Trabalho e trabalhadores: uma seleção de filmes

12/06/2017

Trabalhador rural, educador, médico, operário, arquiteto, ator, eletricista, biólogo, farmacêutico, publicitário e mais uma infinidade de profissões que acabam configurando-se, em certa medida, como a própria identidade dos sujeitos no mundo em que vivemos. Neste mês o destaque é para filmes do acervo que tratam, de algum modo, do universo do trabalho e dos trabalhadores, abordando diferentes aspectos ai implicados.

Cena do filme Abril despedaçado, de Walter Salles Jr.

Clique aqui para consultar a lista completa dos filmes.


Curta!

06/06/2017

Uma parte importante de nosso acervo audiovisual é formada por curtas-metragens. São mais de dois mil filmes e vídeos disponíveis para consulta e empréstimo.

Os custos de produção menores, o interesse das escolas de cinema, além, é claro, do interesse comercial reduzido pelo formato, que restringe os espaços de exibição aos poucos canais de tevê públicos ou aos festivais de cinema e vídeo, são características que permitem ao formato oferecer espaço para experimentação e avanço na área do audiovisual.

Alguns exemplos disso são os curtas feitos no Nordeste considerados marcos iniciais do Cinema Novo; os curtas de Humberto Mauro, que influenciaram gerações de realizadores etc.

 

Possibilita também a entrada no mercado audiovisual de novos diretores. Segundo o Guia do curta metragem latino-americano, publicação de 1998 da Associação Cultural Kinoforum, “42% dos títulos são assinados por diretores estreantes.”

Vários diretores bastante conhecidos começaram no cinema trabalhando com curtas-metragens, como Roman Polanski, Jean-Luc Godard, François Truffaut, Alain Resnais.

 

Ilha das flores, de Jorge Furtado, Urso de Prata do Festival de Berlim

Um dos mais famosos curtas, Um cão andaluz, colaboração de Luis Buñuel e Salvador Dalí.

 


Rolos de filmes

29/05/2017

Um dos acervos mais interessantes e menos conhecidos da nossa Biblioteca é a coleção de filmes em película cinematográfica. Ao contrário de filmes em vídeo e DVD que são bastante populares entre os usuários, poucos conhecem os filmes em 16mm, 35 mm e super-8 que não têm cópias em outros suportes, devido a dificuldades inerentes ao processo de projeção.

São 295 títulos, em sua maioria produções curriculares dos alunos do curso de Audiovisual da ECA dos últimos 49 anos. Alguns desses filmes foram realizados por estudantes que se tornaram nomes conhecidos no cinema brasileiro.

O filme mais antigo produzido pela ECA que consta desse acervo é Um clássico, dois em casa, nenhum jogo fora, de 1968. Dirigido por Djalma Limongi Batista e fotografado por Aloysio Raulino, tem a homossexualidade como tema. A cópia em DVD pode ser emprestada.

Foto do Banco de Conteúdos Culturais da Cinemateca Brasileira

As três mortes de Solano, de Roberto Santos, único longa-metragem produzido pela USP, é um dos destaques desse acervo. Também pode ser visto em DVD.

Foto do acervo do Banco de Conteúdos Culturais da Cinemateca Brasileira

A hora do diabo, de 1971, direção de Carlos Augusto Calil, tem no elenco a hoje famosa Sônia Braga. Disponível também em DVD.

Foto do Banco de Conteúdos Culturais da Cinemateca Brasileira

Os professores Paulo Emílio Salles Gomes e Lupe Cotrim tem papéis nos filmes O sistema do Dr. Alcatrão e do Prof. Pena e A morte da strip-teaser, respectivamente. Ambos estão disponíveis em DVD no acervo.

Lupe Cotrim (foto disponível no site do Projeto Memórias da ECA/USP: 50 anos)

Sérgio Bianchi, Suzana Amaral, Chico Botelho, Wilson de Barros, Ana Muylaert, Paulo Sacramento, Jeferson Dê, Marco Dutra e Juliana Rojas são alguns dos nomes que passaram pelo curso de Audiovisual (ou Cinema) da ECA e por aqui deixaram seus curtas de estudantes.

O cinema da ECA circula bastante por festivais nacionais e internacionais, e vive recebendo prêmios.

Além da produção da casa, temos no acervo filmes recebidos em doação, alguns deles realizados por professores ou alunos da ECA, como Viver a vida (1991), de Tata Amaral, São Paulo sinfonia e cacofonia (1994), de Jean-Claude Bernardet, e Além das estrelas (1986), de Roberto Moreira.

Não temos, infelizmente, cópias em DVD de todos os filmes, mas muitos deles já estão no IPTV, Youtube, Vimeo e Portacurtas. Os filmes  em película não podem ser vistos na Biblioteca, porque não temos sala de projeção.

Rolos de filme no depósito climatizado

O acervo está armazenado numa sala com temperatura e umidade do controladas, mas, para assegurar melhores condições de preservação, as cópias mais antigas foram depositadas na Cinemateca Brasileira.

 


A cara nova do catálogo de partituras

22/05/2017

Nosso catálogo de partituras foi recentemente integrado ao Banco de Dados Bibliográficos da USP – Dédalus. Mas, como o Dédalus tem aquele formato de catálogo de livros, foi criada uma interface específica para a busca de partituras, disponível no link:

http://colecoes.sibi.usp.br/partituras/

Para localizar um partitura, basta digitar os termos na caixa de busca, assim:

É possível refinar os resultados, usando diversos filtros de busca. O exemplo abaixo mostra como se pode recuperar partituras de Beethoven para orquestra e violino. Basta clicar na letra E (operador boleano AND).

Também seria possível excluir o violino do universo de obras de Beethoven para orquestra, clicando no NÃO. Ou filtrar por Gênero e forma e selecionar apenas os concertos.

Os registros são visualizados dessa forma:

Clicando no título, o registro no Dédalus é aberto.

A nova interface é mais amigável e intuitiva do que o Dédalus e do que a base Acorde, além de ser adaptada à busca de partituras. Agora é o momento de testá-la. Usem, explorem e nos avisem se não gostarem de alguma coisa, para podermos fazer os ajustes necessários. Façam seus comentários e sugestões aqui no post. Ou falem conosco pessoalmente, estamos aqui o dia todo.

Em breve o link Partituras do nosso site vai remeter diretamente à nova interface, mas a base Acorde vai continuar acessível por algum tempo, a partir do menu Catálogos.


Dicas de buscas no Google

15/05/2017

O Google é uma das ferramentas de busca online mais utilizadas – senão a mais – na atualidade. É o primeiro local ao qual muitos se dirigem para procurar informações das mais variadas, de teorias matemáticas a receitas de bolo.

É importante conhecer algumas estratégias de busca para recuperar rapidamente – no universo que o Google alcança –  aquilo que lhe interessa. Então vamos lá:

ISTO OU AQUILO: Use OR ou o símbolo “|”

Digamos que você está fazendo uma busca sobre revoluções. Ao digitar

o Google irá recuperar resultados sobre a revolução russa e também sobre a revolução francesa.  Ao invés de utilizar “|” para separar as palavras você poderia utilizar o termo “or”.

 EM CASO DE DÚVIDA SOBRE UMA PALAVRA: Use o asterisco “*”

Este recurso também é útil para recuperar mais variações a partir do início da palavra.

Procurando algo sobre o filósofo Wittgenstein, mas não sabe como escrever o nome dele? Insira um asterisco após o início do termo que o Google irá ajudá-lo.

Nesse exemplo específico veja que o termo filosofia foi inserido para auxiliar a delimitar, pois se você escrever somente witt* a busca irá ser muito mais ampla.

BUSCANDO UM TERMO OU FRASE EXATA: Use aspas

Para recuperar um termo ou uma frase exata utilize aspas. Com isso o Google irá buscar as palavras na exata ordem em que você digitou. Sem as aspas o sistema irá recuperar as palavras digitadas, mas, não necessariamente, na ordem em que você escreveu.

BUSCAS CONSIDERANDO UM PERÍODO DE TEMPO: Use reticências

Caso esteja procurando por um assunto específico e queira considerar determinado período, insira reticências entre as datas.

No exemplo abaixo, pesquisamos sobre música erudita brasileira delimitando o interesse ao período de 1850 à 1950

PESQUISE PALAVRAS NO TÍTULO DA MATÉRIA OU NA URL

Para pesquisar palavras que constem no título da matéria digite o termo desejado precedido de “intitle:” Veja abaixo:

Para pesquisar palavras que constem na URL, use “inurl:”

ENCONTRE SITES SIMILARES

Se você busca sites similares a algum específico utilize “related:” precedendo o endereço do site que você já conhece.

REALIZE PESQUISAS DENTRO DE UM SITE ESPECÍFICO

Caso você esteja procurando por determinado conteúdo dentro de um site específico digite o nome do site e na sequência o termo.

 

EXCLUIR TERMOS DE UMA BUSCA

Para pesquisar por determinado conteúdo desconsiderando algum termo, digite o termo desejado seguido do símbolo “-” e do termo a ser desconsiderado. Entre o símbolo “-” e o termo a ser excluído não deve haver espaço.

 No exemplo acima, Estados unidos está entre aspas para que seja considerado como termo exato.

 

Estas dicas irão ajudá-lo a realizar buscas no Google, mas é importante ressaltar que este recupera seus resultados em determinados conteúdos disponíveis online, portanto, não se limite a esta ferramenta, sobretudo quando estiver fazendo pesquisas acadêmicas. Há camadas muito mais profundas a serem exploradas quando falamos de informações disponíveis online.


Como localizar revistas

08/05/2017

As revistas são, separadamente, a maior coleção de nosso acervo: são mais de 70 mil exemplares, divididos em 1645 títulos. Se se considerar os títulos eletrônicos, tudo fica muito maior.

No entanto, encontrar aquele exemplar onde foi publicado o artigo que aparece na bibliografia que você tem em mãos ou saber se a biblioteca tem no acervo Théâtre public ou o jornal Valor Econômico, não é uma tarefa das mais intuitivas.

Revistas são publicações que aparecem em intervalos periódicos regulares (às vezes nem tão regulares), e cada novo exemplar que é publicado recebe um número dentro de uma série, essa informação é importante, pois no Dedalus, para obter um resultado mais preciso quando buscando revistas, é necessário selecionar ‘seriados’ em Base de busca.

Depois de encontrar o título que procura, fique atento à localização dele nas estantes.

No acervo da Biblioteca da ECA as estantes das revistas estão sinalizadas com a cor vermelha na lateral e divididas por assuntos, que resumidamente são as grandes áreas da escola: biblioteconomia, jornalismo, comunicação, teatro, cinema, turismo etc. E dentro dessa classificação, estão organizadas em ordem alfabética, ou seja, ao encontrar a classificação 780 – Música nas estantes, percorra os títulos em ordem alfabética até a letra ‘s’ para encontrar o título usado em nosso exemplo, a revista the Strad.

Manchete, Claudia, Pasquim, O Cruzeiro, os primeiros anos de Veja, Istoé, Carta Capital, entre outros, fazem parte da nossa coleção de revistas antigas, que chamamos de “Coleção Especial“. Esses títulos estão separados da coleção principal de revistas, o acesso é mediado por um funcionário da Biblioteca, e, ao contrário das outras revistas, estas não podem ser emprestadas e nem xerocadas.

Para os títulos eletrônicos valem também as dicas acima, no entanto, na lista de resultados, clique no título desejado para visualizar o registro completo e depois clique no link para acesso ao texto completo.

Mas a opção mais indicada para buscar as revistas eletrônicas é usar o Portal da Busca Integrada, pois os links costumam estar mais atualizados.

Caso precise, peça ajuda a um funcionário.


Respeito, empatia e tolerância

02/05/2017

Uma Biblioteca como a da ECA atende a um público bastante heterogêneo. Temos aqueles que apenas passam rapidinho para pegar aquele livro que o professor mandou ler ou o filminho para o fim de semana e temos quem fique o dia todo estudando nas cabines individuais; o jovem que entra numa biblioteca pela primeira vez na vida e o veterano de muitas bibliotecas, que conhece acervo do mundo todo; alunos de graduação, pós-graduação, do Programa Universidade Aberta à Terceira Idade, bolsistas estrangeiros, professores, usuários externos a USP… Todos têm suas prioridades e razões para frequentar uma biblioteca. Cada um têm sua expectativa, que nem sempre poderá ser atendida.

A convivência de tantas diferenças no espaço da Biblioteca pode ser agradável ou, pelo menos, tranquila e civilizada. Se todos entenderem os limites do espaço público e enxergarem as necessidades do outro, regras chatas, proibições e restrições não serão tão necessárias.

Foto: Chris McCorkle (Flickr)

O aluno que pede silêncio para estudar, não é necessariamente um chato; pode ser apenas uma pessoa que precisa de um lugar silencioso para se concentrar. O aluno que começa a conversar animadamente no meio da Biblioteca não é, necessariamente, alguém sem educação;  pode ser apenas alguém que se distraiu e esqueceu do mundo ao redor.

Então, vamos fazer um esforço e prestar atenção em algumas dicas:

Silêncio x barulho

A reforma da Biblioteca ainda não terminou. Quando terminar, nosso espaço estará mais organizado e os limites entre “locais de silêncio” e “locais de conversa” estarão mais claros. Por enquanto, tanto funcionários quanto usuários ainda estão se adaptando a um espaço que mudou, mas que ainda não é definitivo.

As cabines de estudo individual são um local particularmente sensível a ruídos. As pessoas que estudam lá vem até a Biblioteca em busca de tranquilidade e calma. Elas nos perguntam: “se eu não puder estudar numa biblioteca, onde vou estudar?”. Portanto, não conversem em voz alta nem façam barulho perto das cabines, e lembrem-se de não passar pelo corredor rindo e falando alto. Não, não é necessário um silêncio tumular, só um pouco de respeito e compreensão pelas necessidades do outro.

Uso dos computadores

Em alguns horários é difícil encontrar um computador disponível na Biblioteca. Por esse motivo, é importante respeitar a prioridade para atividades de pesquisa e buscas no Dédalus, Busca Integrada e bases do SIBi. Entre 14 e 19 horas, horários de demanda intensa por computadores, o respeito a essa prioridade é imprescindível.  Não tem problema checar o e-mail, entrar no Facebook ou assistir um curta no Youtube, mas ficar horas ocupando um computador de uso público para atividades de lazer enquanto os colegas esperam para procurar um livro no Dédalus não é legal. Deixar objetos pessoais ao lado ou sobre o computador enquanto vai dar uma volta também não é legal. Não monopolize o equipamento público!

Os computadores da Biblioteca da ECA há muito tempo são de uso livre, com acesso irrestrito à internet. Recentemente, devido à grande procura e a reclamações sobre abusos de alguns usuários, tivemos que implantar algumas restrições de acesso a determinados sites, sobretudo de jogos e esportes online. Não gostaríamos de aumentar as restrições e contamos com a colaboração de todos para evitar isso!

O guarda-volumes

É necessário guardar bolsas, sacolas, mochilas e coisas parecidas nos armários da Biblioteca, por razões de segurança tanto do acervo quanto dos próprios objetos pessoais dos usuários.

O guarda-volumes só pode ser usado durante a permanência na Biblioteca. Se permitirmos que as pessoas saiam da Biblioteca e deixem seus pertences, não haverá armários suficientes para todos. “Mas é só por um minutinho para tomar um café…” É desagradável dizer não,  mas sabemos, por experiência, que o minutinho pode virar uma hora facilmente. Além disso, a perda de uma chave no lado de fora pode trazer problemas de segurança bastante sérios.

Respeito aos funcionários

Os funcionários da Biblioteca estão à disposição dos usuários para ajudar nas pesquisas, na localização de material, na normalização de trabalhos etc. Também precisam ouvir reclamações e sugestões, fazer cumprir as regras de funcionamento e uso dos serviços, além de tentar resolver eventuais conflitos. O funcionário que pede para guardar a bolsa no armário, não sair com a chave, falar mais baixo ou liberar o computador para alguém que precisa fazer um pesquisa não está sendo chato, está fazendo o seu trabalho e precisa ser tratado com respeito.

foto: Pimkie (Flickr)

 

 

 

 

 

 


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