Normalização sem drama

13/08/2018

O trabalho no serviço de referência da Biblioteca da ECA, frequentemente, coloca os bibliotecários diante de estudantes angustiados com dúvidas sobre como fazer citações e referências seguindo as normas da ABNT.  As angústias mostram-se maiores quando as dúvidas são sobre tipos documentais que não estão contemplados – ou suficientemente contemplados – pelas normas NBR10520 e NBR6023.

As tecnologias de informação e comunicação e os novos fluxos informacionais fazem com que, cada vez mais, sejam utilizados como referência para os trabalhos acadêmicos recursos com formas de apresentação variada. Gravações de entrevistas disponíveis em canais como o Youtube, textos disponibilizados em mídias sociais, filmes ofertados em serviços de streaming, textos disponíveis em sites, gravações sonoras disponíveis online, etc., compõem o referencial para muitos trabalhos acadêmicos, sobretudo, considerando o público das áreas de comunicações e artes.

Diante das diversas dúvidas e dessa necessidade latente elaboramos o Manual de normalização da Biblioteca da ECA: complementar às Diretrizes do SIBiUSP, desenvolvido justamente com a função de suprir essa lacuna. Portanto, o foco do manual é a elaboração de citações e referências de recursos que não estão abordados a contento pelas normas da ABNT.

O material disponível para download em nosso site foi elaborado com base nas normas NBR10520 e NBR6023, respeitando uma função essencial da normalização de citações e referências: fazer com que o leitor seja direcionado com clareza para as obras citadas e referenciadas no texto.

Além dele, elaboramos uma apresentação pontual com os diferentes exemplos para que todos os interessados possam consultar: Normalização sem drama.

Em nosso site, na aba treinamentos há uma novidade: Agora é possível agendar horário com um bibliotecário para uma atividade específica sobre normalização de trabalhos acadêmicos, de acordo com as normas ABNT.

 

 


ISBN, algumas curiosidades

06/08/2018

O ISBN (International Standard Book Number, ou, Número Padrão Internacional de Livro) é um identificador único de publicações monográficas (brochuras, livros em Braille, filmes e softwares educativos/instrutivos, publicações de mídia em que o componente principal seja texto etc.), usado internacionalmente em mais 160 países.

Cada um desses mais de 160 países, separadamente ou participando de uma área geográfica ou grupo linguístico, tem agências locais, designadas pela Agência Internacional do ISBN. No caso do Brasil, a agência de registro é a Biblioteca Nacional.

A agência internacional, a agência de registro e os registrantes (editores) são os responsáveis pela atribuição do número de ISBN.

As discussões que levaram à adoção e surgimento do ISBN têm início na década de 1960, e, inicialmente, o número era composto por quatro elementos (partes), que identificam país/área geográfica/grupo linguístico (grupo de registro), editor (grupo registrante) e edição (identifica uma edição específica feita por um editor) e mais o dígito verificador, último elemento, de comprimento fixo, apenas 1 dígito, atribuído a partir de um cálculo dos dígitos anteriores, com a finalidade de evitar erros de atribuição. Os três primeiros elementos não têm comprimento fixo, mas sempre somam 9 dígitos.

Era assim até 2007, quando aos elementos acima foi adicionado um elemento de prefixo (978, 979), que, resumidamente, transforma o ISBN num código de barras e amplia a capacidade do sistema.

Nos livros impressos o número do ISBN costuma vir no verso da folha de rosto e na quarta capa, precedido das letras que o identificam, com hifens ou espaços, que servem apenas para facilitar a leitura e separar as partes que compõem o número.

Ex.:

ISBN 9788539103124

ISBN 978 0 393 95480 7

elemento de prefixo

elemento do grupo de registro: país/área geográfica/grupo linguístico

elemento registrante: editor

elemento de edição (publicação)

dígito de verificação

O prefixo e o dígito verificador tem comprimento fixo (três dígitos para o primeiro e 1 para o último), já os elementos intermediários variam de comprimento, de acordo com a expectativa antecipada de número de publicações.

Ex.:

978 85 7205 175 0, ECA/USP

978 85 359 3079 5, Companhia das Letras

A ECA entra aí como elemento registrante, ou seja, editor. Os números 7205 e 359, identificam os editores ECA e Companhia das Letras, mas podem mudar uma vez que a quantidade de ISBN possíveis ligados ao registrante se acabe.

Quanto maior o número que identifica o editor, menor a expectativa antecipada de títulos publicados, e vice-versa. Veja que o número da ECA é maior que o da Companhia das Letras, isso acontece porque o catálogo de publicações da ECA é bem menor que o da Companhia das Letras.

Para os livros editados pela Escola, é a Biblioteca da ECA que se encarrega de solicitar, junto à Biblioteca Nacional, um ISBN. Veja aqui como fazer.

Aliás, se quiser recuperar no Dedalus os títulos editados pela ECA, é só usar como expressão de busca 978857205* e selecionar o ISBN como campo para busca. O asterisco serve para indicar que devem ser recuperados todos os itens em que os ISBN começam com esses números.

Mais informações:

Há uma norma, a ABNT NBR ISO 2108, que trata de atribuição de ISBN e pode ser acessada nos computadores da USP ou via VPN, no Portal GedWeb.

A Biblioteca Nacional é a agência brasileira do ISBN: http://www.isbn.bn.br/website/

 


Walt Disney e a realização da imaginação

30/07/2018

Walter Elias Disney, o Walt Disney, teve infância marcada pela trabalho árduo e austeridade da figura paterna. Trabalhou desde pequeno junto a sua família, na fazenda em Marceline. Quando a família se muda para Kansas City, Walt passa a realizar entregas com sua bicicleta pelas ruas da cidade.

A infância na fazenda, em meio aos animais, árvores e flores é marcante na vida do criador, que conversava com a fauna e a flora, criando histórias em que animais e plantas eram os personagens. O pai rígido que castigava os devaneios do garoto, que lhe desviavam do trabalho braçal, influenciou Walt Disney ao transmitir-lhe o valor do trabalho árduo, característica incorporada a sua vida.

Ainda criança tem sua primeira experiência cinematográfica, assistindo a um filme mudo: Branca de neve. A experiência marcou a vida do artista que já adulto e produzindo animações, decide realizar o primeiro desenho animado de longa metragem da história do cinema: Branca de neve e os setes anões. Onde muitos viam o fracasso de Walt Disney, ele previu sucesso e sua imaginação e trabalho  levaram-no a alcançar com essa animação a maior bilheteria de todos os tempos até então, somente superada por “E o vento levou”.

A trajetória de Disney foi marcada pela posição de cartunista no jornal da escola, motorista da ambulância da Cruz Vermelha – no fim da Primeira Guerra Mundial, indo atuar na França – , aprendiz de desenhista, cartunista. Ele começa a filmar seus próprios desenhos e vendê-los, após, decide começar a produção de filmes mais longos. Em meio a sucessos e fracassos, muda-se para Hollywod e forma sociedade com seu irmão Roy e o amigo Ub. Na década de 1920 é criado o personagem Mickey Mouse, um marco em sua carreira.

Num percurso de altos e baixos, Disney persiste caminhando em busca da perfeição. O trabalho e a persistência rendem seus frutos, nos anos 1950 é inaugurada a Disneyland, local em que o público poderia entrar em contato com a materialidade do imaginário desse artista, que marca o universo dos sonhos e imaginação de crianças e adultos ainda hoje.

O homem que deu vida a seu imaginário, cultivado desde a infância, teve uma longa jornada até o sucesso e afirmou “As pessoas me perguntam se posso dizer a elas como fazer com que seus sonhos se tornem realidade. Minha resposta é: faça-o por meio do seu trabalho.”

Para saber mais sobre o universo de Walt Disney fizemos uma lista de obras do acervo. Veja aqui.

Para escrever esse post consultamos. NADER, Ginha. Walt Disney: um século de sonho. São Paulo: Senac, 2003. (v.1 :Sua vida, seus sonhos, seus filmes, suas realizações)


Leitura como prazer

23/07/2018

A leitura como veículo que nos transporta para outros lugares, com seus tons forjados em nossa própria imaginação, é elemento que amplia nossa esfera de presença no mundo. No mês das férias escolares esse post é um convite para tal ampliação, por meio do acervo da Biblioteca da ECA:

 

Aquela água toda
João Anzanello Carrascoza

Coletânea de contos em que um simples domingo de verão na praia se transforma em um exemplo singelo de beleza. Em “Passeio”, a expectativa por um fim de semana diferente leva toda a família a um estado de excitação e suspense. O primeiro beijo, descrito em “Cristina”, vem carregado do desejo inocente da primeira juventude. Lembranças dolorosas que incitam um jovem a se preocupar com a mãe e outras emoções para você descobrir nesta obra.

Sete gatinhos em 3 atos
Nelson Rodrigues

Silene é a única esperança que o contínuo Noronha tem de ver uma de suas filhas casada. Para preservar a pureza e a virgindade da jovem e financiar o futuro casamento, suas quatro irmãs são levadas à prostituição. Quando Silene faz uma revelação inesperada, a imagem de harmonia que a família se esforçava para manter se estilhaça, desencadeando sentimentos  e situações extremas que ora beiram a tragédia, ora o absurdo.

Secreções, excreções e desatinos
Rubem Fonseca

Os contos tratam de aspectos biológicos e anatômicos do homem, devolvendo-o a sua constituição animal. Em contos concisos e brutais, Rubem Fonseca mostra que sempre há algo que vai além dos aspectos físicos.

Contos de Perrault
Charles Perrault

O maravilhoso, o inexplicado, o impossível, o possível e passível de explicações. A magia que essa obra escrita traz é a preservação da oralidade, histórias feitas por humanos para humanos e que recorrem, muitas vezes, a alegorias, símbolos, fantasias para tratar de relações humanas, valores, sentimentos e comportamentos. Edição de 1989 da editora Itatiaia, com ilustrações de Gustave Dore e textos que abordam o universo dos contos.

Ilustração de Gustave Dore para o conto O pequeno polegar, integrante da obra Contos de Perrault (editora Itatiaia).

Um general na bilbioteca
Italo Calvino

Um país onde os chefes políticos são decapitados ao final de seu mandato. O Camponês que foi condecorado porque, na guerra, matou os inimigos da pátria, mas recebeu a pena de morte porque, na paz, matou o inimigo da aldeia. O Homem que nunca soube dar laço no sapato. Um arquivo em que estão fichados todos os habitantes do planeta.  OS clãs escoceses que se enfrentam numa guerra de religião. Os conjurados que matam o imperador César num dia ensolarado, enquanto os romanos fazem piquenique no campo. Esther Calvino, viúva do escritor, selecionou 32 narrativas  escritas por seu marido. Com estilos e linguagens diferentes, são como um roteiro da vasta obra do escritor, desde o neorrealismo até as experiências de vanguarda.

Teatro completo
Hilda Hilst

Composto de 8 peças — escritas num período de pouco mais de dois anos, de 1967 a 1969. O fato é significativo, pois se trata de período no qual o teatro em geral, e em especial o teatro universitário, adquire grande importância no país, tanto por sua significação política de resistência contra a ditadura militar como pela excepcional confiança na criação jovem e espontânea que se alastrava pelo mundo todo. Destempero e desequilíbrio ou, noutras palavras, criatividade visceral, é o que o leitor encontrará nessas peças, afinal, trata-se de Hilda Hilst.

The magic orange tree and other Haitian folktales
Diane Wolkstein

Diane Wolkstein foi a responsável por coletar e apresentar ao leitor desta obra  variados contos do folclore haitiano. Precedendo cada conto, Diane traz uma breve explicação sobre o mesmo, o que colabora para que adentremos neste rico território em que há uma figura especial: o contador de histórias, que ganha destaque nesta obra.

40 novelas de Luigi Pirandello
Luigi Pirandello

O  leitor poderá escolher vários percursos a trilhar: pode simplesmente ir passando de um conto a outro, sem se preocupar com o conjunto da paisagem, ou pode se deter e apreciar a gênese de uma determinada peça, concentrada em um núcleo de textos, ou,  numa só narrativa, como é o caso do ato único O homem da flor na boca, germinado do conto “Com a morte em cima”.
A galeria de figuras, tipos e situações que esta edição traz é uma expressão da vida – e da história humana – como farsa trágica.

Consulte disponibilidade e localização em nosso catálogo.

 


Futebol em cena

16/07/2018

Não é somente em dias de jogo que o futebol surge em nossas telas.

São muitas as produções cinematográficas que trazem luzes para este esporte. Filmes em que vemos a partida de futebol como campo de disputa no qual entram em cena seres humanos e, com isso, as mais variadas emoções e relações: amizades, desavenças, paixões, amores, muitos e variados desejos, projeções de uma vida melhor entre tantos outros elementos que você poderá conferir na seleção de filmes do nosso acervo, clicando aqui.

Linha de passe (2008). Walter Salles e Daniela Thomas

 


A Gazetinha

10/07/2018

O Super-Homem completa este ano 80 anos. Sua primeira aparição se deu em 1938 na revista Action Comics, nº 1, nos Estados Unidos, e meses depois, ainda naquele mesmo ano, A Gazetinha, suplemento infantil do vespertino paulistano A Gazeta, em seu número 445 trazia a primeira edição brasileira deste super-herói paradigmático.

Isso já coloca A Gazetinha num lugar de destaque, mas segundo os professores Roberto Elísio dos Santos e Waldomiro Vergueiro A Gazetinha também pode ser considerada “como o ponto inicial e o mais importante dos suplementos de quadrinhos no Brasil”.

A publicação trazia HQ estrangeiras e nacionais, como as histórias do palhaço Piolin, e tinha outras características que se repetiram em suplementos infantis de jornais brasileiros, tanto em relação à forma, quanto ao conteúdo: formato tabloide, uso de cores, histórias em quadrinhos e histórias adaptadas ao gosto infantojuvenil, jogos, preocupação educativa e recreativa.

O título teve várias interrupções em sua publicação, a nossa coleção traz, além da já citada primeira edição do oitentão Super-Homem, o número 1, que aparece em 5 de setembro de 1929. E se você quiser conhecer um pouco mais dessa publicação que seguramente ocupa um capítulo importante na história das histórias em quadrinhos nacionais, a biblioteca da ECA atende de segunda a sexta, das 8h às 21h45 no período letivo e das 8h às 19h, nas férias.


Futebol como objeto de pesquisa

02/07/2018

O futebol  é esporte cuja partida é disputada por duas equipes que têm como objetivo fazer a bola entrar no gol do adversário.

Esta descrição certamente deixa escapar a variedade de temas que entra em campo quando se trata de futebol.

Mídia, patrimônio cultural, espetáculo de massa, publicidade, consumo, fama, turismo, jornalismo são apenas alguns dos temas de pesquisas desenvolvidas na Escola de Comunicações e Artes da USP que abordam esse esporte que é paixão nacional.

Por isso, em tempos de Copa do mundo de futebol, a bola da vez em nosso blog são teses, dissertações e trabalhos de conclusão de curso que abordam o futebol.

Confira aqui o levantamento de trabalhos desenvolvidos


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