no site Factcheck.org. <https://www.factcheck.org/2016/11/how-to-spot-fake-news/&gt;

 

As categorias apresentadas foram baseadas em proposta da International Federation of Library Associations and Institutions. <https://www.ifla.org/files/assets/hq/topics/info-society/images/portuguese_-_how_to_spot_fake_news.pdf&gt;

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Conservando DVDs

16/04/2018

A Biblioteca da ECA oferece aos seus usuários um acervo de filmes com cerca de 7000 títulos em DVD muito bem selecionados e organizados. A maior parte dessa coleção pode ser emprestada aos usuários USP, e os DVDs que não circulam podem ser vistos na Biblioteca, nas cabines individuais ou em pequenos grupos, nas salas de áudio e vídeo.

Temos filmes que dificilmente podem ser encontrados em outros locais, incluindo plataformas de streaming, por não serem títulos com apelo comercial. Alguns nem chegaram a ter distribuição comercial, ou estão esgotados há muito tempo.

DVDs, ao contrário do que muita gente imagina, são suportes frágeis. Riscam-se com muita facilidade, podem quebrar, são afetados pelo calor e pela umidade.

Quando as verbas para compra de material para as bibliotecas eram mais generosas, a Biblioteca procurava renovar constantemente o acervo, adquirindo vários exemplares dos filmes mais procurados e substituindo os que se estragavam. Atualmente, com pouco dinheiro, está cada vez mais difícil comprar DVDs. O crescimento do acervo se dá, sobretudo, por meio de doações.

Por todos esses motivos, é muito importante que todos colaborem com a conservação dessa coleção. Vejam aí algumas dicas para cuidar melhor de DVDs, tanto os da Biblioteca quanto os da sua coleção pessoal.

Principais causas de deterioração

Calor e umidade

Luz

Guardar de forma errada

Poeira, gordura, poluição

Embalagens inadequadas

Fungos

Manuseio incorreto

Má qualidade do material

Técnicas incorretas de limpeza

Medidas básicas para conservação

Idealmente, DVDs devem ser mantidos em ambiente com temperatura a 23º C e umidade relativa do ar a 50%, ambos estáveis. Mas, como é difícil manter esses padrões sem o uso de equipamentos de climatização, a alternativa é armazenar o acervo o mais longe possível de fontes de umidade e calor excessivo.

Nunca tocar na superfície de leitura. A oleosidade natural da pele deixa marcas no disco e contribui para a proliferação de fungos.

Não fazer anotações nem colar etiquetas. A cola e a tinta, com o passar do tempo, vão interferir na leitura do DVD. Etiquetas podem aderir no interior do equipamento de leitura e causar danos.

Manter sempre guardados em estojos plásticos próprios para DVDs, para evitar acúmulo de poeira na superfície de leitura. A poeira pode provocar riscos quando o disco é reproduzido. Pelo mesmo motivo, é necessário manter limpas as gavetas dos aparelhos de leitura. Os melhores estojos são aqueles com luvas, que usamos na Biblioteca, porque evitam que o miolo central do DVD se quebre.

Líquidos e alimentos devem ficar bem longe. Não carregue, na mesma mochila, seu sanduíche, sua garrafa de água e os DVDs  da Biblioteca.

Como limpar

Para remover poeira e marcas de dedos, use um tecido macio que não solte fiapos.

Se o DVD tiver depósitos gordurosos ou sujeiras grudadas, a limpeza pode ser feita com um algodão embebido em solução de álcool isopropílico + água destilada (50% de cada). Secar sem deixar resíduos e esperar alguns minutos para devolver o DVD à sua embalagem.

Nos dois métodos, a limpeza deve ser feita do meio para as bordas (nunca em círculos), em movimentos sempre muito suaves. É a insistência que limpa, não a força!

Nada é para sempre

Cuidados simples ajudam a aumentar a vida útil dos nossos DVDs, mas é bom lembrar que o uso e o tempo vão, inevitavelmente, agir sobre os materiais. E mesmo com todos os cuidados que possamos tomar, a obsolescência tecnológica já está chegando aos nossos acervos.

Algumas fontes de informação

Caring for CDs and DVDs

https://www.bl.uk/aboutus/stratpolprog/collectioncare/faqs/cddvd/caring_for_cds_dvds.pdf

Care and Handling of CDs and DVDs: A Guide for Librarians and Archivists

https://www.clir.org/pubs/reports/pub121/

Caring for audio, video and data recording media

https://www.canada.ca/en/conservation-institute/services/care-objects/electronic-media/caring-audio-video-data-recording-media.html


Ação e reação: a importância de cuidar dos nossos acervos

09/04/2018

Neste mês de abril vamos dedicar algum tempo a algo essencial: os cuidados com o acervo físico de bibliotecas, seja a da ECA, de outra instituição ou mesmo a sua biblioteca particular. A regra é válida para todas: se preservamos o material, a durabilidade será maior.

Montamos uma exposição com o tema Leia sem destruir, para mostrar o que acontece com um livro que é tratado sem cuidado. Fotos chocantes serão divulgadas em nossa página no Facebook, não percam.

Mas, para não ficar só na tristeza, vamos oferecer oficinas de noções de conservação e cuidados básicos com livros e outros materiais.

Cuidados com os livros: bate- papo com o pessoal da Oficina

12/04  quinta-feira  das 09:00 – 10:30
18/04  quarta-feira  das 14:00 – 15:30

Para começar, vejam aí algumas dicas úteis.

Como manusear e cuidar de um livro?

Não pegue o livro pela parte de cima da lombada, pois isto danifica a encadernação. O melhor jeito de fazer isso é, na estante, empurrar os dois que ficam logo à direita e à esquerda do livro de interesse para poder retirá-lo, segurando pelo meio da lombada.

Estantes de livros devem ficar o mais longe possível de pias, torneiras, chuveiros e paredes com encanamento. A umidade propicia o desenvolvimento de fungos, o que pode causar graves danos aos livros. Prefira ambientes com ventilação natural, mas procure evitar a incidência de luz solar direta sobre os livros.

A melhor posição para um livro ficar é em pé, apoiado lateralmente por outros ou por apoios de livros, preferencialmente em estantes de aço.

Procure não deixar o livro aberto voltado para baixo, para não danificar a lombada e a encadernação.

Molhar as pontas dos dedos para virar páginas mancha o papel e pode causar doenças.

Ao adquirir livros usados, fique atento à presença de pó branco, manchas escuras, cheiro forte de bolor e sinais de infestação por insetos.

Se você gosta de fazer anotações e grifar seus livros, dê preferência por usar lápis, pois a grafite danifica menos o papel do que tinta esferográfica, marca-textos coloridos ou lápis de cor. Mas, por favor, NÃO faça isso nos livros de bibliotecas! Nossos acervos são adquiridos e mantidos com verbas públicas, nem sempre abundantes. Devemos preservá-los o máximo possível para quem virá depois de nós. E, para além da preservação, a questão primeira é: o material não é seu, portanto, não aja como se fosse. É muito desagradável ler livros com comentários anotações e grifos feitos por outras pessoas.

Evite dobrar as páginas para marcar, pois isto danifica as fibras do papel e logo esse pedacinho dobrado vai se soltar da página. Use marcadores, são bonitos e colecionáveis.

Em caso de acidentes com um livro, o que fazer?

Evite usar fitas adesivas comuns para consertar rasgos, pois esses materiais possuem colas ácidas, que podem danificar irreversivelmente o papel. Clips e grampos metálicos podem enferrujar e danificar as folhas.

Livros molhados exigem ações rápidas: deixe-o secando, aberto, num ambiente ventilado, se possível com um ventilador. Não use secador de cabelo, o melhor mesmo é um ventilador. Você pode intercalar as páginas com papel toalha, mas pode ser que o papel fique deformado.

Importante: se o livro pertencer ao acervo de uma biblioteca, o procedimento a ser tomado é entrar em contato com os responsáveis e relatar o ocorrido.

Algumas fontes de informação sobre conservação

Projeto CPBA – Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos

http://www.conarq.arquivonacional.gov.br/index.php/publicacoes-tecnicas/37-publicacoes/21-conservacao-preventiva-em-bibliotecas-e-arquivos-projeto-cpba

Arquivo do Estado – Projeto Como Fazer

http://www.arquivoestado.sp.gov.br/site/publicacoes/tecnica

 

Este post é um resumo de um texto escrito pela bibliotecária Samanta Lessa, supervisora da Oficina de Conservação da Biblioteca da ECA, que será divulgado na íntegra oportunamente.

 

 


Silêncio, gente estudando

02/04/2018

A Biblioteca da ECA não é um lugar apenas de estar quieto, há espaços para conversas e discussões em grupo onde as exigências de silêncio são atenuadas, como as salas de estudos em grupo, o balcão de atendimento, ou a nossa antessala logo na entrada.

Salas de estudo em grupo

No entanto, boa parte das pessoas que vêm à Biblioteca da ECA busca um lugar tranquilo e distante das distrações domésticas para estudar, tendo à disposição, além disso, fontes de informação de qualidade.

Por isso, oferecemos também espaço para aqueles que procuram na biblioteca justamente esse espaço mais silencioso: as cabines de estudo individual. Infelizmente, nossas cabines e mesas para estudo individual ficam entre o corredor central da Biblioteca e a parede que nos separa da área externa do prédio, um espaço conhecido como “prainha”. Isso quer dizer que, além do barulho inevitável que vem de fora, o pessoal que está estudando nas cabines convive com as conversas e risos de quem está passando pelo corredor que liga a entrada da Biblioteca aos espaços de uso coletivo, que convidam para uma conversa mais animada.

Então, fazemos um apelo. Se você está indo com seu grupo discutir o trabalho ou bater um papo com o orientador nas salas de estudo em grupo, ou se está voltando de uma animada sessão de cinema na sala de vídeo, lembre-se de não falar em voz alta ao passar ao lado das cabines. O ruído pode atrapalhar quem está tentando manter o foco numa leitura nem sempre prazerosa, às vezes árida, fazendo um esforço danado para se concentrar.

Não custa colaborar!

Cabines de estudo individual

 

Corredor


Acesso suspenso

26/03/2018

Um dos recursos mais importantes para quem faz pesquisa na USP são as bases de dados para busca de artigos de periódicos acadêmicos.

O portal do SIBi relaciona nada menos que 222 bases! Algumas delas são assinadas pela USP, outras pela CAPES, algumas são de acesso aberto.

JStor, Scopus, Web of Science e Lisa, para citar alguns exemplos, são nomes que moram no coração de quem está fazendo sua tese, dissertação, TCC ou qualquer outro trabalho que exija acesso à literatura especializada de qualidade reconhecida.

Infelizmente, estamos sem acesso a diversas dessas bases, algumas há bastante tempo. Vários usuários já vieram até nós manifestar sua profunda insatisfação (para dizer o mínimo).

O problema é que a renovação de algumas assinaturas não tem sido feita, e o acesso ao serviço é cortado pelo fornecedor. As causas variam: falta de recursos, questões jurídicas, problemas da CAPES ou das próprias empresas que fornecem as bases. O Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP, que é responsável pela renovação das assinaturas, nos enviou informações sobre cada caso.

No momento, as bases de interesse da ECA que estão com o acesso interrompido são:

Art Full Text

(sem acesso desde  maio de 2017)

Recurso abrangente para a informação artística com artigos em texto completo de mais de 300 periódicos que remontam a 1995 e de resumo de mais de 600 periódicos desde 1984,  incluindo 280 revistas com revisão por pares, bem como indexação e resumos de mais de 13.000 dissertações de arte. Indexa também quase 200.000 reproduções de arte. Inclui arte decorativa e comercial, arte popular, fotografia, cinema e arquitetura. É uma das melhores fontes de informação especializada para a área de Artes.

A renovação da assinatura está em análise na Procuradoria Geral da USP.

Business Source Complete

(sem acesso desde maio de 2017)

Inclui resumos das revistas científicas de negócios mais importantes desde 1886. Ideal para acessar revistas em texto completo em todas as disciplinas de negócios, incluindo marketing, gerenciamento, contabilidade, finanças e economia. Há também textos completos adicionais de conteúdo não-periódico que inclui dados financeiros, livros, monografias, trabalhos de referência principais, conferências, estudos de caso, relatórios de pesquisa de investimento, relatórios de indústria, relatórios de pesquisa de mercado, relatórios de país, perfis de companhia, análises SWOT e muito mais. Fonte de informação muito importante para as áreas de Turismo, Relações Públicas e Publicidade.

A renovação da assinatura está em análise na Procuradoria Geral da USP.

JSTOR – Arts and Sciences

(sem acesso desde início de 2018)

Base multidisciplinar, está entre as mais conhecidas e utilizadas pelo pesquisador da área de artes. Das 15 coleções da base, apenas uma delas continua disponível.

Está em processo de renovação, mas não temos previsão de quando o acesso será regularizado.

Dissertations and Theses

(sem acesso há mais de dois anos)

A única base de dados que dá acesso a dissertações e teses em âmbito internacional. A base nem consta mais do portal de bases de dados do SIBi.

Não há previsão de pagamento para este ano, devido a problemas orçamentários.

FIAF

(sem acesso desde o início de 2018)

A melhor e mais completa base para busca de informação em cinema e televisão, desenvolvida pela Federação Internacional dos Arquivos de Filmes.

A renovação era feita com a Dot Lib, que era representante da OVID, editora da base de dados FIAF. A OVID tirou a representação da Dot Lib e ainda não está em negociação com o DT-SIBi. Não há previsão de renovação para este ano.

Classical Music Library e Classical Scores Library

(Acesso interrompido há cerca de um mês)

Bases de gravações e partituras musicais, complementam nosso acervo físico.

Bases de dados assinadas pela CAPES. Até o momento, o DT-SIBi não recebeu nenhuma informação sobre cancelamento da assinatura. Caso isso ocorra, o título não será renovado pelo DT-SIBi, por falta de verba.

A solução do problema não está ao alcance da Biblioteca da ECA. Tudo o que podemos fazer é defender, junto ao DT-SIBi, a importância da manutenção dessas assinaturas e alertar todas as instâncias envolvidas no processo de renovação para os prejuízos que a interrupção do acesso causa aos nossos pesquisadores.

Nossa Comissão de Biblioteca e a Comissão de Pós-graduação da ECA devem se manifestar a respeito, em breve.

Enquanto isso, os pesquisadores órfãos do JStor e outras bases podem procurar a Biblioteca da ECA para tentar descobrir fontes de informação alternativas. Algumas das bases de dados multidisciplinares, embora menos completas do que as especializadas, trazem conteúdos de revistas das áreas afetadas. Não custa tentar!

 

fotos: 1. Thomas Hawk:I Will Never Break Your Heart (Flickr); 2. Nancy L. Stockdale: I miss you (Flickr)


Gestão de dados de pesquisa

19/03/2018

Recentemente o SIBi-USP promoveu o seminário Gestão de dados de pesquisa e boas práticas para o desenvolvimento da ciência tendo em vista discutir distintos aspectos implicados em boas práticas e gestão de dados de pesquisa.

Neste link é possível assistir ao evento e acompanhar diferentes falas sobre o tema.

Aqui buscamos destacar algumas questões básicas, evidenciando a importância da temática e de ações tendo em vista a gestão de dados, algo que se coloca como uma necessidade crescente no âmbito das pesquisas científicas. Num momento em que notícias falsas avolumam-se, as universidades, instâncias voltadas à pesquisa, colocam-se como guardiãs da análise baseada em evidências.

De forma muito geral, gerir dados de pesquisa corresponde à gestão dos dados produzidos ao longo do desenvolvimento de uma pesquisa. Se o resultado final é divulgado em publicações científicas, os dados são as evidências que comprovam o caminho trilhado pelo pesquisador e possibilitam inclusive a reprodutibilidade de experimentos, indispensável ao desenvolvimento científico. Para tanto, é importante que os dados sejam recuperáveis, acessíveis, interoperáveis e passíveis de reutilização.

A seguir apresentamos alguns materiais importantes para introduzir a questão:

Gestão de dados de pesquisa: o que precisamos saber hoje!

SCHRAG, N. J.; PURDY, G. M. Step up for quality research. Science, v.357 n.6351, p.531, ago. 2017. 

MICHENER, W. K. Ten simple rules for creating a good data management plan. Plos, 22 oct. 2015

FAPESP. Boas práticas científicas. 

DMPTool

 

 

 


Revista Visão: uma semanal lado b

12/03/2018

Quando se fala em revista semanal de notícias no Brasil vem à cabeça títulos que estão hoje nas bancas, e se você for razoavelmente informado ou avançado nos anos, deve ter ouvido falar também de Manchete, O Cruzeiro, Realidade…

Mas existiu também a revista Visão, título hoje meio esquecido e do qual temos uma boa coleção no nosso acervo de revistas antigas. A revista foi publicada de 1952 a 1993 e é um caso peculiar no mercado editorial brasileiro pelas várias mudanças por que passou. Nasce no Rio e se muda para São Paulo; de quinzenal vira semanal. Muda de proprietário umas quatro vezes, o que às vezes significou mudanças bem marcadas em sua linha editorial, inicialmente identificada com a esquerda e vista pelos leitores como uma publicação com esse viés. A partir de 1974, quando passa para as mãos do empresário Henry Maksoud, assume um tom francamente neoliberal, com capas dedicadas a Friedrich August von Hayek, considerado o criador da teoria neoliberal.

 

 

 

 

 

 

 

 

Se é hoje um título que desperta menos interesse que suas congêneres, o que se constata pela escassa bibliografia a respeito, teve em seu quadro de jornalistas, nomes como Vladimir Herzog, coordenando a editoria de cultura, Zuenir Ventura e Alberto Dines; e já teve entre seus articulistas Anatol Rosenfelfd e Sábato Magaldi (ambos ex-professores da ECA), Moniz Bandeira, entre outros.

 

Número especial traz um balanço dos dez primeiros anos do golpe de 1964. Na capa consta revolução, pois assim queria o Regime

É comum aqui na Biblioteca da ECA estudantes com o objetivo de comparar a abordagem dada pelas revistas semanais para determinado assunto. Por exemplo, como Veja, Istoé, Carta Capital e Época trataram o golpe que apeou Dilma Rousseff da presidência? Ou como a questão das cotas raciais é abordada pelas revistas Veja e Istoé?

Que tal da próxima vez que for abordar algum problema sob esse olhar incluir a revista Visão? Por exemplo, como as revistas Veja e Visão cobriram a abertura política iniciada no Governo Geisel? E a deposição de Jango em 1964, foi golpe ou revolução para Visão?

Para saber mais:

A REVISTA no Brasil. São Paulo: Abril, 2000. Localização: G 070.5720981 R454c

João Elias Nery pesquisou na coleção da Biblioteca da ECA as resenhas de livros publicadas na Visão. Veja aqui:  http://seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/2081


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