O dinheiro para os livros

10/09/2018

As bibliotecas têm verba para comprar livros?
De onde vem esse dinheiro?
Como é feita a distribuição?
Por que o livro que eu preciso está na FEA ou na FFLCH e não aqui na ECA?

 

São perguntas que muitos alunos e professores nos fazem. Outros não chegam a perguntar e ficam com essas dúvidas em mente.

Já abordamos, neste post, como é o processo de compra de livros. Agora vamos tentar explicar os critérios de distribuição de verbas aplicados pela USP.

As verbas destinadas pela Reitoria da USP, em geral anualmente, são distribuídas de acordo com o número de docentes, alunos, cursos de graduação e pós-graduação da unidade. Também se atribui um peso baseado no custo médio dos livros de cada área.

A tabela acima foi extraída do documento Critérios para distribuição de verbas: Programa de Aquisição de Livros e Outros Materiais não Periódicos, elaborado pelo Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (DT -SIBi) que traz todo o histórico da criação e aperfeiçoamento desses critérios, desde o ano de 1985.

Não encontramos, no documento, explicações sobre a metodologia de cálculo do valor médio dos livros. Esse cálculo foi realizado em 1996 (p. 4), e de lá para cá podem ter ocorrido mudanças no mercado editorial, com reflexos no preço médio dos livros. A percepção de que os livros da área de humanas são mais baratos do que os das demais áreas ainda é correta? Esse cálculo leva em consideração o preço dos livros de arte e catálogos de exposição importados, catalogues raisonnées, partituras com partes de execução, caixas de CDs e DVDs com obras completas de determinados compositores e  cineastas, livros técnicos da área de audiovisual e outros materiais bastante usados nos cursos da ECA?

O DT-SIBi trabalha constantemente na atualização de critérios e procedimentos de trabalho e, certamente, essas questões ainda serão levadas em consideração.

As verbas para aquisição de acervo para as bibliotecas só podem ser usadas para essa finalidade. O controle sobre esses gastos é bastante rigoroso e a compra é realizada por meio de pregões, como explicamos no post citado acima.

Também recebemos livros adquiridos por bolsistas da FAPESP, que recebem verbas para compra de materiais necessários à sua pesquisa, devendo encaminhá-los para a biblioteca de sua unidade. São uma fonte importante de atualização para nosso acervo, sobretudo nessa época em que as verbas da USP têm sido bastante reduzidas.

A verba do Programa de Aquisição de Livros para 2018 não foi, até o momento, liberada. É uma pena, mas ainda não perdemos as esperanças…

Quanto à questão de não encontrarmos o livro que a gente quer aqui na ECA, mas em outras unidades, não é tão fácil responder. Nem sempre é só um problema de ter mais ou menos verba. Talvez ninguém da ECA tenha solicitado o item e a biblioteca não tenha identificado a necessidade de comprá-lo, ou já tivesse esgotado no mercado quando recebemos a solicitação. Ou pode ser que alguém dessa outra unidade tenha optado por doar o livro à sua biblioteca, não à da ECA. E não podemos esquecer de que a ECA e sua biblioteca foram criadas na década de 1960, por isso ainda não conseguimos acumular coleções tão grandes quanto as escolas centenárias da USP. De qualquer forma, os acervos de todas as bibliotecas podem ser emprestados por qualquer usuário USP, logo, mesmo que o livro dos seus sonhos não esteja aqui, você poderá ter acesso a ele sem grandes problemas.

Dicas:

Para solicitar  a compra de um livro, preencha este formulário:

http://www3.eca.usp.br/biblioteca/aquisicao/sugestao

Para acompanhar as novidades no acervo, siga-nos no Libib, no Facebook, ou assine nosso boletim Acontece na Biblioteca.

Se tiver dúvidas sobre o processo de aquisição, entre em contato conosco pelo e-mail ecabiblioteca.aquisicao@usp.br.

Para dúvidas sobre os critérios de distribuição de verbas, escreva para o DT-SIBi no e-mail atendimento@dt.sibi.usp.br.

 

foto: Andrew Czap (Flickr)


Entre livros : sugestões de leitura

09/12/2013

O fim do semestre letivo anuncia uma pausa nos estudos, breve intervalo na rotina diária das leituras diretamente relacionadas à formação acadêmica. Para aqueles que desejam aproveitar um pouco deste tempo se enveredando por novas e prazerosas leituras, a Biblioteca irá, em alguns posts, publicar listas com sugestões de obras do nosso acervo.

Para começar, apresentamos textos que têm como elemento central ela: a Biblioteca

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A biblioteca à noite.   Alberto Manguel

Nos quinze ensaios de ‘A biblioteca à noite’, os valores e sentidos representados no ato de colecionar livros são esmiuçados, pois é certo que ao longo da história as bibliotecas simbolizaram as aspirações e os pesadelos mais díspares da humanidade.

cristinacapaMemórias de uma guardadora de livros. Cristina Antunes

Cristina Antunes  nos fala de sua experiência de mais de duas décadas de trabalho na biblioteca de José Mindlin. Ela reflete sobre seu ofício e conta ao leitor os aprendizados daí desencadeados.

deweyDewey um gato entre livros.  Vicki Myron

A rotina da pacata cidade de Spencer, nos Estados Unidos, se transforma após um gato ser encontrado na biblioteca pública. A diretora da biblioteca, que achou o gatinho na caixa de devolução,  resolveu nos contar essa história real de um gato que fez da biblioteca e da cidade  sua casa bem como dos moradores os seus melhores amigos.

22858282O amor às bibliotecas.   Jean Marie Goulemot

O professor  Goulemot é um ávido leitor e  grande frequentador de bibliotecas. Nesta obra praticamente autobiográfica, que remonta às suas principais lembranças, ele relata suas andanças por bibliotecas da França, Espanha e Estados Unidos.

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A biblioteca esquecida de Hitler: os livros que moldaram a vida do Fürher.  Timothy W. Ryback

Sabe-se que as três bibliotecas particulares de Adolf Hitler, localizadas em Berlim, Munique e no refúgio de Obersalzberg,  nos Alpes bávaros, chegaram a abrigar mais de 16 mil volumes. O mais enigmático dos genocidas do século XX possuía coleções completas de Shakespeare, Goethe, Schiller, Kant e Fichte, encadernadas com ostensivo luxo e assinaladas com o característico ex-libris nacional-socialista. Livros sobre ocultismo e misticismo racial também despertavam a atenção do leitor assíduo, porém caótico, que se vangloriava de ler ao menos um livro por dia.

64137A biblioteca desaparecida: histórias da biblioteca de Alexandria. Luciano Canfora

Ptolomeu Filadelfo quer reunir todos os livros do mundo; o califa Omar pretende queimá-los todos, salvo o Corão. Entre esses dois sonhos, nasceu e foi destruída a monumental biblioteca de Alexandria, cidade que por mais de mil anos serviu de capital cultural do Ocidente.
Para narrar a história dessa imensa coleção de livros, o autor retoma uma antiga técnica dos bibliotecários de Ptolomeu: a montagem e a reescritura das fontes, fundidas numa prosa aparentemente romanceada, mas na realidade baseada, quase frase por frase, em textos antigos. A história da maior biblioteca do mundo se confunde assim com a história dos livros que acumulou e dos livros que a descreveram, como uma última crônica de um erudito bibliotecário de Alexandria.

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O nome da rosa. Umberto Eco

Durante a última semana de novembro de 1327, em um mosteiro franciscano italiano paira a suspeita de que os monges estejam cometendo heresias. O frei Guilherme de Baskerville é, então, enviado para investigar o caso, mas tem sua missão interrompida por excêntricos assassinatos. A narrativa se dá em meio aos mistérios que cercam o livro e a leitura no mosteiro.

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O bibliófilo aprendiz.   Rubens Borba de Moraes

Nas palavras do autor, aqui se tem a “prosa de um velho colecionador para ser lida por quem gosta de livros, mas pode também servir de pequeno guia aos que desejam formar uma coleção de obras raras, antigas ou modernas”.

525082O poder das bibliotecas: a memória dos livros no Ocidente. Direção de Marc Baratin e Christian Jacob

Mais que uma história das bibliotecas e do livro, ‘O Poder das Bibliotecas’ trata da leitura erudita, de sua história, de seu imaginário, mas também de seu quadro institucional e arquitetônico, de suas determinações materiais – o trabalho na biblioteca e o recurso aos livros, como depósito e instrumento de conhecimentos, como etapa na geração de novos livros e saberes; os efeitos cognitivos inerentes à acumulação dos livros, à sua materialidade, aos laços que tecem entre si e com o mundo.

665819A longa viagem da biblioteca dos reis.   Lilia Moritz Schwarcz

A narrativa de ‘A longa viagem da biblioteca dos reis’ começa a partir do terremoto que em 1755 destruiu Lisboa e com ela a célebre Real Biblioteca. A partir daí, percorre eventos fundamentais da história brasileira, sempre através dos livros, chegando ao processo de independência brasileiro – quando se pagou, e muito, pela Real Biblioteca.

Ficou interessado em algum livro? Consulte a localização e disponibilidade no Dedalus

Também vale a pena conferir o post em que apresentamos alguns filmes que trazem em seu enredo bibliotecas e bibliotecários


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