Nossas teses para vocês

03/05/2021

Numa escola de comunicação e artes vão sempre aparecer em nossas pesquisas assuntos como crítica musical, criação artística, composição musical, jornalismo, análise de discurso… mas artes e comunicação estão sempre acompanhando e se apropriando de avanços tecnológicos, também refletem preocupações do momento político do país, assim, assuntos emergentes ou urgentes, nem sempre novos, se impõem em nossas teses e dissertações: memes, YouTube, Instagram, relações de gênero, fake news, governos militares, identidade nacional, algoritmos etc. 

Na amostra abaixo, teses e dissertações para incentivar vocês a acessarem gratuitamente nossos trabalhos lá na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP.

O fenômeno das fake news é analisado por Marcia Pinheiro Ohlson que pesquisou “o uso da tecnologia blockchain para combatê-lo, tendo como base teórica a semiótica e o pragmatismo do filósofo norte-americano Charles S. Peirce.” Bloqueando as fake news: um estudo sobre o uso do blockchain no jornalismo a partir do pensamento de Charles S. Peirce.

O impacto e a apropriação da tecnologia pela arte aparecem nos trabalhos de Eli Borges Júnior e Mateus da Rocha Montanari. O primeiro “apresenta uma teoria sobre as possibilidades de transformação do estatuto da imagem e de seus modos de fruição a partir da hipertrofia das tecnologias de comunicação e informação digitais, tendo como foco um de seus elementos fundamentais: os algoritmos.” Teoria da forma algorítmica: entre uma estética e uma ética dos algoritmos: relações entre imagem, fruição e ação.

Já para Mateus da Rocha Montanari a arte “costuma se apropriar dos meios e linguagens de sua época e subvertê-los. Sendo assim, os artistas interessados nas linguagens eletrônicas e digitais têm um terreno fértil […] para pesquisa e produção neste cenário.” Por isso, lança o olhar também sobre os algoritmos. Paisagens algorítmicas: o uso de inteligência artificial para criação poética.

Com Memes na internet: uma análise da produção, dos usos e dos sentidos, Eduardo Corrêa de Godoy faz uso da netnografia e da semiótica para “compreender o meme e suas relações sob um olhar multidimensional.”

Transgeneridade, influenciadores digitais, YouTube… são assuntos para Laiara Alonso. Espaços antes negados nos meios de comunicação tradicionais vêm sendo conquistados por grupos minoritários num novo ecossistema comunicacional. A autora examina “quatro canais produzidos por youtubers transexuais e transgêneros”. Diversidade no YouTube: narrativas de gênero, identidade e sexualidade pela perspectiva de youtubers trans.

O momento político pelo qual passa o país obviamente faz o interesse de muita gente apontar para assuntos nem tão novos, como democracia, governos militares.

Gustavo Carbonaro Rodrigues reflete sobre como se enreda o discurso presidencial e a identidade nacional e os reflexos disso na construção de uma narrativa de país. A partir da análise dos discursos de presidentes da Nova República (1990-2020) conclui que o governo Bolsonaro tem “projeto de alteração do núcleo figurativo de nossa identidade coletiva para além do acordo proposto na Constituição de 1988”. Narrativas brasileiras: os presidentes e a identidade nacional na Nova República.

Quer acessar gratuitamente essas e muitas outras teses e dissertações da ECA? Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP.


A Biblioteca Universitária de Campos dos Goytacazes: uma biblioteca na universidade pública brasileira

22/03/2021

Tese

Autor: Thulio Pereira Dias Gomes
Orientador: Marco Antonio de Almeida
Programa de pós-graduação: PPGCI
Data de publicação: 2020


Propósito, relevância e resultados


A universidade pública brasileira vive um momento conturbado de sua história no início do século XXI. Ou talvez seja razoável dizer que a universidade nunca tenha vivido um momento de estabilidade no Brasil, porque mesmo os momentos mais prósperos foram marcados por grandes desafios. Atualmente, as universidades federais vivem os efeitos das políticas públicas de educação superior das últimas décadas que propõem ao presente o desafio de estruturação após expansão. A universidade ampliou a oferta de vagas e de cursos e a presença no território brasileiro. Após esse momento de expansão, a universidade sofre o enxugamento de verbas públicas e é questionada pela sociedade quanto à sua finalidade e ao seu papel.

Nesse contexto, a pesquisa apresenta a Universidade Federal Fluminense em Campos dos Goytacazes a partir dos documentos armazenados na biblioteca universitária. O estudo de caso apresenta situações em que a biblioteca, o bibliotecário e a biblioteconomia contribuíram para que a universidade alcance seus objetivos institucionais. Para isso, a pesquisa aplica técnicas de mediação de documentos produzidos pela própria comunidade acadêmica. O estudo conta a experiências de professores, técnicos e estudantes com os documentos produzidos pela universidades e sugere que esse trato documental favorece a relação com a instituição. Vale observar que uma experiência da bibliotecária Lilian Viana, da ECA, foi um dos referenciais metodológicos para a experiência de mediação apresentada.

Salão de leitura da BUCG/UFF. Foto: Thulio Gomes


O estudo, apoiado na biblioteconomia crítica, apresenta uma análise de um caso de uma biblioteca no contexto das transformações recentes das universidades federais brasileiras. A universidade vive um momento em que deve perseguir a indagação sobre seu papel e relevância para o presente. A tese contribui para a inserção da biblioteca universitária, da biblioteconomia e do bibliotecário nesse urgente debate.


Link para trabalho na biblioteca digital:
https://doi.org/10.11606/T.27.2020.tde-02032021-164317
E-mail: thuliogomes@gmail.com

Para divulgar sua tese ou dissertação neste blog e redes sociais da Biblioteca, use este formulário.


As teses estão voltando

23/02/2021

[editado em 16.03.21]

Devido aos problemas e restrições causados pela pandemia, a secretaria de pós-graduação da ECA não estava conseguindo nos enviar as dissertações e teses defendidas em 2020 e final de 2019. Mas agora, finalmente, voltamos a receber os arquivos. 

O primeiro lote já está disponível para download na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP e no Dédalus. Em breve receberemos outras remessas.  Os trabalhos já disponíveis são esses:

Alexandre Gomes do Nascimento. Realismo cinematográfico: a poética de Walter Carvalho na minissérie ‘Justiça’ –  25/10/2019

Alexandre Nakahara.  Brasileiros no cinema japonês: Espaço, Realismo e Utopia –  25/10/2019

Ana Flávia Marques da Silva. A redação virtual e as rotinas produtivas nos novos arranjos econômicos alternativos às corporações de mídia  – 01/11/2019

André Caetano de Sá e Benevides Inoue. Fotojornalismo, redes sociais e plataformas digitais: a #grevegeral de 2017 no Twitter  – 11/12/2019

Caio Richard de Araújo Macêdo Alexandre. O corpo encantado na performance cerimonial Pankararu –  13/11/2019

Carina Seles dos Santos. Comunicação integrada de pequenas editoras da cidade de São Paulo –  13/12/2019

Ciro Paulo Viscondi Canellas.  Análise de oito dos estudos para violão de Villa-Lobos – 07/03/2020

Elena Guerra Altheman.  A construção do universo ficcional e a Serialidade Sutil em Hora de Aventura –  31/10/2019

Fernanda de Alcântara Pestana Bazan. As transformações de uma década pelos traços de André Dahmer: comunicação, relações sociais e tecnologias digitais nos quadrinhos dos anos  – 10 02/12/2019

Igor Alexandre Martins. Produção de imagens na perfomance do êxtase: zonas limiares entre o sagrado e o profano, à mestiçagem antropófaga do Teat(r)o Oficina –  08/11/2019

Ísis Biazioli de Oliveira. A modernidade da Sinfonia Fausto de Franz Liszt: uma abordagem estético-analítica  – 01/11/2019

Luciana Eastwood Romagnolli. Dramaturgias conviviais: formas para experiências do comum  – 09/12/2019

Mariana Ramos Crivelente.  Métodos e técnicas bibliométricas de análise de produção científica: um estudo crítico  – 17/12/2019

Mauricio Ianes de Moraes. SituAções  – 20/12/2019

Natalia Belasalma de Oliveira. O Brasil em pedaços: aspectos do cinema de Arthur Omar – 12/11/2019

Priscilla Carbone.  O corpo esgotado: um estudo crítico sobre práticas de ensino corporal na formação do ator –  09/12/2019

Raquel Zaccolo Magalhães.  Vendo imagens, olhando recortes  – 16/01/2020

Segundo lote (já cadastrado na BDTD, em fase de catalogação no Dédalus):


André Lopes Martins.  Do Máquinas híbridas de performance: novas formas de instrumenticidade em práticas musicais experimentais – 14/02/2020

Carla Severiano de Carvalho. A representação do Brasil na Espanha: usando a Grounded Theory para a compreensão dos processos de estereotipia de países pelo jornalismo internacional – 29/01/2020

Celio Franceschet. Mumblecore: sintaxe de um cinema de acidentes – 20/02/2020

Ceres Marisa Silva dos Santos.  A comunicação afrodiaspórico decolonial de mulheres negras brasileiras de quatro coletivos nas redes digitais – 10/03/2020

Daniel Torres Guinezi.  Mensurando interações: modelos de rede e aplicações à pesquisa em comunicação – 23/03/2020

Douglas Vinicius Galan.  Cyber roças: registros e realizações audiovisuais sobre agricultura urbana em contextos geográficos metropolitanos, mediáticos e tecnológicos – 27/03/2020

Edilane Carvalho Teles. Entre o dizer e o fazer com as mídias e tecnologias na formação inicial do pedagogo – 13/03/2020

Eli Borges Júnior. Teoria da forma Algoritmica: entre uma estética dos algorítmos: relações entre imagem, fruição e ação – 04/03/2020

Elis Rejane Santana da Silva. Os segredos de Orunmilá.com: os búzios como techné nas mediações culturais em terreiros e em sites – 12/03/2020

Francis Wilker de Carvalho.  Encenação-paisagem: Uma cena que reivindica o mundo a céu aberto – 06/04/2020

Isadora dos Santos Garrido Steimer. Curadoria e Crítica  – 31/01/2020

Ismar André Smith Rachmann.  A energia no trabalho do ator: dos Chakras à criação cênica  – 11/02/2020

Leonardo Nones Santos.  Arte na era da condição pós-meio: Estudo e tradução de Rosalind Krauss  – 14/11/2019

Luciana Aparecida de Lima Castilho. A contribuição da Ciência da Informação para a preservação de fotografias digitais: uma análise da produção científica recente –
06/01/2020

Luciana de Almeida Guimarães. Animalidade na mundana companhia: vestígios de uma experiência no espetáculo O idiota – uma novela teatral – 14/01/2020

Marcia Pinheiro Ohlson. Bloqueando as fake news: um estudo sobre o uso do blockchain no jornalismo a partir do pensamento de Charles S. Peirce – 11/02/2020

Márcio Santos Lima. Desenhar é preciso? O ensino de Desenho como grande área de conhecimento para a formação integral nos Institutos Federais – 12/03/2020

Marcos Tadeu do Amaral. Cartografia cenográfica: sessenta anos da cenografia teatral de Cyro Del Nero –  27/09/2019

Maria Ceccato. Material Fatzer: três experimentos com a peça impossível – 12/03/2020

Maria Fernanda Riscali de Lima Moraes. Do O cinema do diretor de fotografia: traços estilísticos em Wallter Carvalho – 31/03/2020

Mariá Guedes Pereira.  As personagens cômicas de gênero feminino na obra de Luís Alberto de Abreu  – 29/10/2019

Mario Alves dos Santos Junior.  O resgate da oralidade na cultura e nos meios de comunicação auditivos no contemporâneo – 05/03/2020

Lembramos aos autores que podemos fazer uma divulgação especial de seu trabalho aqui neste blog e em nossos perfis nas mídias sociais. Basta nos enviar as informações por este formulário, ou entrar em contato conosco pelo e-mail da Biblioteca. Vamos lá, pessoal?

[Atualização]

O terceiro e quarto lotes,  enviados na primeira quinzena de março, já estão cadastrados na BDTD e no Dédalus, com exceção de dois trabalhos cujos arquivos apresentaram problemas. Todas as teses e dissertações defendidas na ECA em 2019 e 2020 estão disponíveis para consulta.

 


Lab.PRESENÇA: um canal de divulgação científica e de arte

24/08/2020

Carolina Berger é autora da tese “O princípio das modalidades de presença poética : da performatividade à formação da mente corporificada no audiovisual”, defendida na ECA em 2016 e disponível online neste link: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27161/tde-22092016-144544/pt-br.php.

A pesquisadora tem um canal de divulgação científica e de arte, o Lab.PRESENÇA: Laboratório de experiências do agora,  que ela explica da seguinte forma :

É a criação de uma alquimia entre corpo e tecnologia a partir de conhecimentos da arte e da ciência para pensar em como agir com presença, expressividade e consciência, na era da revolução digital. Lab.PRESENÇA tem a expressão e a consciência corporal como eixos para percorrer uma arqueologia da presença com ferramentas técnicas. Entre teoria, técnica e prática, diferentes aspectos de nossas experiências de presença são colocados à prova. Apresentado e idealizado pela artista e pesquisadora Dra. Carolina Berger, o lab é resultado de anos de pesquisa e criação de técnicas de diferentes campos das artes do corpo (dança, artes da performance e teatro) e do movimento (audiovisual e novas mídias) (Texto de apresentação do canal).

Preocupada com a forma pela qual nossa atenção é dividida pela enorme quantidade de janelas de informação com as quais convivemos cada vez mais nos ambientes online, que “afetam nossa estabilidade mental e nossa relação com a corporalidade”, Carolina questiona os motivos de estarmos afastados de “pensamentos e experiências mais profundos”.

O LabPresença nos convida a descobrir formas de “recuperar nosso corpo e nossa sensibilidade”. Uma discussão oportuna nesse momento em que a pandemia ao mesmo tempo nos isolou e intensificou nosso uso das tecnologias de comunicação e vivências no mundo online.

Para saber mais sobre esse trabalho, veja:

O paradoxo da presença

 

Se você, que defendeu sua tese ou dissertação na ECA, quer fazer uma divulgação aqui no Blog da Biblioteca da ECA e em nossos perfis nas redes sociais, entre em contato conosco pelo e-mail ecabiblioteca@usp.br ou por este formulário.


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