Ocasionalmente, recebemos solicitações de empréstimo de itens do acervo para exibição em exposições. Atualmente, por exemplo, exemplares de revistas como O Cruzeiro, Cinelândia e A Cigarra, entre outras, estão emprestados para ambientação de uma exposição sobre design brasileiro nos anos 1950 na Fundação Maria Luísa e Oscar Americano
Esse tipo de empréstimo, por ser realizado entre instituições, precisa ser formalizado. Para isso, solicitamos o envio de um ofício em papel timbrado, endereçado à chefia técnica da Biblioteca e assinado pelo(a) responsável da instituição, contendo as seguintes informações:
o nome da exposição em que o exemplar será utilizado;
o período durante o qual o material permanecerá emprestado;
o nome da pessoa responsável pela retirada do material na Biblioteca.
Também pedimos que os itens sejam, preferencialmente, mantidos em expositores fechados. Caso a proposta envolva o manuseio pelo público, é necessário informar previamente como esse manuseio ocorrerá e quais medidas de monitoramento e orientação serão adotadas. Dependendo das características e do estado de conservação do material, especialmente no caso de itens considerados especiais, a previsão de manuseio durante a exposição poderá inviabilizar o empréstimo.
Evandro Carlos Jardim, Jaraguá, sinais, manchas e sombras (Série Figuras). Foto: Mariana Chama. Item exibido na exposição 4 Eméritos.
Há também solicitações de empréstimo de itens para uso como objetos de cena. Esses pedidos são mais raros e sua autorização é mais difícil, uma vez que esse tipo de utilização tende a expor os materiais a maior desgaste.
Outra situação ocorre quando o interesse não está no empréstimo do item, mas na reprodução de partes de partes do documento (fotografias ou outros conteúdos presentes em revistas como Manchete, Realidade e Veja, por exemplo). Nesses casos, a autorização para uso deve ser solicitada aos respectivos detentores dos direitos, pois a Biblioteca não possui os direitos autorais sobre o conteúdo dessas publicações.
Antigamente, qualquer pessoa que frequentasse regularmente bibliotecas sabia responder a essa questão, porque todos precisavam consultar esse tipo de trabalho. Hoje, com tantas fontes de informação disponíveis na internet, o panorama mudou um pouco.
Obras de referência são aqueles trabalhos de consulta rápida, que utilizamos para localizar respostas sucintas, porém precisas, sobre um determinado assunto. São os dicionários, enciclopédias, guias, bibliografias, filmografias, discografias, diretórios, catalogues raisonnés etc.
As bibliotecas, em geral, mantém essas obras em salas ou estantes separadas do acervo geral e não permitem o empréstimo delas. São obras para consulta local, apenas.
Na Biblioteca da ECA as estantes de referência estão localizadas em frente às salas de estudo em grupo, logo após o acervo geral de livros e revistas.
O número de classificação segue a mesma lógica dos demais livros, ou seja, cada código se refere ao assunto geral da obras. A única diferença é a letra r minúscula que precede o número.
Quando temos mais de um exemplar, liberamos um deles para empréstimo, exceto se for obra rara ou de difícil reposição.
É importante notar que, embora muitas obras de referência estejam desatualizadas e algumas delas já tenham sido substituídas por sua versão online, isso não quer dizer que todas perderam sua utilidade. Alguns exemplos:
O Dictionnaire critique et documentaire des peintres, sculpteurs, dessinateurs et graveurs, de E. Benezit, é muito antigo, por isso não traz informações sobre artistas novos. Em compensação, tem verbetes sobre artistas muito antigos, sobre os quais não encontramos nenhuma referência online.
Temos a obra de referência mais importante para a área de música, The new Grove dictionary of music and musicians, nas duas versões: impressa e online. Entretanto, sabemos que alguns verbetes da versão impressa estão mais completos e essa ainda tem uma vantagem adicional: não perdemos o acesso quando o período de assinatura vence e a renovação demora.
Os dicionários de filmes brasileiros realizados por Antônio Leão da Silva Neto, fruto de pesquisas rigorosas, só estão disponíveis em versão impressa.
The Encyclopedia of photography; : a complete guide to amateur photography, publicada em 1949, traz informações sobre técnicas fotográficas analógicas antigas que não se encontram em fontes online.
Os catalogues raisonnés, que reúnem a obra completa de um artista visual, com informações detalhadas e muito precisas sobre cada trabalho, nem sempre são localizados em fontes online.
Para localizar essas obras no Dédalus, façam a busca pelos termos no plural, direcionando ao campo Assunto e selecionando a Biblioteca da ECA (ou outra de seu interesse).
dicionários
enciclopédias
guias
bibliografias
Outra opção é simplesmente percorrer as estantes da Referência e fazer suas próprias descobertas.
Dúvidas? Procurem as bibliotecárias Marina e Amanda, ou o bibliotecário Walber. Estamos aqui para isso!
Recentemente, a CAPES disponibilizou o acesso ao LeapSpace, uma ferramenta de Inteligência Artificial Generativa desenvolvida pela Elsevier para uso acadêmico (publicamos o informe no nosso último boletim, Acontece na Biblioteca). As duas principais funções são o chat responsivo (diferente da Scopus AI, outra ferramenta de IA da Elsevier, que só permite um prompt por chat) e o Assistente de Escrita (writing coaching), que oferece sugestões de escrita para um texto acadêmico em desenvolvimento, além de sugerir referências.
O LeapSpace é treinado com textos completos licenciados pela Elsevier, além dos resumos da Scopus e do conteúdo de provedores parceiros como BMJ, IOP, NEJM e Sage.
Naturalmente, uma busca combinada em diversas bases de dados irá trazer mais resultados. O interessante da ferramenta, contudo, é a possibilidade que as respostas trazem quando o usuário faz um prompt com uma pergunta que pode levar ao desenvolvimento de um problema de pesquisa. Vejamos um exemplo:
Há evidências de que fenômeno dos booktokers ou booktubers (ou seja, influenciadores que fazem conteúdo sobre livros no Tik Tok e Youtube) influencia na formação de leitores do Brasil?
Sem especificar o formato da resposta, o LeapSpace retornou uma tabela, um relatório completo e uma diferenciação entre os níveis de evidência. Certamente, cabe ao pesquisador ler e analisar os artigos, a fim de identificar vieses e verificar se a informação gerada é válida. Outro aspecto relevante é que, por ser treinado por conteúdo científico, o LeapSpace pode “alucinar” menos. Em geral, as referências utilizadas para as respostas estão sempre indicadas.
No recurso de “Writing Coaching”, o usuário escreve seu texto do lado esquerdo e pede sugestões ao assistente, ao lado direito.
Neste caso, foi exportado um texto em .doc e solicitado “melhorias para melhorar a fluidez do texto, bem como novas referências para fortalecer as evidências”.
Em geral, há uma sugestão para cada parágrafo, indicando também as novas referências. As sugestões podem ser aceitas ou rejeitadas. Também é importante verificar os textos e analisar se as recomendações são pertinentes.
Muita gente quer doar livros para a Biblioteca da ECA ou para outras bibliotecas, e isso é muito bom, porque enriquece os nossos acervos. Os motivos são variados: falta espaço em casa, os livros nunca mais serão lidos, a pessoa não tem herdeiros a quem legar sua coleção ou acredita que seus livros vão ser mais úteis numa biblioteca do que trancados em sua casa (esse é o melhor dos motivos).
Nossa biblioteca, assim como qualquer biblioteca, aceita apenas doações de livros pertinentes ao seu perfil de acervo. Na caso da ECA, uma biblioteca universitária especializada nas áreas de Comunicações, Artes, Turismo e Ciência da Informação. Na página Como doar do nosso site estão todas as explicações necessárias.
Bem, aí algumas pessoas perguntam:
Como assim, estou querendo doar, é de graça, e a biblioteca faz exigências?
Então, o problema é que doações não são “de graça”. Existe um custo ligado ao tempo de trabalho dos funcionários, espaço, mobiliário e materiais de consumo. Portanto, a aceitação ou não de uma doação precisa ser analisada com cuidado pela equipe.
Vou ter que fazer uma lista? É muito complicado, não tenho tempo…
Sim, sabemos que não é fácil, mas não temos condições de receber doações volumosas sem uma lista prévia para selecionarmos somente os livros de interesse para nosso público. Quando recebemos uma doação, o material precisa permanecer guardado numa sala destinada a esse fim, com estantes de aço. Os livros não vão diretamente para as estantes do público, antes precisam ser selecionados, higienizados, catalogados e inseridos no sistema. Como a sala de que dispomos para as atividades de seleção é relativamente pequena, não teríamos espaço para receber todas as doações que nos são oferecidas, se não recebêssemos listas.
Uma outra preocupação é a saúde dos funcionários. É comum que livros de bibliotecas particulares cheguem a nós com muita poeira acumulada, eventualmente até com incidência de fungos. Quase todos os nossos funcionários apresentam quadros de alergia e precisamos poupá-los um pouco, para evitar problemas mais graves. Fazer a seleção inicial por meio de listas é mais seguro e mais rápido, garantindo que os livros fiquem disponíveis ao público em menos tempo.
Então, se você quer doar seus livros para que sejam lidos por muita gente e continuem sendo úteis, faça esse exercício de generosidade até o final. Como fez a professora Johanna Smit, por exemplo, que nos doou boa parte de sua vasta biblioteca, que selecionamos a partir de uma lista cuidadosamente preparada por ela.
Desenhos e representações gráficas acompanham os grupos humanos desde os primórdios da humanidade, como demonstram os diversos conjuntos de pinturas rupestres encontrados em diferentes partes do mundo. O interesse acadêmico pelos quadrinhos, porém, é relativamente recente: os primeiros estudos sistemáticos sobre o tema datam da década de 1960.
A ECA ocupa uma posição de destaque nessa área. Além de publicar, desde 2012, a revista 9ª Arte, foi também o berço de alguns dos pioneiros brasileiros nos estudos acadêmicos sobre histórias em quadrinhos, como Álvaro de Moya, Sonia Bibe Luyten e Waldomiro Vergueiro, entre outros.
Dado o interesse de alguns de seus professores pelo tema, era natural que a Biblioteca da ECA também voltasse sua atenção para essa área. Hoje, contamos com uma importante coleção de histórias em quadrinhos, composta por séries e graphic novels.
É a coleçao dos títulos seriados, antes catalogada apenas em uma base de dados de acesso local, que está sendo incorporada ao Dedalus. Com isso, pesquisadores e apreciadores do gênero podem consultar, de onde estiverem, quais títulos temos disponíveis em nosso acervo.
As revistas estão sendo cadastradas no Dedalus em ordem alfabética de título. No momento, o trabalho está na série James Bond, mas, em breve, chegaremos ao Zé Carioca.
Como buscar?
Para recuperar a lista dos títulos já catalogados, basta aplicar dois filtros de busca no Dedalus, conforme mostrado na imagem abaixo:
Como consultar?
Após localizar no catálogo o título de seu interesse, solicite-o no balcão de atendimento. A consulta está disponível para qualquer interessado, seja pesquisador ou apreciador do gênero. Os exemplares não podem ser emprestados, mas é permitido fazer reproduções utilizando o próprio celular ou o scanner de autoatendimento disponibilizado pela biblioteca, sempre em conformidade com a legislação vigente.
Ainda aproveitando o ensejo dos 60 anos da ECA, digitalizamos a maior parte dos números da Revista de Comunicações e Artes e elaboramos um índice de autores, indicando os títulos dos textos e o respectivo número e ano da revista. O material pode ser consultado aqui: https://www.eca.usp.br/biblioteca/revistas-da-ecc-e-da-eca. Os demais exemplares serão digitalizados em breve.
O primeiro número foi publicado em 1967, ainda com o nome de Revista da Escola de Comunicações Culturais (o antigo nome da ECA). A mudança para Comunicações e Artes veio em 1970. É provável que esta tenha sido a primeira revista editada pela ECA – ao menos entre o levantamento que conseguimos realizar: https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2010/11/05/revistas-da-eca/
No editorial do primeiro número “Primeiras palavras” (1967, n. 1, p. 11), Júlio García Morejón faz uma reflexão que perdura nos dias atuais:
Tenho-me feito, a cada instante, as seguintes perguntas: Que é comunicação? Visto que isso represente alguma coisa, pois é quase que unânimemente aceito — e aceito até demais nestes instantes —, levado ao plano da docência e da pesquisa em nível universitário, que é ou como deve ser estruturada uma Faculdade de Comunicações? Limitar-me-ei a resumir as minhas experiências e as conclusões a que estou chegando.
Os textos, por sua vez, têm um caráter mais ensaístico, e versam sobre diversas temáticas que contemplam as Comunicações e as Artes. A revista apresenta as primeiras reflexões de autores que se tornaram canônicos, como José Marques de Melo, Jean-Claude Bernadet, Lupe Cotrim, Virgílio Noya Pinto, Walter Zanini, Ana Mae Barbosa e Freitas Nobre. Muitos desses artigos não estão disponíveis em outras fontes – nem mesmo os dados bibliográficos, além do texto completo.
Há também textos colaborativos. Em “Arte e Universidade” (n. 10, 1981, p.18), Arnaldo Daraya Contler, Jean-Claude Bernardet, José Resende, Leon Ferrari, Renina Katz e Silvana Garcia refletem, neste trecho, sobre o ensino de Música na Universidade:
A discussão em torno do centralismo burocrático administrativo da Universidade como uma forma de dominação, não deve se restringir a uma relação mecanicista estabelecida entre os estatutos e a constituição da empresa sob novos moldes capitalistas e autoritários, mas deve levar em consideração os problemas pedagógicos e teóricos que vêm norteando o ensino da música no Brasil. Geralmente, o aluno de música, tem sido considerado como uma “coisa” ou objeto, negando-se-lhe, inclusive, direito de ser o sujeito do próprio processo de aprendizagem. Essa relação denota reminiscências ainda presentes no ensino de música no Brasil. A diferença entre o sujeito (professor) e o aluno (objeto) é sempre justificada partindo-se do seguinte pressuposto: o professor sabe contraponto, harmonia, – teoria, o aluno, por outro lado, desconhece os princípios elementares da música; logo, é considerado incapaz de avaliar com rigor os pressupostos técnicos e estéticos que lhe estão sendo impostos. Por esse motivo, o aluno não pode expressar suas opiniões, pois o centro da discussão deve sempre girar entre os donos da cultura. Por exemplo, o folclore é ensinado para justificar inconscientemente uma ideologia de conotações nacionalistas, visando basicamente o estudo da composição musical. Mas a crítica dessa concepção educacional nunca é discutida, pois sendo a música uma arte marcadamente conotativa e utópica, facilita a manutenção dessa postura reacionária e conservadora de seus partidários. A música, conforme essa visão do saber, não possui nenhum comprometimento ou envolvimento com as classes sociais ou com as ideologias dominantes. Mas na prática a razão burguesa acaba se impondo, pois a música se insere numa determinada concepção de cultura, sempre vinculada a certos compromissos políticos e ideológicos assumidos implícita ou explicitamente pelos intelectuais.
Podemos pensar em aspectos teóricos como o conceito de centralismo burocrático ou mesmo folclore – esse último, por sua vez, têm sido debatido entre estudiosos da música. De todo modo, a discussão sobre o ensino e aprendizagem da música mostra que o problema não é novo.
Até mesmo temas compreendidos como mais recentes aparecem nos textos da revista. Em “Leitura e Desenvolvimento Tecnológico: Um novo Alfabetismo?” (n. 11, 1982, p. 13), Nelly de Camargo reforça o caráter social e político do desenvolvimento tecnológico:
A fantástica mobilidade da informação e do conhecimento que supera as barreiras do espaço e do tempo, e as características da tecnologia que expõe as limitações e fragilidades do Homem nas inumeráveis operações em que compete com a máquina (e perde), mesmo no domínio da própria inteligência e criatividade, levantam sérias preocupações de ordem política, económica e social, sobretudo educacional, tanto a nível de países, como de organizações internacionais, notáveis pelo esforço com que vêm patrocinando a polêmica esclarecedora sobre o assunto.
Esses são alguns dos artigos presentes nas revistas. Esperamos que esta iniciativa contribua para a preservação da memória intelectual da nossa Escola.
Trata-se de uma base de dados de imagens, concebida para divulgar os trabalhos práticos de artistas que são ou foram professores ou alunos do Departamento de Artes Plásticas da ECA e do Programa de Pós-graduação em Artes Visuais (PPGAV). São teses, dissertações e TCCs que foram apresentados como trabalhos práticos de arte, em forma de livros de artista, gravuras, fotografias, fotolivros, desenhos, objetos e outros. Também são registradas imagens de trabalhos de artistas cuja tese ou dissertação é uma reflexão sobre sua própria obra.
A BDPA vem suprir uma lacuna nos catálogos mantidos pela USP para os acervos de suas bibliotecas, que não oferecem um produto capaz de reunir, catalogar e exibir essas obras que se expressam, fundamentalmente, por imagens. Esse novo catálogo vai possibilitar:
divulgar para a sociedade, pela internet, um acervo de originais de arte de características únicas, porque gerado no ambiente acadêmico. Anteriormente esse acervo estava acessível apenas para quem frequenta a Biblioteca da ECA.
apresentar ao público o trabalho de artistas importantes que passaram pela ECA no contexto da pesquisa acadêmica, colaborando para a divulgação da produção artística na Universidade
divulgar o trabalho de artistas jovens, mostrando a relação com seus orientadores
Regina Silveira, Evandro Carlos Jardim, Carlos Fajardo e Carmela Gross, professores eméritos da ECA, estão representados na base de dados com as obras relacionadas às suas dissertações e teses e outras, selecionadas pela curadoria do projeto.
No momento, temos 51 artistas, 192 obras e 506 imagens cadastradas na base de dados, mas temos muitos trabalhos a serem fotografados e muitas imagens já realizadas ainda não catalogadas. Nossa Biblioteca Digital da Produção Artística da ECA deve crescer bastante. Esperamos, em breve, conseguir melhorar a interface gráfica da base e concluir a atualização do software, já em andamento.
Página de abertura, sobre gravura de Regina SilveiraPágina de apresentação das coleções
O projeto tem a participação das professoras Vânia Mara Alves Lima (coordenadora – CBD) e Lúcia Koch (curadora – CAP).
A Biblioteca da ECA está disponibilizando um novo treinamento para a comunidade, denominado Introdução ao uso de IA na pesquisa acadêmica.
Para agendar, basta preencher o formulário clicando aqui, escolher um dia e horário e aguardar nossa confirmação. Lembrando que é possível ser remoto ou presencial, individual ou em grupo.
Esse treinamento introdutório é baseado em algumas demandas que tivemos desde que as ferramentas de Inteligência Artificial Generativa começaram a se popularizar: como e quando usar a IA? O que cada ferramenta faz? Como utilizar e não mitigar o pensamento crítico?
Desenvolvemos o conteúdo do treinamento conjuntamente. Para tanto, assistimos à Master Class “Integridade Científica em Tempos de Inteligência Artificial: Desafios e Práticas para Bibliotecas Universitárias” com a professora Edneia Silva Santos Rocha no Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias em 2025; fizemos os cursos “Explorando a Inteligência Artificial: Guia Prático para Funcionários da USP” e “Introdução à Inteligência Artificial (IA) para servidores da ECA”, este último com os professores Leonardo Foletto e Júlio Colabardini.
Iremos abordar os seguintes tópicos:
Conceitos básicos de Inteligência Artificial (IA) e IA Generativa
Aplicações da IA na pesquisa acadêmica
Boas práticas e ética no uso de IA
Declaração do uso de IA na metodologia
Proteção de dados sensíveis
Cuidados e limitações das ferramentas de IA
Riscos de alucinação e referências falsas
Limitações na tomada de decisão e reprodutibilidade
Desenvolvimento de prompts
Ferramentas de IA para pesquisa e produção acadêmica
Recomendações institucionais e acadêmicas
Reflexões sobre autoria, pensamento crítico e uso consciente da IA
O conteúdo programático pode variar de acordo com a demanda e nível de familiaridade do solicitante. Também aceitamos sugestões, caso algum tópico de interesse não tenha sido contemplado.
Com a criação do MEC Livros, a biblioteca digital do Ministério da Educação, muitos estudantes se perguntam se a nova plataforma inclui livros acadêmicos. O acervo ainda não é tão grande, mas já vimos que contém alguns livros de não-ficção. Aguardemos.
Já existem muitas plataformas de e-books acadêmicos disponíveis para os estudantes brasileiros de forma gratuita. Vejam algumas opções.
Universidades públicas
A maioria das universidades estaduais ou federais têm repositórios da produção de seus professores ou outros tipos de plataformas de e-books. Alguns exemplos:
A Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em conjunto com o SiBI da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) fizeram um levantamento de e-books de editoras universitárias brasileiras que estão disponíveis de forma gratuita. Os títulos estão organizados nesta planilha:
O Portal Brasileiro de Publicações e Dados Científicos em Acesso Aberto reúne a produção científica e os dados de pesquisa em acesso aberto, inclusive e-books.
Biblioteca digital gigantesca, traz livros, música, filmes, software e imagens em acesso aberto. Inclui também um módulo de empréstimo de e-books. É necessário fazer um cadastro gratuito.
A grande biblioteca digital europeia dá acesso a inúmeras coleções de documentos de diversos tipos e assuntos, gratuitamente.
Estas são apenas algumas fontes de e-books que podem ser baixados gratuitamente ou, em alguns casos, emprestados. Não são os únicos, listamos aqui alguns dos mais conhecidos. Se você é um estudante e gostaria de conhecer outras fontes de informação acadêmica, consulte sua biblioteca e aumente seu repertório.
edição: a seleção não inclui Ciência da Informação, o título antigo do post foi um equívoco. 12.03.26
Na semana em que se comemora o Dia das(os) Bibliotecárias(os), publicamos uma seleção de livros e outros documentos sobre os assuntos Biblioteconomia, Bibliografia, Documentação, Livros e Bibliotecas. A seleção foi realizada pela professora Cristina Dotta Ortega, do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação, com palpites da equipe da Biblioteca da ECA.
Alguns desses itens estão expostos no espaço da Biblioteca. Venham conhecer e consultar.
CLÁSSICOS E DESTAQUES DO ACERVO
SOBRE DOCUMENTAÇÃO
O tratado de Documentação, de Paul Otlet
El tratado de documentación el libro sobre el libro : teoría y práctica Paul Otlet 1868-1944; María Dolores Ayuso García Murcia: Universidad de Murcia, 2007 ECA – 025 O88tE 2.ed.
Tratado de documentação o livro sobre o livro : teoria e prática Paul Otlet 1868-1944 Taiguara Villela Aldabalde; Leticia Alves; Virginia Arana; Silvana da Silva Antonio Arduini; Cristian Brayner; Marcílio de Brito; Magno Evangelista; Maria Yêda F. S. de Filgueiras Gomes; Guillaume Achiles Clair Marie Isnard Filho; Nair Yumiko Kobashi; Ana Regina Luz Lacerda; Antonio Agenor Briquet de Lemos; Ercilia Mendonça; José Antonio Pereira do Nascimento; Martha Suzana Nunes; Regina Keiko Obata; Edmir Perrotti; Ivete Pieruccini; Alice Araújo Marques de Sá; Camila Silva; Max Evangelista da Silva; Johanna Wilhelmina Smit; Rosemeri Bernieri de Souza; Maria Carolina de Deus Vieira Brasília: Briquet de Lemos, 2018 Acesso online: https://repositorio.unb.br/handle/10482/32627
What is documentation? English translation of the classic French text Suzanne Briet 1894-1989; Ronald E Day 1959-; Laurent Martinet 1969-; Hermina G. B Anghelescu Lanham Scarecrow 2006 ECA – 025 B853w
Teoría de la documentación José López Yepes 1946- Pamplona: Edic. Universidad de Navarra, 1978 ECA – 020 L864t
Concepción lógico-lingüística de la documentación Félix Sagredo Fernández; José María Izquierdo Arroyo Madrid: Ibercom – Red Comnet de la Unesco, 1983 ECA – 025 S129c
La informacion como derecho Jose Maria Desantes Guanter Madrid: Editora Nacional, 1974 Localização: FD – Faculdade de Direito – 351.751 D484i DCV
Manual de documentacion las tecnicas para la investigacion y dedaccion de los trabajos cientificos y de ingenieria Javier Lasso de la Vega; Jimenez-Placer Barcelona: Labor, 1969 ECA – 029.7 L347m
Diccionario enciclopédico de ciencias de la documentación José López Yepes 1946- Madrid: Editorial Sintesis, 2004 FFCLRP – Fac. Fil. Ciên. Let. de R. Preto – R002(03) D542 v.2
Paul Otlet um pioneiro da organização das redes mundiais de tratamento e difusão da informação registrada Paola de Marco Lopes dos Santos Rio de Janeiro, 2007 Artigo – http://revista.ibict.br/ciinf/article/view/1176
O que é documentação Johanna Smit São Paulo: Cultrix, 1987 ECA – 029 S642q 2.ed.
L’Homme qui voulait classer le monde Paul Otlet and the Birth of the Information Age Alex Wright Oxford University Press, 2014 ECA – 025 O88w
Documentação S.C. Bradford Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1961 ECA – 029 B799d
Les techiniques documentaires Jacques Chaumier Paris: presses universitaires de france, 1974 ECA – 029 C497t
Documentação de Hoje e de Amanhã Jaime Robredo Brasília: Edição do autor, 2005 ECA – 020 R666d 4. ed.
SOBRE LINGUÍSTICA DOCUMENTÁRIA E INFORMÁTICA DOCUMENTÁRIA
Introduction à l’étude des langages documentaires Maurice Coyaud Paris: C Klincksieck, 1966 ECA – 029.5 C881i
Informatique documentaire Andre Deweze Paris Masson 1986 ECA – 029.7 D519i 2.ed.
L’automatisatíon des recherches documentaires un modèle général, le Syntol R. C. Cros (René-Charles); Jean-Claude Gardin; F Lévy (Francis) Paris: Gauthier-Villars, 1968 ECA – 029.5 C949a 2.ed
Étude sur les catégories générales applicables aux classifications et codifications documentaires Eric de Grolier Paris: Unesco, 1962 ECA – 025.43 G875e
SOBRE BIBLIOTECONOMIA
Introdução à biblioteconomia Edson Nery da Fonseca; Antônio Houaiss Brasília: Briquet de Lemos, 2010, c2007 ECA – 020 F676i 2.ed. e.2
As cinco leis da biblioteconomia S. R. Ranganathan (Shiyali Ramamrita) 1892-1972 Tarcisio Zandonale trad Brasília Briquet de Lemos c2009 ECA – 020 R196c
Missão do bibliotecário José Ortega y Gasset 1883-1955; Antonio Agenor Briquet de Lemos Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2006 ECA – 020 O77mP
Library services in theory and context Michael Keeble Buckland New York: Pergamon, 1983 ECA – 025.02 B924l
Introdução geral às ciências e técnicas da informação e documentação Claire Guinchat e Michel Menou Brasília: FBB e IBICT, 1994 ECA – 020 G964iP 2. ed.
Référentiel des métiers-types des professionnels de l’information-documentation Association des professionnels de l’information et de la documentation Paris: ADBS Éditions, 2001 ECA – 020 A849r
Elements of bibliography Robert B. Harmon Londres: The Scarecrow Press, 1981 ECA – 010 H288e
Introdução à ciência da biblioteconomia Pierce Butler São Paulo: Lidador, 1971 ECA – 020 B986iP
Elementos de bibliotecología Domingo Buonocore Santa Fe: Castellvi, 1948 ECA – 020 B944e
Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia Murilo Bastos da Cunha e Cordélia Robalinho de Oliveira Cavalcanti Brasília: Briquet de Lemos, 2008 ECA – r020.3 C972d
SOBRE LIBROS E BIBLIOTECAS
Livros e bibliotecas no Brasil colonial Rubens Borba de Moraes 1899-1986 Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1979 ECA – 027.081 M827l
O mestre dos livros Rubens Borba de Moraes Suelena Pinto Bandeira Brasília: Briquet de Lemos Livros, 2007 ECA – 020.0981 M827b
Palaces for the people how social infrastructure can help fight inequality, polarization, and the decline of civic life Eric Klinenberg New York: Broadway books, c2018 ECA – 301.36 K65p
O poder das bibliotecas a memória dos livros no Ocidente direção de Marc Baratin e Christian Jacob Rio de Janeiro : Ed. UFRJ, 2008 ECA – 027.009 P742b
História das bibliotecas de Alexandria às bibliotecas virtuais Frédéric Barbier São Paulo : Edusp, 2018 ECA – 027.009 B236h
O infinito em um junco a invenção dos livros no mundo antigo Irene Vallejo Rio de Janeiro : Intrínseca, 2022 ECA – 686.209 V182i
SOBRE BIBLIOGRAFIA
La bibliografía Louise-Noëlle Malclès Buenos Aires: Eudeba, 1967 ECA – 010 M242b 2.ed.
La bibliologie Robert Estivals Paris: Presses Universitaires de France, 1987 ECA – 010.42 E81b
Introdução ao controle bibliográfico Bernadete Santos Campello Brasília: Briquet de Lemos, 2006 ECA – 025.3 C193i 2.ed.
Informação e controle bibliográfico: um olhar sobre a cibernética Ana Maria Nogueira Machado São Paulo: Ed. UNESP, c2003 ECA – 025.3 M149i
A cibernética do controle bibliográfico: para uma teoria dos sistemas de recuperação da informação Wellisch, Hans H. Brasília: IBICT, 1987 ECA – 025.3 W452c e.1
A bibliografia e sua técnica Xavier Placer Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura, Serviço de Documentação 1955 010 P697b e.1
Servicios bibliográficos estado actual y posible mejoramiento, antecedentes e informe preliminar para uso de una Conferencia Internacional de Bibliografía Washington Unesco 1950 ECA – 025.5 U66s
Bibliography and the sociology of texts D.F. Mckenzie Cambridge: Cambridge University Press, 2004 010. 42 M478b
LIVROS DE ARTISTA (E LIVROS SOBRE LIVROS DE ARTISTA)
Um olhar diferente sobre o tema dos livros e das bibliotecas
Livro sobre livros ; Biblioteca Loeb, Lucia Mindlin São Paulo, 2019 ECA – t702.81 L825L v.1 e.2
Casa fortaleza o livro de artista como transversalidade poética : arquitetura, arte e trabalho. Laila Terra de Calazans Fernandes Prates de Moura São Paulo 2023 ECA – G t709.8105 T323c